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Da Eternidade

por Francisca Prieto, em 04.05.16

Senhora idosa, para cima de oitenta e tal anos, na caixa do banco: "Preciso de fazer uma transferência para a minha sogra".

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Questão de idade?

por Helena Sacadura Cabral, em 04.03.15

 Mulheres mais velhas3.jpeg

Se um homem mais velho casar com uma mulher mais nova, toda a gente considera normal. Se, ao invés, uma mulher mais velha casar com um homem mais novo, muita gente ainda fica surpreendida. E, até, nalguns casos, chocada. Porquê? O que é que justifica a reacção negativa?

Em certos países esta opção é já bastante comum entre as chamadas “famosas”, que não costumam preocupar-se muito com a diferença etária, dado o estatuto especial de que gozam. Todavia, longe dos holofotes, muitas mulheres não hesitam e namoram rapazes mais novos. São elas que conhecem as vantagens e os inconvenientes que a diferença de idade pode trazer a um relacionamento. 

Do ponto de vista sexual, na cama, a diferença de idade não importa muito, dizem os clínicos. Quem já passou por isso, limita-se a afirmar que “que basta ambos quererem e tudo será muito bom”.

O problema pode surgir no dia a dia em que as coisas não são assim tão simples". Hoje já muitas mulheres de 40 anos preferem homens que tenham, no máximo, a mesma idade delas.  Porque são independentes e entendem que não têm por missão ficar em casa a aturar as vicissitudes de um marido mais velho.

Ora é aqui que reside o cerne da questão. Antigamente o homem mais velho era o garante da sobrevivência da mulher. Para muitas, para cada vez mais isso já não é válido. Ora se assim é, que justificação pode haver para censurar uma relação em que o homem seja mais novo que a mulher?

Acresce que se a menopausa pode trazer ao sexo feminino problemas clinicamente solúveis, eles não são, nos dias que correm, menores nem maiores do que aqueles que surgem no sexo masculino da mesma idade...

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O sexo e a idade

por Helena Sacadura Cabral, em 27.10.14

Sexo depois dos 50.jpeg

O Supremo Tribunal Administrativo reduziu o valor da indemnização que a Maternidade Alfredo da Costa terá de pagar a uma mulher que ficou impedida de voltar a ter relações sexuais com normalidade depois de ali ter sido operada há já 19 anos. Um dos argumentos invocados pelos juízes, com idades entre os 56 e os 64 anos, foi o de que a doente “já tinha 50 anos e dois filhos”, isto é, “uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança”. 

Abstenho-me das considerações clínicas que negam esta realidade. Vou directa ao que estava em discussão : a perda de um direito de personalidade. E relativamente a estes - nos quais a sexualidade se integra - nenhuma destas considerações tem qualquer relevância. 
A idade da lesada e a referência ao facto de ser mãe de dois filhos poderiam ser importantes se o que estivesse em causa fosse uma indemnização por perda da capacidade de reprodução. Não era manifestamente o caso. Nem tão pouco faz qualquer sentido, no século XXI, associar a maternidade à sexualidade. 
Curiosamente um dos magistrados pertence ao sexo feminino e, confesso, não sei o que terá sentido ao ver este retrato. Quanto aos homens e a atendendo às suas idades, sinto um calafrio só de pensar no que esta “avaliação” poderá dizer das suas próprias vidas...

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A idade não perdoa

por Teresa Ribeiro, em 18.02.14

André Jordan, que há dias deu uma grande entrevista ao Expresso, é um empreendedor como eles gostam. Soube, ao longo dos 43 anos que gere a Quinta do Lago, interpretar a tempo as tendências do mercado, como eles gostam. E é por isso que continua a ser um caso de sucesso, criando postos de trabalho, que é o que interessa para fazer a economia funcionar. Exactamente como eles gostam.

Seria um exemplo a seguir não fosse o caso de já estar velho e de pensar como um velho. Alegando conhecer bem o país, diz que "acabar com o Estado social é um erro brutal até por causa da economia". "Se transformarmos as pessoas apoiadas em pobres oficiais, isso vai afectar negativamente a economia", explica. "Também não podemos", adverte, "dar poder a pessoas que têm a desumanidade de defender isso e acham que ser ultraliberal é chique".

E vai por aí fora, a falar como um socialista subsídio-dependente. Como é possível ser-se um empreendedor, mais do que um empreendedor, um visionário, conhecer bem o país, dizer que o ama, alcançar o sucesso e não ter um pensamento liberal?! Afirmar que "o Estado social é a maior conquista da civilização europeia" e que acabar com ele "seria um retrocesso civilizacional irreparável" é, num homem com o seu perfil, verdadeiramente patético.

Mas enfim, temos que lhe dar o desconto. Isto é da idade.

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O prazer dos "enta"

por Helena Sacadura Cabral, em 21.08.13


Nestas férias tenho relembrado, a títulos vários, coisas do meu passado. Talvez porque ando a rasgar o que não quero que cá fique depois de eu partir. 

Hoje dei com uma carta que o meu filho Miguel me escreveu, por ocasião dos seus 50 anos, depois de uma festa de aniversário que juntou só duzentos amigos. Os que ele considerou terem sido as pessoas mais importantes desse seu meio século de vida, pais e  irmãos incluídos, e Tito Paris a cantar as suas maravilhosas canções.

Infelizmente, ele não viveu o tempo suficiente para dizer, como eu digo, que "o mais importante da minha vida - à excepção dos filhos - me aconteceu depois dos cinquenta". Nada, mas absolutamente nada do que foram as duas décadas anteriores valerá, alguma vez, o que me trouxeram as duas décadas que se lhe seguiram.

Talvez eu seja caso único, mas nem a peso de ouro voltaria aos trinta ou aos quarenta. Nesses anos só aprendi. Depois dos cinquenta, vivi!

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