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O desfecho não podia ser outro

por Pedro Correia, em 14.08.17

Em política, as vitórias e as derrotas decidem-se nas urnas, não na secretaria. E muito menos com o jogo viciado à partida, como aqui assinalei.

É por isso com satisfação, embora sem surpresa, que acabo de saber que a lista encabeçada por Isaltino Morais vai mesmo a votos no concelho de Oeiras. E que o juiz responsável pela infelicíssima decisão inicial foi afastado do processo. Se quer fazer política, equivocou-se no palco: os tribunais são os lugares menos recomendáveis para concretizar tal desígnio.

Com satisfação porque a oportunidade de formular juízos políticos sobre Isaltino e os restantes candidatos, em competição limpa, foi devolvida aos eleitores, únicos soberanos em democracia.

Sem surpresa porque o desfecho não poderia ter sido outro.

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Fazer justiça e fazer política

por Pedro Correia, em 10.08.17

Não sinto a menor simpatia por Isaltino Morais. A verdade, porém, é que o ex-presidente da Câmara Municipal de Oeiras foi condenado, pagou com uma pena de prisão a sua dívida à sociedade e encontra-se hoje na plena posse dos direitos políticos. Se merece ou não uma segunda oportunidade enquanto autarca, só os eleitores do concelho deverão ajuizar.

Que seja excluído à partida por invalidação do processo de recolha de assinaturas dos proponentes da candidatura, aliás apresentadas em número muito superior ao que a lei prevê, já soaria a expediente para impedi-lo de ir a jogo: vencer na secretaria é sempre mais cómodo do que numa disputa leal em campo. Mas ao saber-se que essa exclusão foi determinada por alguém que é afilhado de casamento do seu principal rival - o actual presidente do município, Paulo Vistas, antigo lugar-tenente de Isaltino - estamos perante um facto que desprestigia não apenas o juiz responsável pela controversa decisão mas lança uma sombra de descrédito ao conjunto da magistratura portuguesa, que tem de estar sempre num patamar acima de qualquer suspeita.

O quadro torna-se ainda mais inaceitável ao saber-se, lendo a imprensa de hoje, que o controverso juiz de turno do Tribunal de Oeiras integrou a Comissão Política do PSD-Oeiras, na altura liderada por Vistas, e que no anterior processo autárquico, em 2013, decidiu de forma diferente ao que deliberou agora, dando razão ao actual presidente da câmara, então alvo de uma inquirição similar à de Isaltino no ano em curso.

A justiça tem o direito e até o dever de imiscuir-se na política sempre que estejam em causa atentados à legalidade. Mas não tem o direito de votar. E muito menos de substituir-se aos eleitores, únicos soberanos do processo de decisão política numa sociedade democrática.

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Última hora: fuga na Câmara de Oeiras!

por Rui Rocha, em 03.06.13

Mas não, não é nada disso em que estás a pensar.

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O Vale do Futebol?

por Ana Lima, em 07.09.12

Nas décadas de 70 e 80 do século passado, o Estádio Nacional, que compreendia, não só o estádio em si, mas todos os espaços desportivos e terrenos à volta, era um local cheio de vida onde se realizavam competições muito participadas, onde se praticava desporto e onde os menos dados à actividade física mais intensa aproveitavam para passear ou fazer piqueniques. Praticamente todas as áreas eram acessíveis. Ali se instalaram, provisoriamente (mas durante muitos anos) famílias que vieram de África e de Timor após a descolonização. 

Porque vivia ali perto, o Estádio Nacional faz parte da minha história. Com o meu pai ia assistir aos campeonatos de atletismo, ver o ténis, passear; os parques de estacionamento eram sítios ideais para os pais ensinarem os filhos a conduzir e, tantas vezes, ao domingo, após a praia, estavam cheios de famílias que ali comiam e ficavam a dormir a sesta, a ler, a jogar. Sei que essas utilizações são discutíveis e, ao longo dos anos, o complexo do Jamor foi-se dedicando, cada vez mais, estritamente, ao desporto.

Mesmo que tenha sido ali que me tiraram as primeiras fotografias, que brinquei, brinquei, brinquei, que aprendi a identificar algumas árvores e pássaros, que andei em baloiços improvisados com vista para o rio, que rebentei com os joelhos, compreendo que, até por questões de segurança, tivesse que se limitar o acesso a algumas áreas. 

Desportivamente falando, fizeram-se alguns investimentos importantes como foi, por exemplo, o das piscinas e as melhorias em campos de jogos e ténis. No entanto, de uma forma geral, o uso do espaço é agora muito mais limitado. Com a colocação das vedações a área passou a ter cada vez menos vida. E, ao longo dos anos, muitos foram os projectos que contribuíram para afastar a população de muitos locais. O Campo de Golfe é um exemplo.

Mas a questão é que continua a olhar-se para o Estádio Nacional e a pensar só em alguns. Falo das Urbanizações que em determinada altura estiveram previstas e agora da chamada "Cidade do Futebol". Eu gosto de futebol. E até percebo que a crise na construção terá que ser combatida também pelo Estado. Mas o investimento pensado para um mini-estádio, 5 campos de treino, um pavilhão multi-usos, um complexo de ténis (para receber o Estoril Open) e duas unidades hoteleiras terá como resultado a redução do espaço verde e aberto, em favor do betão e de infra-estruturas que, à semelhança de outras, rapidamente poderão deixar de ter uso. Isto se alguma vez o projecto se concretizar. Para isso muitos jogos particulares a selecção nacional A terá que fazer... 

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Uma dúvida, uma certeza e um desejo

por Ana Lima, em 03.07.12

Ora, vejamos o que esta notícia me suscita:

 

uma dúvida: qual a faceta que lhe vai ser mais útil para suceder a Isaltino? A de inspector da Polícia Judiciária; a de comentador de casos de polícia ou a de escritor de obras de ficção?

uma certeza: não gastará tanto tempo e dinheiro em deslocações uma vez que os estúdios da SIC ficarão muito mais perto;

um desejo: que traga para Oeiras um dos meus restaurantes favoritos.

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Silly season

por Paulo Gorjão, em 06.08.10

Leio na imprensa a piada do dia -- há malta muito brincalhona -- e que seria uma candidatura autárquica de Pedro Santana Lopes à Câmara Municipal de Oeiras. Como se não existisse no PSD e em Oeiras em particular militantes com notoriedade e qualidade para se candidatarem. David Justino, por exemplo.

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