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Sondagens

por Pedro Correia, em 29.10.17

 

A maioria dos catalães é favorável à realização de eleições antecipadas na Catalunha.

 

Separatistas longe da maioria absoluta nas eleições já marcadas para 21 de Dezembro.

 

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Fico à espera das análises

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.06.17

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Não hão-de faltar as justificações, os comentários habituais para os que ficaram mal na fotografia e as promessas de mais trabalho, porque estamos a dois anos das legislativas, por parte de quem ficou bem. Embora tudo isto diga muito pouco para quem vê de muito longe, não deixa de ser interessante confrontar estes resultados com o que se tem lido e ouvido.

Cauteloso, e porque de maiorias absolutas também já estou escaldado (prefiro um bom governo de "geringonços" a maus governos de maioria), vou aguardar pelas análises do Pedro Magalhães e de todos os que às sondagens se dedicam. Para já, depois das declarações de Schäuble sobre o bom desempenho nacional, o melhor mesmo é aproveitar a onda e tratar da dívida. 

Quanto à oposição não há nada a dizer. É continuarem a berrar a plenos pulmões e não se desviarem da rota. O estampanço será certo. 

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Penso rápido (79)

por Pedro Correia, em 04.07.16

Cada vez questiono mais a qualidade das sondagens que se vão produzindo e que - não tenhamos medo das palavras - condicionam seriamente a opção dos eleitores. Isto ficou bem evidente nas últimas duas semanas com os estrondosos falhanços da maioria das sondagens que vaticinaram os resultados do referendo britânico e de todas as pesquisas de opinião sobre as legislativas em Espanha.
Não são casos virgens, como bem sabemos por cá. Há em Portugal uma empresa do ramo que, embora trabalhando para órgãos de informação credíveis, tem um péssimo currículo na matéria: errou muito mais do que acertou. Alguns desses erros são de antologia e fazem parte do anedotário político nacional.
Incrivelmente, essa empresa jamais é penalizada: os tais órgãos de informação continuam a encomendar-lhe sucessivas sondagens como se nada tivesse acontecido e não se importassem de perder credibilidade por manterem tão insólita relação contratual.
Um típico fenómeno de "não-inscrição", como salienta o filósofo José Gil, para caracterizar esta evidência tão portuguesa: nunca ninguém parece extrair conclusões dos erros cometidos de forma persistente e reiterada.

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O erro das sondagens em Espanha

por Diogo Noivo, em 27.06.16

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Sondagens à boca das urnas TVE/FORTA e COPE/ABC (imagem El Mundo)

 

A noite de ontem foi uma vitória para o Partido Popular e uma derrota para as sondagens. Não é a primeira vez que as empresas de sondagens falham em Espanha. Porém, os especialistas na matéria contrapõem e dizem que não é bem assim. Segundo eles, uma sondagem é como uma fotografia, um simples retrato de um dado momento. Como os eleitores mudam de opinião, é normal que uma sondagem se possa tornar obsoleta ao fim de alguns dias. Por essa razão, recomendam os especialistas, durante uma campanha eleitoral é importante realizar sondagens de maneira regular e periódica com vista a identificar a evolução da tendência de voto e, consequentemente, a obter uma imagem mais nítida da vontade dos eleitores. As sondagens realizadas pelo El Mundo e pelo El País estariam portanto correctas no momento em que foram realizadas. Tal como estaria correcta a sondagem realizada pelo CIS (que chegou ao Delito de Opinião antes de ter sido anunciada na imprensa portuguesa), o instituto cujos resultados são, em regra, mais fidedignos. O problema é que as sondagens à boca das urnas - feitas mais de 15 dias depois - descreviam um quadro em tudo semelhante. Semelhante e errado. Ou seja, olhando para os resultados finais e tendo presente a imagem dada pelas várias sondagens, uma parte muito significativa dos eleitores mudou de opinião quando já estavam metidos na cabine de voto, ou pura e simplesmente mentiram às empresas de sondagens. O que é pouco plausível.

Quando analisamos as sondagens realizadas à boca das urnas, percebemos que o erro não foi generalizado. Na verdade, apenas existem desvios importantes em dois partidos: No Partido Popular e no Unidos Podemos. Dos nove partidos mais votados, as sondagens enganaram-se em dois. Foi o suficiente.

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A marcha da desinformação na TV

por Pedro Correia, em 27.06.16

Ontem à noite todos os telediários portugueses - mesmo com correspondentes e enviados a Madrid - caíram na esparrela das sondagens, que em Espanha falham por sistema. Confundindo projecções com números reais, sem um sobressalto de dúvida, foram desinformando os portugueses sobre o resultado da eleição para o novo Parlamento espanhol.

Foi preciso que um par de comentadores, sem carteira de jornalista, repusesse a verdade dos factos. O que, reconheçamos, não abona nada a favor dos profissionais da informação.

Eis o filme dos acontecimentos:

 

RTP, 19.02: «Deu-se o sorpasso, essa expressão italiana que dominou esta campanha. Esta coligação de Pablo Iglesias, unido aos comunistas, consegue ultrapassar o Partido Socialista.»

RTP, 19.03: «O PP de Mariano Rajoy desce pelo menos dois lugares no Congresso em termos de deputados. Este é um terramoto político. É um abalo sem precedentes em Espanha.»

TVI, 19.57: «A principal mudança no sufrágio de hoje foi a passagem do Podemos para segundo lugar, ultrapassando o PSOE.»

SIC, 19.59: «O Unidos Podemos acaba por ser o grande vencedor da noite e é nesta coligação que pode estar a chave para o futuro governo espanhol.»

TVI, 21.02: «O Podemos deve ultrapassar o PSOE como segunda força política. Em termos de deputados, há a possibilidade de uma maioria de esquerda.»

SIC, 21.13: «A grande surpresa aqui é o segundo lugar do Unidos Podemos.»

 

Este, repito, foi o discurso jornalístico. Que se prolongou por mais de duas horas nas pantalhas lusas.

Felizmente havia comentadores - um em estúdio, outro em Madrid - a recomendar moderação, mais atentos aos factos do que à espuma.

O primeiro foi Paulo Portas, recém-contratado como comentador de temas internacionais da TVI. Eram 21.03 quando ele alertou, falando em directo da capital espanhola: «O resultado dos votos contados aponta para um sentido completamente diferente das sondagens.»

Dez minutos mais tarde, na SIC, Luís Marques Mendes também deitava água na fervura: «Aquilo que foram as sondagens à boca das urnas não está a confirmar-se na contagem dos votos.»

Tinham ambos razão. Os jornalistas é que andavam distraídos: foram os últimos a saber.

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Ventos de Espanha

por Pedro Correia, em 22.05.16

Imaginem o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, coligados, ultrapassando o PS como força eleitoral. É o equivalente a isso que ressalta da sondagem de hoje do El País sobre as intenções de voto para as legislativas de 26 de Junho em Espanha.

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Espanha a vinte dias de eleições

por Pedro Correia, em 30.11.15

Empate absoluto a três: Partido Popular (22,7%), Cidadãos (22,6%) e Partido Socialista Operário Espanhol (22,5%). Tudo em aberto.

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PàF mais à frente

por Pedro Correia, em 06.11.15

As legislativas decorreram há um mês. Muito aconteceu já de então para cá, com reflexos nas sondagens entretanto efectuadas:

 

IntercampusSe as eleições fossem hoje, coligação PSD/CDS obteria 41,3%, ampliando a vantagem para o PS, que ficaria com 32,7%.

 

EurosondagemPSD e CDS sobem 2,2% num mês, aumentando para 8,3% a distância face ao PS nas intenções de voto.

 

Aximage - Partidos da coligação sobem para 40,1% nas intenções de voto: têm mais um ponto percentual em relação ao anterior barómetro.

Actualizado

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Um ano sempre a recuar

por Pedro Correia, em 19.10.15

Por aqui se percebe muito bem como o PS perdeu apoio dos portugueses de há um ano para cá. A culpa, claro, foi do António José Seguro...

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E afinal

por José António Abreu, em 05.10.15

as sondagens estavam certas.

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Um grande sarilho.

por Luís Menezes Leitão, em 19.09.15

Ontem houve sondagens para todos os gostos. Pedro Magalhães fez aqui o favor de tirar a média do que tudo isto pode significar. O exercício é útil, mas não me parece totalmente decisivo, uma vez que houve uma claríssima inflexão nos últimos dias, em que António Costa passou num ápice de vencedor claro a derrotado colossal. Mas, mesmo partindo desse exercício, as perspectivas são sempre más para o PS e péssimas para o país.

 

A primeira análise a fazer é que o PS continua em queda, sem que no entanto a coligação suba. Isso só pode significar que está a haver uma sangria dos votos do PS para o Bloco de Esquerda, enquanto que a CDU se mantém estável. Devo dizer que é um resultado que não me espanta, depois da vitória clara de Catarina Martins no debate com António Costa. Se isso ocorrer, a estratégia do PS sai derrotada em toda a linha, uma vez que António Costa decidiu colocar o partido totalmente à esquerda, alinhando até num apoio frentista a Sampaio da Nóvoa, e alienando com isso o eleitorado do centro, para afinal não conseguir conquistar qualquer voto útil à esquerda. Parece-me, aliás, que António Costa já desistiu do eleitorado do centro, razão pela qual agora se concentra num discurso cada vez mais radical, a ver se consegue estancar essa fuga dos eleitores de esquerda. A inenarrável proposta de não viabilização do orçamento de Estado, impensável em qualquer candidato a primeiro-ministro com um mínimo de credibilidade, é bem o sintoma desse desespero.

 

A outra conclusão que todas as sondagens dão é que, mesmo que o PS tenha maior número de votos, a coligação vai ter mais deputados. Esse é um fenómeno resultante da distribuição do eleitorado pelos círculos, que provoca essas distorções. Muitas vezes a UDP elegeu um deputado, tendo menos votos do que o MRPP, ao contrário deste, porque ele dispersava os seus votos pelo país, enquanto que a UDP os concentrava em Lisboa. Cavaco diz que nesse caso convidará para formar governo quem tenha mais deputados, o que parece constitucionalmente correcto. Só que, se Costa não viabiliza o orçamento, também não viabiliza um governo minoritário da coligação, pelo que este não passará no parlamento, uma vez que tem garantido, não apenas o chumbo do PS, mas também da CDU e do BE. E também estaria excluído um governo de coligação PAF + PS, até porque neste caso seria Passos Coelho o primeiro-ministro, o que Costa nunca aceitaria.

 

Neste caso, excluindo do governo a coligação PAF, a sondagem do Expresso diz que só haveria maioria com um governo PS + CDU, o que nenhum dos dois partidos quer. Já um governo minoritário do PS, tendo a coligação mais deputados, só poderia passar no parlamento se fosse viabilizado pela própria CDU, o que o tornaria dependente do apoio de Jerónimo de Sousa para toda e qualquer medida, incluindo qualquer exigência de disciplina orçamental por parte da União Europeia. Jerónimo de Sousa bem pode dizer que nesse caso não teria o futuro do governo PS nas mãos, que eu digo que o teria totalmente no bolso.

 

Se o que as sondagens dizem estiver correcto, o país acordará no dia 5 de Outubro num cenário de verdadeira catástrofe. O parlamento não terá quaisquer perspectivas de gerar um governo estável, nem sequer de aprovar um orçamento, com a agravante de não poder ser dissolvido durante seis meses. O governo estará em funções de gestão, sendo substituído provavelmente por sucessivos governos à direita e à esquerda, que cairão no parlamento à primeira oportunidade. O presidente aguardará pelo fim do seu mandato sem nada poder fazer. Com um país ingovernável nestes termos, não me espantaria que um novo resgate surgisse ao virar da esquina.

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Legislativas (2)

por Pedro Correia, em 04.09.15

"Poucochinho", diria o António Costa de Maio de 2014 se já então pudesse comentar as sondagens do seu partido em Setembro de 2015.

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Empate absoluto

por Pedro Correia, em 19.07.15

PS não descola da coligação PSD/CDS.

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Costa, o mestre da estratégia

por Rui Rocha, em 08.07.15

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Pois é. Contra todas as críticas, António Costa soube manter-se fiel às suas convicções. Intransigente nos princípios, apoiou com entusiasmo o Syriza desde a primeira hora. Esteve com Tsipras na campanha eleitoral, na noite da vitória, nos longos meses de negociação com os credores, no referendo. Contra conselhos, advertências, agoiros. O tempo provou que estava do lado certo da história. A retumbante vitória do não no referendo grego é também sua. O extraordinário acordo que Tsipras negociou em Bruxelas, dobrando os alemães austeritários, também. Os bancos reabriram ontem na Grécia e os seus cofres estão cheios de dinheiro. Os gregos brindam nas ruas, dando vivas a Tsipras e a Costa. Não admira pois que esta gestão política magistral tenha também reflexos nas intenções de voto em Portugal. Costa é a imagem gloriosa da esquerda que não se envergonha. Esta sondagem é a prova evidente de que Costa não tem estado a dormir. Em política, a audácia e a firmeza são sempre compensadas com elevados dividendos.

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A queda dos graves

por José Navarro de Andrade, em 19.06.15

Um inglês é convidado para uma festa. Apresentando-se de smoking constata que os convivas estão todos à volta da piscina em fato de banho. Murmura com os seus botões: "By jove! - se calhar ainda há ingleses que falam assim... - enganei-me no dress code." 

Um português é convidado para uma festa. Lá vai ele de smoking todo nos trinques, mas ao chegar dá com uma farra na piscina, tudo em fato de banho. "Olha-me para estes gajos - exclama ele, alto e bom som - isto é maneira de se vestirem para uma festa?"

Outro exemplo desta genuína filosofia lusitana. Sai uma sondagem com números surpreendentes ou desagradáveis. De pronto palpitam duas reacções:

a) Isto é um povo de alienados (substituir por cretinos ou bestas, conforme o grau de acinte) que ainda não percebeu nada. Ilustre-se com citações de Guerra Junqueiro (demodée) ou Jorge de Sena (erudito).

b) Os números foram martelados. Insira-se este argumento em teorias da conspiração mais vastas, as melhores, quer dizer, as mais rebuscadas e complexas, irão ter à Casa Branca, ou a qualquer outra instituição americana (Pentágono, CIA, etc...) 

Retire-se o seguinte preceito: terás sempre um agucadíssimo sentido crítico, desde que ele não ponha em causa o teu sentido crítico.

 

 

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O último a rir.

por Luís Menezes Leitão, em 19.06.15

 

Em oito meses, o PS de Costa é apanhado pela coligação.

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Avançar às arrecuas

por Pedro Correia, em 17.04.15

António Costa tem-se esforçado. E os resultados estão à vista. Quase um ano depois, o PS praticamente iguala as sondagens que obtinha no tempo do líder anterior, António José Seguro. Falta apenas meio ponto percentual para atingir os 38% de Seguro em Maio de 2014, o mês em que Costa anunciou que pretendia derrubar o antecessor. Tudo porque a vitória do partido nas europeias, com 3,7% de avanço sobre a coligação PSD/CDS, lhe tinha "sabido a pouco".

Lamentavelmente, esse avanço encolheu entretanto: de acordo com o barómetro da Eurosondagem, o PS só reúne hoje mais 2,8% do que a soma dos partidos da actual coligação (26,7%+8%). Uma diferença que, aliás, se insere na margem de erro da sondagem.

Saberá a pouco? O melhor desta vez é fazer a pergunta a Seguro. Para variar.

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A dez meses de distância

por Sérgio de Almeida Correia, em 16.01.15

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Com um Governo em alta aristotélica, um Seguro em retiro sabático, Sócrates de quarentena, Costa sem programa nem ideias alternativas, há quem exulte com as sondagens.

Ainda há quem compre lunetas no Martim Moniz, dirá o tal de Costa. Enquanto pagam, acrescenta ele, não vêem o baraço e na hora de votar colocam a cruzinha na quadrado de baixo.

 

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Costa quase ao nível de Seguro

por Pedro Correia, em 12.12.14

Valeu a pena António Costa, no rescaldo imediato das eleições europeias, ter desafiado António José Seguro, o secretário-geral legitimado pelo voto dos militantes. Valeu a pena fracturar o Partido Socialista. Valeu a pena ter ocorrido uma longa campanha interna. Valeu a pena militantes e independentes escolherem o "candidato a primeiro-ministro" às legislativas de 2015. Valeu a pena organizar um escrutínio directo para eleger o novo secretário-geral. Valeu a pena convocar um congresso electivo extraordinário para designar a nova estrutura directiva dos socialistas.

E valeu a pena porquê?

Porque, segundo a sondagem de Dezembro do Expresso, o PS agora com Costa ao leme consegue 37,5% das intenções de voto dos portugueses. Ou seja, apenas um pouco menos do que os 38% registados na sondagem de Maio, quando o secretário-geral era Seguro.

Uma "quase-progressão" verdadeiramente extraordinária: sete meses tão intensos e fracturantes para desembocar nisto.

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Uma cajadada, três coelhos

por Rui Rocha, em 12.12.14

Os resultados desta sondagem do Expresso matam três coelhos com uma só cajadada. O primeiro  são as diversas teorias da conspiração congeminadas a propósito da prisão de Sócrates. O segundo  é o próprio José Sócrates. Se dúvidas houvesse, aí temos confirmada a absoluta irrelevância política actual do antigo primeiro-ministro. É provável que os próximos dias nos tragam mais cartas escritas a tinta vermelha com o objectivo desesperado de ocupar o chão que lhe desapareceu debaixo dos pés. O terceiro é, naturalmente, Passos Coelho.

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Efeito Assis

por Sérgio de Almeida Correia, em 12.12.14

"Duas semanas depois do congresso de Lisboa e em pleno furacão José Sócrates, o PS de António Costa consegue uma nova subida. Os socialistas já estão praticamente nos 38% registados em maio quando o partido era liderado por António José Seguro.

Aliás, desde que António Costa foi eleito (como candidato do partido a primeiro-ministro) nas primárias de setembro, o PS cresceu 4,5 pontos percentuais. E o PSD, em igual período, caiu 2,8."

 

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Não era preciso ser bruxo

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.12.14

phpThumb.php.jpgConsiderando as intenções de voto da era de Seguro e o centrão convergente de Francisco Assis, calculo que a única coisa que aqueles tenham a dizer sobre estes resultados é que são apenas sondagens

Eu acrescentaria, também, que falta um ano para as eleições e que esta sondagem ainda não reflecte os acontecimentos da semana passada, nomeadamente a prisão preventiva de José Sócrates, o Congresso do PS e a peregrina decisão da Convenção do BE sobre a respectiva liderança.

Vai ser importante saber quais os efeitos destes factos no estado de espírito dos eleitores, e se estes lhe atribuem alguma importância, designadamente confundindo o arguido José Sócrates com o PS e o seu actual líder.

Os resultados desta sondagem são apenas sinais que poderão determinar as estratégias que serão seguidas pelos partidos nos próximos meses. Em relação ao PS e a António Costa eu diria que se abre uma janela de esperança em relação à maioria absoluta, que não permitindo lançar foguetes parece ser consentânea com a vontade dos inquiridos. Quanto ao PSD, 28% é apesar de tudo um bom resultado, pois parece demonstrar a contenção da sangria. O PCP segura o seu eleitorado tradicional e o BE e o CDS/PP prosseguem no processo de esvaziamento, o que revela o desacerto das decisões que as respectivas lideranças têm tomado. Vai ser interessante saber se as próximas sondagens já incluirão o Livre e Marinho e Pinto para se perceber até que ponto estes dois poderão influenciar as escolhas. Finalmente, registe-se também o elevado nível de popularidade do líder do PS, o mais alto entre todos os que surgem na sondagem. 

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Os comentários ficam para os especialistas

por Sérgio de Almeida Correia, em 09.10.14

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Estão verdes

por Sérgio de Almeida Correia, em 06.09.14

Na próxima entrevista, e logo a seguir aos militantes, deverão ser os portugueses a serem acusados de traidores e desleais.

Apelidá-los de infiéis não seria politicamente correcto. Os cães poderiam rebelar-se.

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Sinais

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.03.14

É claro que sondagens nunca substituem eleições e que a prova dos nove far-se-á nas legislativas. De qualquer modo, os resultados da sondagem que o Expresso publicou, na minha modesta opinião, dão sinais muito aproximados daquele que é o sentir da maioria dos portugueses relativamente ao caminho que tem vindo a ser seguido sob a batuta da chanceler alemã, da troika e, vá lá, do primeiro-ministro Passos Coelho.

Desta sondagem, aquilo que mais importará reter são os sinais para o futuro. E estes são claros: a avaliação do programa é claramente negativa e a opção a tomar deverá passar por um programa cautelar.

Quanto ao mais, já ninguém tinha dúvidas que três anos depois a situação dos portugueses piorou e que o país também está pior, ao contrário da peregrina ideia que o líder parlamentar do PSD quis fazer passar. Como se fosse possível dizer de uma família em que todos os membros ficaram mais pobres que aquela tivesse passado a viver melhor.

Alguns dirão que não havia alternativa. E quanto a isso direi que não podíamos continuar a viver à tripa-forra, fazendo de conta que éramos ricos, como se não houvesse amanhã, endividados até ao tutano para glória dos senhores banqueiros e nossa desgraça.

Mas continuo a pensar que, para além de erros crassos, políticos e de gestão, actuais e passados, muitos em resultado de decisões tomadas por ignorantes e gente impreparada para governar, por pura teimosia ideológica e ressabiamento em relação ao passado próximo, sem curar das consequências para todos aqueles que não tinham, nem têm, culpa nenhuma da incompetência de quem nos dirigiu nas últimas décadas, talvez chegue um dia em que será possível fazer o deve e haver das asneiras, imputando a cada um a sua dose de irresponsabilidade e de culpa.

Porque até agora os únicos que pagaram o preço do despesismo, da generalizada incompetência dos políticos saídos dos sinistros aparelhos partidários, e da austeridade "para além da troika", são os portugueses, os que produzem algo de útil, as suas famílias e todos os que entretanto foram obrigados a sair de Portugal. Quanto aos outros, todos esses em que estão a pensar, esses safam-se sempre, seja agilizando negócios, traficando influências a troco de comissões pelos telefonemas que fazem, ou tirando partido das permanentes e corriqueiras ineficiências do sistema de justiça e de todos os outros sistemas que sobrevivem à custa deste.

Tirando isso, continuaremos todos à espera das reformas que um dia hão-de chegar e que uma vez mais ficaram por fazer. Só que desta vez ainda mais tristes, mais sós e infinitamente mais pobres. De trocos, mas também da companhia e dos afectos dos que partiram.

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Estarão a pensar o mesmo que eu?

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.01.14

 A sondagem relativa a Portugal é da Aximage e saiu no Jornal de Negócios. A outra é do El Pais e reflecte a situação em Espanha. Ambas dizem respeito ao mesmo tema, isto é, as europeias. Mas se esses resultados se confirmassem dos dois lados da fronteira, há um partido em que aqueles seriam de muito difícil digestão para os seus militantes, e em que aposto que a situação se tornaria deveras complicada para a sua liderança. Qual será o partido? 

 

 

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Evidências

por Pedro Correia, em 21.07.13

As coisas são o que são.

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Asneira em dose dupla

por Pedro Correia, em 24.03.13

   

  

É uma questão de conflito de interesses mal resolvida. Ser administrador de uma empresa que elabora sondagens eleitorais e ao mesmo tempo apoiante declarado de uma candidatura a esse mesmo escrutínio são condimentos certos para dar asneira. Cumprindo os preceitos da Lei de Murphy, neste caso a asneira aconteceu mesmo. E em dose dupla. José Couceiro, derrotado nas eleições do Sporting, só conseguiu sagrar-se "vencedor" nas sondagens da empresa desse seu apoiante, numa afirmação viva do antigo preceito "não basta querer - é preciso poder".

As sondagens falharam redondamente. Nada que não tivesse ocorrido noutras eleições, nada que não se adivinhasse nestas também. Admira-me é haver quem persista em encomendar estudos de opinião a quem é recorrente no erro, talvez confundindo desejos com realidades. Se não é, parece. E no futebol, como na política, o que parece é.

Na altura, entre as hostes de Couceiro, houve quem tivesse embandeirado em arco. Sem motivo, como agora se vê. As referidas sondagens só iludiram quem gosta de ser tomado por parvo. Vistas à distância, têm apenas a vantagem de nos fazer rir. Num clube onde o riso escasseia, valha-nos ao menos isso.

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Escolher cerejas

por José Gomes André, em 28.09.12

Cherrypicking: é como os americanos chamam ao acto de seleccionar, a partir de um conjunto muito variado, uma sondagem particular favorável ao nosso argumento ou interesse. Assim como, perante uma taça com muitas cerejas, escolhemos as mais apetitosas. O resultado daquele acto é, naturalmente, pouco científico, impedindo uma análise racional sobre a tendência de um determinado evento político. A cobertura da eleição presidencial americana tem sido marcada por actos constantes de cherrypicking. A imprensa continua a divulgar as sondagens que mais interessam à sua narrativa (e já nem falo dos blogues!), esquecendo todas as outras publicadas no mesmo período. Nas últimas semanas, ora surgem referências a vantagens claras de Obama (7 pontos) ora a um empate técnico. Uns preferem as sondagens estaduais para anunciar Obama como o mais-que-provável-vencedor. Outros agarram-se à Rasmussen para descrever uma luta titânica.

 

Tudo isto é verdadeiro. E tudo isto é falso. Estes intervalos são naturais, pois há diversas sondagens diárias nos EUA. Com tantos dados, podemos contar a história que quisermos. A imprensa tenderá a narrar uma história emocionante, para manter vivo o interesse da opinião pública, mas uma análise séria deve procurar olhar para a média ponderada das sondagens, a única forma de decifrar a objectiva tendência da corrida. É menos emocionante, claro. Não é divertido anunciar que a disputa deste ano tem-se mantido relativamente estável, com ligeira vantagem de Obama, reforçada nas últimas semanas, por factores ainda a determinar (eu aposto em Convenção Democrata e erros tácticos de Romney). Com tantas narrativas de altos e baixos, os leitores ficarão provavelmente surpreendidos ao verificar que Obama lidera as sondagens desde Novembro de 2011 (!) (média RCP).

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Efeito do debate?

por José Maria Gui Pimentel, em 23.05.11

Estava curioso para ver esta sondagem, a 5ª das 8 programadas pelo Público. É certo que parte da amostra foi recolhida antes do debate. É também certo que se trata de uma sondagem, com todas as suas limitações. Mas creio que não será abusivo dizer que sugere o efeito do debate de sexta-feira. As evoluções do PS e do CDS parecem-me, assim, naturais. Já as perdas do BE e, sobretudo, desse paradigma da constância que é o PCP parecem-me reflexo de alguma volatilidade inerente à amostra (que suponho ser variável). Até porque Louçã teve um bom desempenho nos debates, e esteve bem no final da pré-campanha, por exemplo, ao levantar o tema da reestruturação da dívida (que, de resto, é uma sugestão bastante razoável, ao contrário do que Sócrates quer fazer parecer). 

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Última hora

por Paulo Gorjão, em 19.03.10

Na edição extra do jornal SOL, publicada hoje à tarde, uma nova sondagem da Pitagórica de Alexandre Picoto dá 69% a Paulo Rangel, 21% a José Pedro Aguiar-Branco e apenas 2% a Pedro Passos Coelho.

Desta vez, talvez por lapso ou distracção, os apoiantes de Rangel não se insurgiram de dedo em riste nem com os resultados apresentados, nem com o facto de Alexandre Picoto ser membro da comissão de honra de Pedro Passos Coelho.

Tudo está bem quando acaba bem...

 

P.S. -- Alexandre Picoto poderia ter a gentileza de consultar os apoiantes de Rangel antes de apresentar os resultados de uma sondagem? Muito se agradecia, uma vez que se evitavam situações desagráveis como esta de hoje. Se tivesse consultado os apoiantes de Rangel de imediato lhe teria sido fornecido os resultados da Verdade. Os publicáveis. Os resultados certos.

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As sondagens e as comadres

por João Carvalho, em 11.09.09

Jornal do Pau publica aqui a sua própria sondagem sobre as Legislativas, comparada com a que veio hoje a público. O facto interessa, porque o João Severino  esteve praticamente isolado ao acertar em tempo útil no resultado das Europeias. O facto até interessa duplamente, porque a possibilidade de haver sondagens manipuladas em benefício de quem as encomenda já deu origem a algumas controvérsias no passado recente. Se tais reservas tiverem qualquer fundamento, alguém há-de espiolhar os bastidores de certos estudos de mercado e de opinião. Basta que apareçam comadres zangadas. Por isso, parece recomendável acompanhar o assunto.

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Mais um «empate técnico»

por João Carvalho, em 07.07.09

«António Costa e Santana Lopes taco-a-taco na corrida à Câmara de Lisboa», segundo uma sondagem recente. Mais um fantasioso «empate técnico»?

Atente-se à notícia para tentar perceber: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa». Sim, parece ser mais um fantástico «empate técnico».

Mesmo assim, leia-se melhor para tirar teimas: «António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual.» Ah! É mesmo um engraçado «empate técnico».

Porém, o problema da escassa diferença resolve-se: um ganha e outro perde. As empresas de sondagens e a imprensa é que estão empatadas: têm o mesmo problema técnico. Ou será mental?

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Sondagens

por Paulo Gorjão, em 09.06.09

A classe política anda entretida a malhar nas sondagens. A miopia tem destas coisas. Quando o vento mudar de direcção vão colher os frutos deste momento de diversão. Afinal, a via tem dois sentidos.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 27.05.09

À atenção de quem encara estas europeias como a primeira volta das legislativas.

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Como foi que uma coisa destas aconteceu ao PSD?

por Jorge Assunção, em 16.03.09

 

Pergunta o Pedro Magalhães no Margens de Erro.

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