Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Um mês depois.

por Luís Menezes Leitão, em 17.07.17

Passou um mês sobre a tragédia de Pedrógão Grande e três semanas sobre o roubo de Tancos. O Primeiro Ministro já regressou de férias, os Ministros continuam alegremente nos seus cargos e o Presidente a fazer o discurso contemporizador do costume. Entretanto, o país voltou a arder e o exército a cobrir-se de ridículo. Isto manifestamente não vai acabar bem.

Autoria e outros dados (tags, etc)


14 comentários

Sem imagem de perfil

De Alain Bick a 17.07.2017 às 21:57

como dizia o meu com provinciano
Manuel Brito Camacho

'... só mudam as moscas'
Sem imagem de perfil

De am a 17.07.2017 às 23:53

Ridículo, ridículo... ridiculíssimo, será se os militares ( postos em quarentena) aceitarem de volta o comando... !

Ridículo, ridículo ridiculíssimo é o SIRESP voltar a falhar... E o nosso glorioso culpar -- numa indirecta /directa --- a PT ....

Quem negociou com os seresperianos? Onde anda a ministra da AI?

Isto está a afundar-se!
Sem imagem de perfil

De De Zeus... e Heterônimos a 18.07.2017 às 11:30

"Isto está a afundar-se" ????
Já se afundou há muito tempo mas, há quem note, só quando "a água fica perto do nariz".
A última vez que o repeti foi aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-domicilia-de-volta-ao-domicilio-9410839

Nem percebo a admiração sobre os "falhanços" continuarem e, de nunca haver quem responda por eles.
Por aqui, alguém escreveu um poste sobre as Doações que não se sabe onde estão, nem começaram a ser entregues, apenas, a continuação da ingenuidade, Doar através do mesmo Sistema que só mostra falhar... consecutivamente.
"Albert Einstein deu como definição de insanidade, fazer algo repetidamente, vezes sem conta e esperar um resultado diferente".
Puseram os políticos na mesma "prateleira" das divindades porque, alguns, até fazem milagres... mas, em proveito próprio, respectiva família, amigos, afilhados e conhecidos.

Pode ser difícil parar o "naufrágio" porque, depois de infantilizar populações para serem apenas dependentes, não acreditando no seu Poder Individual, o resultado está à vista e de como, tão facilmente, se pode ir de mal a pior.
Todos os que colaboraram ou colaboram para aumentar a nossa Dívida externa, há três alternativas: Incompetência, estarem a servir outra Agenda ou usar uma falsa Incompetência para conseguir servir essa Agenda e, se ler o meu outro comentário cujo link deixei no início, perceberá sobre o que estou a falar.

Quanto a esperar algo dos políticos... às vezes, até tenho pesadelos, imagino-os a rir às gargalhadas nas nossas costas porque, tanta incompetência, é quase uma impossibilidade, se não se esforçarem para isso. Se calhar, pensam que só governam "peixinhos dourados" mas, disso falei no Pensamento da Semana porque, infelizmente, para eles, ainda há quem pense e questione razões e porquês.
Sem imagem de perfil

De am a 18.07.2017 às 11:31

Ridiculo ridículo, ridiculíssimo sou eu "am", que ainda ouve esta malandragem!

Prefiro :


A repórter da TVI :- "Os bombeiros molham as chamas para acalmar o fogo" (TVI)
Sem imagem de perfil

De jo a 18.07.2017 às 00:29

É natural que haja mais incêndios.
Nem ardeu a totalidade da floresta nem acabou a altura do calor. O interior continua deserto, a mata por cuidar e o Estado não chega para tudo como os nossos liberais gostavam. Se se proíbe o Estado de tentar contrariar a desertificação do interior não se pode esperar que o mesmo Estado tenha meios para substituir as pessoas que não estão lá para ordenar o território.

Talvez não se lembre, mas nos últimos anos os sucessivos governos têm celebrado o fecho de escolas, maternidades, tribunais, correios e outros serviços no interior, como exemplos de boa gestão. Como diz o ditado: Deitaram os foguetes, agora apanhem as canas.

Pensar que os incêndios vão parar em julho porque morreu gente em junho é pensamento mágico.
Sem imagem de perfil

De rão arques a 18.07.2017 às 08:42

É preciso fazer sumir o lego das criancinhas.
Sem imagem de perfil

De Vento a 18.07.2017 às 10:48

Eu sempre tive a ideia que em Portugal se rouba à descarada. O que eu não fazia ideia é que se podia roubar como se "limpasse o cú a meninos". Com o roubo em Tancos, fiquei com a ideia que é mais fácil assaltar uma caixa forte que bater a carteira de alguém em uma qualquer rua de Portugal. Recordo a senhora de oitenta e tal anos que no Porto foi detectada em plena actividade, e foi de imediato notícia.

Vem isto a propósito para dizer que um governo, neste caso o governo PS-PCP-BE, que tivesse sentido do ridículo e do significado que é salvaguardar a dignidade de um Povo em vez de andar com manobras de diversão, tentando capitalizar o ridículo de que o anterior governo cobriu a nação, devia ele mesmo mostrar à Nação e ao Mundo que o Povo Português tem dignidade.

Acontece que o governo composto pela actual troika nada mais nada menos reflecte que quando se está verdadeiramente no poder este é usado para gestão de agendas partidárias e ideológicas esquecendo o Todo que é a Nação. Em suma, em tudo em linha com o que tem vindo a ocorrer nos últimos 40 anos em Portugal.

Portugal continua com cerca de 3 MILHÕES de miseráveis, uma taxa de desemprego, incluindo a encapotada, elevada, milhões de desempregados e de detentores do RSI, e não me refiro somente a ciganos e outras etnias, que entre pagar uma renda e alimentar-se condignamente optam pelo pagamento da renda, sendo esta também paga com ajudas de beneméritos e não de instituições; e espanto-me com alguma solenidade que a prioridade de um governo, que devia estar a trabalhar de facto para resolver a renegociação da dívida e da situação destes milhões de miseráveis, se preocupe com a merda de eucaliptos, de casas em Lisboa acessíveis para a classe média, com programas de vida Activa, quotas para mulheres, de abortos, de eutanásia e fazendo do parlamento um palco de retórica, como se a retórica limpasse a sua incapacidade para lidar com matérias de natureza existencial.

Paralelamente, espanta-me que um PR, que é o garante e a salvaguarda desta dignidade que supra refiro, não seja capaz de assumir o Comando Supremo das Forças Armadas, demitindo, e também não seja capaz de forçar um governo a executar as suas funções internas e externas com vista a garantir tal atributo, a dignidade individual e colectiva de uma Nação.

Neste sentido, conhecendo-se que ainda existe uma reserva cabal na Nação, é hora de alguém forçar Seguro a fazer umas aparições para galvanizar este capital.
Sem imagem de perfil

De WW a 18.07.2017 às 11:51

Gostei do seu texto até ao ultimo paragráfo, chamar o Seguro...

Só nos falta um macronzinho.

O BE não gosta da tropa, aliás a própria tropa não gosta dela senão dava-se ao respeito, o PC está novamente a respirar assentando praça nas empresas falidas que o "estado" ainda não transformou em PPP e o PR vai dar a estocada final nesta malta o mais tardar sendo louvado por "todos" por trazer o diabo novamente para o poleiro.

O Estado tem sido destruído vai para quarenta e tal anos e é cómico (trágico) ver quem o destruiu a clamar agora por mais "estado" ou a pôr as culpas numa empresa privada que estava cá antes, agora e depois (espero eu - porque até é a melhor no oligópolio existente) para ganhar dinheiro tal como todas as outras.

A Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado.
Sem imagem de perfil

De Vento a 18.07.2017 às 21:53

Quer à esquerda quer à direita não existe ninguém melhor posicionado que Seguro. Com uma vantagem adicional, bem mais experiente agora e conhecedor de como se podem remover pedras. Mais ainda, é o único capaz de agregar votos e consensos à esquerda e à direita.
Se Seguro não surgir o PS vai afundar, e teremos a ruína. E se ele não surgir não só afunda o PS como o PSD vai estourar. Ele é o único capaz de fazer mudar o PSD e salvaguardar o PS.
Ninguém pense que o país vai esquecer estes episódios recentes e o dolce far niente que a troika actual caiu no que respeita à renegociação da dívida.

Este governo PS-PCP-BE só atingiu aquilo que os anteriores pretendiam, a redução do défice. Foram mais eficazes neste objectivo. Mas o objectivo não devia ser este e sim a melhoria da situação geral do país. Sempre afirmei que o défice devia ser superior.
O que atingiu-se no 1º ano com a devolução e reposição salarial já está a ser comido quer pelos juros da dívida quer pela estagnação da economia que já dá sinais disso. A queda das receitas no IRS e IRC é o sinal. O Turismo é o único sector que cresce, mas também existe precaridade laboral. A confiança só se adquire se souber que amanhã também há para comer. Sem isto a economia vai reduzir. Os únicos com capacidade de fazer mexer isto são aqueles que estão desempregados e os desesperados; mas nada se faz por estes e para estes.

Se a renegociação da dívida não for feita, estamos feitos num molho de brócolos. É no espectro do Brexit, que nunca será exit, e no discurso de Macron que devemos começar a deslizar. Mas este governo dá provas de não ter capacidade de afrontar.
E o PR será levado por arrasto.
Sem imagem de perfil

De WW a 20.07.2017 às 00:57

Vento, o meu desejo nas eleições de 2015 após o resultado (e antes dele) era que o PS tivesse quebrado definitivamente e que desaparecê-se ou genuinamente se regenera-se com uma cura na oposição. No plano económico o programa PAF era muito mais lógico mas pela anterior carrada de mentiras não sei se veria a luz do dia (refiro-me ás reposições faseadas de rendimentos) o que obrigaria também a uma cisão no PSD que seria também favorável para a Nação.
António Costa surpreendeu pela negativa e optou por salvar-se e salvar o que de pior existe no PS, dando ao mesmo tempo um abraço de urso no PC e no BE que tiveram de aceitar e que apesar de "berrarem" menos pelos direitos adquiridos de alguns, também sabem ser impossível ir mais longe, não porque o PS não deixe, mas porque eles próprios sabem que a Nação não consegue especialmente o PC que tem quadros excelentes a nível económico que como se sabe previram e bem os malefícios da adesão á CEE e da moeda única.

O Vento deve também saber que o que estrangula a economia Portuguesa em grande parte ao contrário do que muitos dizem não são os compromissos assumidos nos PECS e da evolução do défice, o que estrangula a economia é a política monetarista do euro feita pelo BCE que cria dinheiro virtual do nada, sem qualquer suporte existencial o que leva a que quem a ele acede não invista em negócios de bens tranzacionáveis (que geram empregos) e prefira fazer aplicações em mercados / produtos que se forem á falência os Estados são obrigados pelo BCE a caucionar (em Portugal toda a banca foi intervencionada com aval OBRIGATÓRIO do Estado) fora o resto da Europa.
Tal como eu esperava a inflação mantém-se muito abaixo de 2% há bastante tempo o que revela que o Quantative Easing (QE) do BCE não resultou e atendendo ao horizonte temporal que o QE já leva posso na minha modesta opinião que a deflação já rola pelo menos vai para um ano.
Quanto a Seguro você melhor do que eu que ele só fez aquele discurso de ser contra o sistema, e da moralização e pardais ao ninho porque se viu entre a espada e a parede e todos no partido o viam como um líder a prazo e Costa mostrou o jogo um ano antes e Seguro acobardou-se preferiu uma paz podre que "todos" sabia-mos não iria durar tal como veio acontecer, Costa inclusive mandou ás malvas os estatutos do partido e ninguém do PS se importou, ora na minha opinião só estes FACTOS desqualificam Seguro para o quer que seja, não esquecendo que Seguro nem sequer tentou cortar a eito no partido quando pôde limitando-se a tentar preservar o seu lugar juridicamente. Ganhou umas europeias com um candidato sem qualquer mérito e que inclusivamente sempre lhe fez oposição interna e que sempre esteve mais próximo da linha neo-liberal do PSD (não PAF - o CDS são contas de outro rosário).
No entanto o que mais me preocupa neste momento não é o problema económico da Nação que se tornou estrutural (novamente) nos últimos 40 anos, o que realmente me preocupa é FALÊNCIA MORAL da Sociedade Portuguesa, os recentes desastres de Pedrogão, Tancos e a questão do exame de Português (que passou pelo meio das labaredas do inferno).
O neo-liberalismo económico foi impregnado também nas vivências do dia-a-dia em todo o lado, o tal processo de engenharia social que Pacheco Pereira sempre aludiu e que agora se torna cada vez mais perceptível pelo menos para mim.

Concluindo num molho de brócolos já a Nação está e resta-nos seguir o exemplo de povos (desde sempre) mais avisados que nós, com os Ingleses á cabeça e saber compreender que o Mundo sendo cada vez "mais pequeno" é bem maior que a Europa do euro e do BCE.
Portugal sempre que se enfeudou e se virou para a "Europa" perdeu e muito, temos de voltar ao paradigma económico atlantista e global de que fomos uma Nação precursora mas antes temos de resolver o nosso 1º e mais grave problema, a FALÊNCIA MORAL da Nação começando fazer um novo edifício jurídico sem alçapões ou esquemas dilatórios e com leis que o comum cidadão possa facilmente compreender, assimilar, que estejam facilmente acessíveis e de rápida aplicação.

"A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia."
Sem imagem de perfil

De Vento a 20.07.2017 às 11:14

WW, o caminho faz-se caminhando. Já todos sabemos que as causas são múltiplas. Porém o que é importante é que se vá removendo por etapas o que está mal.
E o que está mal também reside no que refere, a questão partidária. Quero com isto dizer que o actual cenário político teve 2 virtudes: Remover a anterior ligação, pois já se sabia que com ela não se andaria, e permitir que quer o PCP quer o BE "sujassem" as mãos.
O PS de Costa tem estado a ajudar na agenda política do BE e do PCP, e por sua vez estes dão a mão a Costa para permitir-lhe algum show off na Assembleia.
Qualquer dos partidos desta troika, PS-PCP-BE, já deu provas que não governa para a nação, mas para clientes. E deu provas de submissão na questão relacionado com o assalto ou roubo ou desvio do armamento em Tancos.
Quando um governo não é capaz de uma atitude consentânea com uma determinada situação só dá provas que o que pretende é andar a passear a ameijoa.
A questão da renegociação da dívida é uma das questões primárias para o desenvolvimento do bem-estar social e económico da Nação. E esta Nação também são os cerca de 3 MILHÕES de pobres que referi em anterior comentário. Se uma generosa fatia desta tarte entrasse no mercado, imagine o pulo qualitativo que a economia sofreria.

A Falência Moral, para além dessa que refere, também se nota nos actos legislativos: aborto, adopção de crianças por parte de uniões sem amadurecimento das consequências e salvaguarda do desenvolvimento dos petits, eutanásia, pílulas do dia seguinte e etc. e tal
Pretendo também acrescentar que quando as verdadeiras estruturas de uma nação, a família, são abaladas por um ataque sistemático a sociedade não recupera.

Concluindo, somente a renegociação da dívida não resolverá o problema da nação e do mundo. É necessária uma lavagem existencial com detergente cáustico para remover as placas duras que têm vindo a ser instaladas nos cérebros.
Mas agora é preciso começar a remover a troika que nos governa. Esta não soube aproveitar uma excelente oportunidade para mudar de paradigma. Pelo contrário, revelou que é dentro do paradigma que prefere viver e de forma taralhouca.
O PR deve andar a ganhar fôlego, mas também não está a convencer.

Em suma, não podemos parar. O caminho é feito de contínua mudança. Venha Seguro. Bom fim-de-semana.
Sem imagem de perfil

De jorge silva a 18.07.2017 às 15:24

a nossa sorte é que os fogos só começaram este ano e o siresp nunca tinha falhado antes
Sem imagem de perfil

De am a 18.07.2017 às 16:35

Para animizar o ambiente carregado, nada como uma boa e saudosa noticia:

-- O Metro estará em greve no dia 1/2 Agosto !!!

Aqui não haverá Siresp nem PT... Só PCP!

Sem imagem de perfil

De Luísa a 19.07.2017 às 10:29

Greve no Metro mais uma vez. Não têm vergonha de brindarem os utentes com tanta greve, é que acabo de revalidar o meu passe.
Então, o Arménio Carlos tirou férias. Bom, já não sofre com a paralisação.

Comentar post





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D