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Um ano trágico

por Pedro Correia, em 17.12.17

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 Foto: Global Imagens

 

Foi há seis meses. E vamos lembrar-nos para sempre desta data trágica: 17 de Junho de 2017.

Houve 66 mortos nos incêndios que devastaram 53 mil hectares de território, abrangendo 11 concelhos*, durante uma semana -  47 dos quais apanhados pelas chamas, naquele dia fatídico, em plena Estrada Nacional 236. E 253 feridos, pelo menos sete deles em estado muito grave.

Cerca de meio milhar de casas (169 de primeira habitação) e quase 50 empresas foram destruídas, perdendo-se 372 empregos directos. Mais de um milhar de animais mortos - no caso dos mamíferos, sendo incalculável o número de aves e outras espécies dizimadas pelas chamas.

Quase 200 milhões de euros em prejuízos globais - floresta, agricultura, habitações, actividade industrial e turística, rede viária.

Jamais um ano "saboroso". Jamais.

 

* Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Góis, Penela, Pampilhosa da Serra, Sertã, Alvaiázere, Ansião, Arganil e Oleiros.

 

 

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14 comentários

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De Anónimo a 17.12.2017 às 14:11

Concordo em grande parte consigo. Mas parece-me que nunca ouviu falar em desastres de aviação. Bem, no fundo o que quer é tirar dividendos políticos. É mais que claro que o ano saboroso se referia ao aspecto económico e com razão. No aspecto dos fogos é óbvio que o Primeiro Ministro não lhe chamaria saboroso. Mais, acho que é legítimo tirar dividendos políticos, o problema que vejo é que dessa maneira o PSD não chega lá. Há que ser mais inteligente ou, pelo menos, há que ter ideias que interessem a um número razoável de cidadãos. Assim Costa vai eternizar-se como Primeiro Ministro.
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De Pedro Correia a 17.12.2017 às 14:18

Comparar a tragédia de há seis meses a um "desastre de aviação" é a pior forma de lembrar os mortos - vidas que na sua grande maioria podiam e deviam ter sido poupadas, como reconheceram os relatórios entretanto elaborados e tornados públicos.

Defender as indefensáveis declarações do primeiro-ministro é a pior forma de ser puxa-saco. Nem o próprio Costa agradece isso.
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De Cristina M. a 17.12.2017 às 15:48

neste país aconteceu uma TRAGÉDIA.
os políticos, a economia, os cidadãos precisam deixar-se de conversas de café e alcoviteirices de vão de escada.

e um post assim é muito importante, porque não deveria ser preciso "baixar à terra", aqui, nesta nossa terra.
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De Pedro Correia a 17.12.2017 às 16:31

Há quem prefira debater teorias, Cristina. Eu prefiro centrar-me nos factos. Nos factos comprovados, não nas lendas que a propaganda gostaria de transformar em factos.
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De Anónimo a 17.12.2017 às 17:26

"Eu prefiro centrar-me nos factos." Dou a mão à palmatória e reconheço que tem sentido de humor. Fartei-me de rir.
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De Pedro Correia a 17.12.2017 às 21:38

Os cadáveres dão-te vontade de rir? Isso explica por que motivo manténs o anonimato.
Mas deixa estar: há vícios ainda piores.
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De Cristina M. a 17.12.2017 às 19:03

o (grave) problema é a prosmicuidade que caminha alegremente nas mãos dadas da política e da comunicação social.
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De Pedro Correia a 18.12.2017 às 11:26

Isso é grave, sim. Em qualquer época e em qualquer lugar.
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De Jorge Silva a 17.12.2017 às 19:53

há quem insista em distorcer as palavras dos outros... às vezes dá jeito
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De Pedro Correia a 18.12.2017 às 01:16

Há quem insista em pintar o negro de cor-de-rosa.
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De Maria Dulce Fernandes a 17.12.2017 às 23:27

Não obstante a tragédia de Julho, continuada em Outubro que colheu vítimas inocentes, e causou estragos incalculáveis ( porque o desgosto e o desespero não se traduzem em números) e inflamou e monopolizou o povo, podemos dizer que em termos de empatia, apoio, resolução, arbítreo e humildade, a coligação que goverva o país teve um annus horribilis.
Todo o princípio ideológico deve ter apenas como objetivo principal apenas e só a salvaguarda dos homens e da terra que os pariu e se tornou a pátria sua mãe.
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De Pedro Correia a 18.12.2017 às 01:18

Cuidar das terras e das gentes - sobretudo das mais humildes, das mais frágeis, das mais desprotegidas, das mais indefesas.
Aconteceu tudo ao contrário, em duas datas deste ano que nos marcaram a todos e nos marcarão por muito tempo: 17 de Junho e 15 de Outubro.
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De Luís Lavoura a 18.12.2017 às 09:47

sendo incalculável o número de aves e outras espécies dizimadas pelas chamas

Eu diria que poucas aves terão sido dizimadas - as aves voam e fogem facilmente das chamas.
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De Pedro Correia a 18.12.2017 às 11:25

Não é bem assim.. As aves orientam-se bem dentro do seu 'habitat'. Mas, cercadas pelas chamas, perdem o sentido de orientação. As aves mais jovens, sobretudo, são presa fácil em incêndios de vastíssimas proporções, como foram estes. E não sucumbem pelas chamas, mas pela inalação de fumo.
Quanto a animais de maior porte, só na Serra da Lousã, em Junho, morreram mais de 300 veados, corços e javalis.

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