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Um mês depois.

por Luís Menezes Leitão, em 17.07.17

Passou um mês sobre a tragédia de Pedrógão Grande e três semanas sobre o roubo de Tancos. O Primeiro Ministro já regressou de férias, os Ministros continuam alegremente nos seus cargos e o Presidente a fazer o discurso contemporizador do costume. Entretanto, o país voltou a arder e o exército a cobrir-se de ridículo. Isto manifestamente não vai acabar bem.

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14 comentários

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De WW a 20.07.2017 às 00:57

Vento, o meu desejo nas eleições de 2015 após o resultado (e antes dele) era que o PS tivesse quebrado definitivamente e que desaparecê-se ou genuinamente se regenera-se com uma cura na oposição. No plano económico o programa PAF era muito mais lógico mas pela anterior carrada de mentiras não sei se veria a luz do dia (refiro-me ás reposições faseadas de rendimentos) o que obrigaria também a uma cisão no PSD que seria também favorável para a Nação.
António Costa surpreendeu pela negativa e optou por salvar-se e salvar o que de pior existe no PS, dando ao mesmo tempo um abraço de urso no PC e no BE que tiveram de aceitar e que apesar de "berrarem" menos pelos direitos adquiridos de alguns, também sabem ser impossível ir mais longe, não porque o PS não deixe, mas porque eles próprios sabem que a Nação não consegue especialmente o PC que tem quadros excelentes a nível económico que como se sabe previram e bem os malefícios da adesão á CEE e da moeda única.

O Vento deve também saber que o que estrangula a economia Portuguesa em grande parte ao contrário do que muitos dizem não são os compromissos assumidos nos PECS e da evolução do défice, o que estrangula a economia é a política monetarista do euro feita pelo BCE que cria dinheiro virtual do nada, sem qualquer suporte existencial o que leva a que quem a ele acede não invista em negócios de bens tranzacionáveis (que geram empregos) e prefira fazer aplicações em mercados / produtos que se forem á falência os Estados são obrigados pelo BCE a caucionar (em Portugal toda a banca foi intervencionada com aval OBRIGATÓRIO do Estado) fora o resto da Europa.
Tal como eu esperava a inflação mantém-se muito abaixo de 2% há bastante tempo o que revela que o Quantative Easing (QE) do BCE não resultou e atendendo ao horizonte temporal que o QE já leva posso na minha modesta opinião que a deflação já rola pelo menos vai para um ano.
Quanto a Seguro você melhor do que eu que ele só fez aquele discurso de ser contra o sistema, e da moralização e pardais ao ninho porque se viu entre a espada e a parede e todos no partido o viam como um líder a prazo e Costa mostrou o jogo um ano antes e Seguro acobardou-se preferiu uma paz podre que "todos" sabia-mos não iria durar tal como veio acontecer, Costa inclusive mandou ás malvas os estatutos do partido e ninguém do PS se importou, ora na minha opinião só estes FACTOS desqualificam Seguro para o quer que seja, não esquecendo que Seguro nem sequer tentou cortar a eito no partido quando pôde limitando-se a tentar preservar o seu lugar juridicamente. Ganhou umas europeias com um candidato sem qualquer mérito e que inclusivamente sempre lhe fez oposição interna e que sempre esteve mais próximo da linha neo-liberal do PSD (não PAF - o CDS são contas de outro rosário).
No entanto o que mais me preocupa neste momento não é o problema económico da Nação que se tornou estrutural (novamente) nos últimos 40 anos, o que realmente me preocupa é FALÊNCIA MORAL da Sociedade Portuguesa, os recentes desastres de Pedrogão, Tancos e a questão do exame de Português (que passou pelo meio das labaredas do inferno).
O neo-liberalismo económico foi impregnado também nas vivências do dia-a-dia em todo o lado, o tal processo de engenharia social que Pacheco Pereira sempre aludiu e que agora se torna cada vez mais perceptível pelo menos para mim.

Concluindo num molho de brócolos já a Nação está e resta-nos seguir o exemplo de povos (desde sempre) mais avisados que nós, com os Ingleses á cabeça e saber compreender que o Mundo sendo cada vez "mais pequeno" é bem maior que a Europa do euro e do BCE.
Portugal sempre que se enfeudou e se virou para a "Europa" perdeu e muito, temos de voltar ao paradigma económico atlantista e global de que fomos uma Nação precursora mas antes temos de resolver o nosso 1º e mais grave problema, a FALÊNCIA MORAL da Nação começando fazer um novo edifício jurídico sem alçapões ou esquemas dilatórios e com leis que o comum cidadão possa facilmente compreender, assimilar, que estejam facilmente acessíveis e de rápida aplicação.

"A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia."
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De Vento a 20.07.2017 às 11:14

WW, o caminho faz-se caminhando. Já todos sabemos que as causas são múltiplas. Porém o que é importante é que se vá removendo por etapas o que está mal.
E o que está mal também reside no que refere, a questão partidária. Quero com isto dizer que o actual cenário político teve 2 virtudes: Remover a anterior ligação, pois já se sabia que com ela não se andaria, e permitir que quer o PCP quer o BE "sujassem" as mãos.
O PS de Costa tem estado a ajudar na agenda política do BE e do PCP, e por sua vez estes dão a mão a Costa para permitir-lhe algum show off na Assembleia.
Qualquer dos partidos desta troika, PS-PCP-BE, já deu provas que não governa para a nação, mas para clientes. E deu provas de submissão na questão relacionado com o assalto ou roubo ou desvio do armamento em Tancos.
Quando um governo não é capaz de uma atitude consentânea com uma determinada situação só dá provas que o que pretende é andar a passear a ameijoa.
A questão da renegociação da dívida é uma das questões primárias para o desenvolvimento do bem-estar social e económico da Nação. E esta Nação também são os cerca de 3 MILHÕES de pobres que referi em anterior comentário. Se uma generosa fatia desta tarte entrasse no mercado, imagine o pulo qualitativo que a economia sofreria.

A Falência Moral, para além dessa que refere, também se nota nos actos legislativos: aborto, adopção de crianças por parte de uniões sem amadurecimento das consequências e salvaguarda do desenvolvimento dos petits, eutanásia, pílulas do dia seguinte e etc. e tal
Pretendo também acrescentar que quando as verdadeiras estruturas de uma nação, a família, são abaladas por um ataque sistemático a sociedade não recupera.

Concluindo, somente a renegociação da dívida não resolverá o problema da nação e do mundo. É necessária uma lavagem existencial com detergente cáustico para remover as placas duras que têm vindo a ser instaladas nos cérebros.
Mas agora é preciso começar a remover a troika que nos governa. Esta não soube aproveitar uma excelente oportunidade para mudar de paradigma. Pelo contrário, revelou que é dentro do paradigma que prefere viver e de forma taralhouca.
O PR deve andar a ganhar fôlego, mas também não está a convencer.

Em suma, não podemos parar. O caminho é feito de contínua mudança. Venha Seguro. Bom fim-de-semana.

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