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Belino Foundation

por Rui Rocha, em 21.05.17

O problema do Zé Sócrates foi a pressa. Com calma e um bocadinho de sorte hoje era Presidente da República. Daqui por uns anos constituía a Fundação e o Estado financiava os Mestrados e os Doutoramentos, os livros do Farinho, as férias da Câncio e das outras gajas, a experiência do fórum democrático em espaço rural na Quinta da Fava, os fins-de-semana para assistir a conferências em Nova Iorque, o blogue do Peixoto, a sede construída de raiz em Lisboa pelo Carlos Santos Silva, os escritórios em Paris, as bolsas de estudo para os filhos do Pedro Silva Pereira, o Mercedes e o ordenado do motorista Perna. Tudo numa boa.

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Les beaux esprits se rencontrent

por Luís Menezes Leitão, em 11.05.17

Sócrates acusa Ministério Público de "caça ao homem".

 

Lula diz-se alvo de uma "caçada jurídica".

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Desejo que tudo acabe bem

por Rui Rocha, em 01.04.17

O Fidel Castro bateu a bota na Black Friday. O George Michael embarcou no último Natal. Envio daqui um abraço solidário ao Zé Sócrates que deve estar a viver este 1 de Abril num estado de enorme tensão.

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Frases de 2017 (10)

por Pedro Correia, em 23.03.17

«Nunca recebi dinheiro de ninguém.»

José Sócrates, 13 de Março

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Sobre o livro de Cavaco

por Rui Rocha, em 18.02.17

Considero o timing e o conteúdo (li em diagonal, saltando de capítulo para capítulo) no mínimo questionáveis. Desde logo, porque nada acrescenta à imagem daquele que parece ser o seu alvo principal. José Sócrates é um trambiqueiro volúvel, manipulador, irascível e perigoso? Obrigado, já sabíamos. Mas, sobretudo, porque é do senso comum que uma troca de argumentos com Sócrates é mergulhar na lama e só serve para dar palco a um cadáver político. Nestes casos, vale sempre a pena ter em atenção o conselho de Mark Twain: nunca discutas com um cretino; ele arrasta-te até ao nível dele e depois vence-te em experiência.

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Parece-me que devemos separar bem os assuntos. Uma coisa são os crimes de que Sócrates é acusado. Outra a diligência ou falta dela que a Justiça emprega na condução do processo. É perfeitamente legítimo que o cidadão Sócrates, se considerar que os seus direitos processuais estão a ser violados, processe o Estado. Depois, a Justiça logo decidirá. Se Sócrates ganhar, apenas peço ao Estado que lhe pague em fotocópias.

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Vocês criticam o homem

por Rui Rocha, em 01.02.17

Mas se isto fosse no tempo do Sócrates, a esta hora o Trump já tinha em cima da mesa uma proposta da Mota-Engil para a construção do muro. Com financiamento do BES e projecto do Siza Vieira.

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Digo eu

por Rui Rocha, em 09.01.17

Convidado a pronunciar-se, José Sócrates declarou que Mário Soares foi fonte de inspiração e motivação das suas acções. São afirmações graves, tanto mais que o falecido já não pode defender-se.

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Imagino a tensão do Sócrates quando chegarmos à véspera do 1º de Abril.

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Coming soon to a Theatre near you

por Rui Rocha, em 31.10.16

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- I don't know what to do, Dom Profano. The Vila Real old geezers have no interest in the book Sundays Male Flour wrote in your name. I just can´t get them on the bus Charles Saints Bramble booked for them! Even if I pointed them a gun they still would prefer to spend their time watching Preço Certo.
- Forget the gun, show them the cannoli.
- I already did, Dom Profano. They didn´t move a damn old finger!
- Don´t worry, Fontane. I´m gonna make them an offer they can´t refuse: codfish cake with Serra da Estrela cheese for all! 

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Frases de 2016 (33)

por Pedro Correia, em 27.10.16

«O António Costa é um líder em formação.»

José Sócrates, em entrevista à TVI, 26 de Outubro

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Espera aí!

por Rui Rocha, em 23.10.16

Não é propriamente uma novidade que o Corporações fosse um blogue a soldo dos interesses de Sócrates? Pois não. Mas já é uma novidade, e não propriamente pequena, que somas avultadas de dinheiro (quase 500k em 10 anos) fossem utilizadas pelo fulano continuadamente em seu próprio benefício político enquanto exercia funções governativas. Onde foi Sócrates buscar esse dinheiro? Já não estamos portanto a falar dos gastos em Paris, das compras do livro ou do amparo do Farinho enquanto lho escrevia, tudo factos que ocorreram depois de Sócrates ter perdido as eleições. O que temos aqui não é já um juízo sobre a conduta de um cidadão comum mas a suspeita fundada de práticas de corrupção para financiamento das manobras de intoxicação da opinião pública de um primeiro-ministro durante o exercício dessas funções.

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Agora a sério. Salvo para o próprio e para meia-dúzia de alucinados que tanto acreditam no fulano como podiam ser prosélitos de uma seita sul-coreana de adoradores da lua em quarto minguante, Sócrates está politicamente morto e passou a interessar (a interessar-nos, reconheçamos todos) pelo mesmo motivo pelo qual a mulher barbuda era a atracção principal das feiras de saltimbancos. As desculpas esfarrapadas para a posse dos milhões que torrou, os hábitos de novo rico, a pose de macho alfa, as mamalhudas resolvidas que iam de férias sem cuidar de saber quem as pagava, os aguadeiros que colocou em lugares estratégicos da administração pública e da Justiça, as tentativas trapalhonas de controlar a comunicação social, as relações turvas com os donos disto tudo por mera coincidência entretanto caídos em desgraça, as teses académicas expresso escritas directamente em língua francesa quando o auto-proclamado autor semanas antes era incapaz de dizer merci bócu, as sucessivas edições esgotadas de livros no país onde a única coisa que se lê é a edição de A Bola de 2ª feira quando o Benfica calha de ganhar ao Domingo, os blogues pagos a tença mensal para trabalhar a meta-mentira de cada mentira que o personagem ia construindo, os próprios nomes dos acólitos (Perna, Mão de Ferro, por amor de Deus!?!?), tudo isto pode não chegar para uma condenação judicial mas é mais do que suficiente para que Sócrates se apresente agora como uma versão pobre, decadente e, sobretudo, muito menos séria do Palhaço Batatinha. Nada disto dá para um Feios, Porcos e Maus à portuguesa porque falta a esta gente até a densidade para darem bons filhos da puta. Tudo somado, quando a poeira assentar, teremos o enredo para um Duarte & Companhia de badamecos de terceira apanha. A questão essencial é todavia outra. O gozo, a verrina, o enxovalho que dirigimos a Sócrates está bem e é higiénico. Diz de nós que mantemos sanidade e sentido comum. Mas e os outros? Aqueles que o acompanharam e que por aí continuam. Os Galambas, os Pedros Silvas Pereiras, os Costas, os apaniguados, os compagnons de route. Os que beberam do fino. Eram cegos, não viam, eram burros, não entendiam, eram oportunistas, não queriam ver? Como podemos continuar a tolerar e a conviver com esta gente?

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Se seguirmos à letra a doutrina desenvolvida por Passos Coelho a propósito do episódio Saraiva ("a obra é dele, não conheço o conteúdo"), José Sócrates é a pessoa ideal para apresentar o seu próprio livro.

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Enquanto já se anuncia um novo best cela

por Rui Rocha, em 08.10.16

Investigação suspeita que Sócrates pagou 100 mil euros a professor para lhe escrever livros.

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The Voice

por Rui Rocha, em 26.09.16

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decoro

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.09.16

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"decoro (ô), s.m. respeito de si mesmo e dos outros; decência; compostura; dignidade; honestidade; vergonha; pundonor; nobreza. (Do lat. decôru-, "que convém")." - Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 6.ª edição

 

Mas será que é preciso ser arguido, acusado e condenado com trânsito em julgado para ter decoro? E vergonha? E senso? É cada vez mais evidente em cada dia que passa que não há um, dois ou três Partidos Socialistas, mas sim quatro. Há o de José Sócrates, há o dos amigos de José Sócrates, que se confunde com o primeiro em função das ocasiões, há o de António Costa e do Governo, que corre atrás das metas do défice e se esforça por cumprir compromissos com toda a gente e mais alguma, e depois há o dos portugueses que se revêem no PS e que não sabem em que PS hão-de confiar.

Oxalá esteja enganado, mas neste momento, se forem todos como eu, quer-me parecer que em nenhum deles. O pior é que nos outros também não se pode confiar.

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A Sorbonne em Lisboa

por José António Abreu, em 19.09.16

José Sócrates é um dos convidados da universidade de Verão do PS Lisboa. Nada mais normal. Desde que não vá fazer algo relacionado com livros...

Aliás, peço desculpa, fui demasiado genérico. No caso de Sócrates, há muitas coisas relacionadas com livros que seriam aceitáveis. Apenas apresentar um, pouco edificante e escrito por um amigo, talvez não o fosse. A menos que o amigo fosse Carlos Santos Silva. Nesse caso, toda a gente entenderia.

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Pela mesma ordem de ideias, suponho que devemos estar agradecidos ao Director do Museu da Presidência pelo cuidado com que guardou as obras em casa.

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Porreiro, pá!

por Luís Menezes Leitão, em 29.06.16

Grande parte dos sarilhos que a União Europeia está agora a atravessar deve-se ao Tratado de Lisboa, que constituiu uma forma encapotada de impor aos cidadãos a mesma Constituição europeia que tinha sido estrondosamente rejeitada em referendo na França e na Holanda. Na altura Sócrates e Barroso alinharam nessa mascarada vergonhosa, através da qual os líderes europeus fizeram questão de tomar os seus próprios cidadãos por parvos. Agora Sócrates, como se nada tivesse a ver com o assunto, escreve um artigo a criticar o défice democrático da União Europeia, a que chama "o desencantamento". Eu chamar-lhe-ia antes "o descaramento". O Tratado de Lisboa foi exigido pelos Estados grandes para lhes permitir manter a maioria no Conselho, mesmo depois das sucessivas adesões de novos países à União Europeia. Sócrates aplicou escrupulosamente a receita que lhe encomendaram e agora queixa-se de défice democrático? Só para rir.

 

O resultado desta cegueira europeia está bem à vista no discurso triunfante de vitória de Nigel Farage no Parlamento Europeu. Descontando a agressividade e os insultos, há uma coisa em que Farage tem razão: o motivo pelo qual os ingleses votaram pelo Brexit foi precisamente pelo facto de lhes terem imposto pela fraude uma união política, sem o mínimo cuidado de assegurar o consentimento dos povos. E agora, perante o falhanço total desse projecto, com a moeda europeia a revelar-se um desastre para os países do Sul, a União Europeia vive em estado de negação, persistindo em nada fazer. E a única coisa que os seus apoiantes têm para dizer é que a integração europeia assegurou 70 anos de paz na Europa. O Império Romano também assegurou 400 anos de paz na Europa e acabou por cair às mãos daqueles que dominava.

 

O projecto europeu de Schumann e Monet sempre assentou na construção da unidade europeia através de pequenos passos. Desde o falhanço da Comunidade Europeia de Defesa em 1953 que se sabe que é um risco enorme avançar precipitadamente em projectos de integração que não têm garantido o adequado consenso. No caso do Tratado de Lisboa sabia-se perfeitamente que não só não havia consenso, como havia uma vontade popular clara no sentido da sua rejeição, como ficara demonstrado pelos referendos negativos à constituição europeia. Avançou-se ainda assim e hoje os resultados estão à vista. Quando se fizer a história do início do fim do projecto europeu é a imagem de cima que ficará. 

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Aldeia da roupa suja

por Rui Rocha, em 20.06.16

Não percebo. A valerem alguma coisa, as razões que Sócrates invoca no artigo de hoje (JN/TSF) são precisamente as que deveriam fazer que defendesse um Inquérito. Se nada fez de censurável, se nada teme, se não interveio, se não deu orientações, se não tem qualquer ligação com Vale do Lobo, se a iniciativa é desastrosa para os seus autores (PSD), se a gestão pública da Caixa é imaculada, então nada melhor que o Inquérito para deixar tudo em pratos limpos. Passe o truísmo, só é possível lavar roupa suja se esta não estiver muito limpa.

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Fernanda diz que estava convencida que o dinheiro era de Sócrates. E a investigação está convencida que o dinheiro era de Sócrates. É provável até que o próprio Sócrates estivesse convencido que o dinheiro era dele. Na verdade, só deve ter "concluído" que o dinheiro era de Santos Silva quando foi detido em Novembro de 2014.

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Sócrates faz bem em ir à inauguração

por Rui Rocha, em 06.05.16

Os conhecimentos sobre túneis nunca são de mais quando um tipo está em risco de ir de cana.

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Frases de 2016 (22)

por Pedro Correia, em 21.04.16

«Eu nunca seria primeiro-ministro sem ter ganho eleições.»

José Sócrates, hoje, em entrevista à Antena 1

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"O FMI? Não tem que enganar."

por Rui Rocha, em 06.04.16

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Não me levem a mal, mas a verdade é que chegamos sempre à mesma conclusão: em Portugal há falta de oportunidades. Veja-se, para não irmos mais longe, o caso de José Sócrates. Vivesse ele no Brasil e a esta hora já tinha ido a ministro.

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Agora as coisas fazem sentido

por Rui Rocha, em 10.03.16

Claro que o homem preferia ficar detido em Évora a passar para prisão domiciliária. Pudera. Quem é que voltaria a casa sabendo que teria de aturar esta tropa? Coitado.

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O pobre Diabo calçava Prada

por Rui Rocha, em 08.03.16

Sou um pobre provinciano que andou na política durante uns anos.

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Dois homens, o mesmo desatino

por Rui Rocha, em 04.03.16

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Se os nossos irmãos brasileiros tivessem dado atenção a tudo quanto se escreveu e disse em Portugal sobre a detenção de José Sócrates teriam aprendido alguma coisa. Já saberiam que essa decisão representa um golpe de estado, que alguém que teve tão altas responsabilidades deve ser convidado a apresentar-se às autoridades, que os cidadãos são todos iguais perante a lei, mas que há alguns que devem tratar-se com diferença, que a detenção só faz sentido para crimes de sangue, que estas situações têm como único objectivo humilhar e ajustar contas (sabe-se lá de quê). E um par de botas. Bastava na verdade terem os irmãos lido com atenção o Miguel Sousa Tavares, a Clara Ferreira Alves ou os Soares pai e filho e estariam avisados. Mas claro. Não estiveram atentos e agora detiveram o Lula em casa, coitados.

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E que tal venderem os direitos de transmissão à NOS?

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.01.16

Não sei se terão convidado Mendes Bota e Passos Coelho para a primeira parte do espectáculo, mas oxalá que em Vila Real de Santo António haja bandeiras, camisolas e fotografias em número suficiente para os autógrafos. E painéis com tradução simultânea para os que atravessarem o Guadiana integrados nas caravanas que chegarão de Huelva, do Rompido, e até de Tarragona e de Burgos, e sei lá mais de onde. A malta adora repetir o refrão das letras.

Com os debates das presidenciais a decorrerem num ritmo alucinante e a época de festivais de Verão a começar já em Janeiro, e logo no Sotavento algarvio, vamos ver se quando chegar o Marés Vivas ainda haverá alguém à tona da água.

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Presidenciais (4)

por Pedro Correia, em 21.12.15

Excelente notícia para a campanha eleitoral de Marcelo Rebelo de Sousa: José Sócrates decidiu criticá-lo, com a autoridade moral e a seriedade que todo o País lhe reconhece. Falta apenas - como cereja em cima do bolo - conhecer a opinião de Carlos Santos Silva, outra personalidade de inegável prestígio na sociedade portuguesa.

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Filho de José Sócrates apanhado a grafitar comboio em Lisboa.

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 16.12.15

«O show televisivo [entrevista a Sócrates] foi o palco do aviltamento de Joana Marques Vidal e do sistema judicial como um todo. Sócrates, cuja deriva histriónica é inegável, fez-nos regressar à democracia ateniense, quando não havia separação de poderes nem processos formais de investigação. Quando a condenação até do mais justo dos heróis da Antiguidade - o general Aristides (530-468 a.C.) - poderia ser induzida por um demagogo, incendiando uma multidão na ágora. Partindo bilhas, e usando os cacos como boletins de voto, no sinistro processo de ostracismo. Um péssimo serviço à democracia que nenhuma guerra de audiências pode justificar.»

Viriato Soromenho-Marques, no Diário de Notícias

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Descubra as diferenças

por Rui Rocha, em 16.12.15

"Pedi ao meu banco um empréstimo para ir viver um ano em Paris. Foi um ano e meio de estudo. Agora recomecei a trabalhar. Acabei de pagar a minha casa e como tinha um passado limpo pedi um novo crédito, que foi concedido".

Março de 2013

 

"O dinheiro que me permitiu viver em Paris foi dado pela minha mãe".

Dezembro de 2015

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Ao que parece, José Alberto Carvalho já terá reconhecido ter sido ele próprio o beneficiário dos empréstimos de Carlos Santos Silva.

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Há dias, deu brado em Espanha uma entrevista do Ministro do Interior, Jorge Fernandéz Diaz, em que este afirmou que tem um amigo imaginário, mais concretamente um anjo da guarda, a que chama Marcelo. Mais informou o Fernandéz Diaz que o dito Marcelo o ajuda a estacionar. Pelo espanto que a coisa causou, vê-se que os espanhóis estão na idade da pedra neste tipo de assuntos. Veja-se, em comparação, o caso de Portugal. Ao que parece, ainda esta noite, um antigo Primeiro Ministro que afirma que um amigo lhe emprestou uns milhões de euros com toda a naturalidade, dará uma entrevista à TVI. Amigos que ajudam a estacionar? Pfff. Estão mesmo muito atrasados. 

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Injustiça!

por Rui Rocha, em 19.10.15

Então o outro empresta-lhe dinheiro, não quis sequer um papel assinado, não sabe quando vai receber, foi "dentro" por causa disso e o melhor amigo é o Soares?

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Afinal estes riem de quê?

por Pedro Correia, em 05.10.15

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Sócrates, os chouriços e o voto

por Pedro Correia, em 04.10.15

Dez segundos em televisão são preciosos, dizem todos os especialistas. Pois hoje a TVI gastou cinco minutos do seu noticiário das 13 horas - entre as 13.19.45 e as 13.24.33 - com a não-notícia da presença de José Sócrates numa bicha de eleitores num stand de automóveis.

A jornalista, enchendo chouriços em sistema de piloto automático, ia debitando frases que constituíam apelos subliminares (e certamente involuntários) numa certa força política enquanto decorria o processo de votação em todo o País: "Durante a campanha eleitoral, ainda antes de começar a campanha oficial, José Sócrates manifestou apoio a António Costa. Recordo que na véspera do primeiro debate entre António Costa e Pedro Passos Coelho, José Sócrates, por escrito, disse que estava ao lado do PS e ao lado de António Costa pela vitória eleitoral. Depois, no próprio dia do primeiro debate televisivo, e único, entre os dois maiores adversários destas eleições, José Sócrates reuniu um grupo de amigos em casa e depois esses amigos, à porta da casa onde se encontra em prisão domiciliária, deram conta de que estava muito entusiasmado com a prestação de António Costa."

 

Valeu o facto de o Presidente da República votar a essa mesma hora, noutro local, para pôr fim ao arrazoado da não-notícia. Mas Sócrates não esteve muito tempo longe dos focos da TVI: voltaria ao telediário entre as 13.26.14 e as 13.28.02.

Balanço global: quase sete minutos de espaço noticioso em sinal aberto num dia com tantos protagonistas da cena política nacional. É obra.

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2011: breve cronologia da crise

por Pedro Correia, em 16.09.15

1. «O cenário de ajuda externa é um cenário de último recurso. Farei tudo para evitar que isso aconteça.»

José Sócrates em entrevista à RTP (segunda-feira, 4 de Abril de 2011)

 

2. «É urgente pedir um empréstimo intercalar já.»

Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo, em entrevista à TVI (terça-feira, 5 de Abril)

 

3. «A notícia é falsa. Não passam de rumores sem fundamento.»

Gabinete do primeiro-ministro, reagindo à notícia do Financial Times sobre um pedido de ajuda de Portugal à União Europeia (manhã de quarta-feira, 6 de Abril)

 

4. «É necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu.»

Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos (quarta-feira, 7 de Abril, 18 horas)

 

5. «O Governo decidiu hoje dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira, por forma a garantir condições de financiamento a Portugal.»

José Sócrates em comunicação ao País (quarta-feira, 7 de Abril, 20.30)

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A vingança.

por Luís Menezes Leitão, em 08.09.15

Já tinha escrito aqui que a tentativa de António Costa de querer evitar que a libertação de Sócrates se misturasse com a campanha do PS não passava de wishful thinking. Na verdade, sempre achei que a ascensão de António Costa a líder do PS, com a ajuda dos socráticos, tinha como objectivo claro o apoio do PS à candidatura presidencial de Sócrates, o que António José Seguro nunca autorizaria. Precisamente por esse motivo, o facto de António Costa ter desligado o PS de Sócrates, a partir do momento em que este foi preso, foi visto por Sócrates como uma traição, à qual este não deixaria de retaliar.

 

Fê-lo precisamente agora com uma irónica declaração de apoio a António Costa. Depois de António Costa ter declarado que não respondia a perguntas sobre José Sócrates já que estava mais concentrado em responder às preocupações dos portugueses, Sócrates responde que está ao lado do PS e de António Costa e que agradece "aos militantes e simpatizantes do PS o apoio e o companheirismo sem falhas que sempre me dispensaram e tanto me sensibilizaram". Há quem possa ver nisto apenas uma indirecta. Para mim, isto é pelo contrário um directo dado por Sócrates em António Costa.

 

Diz o povo que a vingança é um prato que se come frio. Este está a ser servido gelado.

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Legislativas (3)

por Pedro Correia, em 05.09.15

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Foto Sapo Notícias

 

E de repente o País mediático suspende a campanha eleitoral. A eleição legislativa decorrerá daqui a menos de um mês, mas a notícia dominante - direi: quase exclusiva - gira em torno da "libertação" de José Sócrates. No momento em que escrevo, os seus advogados falam em directo em todos os canais informativos e prometem desde já que o seu cliente não irá ficar calado. E a casa onde agora habita não tardará a ser destino de inúmeras romagens de desagravo, oriundas das fileiras socialistas.

Tudo isto constitui um pesadelo acrescido para António Costa. Quanto mais esforços ele faz para retirar Sócrates do horizonte, sublinhando que a justiça e a política não devem confundir-se e que o período governativo que conduziu Portugal ao terceiro resgate financeiro de emergência não está desta vez sob escrutínio, mais o ex-primeiro-ministro impõe a sua presença.

 

"Em questões de ilegalidade absoluta, como é o caso, não há vitórias relativas, mas há derrotas absolutas. E neste caso houve uma derrota absoluta da acusação, do Ministério Público, que finalmente começa a mostrar aquilo que sempre dissemos: este processo não tem sentido, não tem razões sérias, não há factos, não há provas, e ao fim de nove meses não há acusação." Palavras de um dos advogados do antigo chefe do Governo, proferidas enquanto redijo estas linhas.

Este megaprotagonismo mediático, sendo útil ao cidadão José Sócrates Pinto de Sousa, é péssimo para Costa - desde logo por subalternizar a mensagem de alternativa política que o líder do PS pretende levar aos eleitores. Mas também por deixar evidente que nesta corrida às urnas não será feito apenas o balanço da legislatura 2011-15: as duas anteriores, que decorreram entre 2005 e 2011, virão fatalmente a debate pelo simples facto de Sócrates persistir em "andar por aí", como dizia o outro. No critério de avaliação dos eleitores pesará não apenas o confronto entre Costa e Passos Coelho mas uma comparação subliminar entre o ainda primeiro-ministro e o seu imediato antecessor.

Como dizia Lenine, os factos são teimosos. Não adianta iludi-los, por mais forte que seja essa a tentação.

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O dono no lugar do burro

por Rui Rocha, em 15.08.15

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Da edição de 22 de Janeiro de 1876 do Illustrated Police News consta um episódio que terá provocado grande alvoroço entre a população da pacata localidade de Middleton. James Driscott, uma espécie de idiota da aldeia, foi acusado de tratar cruelmente o seu burro. Indignados, os habitantes de Middleton deram-lhe a escolher entre ser apresentado às autoridades ou suportar um outro tipo de punição. Tendo optado por esta última, James Driscott foi obrigado a puxar uma carroça pelas ruelas de Middleton durante várias horas. Confortavelmente instalado na carroça esteve, durante todo o tempo que durou a peregrinação, o burro de Driscott. Cerca de 140 anos mais tarde, num pequeno país do sul da Europa, o advogado de José Sócrates declara que o seu constituinte vai começar a pagar a Carlos Santos Silva a dívida que contraiu junto do amigo. O velho Marx tinha razão: a história repete-se como farsa. Na tentativa de evitar prestar contas à Justiça, Sócrates sujeita-se a passear Carlos Santos Silva de carroça.

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A campanha já começou

por Pedro Correia, em 04.07.15

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 Imagem O Insurgente

 

Tenho de aplaudir a nova estratégia de comunicação do PSD: espalhar pelo País cartazes com a fotografia de Sócrates. Não há propaganda mais eficaz que esta.

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Jornalismo (ou talvez: «jornalismo»)

por José António Abreu, em 01.07.15

Por esta razão não houve lugar a réplica ou contraditório, apesar de algumas das afirmações o exigirem. O texto final foi manuscrito por José Sócrates, datilografado fora da cadeia e regressou às suas mãos para sucessivas revisões. A versão definitiva acabou por chegar ontem, ao fim da manhã.

TSF, sobre a «entrevista» a José Sócrates realizada em conjunto com o DN. Duas questões: foi mesmo ele quem escreveu o texto? E quantos exemplares do jornal foram comprados pelos seus amigos e familiares?

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Frases de 2015 (24)

por Pedro Correia, em 30.06.15

«É muito frequente ser difícil distinguir o discurso da responsabilidade do da covardia e da rendição.»

José Sócrates, hoje, em entrevista ao DN e à TSF, numa evidente farpa dirigida a António Costa

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