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Viver as escolhas que fazemos

por João André, em 02.05.17

Li hoje o enésimo post sobre aquilo que as pessoas, ao chegarem ao fim das suas vidas, lamentavam. Em quase todos os casos se fala em lamentar o que não se fez e não aquilo que se fez. Lamentamos não ter passado mais tempo com a família, não ter aceite aquela oportunidade do outro emprego, não ter feito uma certa viagem, etc.

 

Confesso que ainda me falta algum tempo para poder ser considerado como estando "no final da minha vida", mas este raciocínio, como descrito acima, parece-me conter uma falácia. É normal que lamentemos aquilo que não fizemos precisamente porque não o fizemos. Envolve um desconhecido que podemos glamorizar e imaginar como perfeito. Aquilo que fizemos é conhecido, dissecado e esquecido, fora um ou outro elemento mais memorável. O que não fizemos pode ser construído como queremos.

 

Infelizmente, quando este tipo de posts (ou estudos) surgem, nunca há ninguém a fazer a mais simples das perguntas: porquê? Porque razão lamenta não ter feito viagem X quando fez viagens A, B e C. Porque razão lamenta não ter aceite posição A em vez de B? Fiz ocasionalmente esse exercício. A resposta é invariavelmente dada no condicional: «poderia ter sido...», «se calhar teria...», «quem sabe se não teria...». Não há uma certeza absoluta sobre o melhor desfecho dessa escolha. A única excepção é o lamento de não ter passado mais tempo com família.

 

Pessoalmente opto por outra forma de pensar ou viver: aceitar e perguntar a mim mesmo o que posso retirar daquilo que fiz, de que maneira aprendi, cresci. As escolhas definem-nos, não só pelo que demonstram sobre nós quando as fazemos mas também pela forma como nos influenciarão no futuro. Aceitá-las, mais que lamentar tê-las feito, parece-me melhor filosofia do que esperar pelos últimos anos e reimaginar uma história pessoal contrafactual. Especialmente quando a factual pode e deve ser tão interessante como a outra.

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 11.03.17

Temos de ajudar o Presidente Marcelo a não acabar com a dignidade durante o mandato.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.02.17

 

No país do achismo, quem tem olho é tudólogo.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 13.08.15

A música transporta-nos para um mundo só nosso, onde os sentimentos são mais profundos e as emoções que lhes dão vida são mais reais. A música faz-nos rir ou chorar, quer nos enleve em alegria ou tristeza. Há uma música que se adapta a cada ocasião e que compõe a nossa banda sonora pessoal. E depois há aquela música só nossa, que gostamos de partilhar com alguém especial...

 

Ouça música.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 12.08.15

As cores têm uma influência energética muito grande no nosso bem estar e na nossa disposição. Cores suaves transmitem tranquilidade, cores fortes transmitem força e alegria e as cores escuras são ideais para os momentos de introspecção, em que nos fechamos sobre nós próprios. Claro que há quem escolha as cores de acordo com o seu gosto pessoal e com o que vai bem ao tom da pele, do cabelo, dos olhos. Porém, devemos estar mais atentos à cor que usamos em cada ocasião e como ela influencia o nosso humor.

 

Procure cores harmoniosas para o seu lar, uma vez que é o refúgio privilegiado onde reside a sua maior fonte de energia.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 11.08.15

A água é fundamental para a vida. Hidrata-nos, refresca-nos, alimenta-nos. Devíamos beber um bom copo de água logo pela manhã, em jejum, pois a água purifica o organismo e prepara-o para receber os alimentos. Um bom sinal de desidratação é o estado do cabelo, da pele e das unhas.

 

Beba água.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 10.08.15

As segundas-feiras são terríveis para a maioria das pessoas. Quebrar a rotina do fim-de-semana sem horários e voltar a acordar cedo é suficiente para nos deixar mal humorados. Está nas nossas mãos inverter este sentimento e sorrir perante a nova semana que hoje começa. Uma semana onde podemos realizar os nossos sonhos, onde podemos dar início a novos hábitos, uma folha em branco por preencher.

 

Abrace esta semana com um sorriso e torne-a produtiva.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 07.08.15

A poupança é um hábito extremamente importante. Permite-nos ter noção do real custo do que consumimos, planear de forma sustentada o futuro a médio e longo prazo, e assume-se como um meio seguro de prevenir eventuais danos.

 

Controle os seus gastos e faça uma poupança.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 06.08.15

Há dias em que não nos apetece falar com ninguém. O melhor mesmo é ficar sossegado num canto, deixar que este sentimento de solidão passe e que a nossa mente se torne disponível para o cruzamento de ideias com outros seres humanos.

 

Se hoje se sentir introspectivo, tire uns momentos para estar apenas consigo.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 05.08.15

O cansaço é um mal terrível, apodera-se de nós pouco a pouco, vai-nos roubando o sono, a energia, a vontade, e quando menos esperamos deita-nos abaixo. Ficamos prostrados, sem forças, sem ânimo.

 

Tire pelo menos um dia por semana para descansar. Hoje, por exemplo, deite-se antes da meia noite.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 04.08.15

Os anos passam, olhamos para trás e constatamos que passam depressa de mais. As alegrias, as tristezas, as vitórias, as derrotas, os momentos que acreditamos que vão durar para sempre, quer sejam bons ou maus, tudo, mas mesmo tudo, passa...

 

Aprecie o momento, viva-o com calma e serenidade, porque tudo passa.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 03.08.15

As férias são um excelente período para quebrar a rotina, descansar, fazer aquelas tarefas para as quais nunca temos agenda, e ainda para viajar e passar mais tempo em actividades de lazer. As férias dão-nos alento e revigoram-nos, para que possamos enfrentar mais um longo período de trabalho.

 

Durante as suas férias desligue completamente e faça tudo o que anda a adiar por falta de tempo.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 31.07.15

Parece que hoje vai chover. Não fique triste, aprecie esta chuva como um refresco no meio do Verão, uma forma de equilibrar os nossos corpos face ao calor dos últimos dias. A chuva limpa, purifica, renova.

 

Sinta as pingas da chuva no rosto e agradeça.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 30.07.15

Hoje em dia o conceito invertido de família feliz consiste num casal com o seu filho, sentados a uma mesa num qualquer café, cada um com o seu telemóvel ou tablet, num diálogo mudo. O convívio familiar foi substituído por aparelhos electrónicos, que afastam cada vez mais as pessoas do diálogo salutar e do crescimento em sociedade. Estamos a criar indivíduos cobardes e egoístas.

 

Da próxima vez que se reunir a uma mesa com um familiar ou amigo deixe o telemóvel em casa.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 29.07.15

Os espaços fechados são propícios a estados mentais e físicos menos saudáveis. O ar fresco, o vento e o sol promovem uma melhor disposição e renovam a energia. Devíamos procurar passar mais tempo em espaços abertos e receber todos os seus benefícios.

 

Passe mais tempo ao ar livre.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 28.07.15

A curiosidade torna-nos mais audazes. É um motor que nos impele ao conhecimento. Se não for refreada, pode tornar-se desmedida, insane. Mas um curioso tem uma alma viva e repleta de entusiasmo.

 

Seja curioso e invista algum tempo a estudar aquele tema que tem andado a adiar.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 27.07.15

Os momentos são vivências únicas, pessoais e intransmissíveis. Se tentarmos, por exemplo, captar um momento através de uma fotografia nunca vamos conseguir absorver a sua essência.

 

Viva os momentos em vez de os fotografar.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 24.07.15

O dia é a altura ideal para as actividades que exigem mais energia. O nosso relógio biológico está coordenado de acordo com as horas do sol e funciona melhor quando cumprimos de forma rigorosa os períodos de descanso. A noite é propícia a esse descanso, ao repouso da actividade física e mental.

 

Deite-se mais cedo, acorde mais cedo e viva melhor.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 23.07.15

A organização ajuda a limpar a mente. Os espaços organizados são propícios a ideias claras e objectivas.

 

Organize. A casa, o escritório, as rotinas... Tudo será mais fácil.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 22.07.15

As flores têm um perfume maravilhoso que nos provoca uma sensação de pura felicidade. Encher a casa de flores é torná-la mais viva e alegre.

 

Compre flores.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 21.07.15

Tirar um livro da estante, deter o olhar sobre ele e depois abri-lo lentamente e sentir o cheiro das folhas enquanto o vai folheando. Há sensações que são únicas, diferentes em cada um de nós, mas todas elas repletas de entusiasmo por estar prestes a entrar no mundo desconhecido de uma nova história.

 

Deixe o computador, o tablet ou o telemóvel de lado, tire um livro da sua estante e leia-o.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 20.07.15

A televisão é muito mais que um meio de comunicação, é a companhia de muitas pessoas, principalmente das que passam mais tempo sozinhas. Porém, a televisão é também uma fonte de distracção e nem sempre é muito didática.

 

Só por hoje, não veja televisão e no fim do dia reflicta sobre tudo o que fez.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 17.07.15

Já sorriu hoje? Um sorriso vale por quanto? Um sorriso contempla tudo, as palavras que ficam por dizer, o olhar que se complementa, a alma que se espelha deste modo. Sorrir não custa mesmo nada. Se "rir é o melhor remédio", mas é despropositado, sorrir serve todas as circunstâncias, e a mensagem que emite ao cérebro é tão poderosa que activa todas as células do seu corpo.

 

Hoje sorria, por tudo e por nada, simplesmente sorria.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 16.07.15

Dançar é uma actividade completamente libertadora. Quem dança sente-se mais leve, mais jovem e mais bonito. A dança está ligada à criatividade e é altamente terapêutica. Quem dança é mais feliz.

 

Escolha uma música apropriada e do seu gosto e dance.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 15.07.15

Os nossos maiores receios impedem-nos muitas vezes de seguir em frente. O medo tem correntes fortes que nos aprisionam. É muito difícil ultrapassar o medo à medida que ele se enraíza cada vez mais no nosso subconsciente.

 

Faça uma lista dos seus maiores receios e escolha um para trabalhar com calma e vencer esse medo.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 14.07.15

Antes de haver alegria é por vezes necessário alguma dose de tristeza. De certo modo, são os momentos tristes que nos permitem rejubilar de alegria, porque depois de os aceitarmos e ultrapassarmos temos oportunidade de fazer melhor. Sabendo o que é a dor podemos alegrar-nos por não a sentir. Se os momentos maus não existissem, não valorizávamos os bons, porque tínhamo-los como adquiridos.

 

Aceite a dor, não deixe de viver a tristeza, com o tempo tudo passa e a alegria volta.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 13.07.15

Os sentimentos são a base da nossa vida. Alegria, Tristeza, Medo, Repulsa e Raiva. Todos eles actuam dentro da nossa mente e são responsáveis pelas nossas memórias. Todos eles se complementam, embora a Alegria tenha um papel fundamental no nosso bem estar. Memórias felizes tornam-nos pessoas melhores e mais bem sucedidas.

 

Vá ao cinema e veja o filme "Inside Out".

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 10.07.15

O corpo é energia. Se cuidarmos do corpo, alimentando-o correctamente, ele responder-nos-á de forma positiva. Os pensamentos alimentam a mente e a mente afecta o corpo.

 

Escolha pensamentos positivos, se quiser ter um corpo saudável.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 09.07.15

A mente é poderosa, capaz de nos elevar a estados de consciência absoluta. Porém, a mente é igualmente adversa, usando esse poder para nos subjugar aos seus próprios interesses, que lhe foram implantados por outras mentes obscuras. O exercício da mente deve ser um equilíbrio entre ginástica e paragem, sendo esta última caracterizada ainda pela abstracção. Se por um lado exercitar a mente a torna mais produtiva, as grandes criações surgem quando se esvazia a mente de qualquer pensamento. As camadas do medo dissipam-se e deixam vir à tona o que de mais puro e belo existe no cérebro de cada um.

 

Comece hoje mesmo, 5 minutos de meditação diária e vá aumentando até se sentir confortável.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 08.07.15

"Só se vê bem com o coração". Só o que sentimos é real. Os olhos não conseguem apreender tudo o que se vislumbra diante deles, porque são limitados e têm o filtro da razão. Se quiser ver o quadro completo, terá de ver para além do que é visível, terá de sentir.

 

Experimente fechar os olhos e sinta o que vê.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 07.07.15

A natureza das pessoas, aquilo que lhes é inato, devia ser a bondade. Porém, constato que não é bem assim. As pessoas são naturalmente más e de vez em quando resolvem ser boas. A maldade atrai maldade, além de que o caminho da maldade é muito mais fácil. Só há um caminho, o da verdade, o da bondade. Quem não anda neste caminho foi porque se afastou dele, porque fraquejou e encontrou nas trevas uma alternativa à luz.

 

Ouse nunca se afastar do caminho, escolha sempre a verdade.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 06.07.15

Temos tendência a personificar aquilo que não entendemos. Veja-se o exemplo de Deus, a quem chamamos muitas vezes de velhinho com barbas. Porém, se Deus foi O Criador, Ele está presente em tudo. Deus é o sol que brilha em cada manhã, é a brisa morna dos dias quentes de Verão, é a maresia, a areia, é tudo o que a natureza nos oferece de forma gratuita. Se O reduzirmos a um velhinho com barbas, estamos a perder a magnificência que O caracteriza e a vastidão onde O podemos encontrar.

 

Procure Deus na natureza que o rodeia.

 

Se não acreditar em Deus, procure ver a beleza que a natureza nos revela a cada instante, independentemente do seu criador.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 03.07.15

Os animais domésticos ensinam-nos a ser mais generosos e tolerantes. Cuidar de um animal de estimação requer tempo, paciência e dedicação. É necessário, também, investir no conhecimento, pois cada espécie é única e tem exigências muito próprias.

 

Adopte um animal de estimação. 

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 02.07.15

Tudo o que damos espontaneamente ao universo, volta para nós. Se desejarmos mal aos outros, vamos sofrer dissabores. Se por outro lado formos generosos e alegres, a vida brindar-nos-á com abundância e felicidade.

 

Dá aos outros o que gostavas de receber em troca.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 01.07.15

Estar na moda significa seguir as tendências. Agora há a moda da alimentação saudável e do desporto. Ambas são benéficas e transformam positivamente a vida de quem as pratica. Os defensores das modas nefastas criticam as novas tendências e defendem as suas ideias de forma entusiasta.

 

Siga as tendências que contribuem para o seu bem estar.

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Futebol como debate religioso

por João André, em 30.06.15

No futebol moderno é comum encontrar pessoas de dois lados de um argumento: a favor ou contra o tiki-taka. Quando ouço estas discussões fico frequentemente incomodado, porque a mesma demonstra o quanto a mesma demonstra o pouco que se sabe de futebol e da sua história. A discussão assume frequentemente proporções - e moldes - de debate religioso, típicos da discussão do Bem contra o Mal. Dependendo do lado onde cada pessoa está em relação ao tiki-taka, o Bem e o Mal assumem formas diferentes, mas os argumentos são frequentemente proselitistas ou de oposição à ideia adversária.
Este debate fica ainda mais inquinado quando se entra noutro aspecto: de que lado está a Razão. Esta discussão move-se para lá do aspecto estético (que depende do gosto de cada um) e passa para um suposto debate sobre a objectividade do futebol. Neste artigo no Financial Times, Simon Kuper (um jornalista inglês que cresceu na Holanda e é fascinado por tudo o que diga respeito à influência holandesa neste desporto) entre precisamente por este caminho. Cruijff, afirma, estava certo, por oposição aos ingleses, alemães ou brasileiros, que estavam errados.
Esta afirmação é apenas mais uma da hagiografia a Cruijff. É curioso que Kuper dedique um parágrafo a explicar como Cruijff já não é o seu herói apesar de escrever um texto que vai no sentido oposto. Faz quase lembrar as pessoas que abandonaram uma religião mas que continuam a viver a sua vida como se ela os orientasse. Comparativamente poderemos usar a ideologia: vejam-se os antigos trostkistas e maoístas portugueses. O texto pode ser um rejeitar da pessoa em si - qual o santo que não cai do pedestal se conhecido pessoalmente? - mas não o é da ideia. Kuper é um cruijffista e defende-o intensamente.
Só que, como referi acima, o texto é uma hagiografia. Muito bem escrita, mas tão redutora e tão baseada nas caricaturas de outros conceitos que distorce a realidade. Não é preciso recuar mais que a 1970 para saber que o Brasil sabia misturar perfeitamente a componente física e técnica (drible e passe) do jogo. Também assumir que os ingleses terão mais desejo que os brasileiros é esquecer estupidamente a famosa afirmação de Roberto Drummond: «Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade,o atleticano torce contra o vento» (que chegou a ser adaptada livremente para o brasileiro em relação a uma camisola do escrete). Todos os países têm a mesma componente de todos estes aspectos do futebol. E todos eles são fundamentais.
O problema desta discussão é assumir que o jogo baseado no passe começou com a Holanda do final dos anos 60 e teve o seu apogeu nas equipas do Barcelona de Guardiola. Esquece que este tipo de jogo teve já campeões muito antigos - os escoceses foram os primeiros a introduzir o passe em 1870, e austríacos nos anos 30, soviéticos em 1945 e húngaros em 1954 já tinham demonstrado os mesmos conceitos: passe e movimento. Aquilo que os holandeses nos anos 70 e espanhóis entre 2008 e 2012 fizeram foi não mais que explorar a mais antiga das tácticas: uma geração única associada a regras circunstancialmente mais favoráveis.
Pensar na Espanha recente (ou no Barcelona) é pensar nos seus principais intérpretes: Xavi e Iniesta. São jogadores únicos que, independentemente daquilo que a máquina de propaganda culé possa querer passar, não saem de uma linha de montagem made in La Masía. Associá-los a Messi, Busquets, Casillas, Ramos, Dani Alves, Fábregas, David Silva, Eto'o, Mascherano, etc, é uma oportunidade que não surge todas as décadas. É algo de único. As regras - ou a interpretação das mesmas - também ajuda: o futebol de Guardiola (como foi implementado pelo Barcelona) teria sido completamente ineficaz contra, por exemplo, o Milan de Sacchi de 1990 com as regras de então. Não só os jogadores eram autorizados a fazer entradas bem mais duras que hoje (algumas que não dariam falta então poderiam dar hoje vermelho) como a regra do fora de jogo estava definida de forma muito menos liberal.
O texto de Kuper, mais uma vez, concentra-se num momento circunstancial e temporalmente muito definido, distorcendo o passado (e o presente, ao invocar Luis Enrique e Mourinho) para vender uma imagem e fazer doutrina. É por isso que neste debate tenho duas posições, uma bem definida e outra fundamentalmente indefinida: sou definitivamente anti-cruijffista/barcelonista (mesmo quando gosto do estilo de jogo das "suas" equipas) e é-me indiferente o tiki-taka só por si, sendo mais fascinado pela táctica e interesse do jogo.
No final é mais que um debate sobre quem é bom e mau no jogo Barcelona-Inter de 2010. É uma questão de compreender que o jogo em si é fascinante, mesmo sem se tomar partido ideologicamente.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 30.06.15

O exercício físico tem inúmeros benefícios. Um corpo saudável é fundamental para o bem estar geral, principalmente no que respeita à mente, que se torna até mais criativa. As pessoas que fazem desporto com regularidade são naturalmente mais bem dispostas e mais produtivas.

 

Caminhe pelo menos meia hora todos os dias.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 29.06.15

Estar a braços com muitas coisas acaba por ser uma forma de não realizar nenhuma delas. É importante parar, definir prioridades, e só depois avançar, executando cada tarefa em separado e só começando uma nova depois de terminar a anterior.

 

Pare, analise, priorize.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 26.06.15

A forma como colocamos uma questão interfere completamente na resposta ou resolução da mesma. A intenção que colocamos é sempre correspondida, por isso devemos agir de forma cuidada e consciente. Se queremos o respeito e admiração dos outros, devemos colocar toda a nossa energia nesse objectivo. Até a demonstração de um desagrado deve ser transmitida com tranquilidade, para que o nosso interlocutor tenha vontade de nos ajudar.

 

Pense antes de agir.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 25.06.15

Passamos demasiado tempo a reflectir sobre o passado e a projectar o futuro. No espaço que medeia estes dois tempos encontra-se o presente, ao qual invariavelmente damos pouca atenção.

 

Hoje é o único momento que existe e no qual pode interferir.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 24.06.15

De que adianta querer ganhar uma fortuna e não saber o que fazer com ela? Infelizmente, a maioria das pessoas pensa que ganhar a lotaria lhes traria uma enorme felicidade. Mas em que reside essa mesma felicidade? Conquistar algo pouco provável? Rejubilar por ver os zeros a mais na conta bancária? Auto-congratular-se com a noção de riqueza? A verdade é que a felicidade está precisamente no que fazemos com o ganha pão de cada dia. A felicidade reside no fim em si mesmo e não no meio para o alcançar, se este não for um caminho lento e ardiloso, mas sim um elevador demasiado rápido para saborear a conquista.

 

Formalize os seus objectivos, tenha-os bem claros na sua mente.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 23.06.15

O conhecimento pode ser perigoso, se não for recebido com toda a clareza. É necessário ter um coração aberto, disponível e com vontade de prosperar para que se aceite com clarividência os ensinamentos que nos são transmitidos.

 

Dê um passo de cada vez e espere pacientemente pelo seu momento.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 22.06.15

O Verão chegou e com ele o calor, as roupas leves e os pés descalços na areia da praia. É uma estação pela qual muitos anseiam, pois com ela vêm as férias grandes, período em que habitualmente se fazem viagens com família ou amigos e se recebe o merecido descanso por mais um ano de trabalho.

 

Celebremos o Verão com alegria, chapéu de sol e protector solar!

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 19.06.15

Por vezes, o melhor descanso é não fazer mesmo nada. Depois de anos, meses e semanas num incessante frenesim de afazeres, é chegado o momento de parar. Não é fazer menos, porque isso continua a ser fazer alguma coisa.

 

Só por hoje, pare tudo o que tem para fazer e relaxe.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 18.06.15

Sorrir não custa nada. O sorriso é um contentamento para quem o vê, mas os verdadeiros benefícios ficam em quem o sente. O verdadeiro sorriso vem de dentro e transmite-se de forma subtil.

 

Só por hoje, experimente sorrir.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 17.06.15

O medo é o pior dos inimigos. Apodera-se da alma, retira-lhe toda a alegria de viver e submete-a à angústia de uma existência em cativeiro. Ter medo é deixar que os outros tomem as rédeas da nossa vida.

 

Pela sua felicidade, vença o medo com redobrada coragem.

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Pensamento para hoje

por Joana Nave, em 16.06.15

A ideia de que somos o que comemos não se resume a uma alimentação saudável. A forma como ingerimos os alimentos, como os mastigamos e deglutimos, afecta a assimilação destes pelo organismo. O mais importante é a energia dos nossos pensamentos. Se estivermos zangados, perturbados ou receosos, por exemplo, esses sentimentos irão reflectir-se na digestão e no bem estar físico e psicológico.

 

Pela sua saúde, coma com tranquilidade e harmonia.

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Neste tempo

por João André, em 20.05.15

Neste tempo o mundo é novo. As pessoas vestem-se de forma diferente umas das outras, já não há gosto nem jeito. Há telefones portáteis que nem botões têm e internet e já quase ninguém conhece as ligações fixas. Há formas de comunicar mas todos falam ao mesmo tempo e ninguém se entende. As cidades grandes absorveram algumas pequenas que são os novos subúrbios. Há água e electricidade, mas a primeira parece que está sempre com má qualidade e a segunda é cara. Há muitas linhas de metropolitano mas nem sabemos por onde ir para chegar mais depressa ( para quê?). Há carradas de autoestradas, mas custam os olhos da cara e nem têm grandes alternativas. A verdade é que tirando umas ilhas de cosmopolitanismo o país continua tão insular como sempre. Os comboios modernizaram-se entre Lisboa e Porto mas desapareceram. Não ram grande coisa, mas ainda se conseguia fazer uma ou outra viagem sem ter que ir ao expresso. Aquelas velhas estações onde o tempo parecia ter parado agora parecem ruínas que o tempo abateu.

Construíram-se muitas fábricas, grandes e pequenas, mas agora há poucas. Os bairros de apartamentos são os mesmos mas ninguém se conhece, nem sei o que faz o meu vizinho do 3º G. Há rádios para todos os gostos mas não sei qual escolher. Quase toda a música é permitida (diz que a Renascença ainda controla) mas nem toda é boa. Parece que somos católicos, mas pouco praticantes; lemos jornais livres de todo o mundo mas nem sabemos em que notícias confiar e vamos recebendo informação completamente em bruto, sem filtros de qualquer espécie. Os discos são objectos ainda mais valorizados que antes por quem deles gosta e o seu suposto carrasco está quase desaparecido. Os computadores vieram substituir as máquinas de escrever e aumentaram a eficiência, mas há quem suspire pelo matraquear. As impressoras e os computadores transformaram todos em potenciais autores de literatura e música. As estantes de livros transformaram-se em estantes de bibelôts desorganizados trazidos pelos almigos quando visitam outras partes exóticas do mundo. Os livros resumem-se a meia dúzia de aparelhitos. A única enciclopédia que parece interessar pode ser lida no telefone e os vendedores de enciclopédias, se os houvesse, receberiam pouco mais que um sorriso complacente.

Neste tempo o país continua de coração cinzento, tal como muitas fardas, mas os carros oficiais preferem o preto. Sotainas são olhadas de soslaio e o preto e branco é do domínio dos pseudo-intelectuais. Muita gente emigra e regressa no verão, para recuperarem o falar da meninice. Continuam a trazr mulheres loiras mas agora dizem que aqui é que é bom, que não há sítio como a terrinha com o seu sol e praia e café na esplanada. Por aqui ouve-se ainda algum fado e vê-se muito futebol, mesmo que não seja daqui. Respira-se a melancolia de um mundo que teve sempre os dias contados e suspira-se pelo mesmo que os nossos pais e avós suspiraram, aquele que chegaria na sebastiânica manhã. De África já não vem guerra, só a esperança de dinheiro daqueles que tendo sido servidores almejam ser mestres. De sexo e política fala-se demais. Por vezes parece que não se fala de outra coisa, misturando as duas. Este é um país de cidades mal feitas e habitadas pela nostalgia de cidades pequenas e aldeias perfeitas, todas lindas e parecidas umas com as outras, invariavelmente banhadas pelo sol e com pessoas afáveis e alegres. É também o país que sonha ser outro, com alamedas ladejadas por árvores verdes, carros novos, lojas luxuosas, monumentos antigos em estado impecável, pessoas cosmopolitas, conservadoras mas liberais, simpáticas e afáveis mas reservadas, cosmopolitas mas nada intrometidas, de restaurantes modernos a servir comidas tradicionais, de tabernas escuras banhadas pelo fado e com picapaus cheios de mostarda devidamente controlados pela ASAE.

Nota: este post não é qualquer crítica ao do Luís. Antes é inspirado por ele e serve como pobre homenagem à beleza do que se pode ler ali abaixo.

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Perigo

por José António Abreu, em 20.01.15

Sabes, Raylan, eu aprendi a pensar sem discutir comigo mesmo.

Boyd Crowder, vilão da série televisiva Justified.

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Soltas para 2015

por João André, em 05.01.15

Os servidores da Sony foram abaixo por causa de ataques informáticos. Os EUA acusaram a Coreia do Norte e, por coincidência, todo o país ficou às e-scuras uns dias depois. Para um país sob repressão, provavelmente quase sem acesso à internet (e quem a terá será altamente controlado), não estaria mal o serviço. Talvez fosse melhor enviar os futuros engenheiros informáticos para a Coreia do Norte para aprenderem o ofício.

 

A Alemanha diz que uma grexit não seria um grande problema. Pois não. Há 2-3 anos os bancos alemães (e franceses e outros) estavam carregados de dívida grega. Agora , uns programas de "apoio" depois, já não. Hoje a WDR (estação pública de rádio do oeste da Alemanha) dizia-o claramente: um dos grandes objectivos do programa foi salvar os bancos. Agora... bom, com um novo dracma em baixo as férias até serão mais baratas.

 

Ainda a Grécia: quando a Rússia faz certos comentários sobre as eleições ou as escolhas de governo noutros países, é tentativa de desestabilização. Quando a Comissão Europeia, a Alemanha ou outros países o fazem sobre a Grécia, de que se trata?

 

Ainda com a Alemanha: o Público foi a Baden-Würtenberg para levar uma lavagem ao cérebro sobre o sistema de ensino do estado. Foi tão intensa que o pobre do jornalista (Samuel Silva) até mudou o nome à Bosch e confundiu o singular e o plurar de Land (em alemão no original). Já o sentido crítico foi a principal vítima. Para o estado faz sentido: uma viagem de avião, umas viagens dentro do estado e umas estadias em hotel e tem-se um "artigo" de jornal melhor que uma publicidade de página inteira.

 

Na Sérvia descobriu-se um esquema de prostituição de luxo. O responsável (dito proxeneta em português antigo) tinha o processo completamente organizado: dias de trabalho disponíveis para as meninas (o período estava previsto), contabilidade organizada, percentagens claramente definidas, carteira de clientes, processos de marketing, etc. Nas ruas levanta-se o clamor a pedir a sua libertação e imediata nomeação para ministro da economia.

 

Cavaco Silva continuou no seu processo de esvaziamento das funções do presidente da república. Sabe-a toda: quando houver novas eleições pode ir para lá Santana Lopes sem problemas. Ninguém dará por ele.

 

Sócrates está preso? Ouço mais falar dele agora do que quando tinha o programa de televisão.

 

Passos Coelho continua a viver no mundo da realidade virtual de Massamá. E a insultar os portugueses que sofrem todos os dias. António Costa ainda não encontrou nos bolinhos da sorte chineses um programa de governo que lhe agrade.

 

A Rússia está a caminho de causar uma guerra a sério. O mundo ainda não o percebeu. Oxalá não o faça demasiado tarde.

 

O entreposto de jogadores da Luz está em primeiro lugar. O do Dragão em segundo. A fábrica de Alvalade está em quarto mesmo sem se saber se o director de produção fica ou sai (talvez esta rapaziada nos esclareça a coisa). Valha o Guimarães para dar animação.

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