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Crónica da região saloia

por Leonor Barros, em 05.09.15

Entram dois homens que entabulam de imediato conversa: "E tu estás com quantos anos? 86?" O outro diz que sim. Começa também a fazer contas sobre a idade do companheiro. "Ah pois atão". E eis que salta um terceiro ausente à conversa, um tal de João que é um ano mais novo, mas, que, segundo os dois está muito pior que ambos. 'Na faz nada' argumentam. O de 86 tece uma série de comentários sobre a importância de se manter activo e sai-se com uma máxima que me me fez sorrir "Rir é viver. Chorar é morrer" disse peremptório e atirou-me quando me viu sorrir "É ou não é verdade?" Concordei claro. Além de ser verdade e de descrever na perfeição o que sinto em relação à vida, que os deuses me livrassem de discordar de tão assertiva personalidade num corpo alto e ágil que não deixava adivinhar as décadas percorridas. Daí até desfilar argumentos em defesa da vida activa foi um pulinho "Ficam aí parados e depois vão à 'fisoterapia'. Sabes qual é a minha 'fisoterapia'? É assim ó, para cima e para baixo na horta. Essa é que é a minha 'fisoterapia'." E já que veio a horta ao barulho discutiram fervorosamente o andamento da de cada um, O mais baixo reclamava que a batata doce estava muito funda, uma 'trabalhera', claro que a culpa era dele 'puseste-a muito fundo',  atirou-lhe o alto, 'na foi nada. Ela é que cresceu pra baixo e ficou funda' discordou o baixo. Os saloios jamais concordarão enquanto tiverem voz para teimar. E têm uma voz de duração longa e convicções férreas no que se trata a não dar razão ao outro, seja lá qual e quem for esse 'outro'. Finda a querela da batata doce, mudámos dos tubérculos para os cereais. O mais alto vangloriava-se de ter o melhor milho 'daqui até as Caldas da Rainha' e o pomo da discórdia foi a razão da exuberância do milho. E ó se discutiram. Era da água. 'Na é nada!' Era da terra? 'Né nada da terra!' Vim-me embora entretanto. Como dizem os alemães e se não morreram, são vivos ainda, que é como quem diz, se não se calaram entretanto, ainda lá estarão a discutir o milho entre o Dulcolax e o Paracetamol, o Aminoxil e o Trifene 200. Deve ser também isto a que chamam 'vida activa'

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Anything for love - a voz dos leitores

por Leonor Barros, em 11.07.15

A propósito do meu post, a nossa leitora Kika deixou esta sugestão. Muito obrigada. 

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De cabeça erguida

por Leonor Barros, em 10.07.15

Tenho andado aqui a digerir a polémica em torno do aparecimento da mulher de Passos Coelho sem cabelo e sem peruca num evento oficial. Confesso que a minha primeira reacção foi 'caramba, mas ela não podia ser mais discreta? Há alguma necessidade de se expor desta maneira?' Depois disto, recolhi-me no meu canto, ouvi opiniões sem fim, que como se sabe somos muito opinadores, e comecei a pensar que o desconforto era mais meu, meu apenas pelo horror que sempre me provocam estas situações. Infelizmente não faço parte daquele leque de pessoas preparadas a priori para lidar com a doença e a degradação e sei bem como se morre de cancro, sem essa história ridícula de chamar a todos guerreiros. Cada um luta como sabe e pode. Acredito piamente que todos lutarão enquanto souberem que vale a pena e que sentirão quando chegou o momento de descansar, não de desistir. Descansar. Não vejo razão por que a mulher do PM se há-de cobrir. Tem cancro. Assumiu. Não tem de ficar em casa para nos poupar ao desconforto e não tem de usar peruca pela mesma razão. A vida é o que é.Tiro-lhe o chapéu pela coragem, isso eu sei, porque se tal me acontecesse/acontecer duvido que deixasse que alguém em público me visse careca. 

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...

por Leonor Barros, em 04.07.15

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Hoje ao fim de tarde. A alma cheia de gente que me faz mais feliz e a quem estarei eternamente grata. 

 

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 Yanis Varoufakis

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Nada teu exagera ou exclui

por Leonor Barros, em 03.07.15

Para que conste. Nada me choca que Eusébio esteja no Panteão, só me incomoda porque aquilo não tem um ar nada confortável, é tudo muito mármore, branco e ascético, muito frio e deve haver poucas farras, como o Eusébio gostaria e que se saiba a Amália também era rapariga para alinhar numas festas e cantorias. Sou contra qualquer visão elitista da vida. Não acho que um escritor possa, a priori, valer mais do que um futebolista ou uma fadista. Ai de nós se as margaridas rebelo pinto desse mundo granjeassem um lugar na casa dos deuses apenas pelo seu epíteto e ai de nós se, a juntar-se aos que já lá estão, fosse aquela a última morada dos tonis carreiras deste canto luso apenas porque há que garantir quotas e igualdade de género. Os portugueses são feitos de muitos, e nesses muitos, cada um se destaca e se ergue sobre os demais pela sua grandeza, igual se escritor, futebolista ou artista plástico, igual se andou a jogar futebol com uma bola de trapos ou a estudar francês e a tocar piano. Como diria um poeta e um homem grande 'para ser grande, sê inteiro'. É quanto chega, mas nem todos lá chegam.

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25 Jahre Mauerfall

por Leonor Barros, em 09.11.14

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Bornholmer Strasse 

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Cenas favoritas de filmes (17)

por Leonor Barros, em 09.11.14

 

 "As vidas dos outros" no original "Das Leben der Anderen" de Florian Henckel von Donnersmark de 2006. Galardoado com o Oscar para o Melhor Filme Estrangeiro.

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Lichtgrenze

por Leonor Barros, em 08.11.14

 

 

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Delitos poéticos (23)

por Leonor Barros, em 23.07.14

 

 

Some men never think of it.

You did.

You’d come along

And say you’d nearly brought me flowers

But something had gone wrong.

 

The shop was closed. Or you had doubts -

The sort that minds like ours

Dream up incessantly. You thought

I might not want your flowers.

 

It made me smile and hug you then.

Now I can only smile.

But, look, the flowers you nearly brought

Have lasted all this while.

 

Wendy Cope

 

 

 

Imagem: Diego Rivera, "Nude with calla lilies"

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"O meu medo é o do inconseguimento, em muitos planos: o do inconseguimento de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer, de as fazer todas, algumas estão no caminho; o inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustacional derivado da crise."  Assunção Esteves.

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Cenas favoritas de filmes (16)

por Leonor Barros, em 29.12.13


Antes que a quadra se vá de vez, um dos meus filmes preferidos.

Esta cena que retrata o primeiro Natal de uma família turca na Alemanha, em pleno Milagre Económico, e o inevitável choque cultural. 

Almanya, de Yasemin Samdereli, 2011.

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Feliz Natal a todos

por Leonor Barros, em 24.12.13


Mesmo em tempos difíceis que nunca percamos a capacidade de sorrir. 

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Blogue da semana

por Leonor Barros, em 03.11.13

Raramente concordamos. Politicamente não concordamos vez alguma mas o que mais gosto neste discordar é o nosso pacífico e sempre civilizado concordar em discordar. Concordamos algumas vezes aqui, e partilhamos um gosto semelhante em prazeres mundanos de garfo e faca. E, depois, já o terei dito algumas vezes, gosto de blogues despretensiosos, na mesma medida em que prefiro pessoas sem manias às que se sentam na cátedra blogosférica à espera de aplauso. E gosto de blogues ao ritmo da vida. Hoje um pensamento esparso, amanhã um texto mais longo, uma fotografia, um pensamento, muitos mundos lá dentro. E gosto de ouvir os homens a pensar, esse mundo relativamente hermético para uma mulher ocultado em silêncios longos e distantes. Apresento-vos o meu blogue da semana: Don Vivo.

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Livros de cabeceira (14)

por Leonor Barros, em 02.11.13

 

“At the end of a school day you leave with a head filled with adolescent noises, their worries, their dreams. They follow you to dinner, to the movies, to the bathroom, to the bed.”

Frank McCourt, Teacher Man.

 

O malogrado Frank McCourt da minha querida Ilha Esmeralda não poderia ter descrito melhor este mester de se ser professor. No fim do dia são os momentos falhados, as frustrações de se saber que talvez se pudesse ter feito melhor, as expressões do olhar. Ontem trouxe uma dessas para casa, agarrada a mim, os olhos aflitos da rejeição, as lágrimas quase a saltar. E estarão comigo. Seguem-me. Perseguem-me. E depois há os momentos bons, plenos, conseguidos e que dão sentido à profissão, um sorriso, um caminho bem trilhado, uma aula bem-sucedida e o sorriso que fica quando abandono a escola, atravesso a estrada e julgo que assim a deixei lá, os deixei lá, enganando-me a mim própria.
A minha mesa-de-cabeceira é ecléctica. Nunca tem apenas um livro e reflecte sempre o que sou: professora, mulher, leitora curiosa que paira por vários sítios, escolhe um poiso temporário e parte para outras paragens. Tenho entre mãos os manuais de Alemão, um livro de sugestões didácticas e, por fim, um empréstimo de uma colega, A Purga sobre a história de duas mulheres que se cruzam na Estónia depois da queda do Muro de Berlim, um dos meus momentos preferidos da História. Para a semana mudarão. Manter-se-á A Purga, vou sensivelmente a meio, e outros substituirão os manuais. Sou muitas e nunca sou a mesma.

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Cenas favoritas de filmes (12)

por Leonor Barros, em 22.07.13

Scent of a Woman (1992) de Martin Brest.

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O que estou a ler (7)

por Leonor Barros, em 21.07.13

Não há nada tão determinante num livro como as primeiras linhas ou as primeiras páginas. Em tempo de esbulho e saque e com o inevitável ajustamento das minhas finanças o exercício que faço para me decidir se o livro é merecedor dos euros sobejantes é o de ler o primeiro parágrafo. Quando pedi o livro emprestado o aviso foi peremptório Essas primeiras cenas são horríveis. E eram. E são. Escritas com um enorme realismo e sem pudores bacocos oscilamos entre parar ali ou ultrapassar aqueles primeiros horrores para acompanhar Jorge. Resolvi acompanhá-lo. Até agora não me arrependi. Um bocado ensimesmado, é verdade, aquele tal episódio declarou-lhe uma existência reservada e sofrida, feita de silêncios grandes no casarão algures lá para os Algarves onde habita com as Manas, suas fiéis zeladoras e das lides domésticas e outras da mansão, Samuel, e D. Rosa. Quando um dia, Sarah, uma escritora excêntrica aventureira e a viver no limite, se muda lá para casa, tudo muda. E muda ainda mais quando surge em cena Biafra, ávido por uma chantagem. E quando mais personagens se juntam para adensar a trama. E mais não digo.

Depois da desilusão de Mazagran e da paixão imediata e irrevogável – boa palavra – por A Amante Holandesa, este Mentiras & Diamantes de José Rentes de Carvalho tem um ritmo alucinante, uma deambular incessante entre mundos, palavras sem rodeios, e personagens fortes que não conseguimos esquecer. Lê-se com prazer. Cavalgam-se páginas para saber mais. Nesta minha nova condição de comprar livros de seis em seis meses, um Rentes de Carvalho será merecedor dos parcos euros. Só posso recomendar.

 

 

E agora passo a leitura ao Luís Menezes Leitão. Que andará ele a ler? 

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Cenas favoritas de filmes (11)

por Leonor Barros, em 17.07.13

O único e irrepetível A Vida de Brian dos Monty Python. Andávamos lá pelos anos 70 e houve quem não gostasse do que viu. Pois claro.

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Cenas favoritas de filmes (8)

por Leonor Barros, em 08.07.13


Encontros imediatos do terceiro grau (1977) de Steven Spielberg.

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Banda sonora para tomadas de posse

por Leonor Barros, em 02.07.13

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Cenas favoritas de filmes (5)

por Leonor Barros, em 01.07.13


Invictus (2009) de Clint Eastwood. 

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Cenas favoritas de filmes (2)

por Leonor Barros, em 25.06.13

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Descubra as diferenças

por Leonor Barros, em 02.06.13

Enquanto Passos Coelho e os amiguinhos nos mostram a porta de saída, há quem tenha vergonha na cara: o chefe do Governo italiano pede desculpa aos jovens que se viram obrigados a deixar o país. Cada um tem o que merece e nós, a avaliar pela qualidade duvidosa dos governantes, merecemos muito pouco.

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Sucessos do programa de ajustamento (9)

por Leonor Barros, em 18.05.13

Mais 72 mil pessoas perderam o emprego em Abril.

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Sucessos do programa de ajustamento (8)

por Leonor Barros, em 16.05.13

Famílias de desempregados em desespero levam os filhos às carrinhas que distribuem comida gratuita.


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Sucessos do programa de ajustamento (7)

por Leonor Barros, em 05.05.13

Número de sem-abrigo e mendigos terá triplicado no último ano.

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Blogue da semana

por Leonor Barros, em 29.04.13

Ler. Ler. Ler. Desejar dias longos sem amarras nem obrigações, dias em que nos rescostamos no mais confortável dos lugares e nos deixamos levar por um livro. Ou que agarrramos o que está à mão e, nos sítios improváveis, sucumbimos ao apetite voraz de devorar páginas, ou de saboreá-las com vagares de tempos suspensos. Livros. O que vos trago hoje não é propriamente um blogue mas é um dos sítios de que gosto muito. Apresento-vos Book Loving Girls.

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Para algo completamente diferente

por Leonor Barros, em 09.04.13

Numa altura em que deixei de comprar jornais por razões de ordem diversa, cinjo-me neste momento à Papel. Textos de boa qualidade, diversificados, bem-humorados e sem as estopadas de política, crise, crise, política, os mandos do Herr Schäuble e a nudez da Frau Kanzlerin. Recomendo desde já este texto. Sabem os deuses como odeio a citação das pedras e do castelo e como me cubro de pena dos pobres escritores e outros que depois de mortos destaram a fazer citações em português do Brasil ou castelhano.  E agora vão lá ler. 

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Sucessos do programa de ajustamento (6)

por Leonor Barros, em 01.04.13

Portugal perdeu 200 mil postos de trabalho em 2012.

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Depois disto, o Relvas já pode dormir.

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Hortografia

por Leonor Barros, em 22.03.13

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Longe de mais

por Leonor Barros, em 21.03.13

Mas alguém achará que esta contratação é inocente? Hoje ninguém fala de outra coisa. O melhor é irem aos bancos ver se ninguém vos foi à conta ou se ainda têm emprego. Enquanto o povo brade e se descabela pelo regresso do Sócrates pago com o dinheiro dos contribuintes, que bela jogada a do estratega por trás disto, esquece-se por momentos dos cerca de 18% de desempregados e outros tantos que vivem em condições deploráveis, mas são pobres e exigentes, querem as suas vidas de volta, deixá-los à míngua.  Fazer-nos levar com o Sócrates no canal público de televisão é de mais, porque o Sócrates é, como a outra, quer é festa. Quaisquer cinco minutos de fama são poucos. E por quê cinco minutos se se pode ter um programa? Já há muito que esta gente que nos governa ultrapassou todos os limites. Todos os dias são dias a mais.

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Sing along numa noite 'normal a tantas outras'

por Leonor Barros, em 19.02.13

 Para quê Monty Python se podemos ter o Clube de Pensadores?
O que é nacional é bom. Muito bom.

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A catificação* do jornal i

por Leonor Barros, em 14.02.13

Estaríamos no horroroso mês de Janeiro, odeio completa e absolutamente Janeiro, quando a uma concorrente de um reality show foi pedido que identificasse a Rússia num planisfério. A rapariga correu de ponteiro na mão para África com ar de barata tonta, perdida na imensidão deste mundo: muitos países, muitas cidades, muito de tudo, e, para piorar, perguntas daquelas mesmo mesmo difíceis. Este desnorte atribuído à falta de cultura pungente da concorrente serviu apenas para corroborar a tese de que quem concorre a semelhantes programas tem a cabeça cheia de vento e fá-lo à procura da fama sem mérito próprio. Hoje abriu-se um novo capítulo, suspeitei que a própria teria arranjado um emprego num jornal da praça. É que, a acreditar nesta notícia, a Roménia não é na Europa. A vida está difícil, muitos terão tido Geografia apenas até ao 9º ano, mas numa grande superfície poderão encontrar um planisfério, em dia de sorte, até com desconto em cartão. Havia necessidade, senhores jornalistas?

 

* Cátia. A concorrente chamava-se Cátia.

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Sucessos do programa de ajustamento (5)

por Leonor Barros, em 14.02.13

Portugal é dos países onde mais austeridade significa mais pobreza infantil.

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Respeitinho é muito bonito

por Leonor Barros, em 14.02.13

O ex-Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, diz aos fiscais da Autoridade Tributária e Aduaneira para ir tomar no cu. Relvas diz que respeita as opiniões de qualquer ex-membro do Governo. Alguém pediu o prolongamento do Carnaval?

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E por que não exterminá-los?

por Leonor Barros, em 22.01.13

Escondam isto do governo. Não precisamos que ninguém lhes dê mais ideias. 

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Do absurdo

por Leonor Barros, em 19.01.13

"Quem admite casamento "gay" pode aceitar uniões entre irmãos." Há quem conduza alcoolizado e há quem aparentemente não alcoolizado nos deixe a desejar que antes estivesse. Pelo menos havia razão para uma afirmação deste calibre.

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Sucessos do programa de ajustamento (4)

por Leonor Barros, em 18.01.13

Emigração portuguesa sobe 85% em 2011.  Maravilha. Quanto menos portugueses melhor. 

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Um governo de tolos

por Leonor Barros, em 11.01.13

O belíssimo relatório do FMI, recebido com um sorriso acolhedor por um tal de Carlos Moedas e aclamado como um bom relatório pelo roedor-mor, baseia-se afinal em pressupostos errados, diz agora o  Ministro Mota Soares. Vejam se se entendam antes que tenhamos fugido todos a esta cambada e não tenham mais ninguém a quem extorquir euros e pagar a crise ou o empréstimo ou seja lá o que for em que empregam o que nos sacam. 

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Gorduras do estado em que estamos (7)

por Leonor Barros, em 11.01.13

Presidente da Câmara de Palmela vai reformar-se aos 47 anos. E depois vêm pedir-nos sacríficios. O raio que os parta.

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Viva Nós! Votem em nós!

por Leonor Barros, em 09.01.13

Deve ter sido por acabar de ver o nosso menino d' ouro agorinha na televisão à minha frente e contagiada pela falta de modéstia do jovem narciso mais o belo par de pernas que a D. Dolores lhe deu, abençoada mãezinha. Neste país há muito que a vergonha se foi e também eu, adaptando uma das citações mais famosas da História, quero ter os meus cinco minutos de sem vergonha. Venho por este meio, despudorada e descaradamente, informar que aqui o nosso delicioso Delito foi nomeado pelo Aventar para blogue do ano. Não se acanhem, amigos e comentadores, ide lá e colocai a cruzinha. E agora, vou-me, acabei de esgotar a minha quota de pedinchice desavergonhada. 

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"A mensagem de ano novo do senhor Presidente da República vem confirmar algo cada vez mais evidente aos olhos de todos os portugueses. Portugal tem um primeiro-ministro profundamente isolado. Isolado politicamente e isolado socialmente", proferiu João Ribeiro do secretariado nacional do PS, em declarações aos jornalistas na sede do PS em Lisboa.

O porta-voz adiantou também que o discurso de Cavaco Silva revela que o país tem "um primeiro-ministro que se afastou do consenso social e político e que radicalizou o seu discurso".

De acordo com João Ribeiro "hoje ficou também claro que o Governo não houve ninguém. Não houve parceiros sociais, não houve o PS, não houve a Igreja, não houve a academia e não houve o Presidente da República", acrescentou.

 

Com Lusa

 

 

Pior que o casaquinho àphosgasse é este português completamente esphoguido da Lusa, da SICNotícias ou lá de quem é.

 

 

 

 

Um agradecimento ao António Eça de Queiroz que me deu a conhecer esta pérola no Facebook. 

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Gorduras do estado em que estamos (6)

por Leonor Barros, em 04.01.13

Gabinetes ministeriais ignoram austeridade.

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Crise? Qual crise? Miguel Relvas, Dias Loureiro e José Luís Arnaut em férias de luxo no Rio de Janeiro. No Verão tiveram que gramar com os algarves mas o período de carência passou entretanto. Viva 2012 que tanto jeito deu a alguns. 

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STFU

por Leonor Barros, em 29.12.12

Um dos problemas do Sócrates, e eram alguns, era a sua arrogância. Ficou bem claro quando se aventurou numa língua que não era a sua e expôs ao mundo a incapacidade em comunicar em inglês e posteriormente em castelhano. Tendo tradutores/intérpretes ao seu dispor ter-nos-ia poupado a todos o vexame de ver o seu inqualificável discurso escarrapachado na página oficial da Casa Branca e, uma vez público este episódio de má memória, poderia ter-se calado. Poderia ter admitido que era um incapaz no que se refere a línguas estrangeiras e não reincidir. Como se sabe, era rapaz de convicções fortes também na asneira e humildade era uma entrada vazia no seu dicionário privado, como tal brindou-nos com aquele belo telefonema  ao seu querido e charmosíssimo Zapatero num portunhol manhoso mas sempre com ar convicto de galo fanfarrão. Nunca perder a face. Sócrates fazia-o muito bem. Ido o Sócrates o mundo respirou até uma coisa que foi eleita pelos portugueses para defender o povo da austeridade porque"o último pacote de austeridade não iria potenciar o crescimento mas impor sacrifícios inaceitáveis aos membros mais vulneráveis da sociedade. Eram demasiados impostos e uma redução de despesa insuficiente" ter-se dado ar de moderno e ter começado a usar o Facebook  para comunicar com os seus súbditos. Passou a assinar Pedro, Pedro e Laura, e diz que "muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram e que "já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos". Tamanha indigência linguística devia ser punida. Ao Sócrates ainda podiam valer os tradutores e intérpretes. A quem escreve assim na sua própria língua e que concomitantemente tem nas mãos os desígnios do país nada poderá valer. É tão hábil a dirigir o país como a escrever português. Que nos acudam os deuses e nos salvam destas coisas que ocupam as cadeiras do poder. Estamos fartos.

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Sucessos do programa de ajustamento (3)

por Leonor Barros, em 08.12.12

Crianças preocupadas com os pais pedem ajuda. 

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Gorduras do estado em que estamos (5)

por Leonor Barros, em 03.12.12

Escolas privadas totalmente financiadas pelo Estado receberam este ano 25 milhões de euros.

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Sucessos do programa de ajustamento (2)

por Leonor Barros, em 30.11.12

Crianças chegam ao hospital doentes por terem fome.

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Sucessos do programa de ajustamento (1)

por Leonor Barros, em 30.11.12

Desemprego em Portugal sobe para 16, 3%.

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