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Playboy volta a ter fotografias de mulheres nuas.

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Que parte é esta dos acordos?

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.12.15

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Confesso que por esta não esperava e fico a pensar em que se baseiam os especialistas de comunicação para considerarem que este tipo de reportagens faz parte do cardápio do interesse público. Da coscuvilhice pública não tenho dúvidas, só que depois dos péssimos exemplos de José Sócrates e Passos Coelho pensei que a lição tivesse sido assimilada. Graças a uma nota do Carlos Vaz Marques, verifico agora, penosamente, que não. Ainda bem que onde estou só tenho acesso à capa. É quanto me basta. Porque se este é o modelo, se este é o caminho, se aquilo que é do domínio do privado, devia assim permanecer e ser resguardado, afinal deve ser público, então o melhor mesmo é estar ausente. E de preferência bem longe.

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Resistindo ao desejo de gastar seis euros

por José António Abreu, em 23.10.15

Em pé junto ao expositor da Fnac, leio do princípio ao fim a excelente entrevista de Francisco José Viegas a Pedro Mexia incluída no último número da revista Ler. Noto que a revista traz uma segunda entrevista, ao israelita David Grossman, bem como artigos sobre Camilo Castelo Branco (falecido há 125 anos, merecia muito mais atenção do que aquela que recebe), Susan Sontag (alguém que me irrita e fascina em igual medida) e literatura síria (que desconheço em absoluto). Sinto uma enorme vontade de a comprar. Não o faço. Mas ainda reparo que a tiragem já desceu até aos 7 mil exemplares.

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Hoje, na Visão

por Patrícia Reis, em 20.03.14

DOM JOSÉ POLICARPO

(1936-2014)

O cardeal que não queria ser Papa

 

O patriarca emérito de Lisboa morreu no dia 12, durante uma cirurgia, devido a um aneurisma da aorta. Foi sepultado em São Vicente de Fora, no panteão dos patriarcas

 

 

A minha vocação sacerdotal vem desde miúdo e o modelo era o prior da minha aldeia [Alvorninha, Caldas da Rainha, onde nasceu]. Era um homem que nos marcou a todos. Nunca pensei chegar a cardeal. Preparei-me para ser o melhor possível no que faço, sempre com um sentido de serviço.

 

A memória mais antiga que tenho é a morte da minha avó paterna. Lembro-me da imagem dela na cama onde morreu. Eu tinha três anos. Com a mesma idade, lembro-me do meu pai ter chegado a casa anunciando o início da Segunda Guerra Mundial. Vivemos um século XX carregado de atrocidades, porém com coisas igualmente maravilhosas e apaixonantes. Recordo que vivemos com profundo entusiasmo o Concílio Vaticano II, processos de paz e aproximação de nações, o desenvolvimento da ciência, da medicina, das tecnologias.

 

O mundo é complexo. Eu sou do tempo da segunda guerra, da guerra fria, da bomba atómica... Houve passos importantes, como a autonomia dos povos e o fim do colonialismo. Apesar dos percalços houve períodos de otimismo. Nos últimos anos, o horizonte ficou mais negro. A minha primeira reação é tentar salvar a esperança. A Humanidade tem a possibilidade de vencer, mas também a possibilidade de se autodestruir. A dimensão da esperança é essencial.

 

A Igreja Católica é, no mundo de hoje, o último baluarte na defesa de uma ética e de valores transcendentes. Às vezes fica acantonada, dá ideia de ser retrógrada, mas é, realmente, este baluarte de defesa. Nunca assumi, no meu percurso de Fé e intelectual, um conflito entre a Fé e a Ciência. São dois universos diferenciados que têm de convergir naquilo que é fundamental: o sentido e a verdade do Homem. Não há dúvida que a Ciência é um bem precioso para a Humanidade.

 

No caso da sexualidade, julgo que devemos ensinar duas coisas: que as soluções facilitantes não levam a nada e que é preciso aprender a amar. É importante descobrir a generosidade do amor. Aquilo que se complica na comunicação da doutrina da Igreja é quando surge reduzida à casuística, traduzida em casos. A doutrina é mais ampla. É o desafio da liberdade, do amor e da dignidade do Homem.

 

O pecado supõe uma opção de consciência, quando sabemos que estamos a fazer o pior. Há circunstâncias em que as pessoas fazem o mal sem pecar, porque já não têm a clarividência de consciência, nem a liberdade interior para optar. O pecado, no sentido teológico do termo, é uma opção.

 

Ser católico é muito exigente. Sempre foi e continua a ser. É um caminho de audácia. Digo que é difícil, contudo também afirmo que é um caminho libertador, porque quando o experimentamos e o percorremos traz-nos tanta alegria, abre de tal forma o horizonte e o sentido da vida, que vale a pena.

 

Há muito tempo que espero um movimento dentro da Igreja que há de ajudar a purificar o Conselho Vaticano II. É um movimento inevitável de verdade e visão da Igreja no mundo.

 

Houve um momento em que se especulou sobre a possibilidade de ser escolhido para suceder a João Paulo II. Rezei muito a Nosso Senhor para que me protegesse... Um conclave é um momento único. Foi uma experiência extraordinária. No meu caso concreto, senti muito o efeito da pressão da comunicação social. Foi de tal forma que eu, que por norma resisto bem a este tipo de situações, comecei a ficar nervoso. Depois entrámos em conclave e a coisa pacificou. Não posso contar o que ali se passou... Mas fiquei muito contente por voltar para casa.

 

Penso que valeu a pena seguir o caminho do sacerdócio. Poderia ter sido melhor, mais perfeito na maneira como servi a Deus e aos irmãos, mas julgo que valeu a pena.

 

Quando me perguntam o que vou fazer a seguir, digo sempre: só sei o que não vou fazer. 

 

Acredito em Deus. Acredito que o mundo depende mais de Deus do que dos homens.

 

 

Excertos de uma entrevista de Patrícia Reis, publicada na revista Portefolio, da Fundação Eugénio de Almeida

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Resistência activa ao aborto ortográfico (98)

por Pedro Correia, em 04.09.13

 

 

Seara Nova

"O Conselho Redactorial da Seara Nova não adoptou o designado novo Acordo Ortográfico"

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A GRANTA portuguesa

por Helena Sacadura Cabral, em 15.06.13
 
 
A Granta, que nasceu na Universidade de Cambridge, em 1889, e já é publicada em dez países, chegou finalmente a Portugal, na última semana de Maio. Só ontem tive oportunidade de a manusear e por isso só agora falo dela. É uma revista livro, que não versa sobre a actualidade, não terá colunistas, nem o formato  habitual das revistas.
Trata-se de uma publicação com duas partes. Numa traz-nos  em português, textos inéditos de autores internacionais e 
na outra encontramos textos, também inéditos, de autores portugueses, alguns premiados, outros ainda meras apostas em jovens da literatura nacional.
A sua direcção está a cargo do jornalista Carlos Vaz Marques, que espera levar os textos dos autores nacionais às restantes publicações e assim a outros mundos.
A Granta será um grande anel de revistas através do qual os nosso autores ganham uma porta de entrada noutros países. 

 A revista que surge em tempos de crise e em contraciclo, se representa um «desafio» e um «perigo», também constitui a possibilidade de dar motivação adicional aos seus autores.

 

Neste primeiro número, a Granta revela cinco sonetos inéditos de Fernando Pessoa, um feito que pode fazer dela uma edição “histórica”. 


A edição portuguesa irá manter a linha da versão original, desde o letering, ao formato, à concepção gráfica. Todavia, não irá ter uma presença online, porque se acredita que ela constitui, desde a imagem ao toque, uma experiência sensorial.


A Granta, é editada semestralmente pela Tinta-da-China e está à venda nas melhores livrarias. E como não é uma «revista como as outras», o preço ronda os 18 euros. Mas quem assinar os primeiros quatro números, recebe de bonus um grátis.

 É, no fundo, o preço de um livro porque, dizem, é de um livro especial que, afinal, se trata.
Para mim, que já fazia partilha da assinatura da Monocle –, ficou-me este laivo intelectual, depois de perder a Wallpaper -, significa ter de arranjar outro sócio e cortar no queijo Brie. Porque, aqui por casa, tentar estar actual, na minha idade, sai caro e implica sacrifícios do que não é essencial…

 

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Uma opção editorial, suponho...

por Ana Lima, em 10.05.13

Há bocado, numa papelaria, passei os olhos pela capa da revista Visão desta semana. Sou só eu que a acha de um mau gosto atroz?

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Mais prémios para a Egoísta

por Patrícia Reis, em 25.05.12

A Egoísta GANHA mais prémios (sim, no plural!). Na 24ª edição dos Papies, a Egoísta levou para casa o Grande Prémio na Categoria de Revistas com a edição Viagem, outra na edição Cartas e ainda menção honrosa com a Egoísta Traço. A Estoril Sol, proprietária da revista, e a equipa da 004, que faz a mesma publicação há quase 12 anos, estão FELIZES.
Os Prémios Papies são promovidos anualmente pela Revista do PAPEL (DP), uma publicação mensal da Pixelpower dedicada à comunicação gráfica.Mais prémios para a Egoísta

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A verdade do rosto

por Ana Lima, em 09.01.12
O filme vem aí. Mas não é esse o assunto agora. Esta é a capa da última edição da Revista M do jornal francês Le Monde. O fotógrafo é Martin Schoeller, que durante anos foi assistente de Annie Liebovitz.
Clint Eastwood tem 81 anos e não precisa de Photoshop. Não são as suas rugas que nos mostram a sua grande sabedoria. Mas elas aí estão para nos lembrar que já é longa a história de uma vida que nos tem dado tanto. E ninguém discordará que é assim que nós o queremos ver!

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Grão a grão...

por José António Abreu, em 05.07.11

No último editorial que escreveu enquanto director da Ler, Francisco José Viegas anuncia para Setembro a implementação do acordo ortográfico na revista. É pena. Mas estamos em crise. E se, por falta de opção, pode vir a existir um momento em que eu comece a comprar livros, jornais e revistas escritos segundo o acordo, esse momento não será em Setembro de 2011. Para mim e por enquanto, a decisão da Ler representa uma poupança de cinco euros por mês.

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'Gingko' nas bancas

por Teresa Ribeiro, em 17.05.10

Saiu o último número da Gingko, uma revista que adoro ler e onde adoro escrever. Quem ainda não a conhece é favor procurá-la, porque é a revista de wellness mais interessante que se faz em Portugal. Não está em todas as bancas, mas encontra-se sempre nas FNAC, nas lojas da Galp, nos Continentes e nos principais centros comerciais.

Apesar de ser parte interessada, garanto que não estou a fazer publicidade enganosa. Ora espreitem lá! Não é gira?

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Com o coração destroçado

por Pedro Correia, em 15.12.09

 

Passar uns dias enfiado em casa devido a uma gripe gera destas coisas: às tantas apetece folhear uma daquelas revistas que ficaram abandonadas a um canto qualquer da sala, semanas a fio, por absoluta falta de interesse. Entre duas séries de espirros, pego numa dessas revistas 'cor-de-rosa', como agora se diz, que são oferecidas como brinde de certos jornais.

O que encontro? A total devassa da intimidade de alguns 'famosos', por vezes com a conivência dos ditos cujos ou das respectivas famílias.

 

Fico a saber, por exemplo, que um escritor famoso "já não se preocupa em esconder a relação" que mantém com certa senhora: "o casal" foi visto em centros comerciais, "onde não passou despercebido". Que uma conhecida jornalista da televisão "passou não há muito tempo por um processo de divórcio" e hoje garante que "a prioridade é a sua filha", após "alguns rumores que lhe atribuíram vários romances com colegas de profissão". Que a jovem actriz A está "sem namorado desde que terminou a sua relação" com o fulano B, "ainda sofre com a ruptura e diz mesmo que não tem vontade de voltar a apaixonar-se". Que a mãe dessa menina confidencia que desde a referida "ruptura" a filha "só teve um relacionamento muito curto" com o beltrano C, "após o qual se apercebeu que continuava a gostar" de B. Entretanto, sem perder tempo, B "já foi surpreendido com uma companhia feminina no Algarve". Vem com nome completo: só falta número de bilhete de identidade e de número de contribuinte. "Os dois mantiveram encontros secretos num hotel, em Lisboa, mas mais uma vez o relacionamento acabou por não ser assumido", acrescenta a folha de couve, com requintes detectivescos.

Que mais se aprende folheando esta revista de grande tiragem? Que a sicrana D "tem fechado os olhos" a numerosos pretendentes, incluindo o empresário E, "que já namorou com a jornalista F, da estação de televisão X, e com a relações públicas G". E que quatro 'celebridades' da nossa praça "lutam contra o excesso de peso seja pela idade, problemas hormonais ou gravidez": uma delas "assume ter ganho oito quilos em meio ano", sem assumir no entanto que isto se deva a problemas hormonais e muito menos à idade.

 

Parei aí, mas havia muito mais matéria do género na referida revista de bisbilhotices, igual a tantas outras que por aí circulam. São publicações que  prestam culto a "famosos" que ninguém conhece, ignoram o significado do termo "intimidade", adoram escrever o verbo "assumir", imaginam um "casal" em cada par que vislumbram ao virar da esquina, acreditam que uma pessoa se realiza essencialmente pela "relação" que estabelece seja com quem for, e não concebem que uma jovem possa viver sem ser "com o coração destroçado" após ter terminado o namoro, forjado ou real, que essas mesmas publicações garantiam ser "eterno" semanas antes. Recentemente houve mesmo uma revista que dava determinado "casal" por separado quando páginas antes, na mesma edição, assegurava que "irradiavam felicidade".

Com o coração destroçado fiquei eu ao saber de tudo isto. E só me apetece é espirrar. Felizmente não sou 'famoso': ainda me tiravam uma fotografia a assoar-me, o que não é das coisas mais bonitas de se ver. 

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A minha vizinha terá um cão?

por Pedro Correia, em 18.03.09

 

Por uns dias, impus a mim próprio uma cura de jornais e de televisão: nada de actualidade informativa, com o seu cortejo de aberrações e desgraças de todo o tipo. Mas numa viagem do Algarve a Lisboa chega-me por acaso às mãos uma revista, igual a tantas outras que se publicam por aí. Chama-se Saber Viver, é mensal, já vai no número 103. Em foco na capa, uma fita métrica. “A dieta mais simples – Perca, num mês, os quilos que ganhou no Natal, seguindo a nossa ajuda”, garante a manchete desta Saber Viver, propondo ainda esta ‘oferta’: “Workshops de gestão de peso” (seja lá o que isto for) e “avaliação de composição corporal e metabolismo”.

Tudo isto só na capa. Folheio então a revista. Publicidade e mais publicidade: quem disse que há crise no sector? “Enfrenta a idade com beleza”: “um creme reestruturante” com “proteínas de soja”. “Não há tempo a perder na renovação da sua pele”: um “programa de emergência para pele sem vitalidade”. “Uma revolução luminosa no tratamento anti-rugas”: “efeito alisante visível num mês, eficaz em 100% dos casos”; “Pele mais jovem em apenas quatro semanas”: “seis milhões de mulheres já experimentaram”; “Tecnologia anti-idade”: um “hidratante redutor de linhas e rugas”.
 
Um actor, chamado Pêpê Rapazote (raio de nome), dá conselhos de cosmética: “Aplico diariamente um creme do contorno de olhos, devido aos papos e olheiras que se têm vindo a acentuar com a idade. Vou alternando entre os anti-olheiras…” (e despeja o nome das marcas).
Um “biomédico” com cara de adolescente, membro da “World Society of Anti-Aging Medicine”, escreve sobre “intolerâncias alimentares”: “Hipócrates e Lucrécio realizaram os primeiros estudos sobre sensibilidade alimentar há 2400 anos, quando observaram as reacções das pessoas ao comerem queijo. Geralmente, os sintomas mais comuns de sensibilidade aos alimentos são gases, cólicas intestinais, diarreia e obstipação.” Adverte: “Manter uma reposição prebiótica fará toda a diferença!”
Recomenda-se a leitura de outra revista, chamada Ultimate, que tem este título garrafal: “Jovem para sempre? Os segredos da medicina anti-envelhecimento”.
Na secção dos livros, sugerem-se as seguintes obras: 222 perguntas e respostas para emagrecer e manter o peso de uma forma equilibrada; O poder infinito da sua mente e Nem as mulheres são tão complicadas nem os homens são tão simples.
No editorial, a directora, uma rapariga morena, muito bonita, ensina-nos que “existem pontos de viragem em que percebemos que temos de ‘alimentar’ a vida”.
 
Seguem-se oito páginas com dicas para perder peso. Anotei algumas: “Faça as suas compras de supermercado por ordem alfabética”; “faça seis a sete refeições diárias”(!); e “ofereça-se para passear o cão da sua vizinha durante o fim de semana.”
Fechei esta edição da Saber Viver reconfortado, com vontade de “alimentar a vida”. Vou encomendar já um creme de contorno de olhos para “retardar o envelhecimento”. E comprar O poder infinito da sua mente. E pôr de lado o queijo. E perguntar à minha vizinha se não tem um cão que eu possa levar a passear.

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