Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O mundo está perigoso

por Rui Rocha, em 19.11.17

Um dos riscos de situações como a que está a acontecer em Angola é provocar fenómenos de imitação. A certa altura, Vieira da Silva pode cair na tentação de tentar substituir todos os parentes de Carlos César que trabalham na Administração Pública por familiares seus.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blogue da Semana

por Rui Rocha, em 19.11.17

Tenho ideia que este que vou indicar já foi blogue da semana aqui no DO alguma vez. Mas se foi (não fui confirmar), presumo que tenha sido pelas razões erradas. Pela política, pela religião, pela literatura, pela educação, enfim, coisas que não são propriamente entusiasmantes. O que distingue verdadeiramente o Destreza das Dúvidas é o conhecimento de roupa interior feminina e é por isso que devem ir lá ver. Para além disso, concedo, alguma daquela malta parece ter lido uma coisa ou outra do Kahneman, o que também lhes fica bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Qual é a tua desculpa?

por Rui Rocha, em 16.11.17

Ao fim de sete ou oito de negação, já consegues encarar a realidade. Deixaste-te enganar pelo Sócrates. Acreditaste nas teorias da conspiração, leste os postes do Peixoto com devoção, ouviste embevecido o Galamba, admiraste a sagacidade do surfista prateado Adão e Silva. Não chegaste a participar em manifestações públicas de desagravo, mas sozinho na tua casa de banho também tu entoaste "Sócrates sempre" enquanto sentias um arrepio angustiado pelos atropelos ao estado de direito ao folhear o primeiro livro. Tudo bem. Demoraste muito mas enfim. O tipo é bom naquilo. Orquestrou bem a coisa. Também há quem acredite nos mails do Príncipe da Nigéria. Estavas indefeso e não imaginavas que fosse possível chegar a tal grau de manipulação. Escrevia bem o sacana do Peixoto. Tão modernaço, o Galamba. E o Adão e Silva? Uma vez até citou o Rawls e o caralho. Tudo bem. Mas e quanto ao Costa? Qual é a tua desculpa?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Costa, o farolzinho da solidariedade

por Rui Rocha, em 14.11.17

Quer dizer então que o Costa, o príncipe da política, o estadista das emoções, esse ser empático e altruísta, o farolzinho da solidariedade, o alfa e o ómega do humanismo, bem como a maioria que suporta o seu goverrno, os de esquerda, os das pessoas, os dos direitos, dos progressos e das conquistas, das indignações, do diabo a quatro, aprovaram um regime de compensação pela tragédia de Pedrógão que deixa de fora os feridos graves, seres humanos que ficarão indelevelmente marcados para toda a vida por consequência da incúria de um Estado que os deixou abandonados à sua sorte? Pois muito me contam.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Enviei para o Panteão

por Rui Rocha, em 11.11.17

panteao.png 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

tancos.jpg 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Separados à nascença

por Rui Rocha, em 01.11.17

magoo.jpg 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A semiótica do cenário

por Rui Rocha, em 30.10.17

costa quartel.jpg

Quando a tua imagem ficou claramente afectada e precisas urgentemente de projectar uma ideia de consistência e credibilidade, como deves organizar o cenário da tua entrevista? Precisamente. Carros de bombeiros em exposição como se estivessem em parada, mangueiras a esmo, machados e outros adereços espalhados profusamente para que se crie no espectador a percepção imediata de que o que se vê é tudo menos realidade. É de génio. Aliás, a entrevista de Costa no Quartel dos Bombeiros, rodeado de extintores, capacetes e mangueiras, só encontra paralelo nos aviadores ingleses do Allo Allo que andavam com cebolas ao pescoço para passarem por vendedores locais.

cebolas.jpg 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sobre a moção de censura

por Rui Rocha, em 24.10.17

1 - Não há melhor justificação para uma moção de censura ao governo do que a morte trágica de mais de 110 portugueses em circunstâncias em que foi evidente o compadrio na nomeação para funções de liderança da Protecção Civil, a completa desorganização de meios, a imprudência na avaliação de informação que permitiria prever e prevenir o que veio a acontecer, a ausência de qualquer intenção voluntária de confortar as vítimas e tomar medidas estruturais e a boçalidade, frieza e falta de vergonha do discurso.
2 - Medidas legislativas adoptadas há 3 anos em matéria de liberalização do eucalipto, certas ou erradas, não podem ser consideradas causa directa de nada do que aconteceu. É do mais elementar bom-senso e afirmar o contrário é demagogia barata.
3 - Em todo o caso, se tivéssemos que fazer um exercício constante de avaliação do passado para aferir a legitimidade de posições presentes, dificilmente poderíamos aceitar soluções governativas suportadas por partidos que apoiam regimes que conduziram milhões de seres humanos à morte e à miséria ou um governo de um partido que levou o país à bancarrota há seis anos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A responsabilidade do governo

por Rui Rocha, em 18.10.17

Não, fofinhos. O problema do governo não foi apenas o da gestão catastrófica da comunicação enquanto a tragédia estava a decorrer. A questão não é só a do "safem-se" do secretário de estado, do "habituem-se" do Costa ou das "férias" da ministra. Está é uma parte que impressiona pela frieza, pela boçalidade e pela estupidez. Mas o ponto da responsabilidade política do governo é muito mais vasto. Foi este governo que decidiu substituir a estrutura de comando da Protecção Civil com base em critérios estritamente partidários e oportunistas. Foi este governo que geriu com evidente reserva mental todo o processo de apoio às vítimas de Pedrógão. Foi este governo que decidiu, já com mais de 60 mortos no cadastro e por motivos puramente economicistas, reduzir significativamente o dispositivo de combate a incêndios quando as condições meteorológicas aconselhavam extrema prudência. Estas foram opções políticas concretas e tragicamente erradas que não podem ser escondidas atrás das alterações climáticas ou de décadas de política da floresta e de ordenamento do território. Não reconhecer isto é reconhecer que não se tem vergonha.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Relato de uma noite no inferno

por Rui Rocha, em 16.10.17

Dezasseis de Outubro de 2017. Deixei o Dinis na Almirante Reis à uma da manhã. Tive de o trazer de Braga de carro porque hoje tem pela manhã a primeira frequência no Técnico e a circulação de comboios esteve várias horas interrompida. No sentido de Lisboa, a viagem foi um martírio: fogos por todo o lado, o ar está irrespirável, estradas cortadas, na A1 não se transita, a A17 também foi interrompida. Safei-me em Aveiro para a 109 em direcção à Figueira da Foz, segui por Ílhavo, Vagos, Cantanhede e cheguei a Coimbra sempre com chamas a rasgar a noite. Entro finalmente na A1. Há em vários pontos labaredas ao lado da estrada com 3, 4 metros de altura, faúlhas por todo o lado. Nestes sítios, só não foi cortada porque manifestamemente ainda não tinha ali chegado qualquer autoridade. Por alturas de Leiria, a Leonor liga-me. A dois passos de nossa casa estão moradias a arder. Um lar de idosos de Braga foi evacuado. Antes, uma amiga do Dinis tinha telefonado. Tem familiares na zona de Pedrógão. A aldeia onde vivem estava cercada pelo fogo. À uma de manhã inicio o regresso a Braga. Por alturas de Torres Novas a A1 estava cortada. Entrei na noite por Minde, Ourém, Fátima, Pombal. Sempre fogo, sempre mais fogo.  Até chegar a Braga quase já de dia ainda ouvi a intervenção do primeiro-ministro na Protecção Civil umas três ou quatro vezes, a cada noticiário. Uma noite de inferno. Mas podem ficar descansados. No Terreiro do Paço não havia incêndios.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Depois de na semana passada ter convocado uma conferência de imprensa para se mostrar indignado com o arresto de bens que afirma não lhe pertencerem, Sócrates deu ontem uma entrevista à RTP. Aqui ficam algumas notas que provam que continua a ser muito mais fácil apanhar o antigo primeiro-ministro do que um coxo:

 

1 - Sócrates reconheceu que pediu um empréstimo de 15.000€ há muitos anos a Carlos Santos Silva. Não se lembra para quê. É natural. Em contrapartida, aqui há uns tempos, lembrava-se dos pormenores do Portugal-Coreia de 1966.

 

2 - De acordo com o próprio Sócrates, Carlos Santos Silva emprestou-lhe umas centenas de milhares. Mas Sócrates, em vez de lhe dar 7 quadros para abater à dívida, ainda os trocou por um Júlio Pomar.

 

3 - Sócrates reconhece que pediu centenas de milhares de euros ao amigo para financiar o seu nível de vida. O jornalista pergunta se vive hoje em dia com empréstimos do amigo. Sócrates Indigna-se com o jornalista por este perguntar se vive com empréstimos do amigo.

 

4 - Um dos argumentos principais de Sócrates é que ninguém (ele muito menos) teria 30 milhões de euros em nome de outra pessoa (Santos Silva, no caso) sem possuir qualquer documento que lhe permitisse exigir a devolução dessas importâncias. É muito curioso. Porque é o mesmo José Sócrates que acha naturalíssimo que Carlos Santos Silva lhe tenha emprestado 600 mil euros sem que tenha sido assinado qualquer documento que garanta o reembolso da dívida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A República dos Bananas

por Rui Rocha, em 13.10.17

Vieira da Silva não sabia. Pedro Silva Pereira nunca suspeitou. A Augusto Santos Silva jamais lhe ocorreu. António Costa, o experimentadíssimo político, o exímio negociador com faro de perdigueiro e intuição de predestinado, desconhecia completamente. O Carlos Santos Silva era o testa-de-ferro. Estes eram os cabeças-de-vento.

Autoria e outros dados (tags, etc)

É Tempo de Agir

por Rui Rocha, em 11.10.17

agir.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

1 - O Expresso noticia que o Ministério Público ordenou o arresto de 3 apartamentos que a mãe de José Sócrates terá "vendido" a Carlos Santos Silva.

2 - José Sócrates convoca uma conferência de imprensa para protestar contra o arresto de bens.

3 - Se os bens não são dele por que carga de água está tão irritado? Fala em que qualidade? Se o "verdadeiro" proprietário é o Carlos Santos Silva por que está ele calado? Eu, se me arrestassem 3 apartamentos sem motivo, ficava lixado. Era o que faltava que alguém protestasse por mim.

4 - Mas há mais. Na conferência de imprensa o ex PM afirmou: “Nunca vi, em nenhum lugar do mundo, alguém ser notificado de que vão arrestar os seus bens pela comunicação social.” Conclui-se então que está indignado, como proprietário, por não ter sido notificado pelo MP do arresto de bens que alega não lhe pertencerem. Extraordinário.

5 - Os advogados de José Sócrates não o aconselham, não o poupam à exposição pública da ostensiva contradição.

6 -Apesar de ser mais fácil apanhar José Sócrates do que um coxo, não há um jornalista na sala que o confronte com tudo isto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Já reflecti

por Rui Rocha, em 30.09.17

Posso sair da sala ou tenho de esperar que os outros meninos acabem?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Obras completas

por Rui Rocha, em 28.09.17

SETECINCO.png

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nada de novo debaixo do Sol

por Rui Rocha, em 27.09.17

Honestamente, não percebo o espanto com a possível vitória de Isaltino em Oeiras. Este não é o país em que Sócrates, depois de levar o país à bancarrota, teve mais de 90% dos votos numa eleição para secretário-geral do PS? Não é João Galamba o actual porta-voz do PS depois de ter defendido até ao extremo do rídiculo as políticas que levaram à intervenção da troika? Não é também aqui em Portugal que muitos dos actuais governantes, impávidos e a começar pelo primeiro-ministro, são os mesmos que fizeram parte de governos do bardina? Então, qual é a surpresa?

Autoria e outros dados (tags, etc)

O que eu quero é o que vos desejo

por Rui Rocha, em 19.09.17

Saúde, amor e uns sogros como os do Medina.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Ao Supremo Comité da Delação

por Rui Rocha, em 25.08.17

Camarada Grande Delator,

Envio infra provas irrefutáveis do desvio reaccionário da camarada Rita Ferro Rodrigues da linha igualitária que ambos sabemos ser justa e que ela própria, numa manobra crapulosa de diversão, quis dar ideia de defender em alguns escritos que publicou recentemente. Mas palavras são palavras e a essas leva-as o mesmo vento que também traz as lâminas afiadas da contra-revolução. E actos são actos: a camarada Rita Ferro Rodrigues veste o filho de calções de banho azuis e a filha de bikini cor-de-rosa. O que terá levado a camarada a considerar que peças de vestuário com determinada cor seriam apropriadas para o rapaz e de outra cor à rapariga, levando-a a fazer estas opções? Por que não terá optado por cores neutras? Basta pensarmos um bocadinho e encontrarmos a resposta: estereótipos. Roupa rosa para meninas. Azul para rapazes que o rosa é "paneleirice". A camarada dá assim continuidade a uma linha retrógrada de estereótipos de género que em nada beneficia a luta pela igualdade. Pela igualdade, Camarada Grande Delator! É preciso estar atento aos avanços da sociedade, às conquistas que têm vindo a ser feitas nos últimos anos em matéria de igualdade de género e que tanto custaram a alcançar. Negar o óbvio é andar para trás. As nossas raparigas não precisam de ser guiadas através de um labirinto rosa. Elas sabem qual é o caminho e vão trilhá-lo, por mais ondulante e sinuoso que seja. A camarada Rita Ferro Rodrigues sabe-o também mas tal não impediu que adoptasse relativamente aos filhos um comportamento condenável e reaccionário. Não serei eu a sugerir quais as medidas que devem ser adoptadas porque essa é uma missão que cabe ao Supremo Comité da Delação e, especialmentem a ti, Camarada Grande Delator. Mas parece-me que a coisa já não vai lá com processos de auto-crítica como aquele que para mim mesmo decidiste quando, num momento de fraqueza, fui apanhado numa piscina capitalista montado num unicórnio de plástico.

Saudações igualitárias,

Vitor

Camarada.png

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

A farsa

por Rui Rocha, em 21.08.17

MIB.jpg

António Costa em casa restaurada em Pedrógão. Não foi Costa, foi o seguro que pagou. António Costa assiste a missa na Sagrada Família pelas vítimas do ataque. António Costa é ateu. António Costa, ainda em Barcelona, afirma que foi às Ramblas para mostrar aos terroristas que não alterarão a nossa forma de viver. António Costa faz estas declarações rodeado por vários guarda-costas. Eu, de facto, não sei. Mas a certa altura já não vejo diferença entre este tipo e aquele que tentou vender os patos da Avenida da Liberdade a um turista.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Dão-se alvíssaras a quem puder esclarecer

por Rui Rocha, em 08.08.17

Tenho aproveitado o Verão para fazer caminhada e corrida mas não uso telemóvel preso no braço. Estou a violar alguma lei?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

E agora, Governo?

por Rui Rocha, em 07.08.17

Vamos esquecer que sabemos quem negociou a compra do Siresp. Vamos admitir que o Lacerda é só um tipo com azar e que o facto de todos os processos que mediou darem asneira é mera coincidência. Vamos acreditar que a agora Ministra Tancinha nao sabia de nada naquela altura. Não é difícil. Não sabe de nada agora, também não saberia então. Vamos dar de barato que o Zé Sócrates estava demasiado ocupado a esconder a massa na gruta e a planear as férias em Formentera. Vamos aceitar que o traidor Passos, incapaz de concretizar o plano diabólico de levar o seu povo à miséria, fechou os olhos na esperança de o ver arder em incêndios. Seja. Mas então, fica uma pergunta: perante a evidência da absoluta imprestabilidade do sistema, o que vai o actual Governo patriótico de esquerda fazer? Denuncia o contrato? Pede indemnização? Tenta renogociar? Sim, é isso: afinal de contas, o que vai fazer agora?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Blogue da semana

por Rui Rocha, em 07.08.17

O tempo pede e a sanidade exige. O Verão é tempo de evasões e no Viaje Comigo da Susana Ribeiro não faltam sugestões. É o nosso blogue da semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Imperativos morais

por Rui Rocha, em 04.08.17

1) Multidão enfurecida decide linchar tripulantes de avioneta por considerar que estes deveriam ter obedecido ao imperativo moral de pôr em causa a própria vida para não provocar danos à integridade física de terceiros;
2) Multidão enfurecida percebe que, para linchar os tripulantes, terá de enfrentar 1 (um) basquetebolista com 2 (dois) metros de altura e outro tanto de largura;
3) Multidão enfurecida decide prescindir do imperativo moral que movia a sua sede de justiça para não pôr em causa a sua própria integridade física.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Simples

por Rui Rocha, em 02.08.17

A vantagem de acontecimentos como os da Venezuela é tornar as escolhas muito simples. Ou estás do lado da decência, ou estás do lado dos filhos da puta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Para o ano é que vai ser

por Rui Rocha, em 31.07.17

"Eu próprio acompanharei muito de perto para ter a certeza de que no pino do Inverno ninguém se esquece do que aconteceu no Verão." - Marcelo Rebelo de Sousa, Agosto de 2016.

 

"Temos ainda dois anos de legislatura, era importante que, no caso que espero que não aconteça das condições naturais serem tão adversas como este ano, podemos poupar a experiência do ano que está em curso e isso passa por aproveitarmos todo o tempo, a partir de Setembro/Outubro, até à Primavera do ano que vem para em conjunto ver o que é que é possível." - Marcelo Rebelo de Sousa, Julho de 2017.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A rolha que faz ricochete

por Rui Rocha, em 24.07.17

A tentativa de impor a lei da rolha em matéria de incêndios vai revelar-se um monumental tiro no pé de António Costa. Na impossibilidade de ouvirem os comandantes dos bombeiros, os órgãos de comunicação social vão virar-se naturalmente para os autarcas e os populares. Aqueles, mas sobretudo estes, estarão obviamente num estado de descontrolo emocional devido ao perigo que enfrentam. Em casa, os espectadores verão pessoas desesperadas prontas para criticar tudo e todos sem qualquer contraponto de informação dos comandantes no terreno. Não vai ser bonito para o governo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Mais vale prevenir

por Rui Rocha, em 21.07.17

14 de Julho - Bebidas portuguesas ganham 1 medalha de prata e 3 de bronze no International Spirits Challenge 2017

15 de Julho - Portugal perde final frente à Inglaterra no Euro sub-19 e fica-se pelo 2º lugar

16 de Julho - Joana Vasconcelos e Francisca Laia conquistam medalha de prata no K2 200 metros

16 de Julho - Fernando Pimenta conquista a medalha de prata em K1 5000

20 de Julho - A ciclista Maria Martins, mais conhecida por “Tata”, conquistou a medalha de prata na prova júnior de eliminação no European Track Championship U23 & Junior.

20 de Julho - Surf: Frederico Morais perde final na África do Sul.

 

Há que saber interpretar os sinais e o significado disto é muito claro. Desde que o Salvador Sobral ganhou a Eurovisão e foi convidado para almoçar com o Ferro Rodrigues, os portugueses que participam em competições internacionais, à cautela, recusam-se a ficar em 1º lugar. Alguns, mais prudentes, optam mesmo pela medalha de bronze não vá o Diabo tecê-las. É um comportamento que altera a verdade desportiva mas que se compreende atendendo ao que está em jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Trump, o nepotista

por Rui Rocha, em 14.07.17

to mario.png 

- Ouve esta, ó Mário, tu ouve-me só esta.
- Conta, Tó, conta!
- Vou à Ana Paula Vitorino e digo: já viste que o Trump colocou a família toda em altos cargos do Estado?
- Ahahahah!
- Depois vou ao marido da Ana Paula Vitorino... ai como é que se chama o gajo?
- O Eduardo Cabrita?
- Isso. O Cabrita. Vou ao Cabrita e digo: já viste esta coisa da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou ao Vieira da Silva e digo: já viste esta história da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou à filha do Vieira da Silva... ai como é que se chama a filha do Vieira da Silva?
- A Mariana, a Secretária de Estado?
- Isso. A Mariana. Vou à Mariana e digo: já viste aquilo da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois vou à Ana Catarina Mendes e digo: já viste isto da família do Trump?
- Ahahahah!
- Depois fui ao irmão da Ana Catarina Mendes...
- O que foi ontem a Secretário de Estado?
- Esse! E digo: e esta coisa da família do Trump, hã?
- Ahahahah! Que sacana. E depois, Tó, e depois?
- Depois fui ao Carlos César.
- Ahahahah!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Demissões

por Rui Rocha, em 10.07.17

Se bem percebo, o Ministério Público demorou um ano a investigar se os governantes que foram ao Europeu de França à custa da Galp foram ao Europeu de França à custa da Galp.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamentos de Verão

por Rui Rocha, em 04.07.17

Em geral, procuro marcar férias assegurando a possibilidade de as cancelar com custos reduzidos para prevenir a eventualidade de não as poder gozar devido a qualquer imprevisto familiar ou profissional. Mas claro. Isso sou eu que tenho uma função muitíssimo importante. Não sou cá a mixuruquice de um primeiro-ministro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Boa semana!

por Rui Rocha, em 03.07.17

boa semana.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Sinalética preventiva

por Rui Rocha, em 01.07.17

sinaletica.jpg

Não quero estar aqui a armar-me em especialista na vigilância de paióis. Só sei que o meu sogro também teve uns problemas de ladroagem lá na vizinhança e acabou por colocar esta sinalética no portão. Custou 4 euros no chinês e foi remédio santo. Partilho para o caso de o Senhor Ministro da Defesa ver interesse em experimentar em Tancos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Lalálalálalála-Lalálalálalála

por Rui Rocha, em 30.06.17

Paiol sem vigilância
Siresp sem antena
Camião sem frio
Kamov que não levanta
Somos assim eu e você

Por que é que tem de ser assim
Se a austeridade já teve fim
Nem mil grilos falantes
Vão falar por mim

Lalálalálalála-Lalálalálalála

Autoria e outros dados (tags, etc)

Um dos argumentos que tem sido utilizado para justificar a inqualificável ausência de consequências políticas pela tragédia de Pedrógão Grande é que seria mais fácil para a Ministra da Administração Interna sair do que ficar. Trata-se de uma forma completamente enviesada de colocar em questão. Do que estamos aqui a falar é, repita-se, de responsabilidade política e não de responsabilidade individual. Por ser assim, são completamente indiferentes para a discussão argumentos que assentem no impacto da decisão na pessoa de Constança Urbano de Sousa. No campo da responsabilidade política não relevam, por exemplo, considerações de justiça ou injustiça da consequência para a Ministra. A responsabilidade política é, por definição, injusta para o responsável do cargo. A natureza da responsabilidade política é precisamente não haver um envolvimento directo do titular do cargo, um nexo de causalidade evidente, entre as suas decisões e as consequências trágicas. Se esse nexo existisse, estaríamos então a falar de responsabilidade de outra natureza, eventualmente até criminal. Da mesma maneira, não interessa se a Ministra sofre mais ou menos, se lhe é mais fácil ficar ou sair. O que importa é preservar o funcionamento institucional. E a continuação da Ministra em funções enfraquece o governo, não este em concreto mas a instituição, porque, depois destes acontecimentos, Constança Urbano de Sousa é evidentemente uma governante fragilizada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não, senhor. Não mesmo. Por muito que nos queiram fazer acreditar, o maior escândalo jornalístico associado à tragédia de Pedrógão Grande não é um artigo publicado no El Mundo sob pseudónimo, nem a reportagem da Judite, nem a impreparação dos jornalistas, nem a repetição das frases feitas, nem a exploração abusiva dos sentimentos e das emoções. Tudo isso levanta naturalmente interrogações deontológicas e é susceptível de crítica cerrada. Mas há pior. Vejamos os factos. Temos, desde logo, 64 vítimas mortais, ao que parece 12 desaparecidos e centenas de feridos. É uma das maiores tragédias humanas à escala planetária provocada por um incêndio florestal. Temos depois a política da floresta e de prevenção e combate a incêndios mais do que questionável ao longo de décadas. Temos os Kamov que não voam e não servem para combater fogos. Temos o SIRESP cuja aquisição está envolta em suspeitas sérias e que não funcionou em várias situações de emergência já conhecidas em 2016. Temos carrinhas com antenas que não comunicam. Temos uma estrada que não foi fechada e onde morreram mais de quatro dezenas de pessoas. Temos o camião de frio da Protecção Civil que não funciona. Temos a origem do incêndio que é preciso apurar para lá das versões pré-estabelecidas. Tudo isto são factos que um jornalista experiente deveria querer conhecer e aprofundar. Como compreender então que, entre outros, Paulo Baldaia e Fernanda Câncio se tenham apressado, no DN e com os cadáveres ainda quentes, a decretar a inevitabilidade do sucedido? Como é possível que tenham prescindido imediatamente, perante tudo isto, da função essencial de jornalista que é fazer perguntas? Este sim é o elefante no meio da sala do jornalismo português, o escândalo que é preciso investigar. Com que propósito, em nome de que interesses, a mando de quem abdicaram das perguntas para abundar nas respostas?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Do óbvio

por Rui Rocha, em 24.06.17

É óbvio que o que aconteceu em Pedrógão Grande é uma tragédia de enormes dimensões e que dela têm de ser retiradas responsabilidades políticas. É óbvio que muitas coisas correram mal e é óbvio que, ao contrário do que afirmou extemporaneamente o Senhor Presidente da República, era possível ter feito mais. É óbvio que perante um acontecimento desta gravidade a existência de responsabilidades políticas é a única forma de assegurar que estes temas são geridos no futuro com seriedade. É óbvio que a inexistência de responsabilidade política seria um gravíssimo sinal de laxismo e cumplicidade colectiva com uma situação insustentável. É óbvio que a gestão da floresta e a prevenção e combate a incêndios acumulam décadas de más decisões e de decisões tomadas por motivos errados. É óbvio que nenhum dos sucessivos governos dessas décadas está isento de censura e que os partidos que os integraram (PS, PSD e CDS) são parte da situação a que se chegou. É óbvio quem tem de assumir a responsabilidade política pois de todos esses partidos é óbvio quem está agora no poder e é óbvio que essa responsabilidade política tem de incidir sobre a equipa do Ministério da Administração Interna.

Autoria e outros dados (tags, etc)

maximo.jpg 

Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

QUAE SUNT CAESARIS CAESARI

por Rui Rocha, em 15.06.17

- Mestre, bem sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens. Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?

- Vós, fariseus, sois lixadinhos. Fazeis-me essas perguntas para ver se me apanhais na curva.
- Ehehehe, Mestre. Ficaste entaladinho, não?
- Vós, fariseus, sois tramadinhos. Mas subestimais a minha sabedoria. Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. Desembrulhai lá esta.
- Não está mal, ó Mestre. Far-se-á como dizes. Mas agora uma dúvida. A que César entregaremos o tributo? Ao líder parlamentar do PS, à mulher que coordena a Casa da Autonomia, ao filho que é deputado regional do PS nos Açores, à nora que é Chefe de Gabinete da Secretária Geral Adjunta para os Assuntos da Presidência, ao irmão que foi assessor parlamentar durante muitos anos, à mulher do irmão ou à sobrinha da Gebalis?
- Vós, fariseus, sois fodidinhos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Parabenização

por Rui Rocha, em 10.06.17

Aproveito este espaço de discussão franca e partilha de opinião para enviar os meus parabéns ao poeta Manuel Alegre pela atribuição do Prémio Camões. Apresento ainda sinceras desculpas por não o ter feito mais cedo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 04.06.17

Filho de Madonna treina no Seixal. Madonna janta com Nuno Gomes. Filhas de Madonna passeiam em Lisboa com camisolas do Benfica. Madonna despede-se com fotografia no Estádio da Luz. A verdade é que estas visitas de celebridades planetárias têm muitíssimas vantagens para Portugal. Trazem experiências e perspectivas diferentes, despertam-nos para ângulos de análise a que não dávamos a devida importância. Sim, porque maluquinhos que passam o dia a pensar e a falar em futebol a verdade é que ainda não tínhamos suficientes.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

A ideia, introduzida por Ramalho Eanes e seguida pelos sucessores, agradável à modorra em que gostamos de viver, de que o Presidente da República é o Presidente de todos os portugueses constitui simultaneamente a negação da democracia e da política. Da democracia porque esta é, por definição, a representação de acordo com a vontade da maioria, não de todos. Da política porque esta implica escolha, não consenso (por muito que nos custe, o consenso é outra forma de dizer pântano). A Presidência não é uma função decorativa na República Portuguesa. Tem evidente natureza política. E o regime, diz-se, é semi-presidencial, o que implica que o Presidente tem um papel determinante na escolha de caminhos. E a Presidência resulta de sufrágio directo e universal pelo que o Presidente deve, antes de mais, compromisso às propostas que apresentou e à maioria que o elegeu. Agora, Marcelo vai mais longe. Diz já não que é o Presidente de todos os portugueses, mas de cada um deles. Isto é, dos interesses de cada um dos portugueses, ainda que estes sejam, como evidentemente são, incompatíveis com interesses de outros portugueses. Que Marcelo, por sua vez, também defende. Ora, isto já não é um Presidente. É, verdadeiramente, um emplastro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Entretanto...

por Rui Rocha, em 31.05.17

- Tá lá?
- Tou, Zé. Sou eu, o Carlinhos. Olha aí uma coisa. O apartamento que te cedi em Paris... foi em regime de arrendamento permanente ou de alojamento local?
- Mas tu tás parvo ou quê?
- Não, a sério, pá. Diz lá para eu ficar descansado. Não quero cá merdas com o condomínio.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Three Peaks

por Rui Rocha, em 29.05.17

Graças ao governo do Costa, a Laura Palmer não foi assassinada. Está só a fazer um banho de algas. O detective Dale foi substituído por uma mulher para cumprir as quotas. Um sobrinho do Carlos César é agora o Xerife Harry que tinha sucedido na função ao pai e ao avô. A Shelly Johnson deixou o Bobby Griggs e vive com a Donna Marie Hayward. Fizeram um contrato com uma barriga de aluguer mexicana. O Benjamin Horne, outrora o homem mais rico de Twin Peaks, veio viver para Portugal e comprou o palacete de Sintra em que o Phill Collins estava interessado. A filha, Audrey Horne, é colunista do DN. A árvore sussurrante é o Marques Mendes disfarçado de Estrunfe dos Óculos. A sério. Ninguém morre. Não percam tempo a ver a série na televisão. Aproveitem para descansar. Estão todos felizes. Os picos não são dois, são três. O Bloco, o PCP e o PS. O gigante encolheu e até o anão cresceu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

A ver o Banda passar

por Rui Rocha, em 29.05.17

banda.jpeg

Mesmo não sendo encarnado, como português sinto-me ultrajado. Então o David Banda que nós, inchados de orgulho patriótico, vimos com estes que a terra há-de comer vestido com a camisola do Benfica e que imaginávamos a dar cartas pelos estádios desse mundo fora, a levar o nome do país aos mais prestigiados certames futebolísticos, um verdadeiro Centeno da bola, afinal já andou por aí a sonhar com o Paris Saint Germain? Ai o carvalho!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

Há 40 anos, em 27 de Maio de 1977, iniciou-se em Angola uma purga dentro do MPLA que terá resultado em mais de 30.000 vítimas mortais. A cisão no partido então presidido por Agostinho Neto teve repercussões na esquerda portuguesa. A linha mais ortodoxa dentro do PCP lançou um manto de silêncio sobre a barbárie. Outra corrente, hoje sobretudo representada no Bloco de Esquerda, tinha evidente afinidade com muitas das vítimas do massacre: Sita Valles, Nito Alves, José Van Dunem ou Rui Coelho para só citar alguns. É à luz destes factos históricos que deve ser lida a posição de total distanciamentodo do regime agora encabeçado por José Eduardo dos Santos que o Bloco de Esquerda mantém. Mas é então errado que o Bloco adopte uma posição de condenação radical do poder corrupto e manchado de sangue de Luanda? Obviamente que não. Mas vale o que vale. Não encontramos no Bloco a mesma coerência quando se trata de avaliar outros regimes totalitários e violentos de esquerda (sobre os de direita o Bloco tem naturalmente uma posição explícita e faz muito bem). No caso da Venezuela, por exemplo, onde se esperava indignação, temos silêncio. A posição do Bloco sobre Angola não resulta portanto de um imperativo ético enquanto tal, transponível para qualquer outra geografia ou momento onde exista violação das mais elementares liberdades e direitos, mas de uma ferida histórica que continua aberta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Belino Foundation

por Rui Rocha, em 21.05.17

O problema do Zé Sócrates foi a pressa. Com calma e um bocadinho de sorte hoje era Presidente da República. Daqui por uns anos constituía a Fundação e o Estado financiava os Mestrados e os Doutoramentos, os livros do Farinho, as férias da Câncio e das outras gajas, a experiência do fórum democrático em espaço rural na Quinta da Fava, os fins-de-semana para assistir a conferências em Nova Iorque, o blogue do Peixoto, a sede construída de raiz em Lisboa pelo Carlos Santos Silva, os escritórios em Paris, as bolsas de estudo para os filhos do Pedro Silva Pereira, o Mercedes e o ordenado do motorista Perna. Tudo numa boa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O fim da macacada

por Rui Rocha, em 18.05.17

Segundo o Teorema do Macaco Infinito, um número infinito de macacos teclando aleatoriamente num número infinito de máquinas de escrever por um tempo infinito, produzirá mais tarde ou mais cedo um texto igual ao de uma obra de Shakespeare. Em Portugal, um país onde a macacada parece não ter fim, puseram o teclado de um computador nas mãos de Fernando Madureira, líder da claque do FCPorto. O Macaco, alcunha ternurenta por que é conhecido no meio, não conseguiu produzir um texto organizado. Mas engendrou um trabalho de mestrado classificado com 17 valores (em 20) no ISMAI. Conclusões? As que se podem ler abaixo. Não são necessárias quaisquer considerações adicionais.

teorema.jpg

Autoria e outros dados (tags, etc)

Traços da portugalidade

por Rui Rocha, em 14.05.17

portugalidade.png 

Autoria e outros dados (tags, etc)




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D