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Foi na véspera de Natal de 1914, em Ypres, na Bélgica. À noite, nas linhas inglesas, alguém começou a cantar o Adeste Fidelis, o lado alemão fez coro. Um inglês gritou que ia sair da trincheira desarmado, um alemão fez o mesmo. Outros seguiram-nos. Trocaram presentes. Jogaram futebol. A trégua informal terá abrangido 100 mil soldados inimigos. Aconteceu.

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Obrigado, Rodolfo

por Fernando Sousa, em 23.12.16

e portanto e porque acho injusto que as pessoas não saibam nem quantas são nem como se chamam as renas do Pai Natal, o que além do mais é pouco cristão, ou para me limpar de um dia ter comido, sem saber, num hotel de Helsínquia, uma deliciosa carne rosada que só no fim me disseram de que era, ou em homenagem aos deputados que entretanto e por fim reconheceram que os animais não são coisas, deixo aqui, um a um, os nomes das incansáveis companheiras do bom velho: Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão, Relâmpago e, claro, Rudolfo, a do nariz vermelho e brilhante, capaz de conduzir o trenó e as amigas por entre os mais grossos nevoeiros e as mais violentas tempestades, aparcar sem problemas no estacionamento das grandes superfícies e pairar ao milímetro sobre as nossas chaminés. Nove portanto, ao todo, e não oito apenas como eram até ao século XIX, sem o Rodolfo. Que fique o registo e o reconhecimento, no meu caso por me terem feito companhia a vida toda, colorido e aquecido a imaginação e tornado a realidade menos cinzenta, ácida, fria e geométrica. Obrigado, renas, bom Natal a todos.

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 19.12.16

Pois parabéns com alguns dias de atraso aos cooperantes – eh, pá, esta dos cooperantes aqui juro que me veio de repente aos lábios e me soube bem! – do Escrever é triste, entre nós desde o dia 14 de Dezembro de 2011, que me foram entusiasmando mas nunca abracei como devia, que escrever também pode ser isso. Ele aí vai, esse abraço adiado! Devo aos tristes Manuel S. Fonseca, Rita Vasconcelos e outros, que eles são muitos, alguns dos melhores posts desta torrente de escrita, pois se escrever pode “impedir a conjugação de tantos outros verbos” (Drummond de Andrade), ler pode ir ao encontro do sol que faz lá fora. Informado, versátil, diverso, maduro e sei lá mais o que dizer dele, é um dos meus blogues. 

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lisboa, uma grande surpresa

por Fernando Sousa, em 13.12.16

Ora estando eu muito bem, a coisa foi de repente, telefonaram-me do arquivo da câmara de Lisboa a perguntar-me o que é que eu era a José Cândido d´Assumpção e Sousa, assim mesmo, que parentesco era o nosso, e eu que era bisneto, e a seguir a anunciar-me que iam homenageá-lo com a exposição das fotografias que tirara à cidade, com um sócio, Arthur Júlio Machado, entre 1898 e 1908. Sentei-me para ouvir o resto, uma história incrível, agora à vista de todos na Rua da Palma, 246, com o título lisboa, uma grande surpresa. Aconteceu então que andando há anos a tentar identificar os autores de milhares de fotografias do primeiro levantamento fotográfico sistemático da cidade, investigadores da CML deram com o meu bisavô e um amigo dele, o avô do Carlos Avilez, esse mesmo, o do teatro de Cascais, que palmilharam a capital durante dez anos para a fotografarem antes que uma parte viesse abaixo – como aliás aconteceu. Eu não sabia de nada e o neto do Arthur ficou tão pasmado quanto eu. Mas o que interessa mesmo é que a memória da cidade está a salvo.

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O longo braço de Mohammed VI

por Fernando Sousa, em 06.12.16

Sabíamos, enfim sabia quem sabia, que em Marrocos há três coisas que convém não discutir para não incorrer na ira do regime, que são Maomé, o rei e o Sara Ocidental, o que não sabíamos, e passámos a saber, é que o longo braço de Mohammed VI chegou à Covilhã, aparentemente através de uma cartinha, e levou a direcção da Universidade da Beira Interior a proibir a realização nas instalações da escola da conferência “Sahara Ocidental: a luta pela autodeterminação de um povo, promovida por estudantes de Ciência Política e Relações Internacionais. Isto em resumo do que os jovens fizeram saber pelos próprios meios uma vez que a comunicação social passou mais um dia às voltas com a puta da Caixa. A iniciativa acabou por realizar-se, nas instalações da Assembleia Municipal, mas ficou em muitos de nós, de outras épocas e memórias, a vergonha de ver abandonados à ocupação marroquina aqueles que há anos estiveram ao nosso lado contra a indonésia de Timor-Leste. Dixit.

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 24.07.16

Foi pelo Dá Fala que soube que James “Blood” Ulmer, esse guitarrista maior do jazz, vinha a Lisboa. Podia ter sido pelos jornais ou a agenda da câmara, mas foi pelo Dá Fala, um blogue de cultura contemporânea africana cheio de música, artes plásticas, literatura, teatro ou cinema, que espreito com a regularidade possível. Abram-no, vão gostar. E já agora passeiem pela Buala, a plataforma onde está alojado. Boas viagens. 

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Livros desobedientes

por Fernando Sousa, em 13.06.16

Do Parque trouxe ontem o Movimento perpétuo, da Ana Cristina Pereira, cheio de portugueses de um lado para o outro, em geral obrigados a isso, na nossa história recente, e os Textos dispersos, de Max Stirner, frequentemente visto como um cabelo na sopa de filosofias e movimentos do século XIX. A Ana trouxe-a porque gosta de margens e sabe olhar para dentro das coisas, o Stirner porque pensou no que não devia. 

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Desilusão no Parque

por Fernando Sousa, em 02.06.16

Noite de feira no Parque, a primeira este ano. Duas compras e uma desilusão. As compras foram Gaspar Ruiz, de Joseph Conrad, de quem tenho quase tudo, e A Asa e a Luz, de Rabindranath Tagore, de quem não tinha nada. A desilusão foi não ter encontrado o que quer que fosse de David Mourão-Ferreira, nem na Presença. Extraordinário!

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Fora de série (13)

por Fernando Sousa, em 28.05.16

Há uns meses andava eu numas arrumações quando encontrei um pedaço de papel pardo com uma letra esquisita, a lápis, com um nome, Ben Cartwright, e uma morada de que só eram nítidas três letras: NBC. Bingo!! Era a prova definitiva que nalgum ponto do meu passado tinha privado com a família feliz de Nevada! Num segundo fiquei com o papelito na mão e a cabeça no tempo em que ainda havia heróis, não sei se se lembram... Eram os anos 60 e a tv por cá era uma menina. Já tinha deixado o Zorro e entretinha-me aos domingos com o Stingray, o submarino da World Aquanaut Security Patrol, do capitão Troy Tempest. O pedaço de pacote de açúcar amarelo tivera a morada do patriarca grisalho da Ponderosa, o Ben Cartwright, ele próprio, o da Bonanza, a série de David Dortort exibida pela NBC entre 1958 e 1973, para quem tencionava escrever não sei para quê, talvez para lhe contar das noites em que esperava, no café Monserrate, ansioso pelo mapa a arder e o tema musical do guitarrista Tommy Tedesco que me ficou nos ouvidos – a mim e ao Johnny Cash (Ring of Fire: The best of Johnny Cash, 1963).

 

 

Sabia lá eu, aos 10 anos, onde era Nevada e a fazenda desta família de ganadeiros e madeireiros podre de rica, nas margens do Lake Tahoe, ou a poeirenta Virginia City, com rolos de urze nas ruas, do xerife Roy Coffee (Ray Teal), sofria apenas pelo regresso dos quatro magníficos a cavalgarem na minha direcção!! A semana para mim era o espaço entre dois episódios da saga, a primeira do seu género transmitida assim pela tv, pelo menos cá, a preto e branco, só me escapa o dia – tenho ideia de que era aos sábados, alguém aí que me ajude... O epicentro era sempre a casa de Ben, interpretado por Lorne Greene, de onde ele administrava os 2600 quilómetros quadrados de vacas e madeiras de Ponderosa, além da família, e ajudava Coffee contra bandidos e trapaceiros. Viúvo três vezes e com um filho de cada mulher, Adam (Pernell Roberts), Eric, o gordo e ingénuo “Hoss” (Dan Blocker) e Joseph ou “Little Joe” (Michael London), o velho fazendeiro geria tudo com fé, trabalho e se fosse preciso a murro, e como batia bem! De todos de quem eu gostava menos era de Adam, que um dia desapareceu do saloon onde eu ia todas as semanas, soube mais tarde que tinha deixado a história e emigrado, acho que por uma questão de cachet, ouvi dizer, preferindo o bonacheirão e o sempre-apaixonado Joe Pequeno. Ah, e o Hop Sing, o cozinheiro chinês, com quem o caçula passava a vida a meter-se pelos cozinhados e por comer os erres. Às vezes também havia mulheres, que era quando aquilo ficava sem tiros nem graça. Bonanza era uma novidade por combinar ladrões de gado, batoteiros, garimpeiros e um grupo de homens honrados, generosos e bravos, geneticamente bons, americanos por definição portanto, fora do registo de banditismo puro, duelos ou carroças a fugirem de navajos em Monument Valley... Um western de princípios, a harmonia no Oeste, nem de outra forma teria durado o que durou, e passado na nossa RTP. Evidentemente a série foi acompanhada de uma colecção de fotogramas (com coloração manual, uma estreia, distribuída cá pela APR) e eu fui um dos que a começou e não acabou, pois eles saíam repetidos nas saquetas e a semanada era curta, pelo que trocava os que tinha a mais pelos que não tinha ou ganhava-os aos outros nas escadinhas do Sintra-Cinema na “chapadinha”: dando um golpe seco com a mão em concha sobre cromos que seriam meus se o vácuo os virasse de rosto. Foi assim que uma vez ganhei um cromo do Adam e noutra perdi um do “Joe”... Depois a Bonanza acabou, Lorne Greene entrou em mais trinta dos seus 65 filmes, Michael Landon fez Uma Casa da Pradaria (1974) e Um Anjo na Terra (1984), onde interpreta um papel ridículo, cresci, vim a descobrir que o Nevada era também o estado da misteriosa e muito restrita Área 51, que ainda deve ser, os heróis foram-se ao entardecer e eu fiquei desse tempo com um pedaço de papel pardo a dizer Ben Cartwright e três letras, NBC, prova de que algures no meu passado privei mesmo com a família de Ponderosa. 

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Vá, não custa nada:

por Fernando Sousa, em 24.05.16

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 Estão abertas as inscrições para o próximo ano lectivo. A Celestina passou por lá.

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Nuit Debout

por Fernando Sousa, em 03.05.16

A França vive momentos que lembram outros mas que não terão certamente as mesmas consequências - já não há sans culottes e estamos em 2016. De todo o modo refresca saber que na Europa ainda há gente que se junte na rua para discutir o que importa a todos. A foto, do dia 29, não é muito boa mas foi a que consegui da Nuit Debout, que dura há mais de um mês na Place de la Republique, onde se discute todos os dias, e noites, a lei El Khomri e mais tudo o que a praça acha de errado num país governado por um Presidente que não se sabe muito bem o que fazer, se dialogar se partir cabeças

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 29.06.15

Adorava o que fazia, tinha sempre um sorriso e gostava de cantar. Tinha o sol na cara. Trabalhei com ele, com o David Clifford, que, como toda a gente, morreu cedo, no seu caso ainda mais cedo pela pouca idade que levava e o mundo que ainda queria - e que tanto o queria. Eu, e tantos! Fica aqui parte do seu trabalho, um trabalho sempre atrás da luz, que numa vida bem vivida é a direcção certa. 

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G3 portuguesas matam no Sudão do Sul

por Fernando Sousa, em 27.05.15

Quem é que anda por aí a despachar velhas G3 - velhas mas operacionais - para o Sudão do Sul? Bom, não estou à espera que alguém ponha o dedo no ar, mas que elas apareceram lá, apareceram. Foram descobertas no fim do ano passado pela UNMISS, a missão da ONU no país, mas escaparam aos média aqui. A denúncia está no Jirenna, blogue do jornalista e missionário José Vieira, com oito anos passados na jovem república, há 18 em guerra civil. Foi postada ontem, com o título G3 portuguesas matam no Sudão do Sul,  e remete para factos com datas frescas. Cálculos por alto apontam para pelo menos 50 mil mortos no conflito. O papel de Portugal no comércio mundial de armamento é notícia antiga. Sabemos é pouco sobre ele. Talvez as provas encontradas agora, relatadas pela Small Arms Survey, sirvam para alguma coisa. Na segunda foto são nítidas as letras FMP - Fábrica Militar Portuguesa. Que tal se a Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias se debruçasse um pouco sobre o caso?

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 23.03.15

São cada vez mais os cursos e os estúdios de Animação em Portugal. E em maior número os animadores de imagem, jovens e talentosos. Mas nem todos ficam por cá, como Estrela Lourenço, cujo blogue deixo aqui. 

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Perante o injusto não se calava

por Fernando Sousa, em 18.02.15

Conheci-o no Tempo. Era um devorador de livros, um apaixonado pelo cinema, um comedor de conhecimento. Trabalhava com calma, imune às tensões, incluindo as das horas de fecho. Nunca alimentou peneiras de quarto poder. A ironia era nele uma defesa, não um modo de vida - e se era bom nela! A sua escrita era rigorosa, informada, incisiva se fosse caso disso, e elegante, escrevesse sobre política, cultura ou desporto. Uma vez, por esses anos, desapareceu durante dias sem aviso prévio ou mensagem de doença. Quando o motorista do jornal lhe bateu à porta, encontrou-o com uma barba de dias e um monte de livros à direita, lá lidos, e outro à esquerda, por ler. Admirou-se que andassem à sua procura. Chamava-se Albano Matos, tinha 59 anos, trabalhou no DN até Junho do ano passado, quando o meteram num pacote de dispensáveis e o mandaram fora. Tinha outra coisa rara: perante o injusto, não se calava. Também por isto vai fazer falta. 

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Teseu e o bicho

por Fernando Sousa, em 06.02.15

 

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De como Atenas se fartou de pagar tributo a Creta e Teseu matou o bicho. E não foi assim há taaaaantos anos! Uma lenda inspiradora. 

 

 

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Uma pergunta:

por Fernando Sousa, em 04.02.15

Como lidar com o discurso do ódio?

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Passado presente (CCCXCVII)

por Fernando Sousa, em 23.08.14

Tintim, número 21, 19.10.1968

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Passado presente (CCCXCIII)

por Fernando Sousa, em 13.08.14

Cavaleiro Andante, número 221, 24 de Março de 1956

(Semanário Juvenil, director Adolfo Simões Muller)

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Passado presente (CCCXCI)

por Fernando Sousa, em 09.08.14

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Passado presente (CCCLXXXIX)

por Fernando Sousa, em 08.08.14

Lembram-se?

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 03.08.14

 

Portuguese Riders Crew é um blogue arrítmico, sem trincheiras políticas ou ambições literárias. E muito naiv. É um bloco de notas de jovens caminhantes portugueses, alguns cientistas, que lá vão deixando as suas pegadas, do Senegal, dos Galápagos, da Austrália, tão despreocupadamente que às vezes até se esquecem de dizer de onde escrevem – por acaso sei que Banfora é no Burkina Faso, cenário da mais recente das historinhas, a do jovem Siaka, que nos deixa a saudade dos mitos. Na foto, a floresta dos wokoulonis. 

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Holocaustos

por Fernando Sousa, em 29.07.14

 

Houve mil holocaustos, não houve só um. Negacionismo é passar sobre todos eles. Acabei de ler um: Holocausto brasileiro, da jornalista Daniela Arbex. Este foi também no século XX mas no Brasil, no centro “hospitalar” de Colónia, Barbacena, Minas Gerais. Milhares de pessoas, homens e mulheres, de todas as idades foram ali internadas por supostos transtornos mentais entre 1903 e o fim dos anos 80. Morreram 60 mil. A maior parte, 70 por cento, não tinha nenhum diagnóstico de doença mental. Eram epilépticos, alcoólicos, homossexuais, prostitutas, meninas engravidadas por patrões, mulheres despachadas para que os maridos pudessem viver com as amantes, brigões, pessoas só entristecidas. Sobreviviam comprimidos, metidos às centenas em armazéns, dormiam sobre palha, entre piolhos e carraças, andavam nus, eles e elas, bebiam água de esgotos, comiam mal e quase nada. Os bebés sobrevindos eram vendidos. Morriam todos os dias, às vezes da cura – era o tempo dos electrochoques. Depois eram vendidos ao quilo às faculdades. E tudo isto durante décadas, com a conivência de médicos, enfermeiros, funcionários e do Governo brasileiro. Basaglia, o psiquiatra italiano que levantou a voz contra os manicómios, foi lá em 1979:  “Estive hoje num campo de concentração nazi. Em lugar nenhum do mundo, presenciei uma tragédia como essa”. Uma das melhores reportagens da mais-do-que-premiada Daniela Arbex, que salvou milhares de pessoas do esquecimento e devolveu o nome a muitos sobreviventes. Faz-me bem saber que vive no mesmo mundo que eu. 

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Um gangster na CPLP

por Fernando Sousa, em 28.07.14

A fase 1 da Guiné Equatorial acabou, vamos à fase 2: a CPLP deve expulsar o novo membro para evitar transformar-se num gang. Os motivos são os mesmos por que não deveria ter sido aceite e mais este aqui, acabadinho de me chegar: http://www.diariorombe.es/obiang-nguema-quien-quiere-perder-a-un-miembro-de-su-familia-sin-ninguna-razon/. Mas podem ver melhor aqui sem filtros: http://coupdegueuledesamuel.blogspot.pt/. Está em castelhano e francês, claro. Numa tradução livre para português poderia ficar assim: “Então, ó papalvos, vocês acham mesmo que eu ia acabar com a pena de morte? Mas que tansos!” 

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Delitos poéticos (19)

por Fernando Sousa, em 19.07.14

 

Habito na Possibilidade –

Uma Casa mais bela do que a Prosa –

Em Janelas mais numerosa –

Em Portas – superior –

 

De Quartos como Cedros –

Impregnáveis ao Olhar –

E por Telhado Duradouro

Os Telhados do Céu –

 

De Visitantes – a mais bela –

Isto – para a Ocupar –

O abrir largo as minhas Mãos estreitas –

Para colher o Paraíso –

 

Emily Dickinson

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Blogue da Semana

por Fernando Sousa, em 10.02.14

Para quem tenha dificuldade em distinguir um castanheiro de uma erva aromática, não saiba que há flores que também se comem ou pense que a permacultura é uma técnica de reprodução humana em laboratório, clique aqui no Malva Silvestre e cure a ignorância. É o blogue da Fernanda Botelho, onde ainda pode ficar esclarecido de como, e porquê, as cenouras amam os tomates, e encontrar receitas extraordinárias como um risotto de urtigas. Se sofrer de urticária, também encontra lá jeito de a curar. E tudo acompanhado de belíssimas fotos. Se quiser saber mais, então terá de ir à Tojeira, para os lados do Magoito, Sintra. 

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Um livro muito acima

por Fernando Sousa, em 08.02.14

Uma coisa é não conseguirmos dormir, outra é darmo-nos a vigílias; refiro-me, calma aí, à Piada Infinita, de David Foster Wallace. Muito, muito, muito mais do que um livro, saberei no fim porquê... Saboreio-o sem pressa, como aprendi a ler. Felizmente que vou nas primeiras páginas das 1198 que tem, sem poder garantir que não volte ao princípio...

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Quando o diabo assobia

por Fernando Sousa, em 06.02.14

Às vezes são os acontecimentos que vêm ter connosco. É raro. Foi assim esta manhã quando fui espreitar o dia, na Praia do Magoito. Na linha dos olhos, o vento tinha arrancado o telhado da esplanada em frente e espetado madeiras, plásticos e telhas em três postes, deixando a casa perto dos intestinos. Isto depois de o diabo ter passado a madrugada a assobiar. O resultado está à vista. Se a arte dispensasse a intenção, diria que é arte. Aproveitem, pois nenhum media chegou a tempo. 

 

 

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INVICTUS

por Fernando Sousa, em 06.12.13


Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul. -
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed. -
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.
It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul. 

(O poema de William Ernest Henley, que acompanhou sempre Mandela)

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Tempos bem modernos

por Fernando Sousa, em 29.11.13

 

Charlie Chaplin, 1936, "futurista" e tudo...

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Marinho Pinto

por Fernando Sousa, em 29.11.13

Goste-se ou não dele é um português que não se engasga: António Marinho Pinto. Não há muito disto. A última entrevista dele como bastonário foi hoje para o ar na Antena 1. Nos seus dois mandatos meteu muitas vezes o pé na argola, outras chamou os bois pelos nomes. Mas que deu vida à Ordem dos Advogados, isso parece-me que sim. 

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A violência só pode aumentar

por Fernando Sousa, em 27.11.13
"É impossível sossegar indefinidamente os cidadãos”, disse esta manhã, em entrevista à Antena 1, o sociólogo Moisés Martins, director do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho. Sem uma mudança das políticas que são contestadas, a violência dos protestos deverá aumentar nos próximos tempos. O investigador argumenta que a classe política em geral – com a condescendência dos média – descolou do país real e dos cidadãos reais, ou seja, do sofrimento da população. Refere ainda que é difícil para os cidadãos terem voz, visto que o espaço público foi tomado de assalto pela classe política, com os profissionais da informação a desistirem de informar e formar os cidadãos cercando-se de analistas comprometidos com os partidos, pelos banqueiros e financeiros. O poder político, que feitas as contas ao pormenor representará uma minoria do eleitorado, espera dos cidadãos um desespero, um sofrimento, um protesto "cordato", isto é, que não incomode. A raíz do problema é o sistema político e económico em que vivemos. E não atacando a raíz do problema, a violência só pode aumentar. Uma entrevista a ouvir aqui

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Dia Nacional da Língua Gestual

por Fernando Sousa, em 15.11.13

Hoje é o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

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Mas afinal suicidou-se ou mataram-no?

por Fernando Sousa, em 08.11.13

 

Parece que Allende poderá não se ter suicidado... A dúvida volta a agitar o Chile. A tese de que o antigo Presidente preferiu pôr termo à vida do que entregar-se foi defendida durante anos por colaboradores próximos e a família. Em 2011, para acabar com zunzuns de que não fora nada assim, que o tinham era morto, um juiz ordenou que o exumassem. Terminada a peritagem, os médicos forenses puseram-se de acordo: matara-se mesmo, com um disparo da AK-47, que Fidel Castro lhe oferecera. E o cadáver voltou a ser sepultado, com a sua verdade. Mas dois jornalistas e um médico chilenos não ficaram convencidos, esburacaram no episódio e encontraram indícios de que muito, muito provavelmente foi mesmo morto pelos assaltantes de La Moneda, na manhã do dia 11 de Setembro de 1973. São dos títulos que mais estão a vender na Feira do Livro de Santiago, a FILSA, nos 40 anos do golpe de Pinochet. Um é assinado por Maura Brescia e o outro por Francisco Marín e Luis Ravanal (médico). Brescia por exemplo enumera contradições e inconsistências nas conclusões forenses, diz que o líder da Unidade Popular foi atingido por dois disparos na cabeça, tendo o segundo sido feito para encenar o suicídio. E que este não foi de nenhuma AK, espingarda que de resto nunca foi encontrada. Bom, se tiver sido assim, e não vai ser fácil prová-lo, os militares sairão bem pior da história. Para Allende e o mito será indiferente. 

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E viva a monarquia!...

por Fernando Sousa, em 07.11.13

Bom dia, princesa, Mem-Martins

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"Se tudo passa..."

por Fernando Sousa, em 04.11.13

 

 

"Se tudo passa, talvez passes por aqui..." Rua do Cuco, Magoito. 

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O amor é:

por Fernando Sousa, em 03.11.13

A presidente da câmara de Tomar, Anabela Freitas, PS, nomeou o companheiro, Luís da Silva Ferreira, PS, para chefe de gabiente de apoio à presidência. Se isto não é amor, onde está o amor? Parece que o povo anda a rosnar. Mas Anabela saberá com certeza contornar este pequeno obstáculo...

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Um comediante perigoso

por Fernando Sousa, em 02.11.13

Quando um comediante fala de coisas sérias pode tornar-se perigoso. O que é suposto é que divirta, não que chateie. Foi o que aconteceu com Russell Brand, a propósito de uma entrevista que deu à BBC, criticando o sistema capitalista neoliberal e a ideia de que os recursos e o crescimento económico são ilimitados. E a esquerda que não se ria. A coisa tornou-se viral nas redes. Evidentemente, os vigilantes de serviço intervieram para repor a ordem: o homem devia era fazer rir, não aborrecer. O pensamento é uma área com o direito de admissão reservado. A história está contada e comentada aqui, e vale a pena lê-la. Passa em revista parte dos truques de que se serve um sistema falhado e gerador de desigualdades para desacreditar quem o critica e impedir o próprio pensamento - e eventuais alternativas. Outro post para reflectir. 

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Sim, o Estado que se reforme!

por Fernando Sousa, em 31.10.13

Boa notícia, boa notícia, seria, não a reforma do Estado, mas a sua aposentação; já fez o que tinha a fazer, podia vestir o roupão, calçar os chinelos de quarto e passar o resto dos seus dias a ver telenovelas. Esta também é só para reflectir. 

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Allah-o-Akbar!

por Fernando Sousa, em 30.10.13

O xeque Ali al Hemki, membro do Conselho dos Estudiosos da Arábia Saudita, emitiu uma fatwa, um decreto islâmico, proibindo as viagens a Marte, noticiou o jornal Ah Hayat, citado pela EFE - e o DN. Allah-o-Akbar! Quem comprou bilhetes, aconselho que os devolva. 

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Ai, liberdade!

por Fernando Sousa, em 30.10.13

Sobre os riscos de pertencer a um clube - ou as vantagens de não pertencer a nenhum. Só para reflectir. 

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Livros de cabeceira (9)

por Fernando Sousa, em 28.10.13

 

Corto [Maltese]: “... tem de ser na primeira sexta-feira da lua. Compras uma fita azul de comprimento médio em nome da rapariga que amas... Dás um nó dizendo versículo 5 da surata 30, dita Dos Venezianos ou, se preferires, Dos Bizantinos... Mas não o apertes antes de recitares todo o versículo... Depois, amarras a fita no teu braço esquerdo, e, com esse braço, acaricias a rapariga que amas e... tudo correrá bem.” Cush [da tribo dos Beni Amer]: “E se ela não quiser que eu a acaricie?” Corto: “Então, arranja outra...” (O golpe de misericórdia, in As Etiópicas). Precisava de Corto Maltese depois de terminar "Meio Sol Amarelo" (Chimamanda Adichie) e antes de pegar na piada infinita de David Foster. Não levem a mal: Corto é culto. Voltamos sempre a ele. 

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Aviso amarelo

por Fernando Sousa, em 24.10.13

Aviso amarelo para todo o território. Volto a pensar nos que mantiveram o pensamento à tona da banalização do mal, nos que assumiram qual era a risca mais curta dos cartõezinhos de S. Asche ou que abandonaram, quase nos 450 v., os testes de Milgram. Vem-me à cabeça um montão de nomes de justos. Pressinto na mera indignação uma colossal perda de tempo. Bom. A chuva abrandou. Vou aos correios. Afinal estamos sob aviso amarelo, e não é só hoje. Ou não? Pode ser que a carta chegue, e se chegar que tenha resposta... Quem sabe? 

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O que estou a ler (17)

por Fernando Sousa, em 30.09.13

 

Não sei quantas vezes interrompi um livro ou o pus de lado. De forma que esta nota teria mais cabimento numa rubrica como a do Pedro sobre livros deixados do que aqui. Mas foi o que acabou de acontecer com mais um da Mercè Rodoreda. A gente veste a roupa conforme o frio e talvez seja assim também com os livros e a disposição, isto para libertar desde já a autora de A Praça de Diamante, de qualquer culpa. Para ir ao ponto: deixei A Morte e a Primavera a meio, literalmente a meio, ainda sem saber como lá cheguei. O relato começou por me atrair, na Feira do Livro, pelos seus 3 euros e a meditação sobre os ciclos da vida, mas assim que me senti um freguês da sua aldeia desolada, tanto a cheirar a estrume como a glicínias, entre gente sem cara, cruel e comedora de cavalos, divertida a esmagar abelhas, dentro de uma atmosfera medievalizante e irreal, e de uma escrita obsessiva, comecei a torcer o nariz e a roer as unhas, e a sentir-me mal; e interrompi. Já me tinha acontecido isso com Quanta, quanta guerra e o seu herói, Adriá Guinart, que nunca a viu e tudo o que fez foi matar uma velha. Quem uma vez leu A Praça do Diamante quis com certeza ler mais alguma coisa de Rodoreda, cuja vida, a fugir de franquistas e nazis, justifica a densidade dramática da sua escrita, que se nos mete debaixo da pele, que inflama. Mas como disse precisamos de estar com a disposição certa, e eu não estava. [Ia fazer também um apontamentozinho sobre o Brumário, de Arménio Vieira, Prémio Camões de 2009, mas inibi-me]. Entretenho agora a alma com o Meio Sol Amarelo (ASA), da nigeriana Chimamanda Adichie. Já sei para onde me leva e ainda vou no cenário, nos sonhos revolucionários do senhor Odenigbo e nos amores das irmãs Olanna e Kainene; cheira-me a petróleo e a genocídio. Era muito miúdo quando o pivot da televisão anunciou que iam transmitir imagens susceptíveis de chocar as pessoas e mandaram-me para a cama. Terá sido aí por 1967. Ainda hoje vejo pela frincha da porta um ibo a ser fuzilado. Disse “ai, aiiii” – e caiu. Tenho-o nos ouvidos. Mas hoje já ninguém me manda para a cama.

 

E tu, Ivone? Que leituras andas a fazer?

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Foi há 40 anos

por Fernando Sousa, em 11.09.13

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Extraordinário!

por Fernando Sousa, em 31.07.13

Bradley Mannings não será condenado a prisão perpétua, porém incorre numa pena de 136 anos. Extraordinário! A juíza que presidiu ao tribunal militar que julgou o soldado que filtrou centenas de milhares de ficheiros para a WikiLeaks foi no entanto magnânima: descontou-lhe 112 dias pelos oito meses em que esteve metido numa cela de 2x2,5 metros e sem janelas, com direito apenas a uma hora diária de recreio. Que humanidade! Mas o mais extraordinário é que o Governo dos Estados Unidos, que se mandou ao Iraque como gato ao bofe com base em mentiras e que vem recusando investigar alegações de tortura e outros crimes, tenha decidido processar Mannings por ter revelado provas de comportamentos de guerra criminosos. 

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Blogue da semana

por Fernando Sousa, em 29.07.13

O tema religião continua  limitado entre nós a uns quantos colunistas, por exemplo Frei Bento Domingues, no Público, aos domingos, Fernando Calado Rodrigues, no Correio da Manhã, às sextas, e Anselmo Borges e Tolentino Mendonça, respectivamente no Diário de Notícias e Expresso, aos sábados. Não é ainda parte da nossa cultura, tradicionalmente laica e republicana. Nem - infelizmente - uma especialidade jornalística a cultivar. Por isso escolhi como blogue da semana o Religionline, um trabalho colectivo de Manuel Pinto, professor da Universidade do Minho, do jornalista António Marujo, ex-Público, com anos de experiência acumulada, e de Joaquim Franco. Contra o que possa parecer não é um blogue proselitista, é um espaço voltado para o “sentido da vida, a dimensão religiosa e a cultura”, com “notas, notícias, procuras e interrogações”, abrangente, atento e crítico. 

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Parabéns, Mandela!

por Fernando Sousa, em 18.07.13

Parabéns, Mandela, pelo teu exemplo de vida, da dor ao amor, da resistência à liberdade.

 

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Uma manchete rasca

por Fernando Sousa, em 17.07.13

Quem apesar das contingências destes tempos difíceis mantém algum amor pela profissão de jornalista não pôde esta manhã deixar de ficar ora branco de espanto ora vermelho de raiva com a manchete do Jornal de Notícias. Por vergonha, uma imensa vergonha, nem a reproduzo. O leitor pode no entanto espreitá-la aqui. O JN tem na sua redacção (ainda) grandes profissionais, amantes do rigor e inimigos figadais da ambiguidade barata. Não foi seguramente nenhum deles o autor deste título tão rasca, que nos envergonha a todos. 

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Um relatório negro

por Fernando Sousa, em 23.05.13

 

Tortura e outras formas de maus-tratos. Uso excessivo da força por parte das polícias. Violência de género e um balanço do Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas de pôr os cabelos em pé. Eis em poucas linhas o que diz o Relatório da Amnistia Internacional de 2013 sobre a situação dos direitos humanos em Portugal, com as medidas de austeridade a ajudar à degradação de direitos, liberdades e garantias que o Estado, esse ente estranho, cada vez mais estranho, deveria proteger, para mais quando acaba de ratificar o Protocolo Facultativo do Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais, que assim aparece como um embuste - como mais um embuste. 

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