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Afinal, o que se passa com o Metro?

por Teresa Ribeiro, em 01.06.17

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Sempre que passo nas escadarias rolantes da estação Baixa-Chiado e sou barrada a meio do percurso por baias a anunciar trabalhos de manutenção, lembro-me do suplício que era trepar aqueles degraus, às vezes em dias de pressa, quase diariamente. Durante dois anos, entre 1999 e 2001, foi essa a minha pena, só porque tive a desdita de trabalhar ali perto. Passados mais de 15 anos é extraordinário como a situação se mantém. 

O Metro sempre foi isto. Uma relação desigual e displicente com os utentes. Mas agora temos também as avarias nas linhas. Todos os dias! Intriga-me. Durante décadas uma avaria era uma situação de excepção, nos tempos que correm tornou-se rotina. Ainda esta semana houve em dias seguidos avaria na linha amarela "devido a problemas na sinalização". Se é o que imagino, pode ser grave. Começo a perguntar-me se é seguro andar de metro. E a pensar que já era tempo de exigir à empresa explicações públicas sobre a razão de ser de tanta anomalia. 

Na "cadeia alimentar" deste país os consumidores sempre estiveram ao nível mais rasteiro, mas já era tempo de mudar esta cultura, tão cómoda para as autoridades, tão conveniente para as empresas.

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Sobre Carris

por José António Abreu, em 21.11.16

Na sequência da transferência da gestão da Carris para a Câmara Municipal de Lisboa e da assumpção por parte do Estado da dívida da empresa (uma bagatela de 700 milhões de euros), António Costa teve isto a dizer: «O Estado não faz nenhum favor, porque mantém-se responsável pelo que já é responsável, que é a dívida que criou.»

 

Tão bonito. Perante tamanha demonstração de sentido de responsabilidade, como não aplaudir? Permito-me cinco notas breves, tecladas com os dedos embargados de emoção:

1. O alívio que é ter sido poupado ao clamor que existiria se a assumpção das dívidas viesse na sequência da transferência da gestão para uma entidade privada;

2. O descanso que é ter a gestão ainda e sempre garantida pelos contribuintes;

3. O descanso ainda maior que é sabê-la partilhada pela CML e pela CGTP;

4. O alívio que é estarmos perante o salvamento de uma empresa de transportes e não de um banco;

5. A ternura que é ver PCP e Bloco não exigirem a reestruturação de uma dívida nem a prisão dos responsáveis pela mesma.

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Lisboa: o caos nos transportes (actualizado)

por Pedro Correia, em 16.11.16

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A Câmara Municipal de Lisboa diz que pretende tirar os carros do centro da capital e tudo tem feito nesse sentido. Esperar-se-ia que, em consequência, a rede de transportes colectivos melhorasse. Nada disso. Pelo contrário, o metro nunca funcionou tão mal. De tal maneira que se torna infrequentável em dias de maior afluxo de público, como sucede invariavelmente quando há jogos de futebol do Sporting e do Benfica. E aconteceu ontem, com o cenário de caos ocorrido a propósito do início da chamada Web Summit em Lisboa.

A administração da empresa, eventualmente confrontada com o congelamento de verbas destinadas à manutenção e ampliação da frota, mostra-se incapaz de adequar a oferta à procura.

 

A paciência dos utentes está a esgotar-se. Não passa um dia sem ocorrência de avarias na rede do metropolitano, que força sucessivos atrasos, relatados sem cerimónia a todo o momento nos avisos sonoros das estações. Quando as carruagens chegam às plataformas, vêm em regra sobrelotadas: não é rara a circunstância em que os passageiros são forçados a aguardar pelo transporte seguinte, tão lotado como o primeiro.

Estes episódios são mais frequentes na linha verde, que liga o Cais do Sodré a Telheiras. É a mais movimentada da rede do metro, pois passa em estações tão procuradas por residentes e visitantes como a Baixa-Chiado, o Rossio, o Martim Moniz, a Alameda e o Campo Grande. E no entanto, apesar disso, é a que dispõe de menos carruagens: três por comboio, em vez de quatro como seria de supor dada a dimensão das estações.

Não por acaso, o metro  lidera a nada honrosa lista das queixas de passageiros sobre o mau funcionamento dos transportes apresentadas à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes ou no livro de reclamações da empresa: 878, só no primeiro trimestre de 2016.

 

Como utente diário do metropolitano de Lisboa, tenho assistido às cenas mais lamentáveis, afectando geralmente estrangeiros que nos visitam. Mães forçadas a levar carrinhos de bebés ao colo por avaria dos elevadores. Pessoas muito idosas obrigadas a subir a pé dezenas de escadas por avaria sine die da escadaria rolante, aliás inexistente na grande maioria das estações. Deficientes que desembarcam em plataformas sem elevadores e não avistam um só funcionário da empresa disponível para lhes prestar informações. 

Já para não falar no lixo que se acumula em diversos acessos às estações. A do Campo Grande é  um dos piores exemplos - talvez por estar fora dos habituais circuitos turísticos e não aparecer tanto nas fotografias. Fernando Medina, que tanto gosta de discorrer sobre política internacional nas suas tribunas mediáticas, bem podia um dia destes pronunciar-se sobre toda esta degradação.

 

O congestionamento do metro implica por sua vez enchentes noutros transportes, que também funcionam de forma cada vez mais caótica - com destaque para a frota da Carris, que raramente cumpre horários e suprime carreiras sem avisar, indiferente aos indignados protestos dos passageiros.

Não pode haver pior cartaz turístico do que este. Nem pode haver maior incentivo à utilização do automóvel na capital.

É chegado o momento de fazer a pergunta que se impõe: foi para isto que o Governo de António Costa se apressou a anular as concessões a grupos privados dos transportes públicos de Lisboa?

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 25.09.16

«Na qualidade de pessoa que tirou a carta depois dos 30 anos, trabalha e (desde que tem voto na matéria) vive no centro de Lisboa, tem passe desde os anos 80, e faz 90% das suas deslocações urbanas a pé ou transportes públicos (incluindo, claro, táxi, porque depois das 21h30 demoro mais tempo entre o Rossio e as Amoreiras de transportes do que a pé), e nunca foi ao grande Porto de automóvel, estou de acordo consigo em tudo. E, ao mesmo tempo, estou de acordo consigo em nada. A Holanda, país rico e ordenado (até os alemães gozam com a ordem na Holanda), cuja maior "montanha" é da altura de Monsanto (não a aldeia beirã, mas o monte à saída de Lisboa), não é comparável em nada com Portugal.

Não é por gosto que as pessoas gastam duas ou três horas por dia no trânsito, e, as que usam transportes urbanos (como eu) empatam meses ou anos de salário num objecto que só usam ao fim-de-semana e em férias. O facto é que os transportes públicos em Portugal (como quase tudo o que é público, em Portugal) são ineficientes, excepto para as pessoas que lá trabalham. Na Holanda o pessoal dos comboios ocupa a primeira classe e vai para lá discutir diuturnidades e subsídios de flatulência? Na Holanda os trabalhadores do metro ganham em média o triplo dos passageiros? Na Holanda os trabalhadores do metro recebem complementos vitalícios para manter a reforma igual ao salário dos colegas no activo? Na Holanda há seis greves de transportes por ano?

Com estas condicionantes, com os custos de pessoal inacreditáveis que têm as empresas públicas de transportes, temos de perceber e aceitar que, ao fim-de-semana, haja metros de 16 em 16 minutos, que, depois das 22h00 é normal estar 20 minutos no Marquês à espera de um autocarro para as Amoreiras, ou meia-hora em Santa Apolónia à espera de um comboio que pare em Moscavide, que, salvo para “o Barbas”, seja impossível ir às praias da Costa sem levar um carro, que, tirando para Faro, ir ao Algarve de comboio é como ir à Índia, e que qualquer emigrante tem de trazer carro (ou vir de navette) para chegar à sua aldeia beirã ou transmontana.

Em suma: é a favor da privatização de todos os transportes públicos? É a favor da automatização da rede do metro, como em Barcelona? É que enquanto os transportes públicos de Lisboa e a CP estiverem ao serviço da CGTP, não será possível “acabar a ditadura do automóvel” - enfim, só se for falindo (outra vez) o erário público ou pondo tudo a andar de bicicleta, na nossa cidade das (muito mais do que) sete colinas, e não só os lunáticos que andam por aí em sentido contrário e com fones nas orelhas, e para quem (supostamente) se edificam longas pistas rosas que só servem para carrinhos de bebé, runners, senhoras com joanetes e amigos da construção civil com pouco trabalho.»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do Tiago Mota Saraiva.

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Ou há juízo...

por Sérgio de Almeida Correia, em 10.12.15

Parece-me muito bem que reponham as viagens gratuitas para ferroviários e familiares. De preferência até à terceira geração, sendo o direito extensivo até ao terceiro grau da linha colateral. Como neto de um ferroviário e sindicalista que esteve preso e acabou deportado também devo poder vir a ser abrangido.

De qualquer modo, se o concretizarem, e quando tal acontecer, sugiro que também sejam estendidos a outros trabalhadores direitos de idêntica natureza. Isto é, os professores e seus familiares deixam de pagar propinas nos cursos em que entendam inscrever-se, os farmacêuticos e familiares deixam de pagar medicamentos, os trabalhadores das empresas de água e familiares deixam de pagar consumos, os das empresas de gás e electricidade idem aspas aspas, os trabalhadores da ANA e familiares não pagam taxas de aeroporto quando viajarem, os das petrolíferas de pagar gasolina e afins, os da Brisa e seus familiares não pagam portagens, e por aí fora. Que diabo, deve haver uma maneira de pôr os outros a pagarem tudo por nós. 

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As saudades que eu já tinha...

por Teresa Ribeiro, em 02.12.15

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... e eles também, destas andanças. Fica, enfim, reposta a normalidade.

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A manifestação dos taxistas.

por Luís Menezes Leitão, em 09.09.15

 

Tenho utilizado a Uber por toda a Europa e posso garantir a enorme qualidade do serviço prestado. Não vejo que ilegalidade possa haver nesse serviço. Antes da Uber, também já tinha contratado serviços de transfer através de agências de viagens, tendo o carro sempre à minha espera quando chego ao aeroporto, não sendo por isso obrigado a recorrer aos táxis. Haverá alguma diferença entre contratar um transfer por via de uma agência de viagens ou fazê-lo através de uma aplicação informática? Sinceramente não vejo.

 

Os taxistas dizem que os carros contratados pela Uber só têm seguro para ocupantes e não seguro de passageiros dos transportes colectivos, que são de montante superior. A questão é que o capital mínimo de qualquer seguro automóvel, que abrange sempre os ocupantes do veículo, é de 5 milhões de euros, e nunca ninguém em Portugal recebeu, que eu saiba, uma indemnização por acidente automóvel sequer de um décimo desse valor. A questão do seguro é por isso irrelevante para o passageiro.

 

O que já não é irrelevante para o passageiro são os elevados preços dos serviços de táxi em comparação com os da Uber, tendo há meses inclusivamente surgido a proposta de uma tarifa única de vinte euros no aeroporto de Lisboa, dos quais um euro seria para pagar à ANA, para esta pagar à Câmara de Lisboa a abusiva taxa turística que ela quer cobrar na capital. Temos aqui um preço totalmente desproporcional ao serviço prestado para financiar os próprios prestadores e terceiros estranhos à actividade, o que constitui um grave atentado aos direitos do consumidor.

 

Argumentam ainda os taxistas que têm que ter alvará para exercer a sua actividade, pelo qual pagam elevados valores, não podendo, por isso, o transporte de passageiros ser exercido por pessoas que não tenham esse alvará. Bem, há uns anos atrás, Marcelo Rebelo de Sousa andou a conduzir um táxi por toda a cidade para fazer campanha à Câmara de Lisboa, e não me parece que o assunto tenha preocupado quem quer que fosse.

 

 

O que esta história da Uber e dos táxis demonstra é a existência de um excesso de intervenção do Estado na actividade económica, que impede a entrada de novos players no mercado, e funciona como uma barreira à inovação e à criatividade. Tal só demonstra o acerto da posição de Ronald Reagan, quando afirmou neste discurso: "In this present crisis, Government is not the solution to our problem. Government is the problem".

 

É, por isso, um grave erro dos taxistas esperar que o governo proteja o seu negócio e inviabilize o da Uber. O progresso é imparável e os negócios evoluem através da concorrência e da inovação, e não através do proteccionismo. O dia em que os taxistas se manifestaram e apelaram ao governo contra a Uber foi precisamente o dia em que a Uber mais lucrou na sua actividade.

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À custa de todos nós

por Pedro Correia, em 26.06.15

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O Metropolitano de Lisboa está hoje todo o dia parado, devido a mais uma "greve dos trabalhadores". É a oitava que se realiza este ano, que ainda nem vai a meio - atingimos portanto uma média superior a mais de uma por mês.

Oito dias de greve, que paralisam este imprescindível serviço de transportes públicos da capital, porquê? Não por questões de carácter laboral: os funcionários do Metro têm um nível salarial muito acima da média nacional, regalias de que nenhum outro trabalhador dispõe, vínculos contratuais sólidos, estabilidade profissional e uma carreira bem definida.

O motivo destas greves é protestar contra a subconcessão do Metro a entidades privadas - uma decisão já assumida pelo Governo, com plena legitimidade, tanto mais que constava do seu programa eleitoral, sufragado em 2011.

Dizem os sindicatos do sector que as paralisações se destinam a "defender o serviço público". Mas, por amarga ironia, cada greve constitui um argumento suplementar contra a estatização dos transportes urbanos junto das centenas de milhares de portugueses que os utilizam. Porque são eles - em larga medida pertencentes aos segmentos mais desfavorecidos da população - os principais afectados por estas paralisações.

Direi mesmo mais: são os únicos. As direcções das empresas até beneficiam, pois poupam em custos de energia e pagamentos de salários. E o Governo vê o seu argumentário reforçado: nas empresas privadas de transportes não existem greves. Essas sim, defendem os desfavorecidos.

 

Só na Área Metropolitana de Lisboa, 43% dos residentes utiliza regularmente os transportes públicos. Mas, em vez de servirem a população, empresas como o Metro servem interesses políticos - em estreita convergência com o Partido Comunista, que encontra hoje no segmento dos transportes urbanos o seu principal reduto de apoio sindical. Hipocritamente, dizem defender os mais pobres enquanto lhes negam o direito constitucional ao transporte. Roubando-lhes dias que foram antecipadamente pagos no momento da aquisição dos passes sociais. Abusando da posição dominante, num arremedo de darwinismo social.

Hoje todos nós - e somos, só os utentes do Metro, quase meio milhão por dia - tivemos de inventar meios alternativos para nos deslocarmos rumo ao local de trabalho, ao centro de emprego ou ao centro de saúde. Sem carro ou sem gasolina para o pagar. Sem dinheiro para gastar em táxis. Com passes tornados inúteis pelo oitava vez em 2015.

 

Em 2014, as três empresas públicas de transportes que servem a capital (Metro, Transtejo e Carris) apresentaram um défice de natureza operacional superior a 110 milhões de euros - quantia paga pelo Orçamento do Estado, ou seja pelos contribuintes. Muitos deles pagam três vezes estes prejuízos: através dos impostos, dos títulos de transporte adquiridos por antecipação e dos meios alternativos que têm de inventar para deslocações nos dias como hoje.

Indiferente a tudo isto, a casta sindical já planeia novas paralisações. Aniquilando o transporte público enquanto proclama defendê-lo. À custa de todos nós.

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A suspensão da UBER

por Helena Sacadura Cabral, em 30.04.15

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A Uber é uma empresa tecnológica, com sede nos Estados Unidos da América e que entrou em Portugal em Julho de 2014.

Actualmente disponibilizava dois serviços: o UberBlack e o UberX. O primeiro era considerado o segmento de luxo, porque só funcionava com carros de gama alta, como Audi A6, BMW série 5 ou Mercedes Benz Classe E.

A tarifa base deste serviço era de dois euros, a que se somava 30 cêntimos por minuto e 1,10 euros por quilómetro. No mínimo, uma viagem custava oito euros. Quem quisesse cancelar este serviço, pagava a tarifa mínima do serviço.

O UberX era o serviço low-cost da empresa, que começava com uma tarifa base de um euro, em carros Volkswagen Golf, Opel Astra ou Seat Leon. À tarifa base, acresciam 10 cêntimos por minuto e 65 cêntimos por quilómetro. No mínimo, teria de pagar 2,50 euros pela viagem. Se quisesse cancelar o serviço, pagava a mesma tarifa mínima.

A empresa foi proibida de operar em Portugal e, em menos de 24 horas, milhares de pessoas manifestaram-se contra a decisão.

Pessoalmente gostava de perceber quais as razões que levaram a tal decisão e que grupos de pressão nela estarão interessados, já que só recorria a este serviço quem queria e a qualidade do mesmo era inquestionável. Sobretudo num país onde o grau de sujidade dos táxis é lamentável, e não sofre a fiscalização por parte das autoridades sanitárias que o seu estado e funcionando em continuo justificaria. Nomeadamente face aos preços praticados...

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Transportes públicos

por Isabel Mouzinho, em 17.01.15

Há muitos anos, tive uma professora que dizia que gostava muito de andar nos transportes públicos, porque era uma interessantíssima experiência do quotidiano.

 Na altura não entendia muito bem o que ela queria dizer, mas percebo-o agora perfeitamente. E lembro-me muitas vezes dessa frase.

Hoje, sou uma verdadeira especialista dos transportes públicos de Lisboa, que domino em pormenor. Sei as vantagens e desvantagens de cada um, conheço todos os percursos e ligações, qual a maneira mais rápida de chegar onde quer que seja e até alguns horários.

Raramente me ponho a ler ou a ouvir música. Distraio-me a observar as pessoas, o modo como se comportam, o que vestem, os gestos e os olhares, o que lêem, de que conversam. E às vezes ponho-me até a imaginar-lhes as histórias e as vidas. É uma interessante e muito diversificada amostra sociológica, de facto.

Vem tudo isto a propósito de um diploma recentemente publicado em Diário da República, que julgo ter entrado hoje em vigor e que prevê a aplicação de "coimas" entre 50 e 250 euros a "quem praticar atos ou proferir expressões que perturbem a boa ordem dos serviços ou incomodem os outros passageiros" nos autocarros.

Não conheço o diploma e apenas tomei conhecimento dele pela comunicação social. Ainda assim, ao que parece,  "a coima também se aplica a quem entrar nos veículos quando a lotação estiver esgotada, entrar e sair do veículo quando este esteja em movimento, fora das paragens, ou depois do sinal sonoro que anuncia o fecho das portas, assim como ocupar lugar reservado a pessoas com mobilidade condicionada e grávidas e projetar objetos para o exterior do veículo."

Tudo isto me faz sorrir, no mínimo. Porque quem frequenta os transportes com regularidade e atenção, como eu, sabe que mais de metade dos seus utentes  não cumpre o que há de mais básico, como por exemplo pagar bilhete. E mesmo em relação a isso a impunidade é quase total. A fiscalização existe, mas aparece um fiscal num autocarro (aliás meia dúzia, que eles andam agora em grupos de três, de  quatro ou até cinco) cada dois ou três meses. E no resto do tempo toda a gente circula livremente, ou muito perto disso, o que me leva a crer que neste como noutros casos, se calhar, "o crime compensa".

E pergunto-me que sentido fará criar este tipo de diplomas com regras que apenas existem no papel e com umas "coimas" que depois nunca chegam a ser aplicadas na realidade.

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Das copiosas greves dos transportes

por Teresa Ribeiro, em 11.12.13

Não posso respeitar os grevistas cujo poder negocial depende essencialmente dos transtornos que provocam na vida dos outros e que não hesitam em jogar por sistema com esse factor de pressão. Isso já não é o exercício de um direito, é falta de civismo e de solidariedade para com os outros trabalhadores. Dia 19 há mais uma greve a somar a um rol impressionante

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Haircut

por José António Abreu, em 11.07.13
Há os que defendem que se faça um à dívida pública, há os que se opõem e há os que estão empenhados em sacar mais uns euros aos restantes contribuintes para tratarem do deles próprios.

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Uma espécie de slogan

por José António Abreu, em 29.01.13

Cuide da saúde. Escolha os transportes públicos e ande a pé.

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Transportes públicos? (67)

por João Carvalho, em 15.05.12

 

Um transporte como deve ser pode fazer-nos sentir em casa...

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Transportes públicos? (66)

por João Carvalho, em 08.05.12

 

Um bom transporte não precisa de ter uma boa bagageira. Basta que tenha mala, despensa, arrumos, cofre, vão-de-escada e pouco mais...

(Colaboração da Ana Vidal)

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Transportes públicos? (65)

por João Carvalho, em 04.05.12

 

Uma boa política de transportes deve ter em conta que estes podem estar rodeados pela concorrência...

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Transportes públicos? (64)

por João Carvalho, em 03.05.12

 

É importante um transporte ser simpático e até sorridente. Mas não é menos importante (se repararem bem) que seja conduzido com toda a atenção...

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Transportes públicos? (63)

por João Carvalho, em 04.04.12

 

Um transporte desejável é aquele que conseguimos com facilidade invejável estacionar em qualquer lado...

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Transportes públicos? (62)

por João Carvalho, em 29.03.12

 

É raro um transporte levar gente mais à frente do que o motorista...

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Transportes públicos? (61)

por João Carvalho, em 28.03.12

 

Ao contrário do que consta, uma limousine pode ser um transporte adequado. Especialmente se for o último...

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Transportes públicos? (60)

por João Carvalho, em 23.03.12

 

Para um bom transporte pode ser importante o transporte deixar-se transportar por outro transporte...

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Transportes públicos? (59)

por João Carvalho, em 22.03.12

 

Um bom transporte público deve fazer-nos sentir envolvidos...

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Transportes públicos? (58)

por João Carvalho, em 13.03.12

 

É verdade que há montes de coisas na vida que acontecem nos transportes. Mas, quando se vai a conduzir, é conveniente não ir a pôr ovos ao mesmo tempo...

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A casta está outra vez em greve

por Teresa Ribeiro, em 21.02.12

Há anos que me perguntava por que diabo não se divulgavam os privilégios e as tabelas salariais dos trabalhadores das empresas de transportes públicos. É que ao fim de décadas de reivindicações constantes eu desconfiava que há muito a luta destes trabalhadores tinha deixado de ser justa e que as suas sucessivas greves eram sobretudo manifestações abusivas de poder, tanto por parte das centrais sindicais, que só no sector público o têm, como por parte dos trabalhadores, que sabem que cada uma das suas paralisações paralisa também o país.

Há muito que adivinhava que o impacto público da divulgação das tabelas salariais e regalias desta casta, que de cada vez que entra em greve lixa a vida aos outros trabalhadores, seria enorme. Custou esta informação chegar aos jornais (ver hoje manchete do DN), talvez porque discutir os direitos dos trabalhadores é tabu. Fizeram mal. Se há reivindicações que devem ser bem escrutinadas são as dos sectores que podem, como este, chantagear as empresas que lhes pagam com o dinheiro dos contribuintes.

Começassem estas informações a constar mais cedo e talvez se tivesse evitado o descalabro. Mas faltou tudo nesta história: ética, competência e coragem. Agora bem podem limpar as mãos à parede. Está a acabar-se a mama. Pelo menos assim o espero.

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Transportes públicos? (57)

por João Carvalho, em 17.02.12

 

Transportes bons são aqueles que têm lugares para levar os nossos animais de estimação...

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Transportes públicos? (56)

por João Carvalho, em 16.02.12

 

Não. Parece que não. Esta pré-rotunda desnivelada para melhor circulação dos transportes nos arredores de Viseu não está para avançar. O ministro Miguel Relvas apelou ontem aos autarcas para que parem com as obras de fachada e para que se centrem nos dramas da crise. Portanto, a pré-rotunda vai aguardar por melhores dias e o engarrafamento permanente no entroncamento da foto continuará a impedir o desenvolvimento nacional por tempo indeterminado...

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Transportes públicos? (55)

por João Carvalho, em 15.02.12

 

Mais ameaçador do que o mau tempo que se aproxima, o facto de não haver aqui uma rotunda é uma ameaça para a circulação organizada dos transportes...

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Transportes públicos? (52)

por João Carvalho, em 13.02.12

 

Um transporte é feito para circular. Certo? Certo. Mas é impossível circular se não houver uma rotunda. Vejam só o resultado: uma coisa mesmo sem graça... 

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Transportes públicos? (51)

por João Carvalho, em 10.02.12

 

O transporte de crianças deve ser especialmente seguro. Quase sempre, o melhor é elas viajarem atrás...

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Transportes públicos? (50)

por João Carvalho, em 09.02.12

 

Transportes sempre apreciados são os que vencem os obstáculos públicos com facilidade...

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Transportes públicos? (49)

por João Carvalho, em 08.02.12

 

O transporte público rodoviário só deve circular em rotundas. Aqui vê-se bem por quê...

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Transportes públicos? (48)

por João Carvalho, em 07.02.12

 

Muitas vezes, o transporte certo tem de ser estreito, para se esgueirar entre o trânsito. É o caso desta Kawasaki Kuasebicla...

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Transportes públicos? (47)

por João Carvalho, em 06.02.12

Para resolver a circulação dos transportes num cruzamento com picos de trânsito muito congestionado, foram feitas consultas a especialistas.

Um dos consultados foi um importante projectista de rotundas da autarquia de Viseu que não tem mãos a medir, o qual apresentou este atraente projecto: 

 

 

Foi também consultado o especialista em TGV's virtuais e ex-ministro Mendonça, que não percebeu bem o pedido e desenhou esta quadratura da rotunda:

 

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Transportes públicos? (46)

por João Carvalho, em 03.02.12

 

A rapidez e fluidez dos transportes depende, muitas vezes, da colocação estratégica de semáforos, como no caso aqui ilustrado...

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Transportes públicos? (45)

por João Carvalho, em 02.02.12

 

No que respeita a redes de transportes públicos de superfície, as paragens-abrigos constituem factor essencial... 

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Transportes públicos? (44)

por João Carvalho, em 01.02.12

 

Quando um transporte não consegue levar todos os nossos amigos e os seus respectivos pertences, é só aumentar a caravana...

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Transportes públicos? (43)

por João Carvalho, em 31.01.12

 

O transporte certo é o que consegue levar todos os nossos amigos e os seus respectivos pertences... 

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Transportes públicos? (42)

por João Carvalho, em 30.01.12

 

Um bom transporte é o que leva todas aquelas pequenas coisas de que podemos precisar quando nos deslocamos...

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Transportes públicos? (41)

por João Carvalho, em 27.01.12

 

Mais uma pré-rotunda. Nos arredores de Viseu, naturalmente. Até vai dar gosto andar ali à roda em qualquer transporte.

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Transportes públicos? (40)

por João Carvalho, em 26.01.12

 

Disseram-me que isto é uma pré-rotunda nos arredores de Viseu. Se for, logo que a rotunda estiver feita será uma alegria circular nela em qualquer transporte...

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Transportes públicos? (39)

por João Carvalho, em 25.01.12

 

 

Melhores transportes do que estes? É difícil. São muitos e diversificados. O trânsito é que não ajuda...

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Transportes públicos? (38)

por João Carvalho, em 23.01.12

 

O transporte mais tranquilo é aquele. É tão tranquilo que vale a pena identificá-lo. Estão a vê-lo? Aquele ali ao fundo, quase ao centro...

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Transportes públicos? (37)

por João Carvalho, em 20.01.12

 

Bons tempos em que se subia os Himalaias em qualquer transporte com toda a tranquilidade...

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Transportes públicos? (36)

por João Carvalho, em 19.01.12

 

Uma coisa é certa: o melhor transporte é aquele que não está neste lugar a esta hora...

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Transportes públicos? (35)

por João Carvalho, em 06.01.12

 

Ao preço a que está a luz, os melhores transportes são aqueles que nos iluminam a casa quando passam depois do cair da noite...

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Transportes públicos? (34)

por João Carvalho, em 05.01.12

 

Às vezes, o preço e a falta de estacionamento à superfície aconselham-nos a optar por transportes que possam ser postos em cima das árvores...

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Transportes públicos? (33)

por João Carvalho, em 04.01.12

 

Entre os transportes, o autocarro nem sempre é dos mais rápidos. Mas tem um invejável arranque...

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Transportes públicos? (32)

por João Carvalho, em 03.01.12

 

Os transportes podem ser como os cozinhados: uns são picantes, outros não...

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Será o querido ditador?

por João Carvalho, em 29.12.11

 

Não tenho a certeza, mas parece que esta foto não é do funeral do querido ditador norte-coreano. Se fosse, aquele ciclista refractário que acabou de fugir da coluna já estaria, no momento da foto, a ser mortalmente alvejado por um agente da autoridade em julgamento supersumário feito a olho.

Ainda assim, vou falar com o camarada Bernardino Soares para tirar dúvidas.

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Transportes públicos? (31)

por João Carvalho, em 26.12.11

 

O grande transporte é aquele que leva tudo a todos os lugares e regressa sem avarias...

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