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"Diz qualquer coisa de oposição"

por Pedro Correia, em 12.10.17

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Faz hoje um mês, previ aqui que Rui Rio seria uma das figuras em foco de Outubro a nível nacional. Pela necessidade de finalmente assumir uma candidatura à liderança ao PSD.

Passos Coelho facilitou-lhe a vida, saindo de cena após as humilhantes derrotas eleitorais que o partido sofreu em Lisboa e no Porto, aliás muito previsíveis.

 

Dizem-me que Rio já andava a preparar-se há mais de um ano para este momento, cuidando de tudo ao pormenor, como é do seu feitio meticuloso.

Teve azar: o dia mediático, que já andava dividido pelas primeiras informações públicas em torno do Orçamento do Estado para 2018 e pela réplica formal do Governo espanhol ao desafio separatista da Catalunha, acabou por ser totalmente absorvido pela acusação formal da Procuradoria-Geral da República ao ex-primeiro-ministro José Sócrates, que vai sentar-se no banco dos réus pela suspeita de ter cometido 31 crimes. Facto sem precedentes na história política e na história judicial do País.

 

Rio nunca poderia ter previsto isto. Mas podia e devia ter feito um discurso mais vibrante e mobilizador perante a galeria de apoiantes em Aveiro.

Escutei-o pela televisão. Iam já decorridos 15 minutos de discurso quando dei por mim a parafrasear aquela personagem de Nanni Moretti: "Diz qualquer coisa de oposição!"

Acabou por dizer, daí a momentos, nessa intervenção de 17 minutos. Com uma frase que sabia ser apropriada a títulos de jornal: "O PSD é um partido de poder, não é a muleta do poder."

Achei muito pouco para quem se candidata à liderança do maior partido da oposição ao Governo socialista. Nestas coisas, como ensinava o engenheiro Guterres, nunca há segunda oportunidade para uma primeira impressão.

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É Tempo de Agir

por Rui Rocha, em 11.10.17

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Obviamente, demite-se

por Pedro Correia, em 03.10.17

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 Foto: Miguel A. Lopes/Lusa

 

Esmagado pela  hecatombe eleitoral e confrontado certamente com cenários demolidores na Comissão Política do partido, Pedro Passos Coelho sai pelo seu pé, exercendo a única opção credível que lhe restava. Como escrevi ontem aqui, restava-lhe abandonar o palco empurrado - o que seria péssimo para ele e nada recomendável para um partido que mantém intactas as ambições de regressar ao poder a médio prazo.

Rui Rio é agora forçado a abandonar a prolongada reclusão a que se entregara, apenas interrompida pelo apoio que concedeu ao malogrado candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto - pessoa cujo nome, sinceramente, não cheguei a fixar. Nada famosos, os resultados que Rio patrocinou: 10,3%, apenas um mandato na vereação da Invicta e menos de metade dos votos obtidos por Luís Filipe Menezes há quatro anos. O pior desfecho de sempre do partido laranja num acto eleitoral da capital do Norte.

Há melhores cartões de visita, convenhamos. Mas o ex-autarca portuense terá mesmo de sair da sua zona de conforto, competindo-lhe ser uma das figuras em foco na política portuguesa neste mês de Outubro, na linha do que já  aqui fora antecipado. Se a circunstância faz o homem, como dizia o outro, eis Rio precisamente por estes dias a ser moldado pela circunstância.

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A pior maneira de perder

por Pedro Correia, em 12.09.17

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«Rio inicia contactos para alternativa a Passos.»

Manchete do Expresso de 29 de Outubro de 2016

 

Acabou-se o silêncio entrecortado de recados com sentido dúbio, acabou-se a interminável espera por uma inspiradora vaga de fundo, acabou-se a margem para novo ciclo de ambiguidades acarinhadas pela imprensa amiga.

No dia 2 de Outubro, contados os votos autárquicos, o discretíssimo Rui Rio terá de sair enfim da sua zona de conforto e dizer ao que vem. Garantindo que desafiará Pedro Passos Coelho na corrida à próxima liderança do PSD. Limitar-se a gerir o silêncio é próprio dos tíbios. E deles não reza a história.

Prevejo por isso que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto será uma das figuras em foco na cena política portuguesa do próximo mês. Ou fala agora ou perde em toda a linha mesmo sem tentar. Que é sempre a pior maneira de perder.

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Rui Rio, o rei dos títulos

por Pedro Correia, em 04.11.16

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"Cavaco e Passos preferem Rui Rio"

Notícia de 1ª página do Expresso, 10 de Janeiro 2015

 

"Rio já pensa nas presidenciais mas ainda não decidiu quando avança"

Notícia do Público, 29 de Abril

 

"Rio avança para Belém"

Notícia da SIC, 29 de Maio

 

"Falso avanço fragiliza Rio"

Notícia de 1ª página do Sol, 5 de Junho

 

"Rui Rio avança no fim do mês"

Manchete do i, 8 de Julho

 

"Rui Rio avança já para Belém"

Notícia de 1ª página do Sol, 10 de Julho

 

"Rio jantou com Passos e avança antes das eleições legislativas"

Notícia do Diário de Notícias, 11 de Julho

 

"Rio já decidiu presidenciais"

Notícia de 1ªpágina do Expresso, 18 de Julho 

 

"Rio vê vantagens 'tácticas' em avançar mais cedo"

Notícia de 1ª página do Público, 20 de Agosto

 

"Rui Rio já não avança em Setembro"

Manchete do i, 27 de Agosto

 

"Rui Rio diz se avança ou não em Outubro"

Notícia de 1ª página do i, 2 de Setembro

 

"Crise política afasta Rio da corrida a Belém"

Manchete do Jornal de Notícias, 15 de Outubro

 

"Rui Rio desiste de Belém mas não do PSD"

Notícia de 1ª página do i, 16 de Outubro

 

"Rio não vai ao congresso"

Notícia do Expresso, 1 de Abril 2016

 

"Rio inicia contactos para alternativa a Passos"

Manchete do Expresso, 29 de Outubro 2016

 

"Rui Rio nega estar a fazer contactos para se candidatar à liderança do PSD"

Notícia do Observador, 4 de Novembro 2016

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Agarrem-me senão eu bato-lhe

por Pedro Correia, em 31.03.16

Rui Rio deu uma entrevista na antevéspera do congresso do PSD para revelar ao País que não estará presente na reunião máxima dos sociais-democratas. Se fosse, avisou em tom grave, teria que criticar Pedro Passos Coelho e "perturbar" o conclave. Assim limita-se a picar o ponto na comunicação social - onde sempre vence por goleada.

É uma variação, como qualquer outra, daquele velho dito "agarrem-me senão vou-me a ele". Rio é, aliás, especialista neste número. Faz agora um ano, esteve quase a candidatar-se a líder do PSD. Faz agora um ano, esteve quase a candidatar-se à Presidência da República. Nunca lhe faltou imprensa amiga a desvendar-lhe o pensamento, dando nota de que estaria pronto para "avançar" fosse para o que fosse.

Eterno candidato a candidato, dá sempre a sensação de que se move. Mas é pura ilusão de óptica, pois acaba por nunca sair do mesmo sítio.

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O cerco aperta-se.

por Luís Menezes Leitão, em 31.03.16

Escrevi aqui que Passos Coelho estava a deixar o PSD ficar absolutamente cercado, quer pelos partidos da maioria governamental, quer pelo CDS, quer até pelo próprio Presidente da República. Na verdade, Marcelo não perde uma oportunidade para desancar Passos e apoiar Costa. Aliás, Marcelo e Costa até parecem o Senhor Feliz e o Senhor Contente da rábula criada por Nicolau Breyner. Hoje estou convencido de que o (para mim na altura) incompreensível apoio de António Costa a Sampaio da Nóvoa não visava outra coisa que não permitir a eleição de Marcelo, como veio a ocorrer. E Marcelo tem-se mostrado extremamente agradecido, nunca vacilando no apoio ao actual governo. 

 

Passos Coelho, pelo contrário, parece o Senhor Triste, todos os dias suspirando de saudade pelos tempos em que chefiava o governo e só falando desses tempos. Ainda ontem, no debate quinzenal, foi patético vê-lo pedir a António Costa que avaliasse as reformas que o governo anterior fez, parecendo completamente focado no passado e ignorando os combates do presente, que são duríssimos e onde não se pode fraquejar.

 

Só que até ontem faltava mais um elemento na equação: o surgimento da oposição interna. Essa oposição surgiu agora, com uma entrevista de Rui Rio, logo seguida de outra entrevista de Paulo Rangel. Ambos alinham pelo mesmo diapasão, dizendo em primeiro lugar o óbvio: que a oposição que Passos Coelho está a fazer ao governo está a ser muito frouxa e que o PSD precisa de uma renovação profunda, como aliás o CDS fez agora. O que é curioso, no entanto, é que não assumam desde já o objectivo (para todos evidente) de conquistar a liderança, dizendo Rui Rio que nem sequer se vai dar ao trabalho de ir ao congresso e Paulo Rangel que se sente muito bem no Parlamento Europeu.

 

Estamos assim perante o calculismo típico dos políticos portugueses em que António Costa fez escola. O objectivo daqueles dois é fritar Passos Coelho em lume brando durante dois anos ou mais, para depois lhe dar o golpe mortal nas vésperas das eleições. A Passos Coelho estaria assim reservado o papel de ser o António José Seguro do PSD, que irá de vitória em vitória partidária esmagadora — mesmo com 95% — até à derrota final, no momento em que o D. Sebastião há muito aguardado surgirá numa manhã de nevoeiro, para depois disputar as eleições sem o peso dos anos na oposição.

 

Confesso que me irritam profundamente estes esquemas de calculismo político. Era mais que altura de os partidos acabarem com isto. Mas é manifesto que é isso que vai suceder.

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Rui Rio: um ano em títulos

por Pedro Correia, em 16.10.15

 

"Cavaco e Passos preferem Rui Rio"

Notícia de 1ª página do Expresso, 10 de Janeiro

 

"Rio já pensa nas presidenciais mas ainda não decidiu quando avança"

Notícia do Público, 29 de Abril

 

"Rio avança para Belém"

Notícia da SIC, 29 de Maio

 

"Falso avanço fragiliza Rio"

Notícia de 1ª página do Sol, 5 de Junho

 

"Rui Rio avança no fim do mês"

Manchete do i, 8 de Julho

 

"Rui Rio avança já para Belém"

Notícia de 1ª página do Sol, 10 de Julho

 

"Rio jantou com Passos e avança antes das eleições legislativas"

Notícia do Diário de Notícias, 11 de Julho

 

"Rio já decidiu presidenciais"

Notícia de 1ªpágina do Expresso, 18 de Julho 

 

"Rio vê vantagens 'tácticas' em avançar mais cedo"

Notícia de 1ª página do Público, 20 de Agosto

 

"Rui Rio já não avança em Setembro"

Manchete do i, 27 de Agosto

 

"Rui Rio diz se avança ou não em Outubro"

Notícia de 1ª página do i, 2 de Setembro

 

"Crise política afasta Rio da corrida a Belém"

Manchete do Jornal de Notícias, 15 de Outubro

 

"Rui Rio desiste de Belém mas não do PSD"

Notícia de 1ª página do i, 16 de Outubro

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O pré anúncio...

por Helena Sacadura Cabral, em 07.09.15

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“...Marcelo (o facto de ser conhecido por "professor Marcelo" e não por "professor Rebelo de Sousa" é algo que deve ser ponderado) é uma figura única no panorama público português. À sua notoriedade corresponde um evidente registo de simpatia. Consegue ser popular sem ser popularucho, talvez porque o qualificativo de "professor", isto é, de alguém "que sabe" (ao que quer fazer parecer, sabe um pouco de tudo), introduza sempre uma certa distância face àqueles que o contactam e o ouvem. Ao encontrá-lo na rua, as pessoas sentem que está ali alguém que lhes entra pela casa dentro com regularidade, são naturalmente tocadas por uma espécie de distanciada intimidade, na sensação de que, no fundo, o conhecem, tantas vezes e tão obsessivamente o ouvem falar de tudo e de alguma coisa.”

                                                 

                                   in http://duas-ou-tres.blogspot.pt/

 

É verdade que o Prof. Rebelo de Sousa já esteve outras vezes na Festa do Avante. É verdade que, na actualidade, a crispação relativamente ao PCP é já muito reduzida – muito se deve a essa genuína figura de Jerónimo de Sousa, de quem é muito difícil não gostar – e que são muitos os visitantes que não partilham da ideologia que está por detrás dela. E é verdade que aquele espaço merece ser visitado e tem cada vez maior presença.

Mas também é verdade que, nesta altura de pré campanha eleitoral, a visita do Professor acompanhado por uma câmara de televisão, não deixa de ter um significado político preciso, depois de Santana Lopes ter abandonado o terreno e de Rui Rio não ser claro. E esse significado só pode ser o de um pré anúncio da sua candidatura a Belém...

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Todo um programa (actualizado)

por Pedro Correia, em 02.09.15

"Cavaco e Passos preferem Rui Rio"

Notícia de 1ª página do Expresso, 10 de Janeiro

 

"Rio já pensa nas presidenciais mas ainda não decidiu quando avança"

Notícia do Público, 29 de Abril

 

"Rio avança para Belém"

Notícia da SIC, 29 de Maio

 

"Falso avanço fragiliza Rio"

Notícia de 1ª página do Sol, 5 de Junho

 

"Rui Rio avança no fim do mês"

Manchete do i, 8 de Julho

 

"Rui Rio avança já para Belém"

Notícia de 1ª página do Sol, 10 de Julho

 

"Rio jantou com Passos e avança antes das eleições legislativas"

Notícia do Diário de Notícias, 11 de Julho

 

"Rio já decidiu presidenciais"

Notícia de 1ªpágina do Expresso, 18 de Julho 

 

"Rio vê vantagens 'tácticas' em avançar mais cedo"

Notícia de 1ª página do Público, 20 de Agosto

 

"Rui Rio já não avança em Setembro"

Manchete do i, 27 de Agosto

 

"Rui Rio diz se avança ou não em Outubro"

Notícia de 1ª página do i, 2 de Fevereiro

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Todo um programa

por Pedro Correia, em 28.08.15

"Cavaco e Passos preferem Rui Rio"

Notícia de 1ª página do Expresso, 10 de Janeiro

 

"Rio já pensa nas presidenciais mas ainda não decidiu quando avança"

Notícia do Público, 29 de Abril

 

"Rio avança para Belém"

Notícia da SIC, 29 de Maio

 

"Falso avanço fragiliza Rio"

Notícia de 1ª página do Sol, 5 de Junho

 

"Rui Rio avança no fim do mês"

Manchete do i, 8 de Julho

 

"Rui Rio avança já para Belém"

Notícia de 1ª página do Sol, 10 de Julho

 

"Rio jantou com Passos e avança antes das eleições legislativas"

Notícia do Diário de Notícias, 11 de Julho

 

"Rio já decidiu presidenciais"

Notícia de 1ªpágina do Expresso, 18 de Julho 

 

"Rio vê vantagens 'tácticas' em avançar mais cedo"

Notícia de 1ª página do Público, 20 de Agosto

 

"Rui Rio já não avança em Setembro"

Manchete do i, 27 de Agosto

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Frases de 2015 (13)

por Pedro Correia, em 16.04.15

«Eu não sou nenhum D. Sebastião.»

Rui Rio

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Frases de 2014 (36)

por Pedro Correia, em 26.12.14

«Se todos os regimes políticos anteriores tiveram um fim, este vos garanto que tem fim também.»

Rui Rio

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Evitar o contágio

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.11.13

O Público revela na sua edição de hoje alguns pormenores a propósito do convite e da recusa de Rui Rio em assumir a liderança do Banco de Fomento.

Fazendo fé no que ali se conta, e não há razões que me levem a duvidar da seriedade do relato ou acrescento de qualquer ponto, o episódio confirma em absoluto tudo o que eu pensava antes de quem convidou e de quem recusou. E, mais do que isso, demonstra como é fácil a estupidez cruzar-se com a inteligência mantendo-se tudo na mesma.

Desconheço se o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto leu Mazarin e o que este escreveu em 1684 no seu "Breviarium Politicorum". Se não leu indicia todas as qualidades que poderão um dia, se lhe derem o privilégio de umas primárias, vir a ocupar à frente do PSD o lugar que espera António Costa no PS logo que lhe desimpeçam a loja.

Mesmo quem não goste, ou não morra de amores por Rio, desde que conhecesse o seu percurso e estivesse atento à forma como gere as suas intervenções públicas e os tempos em que as faz, dificilmente acreditaria que fosse homem para aceitar liderar neste momento uma instituição - com a importância que nunca terá - como o novel Banco de Fomento. Em especial com o peso político que significa para o actual primeiro-ministro. Menos ainda se o convite formulado por Passos Coelho trazia consigo, como foi o caso, a inacreditável escolha antecipada da equipa que se queria que Rui Rio dirigisse.

Nenhum homem decente, inteligente e sensato q.b. aceitaria, por muito ambicioso ou tributário que fosse ao convidante, ser colocado à frente de uma entidade como o tal Banco tendo de engolir todos os "Franquelins" que lhe fossem impingidos.

O lastro de confusões, demissões, golpadas, convites, "desconvintes" e cegadas várias em que o primeiro-ministro, ou os seus homens de confiança por ele, se tem envolvido desde Junho de 2011, bastariam para obrigar o mais desprevenido a pensar duas vezes antes de, numa altura destas, aceitar meter-se numa embarcação, em mar revolto, sabendo que o almirante que escolheu a tripulação não distingue bombordo de estibordo, é atreito a levantamentos de rancho entre a sua gente, confunde proa com popa e na embarcação que ele próprio dirige já viu a maioria dos seus tripulantes enjoar na ponte, enquanto os sobrantes e os passageiros que foram obrigados a seguir viagem, quase todos velhos, doentes e reformados, se atropelam para ver quem primeiro se atira borda fora na esperança de serem recolhidos por alguém que passe ao largo e lhes atire uma bóia e uma lata de sardinhas.

Uma das coisas que Mazarin aconselhava a um político era que se tivesse de responder negativamente a um pedido fingisse que precisava de reflectir. E que depois se mostrasse sinceramente desolado por não poder atendê-lo. Desconfio que Rio, mesmo que não tenha lido a obra que me veio à memória, nunca precisaria de recorrer a um grau tão grande de perfídia e hipocrisia para recusar o convite. Bastar-lhe-ia ser coerente, como parece ter sido.

Aquilo que para qualquer um de nós seria uma evidência, como o resultado da imposição de uma cura de emagrecimento em quem já dava sinais de subnutrição, não o foi para Passos Coelho.

Pessoalmente estou convencido, no que até Pedro Lomba ou Poiares Maduro num momento de lucidez serão capazes de admitir, que de mais este triste episódio sai um Rio de caudal reforçado que ameaça galgar as margens a qualquer momento, correndo ainda mais violento para a sua foz.

Quanto a Passos Coelho, que neste desgraçado filme comprido e chato faz papel de marujo arvorado, fica a eliminação das dúvidas que restassem sobre a preparação política que recebeu. Ou seja, confirma-se que politicamente possui a preparação de um tarimbado servente de S. Bento. A grande diferença é que este, ainda que convidado para universidades de Verão e convivendo com professores doutores, não aspira ser primeiro-ministro. Nem sequer quando com um grão na asa adormece destapado e virado para a esquerda. Um néscio político não faria pior. Bastar-lhe-ia ir ao calendário e ver que o Primeiro de Dezembro estava à porta e gritar a plenos pulmões: Viva Portugal!

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Tanto barulho para nada. Rui Rio arrisca-se a decepcionar uma vez mais aqueles que insistem em chamá-lo ao salão. Numa entrevista concedida em horário nobre à televisão pública, o ainda presidente da câmara do Porto voltou a aflorar o perigoso discurso antipartidos (como se não fosse membro de um, tendo sido aliás seu vice-presidente) com expressões de profundo nojo pela vida política (como se não desempenhasse há mais de duas décadas funções políticas).

Expressões como esta: "Sinto-me cada vez mais longe desta forma de fazer política." E esta: "Isto em que nós vivemos já nem sei bem se é uma democracia."

Palavras dignas de qualquer dos habituais intervenientes da Opinião Pública da SIC Notícias.

 

Seria de esperar algo um pouco mais profundo do ex-vice-presidente da JSD, ex-secretário-geral do PSD, ex-vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e ex-vice-presidente dos laranjinhas, que à beira de concluir 12 anos de mandato na Avenida dos Aliados fala como se não tivesse partido e recomenda - não recomendando - uma via alternativa. "Há um movimento do topo da sociedade portuense para a existência de uma candidatura independente, fora dos partidos", destacou, apontando em direcção de Rui Moreira sem no entanto ter o desassombro de anunciar que lhe destina o voto. A falta de clareza de alguns protagonistas é um dos principais problemas da nossa vida política, como há muito sustento. Incluindo aqueles que, como Rui Rio, tanto gostam de apregoar frontalidade.

De caminho, nesta entrevista, o autarca disparou contra Luís Filipe Menezes, indicado pelo PSD para concorrer à sua sucessão. Nada de admirar, dadas as públicas divergências que ambos mantêm há longos anos. Mas Rio - apresentado pela RTP como "um homem cuja palavra pode ser decisiva para o resultado final" - caiu num lapso: por duas vezes falou como se Menezes tivesse a eleição assegurada. A primeira quando disse isto: "Não posso apoiar, de forma nenhuma, quem vai fazer o contrário daquilo que estive a fazer." A segunda, aqui: "Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente daquilo que eu sei que vai destruir tudo aquilo que foi feito [no Porto]." Tem a certeza de que Menezes vai fazer e vai destruir, doutor Rio? Essa forma verbal indicia que já dá por garantida a vitória do seu rival.

 

E da entrevista conclui-se o quê? Que Rio tenciona abandonar a política, ingressando na actividade privada, porque precisa de "ganhar um pouco mais pois os salários na política, ao contrário do que as pessoas pensam, são muito baixos".

Tem todo o direito de o fazer, como é óbvio. Mas afinal, com o actual autarca a dissolver-se em breve na nossa linha do horizonte, quem poderá protagonizar a regeneração por que tanto ansiamos na política portuguesa?

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Atravessando o Rubicão.

por Luís Menezes Leitão, em 31.07.13

 

 

Ontem Rui Rio anunciou urbi et orbi a sua candidatura a substituir Passos Coelho. As suas declarações constituem uma pedrada no charco e representam um claro sinal de que há na actual política portuguesa um amplo sector que não se revê na incompetência política do actual PSD nem está disposto a assistir ao desastre que seria a entrega do país a António José Seguro.

 

Rui Rio cortou a direito e diz o que muita gente está a pensar. Não é aceitável que numa democracia madura os políticos não digam a verdade no Parlamento, pelo que se forem apanhados em falso não têm outra alternativa senão demitirem-se ou serem demitidos. Mas é claro que Passos Coelho não o fará a Maria Luís Albuquerque, uma vez que nem sequer reagiu quando na oposição se colocou a mesma questão em relação a José Sócrates. E também não é aceitável que um partido que proclama querer combater a despesa pública candidate à segunda câmara do país um autarca que deixa uma dívida monumental na câmara que geriu e cujas promessas para o Porto se resumem a um endividamento estratosférico. Esta absoluta incoerência no discurso político vai custar cara ao PSD. E não são as moções de confiança no Parlamento que dão algum balão de oxigénio a um Governo que persiste em cometer erros sobre erros. Essa experiência já a tivemos com o governo de Santana Lopes, que também apresentou uma moção de confiança na Assembleia. Seis meses depois tinha caído. Na verdade, só precisam de apresentar moções de confiança os governos politicamente fracos. E a fraqueza política deste Governo é óbvia ou não estaria a ser dirigido pelo segundo partido da coligação.

 

É precisamente por esse motivo que Rui Rio decidiu ontem atravessar o seu Rubicão, deixando o Porto e preparando as suas tropas para o assalto ao poder.  Das suas declarações não há retorno e o combate tornou-se agora inevitável. Alea jacta est.

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A perigosa retórica antipartidos

por Pedro Correia, em 17.07.13

 

No seu habitual espaço de comentário da TVI 24, Manuela Ferreira Leite louvou o «belíssimo discurso» ao País do Presidente da República. Como seria de esperar. Chegou a dizer o seguinte, que aqui registo para memória futura: «Se a atitude do Presidente da República provocasse um terramoto interno nos partidos não seria mau. Se há coisa sobre a qual a opinião pública não tem uma boa opinião é relativamente aos partidos», havendo portanto que «metê-los na ordem».

Anotei a perfeita sintonia destas palavras com declarações quase simultâneas de Rui Rio, também em claro elogio ao inquilino de Belém. «Não sei se os partidos se conseguem entender. Mas foi-lhes dada pelo Presidente da República uma oportunidade única de se poderem credibilizar perante a opinião pública», declarara horas antes o presidente da Câmara Municipal do Porto.

Começa a fazer caminho, entre as personalidades que têm como principal referência política o actual Chefe do Estado, a ideia de que a democracia portuguesa está degenerada por culpa dos partidos.

É um caminho perigoso e que contradiz todo o património histórico do PSD desde os tempos do seu fundador, Francisco Sá Carneiro.

Vale a pena reler com atenção a última entrevista concedida por Sá Carneiro, publicada no próprio dia da sua trágica morte, a 4 de Dezembro de 1980, na revista espanhola Cambio 16. «Eanes, com este projecto impossível de acordo entre os socialistas e os sociais democratas, é um factor de instabilidade», criticava o malogrado fundador do PSD, visando o então Presidente da República, a quem acusava sem rodeios: «Eanes é um homem que provoca crises nos partidos porque tem uma visão da política que é a do poder pessoal.»

A história repete-se, com mais frequência do que muitos imaginam. Não deixa de ser irónico que Cavaco - ex-ministro das Finanças de Sá Carneiro - sirva hoje de bandeira à retórica antipartidos emanada de alguns dos seus apoiantes mais notórios.

 

Imagem: Cavaco Silva e Sá Carneiro em 1980

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Rui Sebastião chamado ao salão (parte III)

por Pedro Correia, em 14.07.13

«A agitação nos bastidores do PSD perante a iminência de uma crise é notória. Ao que o Expresso apurou, militantes de quatro distritais do partido - Lisboa, Porto, Coimbra e Santarém - tentaram uma conversa com Rui Rio, através de um mediador de Lisboa que esteve com Passos desde o início. Rio não terá aceitado, mas quem trabalha na sombra para auscultar o eterno candidato à presidência do PSD dá gás ao sentimento latente de que a sucessão do actual líder pode ser acelerada.»

Ângela Silva, Expresso, 13 de Julho

Parte I aqui, parte II aqui

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"Para ver se isto tudo muda"

por Pedro Correia, em 11.07.13

«É uma jogada de risco [a do Presidente da República] porque os partidos estão realmente tão desacreditados e tão mal que temo que não sejam capazes disso [de um acordo]. E isso é dramático para o regime. E por isso eu defendo também reformas no regime para ver se isto tudo muda.»

 

«Não sei se os partidos se conseguem entender. Mas foi-lhes dada pelo Presidente da República uma oportunidade única de se poderem credibilizar perante a opinião pública.»

 

«Eu estou muito mais confortado com esta intervenção do senhor Presidente da República do que com uma outra qualquer, ou que dissolvesse ou que reconduzisse [o Governo] da forma como os dois partidos que neste momento têm maioria negociaram as coisas.»

 

«Vale a pena perdermos uns dias e tentar arranjar uma coisa mais coerente do que ir já para uma solução qualquer, seja a dissolução [da Assembleia da República] que as pessoas não querem, seja a continuidade deste Governo reformulado, que as pessoas também não querem.»

 

Rui Rio, juntando-se ao discurso antipartidos a pretexto da intervenção de ontem do PR

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Rui Sebastião chamado ao salão (parte II)

por Pedro Correia, em 11.07.13

«Admito que haja nos partidos políticos, a partir de hoje, alguma convulsão interna. (...) O Presidente sugere que é fácil encontrar uma personalidade de reconhecido mérito nacional para mediar a proposta entre os três partidos que assinaram o memorando da troika. Podemos especular sobre essa personalidade, desde Silva Peneda a Rui Rio.»

Raul Vaz, RTP N, 10 de Julho

 

«Rui Rio é uma boa solução. Por ser um homem rigoroso, sério.»

Paulo Baldaia, SIC Notícias, 10 de Julho

Parte I aqui

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Rui Sebastião chamado ao salão

por Pedro Correia, em 04.07.13

«Passos Coelho não tem neste momento mão no PSD. (...) Estão criadas as condições para que a corrente crítica no PSD venha questionar a liderança. O PSD pode ter algum ganho se conseguir alterar a liderança do partido até às eleições. (...) Dentro do PSD há uma larga maioria que não está de acordo com a manutenção deste governo.»

Raquel Abecasis, TVI 24, 2 de Julho

 

«Há duas pessoas que têm um poder enorme dentro do PSD, assim de um dia para o outro: Rui Rio e Paulo Rangel.»

Ricardo Costa, SIC Notícias, 2 de Julho

 

«O Presidente da República deve chamar Rui Rio, que é uma pessoa prestigiada.»

José Gomes Ferreira, SIC, 3 de Julho

 

«A melhor solução para o País era um governo de salvação nacional ou de unidade democrática. (...) Conheço pelo menos quinze ou vinte pessoas na sociedade portuguesa que têm conhecimentos, experiência e seriedade para poderem exercer esse papel.»

Freitas do Amaral, RTP, 3 de Julho

 

«Apostaria no Rui Rio, que tem estado a gerir a Câmara do Porto magistralmente e sai com um prestígio enorme como autarca. É uma hipótese [para primeiro-ministro].»

António Capucho, Rádio Renascença, 3 de Julho

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Rui Rio defende rapidinhas

por José António Abreu, em 21.02.13

Em conselho aos eventuais candidatos às eleições autárquicas, Rio Rio terá afirmado anteontem: «É um erro ser candidato muito cedo, com muito tempo pela frente, porque o candidato tem de dizer muitas coisas, tem de falar muitas vezes e, a dada altura, já tem 20 prioridades porque, semana sim semana não, teve de dizer alguma coisa. E não se pode ter 20 prioridades.» Para o bem e para o mal, isto é Rui Rio típico. Por um lado, ao cortar deliberadamente o tempo para debate de ideias, trata-se de uma óbvia perversão da democracia; por outro, é uma lição que, no mundo actual de pressão constante e reacções emotivas, os políticos já deviam ter percebido (mas percebem apenas – e apenas alguns – quando atingem o poder, esquecendo-a logo que se encontram na oposição): não convém dar tempo suficiente aos eleitores para que estes possam exigir ser enganados.

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Rui Rio foi ontem a tribunal para ser ouvido no âmbito de um procedimento cautelar em que está em causa a suspensão da edição da Porto Menu em que a capa apresenta a frase Rio és um fdp. No final da sessão, Rio mostrou-se indignado por ser ouvido em Agosto e teceu ainda outras críticas reproduzidas na imprensa:

 

Rui Rio criticou o facto de ter sido chamado a esclarecer se era um fanático dos popós, garantindo que este é mais um exemplo “de como está a justiça portuguesa”, e declarou-se “triste” pela “forma como o tribunal está a tratar isto”. “Sinto-me triste, nunca pensei chegar a esta idade e ver o regime a degradar-se como está”,

 

É preciso dizer que Rio não tem qualquer razão para estar indignado. Um procedimento cautelar tem como objectivo evitar a produção de danos irreversíveis através de uma apreciação provisória e preliminar sobre os factos em discussão. Por esse motivo, o processo tem natureza urgente. Corre termos em Agosto. E corre bem. Quanto à questão de ser fanático dos popós ou não, pode de facto parecer folclórica. Mas, ela integra, nesses precisos termos, a argumentação de Manuel Leitão. A questão fundamental é saber se a capa da Porto Menu é ou não ofensiva. No Processo Civil português vale o princípio do dispositivo: o tribunal deve pronunciar-se sobre os factos alegados pelas partes e sobre os fundamentos que estas aduzem. Se Manuel Leitão diz que a capa da Porto Menu tem como mensagem a de Rio ser um fanático dos popós, é sobre esta posição que o tribunal tem de pronunciar-se. E deve fazê-lo respeitando outro princípio do processo que é o do contraditório. Isto é, ouvindo as testemunhas indicadas, sendo que Rio é uma delas. Tudo normal, portanto. Tudo menos a indignação de Rio que é completamente despropositada, A menos que Rio entenda que devemos substituir o normal funcionamento do tribunal pela aplicação do seu critério pessoal sobre o tema em discussão. Coisa que, em qualquer caso, não parece grande ideia.

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Dívidas e democracia

por José António Abreu, em 14.06.12

A frase de Rui Rio segundo a qual as câmaras endividadas não deviam ter eleições, que, muito justamente, o Pedro Correia já colocou nas frases do ano, parte de um pressuposto correcto e é útil para lançar o debate mas aponta uma má solução. Diz Rio que o excessivo endividamento limita as opções de qualquer executivo saído de eleições, o qual não poderá aplicar o programa em que acredita, pelo que mais valia ser nomeada uma «comissão administrativa para a gestão corrente», encarregue de colocar as contas em ordem, após o que se realizariam então as eleições. À primeira vista (e talvez à segunda e à terceira), esta parece uma solução pouco democrática. Mas convenhamos que, na situação actual, a democracia também não vai muito para além de um acto formal sem grandes resultados práticos, uma vez que, como diz Rio, as dificuldades financeiras acabam por impor determinadas políticas, deixando pouca margem para escolhas. Quem vem a seguir, limita-se a (tentar) arrumar a casa, muitas vezes sob vigilância superior. Ou seja: a democracia, enquanto possibilidade de mudança, já está a ser destruída – por quem gera a dívida. (Obviamente, isto não se aplica apenas ao nível local mas também ao regional e nacional.) Ainda assim, tendo Rui Rio razão no diagnóstico, talvez exista uma solução preferível àquela que propôs: a perda de mandato automática e a proibição de recandidatura nas eleições seguintes para quem permitir que seja ultrapassado um determinado nível de endividamento (ou, para as Câmaras já acima desse limite no momento de início de mandato, que gere ainda mais dívida em vez de a diminuir). Tratar-se-ia de um método simples e claro, conhecido à partida por todos, eleitos e eleitores. A dificuldade seria fazer aprovar a lei (provavelmente exigiria uma revisão constitucional) e o risco, claro, podermos ficar rapidamente com quase todos os políticos actuais impedidos de concorrer a eleições. O que, bem vistas as coisas, talvez não fosse negativo.

 

Adenda

Gostaria ainda de salientar outra posição de Rui Rio, com a qual estou cem por cento de acordo: nenhum líder que tenha aumentado a dívida da sua autarquia devia ser autorizado pelo seu partido (seu, dele, líder autárquico) a candidatar-se de novo, à mesma ou a qualquer outra autarquia. Mas para isso era preciso que os partidos se preocupassem mais com o país do que com os jogos de poder. Não vou, pois, reter o fôlego à espera de que tal aconteça. Como, estou certo, não o fará Rio.

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Frases de 2012 (31)

por Pedro Correia, em 13.06.12

"As câmaras endividadas não deviam ter eleições"

Rui Rio

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Os graffitis nas nossas cidades.

por Luís Menezes Leitão, em 27.09.11

 

Rui Rio tem toda a razão. É absolutamente inaceitável que a propriedade alheia e o espaço público sejam constantemente vandalizados por graffitis que só servem para dar uma imagem degradada das nossas cidades a quem as visita. A incapacidade do Estado em reprimir estes actos de vandalismo é um sinal claro da decadência da sociedade em que vivemos. Para quando uma política de tolerância zero em relação aos graffitis?

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a aquecer os motores

 

... Rui Rio.


Para quem o viu, na RTP, a braços com os iluminados servidores do regime.

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P'ra norte ou p'ra sul?

por João Carvalho, em 19.03.10

— Afinal, em que é que ficamos?!? Decidam-se lá!

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As asas de António Costa

por João Carvalho, em 17.03.10

Red Bull Air Race: prova vai alternar entre Tejo e Douro e este ano será no Norte. Está-se mesmo a ver que este regresso antes da partida nada tem que ver com as promessas de António Costa sobre os custos a Sul...

Red Bull deu-lhe asas. E tirou-lhas logo a seguir.

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O meu candidato é o outro

por Paulo Gorjão, em 11.03.10

Não há eleição política em Portugal em que uma franja do eleitorado não diga que o seu candidato é alguém que não se apresenta a votos. Nas eleições directas que agora se avizinham no PSD há quem suspire por Marcelo Rebelo de Sousa ou por Rui Rio. O eterno problema, como em tudo na vida, é que o leque das escolhas disponíveis condiciona as opções disponíveis. De nada adianta suspirar por Rebelo de Sousa ou por Rio. Isso só enfraquece quem está efectivamente na corrida sem que daí resulte qualquer vantagem. Os candidatos que se apresentaram a votos não são os ideais? É a vida. A real. Na vida imaginária também gostava de ter coisas que não tenho e de fazer escolhas que não posso. Na vida real as escolhas fazem-se entre quem está e quem quer estar. O resto são devaneios inconsequentes.

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Tudo mal

por João Carvalho, em 14.01.10

Esta é uma história muito mal contada e que vai de mal a pior. António Costa já põe em causa o evento. O mesmo António Costa que garantiu que não pagaria mais do que Rui Rio pagava antes (400 mil euros). A mesma história que agora já vai em 3,5 milhões de euros...

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O desafio de Rui Rio

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 23.07.09

No Porto, salvo se acontecer um improvável cataclismo, Rui Rio tem a reeleição garantida e com o melhor resultado de sempre. A sua principal concorrente, a "voadora" Elisa Ferreira, é um tiro de pólvora-seca, uma candidata de pernas partidas, uma desilusão, até para os seus potenciais apoiantes. Elisa suicidou-se e o PS do Porto - o aparelhismo partidário no seu pior - empurrou-a para a cova, com os seus desatinos habituais. Mas Rio não pode descansar. A bitola está alta. Há sondagens que o dão muito à frente, há eleições legislativas à mistura e, por isso, Rio tem de combater a inércia do eleitorado. Este é o seu principal desafio.

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Mudam-se os tempos...

por Paulo Gorjão, em 26.04.09

A divergência -- e a crítica -- pública de Rui Rio tem dado muito que falar, como não poderia deixar de ser. A crítica, dura nos termos e expressa de forma muito clara, causou incómodo. José Pacheco Pereira, porém, não veio de imediato acusá-lo de criar um "facto" hostil a Manuela Ferreira Leite. Adiante. Não sei quais foram as intenções de Rui Rio, nem tal me parece especialmente relevante. O que sei é que Rui Rio não precisa de se 'demarcar' de Ferreira Leite para abrir caminho para a sua eventual candidatura, nem necessita de criar pretextos para o efeito. Julgo não ser necessário recorrer a grandes teorias de conspiração. Muito provavelmente, a explicação é simples e a expressão pública da divergência decorre da relevância que Rio atribui ao tema, nomeadamente por envolver a inversão do ónus da prova. Noutros tempos, noutros contextos, Pacheco Pereira manifestava a sua enorme preocupação com a inversão do ónus da prova. Desta vez, porém, o assunto não lhe mereceu uma linha. Um mísero bit.

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