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As time goes by

por Rui Rocha, em 13.06.16

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Ler (sobre o massacre em Paris)

por Pedro Correia, em 16.11.15

Paris sous l' attaque. Do João Pedro Pimenta, n' A Ágora.

La Palice. Do Luís Novaes Tito, n' A Barbearia do Senhor Luís.

La nausée. De António Araújo, no Malomil.

A guerra explicada às criancinhas. De Vítor Cunha, no Blasfémias.

Paris. De Francisco Seixas da Costa, no Duas ou Três Coisas.

Medo. Da Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.

Surrealismo... De Rita Carreira, n' A Destreza das Dúvidas.

Popper e Cristo em Paris. De Pedro Norton, no Escrever é Triste.

Ser e fazer tudo aquilo que eles detestam. Da Daniela Major, no Aventar.

Carry on. Do Luís M. Jorge, na Vida Breve.

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Algo por que lutar - a outra faceta da Humanidade

por José António Abreu, em 16.11.15

Mas, mais do que o terror, Isobel alonga-se a descrever quem lhe fez bem naquela noite de mal-querer; a agradecer aos seus “heróis” — como lhes chama. E os agradecimentos vão todos “para o homem que (…) colocou a sua vida em perigo para tapar a minha cabeça enquanto eu chorava; para o casal que trocou palavras de amor e me fez acreditar que há bondade no mundo; para o polícia que conseguiu resgatar centenas de pessoas; para os desconhecidos que me ergueram da estrada e me consolaram durante 45 minutos, numa altura em que me convenci de que o rapaz que amo tinha morrido; (…) para a mulher que abriu a porta da sua casa aos sobreviventes; para o amigo que (…) foi comprar-me roupas novas, para que não tivesse de usar este top manchado de sangue.” E termina: “Vocês fazem-me acreditar que este mundo pode ser melhor. Para que isto não volte a acontecer.”

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Tu, o guardião das fronteiras

por Rui Rocha, em 15.11.15

Pensa numa sala de espectáculos. Por exemplo, o Bataclan, em Paris. Pode ser? Agora, imagina que, por absurdo que possa parecer, durante um concerto, o Bataclan é tomado de assalto por terroristas. Estão lá dentro terroristas, três ou quatro, e muitos inocentes. Imagina agora que te cabe a ti tomar uma decisão sobre uma questão fundamental: em nome da segurança dos que estão cá fora, podes mandar fechar as portas e manter uns e outros lá dentro, abandonando-os à sua sorte. Uma decisão terrível, não é? Pois é precisamente essa a decisão que queres que seja tomada quando defendes que se fechem as fronteiras da Europa aos refugiados.

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"However, a U.S. intelligence official told CBS News the Syrian passport might be fake. The official said the passport did not contain the correct numbers for a legitimate Syrian passport and the picture did not match the name."

 

Isto é, impõe-se prudência na análise dos factos. Há pelo menos as seguintes possibilidades: a) o terrorista utilizou um passaporte falso para entrar na Grécia; b) o FBI tinha informação prévia sobre a fotografia ou o nome e estes não batem certo com os dados do passaporte; c) o refugiado vendeu o passaporte ou este foi-lhe roubado; d) o passaporte pode ou não pertencer ao terrorista. 

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O terrorismo alimenta-se do ódio. Uma Europa que acolhe refugiados fura o cerco do ressentimento, dá exemplo de solidariedade. Não há nada mais devastador para o discurso dos sanguinários. Um passaporte de um refugiado sírio no local de um dos ataques nada nos diz sobre a forma como lá chegou. Quem mata inocentes com gélida indiferença, também leva consigo um passaporte forjado, roubado, para instigar no lado dos bons a irracionalidade que lhe convém. E ainda que se comprove que alguém se infiltrou para abusar da boa vontade dos que recebem, continua a ser fundamental não fazer o jogo do terror. Ainda aí é preciso separar o trigo do joio, não tomar a árvore pela floresta. Vencer é, para começar, resistir ao alarmismo e às conclusões precipitadas.

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Um dos aspectos mais perturbadores de alguns testemunhos vistos nas televisões é o da incapacidade que temos para reconhecer a barbárie quando nos cruzamos com ela. Uma das pessoas referia que esperou uns momentos para ver se as balas eram a sério. Outra dizia que lhe parecia estar a assistir a um filme. Esta é simultaneamente a melhor homenagem que podemos fazer àquilo a que chamamos Ocidente e a nota que revela a nossa maior fragilidade. Há, certamente, violência nas nossas sociedades. Mas essa violência é marginal nas nossas vidas. Marginal no sentido que não toma conta do nosso dia-a-dia. Marginal no sentido de que a consideramos inadmissível. Em geral, para nós, "parisienses", a violência é a dos filmes. A dos filmes a que assistimos desde crianças e que os nossos pais, para nos sossegarem, nos diziam que era a fingir. Como eram a fingir os tiros que dávamos uns aos outros nas lutas de índios e cowboys com que entretínhamos as tardes dos Verões em que éramos meninos. Ou as pistolas de fulminantes que tu e eu tivemos ou as Nerfs que demos aos nossos filhos. Temos a felicidade (tivemos?) de viver num tempo e numa época em que a violência é (foi?) de tal forma distante e inofensiva que fizemos dela parte das nossas ficções e brincadeiras.É por isso que estamos tão indefesos quando ela nos rebenta à porta de casa. Não acreditamos, sequer, que seja possível. Viola não só as nossas regras, os nossos códigos, como, sobretudo, a nossa experiência de vida. Não é por acaso que alguns de nós só se apercebem da gravidade real da situação, ou melhor, da grave realidade que ela tem, quando constatamos, chocados, que hoje em Paris, por causa dos maus, nos fecharam a Disneylandia.

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Pesadelo

por Pedro Correia, em 14.11.15

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O pior atentado cometido em território francês desde a II Guerra Mundial.

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Mais inseguros e menos livres

por Pedro Correia, em 14.11.15

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Este é o maior problema da Europa actual: a liberdade seriamente condicionada pelos seus mais encarniçados inimigos. Paris, outrora Cidade-Luz, é hoje cidade ensanguentada pelo fanatismo mais extremista.

Somos todos, a partir de agora, um pouco menos livres. E trocaremos cada vez mais parcelas de liberdade em troca de segurança. Dilema ilusório. Porque nos alicerces da nossa civilização - que o terrorismo islâmico combate sem tréguas - liberdade e segurança são conceitos indissociáveis. Um não faz sentido sem o outro.

Hoje estamos todos mais inseguros e menos livres. É um dia de júbilo para os cultores da barbárie, que não estão algures em parte incerta.

Estão aqui, no meio de nós.

Texto reeditado

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É na política que somos todos

por Tiago Mota Saraiva, em 14.11.15

Hoje choca-nos. Sentimo-nos próximo. Reconhecemos as ruas de Paris e aquelas expressões de pânico parecem-nos familiares. Procuramos contactar quem conhecemos em Paris. Apetece-nos prestar solidariedade. Uma solidariedade que de pouco vale às vítimas - os mortos, sobreviventes e todos os que lhes estão próximos. 
É no campo da política que podemos agir. É aí que somos todos.
Perceba-se, de uma vez por todas, que mais policiamento e controlo não é garante que não volte acontecer. Abordar o problema desta forma apenas nos garante que acontecerão novos massacres cada vez com mais perdas do lado dos que passeiam na rua.
Este também é o tempo de mandar calar todos os que levantam dúvidas sobre os motivos da crise dos refugiados. É disto que fogem.
Repito, o que podemos fazer é agir politicamente. Contribuir para a paz e não espalhar a guerra. Hoje é um bom dia para avaliar as consequências da guerra ao terror, da existência da NATO e do papel que tem tido na escalada desta guerra.

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We will always have Paris.

por Luís Menezes Leitão, em 14.11.15

Se há cidade que simboliza a civilização europeia e o seu espírito de liberdade, essa cidade é  precisamente Paris, a Cidade-Luz. Há muito que é uma cidade que está no coração de todos os europeus e por ela muitos combateram, até com sacrifício da própria vida.

Nas guerras religiosas francesas, Henrique IV, enquanto chefe protestante, conquistou quase todo o território francês, mas foi-lhe recusada a entrada em Paris, que permanecia como bastião do catolicismo. Para ter Paris, não hesitou em converter-se à religião católica, tendo então pronunciado a célebre frase: "Paris vale bem uma missa" (Paris vaut bien une messe).

Na II Guerra Mundial, a principal humilhação que os alemães causaram aos franceses foi precisamente a conquista de Paris, não hesitando em desfilar junto ao Arco do Triunfo,  ultrage supremo desse símbolo da glória francesa. Quando o exército alemão começou a ser derrotado, Hitler quis destruir Paris, mas o governador alemão, Dietrich von Choltitz não lhe obedeceu, também fascinado pela beleza de cidade. A famosa pergunta de Hitler: "Paris já está a arder?" (Ist Paris verbrannt?) não teve a resposta que ele desejaria.

 

Há muito que acho que o Estado Islâmico está a desafiar todos os fundamentos da civilização europeia, numa barbárie sem precedentes, de que a destruição de Palmira é um triste símbolo. Quando se verifica, porém, um ataque no coração do continente europeu, mesmo na sua mais bela cidade, a resposta só pode ser uma: a guerra. E a mesma é inevitável, já que nenhuma contemporização se admite num caso destes. Como disse Churchill, a propósito da contemporização do governo de Chamberlain com Hitler: "Podiam ter escolhido entre a guerra e a vergonha. Escolheram a vergonha e terão a guerra".

 

Neste momento, os mortos e feridos de Paris exigem que se termine de uma vez por todas com esta situação na Síria, que já causou um número excessivo de mortos e refugiados, e, quer se queira, quer não, para isso são precisos exércitos no terreno. Mas é a civilização europeia que neste momento corre perigo, podendo ter o mesmo destino da civilização romana, caída às mãos de um grupo de bárbaros. E, por muito dura que uma guerra seja, pelo menos que no âmbito dela continue a ser possível a um casal de apaixonados dizer: "We will always have Paris".

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Apaixonadamente

por Isabel Mouzinho, em 17.06.15

É um dos meus grandes  amores. Entrego-me nos seus braços como quem regressa ao colo de um amante antigo, no encanto apaixonado do que já conheço e me seduz, enamora, entontece, e na exaltação emocionada do que me falta descobrir. O que nos liga é intenso, muito antigo e inexplicável. Porque há amores assim: infindáveis, grandiosos, requintados, românticos, diferentes, excepcionais e desmedidos, irredutíveis às palavras, avessos a definições e que apenas se podem sentir.  

Conheci-a nos livros, nas fotografias, nas canções, nos filmes, antes de a conhecer na realidade; idealizei-a ao sabor da minha imaginação, deixando-me encantar pelo romantismo e a boémia que lhe estão associados, num tempo em que a cultura francesa era ainda a cultura dominante, embora já em fase de declínio.

Quando a visitei pela primeira vez, devia ter uns dezanove anos. E foi uma enorme emoção. Sonhara com esse encontro vezes sem conta. Ainda me lembro como se fosse hoje da minha entrada inicial em Paris, de madrugada, na excitação de tudo o que se quer muito e acontece pela primeira vez, na alegria desassombrada  de poder por fim estar num lugar que nunca vira antes e que, no entanto, já me pertencia. E da comoção de tudo ser  tão real e palpável, daquele mundo, até aí sonhado e imaginário, subitamente tornado verdade para os meus sentidos; e daquela primeira impressão de grandiosidade, de que tudo era afinal imenso, ou, pelo menos, muito maior do que  eu idealizara.

Hoje, já não sei quantas vezes lá voltei. Conheço Paris em quase todas as estações do ano: sei do sol abrasador nas tardes de Verão do Quartier Latin - que eu adoro -, do frio cortante que se sente ao caminhar nas Tuileries, em manhãs gélidas de Inverno, do encanto da cidade tão justamente apelidada cidade luz (ville lumière) intensificado pelo brilho das iluminações na época de Natal, da doce tranquilidade das manhãs na Place des Vosges, do sol de Primavera amenizando o silêncio e a quietude dos cais do Sena, luminoso, reflectido no rio, ou fazendo brilhar os  típicos telhados, na deslumbrante vista da cidade desde Montmartre. Falta-me apenas Paris no Outono;  e imagino como devem ser fantásticos os fins de tarde no Jardin du Luxembourg,  - que é um dos meus locais preferidos -, com as árvores e os extensos relvados cobertos de folhas douradas.

Gosto de tudo em Paris: dos monumentos e dos edifícios, das ruas e dos cafés, das praças, dos jardins, da cidade construída à volta do rio, da dissemelhança das suas inúmeras pontes, dos bateaux-mouche, passeando de cá para lá no Sena, da arte em cada esquina, do requinte de cada detalhe, do ar em que se respira cultura e sofisticação, da atmosfera simultaneamente retro e avant-garde.

Paris é uma cidade apaixonante, um daqueles lugares com alma onde o amor apetece. Há nesta cidade uma magia qualquer, uma luz especial, um magnetismo insondável, que me faz querer sempre voltar, e que faz dela um sítio  verdadeiramente especial. Talvez só em Baudelaire, na sua Invitation au Voyage, encontro algo que se aproxima vagamente do que Paris me faz sentir, no dístico que se repete como um estribilho: Là, tout n'est qu'ordre, beauté, luxe, calme et volupté.

Apaixonam-me as cidades. E depois de Lisboa, é Paris que trago no coração. 

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Frases de 2013 (25)

por Pedro Correia, em 19.10.13

«Nunca tinha tido uma vida como a de Paris.»

José Sócrates, em entrevista ao Expresso

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Onde começa o artifício e termina a realidade? É irrelevante.

Nem mais, Pedro. O que importa é que o imaginário é também uma forma de realidade que nos condiciona e nos faz como somos, tanto ou mais do que o  prosaico dia a dia. O que o filme de Woody Allen tem de genuíno é mostrar Paris como ela é, exactamente: a calçada que pisamos, com os pés bem assentes na terra; e a permanente passagem à estratosfera, através da viagem mental, dos laços culturais (literários, artísticos e lúdicos, sobretudo lúdicos) que nos impelem até à ilusão da proximidade física com os nossos anjos ou os nossos agradáveis demónios, conforme preferirem.

Woody Allen conseguiu isso muito bem, porque transmitiu metaforicamente o que realmente acontece.

Quando nos sentamos em Montmartre e penetramos no fundo dos cafés, estamos com Modigliani ou Soutine. Quando passeamos no Boul' Mich', encontramos ainda, e comovemo-nos, com a poeira do Mai 68 a sujar-nos a ponta dos jeans, ou o murmúrio incendiado da resistência estudantil dos anos 40, insurgida contra a ocupação alemã.

Quando vamos aos Puces, lembramos a Sagan, que também nos leva  ao cenário oposto, o Maxim’s, para revermos Proust em carne e osso.

Se nos sentamos no La Paix, é para respirar o mesmo ar que Tchaïkovski, Zola ou Maupassant. E no Boulevard des Capucines, refastelados nas cadeiras de verga diante de um normalíssimo café-crème,  reencontramos Victor Hugo e os irmãos Lumière.

Paris vive carregada da história de todas as idades e de uma cultura que a minha geração ainda entende na perfeição.

O filme Midnight in Paris captou isso com uma substância que só talvez quem viveu esse sortilégio consegue perceber. Nós, os parisienses de empréstimo na tenra idade, reconhecemos tudo como se descobríssemos uma alma gémea. Partilhamos os mesmos demónios em cada trecho da cidade, num atalho para nós próprios, numa armadilha do tempo, num elo transitivo para o que nos é familiar. Por isso, Woody, o teu mix não é uma fantasia, mas sim uma realidade acutilante.

Na verdade, eu já o tinha dito: o meu lugar ideal é o Quartier Latin, sentada, ao som de Brel, à conversa com Joyce que rabisca o Finnegans Wake e promete convencer Modigliani a pintar-me. Uma impossível sincronia.

Depois de ambos termos percebido isto (a irrelevância da diacronia e a fusibilidade das gerações) como é que não nos cruzámos por ali?

Por mero acaso. Ou talvez porque tu vivesses no Plaza, nos Champs Elysées, e eu algures no Marais, quando o 7.ème era o sítio sonhado por Malraux. E  talvez porque tu comesses no Chez Regine, enquanto eu debicava camemberts acompanhados de bordeaux no inesquecível La Bière, em plena Rue Saint Paul.

Mesmo assim, como poderias tu não concordar comigo?

Leste-me os pensamentos, para não dizer que mos roubaste.

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