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Leituras

por Pedro Correia, em 21.10.17

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«Quem suporta as mentiras de um homem é tão mau quanto ele. É tão mentiroso como o próprio.»

John Fante1933 Foi um Mau Ano, p. 61

Ed. Alfaguara, Lisboa, 2017. Tradução de José Remelhe

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.10.17

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«Também para com os mortos se deve mostrar gratidão.»

Selma LagerlöfO Tesouro, p. 32

Ed. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2017 (3.ª ed). Tradução de Liliete Martins

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Leituras

por Pedro Correia, em 07.10.17

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«Nenhum homem é capaz de morrer por um princípio.»

Percival C. WrenBeau Geste, p. 212

Ed. Minerva, Lisboa, s/d. Tradução de João Amaral Júnior

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.09.17

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«O amor é talvez a mais séria das jogadas reais e o ciúme uma contingência do jogo, como várias outras.»

Carlos de OliveiraPequenos Burgueses, p. 132

Ed. Sá da Costa, Lisboa, 8.ª ed, 1987

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.09.17

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«A morte é uma mudança de número.»

Rainer Maria RilkeAo Largo da Vida, p. 79

Ed. Ítaca, Lisboa, 2017. Tradução de Isabel Castro Silva

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Leituras

por Pedro Correia, em 09.09.17

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«Os sonhos são, tal como os corpos em que se alojam, matéria altamente biodegradável.»

A. M. Pires CabralSingularidades, p. 63

Ed. Cotovia, Lisboa, 2017

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Maylis de Kerangal, Cuidar dos Vivos

por Inês Pedrosa, em 04.09.17

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  " O rosto de Sean no fundo do ecrã – esses olhos rasgados sob pálpebras índias – ilumina-se no seu telefone. Marianne, ligaste-me. Desfaz-se imediatamente em lágrimas – química da dor –, incapaz de articular uma palavra enquanto ele pronuncia de novo: Marianne? Marianne? Ele julgaria sem dúvida que o eco do mar no estreito da doca lhe dificultava a escuta, atribuiria sem dúvida às interferências a baba, o ranho, as lágrimas enquanto ela mordia as costas da mão, tetanizada pelo horror que lhe inspirava bruscamente esta voz tão amada, familiar como só uma voz sabe ser mas que de repente se tornava estrangeira, abominavelmente estrangeira, porque surgida de um espaço-tempo em que o acidente de Simon nunca tivera lugar, um mundo intacto situado a anos-luz deste café vazio; e agora destoava, aquela voz, desorquestrava o mundo, dilacerava-lhe o cérebro: era a voz da vida de antes. Marianne ouve este homem que a chama e chora, percorrida pela emoção que sentimos às vezes diante do que, no tempo, sobreviveu incólume, e desencadeia a dor dos impossíveis retornos  – um dia ela precisaria de saber em que sentido se escoa o tempo, se é linear ou traça os círculos rápidos de um hula-hoop, se forma anéis, se se enrola como a nervura de uma concha, se pode assumir a forma desse tubo que enrola a onda, aspira o mar e o universo inteiro no  seu reverso sombrio, sim, ela precisaria de compreender de que é feito o tempo que passa. Marianne aperta o telefone na mão: medo de falar, medo de destruir a voz de Sean, medo de que nunca mais possa voltar a ouvi-la tal como ela é, que nunca mais possa experimentar esse tempo desaparecido em que Simon não estava numa situação irreversível, quando todavia sabe que deve pôr fim ao anacronismo daquela voz para a reimplantar ali, no presente do drama, sabe que tem de o fazer, e quando finalmente consegue exprimir-se, não é nem concreta, nem precisa, mas incoerente, tanto que, perdendo a calma, porque tomado também ele pelo terror – acontecera qualquer coisa, qualquer coisa de grave –, Sean começa a perguntar-lhe, atormentado, é o Simon? o que se passa com o Simon? no surf? um acidente, onde? O rosto recorta-se-lhe na textura sonora, tão preciso como na foto do fundo do ecrã. Imagina que ele podia deduzir um afogamento, corrige-se, os monossílabos tornam-se frases que a pouco e pouco se organizam e formam um sentido, e pouco depois diz-lhe tudo o que sabe, por ordem, fechando os olhos e apertando o aparelho contra o esterno ao som do grito de Sean. Em seguida, controlando-se, explica-lhe a toda a velocidade que sim, o prognóstico vital de Simon é complicado, está em coma mas vivo, e Sean, por sua vez desfigurado, como ela desfigurado, responde vou já, estarei aí em dois minutos, onde estás? – e a sua voz é agora trânsfuga, reuniu-se a Marianne, atravessou a membrana frágil que separa os felizes dos condenados: espera por mim."

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.09.17

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«Filipe II herdava um território multicontinental onde o Sol, diziam, não conseguia entrar no ocaso. Quem se apagava por vezes era o Tesouro. Em 1596, ainda no tempo do seu pai, a Fazenda tinha entrado em bancarrota, precisamente no período de maior afluxo do ouro e da prata das Américas. Em Fevereiro de 1601 o vice-rei de Portugal, Cristóvão de Moura, escrevia ao monarca que só tinha dinheiro para 50 dias, que há muito se não pagavam as tenças da Casa Real, que os soldados morriam de fome e recomeçavam  as desordens com os naturais e que não havia dinheiro para manter a Ribeira de Lisboa. Em 1607 o Tesouro voltaria a quebrar.»

António Borges CoelhoOs Filipes, p. 140

Ed. Caminho, Lisboa, 2015. História de Portugal, volume V

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.08.17

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«A humanidade o que pretende é encurralar tudo quanto é belo e vir depois, aos milhares, assistir à sua morte lenta.»

David GarnettUm Homem no Jardim Zoológico (1924), p. 10

Ed. Livros do Brasil, Lisboa, s/d. Tradução de Cabral do Nascimento. Colecção Miniatura, n.º 91

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.08.17

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«Para que é necessário fabricar artificialmente Espinosas quando qualquer mulher do povo o pode dar à luz a qualquer momento?»

Mikhail BulgakovCoração de Cão (1987), p. 142

Ed. Alethêia, Lisboa, 2014. Tradução de Sílvia Valentina

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.08.17

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«O crime também é uma solidão, mesmo que sejam muitos a cometê-lo.»

Albert CamusO Equívoco (1944), p. 227

Ed. Livros do Brasil, s/d. Colecção Miniatura, n.º 100. Tradução de Raul de Carvalho

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.08.17

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«Foi sempre este o destino da energia em tempos de segurança: ser canalizada para a arte e para o erotismo, e depois vêm o langor e a decadência.»

H. G. WellsA Máquina do Tempo (1895), p. 208

Ed. Antígona, Lisboa, 2016. Tradução de Tânia Ganho

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.08.17

 

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«Aprender a ouvir é mais difícil do que aprender a ler.»

Luís de Sttau MonteiroAngústia Para o Jantar (1961), p. 208

Ed. Ática, Lisboa, 1979 (8.ª edição)

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Leituras

por Pedro Correia, em 06.08.17

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«Envelhecer é um crime.»

Robert AlleyO Último Tango em Paris (1973), p. 95

Ed. Editores Associados (Portugália e Civilização Brasileira), s/d. Tradução de Fernando de Castro Ferro. Colecção Unibolso, n.º 73

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.08.17

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«Morrer não é assim tão terrível: o medo é que estraga tudo.»

H. G.WellsA Guerra dos Mundos (1898), p. 199

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2017. Tradução de Frederico Pedreira

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.07.17

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«Devemos induzir os amigos a desvalorizar os nossos próprios defeitos e os inimigos a sobrevalorizar as nossas virtudes.»

Mario PuzoO Padrinho (1969), p. 627

Ed. 11x17, Lisboa, 2013. Tradução de Carlos Vieira da Silva

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.07.17

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«No amor, o que é dito tem muito menos importância para a pessoa que ouve do que para a que fala.»

James A. MichenerSayonara (1954), pp. 135/136

Ed. Círculo de Leitores, Lisboa, 1980. Tradução de Ana Cardoso Pires

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.07.17

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«A mulher, quando ama, tem heroísmos e abnegações de que o homem - o ser mais egoísta do reino animal - é incapaz.»

Camilo Castelo BrancoA Viúva do Enforcado (1877), p. 107

Sistema Solar, Lisboa, 2015

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Leituras

por Pedro Correia, em 24.06.17

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«Nunca se consegue fazer nada sem se tentar.»

D. H. LawrenceAmor no Feno e Outros Contos (1930), p. 76

Assírio & Alvim, Lisboa, 2010. Tradução de Maria Teresa Guerreiro

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Leituras

por Pedro Correia, em 12.06.17

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«No jogo de póquer que é a vida só se revela o jogo ou só se mostram as cartas quando o adversário paga para ver.»

Leonore FleischerRain Man (1989), p. 41

Diário de Notícias, Lisboa, 2004. Tradução de João Freire

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O segredo da simplicidade

por Sérgio de Almeida Correia, em 07.06.17

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"Ninguém é imune aos efeitos do poder, ninguém! Isso é doença da juventude que o tempo cura. Quem resiste ao canto de sereia do poder é porque não se aproximou dele o suficiente para o ouvir com clareza"

 

"O poder é mal compreendido, amigo Vieira. As pessoas acham que os homens só se vendem por um poder superlativo, o dos grandes estadistas, das celebridades, quando a maioria não resiste sequer à oportunidade de ser sádico por uns instantes. Ter alguém à nossa mercê. Consegue imaginar o que isto representa para quem nunca teve nada, pessoas incapazes de se furtarem  através da imaginação, do sonho, à sua realidade miserável? Homens que não conhecem o amor, a entrega ao outro, a cedência voluntária do domínio? "

 

Há uns meses, na sequência de um evento em que participei, tive o ensejo de poder conhecer e conversar com o autor. Na altura, por múltiplas razões que não vêm ao caso, ainda não tinha podido pôr os olhos sobre o seu último trabalho, o que me deixou relativamente constrangido nesse encontro. Dar de caras com o autor num evento literário, com ele tomar uma refeição e nada ter para comentar sobre o seu livro porque ainda não se leu, é sempre um momento de angústia para leitor que se preze.

Nas últimas semanas pude corrigir essa lacuna, depois de uma breve mas gratificante viagem pelo paraíso para onde o Bruno me conduziu. Não tenho a pretensão do majestático porque se muitos olhos leram o mesmo, poucos seguem o mesmo percurso. É como quando seguimos sentados à janela de um comboio: quem vai atrás de mim ou está sentado no banco imediatamente à minha frente dificilmente verá o que eu vejo. E fá-lo-á sempre com outros olhos. As linhas que conduzem os meus olhos podem convergir por momentos com as que chegam de outros, mas cada uma segue depois o seu caminho. E nunca se interceptam.

Com a leitura passa-se igual fenómeno. A beleza dos grandes espaços, a profundidade de uma vista desafogada, a lavagem do espírito pela leitura está na facilidade com que se alcança a distância vendo-se tudo com olhos de ver. E, no entanto, aquilo que vejo e construo é tão irrepetível quanto o tempo. Quando a leitura se perde na generosidade da escrita, fluindo página a página, entre imagens e pensamentos, por simples factos, reflectindo episódios da vida de todos os dias, personagens que de uma forma ou de outra sempre povoam a infância, ou podiam ter povoado, noutro lugar e noutro tempo, então existe um denominador comum, aquele que marcará sempre a diferença entre o bom e o menos bom, entre o que me acolhe e me conforta e aquilo que me afasta de um livro ou de um autor. Refiro-me à simplicidade, verdadeiro segredo da grandeza de um texto, da construção de um poema, da perenidade de um livro.

Nunca estive em Novo Redondo. Nunca estarei em Novo Redondo. Novo Redondo já não existe. Existe um outro lugar no tempo presente. E apesar de tudo fui a Novo Redondo. Há um lugar que foi Novo Redondo, há o Barreiro, como há o 27 de Maio em Luanda, toda aquela gente, o BMX (sempre sonhei ter uma), a família complicada, de "hierarquias confusas, obediências, silêncios, recriminações", como há outros espaços de deambulação na escrita do autor, que de repente me recordo de ter percorrido com ele, espaços onde "o sentido vertebral do dever" se confunde com a galhofa e a amizade cimentada pelo pontapés numa bola e os momentos de recolhimento perante a imagem perturbadora de uma "labareda de alegria e vivacidade".

Até quando descia a alameda da minha faculdade e percorria iguais caminhos, sentando-me nos mesmos cafés, discutindo os filmes de sempre, entre humor e risos, enquanto saboreava a imperial. Na passagem pelos arquivos, na reconstituição do percurso processual do João Jorge, na via-sacra das secretarias judiciais, onde o papel se confunde com o pó, até ao reencontro com o ofício que a Anabela, reproduzindo umas das mais vergonhosas expressões da nossa burocracia, que se repete exaustivamente nas mais diversas circunstâncias sem que quem a utilize se dê conta da sua falta de sentido, pirosismo e incorrecção ("somos a informar"), comunica a localização do processo.

Como escreve o Bruno, quando se sabe que "[c]ada homem está pendurado num fio", quando se tem a consciência de que "o abismo pode abrir-se por baixo dele a qualquer momento" e, muitas vezes, só numa morgue é que um cidadão como o João Jorge pode, enfim, recuperar a dignidade, acaba por ser reconfortante sentir, porque de um sentimento se trata, que "a memória é um bem dos poderosos". E este torna-se o valor mais importante do livro, a sua taluda. Uma taluda ao alcance de qualquer um e que se completa com o rigor de uma escrita simples, directa, cristalina, em português "pré-acordo" e com a chancela da Quetzal.

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.06.17

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«For the supression of piracy, the Portuguese, in their early intercourse with India, had a summary punishment, and accompanied it with a terrible example to deter others from the commission of the crime. Whenever they took a pirate ship, they instantly hanged every man, carried away the sails, rudder, and everything that was valuable in the ship, and left her to be buffeted about the winds and the waves, with the carcasses of the criminals dangling from the yards, a horrid object of terror to all who might chance to fall in with her

Sir John BarrowMutiny!: The Real Story of the H. M. S. Bounty (1831), pp. 141-142

Ed. Folio Society, Londres, 3.ª ed, 1999

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Leituras

por Pedro Correia, em 28.05.17

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«Graças aos progressos da ciência, qualquer confusão entre história e lenda se torna cada vez menos possível. Uma acaba por fazer justiça à outra.»

Júlio Verne, A Invasão do Mar (1905), p. 41

Antígona, Lisboa, 2005. Tradução de Luís Leitão

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.05.17

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«O que é a memória? Devíamos encontrar outro nome para a maneira como vemos os acontecimentos passados que ainda estão vivos dentro de nós.»

John Le CarréO Túnel de Pombos (2016), p. 330

Ed. Dom Quixote, Lisboa, 2016. Tradução de Ana Saldanha

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Lido

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.05.17

"Não dá para ter sol na eira e chuva no nabal. Se se culpa Costa e a sua Geringonça pelo fraco crescimento de 2016, então dê-se os parabéns pelo crescimento de 2,8%. É um pouco absurdo culpar o governo pelo fraco crescimento do (primeiro semestre do) primeiro ano da sua governação e dizer que não tem mérito algum no crescimento que se verifica no (primeiro trimestre do) segundo ano." – Luís Aguiar-Conraria, Observador

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.05.17

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«As vasilhas vazias são as que mais eco fazem e os cobardes palram mais que os homens de verdadeira coragem.»

Roger Lancelyn GreenAs Aventuras de Robin dos Bosques (1956), p. 167

Ed. Dom Quixote, Lisboa, 1995. Tradução de Sara David Lopes. Colecção Biblioteca Juvenil Dom Quixote, n.º 8

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Leituras

por Pedro Correia, em 01.05.17

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«Nunca se deve fazer a pontaria baixa. Nada merece tanto a pena como o cimo da escada

Mickey SpillaneO Homem Poderoso (1961), p. 82

Ed. Livros do Brasil, Lisboa. Tradução de Mascarenhas Barreto. Colecção Vampiro, n.º 176

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.04.17

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«Não há ser vivo que não tenha medo quando enfrenta o perigo. A verdadeira coragem está em enfrentar o perigo quando temos medo

Frank BaumO Feiticeiro de Oz (1900), p. 116

Ed. Público, 2004. Tradução de Lúcia Cabrita Harris. Colecção Geração Público, n.º 7

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Leituras

por Pedro Correia, em 22.04.17

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«Só os que têm esperança podem tirar benefício das lágrimas

Nathanael WestA Praga dos Gafanhotos (1939), p. 64

Ed. Livros do Brasil, Lisboa, s/d. Tradução de Alfredo Margarido. Colecção Miniatura, n.º 128

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Leituras

por Pedro Correia, em 01.04.17

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«Os homens que levam uma vida modesta são sempre curiosos de todas as novidades que passam diante da sua porta

Stefan ZweigCarta de uma Desconhecida (1922), p. 12

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2013. Tradução de Alice Ogando

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Leituras

por Pedro Correia, em 19.03.17

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«As sociedades que não conseguiram adaptar-se aos desafios que enfrentam acabaram por se desmoronar. O planeta está repleto de monumentos a sistemas políticos que desapareceram deixando apenas para trás as suas relíquias. O Parténon em Atenas é um testamento à glória passada da antiga democracia ateniense, que floresceu durante duzentos anos e depois morreu às mãos de Filipe da Macedónia e do seu filho Alexandre, o Grande.»

David RuncimanPolítica (2014), p. 180

Ed. Objectiva, Lisboa, 2016. Tradução de Paulo Ramos

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O livro que não nos deixa mentir

por Pedro Correia, em 16.03.17

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 Otelo Saraiva de Carvalho e Vasco Gonçalves em 1975

 

A História é feita de grandes e pequenos homens. E também é feita de pequenas e grandes frases. Do "Alea jacta est", de Júlio César, ao "Nunca nos renderemos", de Churchill. Sem esquecer o incentivo que em 1640 D. Luísa de Gusmão terá deixado ao marido, o futuro D. João IV, para se unir aos conjurados: “Melhor morrer reinando do que viver servindo.”

Este livro traz-nos uma sugestiva panorâmica da história recente de Portugal, condensada em cerca de 1500 frases proferidas por protagonistas vários desde 1973 até ao final do ano passado. O título diz logo ao que vem: são “43 anos e seis meses de má política”.

É um título controverso, reconheça-se. Porque no fundo aqui nem tudo é mau. E a todo o momento somos confrontados com este paradoxo: temos excelentes frases de péssimos políticos e medíocres declarações de políticos que se notabilizaram por serem mais aptos a mostrar obra do que a falar.

 

Por opção editorial, o livro começa por recolher declarações registadas nos últimos meses do chamado Estado Novo, em 1973. Foi uma decisão acertada, para que se perceba bem como ao longo dos últimos 43 anos tivemos três países muito diferentes, com reflexos inevitáveis no discurso político.

Refiro-me ao país da ditadura, ao país da revolução e ao país da chamada “normalidade democrática”. Que é – felizmente – aquele em que vivemos agora.

 

O país mais antigo era o da censura oficial e o da supressão das liberdades.

Um país repleto de retórica balofa e vazia, muito adjectivada, cheia de gongorismos e salamaleques.

Um país com um chefe do Governo que chamava “conversa” ao monólogo.

Um país com um Presidente da República que no discurso do Ano Novo de 1974 declarou o seguinte: “Com o galopar incessante do tempo, vai encurtando a distância que separa a Humanidade do século XXI, vai ficando cada vez mais distanciado o século XIX e vão sucessivamente desaparecendo da vida aqueles que nele nasceram.”

La Palice não diria melhor…

 

Seguiu-se o país da erupção da liberdade logo ameaçada pelos delírios revolucionários com a sua linguagem de recorte bélico, cheia de verbos como “lutar”, “esmagar” e até “matar”. Este é um período interessantíssimo – para mim o mais fascinante de toda a obra, e não por acaso preenchendo quase um terço do livro.

Um período que exigiu certamente do organizador, Luís Naves, uma exaustiva investigação para apurar com exactidão e rigor quem disse o quê, à margem do boato que com o passar dos anos tantas vezes se torna lenda.

E, sim, é verdade que Otelo Saraiva de Carvalho disse mesmo que talvez tivesse sido melhor “encostar à parede ou mandar para o Campo Pequeno umas centenas ou uns milhares de contra-revolucionários, eliminando-os à nascença”.

Este Robespierre de trazer por casa, quando afirmou isto em Junho de 1975, era o chefe da mais poderosa força armada em Portugal. Por sinal o mesmo Otelo que em Abril de 2011, tendo o frenesim extremista já só como recordação, declarou alto e bom som: “Se soubesse como o País ia ficar, não fazia a revolução.”

 

Eram tempos irrepetíveis.

Tempos em que a Intersindical – com o Partido Comunista no Governo – espalhava a palavra de ordem “Não à greve pela greve”.

Tempos em que o futuro secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, então secretário de Estado do Trabalho, considerava “verdadeiramente revolucionário” que os portugueses trabalhassem no feriado do 10 de Junho.

Tempos em que o primeiro-ministro pró-comunista Vasco Gonçalves anunciava a intenção de mandar “uma quantidade de gente para um campo de trabalho”.

 

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Não tenho a menor dúvida: este livro será a partir de agora um precioso auxiliar para quem escreve nos jornais, para quem fala nas televisões e nas rádios. Jornalistas, comentadores e decisores políticos, por exemplo, passarão a tê-lo à cabeceira ou na secretária de trabalho.

Andamos bem carecidos de obras como esta, que nos estimulem e revigorem a memória nestes dias da “pós-verdade”, onde milhares de pseudo-sábios garantem não existir qualquer diferença entre facto e treta.

43 Anos e 6 Meses de Má Política é neste aspecto – e muito bem – um livro que rema contra a corrente. Porque se ancora no facto e despreza a treta. Uma triagem que só se tornou possível graças ao olhar atento de um jornalista experiente, habituado a separar as águas, destacando aquilo que realmente se disse ou se escreveu sem dar guarida a mitos, por mais plausíveis que parecessem.

Um exemplo: a célebre frase “Nunca me engano e raramente tenho dúvidas”, atribuída há décadas a Cavaco Silva, afinal é de autor anónimo. Não há registo de que alguma vez Cavaco a tenha proferido.

 

Mas muitas outras aqui desfilam, devidamente comprovadas. Lembrarei algumas, que acabaram por integrar-se na linguagem comum, muito para lá do contexto em que nasceram. "Olhe que não, olhe que não", disse Álvaro Cunhal em 1975. "É só fumaça, o povo é sereno", bradou no mesmo ano Pinheiro de Azevedo, autor de outra frase que tem sido muito citada nas últimas semanas e que talvez por uma questão de decoro não vem incluída nesta antologia.

Esta obra não esquece a “luz ao fundo do túnel” invocada por Mário Soares em 1978 quando solicitou ao FMI o primeiro auxílio de emergência financeira da democracia portuguesa. Nem a necessidade de "apertar o cinto", mencionada também por Soares, em 1984, quando o País estava novamente sob assistência externa. Nem o desbragado optimismo do ministro Braga de Macedo, ministro das Finanças de Cavaco, quando em 1992 anunciou que "Portugal é um oásis".  Ou a platónica garantia dada em inglês pelo recém-empossado primeiro-ministro António Guterres em 1995: "No jobs for the boys." E o que dizer do optimismo socrático do ministro Manuel Pinho ao proclamar urbi et orbi em Outubro de 2006: "A crise acabou"?

 

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Uma segunda edição permitirá certamente colmatar algumas lacunas – poucas – que registei numa leitura atenta.

"Soares é fixe",  que serviu de lema central à vitoriosa campanha presidencial de 1986.

"Esse é um assunto tabu", frase de Cavaco proferida em Outubro de 1994, deixando em aberto o seu futuro como líder do PSD e chefe do Governo. O tabu só seria desfeito só na Primavera seguinte.

Ou a deliciosa rendição de Manuela Ferreira Leite ao diktat de Bruxelas e Berlim: “Quem manda é quem paga.” Isto em Novembro de 2010, quando liderava o PSD e ainda não subscrevia abaixo-assinados para a renegociação da nossa dívida externa, de braço dado com Francisco Louçã.

 

O autor merece parabéns pela quantidade e qualidade do trabalho produzido. Muito mais do que um copioso registo de frases, estamos perante um precioso documento que nos ajuda a perceber melhor quem ao longo de vários ciclos políticos honrou a palavra dada e quem andou a vender gato por lebre.

 

E por falar em previsões, aqui destaco três, igualmente incluídas nestes 43 Anos e 6 Meses de Má Política:

"Vou liderar o PSD nos próximos dez anos", declarou Durão Barroso em Agosto de 1999. Como sabemos, não aguentou sequer metade desse tempo: em Junho de 2002 despediu-se apressadamente da pátria, rumando à presidência da Comissão Europeia sem olhar para trás.

"A minha maior ambição política é não ter ambição nenhuma", assegurou em Outubro de 2003 o actual Presidente da República. Caso para questionarmos onde estaria neste momento o Chefe do Estado se alimentasse alguma ambição…

"Portugal não necessita de nenhuma assistência financeira", afiançou em Janeiro de 2011 o primeiro-ministro José Sócrates. Três meses antes de fazer um apelo quase desesperado às instituições financeiras internacionais para salvarem as nossas contas públicas.

 

Vistas à distância, já quase extinto o calor da polémica, frases como estas ganham um importante carácter documental: deixam de mobilizar o jornalista, passam a interpelar o historiador.

Desde logo porque de previsões falhadas também reza a história. Aqui estão elas, plasmadas neste livro que não nos deixa mentir.

 

Texto que, com pequenas alterações, li ontem na sessão de apresentação do livro, em Lisboa.

 

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43 Anos e 6 Meses de Má Política, de Luís Naves (Contraponto, 2017). 355 páginas.
Classificação: ****

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.02.17

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«Aquele que desespera dos acontecimentos é um cobarde, mas aquele que tem esperança na condição humana é um louco

Albert CamusCadernos II (1964), p. 98

Ed. Livros do Brasil. Tradução de António Quadros. Colecção Miniatura, n.º 162

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Leituras

por Pedro Correia, em 07.02.17

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«A vida é uma sombra que caminha; pobre actor que em pleno palco breve instante se contorce e pavoneia, para nunca mais se ouvir; é uma história contada por um parvo, toda ela som e fúria, mas que nada significa

William ShakespeareMacbeth (1623), p. 128

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2016. Tradução de José Miguel Silva. Colecção Clássicos para Leitores de Hoje, nº. 10

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.02.17

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«A presença da Caixa nos mais variados negócios é o espelho das escolhas de sucessivos governos. "O Governo mandava e a Caixa fazia, não tinha outro remédio", diz quem acompanhou o caso. Os negócios mais ruinosos aconteceram no consulado de José Sócrates, que levou os níveis de utilização da Caixa pelo Governo até ao limite. Porque a história do uso e abuso do banco público começa antes.

Além de participações em grandes empresas, que depois eram dadas como sendo privadas, a CGD financiou guerras entre accionistas no BCP, entrou na promoção imobiliária e nas parcerias público-privadas (PPP), lançou-se sozinha no projecto industrial de La Seda, agora falido, e enveredou - na sua área de negócio - por uma expansão ruinosa em Espanha. Isto se os números do banco no país vizinho reflectirem apenas o que lá se passa, o que não merece consenso.

Os empresários e banqueiros tinham na CGD a ferramenta para serem "donos" de empresas quase sem dinheiro. O dinheiro dos depositantes da Caixa entrava nas empresas como capital e como crédito. Para os governos, era uma maneira de controlar os empresários e banqueiros e de prosseguirem as suas estratégias de poder.»

Helena GarridoA Vida e a Morte dos Nossos Bancos, p. 159

Ed. Contraponto, Lisboa, 2016

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.01.17

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«Raramente se morre por se ter perdido alguém. Creio que se morre mais frequentemente por alguém que não se teve.»

ColetteGigi (1944), p. 138

Ed. A Sangue Frio, Lisboa, 2012. Tradução de José Saramago

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.01.17

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«O homem nasce da mulher e tem / Vida breve. No meio do caminho / Morre o homem nascido da mulher / Que morre para que o homem tenha vida. / A vida é curta, o amor é curto. Só / A morte é que é comprida..

Vinicius de MoraesOrfeu da Conceição (1967), p. 52

Ed. Companhia das Letras, Lisboa, 2016

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Leituras para 2017

por Pedro Correia, em 14.01.17

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Não deixes tudo ao sabor do acaso. Organiza um plano de leitura. Abdica de parte do tempo diário que dedicas a um sem-fim de futilidades. Não espreites mais vídeos de gatinhos nem repliques graçolas alarves nas “redes sociais”. Imagina 2017, no plano cultural, como uma montanha que ambicionas escalar e não como uma ladeira que vais descer.

Elege elevação como palavra de ordem. E nunca esqueças que a leitura será sempre a tua maior aliada neste caminho.

 

Põe de lado uns quantos livros que pretender ler. Coloca-os num lugar acessível, de modo a que consigas espreitar-lhes as capas a todo o momento. Estarão ali, chamando por ti, manhã após manhã, semana após semana.

Canaliza meia hora, todos os dias, do precioso tempo que gastas com aquilo que não interessa para mergulhares numa primeira leitura. Se ela te prender, a meia hora irá ampliar-se quase sem dares por isso. Mas convence-te que terás de concentrar-te nessa meta. Nada se alcança sem um esforço mínimo.

Não escutes aqueles que escutas há anos nas televisões papagueando as mesmas coisas: antes de abrirem a boca já sabes o que irão dizer. Deixa o telemóvel noutra divisão, mostra-lhe que és tu a mandar nele e não ele a dispor de ti. Não caias na tentação de trocar amizades reais por amizades virtuais.

Pensa num livro como um amigo real, disponível a todos os momentos e capaz de te acompanhar nos melhores percursos – aqueles que te abrem horizontes, aqueles que são capazes de fazer de ti uma pessoa com mais cultura, com maior conhecimento, com melhor capacidade de entender os mistérios da vida e desvendar os enigmas do mundo.

 

Organiza uma lista de leituras. Eu já fiz isso, nos primeiros dias do ano. Tenho estes livros à cabeceira, desafiando-me a todo o momento para ir ao encontro deles: O Agente Secreto, de Joseph Conrad, A Cidade e os Cães, de Mario Vargas Llosa, San Camilo, 1936, de Camilo José Cela, O Tio Goriot, de Honoré de Balzac, Batalha Incerta, de John Steinbeck, Revolta na Bounty, de John Barrow, Desconhecidos, de Anita Brookner, O Mundo de Fora, de Jorge Franco, Sartoris, de William Faulkner, Manhattan Transfer, de John dos Passos.

Diz para ti próprio: vou ler mais em 2017. E põe em prática este objectivo. Verás que se concretiza: basta saberes organizar melhor o calendário. A vida é feita de escolhas: prescinde de parte do tempo desperdiçado em irrelevâncias e chegarás ao fim com a certeza de teres aproveitado bem o ano.

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.01.17

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«Todo o homem possui um pouco de força, um pouco de esperança, um pouco de amor. Estes tesouros são como sementes plantadas no coração de todos os homens. Mas aquele que as guarda para si próprio vê-las-á secar e morrer, e então que Deus se condoa deste pobre homem, pois ele nada tem, e a sua vida não vale a pena ser vivida. Mas, se ele der aos outros um pouco da força, da esperança e do amor que possui, verá que as suas reservas são inesgotáveis e que a vida é digna de ser vivida.»

Howard FastSpartacus (1951), p. 265

Ed. Publicações Europa-América, 1961. Tradução de H. Silva Letra. Colecção Ontem e Sempre, n.º 3

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Oxalá 2017 também seja assim

por Pedro Correia, em 01.01.17

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Longe vão os anos em que devorava livros atrás de livros e conseguia ler mais de setenta em cada ciclo de 12 meses. Mas para 2016 a minha meta concretizou-se, entre leituras e algumas releituras voluntárias ou obrigatórias.

Não contabilizo os livros que deixei a meio, aqueles de que só li uns quantos capítulos para efeitos de algum trabalho que tivesse entre mãos ou aqueles a que retornei por episódica curiosidade de leitor nostálgico em busca de fragmentos de um tempo que já não volta. Foram 48, no total.

Média de quatro por mês, exactamente como tinha previsto.

 

Os romances dominaram - característica que mantenho desde a adolescência. Mas houve também conto, novela, ensaio, memórias, teatro, os policiais de que nunca abdico.

Algumas obras-primas da literatura que há muito constavam da minha lista de prioridades: Júlio César e Macbeth, de Shakespeare; Lolita, de Nabokov; Diário de uma Criada de Quarto, de Octave Mirbeau, Revolutionary Road, de Richard Yates. O fabuloso Spartacus, de Howard Fast. Estimulantes romances já deste século: Telex de Cuba (Rachel Kushner), O Segredo dos Seus Olhos (Eduardo Sacheri), Cartas por um Sonho (Ángeles Doñate). 

Umas quantas boas surpresas (Butterfield 8, de John O'Hara; Forrest Gump, de Winston Groom; Mãe, de Pearl Buck; Duelo ao Sol, de Niven Busch). E outras quantas decepções (Os Homens e os Outros, de Elio Vittorini; O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta; Crash, de J. G. Ballard; O Gato e o Rato, de Günter Grass).

 

Foi um ano que me permitiu visitar ou revisitar Kafka, Steinbeck, Camus, Remarque, Vinicius, Chandler, Simenon, Colette, Daphne du Maurier, Oscar Wilde, Rubem Fonseca.

Ou Eça, Lídia Jorge e Manuel Alegre, entre os portugueses.

 

Gostava que 2017 também fosse um ano assim.

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.12.16

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«Quando não se pode dizer nada, os olhares carregam-se de palavras.»

Eduardo SacheriO Segredo dos Seus Olhos (2005), p. 121

Ed. Alfaguara, 2016. Tradução de Vasco Gato

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.12.16

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«Os homens livres não podem impedir uma guerra, mas quando a guerra sobrevém podem lutar e lutam mesmo depois de derrotados. Já os homens escravos, os homens de rebanho, não podem fazer isto, de modo que são sempre os homens de rebanho que ganham as batalhas e os homens livres que vencem as guerras.»

John SteinbeckNoite Sem Lua (1942), p. 174

Ed. Ulisseia, Lisboa, 1955. Tradução de Pedro M. Figueiredo. Colecção Sucessos Literários, n.º 5

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.12.16

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«Nenhum católico abandona Roma sem consequências.»

John O'HaraButterfield 8 (1935), p. 22

Ed. Ulisseia, 1965. Tradução de Daniel Gonçalves. Colecção Série Literária

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.12.16

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«Se não se tem religião na Palestina, duvido que se tenha em qualquer outro lugar. Já não me lembro dos tempos em que vivêssemos sem fé. Na verdade, pouco mais temos para nos amparar

Leon UrisExodus (1958), p. 670

Ed. Publicações Europa-América, 1960. Tradução de Maria Leonor Correia de Matos. Colecção Século XX, n.º 35

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.11.16

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«Um homem culpado não costuma colocar a corda no seu próprio pescoço

Daphne du MaurierA Pousada da Jamaica (1936), p. 176

Ed. Círculo de Leitores, 1993. Tradução de Eduardo Saló

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.11.16

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«Os covardes morrem muitas vezes antes de morrer. O homem de valor só morre uma vez

William ShakespeareJúlio César (1623), p. 73

Ed. Lello Editores, 2007. Tradução de Domingos Ramos

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Leituras

por Pedro Correia, em 12.11.16

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«Nunca vi dinheiro que não fosse sujo nem ricos que não fossem maus

Octave MirbeauDiário de uma Criada de Quarto (1900), p. 33

Ed. Minerva, 1973. Tradução de Adelino dos Santos Rodrigues. Colecção Minerva de Bolso, n.º 20/21

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.11.16

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«O Pessimismo é uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o até o tornar uma lei universal, a lei própria da Vida; portanto lhe tira o carácter pungente de uma injustiça especial, cometida contra o sofredor por um destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho - porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo - se toda a humanidade coxeasse?»

Eça de QueirósA Cidade e as Serras (1901), p. 182

Ed. Bertrand, 2013. Colecção 11x17, n.º 93

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Leituras

por Pedro Correia, em 15.10.16

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"In 1948, normal domestic issues dominated the presidential campaign. Foreign policy did not become a major point because the Republicans did not choose to make it one, for a very good reason. They were very much a part of the existing policies, and more important, they did not think they needed the issue. Out of power for sixteen years, they were now confident, indeed overconfident, of victory; they felt themselves rich in Democratic scandals, and they overestimated the degree of unhapiness in the country. They also underestimated Truman as a political figure."

David Halberstam, The Best and the Brightest (Penguin, 1972)

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.10.16
 

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«Muitas pessoas - é preciso que o saiba  - passam a vida a desejar tapetes preciosos e morrem deitadas nas tábuas do soalho.»

Günter GrassO Gato e o Rato (1961), p. 166

Ed. Publicações Europa-América, 1968. Tradução de Carmen Gonzalez. Colecção Nova Literatura, n.º 2

 

 

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