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Belino Foundation

por Rui Rocha, em 21.05.17

O problema do Zé Sócrates foi a pressa. Com calma e um bocadinho de sorte hoje era Presidente da República. Daqui por uns anos constituía a Fundação e o Estado financiava os Mestrados e os Doutoramentos, os livros do Farinho, as férias da Câncio e das outras gajas, a experiência do fórum democrático em espaço rural na Quinta da Fava, os fins-de-semana para assistir a conferências em Nova Iorque, o blogue do Peixoto, a sede construída de raiz em Lisboa pelo Carlos Santos Silva, os escritórios em Paris, as bolsas de estudo para os filhos do Pedro Silva Pereira, o Mercedes e o ordenado do motorista Perna. Tudo numa boa.

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O fim da macacada

por Rui Rocha, em 18.05.17

Segundo o Teorema do Macaco Infinito, um número infinito de macacos teclando aleatoriamente num número infinito de máquinas de escrever por um tempo infinito, produzirá mais tarde ou mais cedo um texto igual ao de uma obra de Shakespeare. Em Portugal, um país onde a macacada parece não ter fim, puseram o teclado de um computador nas mãos de Fernando Madureira, líder da claque do FCPorto. O Macaco, alcunha ternurenta por que é conhecido no meio, não conseguiu produzir um texto organizado. Mas engendrou um trabalho de mestrado classificado com 17 valores (em 20) no ISMAI. Conclusões? As que se podem ler abaixo. Não são necessárias quaisquer considerações adicionais.

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Traços da portugalidade

por Rui Rocha, em 14.05.17

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GAMAR PELOS DOIS

por Rui Rocha, em 14.05.17

GAMAR.png

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi p’ra gamar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada p’ra dar

 

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que voltes a querer
Eu sei que não se gama sozinho
Talvez devagarinho me possam voltar a prender

 

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que voltes a querer
Eu sei que não se gama sozinho
Talvez devagarinho me possam voltar a prender

 

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
Meu Carlinhos, posso gamar pelos dois

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Ouch!

por Rui Rocha, em 12.05.17

rezas.png 

 

 

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Escola pública

por Rui Rocha, em 12.05.17

Devido à tolerância de ponto decretada pela visita do Papa, hoje as escolas públicas estão vazias. Não há auxiliares de acção educativa. Não há alunos nem professores nas salas de aula sem crucifixos.

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Estações

por Rui Rocha, em 11.05.17

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A Nova Ordem da Culpa

por Rui Rocha, em 08.05.17

Assistimos periodicamente à introdução de determinados temas na discussão pública que seguem os interesses de uma determinada agenda. Foi o que aconteceu, recentemente, com vários textos que pretendem fundamentar um direito de regresso (direito de regresso de quem é aliás coisa que em geral não nos conseguem explicar) sobre o apuramento e a imputação de responsabilidades pela escravatura. Vejamos:
1º Não é sem espanto que constatamos que num momento histórico em que Deus se vai progressivamente retirando do espaço público, se é que não morreu como nos afiançou Nietzsche, a ideia de culpa que era inerente e fundamental em territórios tomados pelo divino, longe de partir para parte incerta, é apropriada por alguns para construir uma nova condenação decalcada sobre a ideia de pecado original (já lá iremos no ponto 2º ao esclarecimento de que pecado é esse afinal) num sistema construído para proporcionar a esses mesmos uma redenção final sem necessidade sequer de confissão e contrição (como se verá no ponto 3º). Por agora, é suficiente sublinhar o primeiro traço da hipocrisia: são os mais ferozes soldados da guerra santa pela erradicação de Deus e da religião da comunidade que, longe de nos libertarem das amarras da heteronormatividade imposta pelo divino, quase sempre alicerçada nos conceitos operacionais de culpa e de expiação, tomam para si a missão de anunciar, evangelizar e, se os deixássemos, punir, a partir de uma ideia de culpa de cujas escrituras se arrogam agora ser os únicos intérpretes. Pense-se o que se quiser sobre a culpa com Deus (ou por Deus, ou contra Deus), mas parece óbvio que não ficaremos melhor com uma culpa que persiste sem Deus, ainda por cima com tais pastores.
2º Num mundo interconectado, com acesso amplo a informação, é fácil promover a expansão da culpa (de uma determinada culpa) no tempo e no espaço. A nossa culpa, se a quisermos tomar ou se nos deixarmos convencer dela, pode estender-se à pobreza extrema de África, à exploração do trabalho na Ásia ou às catástrofes ambientais na América. Note-se que num estado inicial, a culpa perante Deus era individual ou de um grupo, mas suportava-se num nexo de causalidade com actos próprios de que o indivíduo ou a comunidade eram responsáveis. A divindade castigava por um comportamento concreto (devassidão, apostasia, etc.) e com uma consequência directa (perda das colheitas, cheias, uma doença, para só dar alguns exemplos). Agora, o nexo de causalidade e punição perderam a sua relação unívoca com o prevaricador. A culpa tem o tamanho do mundo. Qualquer acto meu de consumo pode aparentemente desencadear a barbárie a milhares de quilómetros. Qualquer acto meu pode desencadear a punição não de mim ou dos meus, mas de pessoas que não conheço que são castigadas com incêndios ou inundações do outro lado do mundo. Esta é uma culpa universal e expansionista. Uma culpa incontrolável e insaciável. Uma culpa que se estende também no tempo. Somos culpados aqui e agora. Mas também somos culpados pelo que aconteceu há 200 anos. Ou mais, se for preciso. Mas não há então limites a essa culpa? Há, claro. Para percebermos quem e o que fica aquém e além dessa culpa é necessário interpretarmos os textos dos acólitos que nos querem impingir este novo tempo. E o traço comum a esta Nova Ordem da Culpa é a sua natureza unidireccional. Embora persistente e expansível até ao infinito no espaço e no tempo, esta culpa é apenas a da civilização ocidental. Sim, temos culpa pelo esclavagismo em África. Mas jamais poderemos culpar os muçulmanos pela invasão da Península Ibérica. Ou criticar os maridos que lêem no Corão que a palavra de Deus é infligir maus tratos às mulheres como forma de reforçar os sagrados laços do casamento. Para um determinado acto, a existência da culpa não é determinada pelo seu valor intrínseco mas pela condição de quem o pratica. É ocidental? Culpado. Não é? Então não temos nada que nos meter nisso. Temos então aqui esclarecido o novo fundamento teológico da culpa. O novo pecado original é o pecado ocidental. A culpa que interessa impôr é então infinita no espaço e no tempo mas é simultaneamente descontínua. Ali onde não se possa imputar à civilização ocidental, entendida como aquela que resulta das democracias liberais, da economia de mercado e, trema-se, do modo de produção capitalista, simplesmente não existe culpa. É este entendimento que permite a um estrénuo defensor do pecado ocidental que nos faz responsáveis pela escravatura do século XVIII, fechar no momento seguinte os olhos à carnificina de Estaline, ao genocídio de Pol Pot, à tortura de Fidel Castro ou à violência de Estado na Venezuela. Não integram no património genético o cromossoma fundador da civilização ocidental? Não são culpados, coitados. Está então desmascarado o 2º traço da hipocrisia dos sacerdotes do Templo da Culpa Ocidental: derrotados pela História, confrontados com os resultados de uma ideologia que desembocou invariavelmente na miséria, na morte e na repressão, não desistem de um impulso de desforra, ainda que para isso tenham que incorrer na mais tortuosa arbitrariedade.
3º Esta culpa que nos querem vender é então uma culpa só dos ocidentais. Mas de todos os ocidentais? Não, na verdade. Qualquer sistema de culpa inclui uma hipótese de redenção. Os judeus acertavam contas pelo sacrifício de bodes expiatórios. Os católicos redimem-se pela contrição, pela confissão e pelas avés-marias. Os vigários da Nova Ordem da Culpa encontraram um mecanismo mais sofisticado. A confissão, por exemplo, pressupõe a assunção de culpa. Os vigários querem a alma lavada mas não assumem culpa nenhuma. Para se eximirem ao pecado ocidental, identificam-se com a vítima. Quando pedem o pagamento de uma reparação pela escravatura, colocam-se do lado de lá. É como se eles próprios tivessem sido levados da costa de África em barcos de negreiros para trabalhos forçados nas roças de café do Brasil. E é isto mesmo que lhes permite usar um Iphone sem problemas de consciência. Bebem do fino mas não estão disponíveis para pagarem por ele. É este o 3º traço de hipocrisia e, no final, aquele que desmascara definitivamente a imoralidade do sistema de culpa, expiação e redenção que nos propõem e que nunca os inclui como réus do julgamento que pretendem conduzir.

NOTAS FINAIS:
1) O sistema de culpa baseado no pecado ocidental funciona, mutatis mutandis, para outras questões como o colonialismo ou as questões ambientais.
2) Sou ateu mas não sou parvo (creio que ainda me vou arrepender de ter usado a adversativa). Entre culpa julgada pelo Deus do Antigo Testamento ou a vida virtuosa orientada de acordo com os ensinamentos de um Livro das Expiações ditado por Boaventura Sousa Santos, fico como o Burro de Buridan: que venha o Diabo e escolha.

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Morde, Paulinho, morde

por Rui Rocha, em 06.05.17

- Bom dia, Doutor Proença.
- Bom dia. Com quem estou a falar?
- Sou o Paulo Baldaia, Doutor.
- ...
- O Director do DN...
- ...
- Sou o Paulo, Doutor. Do DN. O Paulinho...
- Ah, o Paulinho! Por que é que não disseste logo? Um dia destes tenho de gravar o teu número... Então diz lá, ó Paulinho...
- Era para ver se o senhor Doutor me deixava fazer uma noticiazinha de primeira página com a situação da candidatura do Rui Moreira e do PS no Porto...
- Tás maluco, ó Paulinho? Então mandei-te despedir o Alberto Gonçalves para agora... Vais lá chamar uma bronca dessas à primeira página...
- Não foi um despedimento, Doutor. Não era jornalista e...
- Paulinho!
- Desculpe, Doutor. Mas não ficará mal o DN ser o único a não dar destaque de primeira página ao assunto? Já quando foi dos sms do Centeno passámos uma vergonha tão grande...
- Pronto, ó Paulinho, fazemos assim: não vai para primeira página mas escreves tu um artigo a cascar no PS Porto para despistar.
- Combinado, Doutor. Mas então vou mesmo morder as canelas dos gajos.
- Morde, Paulinho, morde. Assim como assim já ninguém lê as merdas que escreves.

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Raciocínios precários

por Rui Rocha, em 01.05.17

Tentando seguir o fio histórico dos acontecimentos:
1 - Os funcionários do Estado trabalhavam 35 horas semanais e os trabalhadores do sector privado 40. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantiam que isto não significava qualquer entorse ao princípio da igualdade.
2 - O tenebroso governo de Passos Coelho decidiu que os funcionários públicos deviam trabalhar a barbaridade de 40 horas semanais, equiparando o tempo de trabalho ao que é prestado no sector privado.
3 - O governo patriótico de António Costa reverteu a medida, regressando os funcionários públicos a um horário semanal de 35 horas. Os trabalhadores do sector privado continuaram nas 40 horas. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantiram que isto não significava qualquer entorse ao princípio da igualdade. As mesmas pessoas garantiram que a redução do horário de trabalho não implicava quaisquer custos acrescidos para o Estado (e para os contribuintes) e que as horas perdidas de trabalho, em rigor, não eram necessárias.
4 - O governo patriótico de António Costa prepara-se para integrar na função pública dezenas de milhares de precários com os respectivos custos para os contribuintes. Pessoas lúcidas e acima de qualquer suspeita garantem que o trabalho destes precários é absolutamente necessário apesar de terem jurado que as 5 horas a menos que os funcionários públicos trabalham agora por semana não eram de todo necessárias.
5 - Ninguém pergunta, ninguém questiona. Ninguém quer saber.

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E se fosse consigo?

por Rui Rocha, em 28.04.17

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Mário ou Marioneta?

por Rui Rocha, em 27.04.17

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Abril dos esquecidos

por Rui Rocha, em 26.04.17

Na ressaca das comemorações de ontem, gostaria de sublinhar que há o Abril dos heróis, dos discursos, das cerimónias, das condecorações, das proclamações, da poesia e dos cravos. Mas também há os esquecidos que encarnam os valores de Abril e sobre quem nunca se diz uma palavra, relativamente a quem nunca se faz um gesto de reconhecimento. Aqui fica apenas um exemplo concreto de abnegação, solidariedade, fraternidade, acção desinteressada, altruísmo e sacrifício pessoal e da família. Um só exemplo, mas andam outros por aí. Pouca justiça lhes temos feito.

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Desculpem, não resisti

por Rui Rocha, em 22.04.17

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Deadwater

por Rui Rocha, em 21.04.17

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Em Maio de 2016, Mariana Mortágua publicou um artigo no JN em que, a propósito do caso Luaty Beirão, comparava as situações de Angola e da Venezuela. No texto, a Venezuela é apresentada como uma realidade em que foram cometidos erros e em que a democracia se degradou. Aliás, esta abordagem não é original no Bloco de Esquerda. Quando Fidel Castro morreu, o discurso foi semelhante. Catarina Martins afirmou na altura que "os erros não podem apagar a homenagem ao grande revolucionário". Os erros eram, no caso de Fidel, presume-se, mais de 50 anos de poder sem realização de eleições, violação dos mais elementares direitos individuais, perseguição, tortura, miséria e morte. Coisa pouca, portanto. No caso do texto de Mortágua a ideia central era então a de que, apesar dos tais erros, as situações de Venezuela e Angola não eram comparáveis. E Mortágua concluía, numa súplica, dizendo que não lhe pedissem "para confundir o que não era confundível ou que compreendesse os que se indignavam com Caracas mas toleravam Luanda". Pois bem. Face aos recentes desenvolvimentos da situação na Venezuela, é tempo para Mariana Mortágua responder a uma pergunta. As situações de Angola e Venezuela já são comparáveis? Ou tem ainda de se afundar mais o país na miséria, de se assistir a uma violação mais brutal dos direitos e da legalidade constitucional? É preciso morrer mais gente (quanta?) para que se ouça uma palavra de Mariana Mortágua, de Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, sobre a situação na Venezuela? É que parece evidente, Mariana Mortágua, que não nos podem pedir para compreender quem se indigna com Luanda (bem) mas tolera Caracas.

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Em exibição

por Rui Rocha, em 19.04.17

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Blogue da Semana

por Rui Rocha, em 09.04.17

Uma visão única, crítica e com memória histórica do mundo da guerra fria e da influência soviética num certo Portugal. Uma fonte imprescindível de informação sobre política internacional com particular atenção ao papel cada vez mais incontornável da Rússia e ao perfil singular de Vladimir Putin. O Da Rússia, do extraordinário José Milhazes, é o blogue desta semana.

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Com o ataque dos Estados Unidos à Síria, corres o risco de ser convidado para partipar numa discussão televisiva ou radiofónica sobre o tema. Não percebes pevide do assunto? Nada temas. Tens aqui tudo o que é necessário para saires do debate em ombros.

Intervenção inicial: transmite com clareza a tua visão abrangente sobre o problema e as suas diversas implicações. Frase a utilizar: "é demasiado simplista colocar as coisas em termos de Ocidente contra Rússia. O mundo de hoje é multipolar e global. A Síria é um tabuleiro político para onde confluem questões geoestratégicas com ramificações que vão muito além da influência regional". Olha em redor para todos os outros participantes com ar confiante. Marcaste pontos. Alisa a franja do cabelo como se fosses o Nuno Rogeiro e não contraries a tentativa de intervenção que certamente um outro tertuliano tentará fazer. Já ninguém conseguirá ultrapassar uma análise global tão abrangente como a tua a não ser que invoque uma invasão iminente de marcianos.

Intervenção subsequente: demonstra inequivocamente o teu conhecimento sobre a linha estratégica trilhada pela Rússia como elemento chave no contexto internacional. Frase a utilizar: "a Síria tem uma importância fundamental para Putin (aqui pronuncia como o Zé Milhazes) sobretudo tendo em conta os desenvolvimentos recentes na Península Turca e a ambição política e militar do regime de Ankara". Mais um tiro certeiro da tua parte. Acabaste de antecipar-te ao tertuliano que tinha prontinha uma intervenção sobre Erdogan. A Turquia é uma referência fundamental nestas discussões. Tu foste o primeiro a trazê-la para a mesa.

3ª Intervenção: é o momento de revelares ao mundo não só o teu domínio da geopolítica mas também do processo histórico de evolução das ideias. Frase a utilizar: "no fundo, tudo isto representa a derrota do pensamento central de Fukuyama (faz descair ligeiramente e com condescendência o teu lábio superior, tal e qual como faz o Miguel Sousa Tavares). A História não acabou... a História não acabou, a verdade é essa. Estamos, não sei se concordarão, perante o regresso da geopolítica". Concordarão, claro. Com a mesma vontade com que as galinhas concordam sobre a importância do milho. Se não fosse a geopolítica não estavam todos ali, não é?

4ª intervenção: o pensamento humano tem enorme apetência por analogias. Conquista terreno abusando de comparações. Aqui não faz sentido amarrar-te a uma frase pré-definida. Dá largas à tua imaginação. Refere os balcãs, o império austro-húngaro, o Cisma do Ocidente, Hitler, o Czar Branco (não existiu, mas tal como tu, os outros não sabem), Estaline, Richelieu, Pedro o Grande, Zé do Telhado, Tira-Dentes, Átila o Huno, enfim, vai por aí fora. O céu é o limite.

5ª intervenção: está na altura de preparar o KO dos restantes tertulianos. Chegou a hora da filologia. Frase a utilizar: "é preciso termos presente que o território da Síria actual foi sucessivamente colonizado por canaanitas, fenícios, arameus, hebreus, egípcios, sumérios, assírios, babilónios, hititas, persas, gregos e bizantinos. Mas é preciso ter em conta que esta Síria não é a Síria a que Heródoto, por exemplo, se referia. Essa Síria do Heródoto coincidia com o território da Capadócia e por aqui se vê como a própria situação turca está sempre presente nestas questões". Olha fixamente para os restantes participantes na discussão. Goza o momento. Fodeste-os.

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Para gozar esto es una boooomba!

por Rui Rocha, em 05.04.17

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E se fosse consigo?

por Rui Rocha, em 04.04.17

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Pesadelo de uma noite de Primavera

por Rui Rocha, em 03.04.17

Esta noite tive um pesadelo. Sonhei que, na edição de 1 de Abril de 2017, o Expresso tinha uma notícia que era mentira. Vale a pena dizer que este pesadelo não foi completamente desfasado da realidade. O Expresso costuma publicar todos os anos a 1 de Abril uma notícia que é mentira. Em 2016, por exemplo, o Expresso noticiou que o Facebook iria "controlar as amizades de acordo com os gostos comuns e os rendimentos pessoais". Pois bem. No meu pesadelo, a notícia inventada do Expresso de 1 de Abril de 2017 era a "sondagem" de Mário Centeno para presidir ao Eurogrupo. Enfim, uma mentirinha inocente, sem consequências, facilmente identificável se pensássemos um bocadinho: improvável, inverosímil mesmo, sem qualquer fonte credível. Apesar disso, no meu pesadelo, a notícia começou a ser divulgada por outros órgãos de comunicação social. Sem que nada o fizesse prever, aquilo que era uma notícia sem pés nem cabeça, acabou por ganhar relevo e destaque. De tal forma que o próprio Presidente da República foi confrontado com ela. E comentou-a: que não tinha qualquer informação sobre o assunto, mas que preferia que o Ministro continuasse em Portugal, que era muito necessário e coiso e tal. No meu pesadelo, perante isto, os responsáveis do Expresso viram-se confrontados com uma decisão complicada. Ou divulgavam, como fazem todos os anos, qual a mentira de 1 de Abril que tinham noticiado e expunham os outros órgãos de comunicação social e, mais grave, o Presidente, ao rídiculo, ou faziam de conta como se o jornal se tivesse esquecido este ano de pregar a partida do costume. No meu pesadelo, os responsáveis do Expresso optaram por esta última hipótese, tendo em conta, aliás, o desconforto que o Palácio de Belém lhes fez chegar. No meu pesadelo as coisas foram assim mas felizmente tudo não passou de um pesadelo. Quando acordei fiquei mesmo muito aliviado. Ainda bem que o Presidente do meu país não andou a comentar, com pose de Estado, mentiras de 1 de Abril. Seria uma vergonha, não é? Só há uma coisa que me deixa um bocadinho preocupado. Já acordado, fui procurar a tal mentira de 1 de Abril de 2017 do Expresso. E não encontrei nenhuma referência do jornal ao tema. Estranho. Ainda mais se tivermos em conta que o Expresso publica sempre uma mentira de 1 de Abril.

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Desejo que tudo acabe bem

por Rui Rocha, em 01.04.17

O Fidel Castro bateu a bota na Black Friday. O George Michael embarcou no último Natal. Envio daqui um abraço solidário ao Zé Sócrates que deve estar a viver este 1 de Abril num estado de enorme tensão.

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Vamos lá saber

por Rui Rocha, em 26.03.17

Esta coisa de o dia ter menos uma hora é só para funcionários públicos ou aplica-se à população em geral?

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 11.03.17

Temos de ajudar o Presidente Marcelo a não acabar com a dignidade durante o mandato.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Buracos

por Rui Rocha, em 11.03.17

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Dia Internacional da Mulher

por Rui Rocha, em 08.03.17

Vamos lá ver. Não teremos verdadeira igualdade se o objectivo for que as mulheres assumam as mais diversas funções por serem competentes. Na verdade, só poderemos falar realmente de uma situação justa quando as mulheres incompetentes ascenderem a cargos em igualdade de circunstâncias com os homens incompetentes. É uma matéria em que fizemos significativo progresso mas temos de reconhecer que há ainda um longo caminho a percorrer.

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(Assinalados a vermelho os países com regime comunista em que foi respeitada a liberdade de expressão)

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A boca de Marcelo fugiu para a verdade

por Rui Rocha, em 04.03.17

Pode questionar-se o contexto e a oportunidade, mas por uma vez o Presidente Marcelo teve razão. O défice de 2016 não ficou de facto a dever-se a qualquer milagre, mas saiu efectivamente do pêlo dos portugueses. Saiu do pêlo dos portugueses que viram os serviços públicos degradarem-se pelo efeito das cativações. Saiu do pêlo dos portugueses e continuará a sair na medida em que a contracção dramática do investimento afecta o potencial futuro de crescimento da economia. Saiu do pêlo dos portugueses que sofreram com o aumento da carga fiscal global por via da subida dos impostos indirectos. Saiu e continuará a sair-lhes do pêlo na medida em que sendo um resultado em parte obtido por via de medidas que não resolvem os problemas estruturais da economia e, em alguns casos os agravam, acentuando as suas distorções, acaba por traduzir-se numa subida dos juros da dívida, condicionando o presente mas sobretudo o futuro dos portugueses. Na ânsia de responder a Teodora Cardoso e de proteger Costa uma vez mais, Marcelo fez o diagnóstico cru da realidade. Ao contrário do que diz o discurso oficial do governo, não se fechou de todo a página da austeridade. O pêlo dos portugueses pagou e continuará a pagar.

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Então e a indústria de Hollywood? Tão avançada, tão progressista, tão activista, tão pelos direitos, tão pelas minorias, tão anti-estereótipo, tão anti-Trump. E depois, vai-se a ver e é na própria cerimónia dos Óscares que se perpetua a discriminação de género. Um Óscar para o melhor actor e outro para a melhor actriz? Porquê? O que é que a Academia quer dizer com isso? Acaso as mulheres não seriam capazes de ganhar aos homens se concorressem na mesma categoria? É isso? É o contrário? E os intergénero? Onde está o Óscar para os intergénero? Pelo Óscar unificado para o melhor desempenho sem discriminação de género, já! E, se for preciso, com quotas, para evitar abusos. E, já agora, o Óscar para o melhor desempenho animal? O PAN não diz nada? Mas que vergonha é esta? E os preocupadinhos com o brinquedo para meninos e para meninas do McDonald´s? Onde é que andam?

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Perdoai-lhes que não sabem o que fazem

por Rui Rocha, em 27.02.17

A Ryanair, por exemplo, tem partidas do Porto para Roma Ciampino às quartas com regresso às segundas. Marcando com antecedência, encontras viagens de ida e volta para duas pessoas por 150 euros. Cinco noites de hotel com mais que razoável conforto na capital italiana saem-te por 450 euros. Estimemos ainda um total de 400 euros para transportes e alimentação. Estamos portanto a falar de um custo total de 1000 euros para duas pessoas para 6 dias e 5 noites em Roma com a possibilidade de visitar o Coliseu, a Fontana de Trevi ou o Fórum Romano. Se fizeres questão, podes ir ao Vaticano no Domingo ver o Papa. Entretanto, leio que estão a pagar 1000 euros por uma noite em saco-cama para dois adultos durante a visita papal a Fátima. Deus me perdoe, mas é preciso ser-se parvo.

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Tapar o sms com a peneira

por Rui Rocha, em 19.02.17

As tentativas de paralisar o acesso de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos sms de Mário Centeno têm sido, em geral, atabalhoadas. Mas, de todos os argumentos já utilizados com esse objectivo, o mais ridículo é aquele que afirma que o prolongamento da discussão do tema põe em causa o futuro da Banco público. Jerónimo afirmou mesmo que uma nova CPI corresponde a fabricar o caixão da CGD, mas o próprio Marcelo não anda longe disso embora com uma formulação mais cuidada. Vamos lá ver. Passámos semanas a ouvir dizer que o que está em causa são tricas e questões sem importância. Se é assim, nunca uma CPI que revelasse tais insignificâncias poderia pôr em causa o que quer que fosse. Aliás, se insignificâncias fossem, o caminho seria bem simples: revelar de uma vez por todas o que foi escrito e deixar a nu a falta de fundamento das acusações da direita. O ponto tem, portanto, de ser outro. As esquerdas e não só sabem que o conteúdo dos sms é grave. Mas não percebem que, se continuarem a prometer o apocalipse para a Caixa perante uma nova CPI, acabam não tarda, por dispensá-la. As afirmações dos geringonços e respectivos padrinhos constituem já uma confissão liminar da gravidade dos factos. Não se imaginava que as esquerdas, na ânsia de esconder, pudessem ser tão transparentes nas suas intenções.

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Sobre o livro de Cavaco

por Rui Rocha, em 18.02.17

Considero o timing e o conteúdo (li em diagonal, saltando de capítulo para capítulo) no mínimo questionáveis. Desde logo, porque nada acrescenta à imagem daquele que parece ser o seu alvo principal. José Sócrates é um trambiqueiro volúvel, manipulador, irascível e perigoso? Obrigado, já sabíamos. Mas, sobretudo, porque é do senso comum que uma troca de argumentos com Sócrates é mergulhar na lama e só serve para dar palco a um cadáver político. Nestes casos, vale sempre a pena ter em atenção o conselho de Mark Twain: nunca discutas com um cretino; ele arrasta-te até ao nível dele e depois vence-te em experiência.

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Portugal

por Rui Rocha, em 17.02.17

O país em que o Ministro das Finanças, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República se enterram num lodaçal que envolve diplomas feitos à medida, normas ditadas pelos advogados do interessado, publicações fora de tempo, compromissos espúrios, negociações por sms, meias-verdades, versões contraditórias, novilíngua, mentiras, conferências de imprensa ridículas, bloqueios institucionais à descoberta da verdade e raspanetes públicos e, no fim, o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito.

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Tenham lá paciência

por Rui Rocha, em 16.02.17

Vejo que muitos dos que agora estão incomodados com a discussão da "questão de carácter" de Mário Centeno exigiram na altura (e bem, também o fiz) a demissão de Relvas. Naquele momento, fizeram-no porquê? Por causa da Lei da Rádio, foi?

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Ups

por Rui Rocha, em 15.02.17

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Tenho uma dúvida

por Rui Rocha, em 13.02.17

Quando o Dr. Centeno pôs o lugar à disposição do Dr. Costa assinou alguma coisa ou foi só de trinta e um de boca?

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Uma de acordos

por Rui Rocha, em 09.02.17

Um coxo mais difícil de apanhar do que o Ministro Mário Centeno e um marreco entram num bar.

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Foram divulgados números animadores do desemprego. É uma boa notícia para quem, depois de ser desmascarado na praça pública como cínico e mentiroso compulsivo durante a condução do caso "António Domingues", deveria começar já hoje a procurar um novo emprego. Apesar dos sinais positivos do mercado de trabalho, ocupações como vendedor de viaturas em segunda mão, por motivos óbvios, não se aconselham.

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Nous sommes Fillon

por Rui Rocha, em 07.02.17

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- Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta. Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste aquela história do Fillon?
- Ahahahah!
- Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino... ai como é que se chama o gajo?
- O Eduardo Cabrita?
- Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste aquela história do Fillon?
- Ahahahah!
- Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste aquela história do Fillon?
- Ahahahah!
- Depois vou à filha do Vieira da Silva... ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?
- A Mariana?
- Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquela história do Fillon?
- Ahahahah! Que sacana. E depois?
- Depois fui ao Carlos César.
- Ahahahah!

 

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Parece-me que devemos separar bem os assuntos. Uma coisa são os crimes de que Sócrates é acusado. Outra a diligência ou falta dela que a Justiça emprega na condução do processo. É perfeitamente legítimo que o cidadão Sócrates, se considerar que os seus direitos processuais estão a ser violados, processe o Estado. Depois, a Justiça logo decidirá. Se Sócrates ganhar, apenas peço ao Estado que lhe pague em fotocópias.

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O que é preciso é animar em Malta

por Rui Rocha, em 04.02.17

melilla.jpg 

Podemos, naturalmente, pensar o que quisermos de Trump. Eu penso mal. Ponto. Mas há um grupo alargado de oportunistas a quem Trump dá muito jeito. E essa é, aliás, mais uma razão para o efeito Trump ser nocivo. Para os tais oportunistas, é útil que Trump encarne o Mal para que eles possam aparecer como manifestação do Bem. Tomemos o exemplo do Dr. Costa. Ainda ontem proclamou em Malta a sua satisfação por a Europa não se esconder atrás de muros. Ora, para não irmos mais longe, o Dr. Costa sabe perfeitamente que existe uma vedação em Melilla que divide Marrocos de território da União Europeia. E se essa barreira não seria capaz de deter as vacas voadoras em que só o Dr. Costa acredita, sabemos que foi construída para evitar que seres humanos a transponham, prevenindo a imigração ilegal e o contrabando comercial. Estas são questões densas e complexas em que a única coisa evidente é a hipocrisia de artistas de segunda categoria como o Dr. Costa que se aproveitam de circunstâncias humanas desesperadas para se apresentarem como sacerdotes da pureza. Quando das profundezas da sua fanfarronice congénita utiliza o muro de Trump, o Dr. Costa cuidando estar a subir mais um degrau na escada da sua própria santidade, define-se como anão moral que realmente é. O Dr. Costa, fiquemos todos cientes, fará tudo o que puder para preservar a democracia por palavras que pessoalmente o engrandeçam. Mas, tal como dizia Gene Hackman em Crimson Tide, não está cá para dar-se ao trabalho de excercê-la.

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Vocês criticam o homem

por Rui Rocha, em 01.02.17

Mas se isto fosse no tempo do Sócrates, a esta hora o Trump já tinha em cima da mesa uma proposta da Mota-Engil para a construção do muro. Com financiamento do BES e projecto do Siza Vieira.

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Há dívida para além do défice

por Rui Rocha, em 30.01.17

Há um par de semanas, Portugal pagou 4,2% de juros pela emissão de dívida a 10 anos. Entretanto, em entrevista à SIC, o Presidente Marcelo sossegou-nos: logo após a emissão os juros tinham regressado a níveis muito mais confortáveis. Hoje, as yields da obrigação portuguesa a 10 anos voltaram a ultrapassar os 4,2%. Passaram oito dias desde a entrevista do Presidente Marcelo.

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Liberalidades

por Rui Rocha, em 28.01.17

O Expresso revela hoje, em 1ª página, que o ex-líder do Montepio é suspeito de receber 1,5 milhões de euros do construtor José Guilherme. Não percebo o motivo para tal destaque. Ricardo Salgado recebeu do mesmo José Guilherme 14 milhões de euros e o ilustre causídico Calvão da Silva, que serviu depois a Pátria como Ministro do último governo de Passos Coelho durante uns dias e uma inundação em Albufeira, teve oportunidade de esclarecer em parecer fundamentado que:

"O espírito de entreajuda e solidariedade é um princípio geral de uma sociedade e é natural, pois, que um amigo possa e tenha gosto em dar sugestões, conselho ou informações a outro amigo, sendo que não é a circunstância de ser administrador ou presidente executivo de um banco que o priva dessa liberdade fundamental. E se alguém decide dar dinheiro de presente (liberalidade) em reconhecimento desse conselho, como José Guilherme deu a Ricardo Salgado, isso não põe em causa a idoneidade de quem recebe".

Cá está. Uma situação em tudo semelhante. A única diferença é o montante. Salgado e Guilherme eram mais chegados. Ou Salgado dava melhores conselhos.

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Vamos cá ver. O facto de o Dr. Costa ter uma visão dos mandatos que vai exercendo exclusivamente orientada para o afago do próprio ego, interesse e ambição pessoal define-o, mas não vincula os diferentes interlocutores que partilham o espaço político. O Dr. Passos Coelho, para além de, como todos nós, representar-se a si próprio conforme pode, foi eleito para dar voz no Parlamento a todos os que votaram no PSD. Quando o Dr. Passos Coelho pergunta ao Dr. Costa qual seria o valor do défice sem manobras de diversão, fá-lo porque entende que há uma parte significativa dos portugueses que gostava efectivamente de dispor dessa informação. E entende bem. Desde logo porque não sendo impossível obtê-la por outros meios, é importante que seja o primeiro-ministro a dizê-lo. E depois, porque sendo ele a dizê-lo é mais fácil contrastar a informação com a prosódia e proverbial fanfarronice do Dr. Costa. Por isso, não sendo propriamente uma surpresa que o Dr. Costa recuse responder ou que remeta uma resposta para quando o "Diabo chegar" (o estilo chocarreiro e velhaco é tão natural ao Dr. Costa como a própria transpiração), não é demais sublinhar que tal constitui uma óbvia e grave falta de respeito pelos princípios democráticos e pelos eleitores, Ora, se não se pode esperar da legião de pataratas comprados pela política de reversões (que são aliás, embora não façam ideia, os principais destinatários dessas faltas de respeito), nem do tutor com residência oficial em Belém, nem muito menos da 2ª triste figura do Estado, que alguma vez levantem a voz para colocar o Dr. Costa no seu devido lugar, é importante que não sejamos cúmplices por omissão e que não deixemos passar a situação em claro. É evidente que o meio exige contenção e que não é possível descrever aqui o Dr. Costa com todas as letras. Mas é obrigatório, pelo menos, que fique registado que o Dr. Costa se comporta como um bandalho. 

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MARCELO, O MEDIADOR

por Rui Rocha, em 25.01.17

 

17.12.2016 - "O Presidente da República serviu de mediador numa conversa entre o fundador e director do Teatro da Cornucópia, Luís Miguel Cintra, e o ministro da Cultura para evitar o fim desta companhia".
19.12.2016 - "Em comunicado, Luís Miguel Cintra esclarece "equívoco" criado após visita de Marcelo. Teatro vai mesmo fechar no início do ano".

 

11.01.2017 - "Marcelo obtém do Rei de Espanha garantia de que não serão tomadas decisões unilaterais sobre Almaraz".
12.01.2017 - "Não há acordo sobre Almaraz. Portugal avança com queixa em Bruxelas".

 

29.12.2016 - "Marcelo e Passos almoçam em Belém".
13.01.2017 - "Passos votará contra redução da TSU"

 

22.01.2017 – “Em entrevista a jornalistas da SIC, Marcelo revela confiança: ainda é possível consenso para a redução da TSU”.
25.01.2017 – “Redução da TSU chumbada na Assembleia da República”.

 

(post em actualização permanente)

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De acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério da Justiça, o estratosférico registo de actividade dos 20 tribunais reabertos em Janeiro é o seguinte: 1 julgamento, 469 atendimentos ao balcão, 380 pedidos de certificado de registo criminal e 623 actos não especificados (suponho que nestes não estarão contabilizadas diligências como limar as unhas e registar o euromilhões).

Deixando de fora o julgamento, e tendo como referência um quadro de dois funcionários por tribunal, temos que, em média, cada um destes briosos servidores da coisa pública esteve envolvido, por dia útil (é uma forma de dizer), em:

1,17 atendimentos;

0,95 emissões de registo criminal;
1,55 actos não especificados.

Numa famosa telenovela da década de 80, o Prefeito de Sucupira, Odorico Paraguaçu, passava os seus dias à espera que alguém morresse na vila para poder inaugurar o cemitério que mandara construir com o objectivo de obter o favor popular. Agora, na segunda década do sécuo XXI, não tarda teremos Costa, o nosso pequeno Paraguaçu, a queixar-se que os habitantes de Mêda, Boticas, Penela ou Portel não estão a colaborar porque não dedicam tempo suficiente à pequena criminalidade. Ao contrário do que acontecia em Sucupira, em Portugal, um dia destes, ainda morremos todos a rir. 

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griffin.jpg 

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