Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Solidariedade

por Helena Sacadura Cabral, em 29.10.17

ricardo-a-p1.jpg

 

Ricardo Araújo Pereira começou esta semana, sozinho e por iniciativa própria, uma série de espetáculos solidários de apoio às vítimas dos incêndios. Vai no seu carro, sem qualquer espécie de acompanhamento e percorrerá as zonas mais sinistradas, para lhes trazer o conforto do humor, de que tanto devem carecer. Humor esse que que se irá transformar em dinheiro, integralmente destinado a minorar o sofrimento dessas gentes.

Confesso que sempre me impressionou quem mete mãos à obra, sozinho, usando e oferecendo aquilo que tem. No caso de Ricardo Araújo Pereira, a decisão que tomou merece, da minha parte, os maiores elogios, porque não sei se haveria muita gente capaz de fazer o mesmo. Para mim, ele ganhou um lugar muito especial no campo da solidariedade, porque não só contribui, mas também se envolve diretamente na acção.  

Eu que até não simpatizava muito com ele em determinada altura da minha e da sua vida, dou a mão à palmatória. Trata-se, de facto, de uma pessoa que merece a minha admiração, num campo em que sou sempre muito cautelosa. Aqui fica, portanto, o meu testemunho!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Porque será?!

por Helena Sacadura Cabral, em 24.10.17
Apetecia-me dizer que "estou a ficar velha". Mas seria profundamente ridícula, porque se há alguma coisa que sou, é velha. E, confesso, cada vez gosto mais de o ser...
É que os azares e as desventuras são tantas que, às vezes, tenho dificuldade em acompanhar o dia a dia, embora me considere uma pessoa interessada pelo mundo que me cerca. 
Não, não me estou a referir a Portugal em particular. Estou a referir também a Espanha, o Reino Unido - que de unido vai tendo cada vez menos-, a Alemanha, a Timor, enfim a esta sociedade actual, que parece regredir quando, surpreendentemente, a evolução tecnológica deveria fazê-la progredir.
Porque será que quanto mais evoluímos, menos humanidade revelamos?!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Só por isto?

por Helena Sacadura Cabral, em 19.10.17

MDN.jpeg

   

O país anda tão triste, que já nem reage às noticias que vem recebendo. Agora foi o armamento roubado de Tancos que apareceu, vejam lá, ali ao lado, ao que julgo na Chamusca, todo bem embaladinho. Todo, todo não, porque parece que ainda faltavam umas "balitas", daquelas que nas Glock parece que matam bastante rápido.
Enfim, como não sou especialista e tudo isto tem avariado  o meu coração, entre incêndios, Catalunha e armamento, até corro o risco de trocar o nome das regiões e o dos responsáveis. Se assim for, desculpem, porque é do stress em que tenho vivido desde sábado.
O que não consigo é deixar de perguntar a mim própria - já que os "outros" não me respondem - como é que tudo isto aconteceu. Lembram-se que o ministro da pasta, há uns dias, até admitia que não tivesse havido roubo? 
Não tivesse havido roubo? Mas se o governante se atreveu a dizer isto, teve uma enorme premonição. É que o material estava tão pertinho de Tancos e tão bem acondicionado, que é bem capaz de Azeredo Lopes ter razão. Aquilo não foi roubado, foi apenas deslocado  E é por isso, por ter sido apenas deslocado, por esse pequeno movimento aleatório, que estão a pedir a cabeça do ministro? Francamente, com exigências destas daqui a pouco ninguém quer ser ministro!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Momento único

por Helena Sacadura Cabral, em 14.10.17

teatro.jpg

Portugal vive um momento único e original. Se não relembremos sem ordem nem pontuação que o Ministério Publico concede entrevistas, os banqueiros e os empresários suspeitos de má conduta mantêm o mesmo estilo de vida, o Orçamento é apresentado antes de tempo, mas fora de horas, a reunião que se lhe segue decorre de madrugada, Madona vive em Portugal e diz-se encantada, os portugueses estão felizes como as cigarras costumam estar antes do inverno chegar, a dívida sobe paulatinamente mas ninguém parece lembrar-se da formiga que amealha no bom tempo para sobreviver na tempestade, os sindicatos só falam na função publica, esquecendo que há quem não tenha o Estado como patrão, o relatório sobre Pedrogão Grande é arrasador mas a ministra, tendo mesmo ao seu lado António Costa, afirma que se não demite, pese embora ja tenha demitido um responsável, que já fora readmitido e agora volta a ser demitido. Confuso? Nada! 

É o Portugal europeu, aquele que até já saíu do lixo de uma agência, pejado de turistas, comprado por chineses e paraíso fiscal para todos menos para aqueles que aqui tiveram a sorte de nascer e resolveram ficar. Amália e o Marceneiro, sim, é que nos haviam de cantar... mas azar nosso, já morreram e faltam-nos poetas para propalar o tal momento único e original! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A devida homenagem

por Helena Sacadura Cabral, em 30.09.17

João Lobo Antunes.jpg

É bonito quando os alunos se juntam para lembrar aquilo que devem a um grande professor. Não é só reconhecimento: é generosidade e inteligência. É pensar nas gerações futuras. Actualiza a gratidão, mantém a memória e refresca a toponímia. É o que estão a fazer os médicos que foram alunos do João Lobo Antunes. Juntaram-se imediatamente milhares de outras pessoas cujas vidas foram melhoradas, academicamente, pessoalmente e medicamente pelo grande professor, investigador, neurocirurgião e ensaísta. São muitas pessoas: a gratidão é gigante. A lista não acaba: o que é difícil é detectar quem é que não está lá.” 

                                 

                    Miguel Esteves Cardoso in Público

 

A ideia é dar o nome de João Lobo Antunes ao novo edifício que se está a construir na Faculdade de Medicina de Lisboa e que vai substituir o Instituto Bacteriológico Câmara Pestana.

Não seria apenas uma homenagem. Seria uma forma de agradecimento a um homem que levou a vida a salvar outras vidas e um exemplo e estímulo para os jovens alunos, investigadores e médicos que o irão frequentar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cabecinhas pensadoras...

por Helena Sacadura Cabral, em 15.09.17

Depois dos caderninhos "pró menino e prá menina" postos fora da vista a conselho do Governo, surge agora outra medida brilhante, também de carácter proibicionista. 

De certo assustado com a elevada taxa de abstencionismo e prevendo um Sol outonal que, no futuro, se prolongue, de que é se lembrou o Executivo? Apenas e só da eventualidade de tornar os dias eleitorais interditos à prática do futebol profissional.

Alguém de perfeito juízo acredita que quem queira votar o não faça por um jogo de futebol? Será que, após quatro décadas de democracia, as cabeças pensantes deste país julgam que nós somos todos idiotas e precisamos de ser forçados a fazer aquilo que não queiramos fazer?

Será que esta protecção paternalista do Estado também considerará a hipótese de fechar cinemas, hospitais, Igrejas, praias e piscinas, para que os portugueses, como criancinhas, decidam ir votar, estando as mesas de voto abertas por 11horas?

Valha-nos Santa Engrácia, porque a ideia que os nossos governantes têm de nós é lamentável. Quem quiser abster-se fa-lo-á em qualquer circunstância. Quem entender o voto como um acto de cidadania, não deixa de o cumprir por causa de 2 horas de futebol. Metam isso na vossa cabecinha pensadora...

Autoria e outros dados (tags, etc)

À atenção dos diabéticos

por Helena Sacadura Cabral, em 15.09.17

Lays no forno.jpg

 A marca de batatas "LAYS no forno originais" tem no mercado embalagens cuja informação sobre o valor nutricional está errada e a sua compra por parte de diabéticos pode constituir um enorme risco.

Com efeito, na rotulagem das mesmas há um "erro tipográfico" na descrição dos hidratos de carbono. Na embalagem está escrito que tem 12 gramas de hidratos por cada 100 gramas de batatas, mas na verdade tem 72 gramas.
"O erro de informação está nas embalagens do mercado espanhol e português", indicou o gabinete de comunicação da PepsiCo, detentora da Lay's.
A marca foi alertada acerca deste erro em Agosto, por membros de um grupo no Facebook para doentes diabéticos. Mas, depois, uma das pessoas desse grupo foi a França e confirmou que lá também se passava o mesmo.
De novo contactada, em resposta, a Lay's escreveu: "Informamos que realmente se trata de um erro. Muito obrigado por nos avisar. Estávamos cientes do ocorrido e quando tivermos uma oportunidade iremos modificá-lo". 
O que a marca tinha a imediata obrigação de fazer era "um comunicado público, de alerta". Infelizmente não o fez. Por isso aqui divulgo a notícia, que já pôs em risco algumas pessoas com diabetes!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O blog da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 03.09.17

Conheci o seu autor há muitos, muitos anos. Apesar disso, a palavra não só não esmoreceu, como o espírito até refinou. Continua a manter uma cultura impressiva e um saudável sentido do humor, numa prova de que o rolar do tempo sobre alguns de nós pode, afinal, constituir também uma preciosa mais valia!

A minha escolha para o blog da semana vai, assim, para Retrovisor em http://retrovisor.blogs.sapo.pt/. É uma casa que visito com frequência porque nunca tem banalidades e nunca ilude ou frustra a minha capacidade de olhar o mundo que me cerca.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Porque não há-de ser assim?

por Helena Sacadura Cabral, em 29.08.17

Simple life.jpg

Às vezes gosto de me expressar através das palavras dos outros. Acontece quando, pela sua simplicidade, vão directas ao meu coração e não à minha razão, embora esta as não descure.
As questões levantadas pelo quadro que reproduzo acima sintetizam tanto e tão bem o que penso sobre aquilo que vivemos que decidi partilhá-las convosco. 
É uma pagela que tenho à minha frente, na mesa onde trabalho. De vez em quando sabe-me bem olhar para ela! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 26.08.17

"A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda.”

Esta é a frase de Gabriel García Márquez que escolhi para acompanhar o pensamento do Delito durante esta semana.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensar faz bem! (1)

por Helena Sacadura Cabral, em 13.08.17

despedace.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Autopromoção

por Helena Sacadura Cabral, em 23.07.17

 

Aqui está, em jeito de promoção, a conversa que o Francisco José Viegas e esta vossa amiga irão ter, se Deus quiser, na próxima quarta-feira, em Nelas. Quem estiver por perto e queira assistir dar-nos-á muito prazer.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quem responde?

por Helena Sacadura Cabral, em 17.07.17
Passa hoje um mês sobre a tragédia de Pedrogão. Outros incêndios se detectaram, entretanto. Agora foi em Alijó, onde mais uma vez o SIRESP não funcionou... Admite-se?
Entretanto e com tantas doações amealhadas, eu não consigo perceber bem quem é o fiel depositário do dinheiro que foi enviado. Mas algo parece evidente: é que ele não começou ainda a ser distribuído e aplicado. De que é que se está à espera, já que não é dinheiro público que está em causa, mas sim dinheiro que, solidariamente, os portugueses doaram aos que tanto sofreram e sofrem.
A União das Misericórdias depositou-o nalgum banco? Em qual? E em que conta? Era bom sabermos. Os sacrifícios daqueles que ajudaram merecem conhecer o destino dado àquilo que doaram!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cerca de 9 anos e 2753 post´s

por Helena Sacadura Cabral, em 09.07.17
Hoje deu-me para ver "às quantas" ando. Ou melhor, "às quantas andei" neste último quarto de século. Não foi pouco o trabalho desenvolvido, sobretudo quando se olha para grande parte das mulheres da minha geração...

De facto, no Fio de Prumo, em oito anos e meio - 3102 dias -, publiquei 2753 post´s, o significa quer terei escrito quase todos os dias. No último quarto de século, os livros publicados foram 27. Radio e televisão já nem consigo contar, porque foram vários anos. No ensino universitário terão sido perto de uns milhares de aulas a tentar partilhar o que sabia.

E, se a isto juntar mais os 25 anos anteriores, em que apenas fui economista, confesso, creio ter dado à sociedade uma boa parte daquilo que dela recebi.

Além disso fui, cumulativamente, mulher e mãe, ao longo dos últimos sessenta anos. Como fui filha e sou avó, tentando dar o melhor de mim.

Se pensar nas oito décadas que levo de vida, talvez seja chegada a altura de começar a arrumar os equipamentos tecnológicos e passar a uma nova etapa, em que possa aproveitar melhor as companhias que me foram proporcionadas. Começou, acredito, o tempo de "savoir se retirer", como diria Aznavour. Ou seja, é chegada a hora de pensar em sair! Sem tristeza e com a plena sensação de um certo dever cumprido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Simone Veil

por Helena Sacadura Cabral, em 30.06.17

06-simone-veil.jpg

Tinha 89 anos e uma vida que poderia ter ficado pelos fogos crematórios de Auschwitz. Chamava-se Simone Veil e se a França está de luto em sua memória, muitos serão aqueles, fora do país, que, como eu, lamentam profundamente o seu desaparecimento. Devo a esta Mulher uma abertura de espírito que talvez não tivesse sem a sorte imensa de me ter cruzado com ela. 
A Europa também devia estar de luto. Mas, como a memória é cada vez mais curta, acredito que poucos a recordem hoje, pese embora tenham múltiplas razões para saberem de quem se trata. Podia, até, ter sido Presidente do seu país. Mas a sua obstinada independência sempre lhe limitou esse caminho e foi pelo seu pé que decidiu afastar-se, há alguns anos, da vida política e até da vida pública. 
Sobrevivente do Holocausto, foi a primeira mulher presidente do Parlamento Europeu e antiga ministra da Saúde francesa, é a ela que se deve a despenalização do aborto em 1975. Agora dá-se pouco valor a esse facto, porque, para o bem e para o mal, está tudo à nossa disposição...
Quem, como eu, teve a oportunidade de falar com ela, só pode recordá-la como uma das mais interessantes e extraordinárias mulheres do seu tempo. E estar-lhe profundamente grata pelo que ela conseguiu para todas nós.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Agora é sem limites e sem medos

por Helena Sacadura Cabral, em 25.06.17

Nas palavras dirigidas ao semanário Expresso, o Presidente da República pede que seja apurado "sem limites ou medos", tudo o que se passou no inferno dos fogos.

A expressão "sem limites" e "sem medos", agora usada por Marcelo, difere bem do seu assertivo e categórico  “era impossível ter feito mais”, usado há uma semana.

A expressão hoje utilizada era a que eu esperava dele, nesse sábado, quando, pela primeira vez, se dirigiu aos portugueses.

Chegou a altura em que o Presidente enfatiza que é tempo de se apurar - estrutural ou conjunturalmente - o que possa ter causado ou tido influência no que aconteceu ou na resposta dada. É tardia a intervenção, mas correcta. 

É esta a atitude que todos esperamos dele. Como esperamos que ele seja o garante – já aqui o referi antes –, o atento observador de que nada disto terá sido em vão. Que esqueça, por momentos, os consensos impossíveis - ele conhece, melhor que ninguém, os partidos que temos - e “exija, lembre, insista”, que os mortos merecem ser honrados.

O Presidente da República não define prazos, mas pode e deve estar vigilante de que é preciso não deixar esvaziar o significado, ou retirar utilidade às conclusões. E, se o não fizer, se por momentos o descurar, creia que nada nem ninguém lho irá perdoar. Nem o seu crédito de afecto...

Quanto a António Costa exige-se-lhe que peça responsabilidades a quem as possa ter tido, atenta a hierarquia daqueles a quem o assunto respeita. Sem apelo nem agravo. Porque a morte é das poucas prerrogativas que, em política, pode ser tremendamente adversa.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E agora?

por Helena Sacadura Cabral, em 22.06.17
Terminaram os três dias de luto e o minuto de silêncio. Amanhã ou depois, os fogos terão eventualmente terminado. E ficará apenas a gente indispensável ao rescaldo dos mesmos. As televisões irão progressivamente voltando ao futebol e aos debates de arredonda mês. Por mais dois ou três dias ainda se citará o desastre.
Depois cada uma daquelas povoações ficará submergida num silêncio pesado, trágico, ensurdecedor. Os presidentes das câmaras virão a Lisboa tentar que se não esqueçam deles.
E no que resta de cada aldeia, algumas pessoas ficarão silenciosas à espera de que se lembrem delas. Outras irão, finalmente, cair em si e no drama de terem perdido tudo. Ficarão tristes e sem forças para reagir. Outras, ainda, irão para as Igrejas que restam, rezar ao Senhor.
E pouco mais se saberá desse pequeno mundo que, durante semana e meia, esteve sob os holofotes. Em compensação as "cabecinhas pensadoras", a elite que nos dirige, enfim, os especialistas, dedicar-se-ão a pensar o problema até ao próximo mês de Junho de 2018, porque há autárquicas e é preciso fechá-los num gabinete e calar o assunto.
E agora? Agora, é isto que se vai passar...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Custa a acreditar neste novo mundo!

por Helena Sacadura Cabral, em 07.06.17

Amanci Ortega.jpg

 "La donación de 320 millones de euros que anunció el pasado marzo la Fundación Amancio Ortega para la renovación de los equipos de diagnóstico y tratamiento del cáncer en los hospitales públicos españoles no se ve con buenos ojos desde muchas asociaciones de usuarios de la sanidad pública.

El lunes pasado la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de Aragón mostró su rechazo a la donación de 10 millones que la Fundación Amancio Ortega acordó con la Comunidad Autónoma de Aragón. El colectivo explica que no es necesario "recurrir, aceptar, ni agradecer la generosidad, altruismo o caridad de ninguna persona o entidad".
"Aspiramos a una adecuada financiación de las necesidades mediante una fiscalidad progresiva que redistribuya recursos priorizando la sanidad pública", afirma el grupo.
Esta asociación no es la única que se ha opuesto a este donativo. La semana pasada se hizo pública la donación de 17 millones a la región de Canarias, y la Asociación para la Defensa de la Sanidad Pública de esta comunidad criticó la actuación."
 
                                                      in El Mundo
 
Nem me dei ao trabalho de traduzir, porque se lê e se compreende. O que não se compreende é a recusa elitista da Associação para a Defesa da Saúde Pública de Aragão em aceitar dinheiro, cuja a finalidade se destinava à melhoria do sistema de saúde publico espanhol, no tratamento do cancro.
O que pensarão desta recusa todos aqueles doentes oncológicos a quem a referida doação poderia mitigar o seu sofrimento? Inacreditável, de facto, até onde a ideologia pode levar certas pessoas...
Amancio Ortega, filho de um ferroviário, começou a trabalhar aos 14 anos. Hoje é o dono da Inditex que possui marcas como a Zara, Massimo Dutti, Oysho, Zara Home, Kiddy's Class, Tempe, Stradivarius, Pull and Bear, Bershka e foi considerado pela Forbes o homem mais rico da Europa e um dos homens mais ricos do mundo.
Se o mundo não está louco, decerto que para lá caminha...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um novo truque...

por Helena Sacadura Cabral, em 28.05.17

perfumes_drogavila.jpeg

Existe um novo meio - inteligente - especial para assaltar e roubar mulheres. Começou nas garagens dos Centros Comerciais, mas está a alastrar a outro género de locais. 

De que se trata, então? Uma rapariga gira e educada aproxima-se de si com um papelinho impregnado com o último perfume X, ou lança na sua mão umas gotas do dito. 

O aroma até parece agradável, mas é por segundos. A droga colocada no mesmo e aspirada põe qualquer um sem reacção e à mercê do que lhe possam querer fazer...
Não sei se há homens a prestar o mesmo serviço. Mas eles são pouco dados a este tipo de experiências. De qualquer modo aqui fica o alerta a quem possa interessar!

Autoria e outros dados (tags, etc)

O blog da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 27.05.17

O meu blog da semana chama-se Nascer na Praia e encontra-se em http://nascernapraia.blogspot.pt/. Porquê este? Porque me surpreende sempre, o que confesso já não é facil. E eu gosto de ser surpreendida. Cada vez mais.

Já não tenho paciência para o expectável, como acontece sempre com tantos blogs em que a matéria (prima) é a política ou o futebol. O mundo existe para além destes temas e parece que ninguém dá por isso. O Nascer na Praia foge ao estereotipo!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hei-de perguntar à Lisete, amanhã...

por Helena Sacadura Cabral, em 10.05.17

A rotina era sempre a mesma. Saía de casa mal amanhado e ia para o jardim do Principe Real. Agora nem isso, aquilo estava transformado num pandemónio, nem o seu banco lhe deixaram, tão atafulhado aquilo estava. Nem sei porque é que para aqui venho pensava enquanto apertava a banda do casaco, que a manhã estava fria. Era a Lisete que o levava ali. A Lisete quando era viva, pois fora naquele banco de jardim que a conhecera. Ela tinha-lhe sorrido e foi esse sorriso que os havia de juntar. Tanto amor. E o José era a prova, não se lembrava de quando é que o vira, mas sabia que ele estava bem, porque senão alguém havia de lhe dizer que ele estava mal. 

A tosse, esta maldita tosse, que viera com o fim do tabaco, mas ao preço a que ele estava, como não deixar de fumar? Fora isso que o médico do Centro de Saude lhe tinha dito, que não havia dinheiro para vícios. 

Lá estava o banco cheio de embrulhos, paciência, ia-se sentar no da frente. A Lisete havia de gostar de saber que ele continuava a ir ao jardim dela. Mas este banco apanhava sol e ele queria mesmo era sombra. Sombra? Sombra que bastasse tinha ele lá no quartito onde vivia. Apesar disso, não se mexeu. 

Para quê mexer se daqui a bocado o sol vira sombra, era o que lhe diria a Lisete que já explicara isso ao filho. Será que o Zé também terá explicado o mesmo ao filho dele? Como é que o miúdo se chamava? Parece que era Bernardo, mas que nome mais esquisito. Mas ele não conhecia o garoto, por isso não tinha que o chamar. Se a Lisete fosse viva havia de saber chamá-lo, mas talvez esteja enganado. Hei-de perguntar à Lisete, amanhã...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Animais de estimação

por Helena Sacadura Cabral, em 27.04.17

foto-rottweiler-4.jpg

 

Nunca tive animais de estimação. Nem mesmo cães, esses que se consideram os melhores amigos do homem. Mas os telejornais de ontem não só deram conhecimento de que essa amizade por vezes se torna raiva, como lembraram o longo historial da série de acidentes havidos recentemente por investidas de cães contra adultos crianças.

Nada sei da psicologia dos canídeos. Apenas lembro que a minha querida amiga Madalena Fragoso, foi gravemente ferida por uma cão que estimava há já vários anos. E o dela não era de uma raça potencialmente assassina.
Agora que temos um deputado que defende a natureza e os animais talvez fosse ajuizado pedir-lhe que se ocupe de propor legislação que presida à defesa não só destes últimos, mas, sobretudo, à defesa daqueles que, sem qualquer responsabilidade, se vêem num hospital, em consequência deste tipo de agressões, que se está a tornar cada vez mais frequente.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

O Blog da Semana

por Helena Sacadura Cabral, em 07.01.17

Desta vez a minha escolha vai para o Pedro Rolo Duarte e o seu blog em http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/.

É muito difícil explicar qual a razão que nos leva, numa determinada semana, a escolher um blog e não outro, dos vários dos quais gostamos. Por isso não explico a opção. O blog do Pedro exemplifica muito bem a forma como ele olha o mundo que o rodeia e nos rodeia, sem grandes complacências e procurando sempre ser imparcial na leitura que faz dos acontecimentos. Eu gosto muito e conheço-o há mais de 30 anos! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Feliz Ano Novo

por Helena Sacadura Cabral, em 28.12.16

2017.jpg

A todos os que pacientemente me leram durante o ano que agora finda, eu desejo que 2017 traga a cada um a sua dose de felicidade!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Aos meus amigos neste Natal

por Helena Sacadura Cabral, em 21.12.16

Contei meus anos

E descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente

Do que já vivi até agora

Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.

As primeiras ele chupou displicente,

mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.

Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.

Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,

Cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis,

para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias

que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas

que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Detesto fazer acareação de desafetos que brigam pelo

Majestoso cargo de secretário geral do coral.

As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,

Minha alma tem pressa...

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,

Muito humana; que sabe rir de seus tropeços,

não se encanta com triunfos,

não se considera eleita antes da hora,

não foge da sua mortalidade.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,

O essencial faz a vida valer a pena.

"AMIGOS NÃO SE DESPEDEM,MARCAM UM NOVO ENCONTRO"

(Poema de Mario de Andrade)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Surpreendente mundo este!

por Helena Sacadura Cabral, em 05.12.16
A política na Europa tornou-se imprevisível. Espanha, Áustria, Inglaterra, Itália e em breve a  França deram cabo de todas as sondagens feitas para eventos políticos eleitorais. O que mostra uma de duas: ou as agências não percebem nada do que fazem, ou a realidade ultrapassa, em muito, as bases em que aquelas assentam. De facto, o desacerto tem sido excessivo.

Parando um pouco para olhar o mundo, vemos que a América não vai melhor e o Oriente é um potencial foco de infecção. Isto para não falar já das complicações de Moçambique, do anúncio  da retirada de José Eduardo dos Santos em Angola, do Brasil ou de Cuba.

Levámos oito dias a acompanhar a subida aos céus de Fidel de Castro, com votos de louvor na Assembleia da Republica, cujos deputados, dada a sua tenra idade, não devem perceber bem que Fidel teria todo o direito a estas homenagens se tem morrido em 1959. Mas como faleceu em 2016, nem sei como as classificar... É este o surpreendente mundo novo em que vivemos!

Autoria e outros dados (tags, etc)

So long, Leonard

por Helena Sacadura Cabral, em 12.11.16

20045489_6rWqo[1].jpg

Ando deliberadamente em época de más noticias. Leonard Cohen foi o meu companheiro de momentos menos felizes em que só ouvir a sua voz me tirava de amarguras. E foi também companheiro fiel das musicas que, ao som da sua voz, dancei nos braços de quem amava.

Só isto bastaria para sentir a sua partida. Acresce que gostava e gosto do que escreveu. Às vezes e sem sabermos bem porquê há almas que tocam a nossa e ficam para sempre ligadas às recordações que não queremos esquecer.
Com Cohen, como com Aznavour, a idade não conta, porque aquilo que nos toca é intemporal. Vou, por isso, ter muitas saudades deste velho canadiano, que foi jovem ao mesmo tempo que eu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mas afinal o que é que o homem tem?!

por Helena Sacadura Cabral, em 08.11.16

A.jpegNão sou muito de me interessar pela vida alheia. Acho a minha muito mais interessante e chega-me perfeitamente. Acontece que a telenovela da CGD atingiu tais proporções, que hoje dei comigo a aventar que tipo de segredos esconderá a vida daquele Conselho de Administração, para se terem deixado extremar de tal modo as posições daqueles homens? Sim, porque nesta salgalhada não há elementos do género feminino.

Confesso-vos que comecei a seriar razões plausíveis que pudessem explicar a situação e não descortino nada que nos não tenha já acontecido. Por isso, se o Correio da Manhã ainda não descobriu, é porque se trata de algo que nem passa pela minha cabeça. Na qual, é sabido, se passa muita coisa. O resultado é que agora sou eu eu que, pela primeira vez, gostava de saber aquilo que António Domingues e os seus muchachos tanto tentam esconder!

Por onde é que anda o nosso prestigiado "jornalismo de investigação"? Porque será que estão tão caladinhos?! Mas afinal o que é que queles homens têm de tão especial ou tão grave que justififique esta luta intestina?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cartas de amor

por Helena Sacadura Cabral, em 31.10.16
Acabei hoje de ler as cartas de Mitterrand a Anne Pingeot, mãe da sua filha Mazzarine, agora uma mulher de 41 anos. São centenas de epístolas que revelam o lado mais privado do homem que ocupou o mais alto cargo político na França.

A intimidade, quando revelada, tem sempre o duplo efeito de nos fazer participar de algo que não vivemos. E se, neste caso, isso pode ter um lado algo perverso, visto que se trata de um triângulo amoroso, noutras circunstâncias pode ajudar a compreender melhor alguém de quem só conhecemos o lado público.

Anne Pingeot e François Mitterrand apaixonaram-se no começo dos anos sessenta. Nessa altura o político francês tinha 46 anos, era casado e pai de dois filhos, e ela tinha 19. Anne tornar-se-ia - nas próprias palavras de François - não apenas a sua amante, mas a mulher da sua vida. 

Esta relação intensa e de enorme cumplicidade só se tornou pública em 1994, quando a revista Paris Match publicou fotografias do então Presidente da República a sair de um restaurante parisiense com a filha de ambos, Mazarine, nessa altura com 20 anos. Este “escândalo mediático” para a época foi, até então, bem protegido pela comunicação social que o conhecia desde há muito.

E se é verdade que Pingeot terá sofrido pelo silêncio que a rodeou e à sua filha, seguramente que a mulher oficial, Danielle, e os outros filhos não terão sofrido menos, já que chegaram a habitar em lados opostos no Eliseu.

O livro "Lettres à Anne", que saiu há cerca de quinze dias em França, deixou-me uma sensação estranha, que pouco tem que ver com conceitos morais – embora eles existam – mas que tem mais a ver com o homem e o conceito de família que estão por detrás daquelas cartas.

De facto, se esta mulher era assim tão importante, porque é que ele se não divorciou da primeira? Se esta filha foi o fruto desse imenso amor, porquê esconde-la tanto tempo dos olhares públicos? E porque é que todas estas personagens aceitaram desempenhar um papel que apenas Mitterrand impunha? Finalmente, o que leva Anne Pingeot a publicar agora estas missivas, quando o seu amor morreu há vinte anos e a sua rival há cinco?

Estas são para mim as perguntas mais inquietantes. Da resposta a qualquer delas depende, afinal, a ideia que façamos dos diversos intervenientes nesta história.

Que foi uma impressionante história de amor, parece evidente. Mas que tipo de poder tinha este homem para que ela se tenha desenrolado deste modo?!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Auto promoção

por Helena Sacadura Cabral, em 26.09.16

 


 


Sairá para as livrarias, no próximo dia 4 de Outubro, o meu primeiro livro de Memórias. O subtítulo de "uma vida consentida" tem um duplo significado. Foi a vida que eu consenti e foi, também, creio hoje, uma vida com sentido.

Explico na introdução o que me levou a escrever sobre mim e sobre uma parte importante da minha existência. É que, afinal, foi ela que permitiu que eu me transformasse na mulher que sou hoje e que, com alguma ousadia, confesso, está bem próxima daquela que eu gostaria de ser.

Foram estes anos que determinaram que se operasse em mim uma verdadeira revolução relativamente à mulher que fui há três décadas. São memórias muito vivas das tristezas e alegrias por que passei e das razões que me fizeram escolher o meu caminho, depois de um divórcio que, tendo-me deixado devastada, acabou por ser determinante para a minha percepção daquilo que eu não queria jamais ser.

Quando o Miguel morreu pensei muito na catarse que então poderia ter sido escrevê-lo. Não o fiz, porque não era essa a minha intenção. Quatro anos passados sobre o seu desaparecimento e com o meu outro filho já fora da política, senti que talvez fosse chegada a altura de dar a conhecer aos que me são próximos - filho, netos, irmãos e amigos - o meu olhar, o meu sentir sobre o valor que atribuo àqueles anos. É que, muito possivelmente, qualquer deles, ao ver-me agora, dificilmente admitiria a mudança radical pela qual passei.

Se este livro permitir que uma pessoa compreenda e acredite que sobre os destroços de uma vida que apenas se consentiu se pode construir uma outra, essa sim, consentida e com sentido, eu já me sinto gratificada. 

Não sei se escreverei um outro sobre o que vivi quando já era dona de mim própria. Acredito que talvez venha a fazê-lo, porque os anos que se seguiram tiveram momentos de uma enorme e inesperada felicidade. Será, no fundo, contar a história de uma mulher cuja verdadeira vida se descobre e inicia pelos quarenta anos. E essa história é, felizmente, completamente diferente da que acabo de escrever. Na forma e no conteúdo. Enfim, na vida vivida.

É que, até àquela idade, limitei-me a aprender a viver e a escolher, com algum sacrifício próprio, o que me parecia ser melhor para aqueles que me rodeavam. A partir dela o processo altera-se, e eu escolho não só ditar a minha própria vida como procurar, acima de tudo, ser feliz.  Não tenho de que me queixar porque os anos que desde então vivi superaram em muito os anteriores e, sobretudo os que, por via deles, me poderiam estar naturalmente destinados...

Nota: o livro já se encontra em pré-venda.

Na Wook: 


Na Bertrand: 


Na Fnac:


Autoria e outros dados (tags, etc)

Do princípio ao fim (2)

por Helena Sacadura Cabral, em 24.09.16

9887891_hRZUR[1].jpg

 

“Na Primavera dos seus vinte e dois anos, Sumire apaixonou-se pela primeira vez na vida. Foi um amor intenso como um tornado abatendo-se sobre uma vasta planície -, capaz de tudo arrasar à sua passagem, atirando com todas as coisas ao ar no seu turbilhão, fazendo-as em pequenos pedaços, esmagando-as por completo. Com uma violência que nem por um momento dava sinal de abrandar, o tornado soprou através dos oceanos, arrasando sem misericórdia o templo de Angkor Vat, reduzindo a cinzas a selva indiana, tigres e tudo, para depois em pleno deserto pérsico dar lugar a uma tempestade capaz de sepultar sob um mar de areia toda uma exótica cidade fortificada. Em suma, um amor de proporções verdadeiramente monumentais. A pessoa por quem Sumire se apaixonou, além de ser casada tinha mais dezassete anos que ela. E, devo acrescentar, era uma mulher. Foi a partir daqui que tudo começou, e foi a partir daqui que ( quase ) tudo acabou.”

 

       In “SPUTNIK, meu Amor”, de Haruki Murakami

 

Considero que muito pouco se poderá acrescentar à descrição feita pelo autor do que seja uma paixão. Quem a tenha alguma vez vivido, saberá disso. 

É assim que o livro abre. Depois, e num só parágrafo, Murakami abalará, em duas linhas, vários tabus da sociedade vigente: o amor entre duas mulheres, o adultério e até a diferença de idades entre duas pessoas que se amam.

Dificilmente alguém, em tão poucas linhas, conseguiria despertar a curiosidade dos leitores para a leitura de uma obra que, numa narrativa on the road constitui, afinal, uma espécie de introdução a um ensaio sobre o desejo humano e à especulação acerca do destino de cada um.

Sou, simultaneamente, uma admiradora do Japão e deste autor. O parágrafo escolhido, julgo, pode ser bastante revelador da alma e do espírito de um povo, cuja literatura só tardiamente tivemos conhecimento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

É um facto!

por Helena Sacadura Cabral, em 19.09.16

Cerebro.jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cortesias...

por Helena Sacadura Cabral, em 08.09.16

Foi aprovado o prometido "código de conduta" dos titulares de cargos públicos. No comunicado do Conselho de Ministros explica-se que se pretende fixar, num documento orientador, a prática já aceite e reiterada deste exercício.

Para esclarecer todas as dúvidas sobre o que deve entender-se por "ofertas e convites" foi determinado que estas tenham um limite máximo de 150 euros.

O critério das ofertas de cortesia até 150 euros - que se diz ser o valor utilizado nas instituições europeias – permite, contudo, duas ressalvas. Uma, quando  os membros de Governo estejam em funções de representação oficial. Outra, quando "rejeitar uma oferta" de valor superior ao fixado, signifique quebrar o respeito devido por um Estado estrangeiro.

Confesso que não percebo muito deste tipo de protocolos. Confesso que julgo correcto determinar em que circunstãncias o detentor de cargos oficiais pode receber prebendas. Mas também confesso que não deve ser fácil encontrar "um presente à altura das circunstâncias" - entenda-se de um representante do país - por aquele valor.

Pensando um pouco no assunto, verifico que um lenço de seda, uma gravata boa, um par de botões de punho, uma taça Vista Alegre, uma peça de vidro Atlantis, um livro de arte - e são meros exemplos - ultrapassam facilmente aquele valor.

Não moralizo, evidentemente, o assunto, mas julgo que qualquer chefe de protocolo poderá, por este valor - em alternativa aos bombons ou ao vinho nacionais -, oferecer, devidamente emoldurada em casquinha, uma foto do nosso Presidente da República ou do nosso Primeiro-Ministro!

 

Em tempo: Esclareço que, se moralizasse esta questão, a minha proposta seria a de entregar ao Estado todos os presentes oferecidos a quem o representa. Do meu ponto de vista, a cortesia correcta seria essa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Ivo Pitanguy

por Helena Sacadura Cabral, em 07.08.16

ivo_pitanguy-777x437.jpg

 

Nunca fiz uma plástica. E espero não fazer, porque isso seria sinal de que algo teria acontecido, que me desfigurara. Nunca critiquei quem as faz, embora pense que elas são, na maioria dos casos, sinal de falta de confiança em si próprio. Mas nada tenho a opor, desde que isso contribua para um maior bem estar pessoal. Só que, ou eu tenho demasiada confiança em mim, ou me acho uma pessoa especial, ou tenho um medo terrível que me estraguem o que possuo, com o qual convivo há imenso tempo, e de que gosto muito.

Há uns anos, num almoço de lampreia em casa de amigos comuns, o meu querido Fernando Póvoas dizia-me que se eu fosse à sua clínica, ele me tirava 5 quilos e eu ficava óptima. Dei uma tremenda gargalhada e disse-lhe que quem levasse o meu coração, teria que levar o pacote todo, incluindo esses cinco quilitos. Continuámos bons amigos, eu não perdi e até aumentei o peso e quem levou o meu coração levou tudo no pacote, sem ter havido reclamação.

Vem isto a propósito da morte de Pitanguy, a quem muitas mulheres devem o terem passado a gostar de si próprias, numa altura da vida em que, acreditam, tudo está perdido. Apesar de não haver nada mais falso!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Saudade

por Helena Sacadura Cabral, em 03.08.16

Saudade.jpg

Tudo o que se tem passado ultimamente no mundo e particularmente entre nós dá-me uma consciência muito viva do tempo que já vivi. Não sou saudosista e aceito o que a vida me dá e me tira, sem fazer grande alarido, porque cada vez mais me convenço da necessidade do silêncio na nossa entourage.

Ultimamente, talvez por isto, tenho-me lembrado muito de pessoas que já partiram e deixaram em mim uma marca tão profunda que basta um cheiro, uma cor, um olhar, para elas virem imediatamente ter comigo. Sei que tenho saudades delas, porque mais do que a sua ausência, o que eu sinto é uma imensa necessidade da sua presença.
Não se trata de tristeza. Tão pouco de mágoa. É algo de espiritual, uma espécie de elo invisível que liga o lado de cá, o da vida pujante, a um outro lado sensorial, gratificante, mas que não está ao nosso alcance. É com estes familiares e amigos que tenho convivido mais ultimamente e são eles que me têm serenado neste período de férias, em que tanto trabalho tenho tido. Tem sido uma saudade muito boa!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

O blog da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 31.07.16

Pois esta semana a minha escolha recai sobre o BLOG DA GRUPA, em http://blogdagrupa.com/.

Porquê ? Porque é um blog diferente que nasceu de um grupo de amigos, todos muito diversos em ideias e idades, feito por gente um pouco boémia e no qual eu também me incluo.

È um blog que vive muito de fotos e de vídeos, embora não descure a massa cinzenta, como se pode ver pelas crónica semanais dos seus nove fundadores. Tem a marca do humor, da alegria, da abertura aos outros, sem nos pretender massacrar com um "quotidiano sem saídas". Enfim, um blog despretensioso, que anima até os mais pessimistas!

Autoria e outros dados (tags, etc)

As comparações de Marcelo...

por Helena Sacadura Cabral, em 14.06.16
Encantado consigo próprio, o nosso Presidente da República continua filosoficamente a divagar sobre Portugal e os portugueses. Desta vez o ataque recaiu sobre os políticos, que são piores do que o povo. E tudo isto dito no dia de Camões e em França, ultrapassando assim o que ele denomina de espaço físico do país.
Senhor Presidente a opinião nacional sobre os políticos é má. Todos o sabemos. Mas será que não lhe compete a si, no desempenho das suas funções, ajudar a desfazer essa ideia, que mais não seja, pelo seu exemplo?
Francamente não percebo que "febre" assolou o mais alto graduado da nação, ao criar - parece um membro do Bloco - tamanhas clivagens entre as elites, os políticos e o povo. Não é, aliás, desse povo que saem uns e outros? Então para quê dividi-los e ajudar a criar uma tão má imagem de cada um deles?
O tema é tanto mais grave quanto o Senhor Presidente não pode deixar de pertencer a ambas as classes atacadas. Por um lado, é um político que sempre fez política e, por outro, integra e corporiza essa elite especial que é a Academia.
Esperemos que não venham mais comparações. Em França ele já ousou dizer que os portugueses são melhores do que os franceses. O que, mesmo em jeito de brincadeira, pode ser diplomaticamente arriscado.
Sugere-se, assim, um breve interregno nestas delicadas comparações. É que, em última análise, elas não  lhe são nada favoráveis!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

E onde é que o PR me coloca?!

por Helena Sacadura Cabral, em 12.06.16
Eu sei que há frases infelizes e momentos menos bons. Sobretudo, quando se improvisa. Esta distinção que o PR resolveu fazer entre povo e elites deixou-me, confesso, um bocado abalada.
Explico-me. Estudei sempre em escolas e Universidade públicas. Nesta última tive durante cinco anos direito a uma bolsa distribuída aos melhores, de cerca de 1200 alunos da instituição. 
Dei explicações para pagar aquilo a que a esta não chegava. Fui "sebenteira" - isto é, fazia as sebentas que os professores não faziam - para ter direito aos livros grátis. Tomava os eléctricos de operários às 6 horas da matina para ter direito a uma viagem de retorno sem pagar. 
E sem quaisquer férias, durante todo o curso, ofereceram-me um emprego uma semana depois de o terminar, que aceitei cheia de orgulho.
Depois de tudo isto, alguém me clarifica onde é que o Presidente me coloca, depois das afirmações que fez? Vê-me como povo ou como elite? 
Eu sei que sou povo e me identifico com ele, continuando a trabalhar aos 80 anos para manter a minha dignidade e independência, mesmo depois de tudo o que me tiraram. Mas não esperava que, alguma vez, o homem que chefia os destinos do meu país criasse em mim a dúvida sobre "quem" sou, só porque tive a ambição de tirar um curso superior e de muito ter labutado por ele!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Senhor Contente e o Senhor Feliz

por Helena Sacadura Cabral, em 10.06.16
Em que país é possível encontrar a comandá-lo esta dupla? Em Portugal, claro. E onde poderia ser mais?
O país tem um PM contente, pese embora os índices que se conhecem não serem exactamente para isso. Esperam-nos surpresas na banca, o investimento não arranca, as importações aumentam e as exportações diminuem. Mas o turismo continua a deixar-nos dividendos apesar de Lisboa, em véspera de eleições, se ter transformado num estaleiro.
O país tem um PR que nasceu para o ser, que diariamente mostra a sua felicidade nas televisões nacionais, e, suprema misericórdia, nem o PC nem o Bloco o hostilizam. Já não há austeridade, apesar de não haver mais dinheiro e de ser novamente com o nosso que a banca se irá financiar. E se for só ela, já devemos dar graças.
Com a CGD, que vai precisar de 4 mil milhões, ninguém parece preocupar-se muito dado que até se encara aumentar o salário dos seus futuros administradores.
Com a emigração também se passam maravilhas. Antes insistia-se nos 500 mil que foram obrigados a sair, mas ultimamente só oiço falar de 250 mil. Não sei se os restantes já voltaram sem que tenhamos dado por isso...
Enfim, o país está sereno, o futebol anima as almas, o PM  está contente e o PR feliz. O que é que se pode desejar mais?!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Iguais, mas ainda pouco...

por Helena Sacadura Cabral, em 25.05.16

G´eneros.jpg

Há mulheres no Governo, na banca, na bolsa e, dentro de pouco tempo, até no Banco de Portugal, onde há muitos anos Manuela Morgado foi novidade.

De facto, não há nenhuma mulher a presidir a uma empresa do PSI 20, o principal índice bolsista.

Segundo o Jornal de Negócios, as empresas cotadas em bolsa terão de ter pelo menos 20% dos administradores do sexo feminino até 1 de janeiro de 2018. Caso contrário, serão castigadas com a suspensão dos títulos.

A proposta, que hoje vai ser apresentada pelo Governo à Concertação Social, contempla o aumento desse número para 33% até 2020. Se a meta for cumprida, um em cada três administradores das cotadas será uma mulher, na viragem da década.

O destaque continua a ir para a Nos, queconta com cinco mulheres na administração (embora apenas uma, Ana Paula Marques, seja executiva), e para a Galp, cuja vice-presidência (não executiva) está entregue a Paula Amorim, filha do maior acionista da empresa.

A última empresa cotada liderada no feminino foi a EDP Renováveis, até 2012, tendo como presidente Ana Maria Fernandes.

No próximo ano, a meta a atingir é de 33%. A cumprir-se o objetivo, teremos em 2017 uma mulher em cada três dirigentes do Estado, contra as atuais uma em cada quatro.

 

                        ( Retirado da comunicação social )

 

A matéria discute-se há muito tempo. E até  se legisla. Mas poucos cumprem.

Pessoalmente não gosto de quotas, porque elas ainda constituem discriminação positiva e eu não gosto de discriminações. Mal vamos nós, mulheres, enquanto elas forem necessárias...

Autoria e outros dados (tags, etc)

A Feira do Livro

por Helena Sacadura Cabral, em 25.05.16

feiradolivro_20160512.jpg

 

A quem possa estar interessado, este será o meu horário na Feira do Livro

27/5  das18h às 20h      Clube do Autor e Pengouin Random House/ Objectiva
29/5  das 15às !7h         Pengouin Random House / Objectiva
4/6   das17h às 19h       Clube do Autor e Pengouin Random House/ Objectiva

12/6  das17h às 19h       Pengouin Random House/ Objectiva e Clube do Autor

 
Não só para assinar livros mas para ter o gosto da vossa visita. Apareçam!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não se esqueça...

por Helena Sacadura Cabral, em 14.05.16

Neste fim de semana  e nos próximos esteja atento e

Ser feliz.jpeg

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Morreu Paulo Varela Gomes

por Helena Sacadura Cabral, em 30.04.16

19546178_efsa5[1].jpg

 
"...Todavia, não houve um único dia em que não tenha pensado na morte. Nem um. Ao princípio não receei mas também não compreendi essa Senhora de Negro e, portanto, ofereci-lhe de bandeja as inúmeras oportunidades que, demoníaca, busca dentro de nós para nos fazer a vida num inferno ou para nos levar. É verdade que a vontade de viver teve desde sempre mais poder sobre mim do que a desistência perante a morte ou a ida ao seu encontro -- já não estaria aqui se assim não fora".

Estas são palavras do Professor Paulo Varela Gomes, ao tempo já em luta contra um cancro que há quatro anos lhe aparecera. Escritor, historiador de arquitectura e crítico, vai fazer muita falta a todos quantos o apreciavam e ao próprio país.
A primeira vez que ouvi falar no apelido Varela Gomes foi ao meu saudoso amigo Sérgio Sabido Ferreira, médico que o operou, a quando do golpe de Beja, sob forte fiscalização militar. Não o conhecia de lado nenhum. Fê-lo porque era um homem de carácter e um médico que jurara salvar vidas. 
Depois havia de ouvir falar da amizade que se teceu entre o seu filho Paulo e o meu filho Miguel. Viveram algumas perigosas aventuras juntas e uma delas foi a constituição do MAESL - Movimento dos Estudantes do Ensino Secundário- que deu origem à detenção de cerca de 150 estudantes, entre eles Portas e Varela Gomes.
Nessa ocasião, um energúmeno da PIDE havia de me telefonar às 11h da noite dizendo-me que o meu filho estava detido - tinha 13 anos - tendo-me invectivado de tudo e mais alguma coisa, antes de me dizer que o fosse buscar. Lá encontraria a mãe Varela Gomes e uma centena de pais a aguardar a saída dos filhos. O nosso encontro foi surreal, eu furiosa de ele me não ter avisado, ela orgulhosa da detenção, a dar-me lições de política. Finalmente o Miguel apareceria de cabeça rapada já por volta das 3 da madrugada. Se encontrasse, de novo, o homem que lhe fez aquilo, teria o prazer de o descompor. Isto se não me chegasse a ele para o esbofetear. E eu era uma mulher de mão pesada...
O tempo havia de me tornar sua admiradora, mesmo quando não concordava com ele. Julgo que se terá tornado católico no fim da sua vida. Mas o que me leva a admirá-lo mais ainda foi a dura luta que travou contra essa malvada doença que também levou o Miguel. Adoeceram em tempo próximo e o Paulo subirá ao céu a tempo de celebrar o dia do aniversário do amigo, que é amanhã!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Abençoados 50!

por Helena Sacadura Cabral, em 20.03.16

50 anos.jpg

Há muito que defendo que a melhor parte da minha vida começou aos 50 anos, liberta de todos os constrangimentos que até aí me rodearam. Os amigos riem-se, mas reconhecem a verdade dos factos. Até àquela idade, apenas aprendi a viver e a utilizar as ferramentas de que dispunha. E, vá lá, a libertar-me de uns contrapesos que me andavam - sabe-se lá porquê - atrelados.

Acabo de ler na revista Sábado uma noticia em que se afirma que o índice de infelicidade dos britânicos só muda e começa a melhorar quando chegam aos 60. Os resultados foram revelados pelo Gabinete Nacional de Estatística do Reino Unido que interrogou 300mil adultos entre 2012 e 2015 sobre felicidade, satisfação e ansiedade.

Por mim, nem paga a peso de ouro eu voltava às décadas anteriores. Quando me lembro dos 30 e dos 40, lá para trás, até sinto calafrios...
Depois dos 50, e à excepção da morte de um filho, descobri o que sinto ser a felicidade e aquilo que ela nos pode proporcionar. Descobri, na verdade, quem sou e quem quero ser. Nesta idade está quase tudo definido quer na vida profissional quer na pessoal. E a liberdade ousa, finalmente, ser o que nunca foi... Como costumo dizer, abençoados 50 que me permitiram ver, sem óculos, muito bem tanto ao longe como ao perto!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Na América

por Helena Sacadura Cabral, em 03.03.16

Hillary.jpeg

Depois da "Super Tuesday" tudo começa a ficar mais claro no que ao resultado final das eleições primárias norte-americanas diz respeito.

No campo democrata, creio que Hillary parece imbatível e que Sanders, tido como da ala dos candidatos mais liberais, irá perder. A vida da provável candidata democrática não será contudo fácil, dada a excessiva exposição política que Clinton lhe trouxe.

Mas se o voto negro e o de algumas minorias estiver garantido, é muito possível que a vejamos no lugar que antes foi do marido. O que fazer a este, em caso de vitória, é que me parece uma questão importante, a menos que a Casa Branca deixe de ter mulheres...

Trump, por seu lado, provou que dificilmente alguém o superará no campo republicano. Cruz e Rubio podem arrumar as botas, porque o tempo deles já foi.

O que irão os republicanos fazer com uma candidatura que não corresponde à imagem real do partido? Esta é a outra pergunta que não pode deixar de ser posta...

Parece assim que Hillary, face a Trump, terá a vida facilitada em Novembro. Mas a América, de quem os europeus tanto gostam, às vezes traz tristes surpresas.

Esperemos que não, porque, confesso, há muito tempo que espero que Hillary seja colocada no lugar que, do meu ponto de vista, lhe compete de direito!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não havia necessidade...

por Helena Sacadura Cabral, em 26.02.16

Jesus.jpeg

Pessoalmente já exprimi aqui a minha posição relativamente à adopção por casais do mesmo sexo. Entendo que uma criança precisa de amor, seja ele dado pela família tradicional ou pelas famílias que o não são. As unidades familiares de hoje não são iguais às de há meio século e, portanto, os hábitos e os costumes terão de ir-se adaptando.

Na minha opinião, uma criança institucionalizada está pior do que numa família que tem amor para lhe dar, sejam dois pais, duas mães, uma só mãe ou um só pai. E se foi permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que um solteiro adopte uma criança, tenho dificuldade em aceitar que um casal do mesmo sexo não o possa fazer.
Posto isto, entendo de um profundo mau gosto e revelador de bastante desrespeito por quem pensa de forma diferente os cartazes com que o BE resolveu pulverizar o país, usando como símbolo uma pirosíssima imagem de Jesus, com uma frase na qual se afirma que ele tem dois pais.
Uma coisa é defender ideias que se considera estarem certas. Outra coisa é defendê-las exorbitando os limites, para ofender aqueles para quem Jesus representa algo de muito sério. A nossa liberdade termina onde começa a do nosso semelhante. Não havia necessidade!
Eu inclino-me para que estejam a faltar ao Bloco as causas que lhe davam alma. Agora, como situacionistas que são, começam a não ter temas fracturantes e portanto a perder a graça. Estão, de facto, a envelhecer!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Agenda dos Sabores

por Helena Sacadura Cabral, em 14.02.16

Frutas e legumes.jpeg

 

Cá venho eu estragar a dignidade do DO e falar de comidazinhas. Mas eu sou assim. Uns estão preocupados com o país e nada podem fazer. Eu estou preocupada com a cozinha, onde posso fazer tudo.

Posso tanto, que criei há um mês, um blogue intitulado AGENDA DE SABORES - agendadesabores.blogspot.com -  onde já se encontram 151 receitas, óptimas, saborosas, que dão alegria só de olhar para elas. Comê-las, então, é o nirvana gastronómico, sobretudo enquanto se discutem as opções do Orçamento!

Autoria e outros dados (tags, etc)

O blog da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 14.02.16

A minha escolha para o blog desta semana vai para  "A Destreza das Dúvidas" em http://destrezadasduvidas.blogspot.pt/.

Primeiro gosto do título, depois gosto das dúvidas e finalmente aprecio a destreza de quem as tem. Acresce que julgo muito pertinentes as interrogações que lá se levantam e a qualidade das pessoas que as formulam. Afinal, tudo motivos para que a minha opção recaia esta semana sobre este blogue.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A rapariga dinamarquesa

por Helena Sacadura Cabral, em 17.01.16

transferir.jpeg

Apesar de não muito empenhada - não estou nada em clima de dramas cinematográficos - fui ontem arrastada para ver A Rapariga Dinamarquesa. Embora toda a gente dissesse maravilhas do filme, não me apetecia ir vê-lo. Ainda bem que fui, porque obriga a pensar nos nossos preconceitos. Mas que levei um murro no estômago, isso, levei. 

Ainda que o protagonista - Eddie Redmayne - e o realizador - Tom Hooper - sejam ingleses, a película é americana e o ambiente que ali se vive é marcadamente nórdico. Aliás, a principal figura feminina, Alicia Vikander, nasceu na Suécia

A história, muito bem contada e maravilhosamente interpretada  - é difícil saber qual dos dois principais intérpretes é melhor - aborda um tema, ainda hoje muito pouco falado, quase tabu, que é o da transexualidade. 
Senti-me várias vezes transportada aos ambientes bergmanianos e creio que isso não tenha sido um puro acaso. Há naquela história, na forma como o realizador mexe a máquina, algo de Bergman.
A película, baseada no livro de David Ebershoff, com o mesmo título, é uma marcante história de amor inspirada na vida de Lili Elbe e Gerda Wegener e quer realizador quer intérpretes receberam já vários prémios. 
Filme a não perder, para abrir a nossa mente. Mas vá preparado com lenços de papel. Eu, que sou duríssima neste tipo de fitas, fiquei com um nó na garganta que levou algum tempo a desfazer! 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

O meu BdP

por Helena Sacadura Cabral, em 22.12.15

BdP.jpeg

Cresci como economista no Banco de Portugal e o que hoje sei devo-o muito àquela instituição onde servi - e gosto de utilizar esta expressão - durante mais de 18 anos. Trabalhei com vários governadores, de Jacinto Nunes a Silva Lopes, destacando apenas estes porque foram aqueles que mais me marcaram. 

Tenho um enorme orgulho de por lá ter passado, num tempo difícil e com a primeira intervenção da troika. Felizmente já não estava na casa à época de Vítor Constâncio, que apenas conheci como colega.

Entristece-me ver o que se está agora a passar com o actual governador que apenas conheci num contacto informal, resultante de um pedido que lhe fiz para ser recebida. Fiquei, confesso, com óptima impressão sua, apesar de saber que o problema que lhe pus não iria ocupar a sua atenção. Mas eu cumpri com o que entendia devia fazer e ele fez o mesmo recebendo-me.
O Banco de Portugal foi uma instituição que deu ao país, talvez, dos melhores economistas que tivemos. Hoje parece ter um enquadramento diferente daquele que tinha no meu tempo.
Mas se quisermos perceber, de facto, o que se passou na Banca desde o caso BPN, então teremos que ouvir mais do que Carlos Costa. Teremos que ouvir também Constâncio porque os problemas, a meu ver, começaram ainda no seu tempo e ninguém melhor do que ele para os esclarecer. 
Uma instituição não se degrada apenas pela política de um governador. Degrada-se por muitas outras razões mais. E uma Comissão de Inquérito sobre o Banif terá todo o interesse em conhecer como é que tudo começou. E estar atenta à CGD e à sua evolução, porque também ela poderá explicar alguns pontos desta brisa que varreu a banca nacional. 
A Comissão de Inquérito se quiser levar por diante um trabalho exemplar tem que andar para trás e explicar aos cidadãos contribuintes o que encontrou, o que se fez no passado e as razões que levaram o governo a entender como melhor solução salvar os depositantes, mas sobrecarregar aqueles que pagam impostos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D