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Ucrânia: a irresponsabilidade europeia (III).

por Luís Menezes Leitão, em 11.04.14

 

Este texto do Pedro Correia e este texto do Luís Naves justificam que volte ao assunto do que considero ser a irresponsabilidade europeia na Ucrânia e cujo resultado está à vista de todos. É muito fácil demonizar a Rússia como agressor, mas tal implica esquecer o óbvio: que a União Europeia apoiou um governo de extremistas, formado na Praça Maidan, que incluía partidos fortemente hostis à minoria russa. Ora, era manifesto que esta não deixaria de pedir auxílio a Moscovo e que a Rússia não iria ficar quieta. Basta olhar para o mapa acima para perceber o risco de guerra civil que o golpe poderia causar, ainda mais quando estimulado por uma União Europeia que prometeu mundos e fundos à Ucrânia, os quais não tem para dar a Portugal ou à Grécia.

 

 

A comparação com a II Guerra Mundial, ao contrário do que se afirma é bem elucidativa. O mapa acima demonstra, ao contrário do que se julga, a força com que a Alemanha saiu do tratado de Versalhes. É que anteriormente tinha vários impérios em seu redor, e depois passou a ter pequenos Estados, que facilmente poderia influenciar. Kissinger já uma vez escreveu que o grande erro de Hitler foi ter estado obcecado em travar uma guerra enquanto era novo. Bastar-lhe-ia esperar e conseguiria o domínio alemão na Europa, não por força das armas mas pelo poder económico.

 

Neville Chamberlain sabia perfeitamente disso, e acreditou ingenuamente que Hitler não precisava de uma guerra. Mas fê-lo por razões pragmáticas. Disse pura e simplesmente perante o ataque à Checoslováquia que, por muito que respeitasse a fraqueza de um Estado europeu perante um vizinho forte e poderoso, não podia envolver todo o Império Britânico numa guerra por esse motivo. A Inglaterra não estava disposta a uma guerra por causa da Checoslováquia, mas já estava por causa da Polónia. É assim que a guerra se inicia quando Hitler invade a Polónia, coisa que ele muito estranhou, pois quem queria combater no futuro era a URSS. E a intervenção da França e da Inglaterra na II Guerra foi um desastre, como se viu logo em Dunquerque, que levou a que a França fosse ocupada e logo a seguir a Inglaterra sistematicamente bombardeada. O que provocou a viragem na guerra foi a entrada dos EUA depois de Pearl Harbor e especialmente o ataque de Hitler à Rússia, que na altura pareceu um erro estratégico, mas que constituía o objectivo de Hitler desde o início. 

 

 

Ao contrário do que se refere, quem especialmente ganhou com a II Guerra foi a URSS, como se pode ver pelo mapa acima, que descreve a cortina de ferro de que Churchill se queixava, a qual aliás ainda foi prolongada com a adesão da Jugoslávia e da Albânia ao bloco comunista. A Inglaterra não só não conseguiu a libertação da Polónia, como também teve que dar o Império Britânico como perdido no momento simbólico em perdeu Singapura para o Japão, como Churchill também reconheceu. Já a URSS não cedeu um milímetro de território conquistado, empurrando a Polónia para Ocidente e dividindo a Alemanha. É assim que se dá por decisão dos EUA o ressurgimento alemão. Qualquer pessoa poderia olhar para este mapa e ver que não seria possível parar o avanço russo sem a Alemanha.

 

Quando se inicia a guerra da Coreia, o avanço comunista parecia imparável. Foi parado apenas por MacArthur, que com uma estratégia militar brilhante chegou a tomar Pyongyang. Só que isso desencadeou a entrada da China no conflito e ele viu que não podia derrotar o exército chinês. MacArthur pediu então a Truman para lançar bombas atómicas sobre a China, o que este recusou, por saber que isso implicava uma guerra nuclear com a Rússia. Na altura afirmou que a estratégia americana era limitar a guerra à península da Coreia e que MacArthur era demitido por não concordar com a estratégia. Ficou-se a saber que a URSS e a América travariam guerras ao domicílio mas não um conflito nuclear global. Mais uma estratégia de apaziguamento que não deixou libertar o quinto cavaleiro.

 

A excepção a esta regra era a Europa. Todos sabiam que não se podia ganhar uma guerra convencional na Europa contra o exército soviético, que em 36 horas podia ocupar todo o continente. Por isso ficou estabelecido que qualquer avanço russo teria como consequência uma resposta nuclear. Na altura foi dito que bastava um polícia da Alemanha de Leste perseguir um ladrão em Berlim Oeste, ou um carro de bombeiros do Leste vir ajudar a combater um incêndio em Berlim Oeste, para os EUA responderem com o nuclear. Kruschev dizia que Berlim eram os testículos do Ocidente, já que podia atacar em todo o mundo excepto em Berlim.

 

A queda do muro de Berlim permitiu a reunificação alemã e os governantes alemães, de Kohl a Merkel, não quiseram mais repetir o erro de Hitler. A conquista de influência já não precisava de ser militar, pois podia ser apenas económica. Só que isso podia implicar o desmantelamento de Estados, o que não deixaria de levar à guerra. Foi assim que a Europa, por influência alemã, apoiou a independência da Eslovénia e da Croácia, sabendo-se que a Sérvia iria reclamar os territórios ocupados pelos seus habitantes com uma inevitável guerra civil. Apoiou depois a indepedência do Kosovo, desde sempre um território sérvio, embora esmagadoramente ocupado por albaneses. A Rússia, tradicional aliada da Sérvia, e pela qual tinha travado uma guerra sangrenta em 1914, não reagiu.

 

Mas em 2008 tudo mudou. Quando a Geórgia decidiu pôr em causa a autonomia das suas províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia a Rússia reagiu pela força militar, pelo que era óbvio que não deixaria de o fazer na Ucrânia. Por isso quando a União Europeia, especialmente por influência alemã, decidiu apoiar a colocação na Ucrânia de um governo hostil aos russos, Putin resolveu responder da mesma forma que a União Europeia tinha feito na Jugoslávia: apoiar a secessão de sucessivas regiões da Ucrânia, onde a população russa é considerável. Pelo caminho, propõe-se uma "federação", que depois facilmente se dissolve, como aconteceu na Jugoslávia.

 

É por isso que antes de a União Europeia se ter posto a apoiar golpes e governos extremistas na Ucrânia, devia considerar que a Rússia não é hoje a mesma que aceitou pacificamente o desmembramento da Jugoslávia e da Sérvia. A Rússia de hoje não vai abdicar de ter uma zona de influência própria e não vai aceitar a expansão da União Europeia para Leste. Quanto à União Europeia, o facto de ser um gigante económico não afecta o facto de continuar a ser um anão político, e pior ainda, um anão militar, que ainda por cima deixou de ter o guarda-chuva americano. Como bem escreveu Vasco Pulido Valente, "o Ocidente demonstrou ao mundo inteiro que recusa um novo conflito, na Ucrânia ou no pólo Norte: a América porque, ao fim de uma guerra perdida no Iraque e no Afeganistão, o eleitorado está maciçamente contra uma nova aventura; a Europa porque não tem dinheiro, nem poder militar para ameaçar ninguém (Obama até pediu que a França, a Inglaterra e a Alemanha investissem em armamento um pouco mais do que investem hoje)". Uma vez tive um encontro com um juiz do Supremo Tribunal Americano, que me confessou não acreditar na União Europeia, dizendo que a bandeira europeia só teria significado no dia em que aparecesse alguém disposto a dar o seu sangue por ela. A verdade é que continua a não haver ninguém disposto a esse sacrifício. Eu queria ver aqueles que agora criticam a Rússia pela sua intervenção na Ucrânia dispostos a alistarem-se num exército de defesa da Ucrânia contra a Rússia. No tempo da guerra civil espanhola houve muitos voluntários internacionais que combateram em Espanha. Hoje, não havendo nada disso, era preferível que a União Europeia tivesse algum sentido da realidade. Porque as pífias sanções económicas não assustam ninguém.

 

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16 comentários

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De lucklucky a 11.04.2014 às 14:31

Então um Governo hostil implica justificação de invasão.

Só vou perguntar, o autor estende esse direito justificativo aos outros países?
Um Governo hostil a outro país Europeu. A Rússia por exemplo deve ser invadida? Os EUA devem invadir a Venezuela?

"A excepção a esta regra era a Europa. Todos sabiam que não se podia ganhar uma guerra convencional na Europa contra o exército soviético, que em 36 horas podia ocupar todo o continente."

Não tem mesmo a noção do que diz. Só uma das maiores cidades europeias tomava conta de um corpo de exército comunista. É só olhar para Grozny que nem é uma grande cidade.
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De Luís Menezes Leitão a 11.04.2014 às 18:15

Diz que só uma das maiores cidades europeias tomava conta de um corpo de exército comunista. Foi seguramente o que se passou em Budapeste em 1956 e em Praga em 1968.
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De zeca marreca a 11.04.2014 às 18:41

"Foi seguramente o que se passou em Budapeste em 1956 e em Praga em 1968."

Ou em Atenas em 1949 e 1967...


Por isso discordo da afirmação:
"Ao contrário do que se refere, quem especialmente ganhou com a II Guerra foi a URSS"
Quem refere? Ganhou em relação a quem
? Quanto investiu para ganhar? Se não tivesse "ganho" o que ganhou em Ialta (cidade Russa da Crimeia, já agora), não teria ganho certamente a Grécia, e eventualmente a França e a Itália? Se recuarmos aos anos 40... bem
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De zeca marreca a 11.04.2014 às 18:27

"Então um Governo hostil implica justificação de invasão. "

Não mas um governo saído de um golpe orquestrado por potências estrangeiras e que são etnicamente hotis justifica que os povos que se sentem agredidios por esse golpe se revoltem, e eventualmente tenham apoio de potências estrangersas que acreditem que nem toda a Ucrânia se deve submeter à vontade dos descendentes dos massacres da Galicia e da Valónia...

"Um Governo hostil a outro país Europeu. A Rússia por exemplo deve ser invadida? Os EUA devem invadir a Venezuela?"

E se colocarmos a questão ao contrário? E se a Rússia (hipoteticamente) organizar um golpe hostil apoiando os malucos armados em sem-abrigo que andaram a ocupar praças em Madrid? Se for lá o Lavrov dár bolinhos aos manifestantes? Se eles decidirem que os galegos são proibidos de falar na sua língua, e se não concordam que vão para Portugal...
E pior... se em vez de serem castlhanos em madrid, forem os bascos (os d galicia e da valonia)? que se manifestam em madrid, proibem o castelhano, e outras línguas e? E começam a ameaçar os galegos, a prender galegos, a destruir estátuas dos galegos?

Pois...
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De Vento a 11.04.2014 às 21:18

Não se esqueçam que esse mesmo homem que era objecto da revolta em Maidan é precisamente o mesmo que foi apoiado pela UE em 2004, e que só deixou de ser apoiado pelo facto de ter feito o acordo com a Rússia. Este golpe foi manifestamente incentivado pela UE; e os russos também têm bons serviços de informação para se anteciparem a jogadas.
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De Vento a 11.04.2014 às 14:40

Mais uma vez, muito bem. Aproveitando esse encontro que nos descreve com o seu colega do supremo americano, permita que conclua esta sua reflexão com o chavão que circula sempre nos círculos judiciais americanos quando se tenta dar a volta ao que não é possível dar:

Se se parece com um pato, caminha como um pato e quáck como um pato, vocês sabem o que isto é!? UM PATO!
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De RAA a 11.04.2014 às 15:39

Excelente análise, com a qual concordo na generalidade. E apesar da vista grossa ao Direito Internacional -- que todas as potências praticam, sem que isso as possas "absolver" --, não me parece que haja grande entorse moral à recuperação de um território secular, quando a maioria da população assim o pretende, e o Estado em que essa população se inseria, não só se desagregava diante dos nossos olhos, como passou a ter na cúpula elementos hostis. Pelo que, no caso da Crimeia, me recuso a qualificar a Rússia como país agressor. Quanto ao resto, ver-se-á.
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De Eu a 14.04.2014 às 15:52

A Rússia é pois agressora na Chechénia e demais Caúcaso, onde a resitência antirrussa é secular....
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De RAA a 16.04.2014 às 00:16

Não tenho qualquer dúvida em qualificar a actuação russa na Tchetchénia como criminosa e deplorável, algo que me parece não poder ser comparável com o que se passou na Crimeia. Mesmo que os tchetchenos possam estar sequestrados pelos islamitas radicais, há limites.
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De Eu a 16.04.2014 às 13:30

Não é comparável apenas porque os ucranianos não se bateram como fizeram os chechenos, caso houvesse uma resistência armada com bravura semelhante até onde iria a determinação destruidora dos russos?
Os chechenos não são eslavos, foram ocupados pelos russos. O fanatismo islamita junta-se a um nacionalismo real... A resistência não é mero produto do internacionalismo islamita radical, segundo me parece...
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De RAA a 22.04.2014 às 14:27

O facto de os ucranianos não se terem batido como fizeram o tchetchenos, já por si indica a natureza diferente de ambos os conflitos. Sobre o "se", só poderemos especular.
Quanto ao que diz sobre a resistência tchetchena, concordo consigo. Infelizmente, o radicalismo radical tomou (ou parece ter tomado) conta da acção. Talvez um pouco à semelhança do que se passa na Síria (sem comparar ambas as situações): a oposição laica -- liberal ou não -- a Assad acaba por ver-se prejudicada, ou mesmo anulada, pelos islamitas, reforçando a posição daquele, interna e externamente.
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De tric a 11.04.2014 às 16:21

Irresponsabilidade ou Insanidade!!??? depois do posicionamento da União Europeia no Médio Oriente...é mais insanidade! e o que se passa na Ucrânia não pode ser dissociado do que se passa no Médio-Oriente, em especial no Libano! em que existe um conflito interno gravissimo no seio da comunidade cristã, tradicionalistas( Aoun ) vs "protestantes" ( Gangea )...os tradicionalistas apoiados pelos Russos, Vaticano e o Irão...os "Protestantes" apoiados por Israel, Arábia Saudita e União Europeia! Ainda há poucos dias o Patriarca Maronita do Libano convidou os principais políticos cristãos para uma reunião com o objectivo de conseguir uma candidatura forte e de união entre os Cristãos Libaneses à Presidência daquele país. o que é que aconteceu!!?? apareceram todos, excepto o Gangea, que passados poucos dias da reunião anunciou a sua candidatura à Presidência do Líbano...e o que é que isto tem a haver com a Ucrânia!!?? tudo...a diplomacia Russa jà há muito tempo que percebeu que o conflito Tradicionalismo Cristão vs Protestantes + Judeus + Whaabis iria chegar à Europa...sendo a Rússia o seu principal defensor do Tradicionalismo Cristão nos valores, juntamente com os Jesuítas, era mais que óbvio que a perseguição à Cristandade Russa na Europa era uma questão de tempo...tal como o ataque violentíssimo ao Vaticano promovido pela ONU, Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e Organizações Internacionais Gays-Maçónicas...e mais virão!!
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De William Wallace a 11.04.2014 às 22:55

Uma análise sucinta de real politik que enquadra bem os oportunistas das liberdades dos outros quando as não conseguem sequer defender cá dentro.
Para mim o melhor deste seu post é mesmo isto :

"não acreditar na União Europeia, dizendo que a bandeira europeia só teria significado no dia em que aparecesse alguém disposto a dar o seu sangue por ela. A verdade é que continua a não haver ninguém disposto a esse sacrifício. Eu queria ver aqueles que agora criticam a Rússia pela sua intervenção na Ucrânia dispostos a alistarem-se num exército de defesa da Ucrânia contra a Rússia."

A ganância alemã e de uns certos europelovers (enquanto caírem migalhas para esses traidores) ainda nos vai sair mais cara do que já está a sair.
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De Romão a 12.04.2014 às 23:47

Concordo em parte com o post. Aqui á uns anos fui passar férias a Skopje a casa de uns amigos macedonios. A guerra da Jugoslávia tinha terminado á pouco e o meu amigo Ivan tinha familiares na Croácia, na Servia e vivia na Macedônia. Um dia almoçamos com o avô, antigo professor de história na Universidade de Belgrado e antigo "partizani" ao lado do General Tito. Estava zangado com o Ocidente, durante umas três horas dissertou sobre a história dos Bálcãs e guardo as suas últimas frases: "o desmembramento da Yugoslavia é o maior erro histórico do Ocidente e vai pagar por isso nos próximos vinte anos. A Rússia não dorme". Eu nada percebi na altura, mas ele lá saberia o que dizia. Por outro lado, por motivos familiares, viajo frequentemente para a República Checa e Eslováquia. Ao longo tempo, a indústria metalúrgica e mineira da Eslováquia tem sido recuperada com capitais Russos (palavras do meu sogro), bem como os principais locais de turismo Checos (Karlovy Vary, por exemplo). A Rússia á muito que anda a "tomar posições" de influência no espaço da UE. Para além disso, tem comprado parte da "distribuição" do gás no espaço da UE. Por isso, não só controla a produção, como tem influência na distribuição. Tudo isto faz parte de uma estratégia Russa de controlo da Europa não pela via das armas, mas pela via econômica. E a UE vai continuando a dormir...
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De Nuno Vinhas a 15.04.2014 às 16:29

Quando a Ucrânia reage com operações militares legítimas como a de ontem, Putin ainda tem a lata de dizer que vai fazer queixa a NATO. A mesma NATO que já advertiu para o mega exército que a Rússia tem às portas da Europa; a mesma NATO que, com este regresso da faceta militarista russa, já considerou enfrentar um dos seus maiores desafios em décadas.
Andou-se anos a dizer aos paises de leste que podiam confiar nos russos agora veio a fatura.
Putin pode duvidar da legitimidade do atual regime ucraniano mas isso não lhe dá o direito de canibalizar regiões à volta da Rússia. O Imperialismo expansionista está de volta aos ecrãs da Europa.

http://aportadofundo.blogspot.pt/2014/04/aquele-momento-em-que-europa-volta-ter.html
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De Eu a 27.04.2014 às 18:12

Putin não tem o direito... Mas, nada disto é uma questão de direito mas sim de força... Ou se quiser lembre-se de que o direito do mais forte é o melhor direito, segundo as lições da história e da vida.

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