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Agora a sério. Salvo para o próprio e para meia-dúzia de alucinados que tanto acreditam no fulano como podiam ser prosélitos de uma seita sul-coreana de adoradores da lua em quarto minguante, Sócrates está politicamente morto e passou a interessar (a interessar-nos, reconheçamos todos) pelo mesmo motivo pelo qual a mulher barbuda era a atracção principal das feiras de saltimbancos. As desculpas esfarrapadas para a posse dos milhões que torrou, os hábitos de novo rico, a pose de macho alfa, as mamalhudas resolvidas que iam de férias sem cuidar de saber quem as pagava, os aguadeiros que colocou em lugares estratégicos da administração pública e da Justiça, as tentativas trapalhonas de controlar a comunicação social, as relações turvas com os donos disto tudo por mera coincidência entretanto caídos em desgraça, as teses académicas expresso escritas directamente em língua francesa quando o auto-proclamado autor semanas antes era incapaz de dizer merci bócu, as sucessivas edições esgotadas de livros no país onde a única coisa que se lê é a edição de A Bola de 2ª feira quando o Benfica calha de ganhar ao Domingo, os blogues pagos a tença mensal para trabalhar a meta-mentira de cada mentira que o personagem ia construindo, os próprios nomes dos acólitos (Perna, Mão de Ferro, por amor de Deus!?!?), tudo isto pode não chegar para uma condenação judicial mas é mais do que suficiente para que Sócrates se apresente agora como uma versão pobre, decadente e, sobretudo, muito menos séria do Palhaço Batatinha. Nada disto dá para um Feios, Porcos e Maus à portuguesa porque falta a esta gente até a densidade para darem bons filhos da puta. Tudo somado, quando a poeira assentar, teremos o enredo para um Duarte & Companhia de badamecos de terceira apanha. A questão essencial é todavia outra. O gozo, a verrina, o enxovalho que dirigimos a Sócrates está bem e é higiénico. Diz de nós que mantemos sanidade e sentido comum. Mas e os outros? Aqueles que o acompanharam e que por aí continuam. Os Galambas, os Pedros Silvas Pereiras, os Costas, os apaniguados, os compagnons de route. Os que beberam do fino. Eram cegos, não viam, eram burros, não entendiam, eram oportunistas, não queriam ver? Como podemos continuar a tolerar e a conviver com esta gente?

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9 comentários

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De Pedro Correia a 22.10.2016 às 18:02

É isso, Rui.
Quanto à tua última pergunta: não podemos. Ponto final.
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De Sérgio de Almeida Correia a 22.10.2016 às 19:54

Perguntas bem, Rui. Talvez o PPC ou o Relvas possam responder. Não há nada como perguntar a quem está habituado a conviver e viver com este tipo de malta.
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De Rui Rocha a 22.10.2016 às 21:32

É provável, Sérgio. Com uma diferença. Uns já não estão no poder. Outros ainda estão.
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De Anónimo a 22.10.2016 às 21:45

Talvez mais uma ou outra diferença.

Não consta que PPC ou Relvas tenham estado presos preventivamente por suspeitas de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Não consta que tenham tentado adquirir/apoderar-se dos principais bancos e meios de comunicação social.

Não consta que tenham milhões em contas bancárias em nome de testas-de-ferro.

Não consta... etc, etc.

Não consta que sequer os abrantinos saltassem às canelas dos companheiros de blog quando não gostavam do que liam.

Até porque essa é outra diferença. Todos gostavam do mesmo. E eram pagos para gostar.
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De JSP a 22.10.2016 às 21:42

A Súcia - aquém e além Caia.
Com uma diferença : lá, "navajazos"; aqui, "bicharelices".
Bicharel eleito não uma , mas duas vezes - e com o esterco sobrevivo a espojar-se deleitadamente por S.Bento e adjacências.
Retrato fiel do povo em que nos tornámos (e em velocidade uniformemente acelerada...).
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De am a 22.10.2016 às 22:02

Com o meu peido de desculpa ao Sr Pedro Correia

Pelo andar da carruagem:


" A caça ao homem irá dar em caca"

"...Vocês sabem de quem estou a falar....."
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De am a 22.10.2016 às 22:27

Meu caro Pedro Correia

Mil desculpas pelo "peido".... leia pedido.

Embora o "criminoso" o mereça!
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De singularis alentejanus a 23.10.2016 às 15:38

Dizia-me sempre o meu pai em pleno PREC vivido no Alentejo, referindo-se à Esquerda e tendo em conta que os destros são em larga maioria: a mão esquerda nem para limpar o cu serve.

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