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Penso rápido (16)

por Pedro Correia, em 04.07.14

Numa pequena cidade de província, onde toda a gente se conhece. Um casal de idade já avançada vira uma esquina, depara com um senhor mais velho e segue-se este breve diálogo:

- Vossemecê está bem?

- De vez em quando vou p'ró hospital...

- A vida é mesmo assim.

Há uma certa maneira de ser, muito portuguesa, que se reflecte neste diálogo que testemunhei por mero acaso. A resignação e o conformismo, por um lado. Mas também a atenção aos outros, a palavra amável, uma sabedoria popular sedimentada ao longo de incontáveis gerações. Por vezes desgosta-me, por vezes comove-me. Mas sei que sentiria falta de tudo isto se vivesse noutro país, noutro continente, mergulhado noutra cultura. Porque também eu sou assim. Somos todos assim, de uma forma ou de outra.

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Michelle, ma belle

por Pedro Correia, em 27.06.13

 

Michelle Larcher de Brito (131ª na tabela das melhores tenistas mundiais) derrota Maria Sharapova (terceira na mesma tabela) em Wimbledon

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Ossos para canhão

por Rui Rocha, em 14.09.12

Dizer que os portugueses servirão de carne para canhão parece-me um exagero. Na verdade, em breve, já só terão ossos.

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Estado da Nação

por Pedro Correia, em 11.07.12

Na noite de 27 de Junho, num jogo concluído com um empate após prolongamento e que culminou com a lotaria das grandes penalidades, Espanha eliminou Portugal, qualificando-se para a final do Campeonato da Europa de futebol, que viria a ganhar goleando a Itália. Ficámos à beira do título sem conseguirmos lá chegar. Mas superámos todas as expectativas, que à partida eram muito baixas. E alguns dos mais exigentes críticos internacionais da especialidade não hesitaram em qualificar aquele Portugal-Espanha como o verdadeiro jogo da final do Europeu.

Indiferentes a essas expressões de admiração alheia, de imediato começámos a escutar um coro de críticas: é o habitual nestas ocasiões. Se em alguma coisa o português se esmera é nas contínuas sessões de autoflagelação. Após três semanas de silêncio dos Velhos do Restelo, enquanto se sucediam as vitórias da equipa das quinas no Euro 2012, as tais sessões ressuscitaram minutos após essa suadíssima meia-final disputada na Ucrânia. Motivo? "Apenas" ficámos em terceiro lugar entre as 16 melhores selecções de futebol da Europa. "Apenas" empatámos ao fim de 120 minutos com os campeões do Mundo. É português "apenas" o melhor treinador da actualidade. É português "apenas" um dos dois melhores jogadores da modalidade à escala planetária. "Apenas" são portugueses dois detentores do prestigiado Prémio Pritzker, de arquitectura. "Apenas" era português o vencedor do Nobel da Literatura de 1998. "Apenas" é portuguesa uma das mais bem cotadas pintoras da actualidade. "Apenas" é português o único cineasta ainda em actividade que iniciou a carreira no tempo do cinema mudo.


Isto tem a ver com a pura incapacidade de valorizarmos o que é nosso. Mesmo quando é reconhecido, aplaudido e distinguido noutros países e noutros continentes. O nosso problema não é desvalorizarmos as derrotas, como alguns sustentam. Parece-me que o problema é precisamente o inverso: as boas notícias, para uma certa cultura dominante, tornam-se más notícias. Convivemos mal com os triunfos. Regresso ao futebol, pois é um tema emblemático: lá fora, apontam-nos como uma das três ou quatro melhores selecções da Europa; nós, pelo contrário, autoflagelamo-nos por não termos sido campeões.

E não suportamos o triunfo em ca(u)sa própria. Repare-se no que sucede com José Mourinho ou Cristiano Ronaldo: por mais provas públicas que dêem de talento e sucesso, encontrarão sempre detractores entre os compatriotas. O mesmo se aplica, noutros domínios, a um Lobo Antunes, um Siza Vieira, um António Damásio, uma Maria João Pires, uma Paula Rego, um Manoel de Oliveira.
O futebol serve de símbolo. Ou de metáfora. De um povo que olha para o copo e o vê sempre vazio. Mesmo quando tem água.

Publicado também aqui

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Idiossincrasias nacionais

por José Maria Gui Pimentel, em 10.05.12


Somos um povo engraçado. Vivemos num país peculiar, único numa espécie de limbo muito seu. Por um lado estamos alojados na Europa ocidental -- um dos centros do mundo desde pelo menos o século XVI --, temos uma história rica e uma cultura quase milenar. Por outro, somos quase irrelevantes política e economicamente e a nossa história…bom, digamos que, no mínimo, não tão rica que valha por si só (como a da Grécia, por exemplo).

A esta combinação peculiar junta-se o facto de a nossa localização geográfica e a nossa dimensão nos tornarem imensamente permeáveis à cultura estrangeira, antigamente à francesa, agora à americana. Por isso, pelamo-nos por que nos visitem. Adoramos observar a reacção dos estrangeiros, o modo como, incautos, se vão surpreendendo crescentemente com a nossa história, cultura e gastronomia. E, como geralmente ninguém nos liga nenhuma, gostamos de receber bem (convenhamos que a reacção poderia bem ser a oposta), de impressionar e, por vezes, até de provocar com as nossas peculiaridades e pequenas proezas (algumas delas algo exageradas, nomeadamente aquelas que dizem respeito ao consumo de álcool). Por isto tudo, uma das coisas que mais delicia um português é ver um estrangeiro que vive ou visitou Portugal elogiar aquelas coisas que, sabemos, são boas e das quais, estamos convictos, ninguém no exterior tem ideia. Numa altura de crise, este pequeno prazer torna-se quase uma necessidade primária para o ego nacional. Isso explica a segunda, e desproporcionada, leva de entusiasmo com Anthony Bourdain e o seu “No Reservations”, agora que o programa foi transmitido nos EUA.

Eu vi. E gostei. Também gostei de ler num jornal dos EUA um artigo de um americano que vive em Cascais. Redescobri a nossa história pelas palavras generosas de Martin Page. E, eu que nem gosto de café, li deleitado este artigo do El País que não só elogia o café português, como, mais importante, fá-lo em detrimento do dos nossos vizinhos. Resumindo, não há como negá-lo, sou português.

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Somos os maiores...

por Helena Sacadura Cabral, em 14.02.12

 

"Os portugueses são os maiores. Segundo um estudo conjunto da Sociedade Portuguesa de Andrologia, Associação Portuguesa de Urologia e Lilly Portugal, 68% dos inquiridos nacionais têm sexo pelo menos duas vezes por semana. O nosso país surge assim acima da média dos restantes treze países inquiridos que também participaram deste tipo de estudo".

Está aqui, nesta intensa actividade corporal, uma das razões da nossa baixa produtividade. Estafamo-nos em casa e, claro, rendemos menos no trabalho...

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A Vida é Bela 2

por Laura Ramos, em 09.01.11

 

 

 

Eis um bom exercício, ao alcance do possível: acreditar que o eleitorado português, um dia destes, vai ser diferente.

Porque é aí, exactamente, que pode estar a chave da mudança: nas cabeças daqueles que votam.

- É importante termos decisores de topo esclarecidos?

Claro que é. Afinal não gravita tudo, invariavelmente, em torno do perfil do político que foi, ou daquele que vai ser eleito?

Mas muito mais importante do que isso é termos decisores de base rigorosos, perspicazes e...  pensantes.

Sempre acreditei que as verdadeiras transformações acontecem de baixo para cima, e não o contrário.

Tem muita razão, o Pedro Magalhães: são as novas gerações que vão determinar a mudança.

 

A Vida é Bela.

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Valores nacionais?

por João Carvalho, em 20.06.10

Tenho seguido de forma intermitente os directos e os apontamentos televisivos em torno de Saramago, além dos blocos noticiosos e dos debates sobre este e sobre qualquer outro assunto. Correndo o risco de ser injusto por me ter escapado alguma coisa, posso dizer que praticamente não vi um homem de gravata preta. Mesmo entre políticos e autoridades oficiais, o símbolo tem andado muito arredado. Afinal, se não houver sinais simbólicos que nos unam, o que é que sobra ao nosso colectivo pátrio?

Dois dias de luto nacional decretados pelo Governo signficam o quê? Seja qual for o motivo e o nosso sentimento pessoal sobre a causa, sou do tempo em que luto nacional era luto nacional. É muito importante? Não, pelos vistos não deve ser importante respeitar os símbolos nacionais. Nem para quem está a exercer serviço público num cargo público e em lugar público.

Antes optassem pelo modelo négligé do Louçã. Mas guardo para mim que era bem melhor quando estes detalhes tinham uma carga simbólica que nos lembrava valores nacionais, superiores ao que distingue cada um de nós. No mínimo, todos lamentamos uma morte.

 

ADENDA — Antes de comentarem, junto já uma declaração que serve de exemplo e ilustra o que escrevi acima: acho inadmissível que a RTP, empresa pública paga pelos contribuintes, admita pivots em antena de gravata azul-cueca e coisas assim, nestes dois dias de luto nacional. É intolerável, tão manifesta falta de respeito. De respeito e de nível.

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Estamos a festejar o quê?

por João Carvalho, em 13.06.10

Em 1820, Portugal enveredou por um regime constitucional. Foi melhor? Sem dúvida, porquanto o absolutismo era já incompreensível e a incompetência de D. João VI (que fazia do Rio de Janeiro a capital do Império, mas que cobrava cada vez mais impostos em Lisboa e que já nem devia lembrar-se da razão que o levara a mudar-se para o Brasil) ia afundando Portugal, não fôra ter sido obrigado a regressar. Contudo, o clima de guerra civil foi longo e sangrento e a nação ficou de rastos. Não vivemos melhor com a guerra na primeira fase, nem com o país de rastos na segunda.

 

Há cem anos, Portugal fez-se um país republicano. Foi melhor? Claro que sim, porque a monarquia estava a morrer. Tinha-se abandonado a ela própria, quase se arrastando a caminho do fim que já encarava como inevitável há muito e que praticamente aceitava como destino. No entanto, a Primeira República foi uma vergonha que conduziu o país ao caos, mesmo a provocar um Estado Novo autoritário que viesse dar um rumo à nação. Veio e deu. O problema é que ficou até apodrecer. Não vivemos melhor na bancarrota primeiro, nem com a guerra depois.

 

Há 25 anos, Portugal juntou-se à Europa. Foi melhor? É evidente que foi, por se saber que o isolacionismo tinha os dias contados e por a nossa pequenez estar condenada ao fracasso. Porém, os momentos alternados de euforia e de sacrifício puseram rapidamente a nu a impreparação para sustentarmos as nossas novas exigências e a incapacidade para ultrapassarmos as nossas velhas fragilidades. Por muita ajuda que nos tivessem dado para seguirmos bons exemplos, temos acumulado crises sobre crises que nos afastam da Europa e não será de comboio que iremos lá ter. Não vivemos melhor com o temor da falência, nem com o fantasma da revolta social.

 

Quase dois séculos depois de nos bater o liberalismo à porta, festejamos realmente o quê? Celebramos o centenário da República? Comemoramos as bodas de prata da adesão europeia? Pois sim. Sentados à mesa do banquete em trajes menores. Não vivemos melhor se cada fatia de bolo que comemos é o mesmo que estarmos a comer um pedaço de nós próprios.

 

Geração após geração, eis o que nos habituámos a fazer: festejar o que nunca conseguimos ter. Triste fado é o nosso, que começa a cantar-se com o calor da alegria incontida dos primeiros copos e termina dolente em rimas de tragédia na bebedeira de madrugadas frias. Podemos dar um passo atrás para recomeçar e viver melhor? Talvez, mas é incerto que tivéssemos aprendido alguma coisa.

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Basta vê-lo

por João Carvalho, em 30.01.10

Estamos assim: nós,  portugueses, somos considerados os europeus mais pessimistas. A nossa expectativa em relação ao futuro está praticamente no zero, talvez mesmo abaixo dos búlgaros, húngaros e romenos. Vá lá, que ainda somos considerados europeus, apesar de Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico).

É certo que Vítor Constâncio diz que a proposta orçamental do governo «tem várias medidas inteligentes», mas nós sabemos que a maior parte das vezes o governo não mostra inteligência nem para tirar as medidas. E reparem que ele também sabe. Basta vê-lo (como o fotógrafo Daniel Rocha/Público o viu).

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Das nacionais fraquezas

por Ana Vidal, em 02.10.09

 

"No fundo, o povo português é apenas mais um fraco. E entre os fracos não há, verdadeiramente, nenhuma solidariedade, nem mesmo quando se atiçam neles os ardores revolucionários. Entre os fracos há só o desejo de ter um padrinho, um encosto ou um Dom Sebastião, que os honre com um punhado de migalhas e os liberte do abraço ignóbil, repugnante dos outros fracos."

 

Excerto de um excelente texto que vos recomendo, escrito com a habitual mestria da sua autora. Mas é muito mais do que um bom texto: é um espelho, nu e cru, em que dolorosamente nos revemos. Para ler e reflectir.

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Felizes uma ova

por João Carvalho, em 29.06.09

Os portugueses são pobres e desmobilizados, num país socialmente muito frágil; mesmo assim, apesar de pouco capazes de se mobilizar individual e colectivamente, são felizes. É a conclusão (?) do recente estudo Necessidades em Portugal – Tradição e Tendências Emergentes, de sociólogos do Centro de Estudos Territoriais do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.

OBJETIVO 1: ERRADICAR LA POBREZA EXTREMA Y EL HAMBRE por Diego SiquieresAs notícias que vi sobre aquele estudo deixam um bocado a desejar: dão conta dos baixos rendimentos de muitos agregados sem dizer quantas pessoas compõem esses agregados; referem casais jovens que acabam por se considerar relativamente felizes com alguma relutância, talvez pela idade e por se sentirem saudáveis, mas não concretizam a ideia de felicidade; e por aí fora.

Sou muito desconfiado em relação a estas conclusões abstractas de que os teóricos costumam gostar muito. Interessa-me mais o lado concreto das coisas. Registei alguns dados mais específicos.

A população pobre anda nos 20 por cento e o estudo ainda  encontrou privações que se alargam muito para lá dessa percentagem. Por exemplo: um terço dos portugueses em condições precárias e preocupados com a sua sobrevivência e 32,6 por cento sem conseguir aquecer a casa; muito mais do que os 20 por cento de pobres sem conseguir pagar uma semana anual  de férias fora e de regresso ao trabalho antes de concluídas as baixas médicas por causa da redução salarial; 57 por cento com um orçamento familiar abaixo dos 900 euros.

Outros dados: a privação média ou alta atinge 35 por cento dos portugueses; os mais vulneráveis são os idosos, as famílias monoparentais e os menos instruídos; os mais jovens também já enfrentam situações de vulnerabilidade; as qualificações superiores não garantem emprego.

Posto isto, o tal estudo diz que as condições deficientes ou más determinam (numa escala de 1 a 10) um grau de satisfação de 6,6 (um dos mais baixos da Europa) e um grau de felicidade de 7,3.

Concluir que estamos satisfeitos e que somos felizes é aceitar com um encolher de ombros que temos notas positivas sem sequer  saber o que é satisfação e felicidade. Por isso é que não gosto de abstracções. Basta reler os dados concretos para ficar assustado. E para desmontar o cenário que o actual governo apregoava há um ano sobre o aumento da nossa qualidade de vida e a descida do número de pobres.

 

Nota — Sobre este assunto, vale a pena reler esta reflexão no DO, do Jorge Assunção, escrita há pouco mais de um mês.

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10 de Junho

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 10.06.09

Este ano, Cavaco Silva ainda não falou do Dia da Raça.

Nesse aspecto fez progressos. Quanto à escolha das personalidades condecoradas é que vai de mal a pior. Moita Flores? Oh My God!

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Condenados ao desemprego

por Pedro Correia, em 29.03.09

Têm menos de 30 anos. Mas estão condenados a prosseguir a formação, a viver com os pais mais tempo ainda e a esperar. Porque terminam os estudos em plena crise. E sem oportunidades. Uma excelente reportagem do El País, que recomendo. Fala da Espanha de Zapatero. Mas tudo isto se passa também no Portugal de José Sócrates, onde a geração mais bem preparada de sempre, em termos académicos, para enfrentar os desafios profissionais parece afinal condenada ao desemprego. Nunca se estudou tanto como agora. E nunca a falta de perspectivas foi tão notória. Felizmente, existe Angola. Para as estatísticas serem menos chocantes deste lado da península.

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