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PPP à grande vitesse

por José António Abreu, em 05.01.15

25 O modelo para a implementação da rede ferroviária de alta velocidade em Portugal, sem paralelo em termos internacionais, assentava em seis contratos PPP cujos encargos para os parceiros públicos ascenderiam a 11,6 mil milhões de euros. 
26 Os riscos de procura relevantes recairiam sobre a CP e a REFER, empresas públicas economicamente deficitárias. Em contrapartida, os pagamentos pela disponibilidade da infraestrutura às concessionárias gozariam de estabilidade, característica típica das rendas. 

 

64 Os estudos preliminares demonstraram que o investimento na rede ferroviária de alta velocidade não apresentava viabilidade financeira.

65 Os mesmos estudos demonstraram que o eixo Lisboa-Madrid, o primeiro que se previa vir a ser implementado, também seria financeiramente inviável. 

 

77 Não há evidências de um plano de negócios, no âmbito do setor público, que tivesse contextualizado a viabilidade financeira do projeto, tendo em especial consideração a concreta situação económica e financeira das entidades do setor público direta e indiretamente envolvida.

 

83 No contrato da concessão Poceirão-Caia os fundos acionistas representavam menos de 4% do financiamento do projeto e previa-se uma TIR acionista de 11,9%.  
84 Tendo em conta que as receitas comerciais não financeiras corresponderiam a cerca de 0,073%, a rentabilidade acionista referida decorreria, quase totalmente, dos pagamentos dos parceiros públicos. 
85 Mais de 71% do total dos fundos aplicados no projeto corresponderiam a pagamentos dos parceiros públicos.

 

86 A comportabilidade dos encargos, para o Estado e para a REFER, com a concessão Poceirão-Caia foi analisada no respetivo estudo estratégico.  
87 Esta avaliação teve caráter preliminar, não teve em conta o efeito do investimento na situação financeira da REFER e baseou-se em premissas que deixaram de se verificar, tais como as relativas às taxas de crescimento reais do PIB e aos limites admissíveis para o défice público. 
88 As estimativas não foram atualizadas durante o processo de contratação e em sede de visto não foi demonstrado o cabimento dos encargos do Estado, nem dos encargos a satisfazer pela REFER
 

Do relatório do Tribunal de Contas. Tem de se reconhecer, porém, que os juízes não tiveram em consideração o aumento de tráfego que uma oportuna paragem em Évora poderia trazer, agora que tantos residentes em Lisboa a elegeram como destino de peregrinação.

 

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Profetas da nossa terra (24)

por Pedro Correia, em 20.05.14

«TGV pode transformar Lisboa na praia de Madrid.»

António Mendonça, 14 de Janeiro de 2010

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Alguém sabe?

por João Carvalho, em 24.07.12

 

Garantiram-me que se trata de uma imagem do projecto dos ex-ministros Lino/Mendonça para o TGV Lisboa–Ponta Delgada, mas custa-me a crer. Alguém sabe o que poderia ser?

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À primeira vista...

por João Carvalho, em 09.05.12

 

... parece um conjunto de trabalhadores na linha do Poceirão. Mas não é. Trata-se de um grupo de inspectores a ver se descobre onde é que Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos enterraram tantos milhões em tão pouco tempo.

Pelo estado em que se encontra o traçado da linha, devem estar perto. Vê-se logo que ali há buraco.

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TGV rústico

por João Carvalho, em 24.04.12

 

Este é um obelisco rústico projectado no Poceirão em memória do desenvolvimento promovido pelo ex-ministro Mendonça, que vive longe. E que longe deve continuar.

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O Senhor D. Manuel II e o Mendonça

por João Carvalho, em 27.03.12

 

Foi a 4-12-1909, conforme se lê. O Rei de Portugal acaba de regressar de uma viagem a Inglaterra.

Esta entrada em Lisboa de comboio pode indicar que um grupo em torno de Sua Majestade tinha arranjado tempo (naqueles primeiros dias de Dezembro que nunca foram os melhores para ir dar uma volta ou preparar alguma caçada) para um encontro recatado, talvez para pôr o monarca a par das maquinações republicanas durante a ausência — uma ausência que serviu para um encontro (premonitório?) entre D. Manuel II e Eduardo VII.

No momento da foto, estão à vista o conde de Mafra Thomaz de Mello Breyner, o visconde de Asseca, el-Rei D. Manuel II e o conde de Sabugosa.

Nesse preciso instante, o ministro Mendonça e o secretário Campos tinham entrado numa das carruagens para contactar o pessoal de serviço, a fim de saber se a composição não seria capaz de se mover a alta velocidade para que pudessem ir jantar a Madrid a horas decentes — nem que isso custasse mais alguns milhões ao pobre Orçamento, que os republicanos mais cedo ou mais tarde haveriam de pagar.

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Bonnie and Clyde

por Laura Ramos, em 29.12.11

João Carvalho:
- Não achas que o TGV protegeria os portugueses do risco de assaltos como este?
Não tarda nada e a vida estará para os novos Bonnies&Clydes, que farão parar qualquer inocente comboio alfa...
É  que é pendular! Quero dizer: patibular.

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Lá vai o TGVêzinho a sujar a neve

por João Carvalho, em 24.12.11

 

Lá vai o Mendonça a sujar a neve no seu TGVêzinho a caminho de passar a temporada fora. E que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.

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As ilhas que eu vejo (especial)

por João Carvalho, em 17.12.11

 

Se houvesse TGV nos Açores, teria um túnel assim.

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Linha por acabar

por João Carvalho, em 03.12.11

 

Se esta obra não é dele, então a que trago agora deve ser. Percebe-se bem. Não sei se é por causa do acabamento. Ou da falta dele. É cá uma fezada minha.

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Linha por acabar

por João Carvalho, em 19.11.11

 

Este monocarril faz-me lembrar o ex-ministro Mendonça do TGV. Não sei se é por causa do acabamento. Ou da falta dele.

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Todos os caminhos vão dar a Madrid

por João Carvalho, em 09.10.11

 

Ao partir da grande estação central de Pequim (na foto), o TGV chinês tem dois destinos possíveis, um dos quais é doméstico: Xangai. O outro destino provável é, obviamente, Madrid.

Tempos houve em que todos os caminhos iam dar a Roma. Hoje em dia, como em Portugal bem se sabe, todos os caminhos-de-ferro vão dar a Madrid. O mundo mudou muito...

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O último dos Jerónimos

por João Carvalho, em 06.09.11

 

Nunca tentei hibernar, mas tenho andado a estiar tão bem e por tão sérias razões que só um valentíssimo e ruidoso susto poderia chocalhar-me e despertar-me tão completamente: Jerónimo de Sousa não quer que o TGV seja suspenso. Assim mesmo, tal e qual.

Ainda estremunhado, procurei descortinar um bom motivo. Encontrei-o. O líder do PCP diz que «temos de continuar ligados à Europa». Cruzes! Bem avisava o Sócrates: o mundo mudou muito.

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TGV...

por João Carvalho, em 29.07.11

 

... snif... snniiiiffffffff...

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Portugal pode safar-se?

por João Carvalho, em 15.07.11

Na China, «o Ministério do Transporte Ferroviário garantiu ir solucionar os problemas de fornecimento de energia e outras deficiências do serviço de alta velocidade entre Pequim e Xangai inaugurado no início do mês.» Nos 1318 quilómetros do percurso, os cortes de energia (e não só) têm constituído uma enorme dor-de-cabeça para as autoridades e ilustram bem os contrastes da China de hoje, entre a modernidade galopante e a incapacidade para ultrapassar um passado que se arrasta e conserva.

Esta incompatibilidade dramática na actual vida dos chineses parece que está a levar o Ministério do Transporte Ferroviário a ponderar a possibilidade de convidar para Pequim o ex-ministro Mendonça — não tanto por este poder liderar uma política de desenvolvimento permanente, mas pela prática que tem para garantir que o desenvolvimento avança às segundas, quartas e sextas, embora fique suspenso às terças, quintas e sábados.

Com um ex-primeiro-ministro em Paris, um ex-ministro em Nova Iorque e um ex-ministro em Pequim, assistimos aos primeiros sinais de que Portugal talvez se safe — não tanto pelo prestígio que eles levam, mas pela distância que os separam de nós.

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Para o chá de despedida

por João Carvalho, em 16.06.11

Como sabem, tenho sido um fã assumido do demissionário ministro Mendonça e não seria capaz de vê-lo partir, seja lá para onde for, sem lhe desejar que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.

 

 

À laia de lembrança pelos bons tempos que agora terminam (felizmente, tempos bem mais curtos do que ele esperava), aqui fica a minha oferta especial: uns bolinhos TGV fresquinhos para o último chá com a família governamental. O chá, esse, não posso oferecer: ou já se tem, ou não se tem definitivamente.

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Adeusinho

por João Carvalho, em 04.06.11

Consta que a locomotiva estacionada este fim-de-semana à porta do Ministério das Obras Públicas tem despertado alguma curiosidade. O DO foi saber e está em condições de informar que a máquina e o respectivo vagão estão ali para carregar as peças do TGV na próxima segunda-feira e levá-las para longe, como já andamos a prever aqui há bué de tempo.

É com este fim triste e inglório que acaba o TGV em kit encomendado pelos dois últimos ministros das Obras Públicas. Mas é sempre mais triste assistir ao fim inglório dos dois homens que quiseram meter a política nacional entre carris sem conseguirem raciocinar para lá da bitola estreita que se sabe.

Então adeus, sim?

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Próxima estação

por João Carvalho, em 12.05.11

Nunca esperei chegar a isto, mas agora dou por mim a sentir pena por ainda não haver TGV. O investimento que fizemos já justificava algum material circulante e umas estações, não é verdade? Sobretudo, estações. Para o ainda ministro Mendonça poder sair na próxima.

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Retrato da bitola estreita

por João Carvalho, em 30.04.11

A REFER, empresa pública que gere a rede ferroviária nacional, fechou o ano de 2010 com resultados líquidos negativos de 146,5 milhões de euros, os quais foram agora conhecidos e traduzem um exercício que fica marcado pelo aumento do endividamento.

Não foi a REFER uma das empresas públicas que quiseram fugir à redução dos vencimentos por se achar cheia de razões para não cumprir a legislação que o determina? Gosto do slogan da REFER: "Vias para o Futuro". Traduz o futuro dourado dos gestores que pagamos.

Já agora: que e quantos aumomóveis têm os administradores da REFER e há quanto tempo? Que tal premiá-los com um TGV para cada um com uma ajudinha da RAVE, a empresa pública da "grande família" que gere a rede nacional de alta velocidade que não temos?

A propósito: CP, REFER, RAVE e IMTT — alguma destas instituições públicas, tão necessárias para gerir a fantástica rede ferroviária que ainda nos sobra do século XIX, não dá prejuízo?

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A resposta europeia à crise

por João Carvalho, em 18.04.11
Em números ainda avaliados por baixo e sem grandes contas inerentes que andam por aí espalhadas, o TGV não tem um bocadinho de via férrea para amostra e já nos custou (ou está a custar-nos) uns 300 milhões de euros. A notícia é arrepiante? Pois é, mas Bruxelas já foi avisando que Portugal corre o risco de perder 600 milhões de euros de fundos europeus se não avançar com o TGV.

Tão amigos que eles são. Não nos dão 600 milhões pelo risco colectivo que vivemos com o PS no governo, mas acenam-nos com 600 milhões de comboio de ricos para continuarmos a ter uma vida arriscada. Não consigo imaginar que propostas terão feito à Irlanda, mas começo a perceber por que é que a Alemanha obrigou a Grécia a comprar submarinos. É a resposta à crise.

Bruxelas aconselha-nos a poupar? Não. Aconselha-nos a gastar uns milhares de milhões de euros para termos um TGV que não conseguiremos pôr a andar. Em suma: a Europa está mesmo em crise. E cada vez com mais carris de bitola estreita em vez de miolos.

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Ao cuidado dos que nos abanam

por João Carvalho, em 13.04.11

«O presidente da Mota-Engil, António Mota, criticou hoje a "falta de planeamento" em Portugal ao nível das grandes obras públicas, o que justifica uma maior aposta do seu grupo na internacionalização.

Na sua opinião, uma das razões para a Mota-Engil investir na internacionalização é a "indefinição quanto a grandes projetos de investimento", como o comboio de alta velocidade e o novo aeroporto.

"Nós não planeamos, Portugal não tem um planeamento estratégico naquilo que são infraestruturas" — lamentou.»

É verdade e António Mota não fez qualquer descoberta: Portugal tem sido incapaz de qualquer planeamento, estratégico ou não, e isso é um mal que vem de longe. Já quanto à internacionalização do grupo que trata por tu as grandes obras públicas, o melhor que podemos fazer é desejar-lhe felicidades e que mande de lá saudades. Porque o que menos precisamos por cá (há muito tempo) é da Mota-Engil, do BES, da Brisa, da Lusoponte e de todos aqueles do costume que vivem à mesa do Orçamento do Estado e que querem abanar-nos mais um bocado para ver se ainda cai algum.

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Bye-bye

por João Carvalho, em 12.04.11

Finalmente, tal como aqui previmos desde sempre. Adeus, TGV. Falta agora fechar a RAVE, que nunca devia ter existido e já comeu a sopa de muitos pobres. Só é pena ainda termos de pagar a teimosia estúpida de quem quis a todo o custo avançar com o que devia estar suspenso há muito e não se importou de assumir compromissos contratuais que estava na cara jamais ser capaz de cumprir. Pudera, não é? Ninguém lhes cobra responsabilidades e não lhes sai dos bolsos.

Já agora, era interessante — muito interessante mesmo — saber quanto custaram os novos projectos, as alterações e as encenações inventadas por este governo demissionário. Mas saber em números reais, que as troca-tintas do ainda ministro Mendonça já foram antes desmacaradas (lembram-se?) no que respeita a preços. Por muito menos, num país realmente civilizado, o ainda ministro que achou que todos nós tínhamos bitola estreita já estaria a entrar pela madeira dentro.

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Portugal suspende o TGV?

por João Carvalho, em 26.02.11

Nada tem de especial suspender um TGV. Em França...

... e nos EUA já há muito que se suspendem comboios.

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O processo de decisão do TGV

por Rui Rocha, em 19.02.11

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O não-comentador

por João Carvalho, em 19.02.11

José Sócrates respondeu hoje a Soares dos Santos, presidente do Grupo Jerónimo Martins, na sequência de este ter acusado o Governo de mentir sobre a situação do país: "Nem merece comentário" — comentou o primeiro-ministro — "e só prova que não basta ser rico para ser bem-educado."

Soares dos Santos tinha dito ontem que "não vale a pena continuarmos a mentir", que "não vale a pena pedir sacrifícios às pessoas sem lhes dizer a verdade", porque "as pessoas têm de saber para que estão a fazer os sacrifícios".

Curiosamente, disse também que "truques é para o Sócrates", pois "ele é que gosta de truques", no dia em que se soube que não-sei-quantos imóveis do Estado libertados pelo Governo e supostamente vendidos a privados foram, afinal, "comprados" por uma, mais uma, empresa pública, a Estamo-Participações Imobiliárias (que agora tenta vender esse património) — uma manha que baixa o défice e esconde as contas públicas, mas mantém a realidade na mesma para sermos os mesmos a pagar. Se isto não é um truque...

Curiosamente, Soares dos Santos responde ainda ao i que "seria uma bênção que o FMI entrasse em Portugal", no dia em em que se soube pelo JN que o "TGV entre Caia e Poceirão fica 25% mais caro que na versão anterior". Se não é uma mentira ter suspensa (?) uma obra que, afinal, avança à velocidade de milhões de euros...

O primeiro-ministro, assim apanhado em mais um périplo folclórico de primeiras-pedras e inaugurações, fez de conta que não sabe que há quem não tenha precisado de prometer empregos para empregar e conseguir crescer, mesmo perante um Governo que prometeu empregos para só empregar boys que todos pagamos e continuarmos a descer. Por isso é que Sócrates comentou que não comentava.

Fez também de conta que não sabe que a opinião sobre ele está longe de ser coisa de ricos. "Nem merece comentário e só prova que não basta ser rico para ser bem-educado" é mais do que um comentário: é uma não-verdade e um não-não-truque de retórica.

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Mais encanto

por João Carvalho, em 18.02.11

Enquanto o metro do Mondego não-ata-nem-desata, o DELITO soube que vai ser alargada a linha do Portugal dos Pequenitos. Não é bem o que Coimbra precisa, mas não há dúvida que tem mais encanto. Talvez até justifique mais alguns administradores.

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Do Poceirão ao futuro

por João Carvalho, em 17.02.11

Quem não perde tempo é o ainda ministro Mendonça. Embora toda a gente saiba que não, ele acha que corremos todos o risco de ele continuar a ser ministro e, vai daí, já tem uma comissão encarregada de projectar um TGV para a futura ligação Poceirão–Marte.

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Planos

por João Carvalho, em 14.02.11

Contaram-me que o ainda ministro Mendonça não perde tempo: enquanto o TGV está suspenso, tem outros planos ferroviários. São vários planos, pelos vistos. Planos em socalcos. Planos inspirados nas vinhas do Douro, a bem dizer.

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O Metro do Mondego...

por João Carvalho, em 13.02.11

... continua em actividade por causa do novo e revolucionário projecto de ligação Coimbra–Lousã, cujos custos estão a ser revistos em baixa. Trata-se do inovador TGV sem carris. Dois modelos estão já em ensaios: linha azul (para pisos escorregadios) e linha amarela (todo-terreno). As duas linhas sem linhas.

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"TGV"... e outras coisas

por João Carvalho, em 10.02.11

Aqui.

(Com o contributo da Ana Vidal)

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De TGV até aos Pirinéus

por João Carvalho, em 09.02.11

Esta é a bela estação de caminhos-de-ferro de Lérida-Pirinéus (Catalunha)...

... e este é o TGV que o ainda ministro Mendonça está a estudar para a linha Poceirão–Lérida...

... com ligação a Andorra-a-Velha, onde não há estação de comboios, mas há uma paragem para transportes públicos e várias estações de esqui cheias de portugueses.

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Bruma de TGV

por João Carvalho, em 07.02.11

Esta é uma bela imagem do ensaio do TGV da linha Poceirão–Ilhas de Bruma, cujo nevoeiro e maresia fazem parte do projecto apresentado pelo ainda ministro Mendonça por ordem dele mesmo, que não conseguiu eliminar o nevoeiro e a maresia do percurso, e que contou com o apoio do ainda ministro do Ambiente, seja lá ele quem for.

Por causa da bruma, aliás, este TGV tem de rolar à velocidade estonteante daquela velha automotora da linha Coimbra–Lousã, quando havia uma linha Coimbra–Lousã, pelo que se prevê que só venha a dar lucro e prémios de gestão ao presidente do conselho de administração da Bruma de TGV, PPP.

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A nova realidade financeira?

por João Carvalho, em 05.02.11

José Sócrates foi hoje a Coimbra e garantiu que o Governo tem imensa vontade de continuar com o projecto do Metro Mondego, embora adaptado à nova realidade financeira do País.

O ainda ministro Mendonça ainda não percebeu que:

— basta Sócrates falar para ser exactamente o contrário do que diz;

— não há mais nada adaptável à nova realidade do País para lá das bolhinhas de sabão.

Vai daí, o ainda ministro Mendonça foi para o gabinete e mandou adaptar o projecto. Foi assim que nasceu o Monocarricleta, que junta a ideia do monocarril à da bicla para ligar Coimbra a Lousã só com metade dos carris.

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TGV cabriolet

por João Carvalho, em 05.02.11

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O "Projecto Moisés"

por João Carvalho, em 04.02.11

Ao que me dizem, este é o novo projecto que o ainda ministro Mendonça anda a estudar: a ligação ferroviária a Marrocos por TGV, através da linha Poceirão–Casablanca.

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Como não há TGV...

por João Carvalho, em 03.02.11

... não faz mal.

(Imagem roubada aqui)

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O ministro-guru

por João Carvalho, em 02.02.11

Garantiram-me que o ainda ministro Mendonça não é apenas um expert em TGV, mas em todo o tipo de comboios. Na imagem, pode ver-se como não se atrapalha a mudar o pneu furado de uma locomotiva tradicional.

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Top secret

por João Carvalho, em 01.02.11

O DELITO DE OPINIÃO pode hoje revelar, com a devida prova fotográfica, uma informação considerada secreta: o TGV está completamente parado.

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O primeiro TGV no percurso...

por João Carvalho, em 31.01.11

... Caia-Poceirão, que transporta milhares e milhares de pessoas de Madrid cheias de pressa para chegar às praias de Lisboa...

... e Poceirão-Caia, que transporta milhares e milhares de pessoas de Lisboa cheias de pressa para chegar a horas de jantar em Madrid.

 

Imagens

— Um simpático casal de veraneantes (no topo) acena

aos que chegam de Madrid

— No interior do TGV ninguém quer saber da paisagem

nem dos casais que acenam: lêem-se revistas e bebem-se

uns aperitivos, que Madrid é já ali

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TGV estacionado

por João Carvalho, em 28.01.11

Diz-se que o ministro Mendonça anda tão obcecado com o TGV que até leva um para a cama.

Imagem — O TGV do ministro Mendonça

na estação do Vale dos Lençóis.

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TGV não, obras sim

por João Carvalho, em 20.01.11

O TGV não avançar é coisa de somenos. As obras do TGV-que-não-avança já condicionam o trânsito em Lisboa, na Avenida Marechal Gomes da Costa durante quatro meses (ou mais, como é costume) e na Avenida de Pádua por cinco meses (ou mais, como é costume). Ou seja: as obras servem para aumentar o emprego (deve ser isso) e para chatear quem circula (também deve ser isso). Só não servem para o TGV.

 

Imagem — O ministro Mendonça manda testar um pequeno TGV

no quintal, visto que não consegue experimentá-lo noutro sítio

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O mini-TGV

por João Carvalho, em 18.01.11

Consta por aí que o ministro Mendonça encontrou um mini-TGV e anda a ensaiá-lo. Parece que serve como uma luva para o arrojado projecto da nova linha Coimbra-Lousã. Com terminal no Portugal dos Pequenitos.

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Lisboa–Poceirão

por João Carvalho, em 12.01.11

Às vezes, em lugar de se andar a encomendar projectos e mais projectos, é melhor parar para pensar se não haverá uma solução simples e baratucha que satisfaça a finalidade pretendida. Neste caso, por exemplo, vemos um anteprojecto de ligação por estrada do TGV entre Lisboa e o Poceirão.

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Até haver TGV

por João Carvalho, em 11.01.11

Este Mercedes tem excelentes provas dadas: foi com ele que James Bond (Roger Moore) conseguiu perseguir um comboio em 007 – Operação Tentáculo (Octopussy, 1983).

Conservado em Inglaterra, parece que os britânicos tencionam emprestá-lo ao ministro Mendonça para ir jantar a Madrid, até que o TGV esteja pronto.

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O TGV nunca se atrasa

por Rui Rocha, em 22.12.10

O TGV poderá ser outras coisas mas, é também um comboio. E um comboio não se deve atrasar. Os atrasos são muito desagradáveis para os passageiros. Sobretudo, para aqueles que fazem de andar de comboio um hobby. Penso que se chama o hobby da construção. Por isso, apresento algumas medidas, de que sou o único irresponsável, para diminuir os custos de construção e exploração:

- Circulação em monovia de uma única composição. As idas serão à 2ª, 4ª e 6ª e os regressos à 3ª, 5ª e Sábado. O Domingo será para descanso do pouco pessoal e manutenção do escasso material circulante. Será construída uma rotunda no Poceirão para a composição inverter a marcha. A locomotiva será desligada nas descidas. Nas subidas, os passageiros saem e empurram. Para além de pagarem bilhete, os passageiros pagarão também portagens. Para facilitar a cobrança, circularão com um chip na testa. Tal como nas SCUT, os estrangeiros pagarão mais. O controlo de passagens será efectuado pessoalmente pelo Secretário de Estado Valter Lemos. Que será colocado em cima de um pórtico. Vai dar gosto ver aqueles números… Marketing, muito marketing para atrair passageiros. A Ministra Isabel Alçada, de olhos arregalados, sorriso esticado para lá dos lóbulos das orelhas e um tudo-nada saltitante, gravará uma mensagem promocional: “há um tempo para tudo, mas o tempo para viajar é mêmo para andar de TGV”. A animação a bordo será outra prioridade. O Ministro Mendonça interpretará ao vivo, na carruagem-bar, o sucesso popular Apitó Comboio. Serão organizadas viagens temáticas! No Halloween, o Ministro Teixeira dos Santos apresentará dados absolutamente realistas sobre a evolução das contas públicas, incluindo os das parcerias impúdico-privadas (assustador, não?). No 1º de Abril, o Ministro da Economia, Toupeira da Silva e a Ministra do Trabalho, de cujo nome não me quero lembrar, cantarão, ao desafio, números muito animadores sobre o desemprego. Sócrates fará jogging entre as carruagens e, num programa de fidelização absolutamente inovador, serão oferecidos Magalhães devolvidos pelo Chávez aos passageiros frequentes. Nos intervalos da animação, serão servidas Tigeladas de Abrantes aos passageiros. Às refeições, Pisa. A cultura não será esquecida: o Emídio Rangel será o cicerone de visitas guiadas, incluídas no preço do bilhete, ao vasto património do Poceirão que só é conhecido pelos que lá estão.

O problema nestas coisas é que, a certa altura, um tipo já não sabe se é o TGV que não avança se é o país que está no destroço do Poceirão, a caminho do Caia.

*(versão piorada de comentário publicado quando ainda não estava deste lado)

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Um governo em ponto morto

por Pedro Correia, em 22.12.10

 

À falta de notícias, no final de um dos piores anos de que há memória em Portugal, o Governo fez um enorme espavento a propósito da inauguração de um novo troço ferroviário na vetusta e maltratada linha do Algarve que permitirá - diz a propaganda governamental - reduzir em dez minutos a ligação entre Lisboa e Faro. O acto envolveu convites a jornalistas, reportagens televisivas e a inevitável declaração do ministro das Obras Adiadas. Está em curso uma "reforma estrutural" na área dos transportes, proclamou António Mendonça, que procura roubar a Helena André o título de pior ministro do segundo governo Sócrates.

Tudo isto se passou no domingo. Bastaram 48 horas para se saber que a "reforma estrutural" a que aludia Mendonça afinal afocinhou nas imediações do Poceirão. Sem passar cavaco ao ministro que dizia uma coisa muito diferente em Lisboa, o Governo português informava os responsáveis da Comissão Europeia, em Bruxelas, que decidiu atrasar todas as linhas de TGV, incluindo a ligação de Lisboa a Madrid.
Nunca um comboio 'rápido' demorou tanto a sair da gare. Entretanto, na véspera de Mendonça se vangloriar do tal novo troçozito de linha férrea, os espanhóis inauguravam em grande estilo a nova ligação em alta velocidade entre Madrid e Valência, cidades que passam a estar a hora e meia de distância. Há crise lá e cá. Mas eles aceleram para sair dela enquanto nós continuamos em ponto morto.

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Vá ao Magreb com a CP, mas só em Longo Curso

por João Campos, em 19.12.10

O Magreb começa em Elvas? Não sei. Ainda há no Magreb ligações ferroviárias com comboios regionais? É que essas, ao que parece, estão praticamente para acabar aqui no rectângulo. Nada que surpreenda: de há sete anos a esta parte, na linha que habitualmente uso (Lisboa - Algarve), a CP tem procurado por todos os meios, e de forma pouco discreta, que ninguém use o serviço Regional. Do antigo Inter-regional que ligava o Barreiro a Vila Real de Santo António (com paragem em todas as estações), passou-se para dois Regionais a ligar o Pinhal Novo a Faro, com horários cada vez mais inúteis, até ao presente: ligação Setúbal a Tunes (Faro?), com horários que servem praticamente ninguém. Depois queixam-se. Esta ligação, ainda assim, parece que se vai manter - por quanto tempo, veremos; mas a CP vai eliminar só 450 quilómetros do serviço regional. Só. Quase concordo com um comentário idiota à notícia do Público: para isto, mais vale de facto o Governo dar um carro a cada português.

Enfim, é neste país a destruir comboios que alguns deslumbrados querem um TGV. É isso, ou seremos o Magreb. Com mentalidades destas (felizmente a idiotice não paga imposto), não há alta velocidade que nos valha.

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Eis a razão...

por João Carvalho, em 13.12.10

... pela qual o ministro Mendonça aparece sempre no topo da lista para ser substituído.

Estava bom de ver que avançar-suspender-avançar-suspender o TGV não podia dar certo.

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Piada estafada

por João Carvalho, em 17.11.10

O ministro Mendonça disse ontem na Assembleia da República que reavaliar não é parar, referindo-se aos grandes projectos e reforçando a afirmação de que o TGV vai avançar no início de 2011. Mal passadas 24 horas, o ministro Teixeira dos Santos disse hoje no mesmo Parlamento que o acordo com o PSD vai ser respeitado, no que se refere aos grandes projectos, o que implica o congelamento do TGV até que seja feita uma reavaliação por uma comissão independente.

Todos sabemos que isto é uma anedota. Mas não haverá alguém que lhes faça um desenho para perceberem que a piada já está estafada?

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E quem quer saber disso?

por João Carvalho, em 15.11.10

Segundo a Lusa, o ministro Mendonça disse no Parlamento que «há interpretações que reavaliar é parar tudo o que está em curso e, de facto, não é essa a interpretação». Isto tem também duas interpretações, a primeira das quais é que a construção da frase é completamente estapafúrdia. A segunda é que há montes de razões para ninguém querer saber o que diz o ministro Mendonça mai-las suas interpretações.

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