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Então e a indústria de Hollywood? Tão avançada, tão progressista, tão activista, tão pelos direitos, tão pelas minorias, tão anti-estereótipo, tão anti-Trump. E depois, vai-se a ver e é na própria cerimónia dos Óscares que se perpetua a discriminação de género. Um Óscar para o melhor actor e outro para a melhor actriz? Porquê? O que é que a Academia quer dizer com isso? Acaso as mulheres não seriam capazes de ganhar aos homens se concorressem na mesma categoria? É isso? É o contrário? E os intergénero? Onde está o Óscar para os intergénero? Pelo Óscar unificado para o melhor desempenho sem discriminação de género, já! E, se for preciso, com quotas, para evitar abusos. E, já agora, o Óscar para o melhor desempenho animal? O PAN não diz nada? Mas que vergonha é esta? E os preocupadinhos com o brinquedo para meninos e para meninas do McDonald´s? Onde é que andam?

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Kirk Douglas: e vão cem

por Pedro Correia, em 09.12.16

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Conheço poucos actores que tenham protagonizado tantas  obras-primas dos mais variados géneros - do épico ao negro, da comédia ao drama, do western ao filme de aventuras.

Na tela foi Van Gogh, Ulisses, Doc Holliday, Ned Land, o general Patton. Entrou num dos melhores noirs de sempre (O Arrependido, 1947), na mais genial sátira do jornalismo (O Grande Carnaval, 1951), numa assombrosa viagem aos bastidores de Hollywood (Cativos do Mal, 1952), numa fabulosa película anti-guerra (Horizontes de Glória, 1957).

Filmou com quase todos os grandes mestres - Vincente Minnelli, Billy Wilder, Elia Kazan, John Huston, Robert Aldrich, Stanley Kubrick, William Wyler, John Sturges, Henry Hathaway, Anthony Mann, Joseph L. Mankiewicz, King Vidor, Stanley Donen, Otto Preminger.

Foi também um homem sem medo, na vida como nos filmes: rompeu com a lista negra de Hollywood que marginalizava profissionais talentosos por motivos políticos, contratando o proscrito Dalton Trumbo como argumentista de Spartacus, longa-metragem que interpretou e produziu em 1960.

Kirk Douglas, lenda viva do cinema e nosso colega da blogosfera, festeja hoje cem anos: tantas décadas depois, ainda nos concede o privilégio de permanecer connosco. Atento espectador entre milhões, daqui lhe presto uma reconhecida e grata homenagem.

 

Leitura complementar:

Kirk Douglas at 100: a one-man Hollywood Mount Rushmore, no Guardian.

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Tudo explicado

por Rui Rocha, em 20.09.16

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Há festa em Hollywood

por José Navarro de Andrade, em 28.02.14

 

Durantes as próximas horas metade da comunicação social vai perguntar à outra metade quais são as suas previsões para os Óscares.

Personalidades-de-reconhecido-valor serão interrogadas por microfones ansiosos e debitarão opinativamente acerca da “celebração do cinema”, as “virtualidades de Hollywood”, ou o “apogeu da narrativa ficcionada”. Haverá quem esteja contra (“repensar o imaginário veiculado pela cultura [imperialista] americana”) ou a favor (“o potencial eufórico da cultura cinematográfica”). Lá mais para o fim, caso seja necessário encher o ar televisivo, serão recolectadas as pungentes opiniões de Carlos Mané, Paula Bobone, ou Marcelo Rebelo de Sousa. Certo será que ninguém desperdiçará a oportunidade de se elevar à posição de oráculo, prevendo os resultados dos Óscares, com pose de meteorologista a explicar a evolução do anticiclone dos Açores.

Por mim, só tenho pena de já fazer uns anitos que não ponho os pés no Ivy’s, na Robertson (“Get shorty” – “Jogos quase perigosos”), onde o pessoal da indústria bisbilhota e conspira durante o brunch; nem tenho frequentado o Dan Tana’s, em West Hollywood, observando os produtores serrarem bifes e roerem charutos, e cujos empregados são todos potenciais figurantes de um filme de wise guys. E sobretudo deploro nunca ter recebido um convite para a imprescindível festa da Vanity Fair, que  anda com tenda às costas desde que o Morton’s fechou.

Mas quem quiser espreitar como funcionam os sindicatos de voto nos Óscares, visione ou revisite, o 7º episódio da 6º temporada de “Sopranos”, intitulado “Luxury Lounge”, no qual o instável Imperioli/Moltisanti de visita a Hollywood, percebe que as vedetas de Los Angeles têm mais borlas com menos esforço do que os pobres mobsters de New Jersey. Certificam esta informação os sarcásticos cameos de Ben Kingsley e Laureen Bacall nesse episódio.

Conheci um jornalista português que foi à cerimónia dos Óscares. E o que aconteceu foi terem arrebanhado a malta de jornalistas, e depois de lhes oferecerem o biscoito de uns minutos passados na orla da passadeira vermelha – na qual os repórteres são parte fundamental do cenário e da festa, acrescentando-lhe excitação, barulho e flashes – conduziram-nos pressurosamente para uma sala nas catacumbas do Kodak Theater (hoje rebaptizado com o naming de Dolby Theater) onde puderam ver o show… pela televisão. Na verdade o meu amigo esteve lá, pode dizer que respirou o ar elétrico de Hollywood, mas viu exatamente o mesmo que eu vi, sentado num sofá a 8 fusos horários de distância.

Aliás, nem a maior parte dos convidados e participantes para a gala assistem ao espectáculo, pois, como é sabido, passam a maior parte do tempo a tagarelar, a conviver e, sobretudo, a beber dry martinis nos bares do cinema, enquanto as suas cadeiras são preenchidas por um batalhão de figurantes de smoking, que asseguram o aspeto da sala cheia durante a transmissão. As vedetas, mais que os restantes (noblesse oblige…), só estão realmente sentadas no anfiteatro os curtos momentos em que as vemos presentes.

Lamentavelmente não sei quem vai ganhar os Óscares, mas vou-me divertir imenso este fim de semana à custa deles.  

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Eurico vs William

por Marta Spínola, em 20.01.13

Ao ler ali o post do Pedro, lembrei-me que quando vi o Braveheart achei que uma adaptação - hollywoodesca, o mais possível, assumo tudo - do "nosso" "Eurico, o presbítero", tinha tudo para superar aquele filme (de que gostei muito aliás).

Não uma versão europeia, não discuto a qualidade, mas gostava de ver Hollywood pegar em Herculano e fazer uma coisa em grande. O drama de Eurico bate aos pontos o de William Wallace na minha opinião. Só não há kilts, não faz mal. 

Não tive uma relação fácil e imediata com este romance. Primeiro estranhei-o, como tanta gente. Mas depois de passar a estranheza, foi sem dúvida o meu livro favorito do programa do liceu. 

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