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Tenham lá paciência

por Rui Rocha, em 16.02.17

Vejo que muitos dos que agora estão incomodados com a discussão da "questão de carácter" de Mário Centeno exigiram na altura (e bem, também o fiz) a demissão de Relvas. Naquele momento, fizeram-no porquê? Por causa da Lei da Rádio, foi?

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Isto anda tudo ligado

por Sérgio de Almeida Correia, em 22.01.16

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(Foto de Pedro A. Pina, RTP) 

Eu já estava admirado com a sua ausência. Pensava que o homem se refugiara num retiro sabático no Copacabana Palace ou no Polana até depois das eleições, mas compreendo que não quisesse desiludir ninguém e eis que resolveu aparecer a tempo de dar uma mãozinha na recta final da campanha. Depois de ter pedido o apoio no Conselho Nacional do PSD ao candidato "independente" do partido e de ter conseguido a aprovação de uma recomendação desse mesmo Conselho Nacional para o voto no candidato "independente", eis que Miguel Relvas surge em força na recta final da campanha das presidenciais. Sei de fonte segura que o Prof. Marcelo ficou entusiasmadíssimo com esta aparição e prepara-se para logo à noite agradecer o empenho do apoiante.

Especialistas na arte de baralhar, partir e voltar a dar há poucos. Em Portugal é uma das profissões mais reconhecidas publicamente, mais bem pagas, e que para além de uma boa agenda telefónica, alguns contactos ao mais alto nível e muita lata, não exige especiais qualificações. Com as voltas que a banca dá, se o Prof. Marcelo for eleito ainda vamos ver o apoiante a ser recebido em Belém. Na qualidade de banqueiro, pois claro, que isso sempre dá outro estatuto.

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Assunto resolvido é um imbróglio à vista

por Sérgio de Almeida Correia, em 04.12.14

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A actual administração da RTP foi escolhida pelo Governo em funções da maioria PSD/CDS-PP. Sobre o assunto RTP disse Miguel Relvas, com a sua habitual petulância, ainda antes de sair pela porta dos fundos, que estava resolvido, acrescentando que "A RTP tem hoje um dos melhores gestores à sua frente, tem uma excelente equipa de profissionais e vai deixar de ser notícia, porque passa a ter a partir de hoje todas as condições para resolver todos os seus problemas".

Ainda o mandato deste Governo não chegou ao fim e a RTP voltou a ser notícia pelas piores razões. Os melhores gestores viram o seu plano estratégico chumbado por duas vezes. Alberto da Ponte dizia há dias que não se demitia e que estava a defender os interesses da empresa. O ministro que substituiu Miguel Relvas na tutela da empresa veio acusar o gestor de "falta de lealdade". Um mimo "irrevogável".

Agora ficamos a saber que os "melhores gestores" foram destituídos pelo mesmo Governo que os escolheu, assim mostrando a excelência das decisões tomadas relativamente à RTP, pelo que talvez seja altura de Miguel Relvas, que foi repescado no último congresso do PSD para voltar a desempenhar funções políticas no partido, ou o primeiro-ministro, viessem esclarecer se estavam errados quando promoveram os demitidos à liderança da RTP ou se é Poiares Maduro quem tem razão. E não se esqueçam de divulgar o valor das indemnizações que serão pagas. Se for o caso, é claro.

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Zeca, o mestre de cerimónias...

por Gui Abreu de Lima, em 03.03.14

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O Apóstolo da Asneira

por João André, em 23.04.13

 

Quando Miguel Relvas apresentou Miguel Gonçalves como “embaixador” do Impulso Jovem, num dos últimos actos que teve antes da demissão, pessoalmente pensei que estivesse a gozar com o pagode, como fez muitas vezes. Um tipo disparou meia dúzia de lugares comuns numa “conferência” que já só um negócio, fê-lo com o entusiasmo dos tolos, e foi escolhido para ser embaixador (o que isso na prática significa já explico) de um programa governamental.

 

Depois de Miguel Relvas se demitir e Miguel Gonçalves começar a disparar as suas pérolas de sabedoria, chego á conclusão que isto não mais é que deixar a cama feita ao governo, um simples acto de boa gestão para quem fica: Miguel Gonçalves é um palerma, mas é um palerma que gosta do seu trabalho e distrai as atenções. E é nisso que consiste o seu trabalho de embaixador.

 

Na sua entrevista ao iOnline fica claro que não tem a menor ideia daquilo que se passa para lá do seu círculo de contactos ou do que lhe cai na caixa de e-mail. Os seus contactos ou são yes-men ou admiradores bacocos. Os que lhe mandam e-mails (presumivelmente a pedir emprego ou a mostrar desprezo) também não devem ser melhores. O resultado são as afirmações como «eu tenho uma pasta na minha caixa de correio que tem muitas dezenas de emails de pessoas que, se continuarem com aquele comportamento, nunca vão entrar no mercado». Como se sabe, a caixa de correio de Miguel Gonçalves vai em breve substituir o INE.

 

Não importa que o desemprego seja estrutural, MG acha (e “acha” é a palavra correcta, pensar não é para ele, é mais no feeling, ‘tás a ver?) que os desempregados têm ele a solução. Basta irem a «cinco ou seis [empresas] por dia» e baterem à porta até arranjarem emprego. Claro que a insistência lhes vai dar empregos que não existem. Não importa também que os desempregados neste momento passem por situações de desespero, o problema é que «muitos dos que estão desempregados, estão desempregados porque, ponto número um, não querem trabalhar e, ponto número dois, são maus a fazê-lo». Também é brilhante a sua tirada «Todos os dias há muito trabalho disponível no mercado, há muitas empresas que semanalmente entram em contacto comigo porque estão fartas de procurar e não encontram pessoas boas», especialmente porque parece que o ónus está nos desempregados em encontrar a empresa, em vez de ser o oposto. Valha-nos Deus que Miguel Gonçalves está contactável para resolver esses problemas (suponho que envolvam trabalhos onde o salário não paga a renda da casa). Ainda melhor é a sua comparação com o mercado de trabalho dos EUA, onde «60 a 80% do trabalho não chega a anúncios. Em Portugal não tenho estatísticas, mas estimo que seja qualquer coisa desse género». Fora o “achismo”, é engraçado ver como compara um mercado com 7% de desemprego com outro com 20% e um mercado fortemente baseado em tecnologia e ciência com outro que desinveste nessas áreas.

 

A verdade é que quase cada palavra que lhe sai dos lábios é asneira. Não percebi ainda se acredita verdadeiramente no que diz ou se simplesmente está a criar uma carreira à conta de declarações que vê como políticamente incorrectas. Uma espécie de Paris Hilton com outro vídeo viral. Neste momento não passa de um Apóstolo da asneira. E o Governo agradece-lhe. Passos Coelho deve esfregar as mãos de contente com este legado de Relvas.

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Não-assuntos

por Ana Margarida Craveiro, em 07.04.13

Noutros tempos, licenciaturas com fax e equivalências estranhas davam direito a gritaria, fecho de universidades e papéis a desaparecerem (ou a terem várias versões). Agora, um mesmo não-assunto deu direito a um processo, apresentado por um ministro do mesmo governo, e uma demissão. Podemos reclamar da crise, podemos reclamar dos orçamentos, podemos reclamar de muita coisa, mas que alguma dignidade está de volta, ai isso está. 

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Contributo para o enorme alívio nacional

por Rui Rocha, em 05.04.13

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Quem fala assim não é Gago

por Rui Rocha, em 05.04.13

Crato: "É minha convicção que licenciatura de Relvas não é válida".

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O timing perfeito

por Rui Rocha, em 04.04.13

O engenheiro Sócrates estreia-se no comentário político mesmo a tempo de se pronunciar sobre a demissão do doutor Relvas. 

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O Governo em ruínas.

por Luís Menezes Leitão, em 04.04.13

 

O problema deste Governo foi desde o início um e apenas um: uma estrondosa falta de liderança. Tal resulta do óbvio défice de competências que Passos Coelho tem para Primeiro-Ministro, uma vez que lhe falta simultaneamente capacidade política e competência económica. Precisamente por isso o Governo que formou assentava em dois pilares principais: Miguel Relvas para a área política e Vítor Gaspar para as finanças. Um dos pilares ruiu hoje e o golpe no Governo é de tal ordem que Passos Coelho nem foi capaz de indicar o substituto. O outro pilar, já muito esboroado, pode cair amanhã se o Tribunal Constitucional trucidar o orçamento de Estado.

 

Miguel Relvas teve habilidade política suficiente para fazer Passos Coelho chegar a Primeiro-Ministro, mas no Governo tomou decisões completamente erradas. Contratou António Borges como consultor, com carta branca para as privatizações, que se revelaram um desastre. Reduziu a reforma das autarquias a uma extinção de freguesias à vontade dos fregueses. De caminho deixou-se enredar em casos pitorescos como espiões, ameaças a jornalistas, licenciatura, etc. No fim ainda conseguiu pôr as candidaturas autárquicas do PSD em combate com os tribunais, para gáudio dos adversários. Era manifesto que já não trazia qualquer vantagem política ao Governo, pelo que deveria ter saído há muito tempo. Sai agora na pior altura possível nas vésperas da decisão do Tribunal Constitucional, ao que se diz por causa de um relatório sobre a Lusófona que já estaria na posse do Governo há meses. A ser assim, é provável que arraste igualmente Nuno Crato na queda.

 

Vítor Gaspar é igualmente um caso perdido como Ministro das Finanças, como aliás se viu desde o seu primeiro discurso, quando anunciou impostos extraordinários em lugar de cortes de despesa, tendo prosseguido nessa senda, contra tudo e contra todos. Amanhã se verá se o Tribunal Constitucional lhe permite manter um mínimo do inacreditável Orçamento de Estado que concebeu, ou se o caso já não tem remédio, tendo que arrumar igualmente as pastas.

 

A ruína deste Governo tem, no entanto, apenas um culpado: Passos Coelho. Foi o seu défice de coordenação e supervisão que deu carta branca a Gaspar para inventar as medidas económias mais loucas possíveis, como a TSU, e permitiu a continuação de Miguel Relvas no Governo até ao limite do insustentável. Um Primeiro-Ministro que coordenasse efectivamente os Ministros nunca teria deixado as coisas chegarem a este ponto. É por isso que não me alegra nada a demissão de Miguel Relvas, aliás substituído pelo vazio absoluto. Ficaria satisfeito era com a demissão de Passos Coelho. É tempo de a maioria arranjar outro Primeiro-Ministro. Se não, será a oposição a fazê-lo. 

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Relvas, demissões e licenciaturas anuladas

por José António Abreu, em 04.04.13

O ministro Miguel Relvas demitiu-se. Acho bem. Devia, aliás, tê-lo feito bastante mais cedo. Contudo, mais do limitar-me à constatação da sua saída do governo, quero realçar outra: Miguel Relvas demitiu-se após um processo de auditoria desencadeado pelo próprio governo, na sequência de notícias acerca do modo como se licenciou, o qual produziu resultados tão contrários ao interesse do governo que outro ministro vai ter que anular a licenciatura e/ou (existem versões contraditórias quanto aos poderes de Nuno Crato) enviar o caso para o Ministério Público. Era bom que este nível de isenção servisse de precedente porque, apesar da minha memória já não ser o que era, quer-me parecer que as coisas nem sempre funcionaram assim.

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Até o comemos

por Laura Ramos, em 04.04.13

 

 

Estava escrito. Foi a licenciatura...

Leio agora os biitaites e os de profundis que perpassam na imprensa e nas redes sociais e, sem espanto, verifico como os comentadores se espremem em ataques de tiques e se esmifram em patéticas taquipneias, agarrados às moralizadoras interpretações pavlovianas do costume, como se delas lhes viesse a santidade cívica que pretendem.

 Somos um povo baralhado, não há dúvida...

O caso, em si nada edificante, justificará tamanha sanha justiceira dos analistas, por oposição a outros da nossa memória recente?

- E a Sócrates, alguém lhe exigiu a cabeça numa situação que foi, em tudo, eticamente similar?

Pasmo com a dualidade de tantos doutores e engenheiros, provindos sabe-se lá de que universidades da mula russa.

 Estava escrito, sim -  mas por outras razões - que saisse Miguel Relvas, o compagnon de route de Pedro Passos Coelho.

Aquele que o assistiu pelas antecâmaras do poder, preparando, palmo a palmo, a vitória eleitoral contra Manuela Ferreira Leite e, depois, contra Paulo Rangel e Aguiar Branco. E que, uma vez limpo o caminho, preparou de seguida o seu triunfo em eleições legislativas nacionais, rumo à suma e escorregadia cadeira de primeiro-ministro.

Mas com ele, saiará sobretudo o resto: um par de boas pegas, mesmo de cernelha, às sinecuras da RTP e das autarquias locais.

O poder é antropófago, exige cabeças.

E o povo é feliz.

- Não sentem este enorme alívio nacional?

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É jogada do Relvas, pá!

por André Couto, em 21.03.13

A petição que anda aí a pulsar tem o alvo errado.
Passo a explicar: Miguel Relvas percebeu que o PS não descola nas sondagens porque António José Seguro não se impõe na comunicação social, uma vez que há rostos do PS que ocupam o espaço mediático da esquerda, e que não lhe têm especial carinho. Feito o diagnóstico do insólito sucesso do PSD nos estudos de opinião, tendo em conta o estado a que chegámos, toca de mandar vir José Sócrates, que António José Seguro tanto pontapeou enquanto deputado na legislatura anterior, e enquanto Secretário-geral desde que foi eleito.

Por um lado potencia o contínuo ocaso do líder do PS, por outro lado reaviva o fantasma Sócrates, uma vez que ainda há meia dúzia de pessoas que pensam que, com José Sócrates, as coisas estariam piores do que estão. Aqui comete um erro de análise. Na minha opinião não há muita gente a achar isso, em especial os que se lembram de Pedro Passos Coelho, em 6 de Junho de 2011, a dizer que ia cumprir o acordo com a Troika, que era o seu plano de governo, e surpreenderia indo mais além.

Pessoalmente saúdo o regresso de José Sócrates. A sua experiência será uma mais valia no debate político.

 

E Miguel Relvas é um génio.

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Relvas, um homem com Coluna

por Rui Rocha, em 02.03.13

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Terra da fraternidade

por José António Abreu, em 20.02.13

A acção de luta que consistiu em cantar Grândola Vila Morena no Parlamento foi inteligente. Teve uma subtileza cortante que é rara neste tipo de acções – e em Portugal, onde sempre fomos mais dados à manifestação, expressa e reiterada, do óbvio (veja-se o humor, que felizmente a invasão de programas televisivos anglo-saxónicos tem vindo a refinar). Os mestres-cantores (até Hans Sachs concordaria que eles cantaram bem) da Assembleia foram mesmo ao ponto de não resistir às ordens de expulsão. Evidentemente, tratava-se de profissionais conscientes de que a imagem da dignidade ofendida possui mais força do que a da arruaça. Após esse momento, com a contradição de ter nascido para exigir o que os cantores da Assembleia manifestamente tiveram afastada por inconveniente (nuns casos) e falta de memória (noutros), Grândola Vila Morena tinha caminho aberto para se tornar no hino da actual contestação, ocupando o posto onde alguns tentaram há uns tempos colocar um débil tema dos Deolinda. Havia dois tipos de risco, o do excesso de exposição (semanas a ouvir gente nos mais diversos cantos do país entoando Grândola Vila Morena perante membros do governo era capaz de se tornar tão repetitivo que o efeito contestatório se diluiria) e o de alguém utilizar a canção como base de partida para acções violentas, mas cantar Grândola Vila Morena poderia de facto constituir-se numa forma ao mesmo tempo elegante e acerada de mostrar desagrado – bem como de disfarçar a míngua de ideias – a que alguns membros do governo reagiriam certamente pior do que outros.

 

Isto ainda é possível mas o segundo risco concretizou-se depressa. O modo como o tema foi ontem usado em jeito de preâmbulo para berros e insultos contra Miguel Relvas prejudica desde já a sua futura utilização. Goste-se ou não de Relvas (e, repetindo-me porque há sempre quem apenas lembre as partes que lhe fortalecem as ideias feitas, eu considero a reforma do mapa autárquico insuficiente, a não-solução do caso RTP desapontante, as aparições dele em processos que não lhe deviam dizer respeito preocupante e a sua permanência no governo após as notícias sobre a licenciatura inaceitável), por contraponto à histeria ululante dos manifestantes, ele pareceu sensato e ponderado. Aguentou, tentou responder e só cometeu o erro de, logo no início, se juntar ao coro. Percebe-se a ideia (era uma forma de dizer: posso cantar a Grândola Vila Morena porque sou tão democrata como vocês) mas da atitude transpareceu nervosismo e arrogância. Precisamente o tipo de hipótese a que me referia no final do parágrafo anterior. Tivessem os manifestantes ficado por aí, Relvas seria hoje alvo de chacota generalizada e eu não estaria a escrever este post. Mas os manifestantes continuaram. Partiram para os gritos e para os insultos. E Miguel Relvas, encurralado, manteve assinalável serenidade, tentou responder às perguntas que, na verdade, não o eram, e deixou bem visível (para quem quiser ver) como a berraria não equivale a ideias nem, muito menos, a soluções. Cometeu um segundo erro, já à saída, mas foi ligeiro: assediado pelos repórteres, tentou passar a mensagem de que a noite fora normal. Não fora e pretendê-lo apenas revelou insegurança. Foi como se dissesse: está tudo bem, nada disto põe em causa a continuidade do governo. Compreensível mas desnecessário e, no limite, até contraproducente. Quanto a Grândola Vila Morena, ninguém terá dúvidas de que, agora que a moda se instalou, será novamente cantada em breve, algures no país ou mesmo no estrangeiro. Resta saber se de forma a aumentar-lhe, se a diminuir-lhe os efeitos.

 

Duas notas finais: quem acha os acontecimentos de ontem um modo adequado de contestar o governo e não somente o ministro Relvas, é favor imaginar a grávida Assunção Cristas no lugar dele; e trata-se de uma melhoria significativa em relação ao passado recente que as pessoas insatisfeitas consigam entrar nos locais onde os governantes se encontram e que, aparentemente, a polícia ainda não tenha invadido a sede de qualquer sindicato.

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A democracia e a liberdade de expressão

por José Gomes André, em 20.02.13

Não tenho apreço político por Miguel Relvas. Não lhe vislumbro qualidades assinaláveis e considero-o um elemento tóxico no Governo, pelas polémicas em que se viu (e vê) envolvido, às quais ainda não deu resposta esclarecedora. Todavia, o que aconteceu no Clube dos Pensadores, em Gaia, e no ISCTE, em Lisboa, não pode merecer elogios. Uma coisa é manifestar-se desagrado público pela governação, algo perfeitamente legítimo e até elogiável em várias circunstâncias. Outra coisa diferente é utilizar uma manifestação para intimidar fisicamente uma pessoa ou impedi-la de exercer a sua liberdade de expressão.

E se o primeiro exemplo não me incomoda especialmente (é um caso de polícia ou porventura dos tribunais), o segundo deixa-me muito incomodado. O orador pode ser um crápula, um imbecil, até mesmo um "fascista" (como lhe chamaram), mas aquilo que distingue uma democracia consolidada é a sua capacidade para proteger os valores democráticos em qualquer circunstância. Calar um homem porque se discorda dele, com o objectivo de "proteger a democracia", é tão idiota quanto pretender extinguir o oxigénio do planeta para acabar com os fogos.

Sim, estou a parafrasear James Madison. Ele sabia muito bem que a liberdade de expressão não existe para que os tiranos sejam silenciados. Existe para que os tiranos falem e nós lhes possamos responder, denunciando as suas falácias. Isso - e não a limitação de uns para benefício de outros - é que é a democracia.

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Sing along numa noite 'normal a tantas outras'

por Leonor Barros, em 19.02.13

 Para quê Monty Python se podemos ter o Clube de Pensadores?
O que é nacional é bom. Muito bom.

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Vai dormir, Relvas

por Rui Rocha, em 17.02.13

"O desemprego jovem tira-me o sono, não sou insensível", diz o Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

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Respeitinho é muito bonito

por Leonor Barros, em 14.02.13

O ex-Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, diz aos fiscais da Autoridade Tributária e Aduaneira para ir tomar no cu. Relvas diz que respeita as opiniões de qualquer ex-membro do Governo. Alguém pediu o prolongamento do Carnaval?

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Raio atinge cúpula de São Pedro horas depois de Bento XVI renunciar.


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Ainda bem que os Maias estavam enganados

por Rui Rocha, em 11.02.13

Caso contrário, não teríamos sobrevivido para assistir a isto:

 

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Esta é que eu nunca tinha ouvisto

por Rui Rocha, em 29.01.13

Relvas afirma que a RTP não pode ser fundo sem poço.

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A angústia do bloguista perante o teclado

por Rui Rocha, em 26.01.13

Tudo muito certo. Mas com esta coisa do acordo ortográfico, escreve-se ouvisto ou houvisto?


 

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Bom, uma das coisas exige estudos...

por José António Abreu, em 06.12.12

Dezassete meses após a tomada de posse do governo, o (mui tímido) projecto de lei da redefinição do mapa autárquico é discutido hoje no Parlamento. Já as mudanças na RTP parecem ter hibernado com a chegada do frio. Torna-se, pois, oficial: Miguel Relvas demora mais tempo a implementar as reformas que tem a seu cargo do que demorou a licenciar-se. Mas os efeitos práticos deverão ser os mesmos: simbólicos, acima de tudo.

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A inventona da Horta

por Fernando Sousa, em 11.11.12

Quem não acompanhou o noticiário sobre a alegada tentativa de agressão por parte de um jornalista, pouco depois identificado como o Nuno Ferreira, antigo repórter do PÚBLICO, ao ministro Relvas, na Horta, pode arrumar as ideias no Blogue do Provedor, do diário. José Queirós resume o essencial do processo inventivo, cujos pormenores foram mudando ao longo dos dias. É fácil ver quem fica mal no retrato. Mas é preciso ir mesmo – mesmo! – até à última linha. 

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A cadeira Relvas

por Rui Rocha, em 27.10.12

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Então não sai... porque... ah...

por Patrícia Reis, em 27.10.12

Miguel Relvas, leio eu, diz que quem está no Governo tem de estar preparado para sair no dia seguinte.

Acho bem. Ficam-lhe bem sentimentos desta índole.

Antes de se ir embora seria interessante dizer quem são os 50 nomes que tem numa lista de despedimentos potenciais dentro da agência Lusa. Sim, pois este senhor mandou fazer assim: ou vão embora por livre vontade ou há uma lista de 50 e faz-se um despedimento colectivo. Por isso, o ambiente na Lusa é de cortar à faca, ninguém sabe quem está na lista e isto é uma forma de tortura pouco democrática, para não dizer mais.

A minha pergunta é: este senhor está cá a fazer o quê? Parece que o PM não vive sem ele. Azarinho. Nosso, claro.

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Conversas

por Patrícia Reis, em 01.09.12

Então, este tipo faz o que quer?

Quem?

O Relvas?

Não sei. Acho que não.

É o recentemente licenciado?

É esse.

E ninguém o manda embora?

Não.

E porquê?

Talvez seja a sua imensa sabedoria...

Estás parvo.

Sempre.

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Discussão pública de tese de doutoramento

por Rui Rocha, em 10.08.12

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Imagem que marca (13)

por André Couto, em 17.07.12

 

And the Oscar goes to...

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Miguel Relvas: key words

por Laura Ramos, em 14.07.12

Há uma racionalidade própria no caso Miguel Relvas. Todos os sabemos.

A hipocrisia e os rabinhos de palha, também estes académicos e muito bem escondidos pelos opinion makers nacionais agigantam-se, à boa maneira dos cobardolas farisaicos que vivem destas coisas e não se eximem jamais da fácil tentação de vomitar sentenças. Santas profissões...
Exemplares e moralistas, zabumbam não no pecado, mas no inimigo. Não no caso, mas no sujeito dele. Não no valor ou desvalor de uma conduta, mas no perigo eminente que o objecto da sua indignação balofa - o decisor político - representa para os seus interesses, noutras contas e noutros domínios que jamais confessam.

As palavras chave não são as habilitações literárias, e a consequente abstracção desonesta do sistema de recorrências que os ministérios da educação foram fometando a partir de 1995, da forma que todos nós, os atentos, conhecemos.

A palavra chave não é sequer a  tentativa de criar um caso gémeo ao de certo do salteador do povo, quando a analogia é troca-tintas e perversa. E sobretudo quando a inacreditável colmeia de universidades, valendo, diferenciadamente, o que cada uma vale, poderá estar - mas de há muito, e não de agora -, afectada na sua dignidade académica. Umas mais, outras menos... é certo. Mas sempre fruto das regras economicistas que as tutelas criaram para condicionar a sua subsistência, não defendendo ao fim e ao cabo as melhores, mas as mais rentáveis e facilitadoras.

As palavras- chave são apenas duas.

    - Privatização da RTP

    - Reforma do poder local

E a coragem do ministro em prosseguir nas suas metas, com assinalável determinação.

Os privilegiados de agora - e espoliados a prazo - ululam e contorcem-se de raiva, é claro. Sonegando os motivos.

 

No entretanto, alguma opinião pública come palha.

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Vamos ver, diz o ceguinho

por Rui Rocha, em 13.07.12

Pinto Monteiro está atento a todas as notícias sobre a Universidade Lusófona, no âmbito do 'caso Relvas'.

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Equivalências

por Leonor Barros, em 13.07.12

Fiz a primeira comunhão, tarde, é verdade, um bocado por coacção mas fiz, frequentei o curso de preparação para o matrimónio e outro para amadrinhar uma criança em que fui severamente avisada dos perigos de se ser católico. Será que também posso ter equivalências para a Licenciatura de Ciências das Religiões ou é apenas para outras 'variantes' do cristianismo?

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O rasganço

por Rui Rocha, em 13.07.12


A forma como as universidades mais recentes incorporam as praxes académicas, adaptando-as à sua realidade, é um fenómeno interessante. Na Universidade Lusófona, por exemplo, também há rasganço. Tal como acontece em Coimbra, os participantes atiram-se ao estudante com unhas e dentes e este fica todo esfarrapadinho, contorcendo-se conforme pode para tapar o mais possível. Todavia, e aqui encontramos já alguma marca de adaptação e originalidade, na Lusófona o rasganço só acontece uns anos depois de concluída a licenciatura e a cerimónia não tem lugar no Largo da Porta Férrea, mas em plena Praça Pública. Ou no Expresso e no Correio da Manhã. Apesar das diferenças, e mesmo tratando-se  de uma praxe algo violenta, é curioso notar que os doutores, sejam eles de Coimbra ou da Lusófona, aparentam submeter-se-lhe com assinalável entusiasmo, como se esta fosse uma etapa fundamental no caminho da procura do conhecimento permanente.

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O deboche académico

por João Campos, em 09.07.12

A grande - ou talvez triste - ironia do caso da licenciatura de Miguel Relvas é confirmar definitivamente a futebolização da política, com as claques deste e de Sócrates, entretanto trazido de volta à ribalta por causa do seu próprio escândalo universitário, a defender que "a licenciatura do meu político é menos manhosa que a do teu", como se estivessem a a competir para ver quem consegue mijar mais longe. Algumas considerações:

 

1) O argumento de que não é essencial um ministro ter uma licenciatura para o desempenho das suas funções, ainda que tenha alguma lógica, parece-me algo perigoso. Falamos de um dos mais elevados cargos do Estado, ao qual deviam aceder os mais preparados para representar os cidadãos. É verdade que o grau académico não é tudo, mas insistir na sua irrelevância desvaloriza o esforço de quem se dedica ao estudo e ao trabalho académico para chegar mais longe na sua carreira. De facto, o canudo não confere necessariamente competência; idealmente, porém, parece-me que seria excelente um país avançado e democrático ter um Governo - e um Parlamento - composto por pessoas com elevadas qualificações, certificadas com rigor e mérito por instituições de prestígio.

 

2) No caso Relvas, tal como no caso Sócrates há alguns anos, o problema não é se têm ou não a licenciatura, mas a forma como ela foi obtida. E isto não é um detalhe.

 

3) Considerando a forma como estas foram obtidas, e independentemente de outras considerações (o bacharelato de Sócrates e o currículo de Relvas que defensores de um e do outro têm usado para defender o indefensável), parece-me a mim que nenhum destes indivíduos tem perfil para integrar o Governo de um país que se queira decente.

 

4) A questão da manipulação de ambos os casos é aqui secundária. 

 

No entanto, honra seja feita a Relvas e Sócrates: conseguiram, com particular eloquência, mostrar a uma sociedade obcecada pelo "canudo" e pelo "títulozinho" de "doutor" ou "engenheiro" quão irrelevante é o grau académico numa cultura que pouco valoriza o mérito. Pode ser que, dentro de alguns anos, se retire algo de positivo deste deboche académico.

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Morra o Relvas, PIM!

por Teresa Ribeiro, em 08.07.12

O polémico veredicto do tribunal constitucional sobre o corte dos subsídios da Função Pública criou um problema que provavelmente vai ser resolvido com mais um imposto. Outro furo no cinto. A seguir rebentamos. Entretanto as tais reformas estruturais não descolam. Sabe-se que não se traduzem em colecta imediata, mas sempre aliviava sentir alguma democraticidade nisto e constatar que os intocáveis por uma vez não se ficam a rir.

Felizmente temos o Relvas. Ainda ontem, peguei no Expresso e em manchete o que vi? Não este imbróglio do corte dos subsídios, nem a crise do euro, nem o caso de polícia que abalou a Saúde, mas o Relvas. Há seis meses que ele é o assunto do regime. Começou com o caso Rosa Mendes. Foi ilibado pela ERC por unanimidade, ou seja, não contando apenas com os votos dos amigos, mas isso não interessa nada. 

Logo a seguir foi associado ao escândalo das secretas. Provou-se que o super-espião o conhecia e lhe mandou uns sms. Suponho que só lhe deve ter mandado a ele, porque na Imprensa não martelaram quaisquer outros nomes. Sobre este assunto não se sabe mais nada, mas suspeita-se de tudo e isso chega, porque é catártico bater em Relvas. Com aquele risinho e voz de falsete Relvas, aliás, não engana ninguém. Se fosse actor em Hollywood só faria papéis de vilão.

A prova de que é mau carácter veio a seguir. Pressionou de forma inaceitável uma jornalista do Público. Uma jornalista com quem nem chegou a falar. As pressões foram desde logo desvalorizadas pela editora que o atendeu ao telefone, pela directora do jornal e, pasme-se, até pelo director do Expresso, um jornal que jamais poderá ser acusado de condescendência para com o ministro. Mas a banalidade deste género de contendas entre jornalistas e políticos não é argumento. Relvas não tem desculpa. Há qualquer coisa na expressão do seu olhar que não inspira confiança e isso basta.

Nas redes sociais e blogosféricas, nos cafés e nas tertúlias televisivas já lhe tiraram o retrato há muito tempo. Está na cara que não presta. Agora, com o caso do currículo académico ficou tudo ainda mais claro. Ceder às novas oportunidades de Bolonha foi inaceitável. Legal, mas inaceitável. Tal como as pressões à jornalista: banais, mas inaceitáveis. Tudo em Relvas é inaceitável. Não estudou e é ministro? Inaceitável.

Alguém se lembrou de investigar se copiava na escola? Aposto quanto quiserem em como ele copiava na escola. 

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Ao contrário (e um conselho gratuito)

por José António Abreu, em 05.07.12
Pode ser a minha ingenuidade congénita, que montanhas de comprimidos azuis – não, de um tom de azul completamente diferente – têm sido incapazes de debelar, mas dá-me ideia que, de forma geral, uma carreira académica prestigiante precede uma carreira política. Afinal, os Kennedy andaram por Harvard e a classe política britânica está tão ligada a Eton e Oxford (ou Cambridge) que as acusações de elitismo são mais frequentes do que turistas olhando para a esquerda nas ruas de Londres, apesar da profusão de avisos para Look Right. Das duas, uma: ou eu estava enganado e estes são exemplos não representativos ou – e parece-me mais provável (vai-se a ver e os comprimidos começam a fazer efeito) – por cá resolvemos fazer ao contrário: primeiro entra-se num partido (onde deve ser preciso estudar menos do que numa universidade a sério) e faz-se a carreira política; depois leva-se o cartão partidário a uma universidade (e talvez um certificado de passagem pelo governo ou, pelo menos, de acesso directo a governantes) e obtém-se automaticamente a licenciatura. Não é caso único (fazemos muitas coisas ao contrário dos outros) e até podia constituir uma inovação simpática, não fosse o pormenor de, pelo vistos, a carreira partidária só dar direito a cursos em universidades de segunda ou mesmo terceira linha. Aliás, deve ser por isso que, quando os eleitores lhes propiciam uma merecida pausa, alguns destes licenciados vão para conceituadas universidades estrangeiras melhorar o currículo. Ao ministro Relvas aconselha-se Berkeley, na Califórnia, considerada das melhores nos campos da etologia, da antropologia e da sociologia.

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Os conteúdos programáticos da cadeira de Etologia e Antropossociobiologia da licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona são os seguintes: 1. A importância da etologia e da sociobiologia no quadro da ciência política;  2. A evolução das espécies; 2.1 Teorias explicativas da origem da vida; 2.2 O debate criacionismo v. geração espontânea e a sua (ir)relevância; 2.3 Ambiente e evolução; 2.4 Evolução e seus mecanismos; 2.5 Reprodução sexuada e assexuada; 2.6 O gene egoísta; 3. Evolução do comportamento social; 3.1 Determinantes ecológicos do comportamento social; 3.2 Territorialidade e poder nas sociedades de primatas; 4. Altruísmo e cooperação; 4.1 Selecção de parentesco; 4.2 Reciprocidade altruísta; 4.3 Os mecanismos do sacrifício; 5. Evolução dos hominídeos; 5.1 Etapas e caracterização dos vários elos da cadeia evolutiva; 6. Inteligência e linguagem; 7. Ética e evolução; 8. Evolução biológica e teorização em ciência política.


Por seu lado, os objectivos da cadeira são a "aquisição, por parte dos alunos, de conhecimentos básicos de biologia, genética e evolução, assim como do comportamento social dos primatas superiores, a fim de permitir uma maior compreensão da importância dos instintos no comportamento social da espécie humana, tudo numa óptica de ciência política".

 

De acordo com o Público, uma das 32 equivalências obtidas por Miguel Relvas diz respeito a esta cadeira. Ao que parece, e indo de encontro às minhas piores expectativas, foi atribuída tendo em conta o exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural. Estas terão sidoConsultor da Sociedade Barrocas, Sarmento e Neves, SA; Consultor do Grupo SGS – Societé Générale de Surveillance; Consultor da ROOF; Administrador da Prointec; Vice-presidente e membro do Conselho Geral do Instituto Progresso e Social-democracia Francisco Sá Carneiro; Director da revista "Templários-Turismo"; Frequência de ensino superior, nas licenciaturas em Direito na Universidade Livre de Lisboa e em Relações Internacionais na Universidade Lusíada de Lisboa.

 

Como se vê, tudo funções que promovem um amplo e profundo conhecimento do comportamento social dos primatas superiores. Um dia, quando pararmos de rir, talvez nos possamos dedicar a reconstruir o país.

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As disciplinas que integram actualmente o Plano de Estudos da Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona são as seguintes:

Entretanto, de acordo com esta notícia do I, a Lusófona atribuiu o diploma a Relvas com os seguintes pressupostos:

a) por exercício de cargos públicos: 14 equivalências;

b) por exercício de cargos políticos: 4 equivalências;

c) por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural: 15 equivalências;

d) por exame: 4 disciplinas (Quadros Institucionais da Vida Económico-Político-Administrativo com 12 valores, Introdução ao Pensamento Contemporâneo com 18 valores, Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução com 14 valores e ainda Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais II com 15 valores). 

A notícia do I tem pelo menos uma incorrecção. Na verdade, a soma das equivalências e dos exames realizados corresponde a 37 disciplinas, sendo que o Plano de Estudos previa 36. Admitindo que a restante informação está correcta, e que o Plano de Estudos em vigor em 2006 seria igual ou muito semelhante ao actual, vamos também supor que o erro do I diz respeito às equivalências por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural, dando de barato que estas foram 14 e não 15. Neste cenário, peço apenas que me expliquem uma coisa, olhando para o Plano de Estudos: quais as 14 disciplinas a que foi atribuída equivalência por exercício das referidas funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural? E, por favor, não me venham dizer que foi a Etologia ou a Antropossociobiologia.

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  • A taxa de desemprego subiu para 14,9%;
  • A taxa de desemprego jovem subiu para 36,6%;
  • Foi aprovado o novo "Plano para a criação de emprego - Impulso Jovem", através do qual 344 milhões de euros estarão a serviço da precariedade e do patrocínio de uma ilusão de emprego para os milhares de jovens que sabem que regressam ao desemprego 18 meses depois;
  • Despedimento por inadaptação mais abrangente;
  • Corte nas horas extraordinárias;
  • Compensação no despedimento sofreu cortes;
  • Redução de um a três dias de férias e menos quatro feriados, ou seja mais uma semana e pouco de trabalho sem qualquer compensação;
  • Subsídios de maternidade sofre corte de 14%;
  • No sector imobiliários foram aumentadas as rendas e a facilidade dos despejos;
  • Na Justiça foi decidido o encerramento de múltiplos Tribunais do interior com critérios questionáveis e acima de tudo mal explicados;
  • Ainda na Justiça vai haver lugar a julgamentos sumários em 48 horas numa gritante diminuição de garantias e segurança jurídica;
  • Os portugueses têm menos poder de compras que os gregos e, já agora, que os restantes cidadãos europeus;
  • 70.000 portugueses emigram por ano, a maioria dos quais é jovem;
  • Três votos a favor e dois contra ilibaram o Ministro Miguel Relvas da acusação de pressões ilicitas que ficou mais do que provada. Entretanto a jornalista Maria José Oliveira demitiu-se misteriosamente e apresentou, contra o Público, uma queixa na Comissão Nacional de Protecção de dados por violação de endereço electrónico;
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    Telefones e gravadores

    por Teresa Ribeiro, em 27.06.12

     

    É irresistível, agora que voltou à liça, comparar o caso do desvio dos gravadores com o do Público/Relvas. Factos: um confiscou os gravadores dos jornalistas que o entrevistavam, o outro perdeu as estribeiras ao telefone com uma jornalista, ambos na sequência de perguntas que os incomodaram. Quando posteriormente apresentaram desculpas pelo seu comportamento os dois alegaram sentir-se pressionados. Ricardo Rodrigues usou para o efeito a expressão violência psicológica

    Francisco Assis, na época líder parlamentar do PS,  recusou-se a fazer comentários "sobre o que se passou exactamente, porque se tratou de uma reacção motivada por uma grande indignação". Os deputados socialistas decidiram igualmente não discutir o assunto na Assembleia da República e a Comissão de Ética decidiu não analisar o caso, com os votos contra do PSD e CDS.

    Quanto a Relvas, como se sabe, os apoios e acusações registam-se em idêntica proporção, com o PSD e o PS mais a ala do PSD que o odeia a assumirem posições inversas. Na bloga, esta alternância democrática também se registou, como lembra aqui Miguel Noronha.

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    O PS relativo

    por Teresa Ribeiro, em 27.06.12

    Apesar de ter sido condenado em primeira instância por atentado à liberdade de Imprensa, Ricardo Rodrigues vai continuar vice-presidente da bancada parlamentar do PS.

    Os socialistas não escondem a esperança que depositam na justiça, já que a defesa do deputado vai recorrer da sentença. No íntimo esperam que confiscar gravadores a jornalistas possa passar como um acto irreflectido, um ataque de nervos, vá lá, uma maroteira. E continuarão, intrépidos, as suas actividades fiscalizadoras da liberdade de expressão. Ricardo Rodrigues, além de vice-presidente da bancada socialista também é representante no parlamento do Centro de Estudos Judiciários, actividade que, imagina-se, continuará a exercer sem quaisquer constrangimentos. 

     

    Adenda: Ricardo Rodrigues acaba de suspender funções no PS. Ah, valente!

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    Arons e as suas circunstâncias

    por Teresa Ribeiro, em 25.06.12

    Quando li esta história, sobre a pressão que Arons de Carvalho, no tempo em que era secretário de Estado da Comunicação Social, exerceu sobre os jornalistas do extinto semanário Tal&Qual, tive que tapar os ouvidos tal foi o estrondo de estilhaços que comecei a ouvir. Eram, como logo percebi, telhados de vidro a desmoronar.

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    Pontos nos is (16)

    por João Carvalho, em 23.06.12

    CASOS

    I

    O caso Miguel Relvas/Público descambou para um novo caso inacreditável e inesperado: o caso Arons de Carvalho. O que distingue os dois casos é ainda mais incrível: se o primeiro é um caso real, o segundo é surreal.

    Como se sabe, o «processo de averiguações relativo ao caso das alegadas pressões ilícitas do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, sobre o jornal Público», conduzido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), culminou com uma contida deliberação do conselho regulador da mesma ERC. Em tudo quanto as duas partes, ministro e jornal, não coincidem e perante as posições de palavra contra palavra, o conselho regulador da ERC não elabora considerações inconsistentes, ficando-se pela matéria recolhida: «não se deu por provada a existência de pressões ilícitas da parte do ministro», «não se verificou a existência de um condicionamento da liberdade de imprensa» e outras conclusões de teor igualmente provado durante as averiguações, assinalando sem quaisquer devaneios as discrepâncias encontradas.

    Aquela deliberação, porém, não mereceu unanimidade na ERC: dos cinco votos do conselho regulador, dois foram contra. Um dos vencidos foi Alberto Arons de Carvalho, que entendeu pronunciar-se através de uma declaração de voto.

    II

    É essa declaração de Arons de Carvalho que constitui um caso que, por qualquer motivo ainda por explicar, não está a merecer o relevo que devia ter. O extraordinário pensamento de Arons de Carvalho devia dar que pensar. Devia dar que pensar, desde logo, à própria ERC, dar que pensar porventura ao ministro Miguel Relvas (para quem a comunicação social não é totalmente alheia às suas funções), dar que pensar talvez ao jornal Público (que aparenta preocupar-se com a ética e deontologia do jornalismo) e dar que pensar seguramente a todos nós.

    Sem querer ser exaustivo, fico-me pelas duas razões de fundo apresentadas por Arons de Carvalho no voto de vencido, para que melhor se avalie a sua espantosa posição.

    Inclina-se Arons de Carvalho para o juízo que diz fazer «da verosimilhança das declarações» da directora e da editora de política do jornal, que refere serem «duas experientes e prestigiadas jornalistas, sendo absolutamente inimaginável que tivessem inventado as frases que atribuem ao ministro». Está visto que Arons de Carvalho não é um admirador de Miguel Relvas, o que parece legítimo, ou não lhe reconhece experiência e prestígio, o que continua a ser legítimo, mas não deixa de ser uma deselegância inadequada ao promover as qualidades de duas intervenientes da parte contrária.

    Além disso, de discordância em discordância com aquela deliberação da ERC votada por maioria, Arons de Carvalho dedica o seu derradeiro pensamento a Miguel Relvas, nestes termos: «Uma ameaça não é grave pelo efeito que tem, mas pelo efeito que se pretendia que viesse a ter...»

    III

    Arons de Carvalho, ex-secretário de Estado socialista que teve o pelouro da RTP, não é magistrado judicial, o que prova que o mundo ainda não está todo às avessas.

    Contudo, se ele fosse juiz, podia condenar um tipo por verosimilhança: tem cara de homicida e tem uma arma, logo é assassino. Não houve homicídio? Não interessa. O tipo com cara de homicida e uma arma de fogo é uma ameaça e, se a sua existência ainda não teve qualquer efeito mortal em alguém, vai dentro na mesma porque a ameaça indica que há-de vir a ter esse efeito, que é o que um tipo com cara de homicida e uma arma pretende que venha a ter.

    IV

    Espero que a vontade insistente do PS para ter Miguel Relvas de novo na Assembleia da República a responder sobre este caso se centre em argumentos mais sólidos do que as surrealistas subjectividades de Arons de Carvalho. Até porque a gente precisa de ministros a governar como de pão para a boca, não para andarem a responder repetida e infinitamente sobre casos que já cheiram mal.

    Como se Arons de Carvalho e o PS tivessem um manual para ensinar como ser ministro e gerir as relações com os jornalistas. O mundo ainda não está todo às avessas, é verdade, mas aproxima-se perigosamente quando as pessoas deixam de respeitar os limites do mero senso comum. Condenar com base numa imaginada verosimilhança e no pretenso efeito não verificado de uma suposta ameaça? Não há paciência para este bafio socialista carregado de poeira, que não vai ser grave pelo efeito que terá, mas que deve dar-nos que pensar pelo efeito que Arons de Carvalho pretendia que viesse a ter...

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    A deliberação da ERC sobre o caso Relvas

    por Rui Rocha, em 20.06.12

    Li na íntegra as 48 páginas da deliberação da ERC relativa ao caso das pressões do ministro Relvas sobre o Público e a sua ex-jornalista. Como se sabe, esta deu como não provada a existência de uma ameaça de blackout generalizado do governo ao jornal e de divulgação de aspectos da vida privada de Mª. José Oliveira. É uma decisão previsível. Esta afirmação, ao contrário do que possa parecer, não encerra nenhum juízo de valor sobre a (im)parcialidade da ERC na apreciação desta situação. Sublinho que à desejável isenção deste órgão não ajudam afirmações sobre a gravata do ministro Relvas ou as relações pessoais de amizade de, pelo menos, um dos membros da ERC com o mesmo. Repito, todavia, que não é disso que se trata quando afirmo que a decisão era previsível. Digo-o apenas porque se tratava, como desde o princípio se viu, de uma situação em que se confrontavam duas versões contraditórias dos acontecimentos, apresentada uma por Leonete Botelho e outra pelo ministro. Ora, não existindo qualquer presunção legítima que aponte para a maior credibilidade de uma ou de outra (ao contrário do que defende Arons de Carvalho na sua declaração de voto), não era de esperar que se chegasse a outra conclusão que não fosse a de se considerarem não provadas as acusações (o que não quer dizer que os factos não tenham acorrido). Assim, e sendo este o fundamento principal da deliberação, o sentido desta afigura-se inatacável. Não deixarei entretanto de fazer um reparo a um argumento secundário também invocado: o de o próprio Público ter considerado que as pretensas pressões  não tinham natureza inaceitável. Noto que, estando em causa a liberdade de imprensa e sendo esta um bem público, nunca a apreciação que o jornal fizesse poderia tomar-se como critério definitivo. Feito este reparo, devo ainda dizer que o juízo de censura, é certo que inconsequente, que a ERC formula à actuação do ministro é, em função dos factos provados (irritação, nomeadamente, mas não mais do que isso), o mais longe que podia ir. Perante a deliberação, as questões de fundo permanecem. São elas a da prova das pressões, a da actuação do ministro no caso Secretas/Silva Carvalho, sobre a qual também me pronunciei oportunamente e a da utilidade da própria ERC. Tal como se esperava, a deliberação não resolveu nenhuma delas.

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    Chega.

    por Luís M. Jorge, em 04.06.12

    Seis anos e tal de Governo de José Sócrates, em que vi gente a defender o indefensável e gente a praticar o inqualificável, bastam-me.

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    À atenção de algumas almas sensíveis

    por Teresa Ribeiro, em 04.06.12

    De pouco vale a ansiedade do conselho de redacção do Público - pressões assim sentem os jornalistas todos os dias. A mim, por exemplo, e durante os anos em que dirigi o Diário Económico, um primeiro-ministro não se coibiu de gritar ao telefone (apesar de lhe dizer que não estava sozinho na sala) que tivesse cuidado com o meu futuro. O que importa é o que se publica no dia seguinte, não o que se ouve na véspera - Martim Avillez Figueiredo, na última edição do Expresso.

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    "Pensemos filosoficamente".

    por Luís M. Jorge, em 31.05.12

    O repto vem no "Retrato de Ricardina", de Camilo Castelo Branco. Os irmãos Pimentel, na ruína, são abordados por um abade que pecara na juventude e queria casar duas filhas a troco de um dote de trinta mil cruzados por cabeça. Os irmãos recebem agastados a proposta, depois acalmam-se, depois pedem tempo para reflectir. Finalmente, escreve Camilo, "os noivos acederam, tirando a partido que a mãe das nubentes se recolheria em mosteiro, antes das núpcias das filhas". Nada feito. "Voltaram os Pimentéis a reflectir. Acharam-se subitamente filósofos". "Pensemos filosoficamente - dizia o irmão de Clementina. - As raparigas que venham com a condição de cá não pôr o pé a mãe. Comunicaram ao abade a modificação. - Não, senhor - retorquiu o padre. - Onde as filhas estiverem há-de ir a mãe. - Pensemos filosoficamente - disseram entre si os Pimentéis. - A mãe poderá vir alguma vez; mas o abade nunca.. - Não, senhor - insistiu o abade. - Eu hei-de ir ver minhas filhas, porque lhes quero muito, e decerto não dava sessenta mil cruzados com a obrigação de as não ver mais. (...) - Pois deixemos vir o abade. Pensemos filosoficamente. A desonra (...) é coisa em que ninguém já fala. Tudo esquece. Foi uma desgraça; todas as famílias têm destas nódoas. Já agora, sejamos filósofos como toda a gente." Desde que eclodiu o "caso Relvas" vejo uma parte da nossa direita a meditar com angústia na imperscrutabilidade do mundo, na inacessibilidade do real, nos mistérios da "coisa em si". É bom sinal. Tal como os irmãos Pimentel, estão a "pensar filosoficamente".

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    Não me parece que Relvas esteja mais forte

    por Rui Rocha, em 31.05.12

    Na versão de Miguel Relvas sobre a sua relação com Jorge Silva Carvalho, a verdade constrói-se no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio. A narrativa não relata o que efectivamente sucedeu. Adequa-se àquilo que se antevê que possa acontecer no futuro. E o futuro são os factos que os órgãos de comunicação social vão divulgar a seguir. A cada facto novo, a verdade de Relvas adapta-se, actualiza-se. Aproxima-se, a contragosto e na medida do estritamente necessário, da realidade. Silva Carvalho passa de alguém quase desconhecido, a contacto pontual em ocasiões sociais. E daí a interlocutor em reuniões de negócios. Neste modelo de verdade servida a conta-gotas, a transparência faz jus ao seu nome. Não se vê. Em tudo isto, Relvas cometeu, pelo menos, três erros. O primeiro consiste em não ter percebido que Silva Carvalho é, mais do que um espião, um agente. Altamente infeccioso. Qualquer contacto, na vida privada ou no exercício de funções públicas, implica uma forte probabilidade de contágio. A única forma de evitar a enfermidade é mantê-lo à distância. O segundo resulta de não ter aberto o jogo todo logo à partida. Não o tendo feito, arriscou-se a que a censura da opinião pública passasse da gravidade dos factos para a gravidade da sua ocultação. O terceiro ocorreu no episódio do Público em que não soube agir com a sobriedade de um titular de funções governativas e com a contenção própria de quem diz ter a verdade do seu lado. Relvas afirma que não mentiu, nem omitiu. Talvez seja assim. Provavelmente, omintiu. Uma conduta que fica algures entre a mentira e a omissão. Agora, tem a água pelo pescoço. É natural que se agarre a qualquer coisa para evitar afogar-se. Mas não podemos permitir que arraste para o fundo a nossa consciência. Sócrates nivelou por baixo os padrões morais do exercício de funções públicas em Portugal. Desanquei-o de forma regular e intensa. Não posso fazer menos relativamente a quem atribui à verdade uma natureza flutuante, em função das circunstâncias. Não foi para isso que, nas últimas legislativas, votei no PSD. Nem foi isso que o PSD me prometeu.

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    Ajudando o José Navarro de Andrade.

    por Luís M. Jorge, em 29.05.12

    Parece que ser mentiroso é, além de um pecadilho inocente, uma questão de opinião que deve ser demonstrada. Pois bem, eis um bom resumo que respeita apenas às declarações do ministro na AR : "O jornal Expresso salienta quatro contradições de Miguel Relvas nas declarações que fez na Assembleia da República: 1. O ministro afirmou então: “Nunca recebi nenhum relatório de reestruturação de serviços, não tenho nenhuma relação estreita com Jorge Silva Carvalho, nunca foi meu conselheiro nesta área, nem tinha de ser porque esta não é matéria que eu acompanhe”. Porém, isso não bate certo com as reuniões havidas e com as sugestões do espião. 2. Disse que só conhecia Jorge Silva Carvalho desde abril de 2010 e, desvalorizando as informações que recebia do espião, citou o primeiro clipping que recebeu: uma notícia da Reuters sobre a visita de George Bush ao México. A notícia é de 2007 e não existe nenhuma outra posterior a essa data. 3. O ministro afirmou que nem ele, nem membros do seu gabinete tinham contactos com o espião, mas nesta sexta feira o seu adjunto Adelino Cunha demitiu-se por ter sido conhecido que manteve vários contactos com Silva Carvalho já depois de ter rebentado o escândalo. Na comissão parlamentar, a deputada Cecília Honório do Bloco de Esquerda perguntou por duas vezes se o ministro ou alguém do seu gabinete recebia informações ou tinha ligações à questão das secretas. “Era importante que fosse muito claro e dissesse que nem o senhor nem alguém próximo de si, nomeadamente no seu gabinete, não tem de facto contacto com o ex-diretor do SIED, nem tem de facto recebido informação que não seria da vossa competência, e não tem qualquer responsabilidade em matéria de serviços de informações”, questionou a deputada. Perante a falta de resposta, Cecília Honório insistiu: “Volto a perguntar: o senhor, desde que é ministro não tem contactos, nem informações particulares, nem qualquer espécie de responsabilidade sobre serviços de informações? Nem o senhor ministro nem ninguém do seu gabinete mexe naquilo que diz respeito aos serviços de informações?”. Miguel Relvas respondeu: “Não, não, não, não e mais um não”. 4. O ministro afirmou que as sugestões que recebeu de Jorge Silva Carvalho não envolviam nomes de funcionários das secretas, o que é mentira. O jornal salienta que o ministro foi questionado se eram pessoas dos serviços e alertado pela deputada do PS Isabel Oneto de que se fossem pessoas dos serviços se tratava de violação de segredo de Estado, uma vez que a identidade dos funcionários desses serviços é segredo de Estado, afirmou. “Não eram agentes, eram pessoas para responsabilidades, para lugares de topo, que não eram agentes (…) Aqui não há segredos de Estado”. Ora, dois dos nomes sugeridos por sms eram de dois funcionários das secretas: Filomena Teixeira e João Bicho. O ministro mentiu. (...)." Não encontrei o artigo original do Expresso, o resumo vem daqui: http://www.esquerda.net/artigo/“ministro-faltou-à-verdade-ao-parlamento”/23307

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