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Those are my principles

por Pedro Correia, em 04.11.17

 

Pacheco Pereira sobre o Kosovo, Outubro de 2008:

«O reconhecimento da independência do Kosovo é uma decisão errada numa sequência desastrosa de decisões erradas.»

 

Pacheco Pereira sobre a Catalunha, Outubro de 2017:

«Houve um erro enorme [do Governo espanhol] em não aceitar o referendo sobre a independência.»

 

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11 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 03.11.2017 às 23:33

Pedro, fica, desde já, aqui:

jppereira@gmail.com



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De Miguel Madeira a 04.11.2017 às 00:04

As duas posições não são contraditórias - pode-se ser contra reconhecimentos pela "comunidade internacional" de declarações unilaterais de independência, contra a vontade do país soberano original, e ao mesmo tempo achar que o país soberano original faz mal em não aceitar que as suas regiões possam ser independentes se assim o entenderem.

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De Rui Henrique Levira a 04.11.2017 às 00:29

Eu penso que o esforço para cair em contradição do Dr. Pacheco Pereira é verdadeiramente notável. Ele, no fundo, optou pelo caminho mais custoso num momento em que era tão fácil o caminho da coerência.
Estamos perante dois casos que têm um claro ponto em comum, a saber: o laxismo de um Estado central que deixou nas mãos de elites locais (elites exclusivistas, xenófobas e racistas) o poder de criar, através do sistema educativo, uma multidão de independentistas educados no ódio e no victimismo pronta para o revilharismo secessionista.
O Kosovo nunca foi "Kosovar"; o Kosovo sempre foi uma província da Sérvia, o seu traumático Kosovo Polje.
A Catalunha nunca foi um país; a Catalunha foi um principado agregado a Aragão que, por casamento de Fernando com Isabel, passou a constituir uma parte do Reino de Espanha.
Os esbirros do UÇK, tirando o terror armado, são tão democráticos quanto os fanáticos independentistas catalães do PDeCAT, da ERC e das CUP e o conceito de nação de uns e de outros busca as suas mais fundas raízes na exclusão tribal daqueles que não são como eles.
Quem ontem viu na "independência" do Kosovo (não reconhecida por Espanha, diga-se) uma golpada do globalismo rapace e vê hoje na putativa independência da Catalunha uma luta pela "liberdade de decidir" ou é néscio ou anda a dormir.
Para que nos não falte a coerência cuja ausência lamentamos nos outros, de justiça será dizer que muitos países europeus meteram, no caso do Kosovo confrontando-o nós com o caso Catalão, as mãos pelos pés. A sua incoerência só uma coisa de diferente tem da de Pacheco Pereira e quejandos: é inversa.
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De Anónimo a 04.11.2017 às 05:16

Respeito, sempre, as opiniões alheias.
No que a incoerências respeita, os seus protagonistas são piores que a "cena das minhocas", em que vulgarmente se diz -"cada cavadela uma minhoca", e que no caso passa a ser - "cada cavadela três minhocas".
Quanto ao email de PP, a minha experiência de anos passados diz-me que nem responde a mails civilizados e educados.
António Cabral
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De Luís Menezes Leitão a 04.11.2017 às 07:49

Pois os meus princípios são idênticos nos dois casos. Apenas com uma "nuance": achava perfeitamente possível — pelo menos até há pouco tempo — que os catalães num referendo votassem a favor da união com Espanha. Por isso é que foi um erro Rajoy não o organizar, o que resolveria a questão catalã por décadas. Já acho pelo contrário completamente impossível que os kosovares votassem a favor da pertença à Sérvia. A população albanesa no Kosovo é superior a 90% e tinham acabado de ser objectivo de uma tentativa de limpeza étnica pela sua querida pátria Sérvia. Foi por isso que a questão se resolveu com a sua independência e resolveu bem.
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De Weltenbummler a 04.11.2017 às 10:18

teoricamente e visto de longe tudo parece verdadeiro
ainda se vão queixar de Putin e da Mãe Rússia
na Europa gringo fez sempre 'la solita cagata'
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De Vlad, o Emborcador a 04.11.2017 às 08:25

Também a EUA, UE, Portugal, e as principais famílias políticas europeias se contradizem, agora ,em não reconhecer o Direito dos Catalães à independência suportada por um referendo
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De Vlad, o Emborcador a 04.11.2017 às 09:32

Em "O que é uma Nação?" (Qu'est-ce qu'une nation? do historiador francês Ernest Renan (1823-1892)


Um elemento muito importante da nacionalidade, diz Renan, é o desejo de continuar a fazer parte da nação. A segunda declaração freqüentemente citada de Renan é:

A existência de uma nação é um referendo diário, assim como a existência contínua de um indivíduo é uma afirmação perpétua da vida.

Isso leva Renan à conclusão de que "uma nação nunca tem um verdadeiro interesse em anexar ou manter outra região contra os desejos de seu povo".

Em outras palavras, áreas como estados ou províncias que desejam se separar devem ser permitidas para fazê-lo. "Se surgirem dúvidas sobre as fronteiras nacionais, consulte a população da área em disputa. Eles têm direito a uma opinião sobre a questão".

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De am a 04.11.2017 às 15:57

Já começa a cheirar mal tanta Catalunha...

Eu posso provar que a Catalunha já foi uma província d'el Portucal (século XII 1/2)
Não estou é com pachorra!
Estou mais interessado nos mails da Republica Benfica!
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De naomedeemouvidos a 04.11.2017 às 16:26

A coerência de opinião é uma coisa que dá muito trabalho...tem humores e acho que ninguém está totalmente inume.
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De pitosga macho a 04.11.2017 às 18:43

Pedro Correia,
Veja se consegue que o Leitão vá pelo caminho da Verdade.
Começa a aborrecer tanto facciosismo.
Escrever dá pica. O justificar tira-a.

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