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O sorriso de Assunção Cristas

por Pedro Correia, em 29.09.17

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O mais interessante nestas eleições autárquicas é a recomposição de forças que se desenha à direita, tendo Lisboa por epicentro.

Assunção Cristas vai ganhar esse desafio porque fez a aposta certa: foi a jogo, centrou a parada no principal município do País (recuperando um palco essencial da história autárquica do CDS) e não descolou um milímetro da estratégia delineada: eleger o PS como adversário, convicta de que Fernando Medina não era imbatível, sem se deixar contagiar pelos dramas hamletianos que assaltavam o partido laranja.

 

Precisamente ao contrário do PSD, que foi ziguezagueando ao longo de todo este tempo. Hesitou na escolha do cabeça-de-lista, hesitou na estratégia, hesitou nas prioridades da campanha, hesitou na escolha dos candidatos ao executivo municipal, hesitou nos alvos programáticos.

Os sociais-democratas fizeram tudo mal: já com a líder democrata-cristã no terreno, em vez de formarem equipa com ela preferiram medir forças com o CDS - como se fosse esse o adversário e como se tal disputa interessasse um átomo aos eleitores de ambos os partidos. Isto enquanto o coordenador da campanha autárquica laranja admitia numa entrevista que tanto lhe fazia quem ficava à frente. Logo ali se percebia qual era o estado anímico daquelas hostes.

As esquerdas iam assistindo de camarote.

 

O PSD demorou meses a designar Teresa Leal Coelho - e a escolha só se materializou, tarde a a más horas, após diversas fugas de informação terem tornado evidente que se tratava da enésima opção, na sequência das sucessivas recusas de outros visados.

Repetia-se um filme já gasto como se fosse em estreia: ninguém na entrincheirada sede da São Caetano à Lapa parece ter extraído qualquer  lição dos fracassos anteriores do partido na capital, protagonizados por candidatos como Fernando Negrão e Fernando Seara.

 

O amadorismo dominou a caravana autárquica laranja em Lisboa do primeiro ao último dia. As intervenções da candidata nos debates televisivos foram desastrosas - ao nível dos cartazes com a sua imagem que foram sendo espalhados na cidade sem qualquer mensagem associada ao retrato.

Os resultados deste espectáculo confrangedor serão conhecidos daqui a 48 horas. À direita, não custa vaticinar, só Assunção Cristas terá motivos para sorrir.

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A continuar assim ainda vai a ministra (3)

por Sérgio de Almeida Correia, em 20.07.17

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(Foto Público, Nuno Ferreira Santos) 

Eu confundo os ex-primeiro-ministros do PSD, ainda por cima são todos Pedros

 

Se a deputada e candidata à Câmara Municipal de Lisboa os confunde, tendo sido eles primeiros-ministros com seis anos pelo meio, então imaginem os eleitores.

Os Pedros devem estar encantados.

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Queixas anónimas só se forem contra opositores políticos

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.09.14

Teresa Leal Coelho, aquela senhora deputada que queria punir os juízes do Tribunal Constitucional e inverter o ónus da prova nos casos de "enriquecimento ilícito", insurgiu-se hoje na TSF contra o facto da denúncia da situação verificada com os pagamentos da AR e da Tecnoforma ao primeiro-ministro ser anónima. E perguntava por que razão a queixa seria anónima.

Eu que sou contra todo e qualquer tipo de anonimato, incluindo em matéria de queixas e denúncias, gostaria apenas de recordar à criatura que são múltiplos os portais em que serviços públicos, com o aval da maioria e do seu governo, disponibilizam formulários para apresentação de queixas anónimas. E registo que na perspectiva da senhora deputada possa haver umas queixas mais anónimas do que outras consoante a qualidade do visado e a natureza das provas. Mas o que me deixou ciente sobre a sua postura ética e moral foi saber que a sua preocupação não era com o esclarecimento da verdade nem com as amnésias do primeiro-ministro sobre os avultados montantes que recebeu, mas sim com o facto da queixa ser anónima e não poder perseguir o malandro que destapou mais um rabo-de-palha do bando. Elucidativo.

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