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Trump - dia 5

por João André, em 24.01.17

Nestes dias Trump conseguiu:

E ainda vamos só com 5 dias. Isto não vai acabar mesmo nada bem.

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46 comentários

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De pita a 24.01.2017 às 22:13

O que é que o André tem com isto?
Explique-se
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De João André a 25.01.2017 às 09:32

Com isto o quê?
E porque razão teria que me explicar seja lá pelo que for?
Polícia do pensamento?
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De Salazar Marxista a 24.01.2017 às 22:51

Leio que o livro de cabeceira de Donald, para além da sua autobiografia, é a Bíblia. Espero que nesta na seja o Apocalipse a sua parte preferida. Eu que acabo de ler a Bíblia nunca me senti tão obrigado, por pudor, a tapar a sua capa sempre que a pousava algures. Hoje em dia tornou - se o livro mais perigoso. Antigamente nela se procurava paz de espírito e sabedoria. Hoje apenas justificação para o Mal. Hoje apenas literatura para desequilibrados. Ontem para homens Santos
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De João André a 25.01.2017 às 09:34

Na altura em que Saramago chamou à Bíblia um "manual de maus costumes", o Pedro Correia fez um post (ou uma série deles, não recordo) apontando a beleza da mesma.

O meu ponto na altura era e é ainda o mesmo: a Bíblia, tal como todos os outros livros sagrados, servem para o que se queira. Quem quiser encontrar justificações para acções imorais irá fazê-lo. Quem quiser encontrar motivação para uma vida de virtude tem tudo lá. Depende do que se retira.

Mas tenho a sensação que Trump não deve abrir uma Bíblia há muito tempo a não ser, talvez, em público.
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De JSP a 24.01.2017 às 23:07

Isto de os Americanos não ligarem ao que os europeus (mesmo os da pontinha) lhes dizem...
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De João André a 25.01.2017 às 09:35

Faz-me pouca diferença se ligam ou não. Isso impede que o discutamos?
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De JS a 24.01.2017 às 23:14

Uma dieta de TheGuardian não será indigesta?.
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De João André a 25.01.2017 às 09:38

Uma de Fox News sê-lo-ia mais. De Breitbart News seria tóxica.

O The Guardian é um jornal reconhecidamente alinhado com o centro-esquerda (os americanos provavelmente considerá-lo-ão comunista ou semelhante, mas enfim). É no entanto um jornal que considero equilibrado.

Assino a Economist mas esta não faz a mesma cobertura que o Guardian, por isso escolho este. E note que escolhi essencialmente peças jornalísticas, não tanto de opinião.
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De Luís Lavoura a 25.01.2017 às 09:29

Não li nem ouvi o discurso de inauguração, a não ser os pequenos excertos que dele foram transmitidos pela rádio portuguesa.
Mas, com esses excertos, eu concordo em grande medida.
Por exemplo, quando ele diz que quer pôr os EUA em primeiro lugar, eu concordo que essa é a obrigação de um presidente dos EUA.
E aplaudo totalmente e com muitíssima ênfase quando ele diz que os EUA não irão pretender impôr o seu modo de governação a outros povos, mas sim que irão dar aos outros povos o exemplo, ou modelo, de como se devem governar. Eu acho que ele tem 100% de razão nesse ponto, e oxalá o cumpra.
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De João André a 25.01.2017 às 09:44

Caro Luís,

a primeira preocupação de um presidente deve ser o seu país, obviamente. Há no entanto dois problemas com o discurso:

1. o discurso falou de "apenas américa primeiro". Ou seja, os outros que se lixem. Tal visão ignora as múltiplas alianças e décadas de ligações multinacionais que o país construiu. Além disso também poderá ser prejudicial ao próprio país, uma vez que oferece uma visão de "soma zero" do mundo e prejudica o seu próprio país.

2. O comentário não é para ser levado ingenuamente à letra. Trump já demonstrou ao que vem e o seu conceito de America First não se estende a todos os cidadãos do país, apenas àqueles que ele entende serem "verdadeiros americanos". E é também uma mentira: ao falar em bombardear o ISIS e insinuar uma ligação nova com Putin, trump está indirectamente a exportar um modelo para outros países. E para a Síria não será o melhor.

Por fim, o discurso falou de uma américa que não existe. De um país que não está no ponto mais alto da sua história mas na realidade nem sequer está assim tão longe disso. Os EUA ainda são o país mais poderoso do mundo, financeiramente, economicamente, militarmente, etc. E está a melhorar. Trump mente descaradamente quando pinta a imagem de um país quase em chamas. É nojento e Reagan (de quem eu não gosto) deve estar a revolver-se no seu túmulo.
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De Luís Lavoura a 25.01.2017 às 09:54

"América primeiro" é isso mesmo, não é "os outros que se lixem". É, a prioridade é a América.
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De João André a 25.01.2017 às 10:01

Para Trump é mesmo "os outros que se lixem" (ou se ele puder, "vou,lixar os outros"). Não vale a pena sermos ingénuos.
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De Luís Lavoura a 25.01.2017 às 09:31

Não compete ao poder político sabotar certas formas de energia, impedindo-as politicamente de alcançar os mercados.
Se há empresas que querem contruir um pipeline, pois bem, que o construam. Se mais tarde esse pipeline acabar por dar prejuízo, é problema dessas empresas. Agora, ir o presidente impedir politicamente as empresas de construírem o pipeline, não acho nada bem.
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De João André a 25.01.2017 às 10:06

O governo tem que equilibrar vários riscos e necessidades públicas.
Se o risco de uma pipeline é elevado, então deve ser considerado. E o risco é de facto elevado, seja o risco de derrames ou explosões, seja o risco da perturbação dos ecossistemas na origem e no percurso da pipeline, seja pelo lado das emissões com a queima do combustível que contrbuirão ainda mais para as alterações climáticas.

Do ponto de vista exclusivamente económico (e que não subscrevo) até poderia compreender. Mas há já alternativas energéticas que estão ao mesmo preço e são limpas ao longo da sua vida útil.

Tudo considerado, o presidente tem a obrigação de considerar todos os riscos e vantagens para o país. E o uso de combustíveis fósseis e construção de pipelines é, no balanço, pior que outras alternativas.
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De isa a 25.01.2017 às 11:33

Realmente, petróleo que, de qualquer modo, será consumido e, transportar esse petróleo mais de 3.000 Km por transportes terrestres será "muito melhor" para o Planeta e ecossistemas

Quanto às opiniões, pena que, em vez de estarem contra Trump, não falem dos que, realmente, nos andam a tramar, aqueles que controlam a UE, a ONU, o IMF, o World Bank... que têm Bancos PRIVADOS como o FED e o BCE que teclam dinheiro criado do ar (a razão de terem acabado com o padrão ouro, onde para imprimir cada "papelinho" tinham de ter o ouro equivalente) e, só assim, conseguiram, ainda mais, bens reais com dinheiro virtual e, estão quase a conseguir possuir todas as riquezas do Planeta e a controlar totalmente os "rebanhos".

Opiniões dos que não falam dos políticos europeus e nacionais que vão "tomar chazinho" cada vez que o grupo bildeberg os chama... coisas mais importantes do que o óbvio: Aquilo que um Presidente deve fazer, pelos seus cidadãos e que não vende a Liberdade do seu povo, a Banqueiros que querem controlar o Mundo. Desde que Trump faça a vida negra a esses Globalistas que compram tudo e todos com os seus Triliões, até ver, gosto mais dele do que do nosso 1º Ministro ou Presidente, a tentarem salvar a moeda única, a "tal" moeda que só serve a elite do 1%. Políticos que nem se dignaram fazer o Referendo antes de entrarmos na UE, não que o povo percebesse as verdadeiras consequências da perda de soberania mas, tiveram medo dos debates.

Se o nosso Parlamento obedece a Bruxelas, se Bruxelas só sabe impor Leis e se os eurodeputados não podem propor nem vetar Leis, estar já contra um Trump que, até ver, não foi comprado nem assassinado por essa elite, pois venham mais como ele.

Quanto às alterações climáticas do Planeta, reduzindo a nossa presença a um calendário de um ano, os humanos representam os últimos segundos do último dia do mês de Dezembro, suponho que as últimas 5 alterações (aquelas que temos evidências geológicas, químicas e paleontológicas) onde, através dessas evidências conseguimos saber que a 1ª destas, ocorreu há 2 milhões de anos, provavelmente, uma delas, devem ter sido os safados dos dinossauros que não largaram o automóvel e, mandaram para as urtigas as ciclovias para as bicicletas
O ser Humano pensa ser muito importante, no entanto, tomara nós que o Planeta esteja a aquecer porque até estaríamos em "vésperas de uma nova era glacial, já que, em média, o Planeta experimenta 10 000 anos de era quente a cada 90 000 anos de era de gelo."

"Isaías 5:13 Portanto, o meu povo será levado cativo ao exílio, por falta de sabedoria; os seus nobres passarão fome e a multidão se secará de sede."
Investigue mais, não acredite em mim, nem em ninguém, até ter a certeza que consegue ver para além da "caixa" e daqueles que, apenas, querem ter o Poder dentro dessa "caixa" e, em caso de dúvida, "follow the money"
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De JSC a 25.01.2017 às 12:56

Não concordo consigo, no último ponto, ninguém discute que houve ciclos de aquecimento e arrefecimento do planeta, existe um consenso (99,5%) entre os cientistas que o aquecimento verificado actualmente é muito mais rápido do que o habitual, e 95% afirma que é devido ao que o homem tem feito.

Outro ponto que acho importante realçar é que a população humana neste momento (gasta 1,5 Terras a mais em recursos) e cada vez cresce mais, portanto mais dia menos dia, a população humana vai ter de baixar drasticamente (a Europa já tomou medidas neste sentido) e/ou mudar muitos dos seus hábitos.
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De isa a 25.01.2017 às 15:00

Só tem de procurar as versões dos cientistas que não recebem subsídios de milhões, daqueles que lhe querem vender essa teoria.
No fundo, já sabe que os media têm sido controlados através do dinheiro, onde grandes Corporações, conseguem controlar a informação que lhe passam, também deve saber quem subsidia movimentos para nos dividir e criar o caos e, não acredita que, eles não consigam controlar cientistas através de subsídios de milhões?
Alguns até recusam mostrar os dados e há quem pense ser normal essa atitude, como achar normal, os que não concordem, serem despedidos de Universidades.

É difícil acreditar no poder dos Triliões e, são Triliões, não é nenhuma metáfora. Enquanto isso, vão desaparecendo páginas na net que o Google todo prestável diz ser por causa da nova legislação europeia.
O melhor será "acordar" porque estamos a ficar sem tempo e não vai ser um Trump ou um D.Sebastião que nos irá salvar.

Eu ouvi mas, nem precisava de ouvir quem prova o contrário porque tem noção de quantos vulcões entraram em actividade... basta saber nos últimos 2 anos, muitos adormecidos há milhões de anos e, estes, são os visíveis porque no fundo dos Oceanos, são muito mais do que aqueles que podemos ver.
Portanto, o que estes vulcões têm matado de fauna e flora marítima é quase incomensurável (que os media "tradicionais" apesar da mortandade não mostram) e aquilo que os vulcões terrestres têm mandado para a atmosfera, naturalmente, enfraquece a entrada do Sol e, aqui, aposto noutra era glacial que só vamos poder confirmar quando for demasiado óbvio ou então, começar a pensar que aquilo da água ter congelado no Mediterrâneo e pôr Veneza à beira de uma crise de nervos e a Europa, já ter perdido muitas das suas colheitas anuais porque o problema não foi chover demais mas, precisamente, o frio que ao congelar essa água, foi o que matou as raízes e, automaticamente, as plantas... se calhar, é melhor começar a comprar mais uns cobertores e pensar que vai ser o frio e não o calor que lhe vai roubar a comidinha do prato

Se lhe disserem que o gelo da Antártica se está a dividir, provavelmente, dirão que está a derreter só que não explicam que está a derreter de um lado mas, a criar mais gelo do outro que tem a ver com a deslocação dos Polos, não do tal "aquecimento" mas, isso, são outros quinhentos
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De JSC a 25.01.2017 às 20:15

Acho que não leu bem o que eu disse. O que eu disse foi e é verdade (claro que pode acreditar noutra coisa) é que embora este aquecimento fosse previsto seria-o num tempo (não representável à escala humana, ou seja, não devia ser sentido por nós) bem mais longínquo, daí a maior parte das pessoas a firmar que o que causou isto são os actos humanos.

traduzindo em matemática:
f= função que representa a temperatura média global ao longo do tempo
x= tempo
df/dx|x=tempo presente >>(muito maior que) df/dx|x=tempo similar em termos temperatura

https://en.wikipedia.org/wiki/Geologic_temperature_record
https://wattsupwiththat.com/global-temperature/
http://www.ozpolitic.com/album/forum-attachments/ClimCh_image001.jpg

Outro fenómeno que também está acontecer é o aumento dos extremos, mas que curiosamente não trouxe à baila.
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De Luís Lavoura a 25.01.2017 às 09:34

Eu acho verdadeiramente inacreditável ver um indivíduo que eu considero de esquerda, como o João André, a criticar o presidente dos EUA por ele desrespeitar a CIA. A CIA, veja-se bem, que durante a Guerra Fria se fartou de intoxicar os políticos americanos com visões falsas das motivações dos seus adversários (nomeadamente, interpretando as motivações dos dirigentes do Vietname do Norte como comunistas, quando as suas verdadeiras motivações eram nacionalistas).

Também acho inacreditável ver um indivíduo que julgo ser de esquerda a defender um acordo de comércio livre.
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De João André a 25.01.2017 às 10:13

Tanto tempo em que tivemos concordâncias (ou quase) e finalmente chegamos a um ponto emq ue discordamos imensamente.

Não tanto na opinião, mas na visão.

A esquerda não é toda (nem sequer a maioria) contra o comércio livre. Eu sou a seu favor. Quero-o regulado porque há assimetrias e abusos que devem ser controlados (o comércio sem qualquer barreira ou regulação de quaquer tipo nunca será verdadeiramente livre), mas o comércio livre é dos elementos das sociedades humanas mais importantes.

Além disso os estados necessitam das receitas geradas pelo comércio livre para implementar as políticas sociais que a esquerda preconiza.

A CIA: bom, eu nem sequer defendo a CIA (embora não considere que pecados dos anos 60-70 possam ser considerados válidos para condenar a organização). Eu apenas digo que Trump, que tem que depender da CIA, NSA, NRO, FBI, etc, está a antagonizar e a insultar as pessoas que lhe darão informações que não vêm na Fox News ou Breitbart News. Se ele quer continuar ignorante ou com informações falsas, está a fazer as coisas certas. Se quer ser informado como deve ser, então está a fazer o pior possível.
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De isa a 25.01.2017 às 15:50

Eu não tenho Partido político porque me considero Voluntarista ou considerada, por alguns, de individualista, significando apenas que todos os seres humanos nascem, exactamente, com os mesmos Direitos e onde deveria haver Regras iguais para todos senão, tanto querem nivelar e melhorar tudo que, muito próprio da natureza humana, acabam por nunca saber onde parar e, até parece uma daquelas mulheres que começa por fazer pequenas operações de estética, para encurtar o nariz ou insuflar qualquer coisa mas, sem conseguir parar por querer atingir o inatingível, acaba pior do que antes, até passa a assustar cegos

Até posso concordar com alguns princípios marxistas, nunca com "marxistas" que queiram ditaduras por parte de um grupo da população mas, aqui, também nunca se entenderam nas estratégias, aparecendo os que apoiam Tudo e todas as causas (aqui "cheira" a BE ) até apoiando aquilo que estão contra mas que escondem para chegar ao Poder e, aí, já podem mostrar as suas verdadeiras intenções porque, quem não concordar, atingido o Poder, segundo Lenine, até podem mandar matar quem estiver contra.

Resumindo, antes ou agora, há gente hipócrita, mentirosa e sem vergonha (sem força no individualismo porque ninguém manda em ninguém) assim, lutam por todos os meios para chegar ao Poder para poder mandar nos outros e, nunca por quererem um Mundo melhor e, se acredita na força da legislação para atingir esse objectivo, eu acredito na força do exemplo e nunca na coerção que começa por ser legislativa mas, podendo acabar na coerção física quando as forças policiais, apenas, obedecendo às ordens e ao serviço de um pequeno grupo da população, se a legislação não chegar têm mais "maneiras" para obrigar.
Se os Direitos não estiverem definidos, pelo simples facto de termos nascido neste Planeta, tudo o que, num determinado momento, o Estado dá também pode vir a tirar.

Portanto, nada de misturas porque há diferenças entre os militantes de esquerda e, há aqueles que acreditam, mesmo, no bom resultado daquilo que apregoam, pena que, essa maneira de viver com que sonham, a queiram impôr, pela força legislativa, a todos os que não queiram viver da mesma maneira.

Na minha ideologia, até os marxistas podem viver da maneira como querem, partilhar, tirar, equilibrar ou, tentar, uniformizar todas as suas actividades do seu grupo, debaixo das suas regras e bitolas que, se pudessem, até nascíamos todos com a mesma altura e QI portanto, diferente dos que, como eu, acreditam que todos têm o Direito de viver como querem, neste curto espaço de tempo que cá andamos, sem ninguém ditar como se pode encontrar a felicidade, onde apenas se delegam poderes mínimos para garantir que ninguém passe por cima dos Direitos dos outros que estão perfeitamente definidos, algo difícil de entender para quem o tolerar e o obedecer até conseguiu roubar-lhes a imaginação.

O erro das teorias colectivistas é verem os humanos como animais que têm de ser amestrados Talvez, por isso, a luta da esquerda contra a Constituição americana, faz-lhes confusão tanta Liberdade individual
Até o Anarquismo tem Regras, tão óbvias que não são precisos Reguladores para poderem criar milhares de Leis e anexos que, na impossibilidade de se saber todas, mesmo a dormir, podemos estar a quebrar alguma

Só os Estados Gordos, com muitos parasitas, precisam de muitas Leis para terem onde ir buscar dinheiro e, tanto tiram de vários lados, para distribuírem umas migalhas noutros que acabam por desequilibrar a própria coesão social, para não falar que, com um Poder destes, só acaba por alimentar e facilitar a corrupção.
Não contentes com o que os Governos locais já tiravam, agora vamos, de mal a pior, com um Governo Global, algures, cada vez mais afastado das necessidades reais dos seres humanos que dizem querer governar ou será Domar aos seus desejos?

No entanto, pode ouvir quem sabe explicar, muito melhor do que eu porque confesso, palavras, não são a minha especialidade e, com elas, não quero convencer ninguém, quero, apenas que sejam transparentes e traduzam, o melhor possível, o que penso, sem segundas intenções, como fazem os políticos de carreira
https://www.youtube.com/watch?v=tDs8Vn6yYJo
G Edward Griffin "The Dangerous Servant-A Discourse on Government
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De amendes a 25.01.2017 às 11:45

Para o Sr João André, na Humanidade só dois Homens merecem "estátuas" erguidas bem alto:

O Presidente Francisco e o Papa Marcelo!

O resto não presta !
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De João André a 25.01.2017 às 13:24

Consegue retirar isso do meu post? Bravo.
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De Anónimo a 25.01.2017 às 12:02

Não adianta abordar Trump sob o ponto de vista do politicamente correto, o mesmo que dizer sob o ponto de vista do regime até agora vigente no Mundo Ocidental. A não ser que seja por contraste, uma vez que ele se candidatou contra tal regime.
E está a cumprir o seu objetivo de tal forma que, imagine-se, até já está em campanha eleitoral para o próximo mandato. Ou seja, os politicamente corretos faziam o contrário das promessas até ao último ano dos seus mandatos, para depois, nas vésperas de novas eleições, dar uns rebuçados à plebe. Trump cumpre as promessas desde o primeiro instante e acredita que, com isso, vai ser reeleito.
Sublime!
Entretanto, os politicamente corretos vão para a rua protestar... ou para as televisões ou para os jornais ou para os blogues... não se apercebendo de que os seus protestos são, em última análise, contra a democracia, que defendem intransigentemente, mas quando lhes convém.
Um absurdo!
Temo pelo que por aí possa vir.
Mas não me surpreende a queda do politicamente correto, como o fui demonstrando, aqui, ao longo de múltiplos comentários. É difícil imaginar uma situação mais hipócrita e mais cínica do que o politicamente correto.
Estava na cara!
João de Brito
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De João André a 25.01.2017 às 13:32

Há algo contra o politicamente correcto no mundo de hoje, o que não compreendo. Até parece que é mau ser-se politicamente correcto e ter-se em conta as sensibilidades de outros, especialmente quando se têm responsabilidades.

Imagine que o presidente americano faz declarações que deixam um grupo X (seja lá ele qual for) louco de raiva. A seguir um americano é morto por pessoas desse grupo X. Obviamente que a culpa pela morte é do assassino, mas parte da responsabilidade do presidente americano é garantir que os seus cidadãos não são expostos dessa forma.

É por isso que a diplomacia consegue ser tão chata. Cada frase tem que ser cuidadosamente formulada para transmitir o significado desejado mas de maneira a não ferir as sensibilidades.

O estilo de elefante coxo, cego e porcelanofóbico numa loja de porcelanas que Trump tem não é um recusar das atitudes politicamente correctas. É estupidez. Pura e simples.

Quanto aos protestos, qual o problema? Não podem? É que Trump e os seus apoiantes fizeram os possíveis para o evitar. De acordo com eles, se podem, não deviam.

Já nas promessas vamos a ver os tolinhos que acreditam nas de Trump. Veremos daqui a 4 anos quantos empregos, quantos km de muro, etc, existirão.
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De Anónimo a 25.01.2017 às 17:18

João André,
muito boa tarde!
Quando falo do politicamente correto, refiro-me à prática política que tem sido a nossa. À prática, não aos eventuais princípios. Ou: politicamente correto = prática política corrente.
Vou dar um exemplo:
- Os politicamente corretos criticam Marcelo por este se misturar demasiado (dizem eles) com o Povo. Ou seja, consideram isso politicamente incorreto.
Para eles, o correto seria prosseguir com a sacralização da função política.
Para mim, e pelos vistos para Marcelo, não há nada pior que a sacralização da função política, que não passa de uma estratégia para subjugar, manipular e explorar o povo, ao jeito de qualquer seita, bruxo ou vidente.
Voilà!
João de Brito
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De João André a 25.01.2017 às 20:59

Caro João de Brito,

não tinha de facto pensado no "politicamente correcto" por esse prisma. Explicando da forma como o faz, tenho que lhe dar razão.

Não tinha era noção que fosse um problema. Sempre vi a "escola" Mário Soares em Portugal, em que os políticos tentam fazer-se passar como "um de nós". Alguns bem, outros mal, uns de forma natural e outros tão a contra-natura que é confrangedor.

Por outro lado cada vez menos acompanho a política portuguesa, por isso o problema pode muito bem ser meu.
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De Buiça a 26.01.2017 às 01:09

Pegando no exemplo do presidente que comenta o grupo X e transpondo-o para Marcelo, será politicamente correcto ele dizer para todo o mundo ouvir que continua a conviver alegremente com o bandido Ricardo Salgado?

A sensibilidade de cada um é lá com ele. A mim choca-me mais a corrupção e esbulho de dinheiro dos contribuintes ou a transformação de democracias em partidocracias, do que se alguém fala mais assim ou assado.

E podemos continuar nos exemplos: Martin Schulz, Renzi, qualquer PM Australiano ou o presidente Sul Africano são todos políticos capazes de falar claro e directo, sem preocupações de como vão ser interpretados ou deturpados.

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De JSC a 25.01.2017 às 12:50

Estamos todos a achar estranho que um "político" cumprir o que disse na campanha? Já estamos muito mal habituados...

Hoje é o muro. Acredito plenamente que o Trump vai tornar a América muito melhor o resto do mundo nem por isso.
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De João André a 25.01.2017 às 13:33

Sim, muito melhor. Amordaçada, fechada, a comprar produtos mais caros e de pior qualidade, com opositores a serem impedidos de se manifestar (espere por ela), a mentir por todo o lado. Muito melhor. Richard B. Spencer irá certamente dizer "Hail Trump!" a tudo isso.
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De JSC a 25.01.2017 às 13:46

Produtos de pior qualidade, porquê? Desde que a informação cientifica não seja censurada e cada vez mais livre, não existe nenhuma razão para o serem.
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De João André a 25.01.2017 às 14:18

Já se viu que Trump se dá mal com a livre informação, científica ou não. Mas nem se trata disso.

O benefício do comércio livre e que qualquer economista pode explicar é o potenciar das capacidades. Um produto é produzido em local X e não Y porque o local X o pode fazer melhor e/ou mais barato.

As fábricas que se mudaram para fora dos EUA fizeram-no, em geral, devido a benefícios económicos. Se regressarem depois da imposição de tarifas, os preços subirão inevitavelmente.

Qualidade:
É difícil imaginar os EUA a não terem capacidade de produzir algo com qualidade, mas nem só de desenvolvimento tecnológico esta é feita. Há uma pool limitada de trabalhadores qualificados e mesmo a dos EUA se esgota (aliás, está perto disso em muitos sectores). Isso significa que alguns dos produtos acabariam por ser produzidos por pessoas menos qualificadas para tal e redundar em menor qualidade.
Além disto há ainda a questão das supply chains. Muitas fábricas são deslocalizadas porque estarão mais perto dos fornecedores que precisam. Seja o polímero específico necessário, um determinado tipo de aço, os anticorpos ou biomoléculas necessários, os robots da linha de montagem, etc. Se a fábrica tem de se mudar para longe, os responsáveis ou optam pelo acréscimo de preço desses bens (que é reflectido no preço final) ou por bens igualmente baratos mas potencialmente de menor qualidade.

Assim sendo: se Trump faz regressar empresas através de tarifas, o resultado serão produtos mais caros (quase sempre) e de menor qualidade (provavelmente na maior parte das vezes). Além disso, no espaço de tempo entre terem saído e regressarem, é muito provável que tenham existido desenvolvimentos tecnológicos que significam que as empresas/fábricas empregarão menos gente do que quando saíram.
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De JSC a 25.01.2017 às 14:28

Sim não discuto o preço, no entanto o preço é sempre relativo ao Dólar e eles podem ligar a impressora.

Embora o que diga é verdade, estamos a falar de um País que é um "continente", tem de tudo. Poderão-se verificar as situações que dizes, mas nunca será na maior parte dos casos, talvez nalguns.

Penso também que a política de imigração do Trump, não será em relação a pessoas com contrato de trabalho, mas sim para quem vai sem essa garantia.
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De João André a 25.01.2017 às 21:02

O país pode ser um continente, mas não muda a realidade, apenas a escala. A capacitância do sistema pode ser maior (as mudanças podem demorar mais tempo a notar-se do que em países mais pequenos) mas os efeitos serão os mesmos.

E imprimir o dinheiro só faria o oposto e seria uma verdadeira catástrofe: a inflação aumentaria, os juros disparariam para a controlar e o capital voltaria a fugir, especialmente para onde lhe dessem condições de estabilidade. Quiçá para o yuan que actualmente já não anda a ser desvalorizado artificialmente como no passado.
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De JSC a 25.01.2017 às 21:20

Desculpe, mas a única constante de imprimir dinheiro é a desvalorização da moeda, portanto discordo veemente do que diz.

Aliás o QE do BCE, não é mais que imprimir/dar dinheiro e não vejo essas situações que refere, o mesmo para as impressões massivas de Yuans.

Tem de rever essas noções económicas.
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De João André a 26.01.2017 às 09:36

Note que se desvalorizar moeda, isso nada muda o valor intrínseco de um bem. Se um bem vale 10 dólares e o dólar desvaloriza para metade, o bem passará a custar 20 dólares. A isso chama-se inflação.

A forma que a Federal Reserve tem de controlar inflação é o aumento dos juros a que empresta o dinheiro. Como esses juros são passados para o consumidor, passa a haver menos dinheiro em circulação e a inflação diminui.

O problema é que, com juros mais elevados, as empresas teriam menos acesso a crédito para os seus negócios e a economia abrandaria.

Neste clima de incerteza (inflação elevada, juros elevados e pouco crédito disponível), as empresas que o pudessem fazer fugiriam.

Isto tem obviamente diversos níveis de impacto, dependendo de quanto dinheiro seria colocado em circulação, quanto subiriam os juros, etc. Mas seria esta a lógica.

O caso do ECB (e outros bancos centrais) é distinto porque não havia qualquer pressão de inflação. Pelo contrário. A procura era tão baixa que os preços estavam a cair. Era portanto necessário introduzir liquidez nos mercados.

China (aqui conheço mal a situação). As impressões massivas de yuans deram em desvalorização da moeda (é uma das acusações - que até há coisa de dois anos eram correctíssimas de manipulação de moeda dirigida aos chineses) só que havia um factor diferente: como o país não tinha um mercado interno maduro, o dinheiro extra era distribuído e não dava no mesmo nível de inflação. Penso que era essa a situação.
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De Anónimo a 26.01.2017 às 01:31

Repare que com igual probabilidade especulativa, o novo paradigma (por hipótese e exemplo) de os carros serem fabricados no país onde vão ser vendidos e isso alterar completamente a estrutura de custos da indústria automóvel e o modelo de negócio, pode igualmente despoletar uma evolução tecnológica, novas formas de transporte individual que façam sentido económico no novo contexto, utilização de outro tipo de energias, etc. Pode perfeitamente ser o empurrão necessário ao abandono do modelo de negócio de procurar sempre mão de obra cada vez mais barata para produzir e vender sempre a mesma coisa.

Duvido que defendesse convictamente a unica alternativa que a partidocracia americana deixou chegar ao eleitor, em todo o caso o eleitor escolheu o Donald, por mais que isso o irrite há que o deixar implementar o seu plano com um minimo de beneficio da duvida. Mesmo algumas das medidas que podem aparentemente ter resultados mais desastrosos para a América, podem perfeitamente ter o efeito oposto no resto do planeta. Não é necessariamente mau o mundo deixar de ter um dono único, por exemplo, sobretudo quando já substituía toda e qualquer noção de direito internacional pela lei dos seus exclusivos interesses económico-militares e chegou a um extremo tal de caciquismo e corrupção.

Se um dia em Portugal o sistema politico-mediático autorizar que chegue ao boletim de voto um candidato apartidário minimamente popular (seja um Mourinho, um Ricardo Araujo Pereira, um Julio Isidro ou um Belmiro), não tenho qualquer duvida de que com a campanha certa (bastava prometer roubar um pouco menos...) limpará facilmente qualquer dos inúteis com listas fechadas de amigalhaços que nos apresentam para escolher de X em X anos.
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De João André a 26.01.2017 às 09:40

O seu primeiro parágrafo é baseado em simples fé que vai contra toda a história económica. Obviamente que pode estar correcto, mas é altamente improvável (para ser generoso) quando as empresas que produzem carros precisam de peças, componentes, materiais, equipamento, etc, que vêm de outros países. Se tudo viesse do país e mais lado nenhum, talvez tivesse razão. Mas esse modelo já foi tentado no passado e deu no sistema de hoje, globalizado.

Segundo parágrafo: não tenho nada contra mais potências. Fico mais preocupado se forem similares. E se os EUA, mesmo sob Trump, nunca serão comparáveis à China, tornar-se-ão consideravelmente mais autocráticos e isso não é o contrapeso ideal à China.

Terceiro parágrafo: talvez.

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