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Groucho: o marxismo resiste

por Pedro Correia, em 19.08.17

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Groucho Marx morreu faz hoje 40 anos. Ninguém diria: o grande actor norte-americano (1890-1977) parece mais vivo que nunca. Não apenas nos seus filmes, alguns deles geniais (Os Grandes Aldrabões, Uma Noite na Ópera, Um Dia nas Corridas), mas na própria linguagem do dia-a-dia, impregnada de citações dele. Tão ou mais frequentes do que as do outro Marx, o Karl.

Todos teremos as nossas frases favoritas de Groucho. Deixo aqui as minhas dez, com a minha vénia à memória deste inconfundível protagonista da comédia cinematográfica que tantas gargalhadas me arrancou - e arranca ainda, pois revejo sempre os seus filmes como se fosse a primeira vez.

 

«Estes são os meus princípios. Se não gostarem deles, tenho outros.»

«Não quero pertencer a nenhum clube que me aceite como sócio.»

«O que quer que seja, estou contra.»

«A política é a arte de procurar problemas, encontrá-los em toda a parte, diagnosticá-los de forma incorrecta e aplicar-lhes a terapia errada.»

«Ele pode parecer um idiota e falar como um idiota, mas não te iludas: ele é mesmo um idiota.»

«Só um homem em mil lidera outros homens. Os restantes 999 vão atrás de mulheres.»

«O problema de não se fazer nada é que nunca sabemos quando se acaba.»

«A televisão é muito educativa: sempre que alguém a liga, saio da sala e vou ler um livro.»

«Nunca me esqueço de uma cara, mas no seu caso abrirei uma excepção com todo o gosto.»

«Se não te estás a divertir é porque estás a fazer alguma coisa errada.»

 

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 Groucho Marx (1890-1977)

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Exemplo prático de mais-valia

por Pedro Correia, em 14.07.17

 

Carlos Humberto Carvalho, comunista, presidente da Câmara do Barreiro: «Fico com um terço do ordenado. O resto entrego ao PCP.»

 

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O marxismo deu origem a abordagens marxistas. Como denúncia radical parece-me mais do que suficiente. Mas isto, claro... digo eu que não tenho livros para vender.

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Emerge uma concepção da empresa e do trabalho como lugares e espaços de cooperação. Trata-se, se quisermos, da visão simétrica da que resulta da  luta de classes marxista. Marx estava, é claro, enganado. Falta, na sua análise redutora e para dar só alguns exemplos, e se nos quisermos manter apenas na dinâmica do conflito, a perspectiva da luta entre o norte e o sul, entre insiders e outsiders do mercado de trabalho e o sentido da ironia histórica que viria a deslocar o epicentro da luta de classes como ele a entendia para a China. E, se quisermos ir mais longe, a percepção dos múltiplos sentimentos e formas de ser humanas que não se explicam na estreiteza da ideologia, seja ela marxista ou outra. Entre as quais se incluem o altruísmo, a solidariedade, a compaixão, o egoísmo e outras virtudes e vícios, adquiridos ou de fabrico, que dão origem a lutas sem classe. Muitas vezes, a lutas sem classe mesmo nenhuma que são capazes de minar as relações entre pessoas estejam elas ligadas por uma qualquer hierarquia ou sejam pares de uma mesma função. Mas, se isto é assim, deve admitir-se que a dita concepção da empresa como local de cooperação é igualmente falaciosa pelas exactas e mesmas razões. Aliás, para perceber que assim é, basta levar as consequências do argumento até ao fim. No tempo das empresas colaborativas, dizem, não faz sentido ver consagrado o direito à greve que, pela sua natureza conflitual, está completamente ultrapassado. Pois muito bem. Demos então todos os passos em frente ao mesmo tempo. E expurguemos da legislação do trabalho, também, a possibilidade de despedimento individual com justa causa. Pois se a empresa é local de cooperação... No fundo, o que temos de concluir, para marxistas e teóricos da cooperação, é que podes saber tudo sobre os vários pilares da sociologia. Mas, se não te conheces a ti mesmo, com todas os teus méritos, defeitos e limitações, isso é sinal de que ainda não sabes nada do mundo.

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