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Ontem, porém, houve luz na escuridão. O provedor da Misericórdia de Pedrogão Grande induziu Passos Coelho num lapso, de que o líder do PSD decidiu pedir desculpa. Foi a alegria do costismo. Era a sorte outra vez. Mas talvez o sarcasmo do regime tenha desta vez ficado demasiado patente: é que tivemos desculpas do líder da oposição por um pequeno comentário, mas nem uma palavra de contrição do governo pela incompetência e descontrole que mataram 64 pessoas e deixaram mais de 200 feridas.

Rui Ramos, no Observador.

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15 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 27.06.2017 às 10:18

"é que tivemos desculpas do líder da oposição por um pequeno comentário, mas nem uma palavra de contrição do governo pela incompetência e descontrole que mataram 64 pessoas e deixaram mais de 200 feridas."

Esperemos pelo Inquérito!
Se o inquérito concluir no trovão terrorista, saltemos-lhes em cima. Até lá deixemos a CMTV fazer o seu trabalho
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De Einstürzende Neubauten a 27.06.2017 às 12:51

Bem sei, mas revestirem prédios com material inflamável parece-me suscitar menos duvidas quanto ao quê, como, porquê e quem falhou...

Obviamente que muita coisa falhou, em Pedrogão. Espero que o inquérito não falhe, mas temo que seja similar ao da Ponte Entre os Rios, em que o condenado foi um engenheiro da JAE, aposentado...Esperemos
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De Luís Lavoura a 27.06.2017 às 11:45

Mas em que é que António Costa ou o seu governo tiveram culpa por incompetência e descontrole?
Eu até agora não vi culpa nenhuma de ninguém, a não ser provavelmente daqueles que morreram, que cometeram a estupidez de se irem enfiar numa estrada no meio de eucaliptais à noite e com um incêndio por perto.
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De V. a 27.06.2017 às 12:02

Foram encaminhados para aquela estrada pela GNR, tutelada pelo Ministério da Administração Interna. Em última análise o Ministro e o PM são responsáveis por um erro desta gravidade bem como a incompetência generalizada da Protecção Civil e todos os organismos envolvidos que utilizam metodologias "à maneira lá da terra" e um saber-fazer típico dos desenrascas e da ruralidade. Foi assim no caso da Maddie, foi assim neste caso, será assim no próximo caso.
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De Luís Lavoura a 27.06.2017 às 14:47

Foram encaminhados para aquela estrada pela GNR

A GNR não encaminha ninguém. Quando muito indica o caminho para ir de A a B e diz que esse caminho é seguro. Agora, as pessoas não são obrigadas a tomar o caminho; podem permanecer em A, ir para B por outro caminho mais longo, ou ir para outro sítio qualquer C.

Qualquer pessoa deve saber que meter-se numa estrada rodeada de árvores quando o incêndio anda por perto é perigoso.

Toda a gente estava convicta de que a estrada estava segura porque o incêndio andava por longe. A GNR estava convicta disso, tal como os automobilistas também estavam.
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De V. a 27.06.2017 às 17:22

Pode brincar com as palavras como quiser e fazer os jogos de casuística que entender, mas evacuar uma aldeia (nalguns casos à força, como aconteceu em Góis onde chegou a haver confrontos físicos) ou obrigar as pessoas a ir por uma estrada porque as outras estão todas fechadas é "encaminhar" as pessoas numa direcção. Aliás, sobrepôr-se autoritariamente às suas decisões não é encaminhar, é ordenar.

E quando o Estado falha, os cidadãos não devem obedecer.
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De Miguel Oliveira a 27.06.2017 às 19:05

Com que então, ainda no sofá com ar condicionado!
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De Einstürzende Neubauten a 27.06.2017 às 12:47

"não vi culpa nenhuma de ninguém, a não ser provavelmente daqueles que morreram, que cometeram a estupidez..... "

https://pbs.twimg.com/profile_images/1492444241/sam_400x400.jpg
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De V. a 27.06.2017 às 12:51

O resultado da falta de assumpção de responsabilidades políticas por parte de um ministro pelas organizações que tutela leva a que subsista uma falta de confiança no modelo de gestão desse organismo — do lado do cidadão, cresce a falta de confiança naquela instituição em particular e no Estado em geral.

Em suma: da próxima vez que a GNR o obrigar a ir por uma estrada e não por outra você já não confia no juízo deles.

A arrogância jacobina e republicana (que se traduz na certeza de que eles acham que estão sempre certos e que se não foram eles que acenderam o fósforo então não têm culpa em nada que tenha a ver com o fogo) tem o seu oposto na "cultura de confiança" que existe nas monarquias modernas — onde ministros e responsáveis por organizações colocam o cargo à disposição assim que existe uma falha qualquer? Têm culpa? Não, mas querem preservar a relação de confiança do cidadão com as instituições — aliás, garantir essa relação é a tarefa principal do Monarca que automaticamente retira a confiança política à pessoa responsável, coisa que os socialistas se estão a borrifar para. Porquê? Porque só eles é que estão certos, obviamente. Mesmo quando empurram toda a gente para o buraco, como fizeram já por 2 ou 3 vezes com bancarrotas ou com o abuso da extorsão fiscal sobre os cidadãos, nunca assumem responsabilidades.
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De Fernando Antolin a 27.06.2017 às 21:52

Luis, aproveite o embalo e, com a sua habitual elegância e saber dizer, dê um saltinho à zona afectada e, junto dos familiares das vítimas, convença-os da estupidez que elas fizeram. Força, Luis. Não nos decepcione.
Aliás e para ser justo, você nunca nos decepciona...
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De Anónimo a 27.06.2017 às 12:19

É o nosso fado!
Porque cada povo tem os políticos que merece.
O politicamente correto, neste momento de dor, é rasgar as vestes, bater no peito e rezar.
Por respeito às vítimas.
Levantar questões, que possam conduzir à prevenção de nova tragédia, isso não.
É uma grande falta de respeito pelos que sofrem.
Ou seja, é imperioso respeitá-los, para que possam sofrer outra vez.
Precisamos de sofredores.
É o nosso fado!
João de Brito
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De JSP a 27.06.2017 às 13:51

Os "merdia" e a sua habitual abjecção.
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De V. a 27.06.2017 às 17:30

E digo mais: tendo em conta o que já se sabe dos relatórios (a aberrante diferença horária entre o início do incêndio e os primeiros ataques e os telefonemas sem resposta ou solução de pessoas encurraladas nas aldeias que demonstram o falhanço absoluto do sistemas de Protecção Civil) se o MAI não tomar a iniciativa de se demitir, o PR deve considerar demitir imediatamente o PM e o governo.

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