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As melhores praias portuguesas (42)

por Pedro Correia, em 27.07.16

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Manta Rota (Vila Real de Santo António)

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As melhores praias portuguesas (41)

por Pedro Correia, em 26.07.16

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São Pedro de Moel (Marinha Grande)

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As melhores praias portuguesas (40)

por Pedro Correia, em 25.07.16

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Tróia (Grândola)

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As melhores praias portuguesas (39)

por Pedro Correia, em 24.07.16

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Vigia (Sintra)

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As melhores praias portuguesas (38)

por Pedro Correia, em 23.07.16

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Falésia (Albufeira)

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As melhores praias portuguesas (37)

por Pedro Correia, em 22.07.16

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Albandeira (Lagoa)

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As melhores praias portuguesas (36)

por Pedro Correia, em 21.07.16

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Vale do Lobo (Loulé)

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As melhores praias portuguesas (35)

por Pedro Correia, em 20.07.16

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Água d' Alto (São Miguel, Açores)

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As melhores praias portuguesas (34)

por Pedro Correia, em 19.07.16

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Almograve (Odemira)

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As melhores praias portuguesas (33)

por Pedro Correia, em 18.07.16

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Formosa (Santa Cruz, Torres Vedras)

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As melhores praias portuguesas (32)

por Pedro Correia, em 17.07.16

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Altura (Castro Marim)

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As melhores praias portuguesas (31)

por Pedro Correia, em 16.07.16

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Magoito (Sintra)

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As melhores praias de Portugal (30)

por Pedro Correia, em 15.07.16

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Restinga (Esposende)

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As melhores praias portuguesas (29)

por Pedro Correia, em 14.07.16

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Fonte da Telha (Almada)

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As melhores praias portuguesas (28)

por Pedro Correia, em 13.07.16

 

Areia Branca (Lourinhã)

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Os amigos dos especuladores

por José António Abreu, em 13.07.16

Uma das muitas ironias ligadas à acção da «geringonça» é como tem vindo a ajudar os «especuladores» dos mercados financeiros. Para estes, dívida pública de países pertencentes à União Europeia (ainda uma excelente caução, noutra ironia assinalável em tempos de ataque feroz às suas regras e instituições) com taxas de juro de 3% constitui um óptimo investimento quando muitas outras rondam o zero. É verdade que o investimento só é bom enquanto Portugal for pagando e sabemos que, por vontade do Bloco e do PCP, Portugal não pagaria - mas nesse caso também não obteria mais dinheiro, o que talvez gerasse efeitos desagradáveis (diz-se que a fé move montanhas mas poderá não imprimir euros). Continuemos pois a aplicar políticas que fazem subir as taxas de juro. Cedo ou tarde, a bolsa dos portugueses ressentir-se-á, mas os «especuladores» agradecem.

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As melhores praias portuguesas (27)

por Pedro Correia, em 12.07.16

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Carvoeiro (Lagoa)

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Em 2004 choraste, e eu, que nunca chorei com a selecção, tive vontade de chorar contigo. "É tão menininho..." pensava, dizia. Nunca te deixei, segui-te sempre, quis saber sempre mais, ver mais. Saber onde podias chegar. Ano após ano.

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Ontem, quando te vi no chão e depois em lágrimas, pensei "não chores. Não chores, que também choro". Voltaste, porque és o maior e não desistes à primeira, não desististe em 12 anos, nunca viraste a cara a tanta ingratidão que se viu e ouviu, não sei quantos teriam essa capacidade, mas tu tens.

Não deu para continuares, e vieram as lágrimas novamente. Porque vives para todos os jogos, mas aqui entre nós, uma final é uma final, e detestas não estar presente.

Depois o momento de um verdadeiro capitão. E deixa-me dizer já aqui que muitas vezes eu disse: "ser capitão é uma pressão de que ele não precisa", e hoje sei por que nunca deixaste de o ser. Cresceste, amadureceste, sabes ser capitão nos momentos cruciais. Quem me conhece sabe como gosto do capitão da Itália e - detesto admitir isto - vê-lo de costas nos penalties dos colegas, quando se apregoavam um grupo unido, custou-me. Podem ser superstições, crendices, pode ter sido para não dar um grito ao Zaza, mas esse gesto ficou-me. No prolongamento vieste dar ânimo a todos, dentro e fora de campo. Abraços, gritos ou sussurros, o capitão estava ali com eles. O mimado, o birrento (atenção, adoro essas pequenas birras), estava ali a dar de si aos restantes.

Mais lágrimas no golo do Éder. És maravilhoso quando choras de alegria. És o maior, o melhor do mundo mesmo a chorar,quero lá saber. Chorei contigo antes, chorei contigo agora.

Quando levantaste a taça, senti as lágrimas chegarem. Talvez por tudo o que ouvi e li de 2004 para cá, em cada europeu e mundial, sempre a mesma conversa, sempre os mesmos argumentos idiotas e ressabiados. Ou talvez me tenha voltado simplesmente a emocionar com Portugal.

Doze anos, esperei 12 anos para te ver ali, assim. E vi. És o maior, meu ric'menine.

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As melhores praias portuguesas (26)

por Pedro Correia, em 11.07.16

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Balaia (Albufeira)

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O que eles escreveram

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.07.16

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"Portugal can duly reflect on their greatest ever victory, made all the more remarkable by the fact they could not beat Iceland, Hungary or Austria in the group stages. Their safety-first tactics will not appeal to everyone but nobody could dispute their competitive courage and mental toughness after the jarring challenge that meant their three-times Ballon d’Or winner was unable to influence the game in the way he would have imagined." - Daniel Taylor, The Guardian

 

"The winner always merits their trophy. They didn’t make it to the final by chance. This is the first time a team who finished third in their group finishes as European champions. They didn’t win many games in normal time, but they won the important one. Perhaps there were some other generations in Portuguese football with more talent, but they didn’t win. This team won." - Didier Deschamps, The Guardian

 

"So the one-man team become European champions, defeating the host nation without the one man they apparently could not win without." - The Independent

 

"Having received the ball on the halfway line, Ronaldo was flattened by a clumsy, and reckless, challenge by Payet which went unpunished by referee Mark Clattenburg." - The Independent

 

"Critiqué tout au long de la compétition pour son manque d'ambition offensive, le Portugal a fini par remporter son premier Euro. Le tout grâce à l'entrée du seul véritable attaquant de pointe du groupe : l'attaquant lillois Eder." - FranceFootball  

 

"Admirable esta Portugal que sólo ha ganado un partido en los 90’ minutos, pero que ha sabido salir de situaciones difíciles. El fútbol también es esto." - Alfredo Relaño AS

 

"Cuando saltó Eder al campo, en el Fado brotaron las dudas. Hasta que Luis Loureiro, un chaval portugués nacido en Celorico Beira, me susurró al oído: “Roncero, le han criticado mucho y justo por eso meterá el gol de la victoria. Ya lo verás”. No hace falta que les diga cómo vivieron mis amigos el triunfo final. Paulo lloraba junto a su niño Diego (con cuatro añitos sabe de fútbol como si tuviera 34) y las camisetas de Cristiano, Figo, Futre y Eusebio se fundían en un sentimiento común. Va por todos ellos. ¡Viva Portugal! ¡Viva Cristiano!" - Tomás RonceroAS

 

"Y Santos estuvo inteligente cuando en el 79’ (parecía tarde) dio campo a Éder para pelear con la defensa francesa. Desde el principio se le vio fantástico, aguantando balón, girando, saltando, inquietando. En la prórroga arruinó a Francia con su golazo." - P.P. San MartínAS

 

"Es cierto que Portugal no ha jugado mejor en esta Eurocopa que en torneos anteriores, y que su llegada a la final no significa un chorro de fútbol, pero se han apreciado dos o tres señales de cambio. La primera ha sido su resistencia a la derrota, una virtud que esta vez no ha estado ejemplificada sólo por Cristiano Ronaldo. Todo el equipo le ha acompañado, con el admirable Pepe —uno de los tres mejores jugadores de la Eurocopa— a la cabeza. Tan importante o más ha sido la compañía. Junto a tres veteranos de toda la vida —Rui Patricio, Pepe y Nani—, Cristiano se ha visto rodeado de una imprevista malla de jóvenes jugadores, o sin apenas experiencia en la selección: Cédric, Raphael Guerreiro —el mejor lateral izquierdo del torneo—, William, Danilo, André Gomes, Joao Mario, Adrien Silva y esa dinamo inagotable que es Renato."- Santiago SegurolaAS 

 

"A Saint-Denis, les Bleus ont été dominés par le Portugal de Cristiano Ronaldo, pourtant sorti sur blessure dès la 25e minute de la partie. La Selecçao conjure ainsi « sa » malédiction face aux Tricolores. Elle n’avait plus gagné contre l’équipe de France depuis un match amical disputé au Parc des Princes en 1975… Battue en finale de « son Euro » par la Grèce, en 2004, la sélection lusitanienne réussit ainsi à remporter le premier trophée majeur de son histoire." - Le Monde

 

"È la grande notte dei portoghesi, che qui, nella Parigi multi-etnica, sono noti più che altro per essere ottimi portinai e muratori. Da oggi sono anche i campioni d'Europa. E scusate se è poco." - La Gazzetta dello Sport 

 

"Un destro poderoso. Un fulmine. Il catenacciaro Fernando Santos, perso Ronaldo, ha deciso a 11 minuti dalla fine di mettere dentro un attaccante che nella fase a eliminazione diretta non aveva mai schierato: aveva capito che poteva vincere sfruttando la sua forza, i suoi 188 centimetri. La sua potenza. E ha vinto." -  La Gazzetta dello Sport 

 

"La selección portuguesa se aseguró con el título en la Eurocopa su presencia en la Copa Confederaciones del próximo año en Rusia. Los portugueses acudirán como campeones continentales a un torneo que se celebrará del 17 de junio al 2 de julio en cuatro diferentes ciudades rusas. Además de Portugal, estarán allí Alemania (campeona del mundo), Rusia (anfitriona), Australia (campeona de Asia), Chile (campeón de la Copa América), México (campeón de la Copa Oro) y Nueva Zelanda (campeón de Oceanía). Falta por saberse el representante africano, que saldrá de la próxima Copa de África." - Aritz GabilondoAS

 

"Tras perder a su referente, Portugal, que ya tenía previsto salir a jugar sin correr el más mínimo riesgo, aumentó sus precauciones defensivas mientras que Francia, aferrada a un fútbol metalúrgico a más no poder se estrellaba una y otra vez ante el muro portugués que protegió a la perfección el portero Rui Patricio demostrando que para ganar un partido de fútbol no basta con tener un equipo de decatletas, más preparados para hacer una mudanza o llevar un paso de Semana Santa, hay que tener una idea de juego colectivo, calidad e inteligencia. Y de esto último, Portugal tuvo mucho porque los de Fernando Santos supieron adaptarse al medio y llevar a cabo el plan que les ha servido para llegar a la final. Un plan, que dicho sea de paso, que mata de aburrimiento al más pintado, pero que es tremendamente efectivo." - Aritz Gabilondo, AS

 

"Für manche ist er ein arroganter Fatzke. Für andere ein Held. Nach dieser EM ist er aber auf jeden Fall: POKALNALDO!"- Bild 

 

"Portugal ganó una Eurocopa de forma heroica. Jugando casi todo el partido sin su estrella Cristiano Ronaldo , en campo contrario, logró su primer Euro, el trofeo que el fútbol le debía desde el 2004. Lo hizo con un gol milagroso de Éder en la segunda parte d ela prórroga, la quinta del torneo. Tuvieron todo en contra y supieron resistir como leones. Al final tuvieron la suerte de los campeones, aunque nadie puede negar su lucha. Los lusos ganaron, por primera vez, a Francia en un partido oficial. Esta final vale por las otras tres derrotas. Fue una final sin fútbol como todo el campeonato, pero plena de emoción."- Francesc AguilarMundo Deportivo

 

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É sempre possível ir mais longe

por Pedro Correia, em 11.07.16

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10 de Julho de 2016: nunca mais nos esqueceremos desta data. Portugal chegou onde muito poucos previam, contrariando todos os profetas da desgraça: somos enfim campeões da Europa. O nosso maior troféu de sempre no futebol sénior a nível de selecções.

Um troféu com que vários de nós sonhávamos há décadas.

Foi com indescritível alegria que vi o nosso capitão Cristiano Ronaldo acabar de erguer o troféu conquistado com tanto suor e tanto sofrimento pela selecção nacional no Stade de France, silenciando a arrogância, a pesporrência e o chauvinismo gaulês.

 

É uma vitória de Portugal, sim. Mas é antes de mais nada a vitória de um grupo de trabalho muito bem comandado por um homem - Fernando Santos - que revelou ambição desde o primeiro instante e soube incuti-la na selecção, que jogou unida como raras vezes a vimos, com uma maturidade táctica inegável e um ânimo que não claudicou quando Cristiano Ronaldo se lesionou gravemente num embate com Payet, iam decorridos apenas 8', e deixou de poder dar o seu contributo para esta final, acabando por ser rendido aos 25'.

As lágrimas que lhe caíam pelo rosto enquanto era retirado em maca integrarão a partir de agora a inapagável iconografia do desporto-rei.

 

Com ele em campo tudo teria sido mais fácil. Mas assim provámos à Europa do futebol - e a alguns comentadores portugueses que nunca deixaram de denegrir a selecção durante toda esta campanha europeia - que a equipa das quinas não é só "o clube do Ronaldo". É muito mais que isso. É uma equipa madura, sólida, solidária. Capaz de chegar mais longe do que qualquer outra.

Que o digam os jogadores franceses, que enfrentaram Rui Patrício - para mim o herói da final, naquela que foi talvez a melhor exibição da sua carreira como guarda-redes da selecção. E uma dupla imbatível de centrais formada por Pepe e José Fonte. E o melhor lateral esquerdo deste Europeu, Raphael Guerreiro, que disparou um petardo à barra da baliza de Lloris aos 108', naquilo que já era um prenúncio do golo português. E um Cédric combativo, que nunca virou a cara à luta. E um William Carvalho que funcionou como primeiro baluarte do nosso dique defensivo. E um João Mário com vocação para brilhar nos melhores palcos europeus. E um Nani que nunca deixou de puxar os colegas para a frente. E um Éder que funcionou afinal como a mais inesperada arma secreta da selecção nacional, marcando aos 109' o golo que levou a França ao tapete e nos poupou ao sofrimento acrescido das grandes penalidades que já muitos antevíamos.

 

Dirão alguns que tivemos sorte, que jogámos feio e jogámos mal: porque haveriam de mudar agora o discurso se não disseram outra coisa durante mais de um mês?

Mas é claramente injusto reduzir a estas palavras e estes rótulos um trabalho iniciado há quase dois anos e que já com Fernando Santos ao leme da selecção registou 14 jogos oficiais - com dez vitórias e quatro empates. Não perdemos uma só partida nesta fase final do Europeu, em que eliminámos a Croácia (uma das selecções apontadas como favoritas antes do torneio), o País de Gales (equipa sensação durante dois terços da prova) e a campeoníssima França, anfitriã e principal candidata à vitória desde o apito inicial do Euro 2016.

Todos os obstáculos foram superados. No momento em que Cristiano Ronaldo ergueu a Taça da Europa perante largos milhares de portugueses em delírio nas bancadas do estádio, estavam vingadas todas as outras ocasiões em que jogámos bem, jogámos bonito - e regressámos a casa sem troféu algum.

Esse tempo acabou de vez.

 

Ficaram também vingadas as nossas derrotas nas meias-finais do Europeu de 1984 e do Euro 2000, e o nosso afastamento do Mundial de 2006, igualmente nas meias-finais. Sempre contra a França. As tradições existem muitas vezes para isto mesmo: para serem quebradas.

O momento é de celebração nacional, com o campeão europeu mais velho de sempre (Ricardo Carvalho) e o mais novo de sempre (Renato Sanches). Enquanto escrevo estas linhas escuto uma sinfonia de buzinas na avenida onde moro e gente a gritar "Nós somos campeões!"

Muitos dos que buzinam e gritam nem se lembraram de pôr este ano bandeirinhas à janela e não deixaram de lançar farpas sarcásticas ao seleccionador, descrentes das nossas possibilidades de vitória. Nada como um triunfo desportivo para apagar memórias e congregar multidões.

Atenção, porém: ninguém merece tanto celebrar como Fernando Santos e os nossos jogadores. Sim, esta vitória é um pouco de todos nós. Mas é sobretudo deles.

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As melhores praias portuguesas (25)

por Pedro Correia, em 10.07.16

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Amorosa (Viana do Castelo)

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As melhores praias portuguesas (24)

por Pedro Correia, em 09.07.16

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Nazaré

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As melhores praias portuguesas (23)

por Pedro Correia, em 08.07.16

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Arrifana (Aljezur)

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As melhores praias portuguesas (22)

por Pedro Correia, em 07.07.16

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Prainha (Portimão)

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Actualização de uma frase de 2014

por José António Abreu, em 07.07.16

A vida das pessoas ainda não está pior mas a do país está muito pior.

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Inimigos Estrangeiros

por Diogo Noivo, em 07.07.16

Não há nada como fabricar um inimigo estrangeiro para garantir o controlo das massas. A iminência de um ataque externo tende a provocar um temor obediente na sociedade, sempre muito conveniente a formas de governo autoritárias. Para as poucas excepções, isto é, para os cidadãos que não se deixem condicionar pelo medo, a solução é simples: num país sob cerco, acossado por um perigo externo – quase sempre definido em termos de ameaça existencial –, a dissidência equivale a traição. E, por sua vez, a traição legitima o uso do aparelho repressor do Estado, algo a que um déspota que se preze nunca renuncia. Não surpreende que este método conste do repertório de praticamente todos os tiranos, das mais diversas índoles, latitudes e momentos históricos.

Quanto mais difusa for a ameaça, mais eficaz é o medo na sua função de cimento social. Uma ameaça sem rosto identificável pode estar em qualquer parte. E como falamos de perigos imaginados, os seus contornos apenas dependem da criatividade de quem os inventa. Se definido em termos ambíguos, o perigo estrangeiro oferece uma enorme amplitude táctica. É por isso que o regime venezuelano não se diz ameaçado pelos Estados Unidos da América, mas sim pelo “imperialismo americano”. Dependendo do momento e das oportunidades dadas pela conjuntura, o rosto desse imperialismo pode ser a CIA, uma empresa de refrigerantes, a fome na Venezuela ou um político espanhol. A definição conceptual da ameaça é suficientemente ampla para abarcar o que as circunstancias exigem, ou seja, o que mais convém ao autoritarismo incumbente.

 

Nos radicalismos europeus encontramos uma lógica em tudo semelhante. Embora partam de posições diferentes, uma vez que, para já e felizmente, não se encontram no poder, os extremismos europeus deitam mão à mesma metodologia. Por exemplo, na extrema-direita, a ameaça é definida como ‘imigração’. Será o contexto do momento a decidir se falamos de muçulmanos, de canalizadores polacos, de gentes do sul da Europa ou de restaurantes de chineses. Quando descrito em termos gerais, o ódio chega para todos.

Os extremos tocam-se e, em política, os pontos de contacto são por demais evidentes. Marine Le Pen, Geert Wilders, Heinz-Christian Strache, Pablo Iglesias, Catarina Martins, entre outros, comungam valores e princípios que, com uma frequência preocupante, fazem com que os seus partidos votem juntos no parlamento europeu. Estão unidos num patriotismo insalubre, no combate ao capitalismo, no combate aos “velhos partidos” e à democracia representativa e, sobretudo, estão umbilicalmente associados com o objectivo de destruir o projecto europeu. Aqui como noutras latitudes, o método do inimigo externo funda-se em emoções extremadas, que acicatam a mentalidade de tribo, uma dinâmica de ‘nós contra eles’. E tal como os tiranetes africanos ou da América Latina, os extremismos europeus desenham a ameaça em termos genéricos: o problema é a Europa. Logo se verá se são os burocratas, se os processos de decisão no Ecofin, se a alegada falta de democracia interna.

Como é óbvio, o projecto europeu não está isento de críticas. Aliás, merece-as e só por via do escrutínio e da crítica se poderá reformar. Contudo, mais do que reprovar os processos de decisão ou a arquitectura das instituições europeias, estes extremismos de direita e de esquerda gizam o problema de forma holística. Por outras palavras, segundo eles, a Europa é um problema por definição. Note-se igualmente que a Europa é apresentada como um perigo externo, apesar de os países aos quais pertencem estes radicais serem parte integrante do projecto europeu. Mas tem que ser assim. Se a ameaça não vier de fora é menos eficaz. Há nestes movimentos e partidos radicais uma amnésia deliberada sobre os benefícios que os Estados-Membros obtiveram por via da sua integração na Europa, vantagens que o José António Abreu bem lembrou aqui no DELITO. Continuando no texto do José António, esquecem também os extremismos que “não faz sentido atacar a UE pelo facto de as suas instituições tentarem impor as regras que todos os países-membros aceitaram livremente e nas quais assenta o modelo que permitiu às suas nações mais ricas atingirem essa condição”.

 

Em Portugal, a espuma destes dias traz-nos um bom (e mau) exemplo de tudo isto. De acordo com a litania bloquista, há uma Europa longínqua, sedeada na distante Bruxelas, que nos quer sancionar. Porque é revanchista e pérfida, esta Europa considera ainda exigir um 'plano B' a Portugal. É um ataque deliberado à pátria, um ultraje inaceitável, uma violação da nossa soberania que exige como resposta cidadãos valentes e dispostos a enfrentar a agressão estrangeira (e a aguentar os prejuízos de levar a bravata avante). Se a coisa não for a bem, diz o Bloco, vai a mal: batemos com a porta e dá-se mais uma machadada no projecto europeu. Porém, por entre a linguagem emotiva, épica e sectária, o Bloco esquece-se de explicar o porquê das hipotéticas sanções. Se o fizesse, concluiria o mesmo que o nosso Luís Naves, que desmistifica o assunto num excelente texto. Le jeux son fait. Cabe agora à cidadania decidir se sente atracção pelo abismo.

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As melhores praias portuguesas (21)

por Pedro Correia, em 06.07.16

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Caneiros (Lagoa)

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As melhores praias portuguesas (20)

por Pedro Correia, em 05.07.16

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Porto Pim (Faial, Açores)

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A estratégia de aumento do consumo corre esplendidamente

por José António Abreu, em 05.07.16

Portugal regista maior quebra nas vendas a retalho na zona euro em Maio.

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As melhores praias portuguesas (19)

por Pedro Correia, em 04.07.16

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Oura (Albufeira)

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As melhores praias portuguesas (18)

por Pedro Correia, em 03.07.16

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São Martinho do Porto (Alcobaça)

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As melhores praias portuguesas (17)

por Pedro Correia, em 02.07.16

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Praia Grande (Sintra)

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As melhores praias portuguesas (16)

por Pedro Correia, em 01.07.16

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Consolação (Peniche)

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As melhores praias portuguesas (15)

por Pedro Correia, em 30.06.16

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Pópulo (São Miguel, Açores)

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Portugal, Espanha e o Brexit

por Diogo Noivo, em 30.06.16

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Os portugueses votaram nos partidos que compõem a actual maioria de governo, mas não a validaram nas urnas. Já os espanhóis tiveram esse privilégio. Durante os últimos seis meses, o PSOE, o segundo partido mais votado nas eleições legislativas de Dezembro, tentou repetidamente formar uma maioria de governo com o Podemos e com o Ciudadanos. O objectivo era impedir o Partido Popular, o mais votado, de governar. Meio ano depois, estes partidos submeteram-se novamente ao voto popular e o resultado é claro: PSOE perde votos e mandatos, obtendo o pior resultado de sempre; o Ciudadanos perde votos e mandatos, tornando-se ainda menos relevante; o Podemos, apesar de coligado com a Izquierda Unida, não consegue mais mandatos, perde mais de 1 milhão de votos e falha o lugar de principal força de esquerda. O Partido Popular, inimigo público número 1 para os três partidos que pugnaram por um arranjo parlamentar, reforça a vitória obtida em Dezembro com mais 14 deputados e mais 600 mil votos. Em Espanha, ensaiou-se uma maioria para desalojar o partido mais votado, e os partidos envolvidos nesse empreendimento foram seriamente penalizados. Já o partido que foi impedido de assumir funções saiu mais forte do acto eleitoral. Talvez seja uma coincidência.

 

Terá sido o Brexit?

É impossível determinar com exactidão o efeito real do Brexit nas escolhas feitas pelos eleitores espanhóis. No entanto, os dados sugerem que esse efeito foi marginal. Em primeiro lugar, PSOE e Ciudadanos, dois dos três partidos mais penalizados, têm fortes convicções europeístas e são contrários ao Brexit. Por isso, é pouco plausível que o eleitorado os tenha sancionado por força do “sim” no referendo.

Em segundo lugar, a flutuação de votos em relação às eleições de 20 de Dezembro sugere que os resultados do passado domingo se devem maioritariamente a assuntos internos. Isto é especialmente visível quando olhamos para a coligação entre Podemos e Izquierda Unida, o Unidos Podemos. Com excepção de Barcelona, o Unidos Podemos foi penalizado em todos os municípios onde governa o Podemos, o que indicia eleitores com motivações locais. Subamos agora um degrau na escala político-administrativa e olhemos para as comunidades. Em Madrid, na Catalunha e na Comunidade Valenciana, o Unidos Podemos perdeu os votos que pertenciam à Izquierda Unida, o que sugere um desagrado dos votantes comunistas causado por guerras internas da extrema-esquerda (cada vez mais audíveis). Por último, se o Unidos Podemos fosse prejudicado por causa do seu anti-europeísmo, seria expectável que houvesse uma transferência de votos do UP para partidos defensores da causa europeia (em particular, para o PSOE). No entanto, o número de votos perdidos pelo Unidos Podemos é praticamente igual ao número de novos abstencionistas.

A motivação dos eleitores é diversificada e cheia de subtilezas, logo não existem causas únicas para explicar resultados eleitorais. No entanto, em Espanha, os dados sugerem motivações de política interna. Assim sendo, coincidência ou não, insisto: os três partidos que tentaram desalojar o partido mais votado foram todos penalizados.

 

Bipartidarismo

No que respeita ao bipartidarismo, há semelhanças entre os vizinhos ibéricos. Em Portugal, nas últimas eleições legislativas, a ameaça à hegemonia do PSD e do PS era substancialmente menor do que a ameaça sentida pelos dois principais partidos espanhóis. No entanto, embora com um cenário parlamentar mais fragmentado, PP e PSOE continuam a ser os principais partidos nacionais. A “nova política” chegou a Espanha, mas ainda não se instalou.

À esquerda encontramos mais parecenças: em Portugal como em Espanha, os socialismos e as extremas-esquerdas na oposição não capitalizaram nas urnas o descontentamento popular contra os governos neo-liberais, contra os Executivos que tinham na austeridade uma opção ideológica, contra a direita subserviente a Berlim, contra aqueles que aniquilam o estado social. Era um aproveitamento inevitável, segundo boa parte da imprensa ibérica. Porém, não aconteceu. Haverá nesta pequena península um divórcio entre a opinião pública e a opinião publicada?

 

Pactos de Governo

Tal como em Portugal, a soma dos derrotados em Espanha ultrapassa a barreira da maioria absoluta. Juntos, PSOE, Unidos Podemos e Ciudadanos contam com 188 deputados (são necessários 176 para a maioria absoluta). A aritmética bate certo, mas a política dificilmente a viabilizará. Ciudadanos e Unidos Podemos são incompatíveis e o perfil Albert Rivera, presidente do Ciudadanos, não se coadunará com cedências de princípios a troco de lugares ou de influência legislativa. Rivera fará exigências que a coligação de extrema-esquerda não poderá cumprir. E vice-versa. Por outro lado, estes últimos seis meses degradaram bastante as relações entre socialistas e podemitas. O acordo entre estas duas forças políticas é teoricamente possível, mas são várias as personalidades de relevo no PSOE que o rejeitam. Vale o que vale, mas o sms enviado por Pablo Iglesias a Pedro Sánchez continua sem resposta – esta terça-feira, na primeira entrevista televisiva depois do acto eleitoral, o líder do Podemos queixou-se do silêncio socialista.

Apesar de derrotados nas urnas, PSOE, Ciudadanos e Unidos Podemos, mantêm o veto a Mariano Rajoy. Em política tudo é possível e 48 horas são uma eternidade que permite vários avanços e recuos. Vão aparecendo sinais de mudança. Mas, para já, as linhas vermelhas são praticamente as mesmas.

 

Principais diferenças de contexto entre Portugal e Espanha

Das várias diferenças entre os cenários políticos de Portugal e de Espanha, três são especialmente significativas: (i) houve maior utilitarismo na esquerda portuguesa; (ii) perante a possibilidade real de integrar um Governo, a extrema-esquerda espanhola viu-se obrigada a apresentar um programa de governo que fosse para além das utopias e dos protestos habituais – e os eleitores do centro ficaram horrorizados com o que viram; (iii) em Espanha houve seis meses de debate e de escrutínio das intenções partidárias, nomeadamente dos propósitos socialistas. Os seis meses de interregno entre escrutínios foram importantes. O eleitorado falou e não ficou tudo na mesma.

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As melhores praias portuguesas (14)

por Pedro Correia, em 29.06.16

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Cabanas (Tavira)

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As melhores praias portuguesas (13)

por Pedro Correia, em 28.06.16

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Tocha (Cantanhede)

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As melhores praias portuguesas (12)

por Pedro Correia, em 27.06.16

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Figueirinha (Arrábida, Setúbal)

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As melhores praias portuguesas (11)

por Pedro Correia, em 26.06.16

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Comporta (Alcácer do Sal)

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As melhores praias portuguesas (10)

por Pedro Correia, em 25.06.16

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Zambujeira do Mar (Odemira)

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As melhores praias portuguesas (9)

por Pedro Correia, em 24.06.16

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Adraga (Sintra)

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As melhores praias portuguesas (8)

por Pedro Correia, em 23.06.16

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Guincho (Cascais)

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Verde-água

por Sérgio de Almeida Correia, em 23.06.16

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(Max Rossi/Reuters)

E lá passámos aos oitavos de final do Euro 2016. Depois de tantos apertos, durante mais três dias, vai ser possível recuperar energias, secar os microfones que foram ao charco e dar algum trabalho aos barbeiros. Após o jogo de ontem com a Hungria, é caso para dizer que o melhor do jogo, tirando aqueles três golos que a Selecção Nacional alcançou em momentos de inspiração de Nani e Ronaldo, foi o apito final do árbitro.

É certo que se tratou de uma qualificação sofrível, alguns dirão "merdosa", tal a forma como foi conseguida por uma selecção que reclama ser uma das melhores do mundo e arredores e ainda surge como a sexta classificada, salvo erro, no ranking da FIFA. De parecido com a forma como esta qualificação foi obtida só estou a ver a vitória da Porsche nas 24 Horas de Le Mans do passado fim-de-semana. Isto é, ao cair do pano, a minutos do fim e na sequência dos percalços dos adversários.

Para quem depois do primeiro jogo, com a habitual cagança, dizia que a Islândia não tinha futebol para estar em França e ia ser corrida na fase de grupos, só apetece dizer que nós nem à Áustria conseguimos ganhar. Convenhamos que com o grupo que nos calhou em sorte, com tantas estrelas no plantel, o senhor engenheiro devia ter feito muito melhor.

O seleccionador nacional e os jogadores terão no próximo sábado, frente à Croácia, uma oportunidade para se redimirem do que fizeram na frase de grupos. A Croácia é uma selecção que joga um belíssimo futebol - a Espanha que o diga -, tem jogadores de uma excelente craveira técnica e tanto é capaz de jogar aberto e com velocidade como esperar por uma jogada de contra-ataque para arrumar com o jogo. Portugal tem atributos que não nos deixam atrás. Daí que seja tentado a dizer que o que irá fazer a diferença no próximo jogo, mais do que a sorte, será a inteligência, o acerto no passe e nas marcações e a confiança na hora do remate.

Penso que Fernando Santos já terá feito todas as experiências necessárias, assim o espero, e neste momento a constituição da equipa não deverá oferecer dúvidas. Rui Patrício, apesar das suas habituais limitações, tem estado bem e não foi ele quem comprometeu, apesar de no jogo com a Hungria me ter parecido que por duas vezes se fez demasiado tarde à bola. Ou não viu a bola partir ou está a precisar de mudar as lentes. De qualquer modo é para continuar. E a defesa que ontem jogou no essencial deverá manter-se. No essencial porque se Eliseu voltar ao banco ninguém se espantará. Ontem, por duas ou três vezes lançou-se no ataque desguarnecendo o seu sector. Quando isso aconteceu procurou recuperar, mas valeu que foi sempre convenientemente dobrado. Eliseu é um poço de força, mas esta não é a maior amiga do talento e da classe. Vieirinha pode fazer muito mais e melhor. Os centrais estiveram num nível superior ao dos jogos anteriores, não obstante as dificuldades que Ricardo Carvalho tem em disfarçar os anos que leva em cada perna.

A exibição de ontem voltou a mostrar as insuficiências da equipa e a falta de inteligência e eficácia no miolo. William Carvalho continua a ser um jogador desengonçado, que tem dificuldade em fazer passes à flor da relva, levantando muitas vezes a bola sem qualquer sentido, no que está bem acompanhado por Pepe. Ambos falham passes e  comprometem sem jogadas sem necessidade e apenas porque não pensam. Carvalho defende melhor do que ataca, o que pode ser um problema quando se precisam de golos como de pão para a boca. André Gomes é um jogador de muita classe, só que também ainda não conseguiu encontrar o equilíbrio. Frente à Hungria voltou a falhar passes mas ficou com o mérito de ter sido o primeiro a fazer um remate digno desse nome à baliza adversária. Pode fazer muito mais e seria bom que o fizesse rapidamente. Moutinho entrou claramente em fase descendente e é hoje a sombra do excelente jogador que foi. Falha passes como se fosse um William Carvalho, falta-lhe pulmão, está lento, sem ritmo. Deve ficar no banco. Renato Sanches já devia ter merecido mais minutos nos jogos anteriores. Perdeu uma bola junto à linha lateral que não podia ter perdido, mas bolas como a que perdeu também já as vimos Ronaldo, Nani, João Mário e Quaresma perderem, não tendo estes sido alvo da chacota que aquele mereceu nas redes sociais. Ontem pediu muitas vezes a bola sem que esta lhe fosse passada, já que João Mário e William Carvalho preferiam jogar entre si e ignorar o companheiro que pedia a bola. Quando pôde, Renato Sanches mostrou que fazia a diferença, quer a atacar quer a defender. Os aplausos de Ronaldo às suas aberturas não levantam dúvidas sobre o seu valor, já que os fora-de-jogo não são da sua responsabilidade. João Mário esteve francamente melhor do que nos jogos anteriores, embora não tenha mostrado ainda ser o jogador que o seu clube apregoa. Danilo foi apenas mais um, enquanto lá na frente Nani, Ronaldo e Quaresma estiveram bem. Ronaldo não jogou pior nem melhor, simplesmente não teve o azar dos jogos anteriores. Concretizou, cumpriu marcou dois golos, não se lhe pode pedir mais. Pareceu estar mais concentrado e isso é bom. Nani dá a ideia de se cansar depressa, havendo momentos em que desaparece do jogo. Quaresma merece a oportunidade de ser titular contra a Croácia paras se ver se rende mais quando os outros também estão frescos. Tanto ele como Renato Sanches criam muitos problemas aos adversários e é um desperdício deixá-los no banco durante a primeira parte dos jogos.

Um ponto que Fernando Santos deverá rever é a marcação de livres. Como há dias era sublinhado numa estatística, Ronaldo não consegue marcar um golo de livre. Ultimamente são mais as vezes que lhe saem mal do que aquelas em que a bola vai à baliza com perigo. Talvez não fosse mau de vez em quando dar oportunidade a outros para marcarem os livres. Podia ser que se perdessem menos bolas para as bancadas.

Vamos, pois, aguardar, fazendo votos de que a exibição verde-água de ontem possa dar lugar a um jogo exuberante, com raça e inteligência. Um jogo vermelho-vivo, cor de fogo, que nos catapulte para os quartos de final. Como se exige e se espera de uma grande equipa que prometeu mundos e fundos aos seus adeptos. 

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As melhores praias portuguesas (7)

por Pedro Correia, em 22.06.16

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 Moledo (Caminha)

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As melhores praias portuguesas (6)

por Pedro Correia, em 21.06.16

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Porto Santo

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As melhores praias portuguesas (5)

por Pedro Correia, em 20.06.16

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Praia Verde (Castro Marim)

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As melhores praias portuguesas (4)

por Pedro Correia, em 19.06.16

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Odeceixe (Aljezur)

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As melhores praias portuguesas (3)

por Pedro Correia, em 18.06.16

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Baleal (Peniche)

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As melhores praias portuguesas (2)

por Pedro Correia, em 17.06.16

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Quiaios (Figueira da Foz)

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