Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Tudo como as mães, menos celebrar missa

por Rui Rocha, em 09.05.15

Depois de há uma semana ter mostrado ao mundo como se pode instrumentalizar de forma cretina o drama de uma criança para promover uma cruzada, o Padre Portocarrero de Almada decidiu agora dedicar uma crónica ao tema da exploração das mulheres trabalhadoras. O cerne da questão estará, na palavra do bondoso sacerdote, na hostilidade e desconfiança com que as entidades patronais encaram a maternidade. Está bem visto e é verdade. Aliás, se dúvidas houvesse, aí teríamos o exemplo das irmãzinhas dos conventos do Estado do Vaticano que, afastadas que estão da condição da maternidade por chamamento e voto de castidadade, gozam de imediato de uma assinalável paridade de tratamento face aos bispos, arcebispos e cardeais purpurados. Percebe-se assim o notável grito do padre tão pio em favor das mulheres: que as mães possam ser tudo o que quiserem profissionalmente e que as suas filhas possam fazer tudo, como as mães. Tudo menos, naturalmente, celebrar missa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O Varoufakis é que é o hipócrita

por Rui Rocha, em 14.03.15

varoufakis.jpgTendo em conta as reacções que a foto-reportagem do Varoufakis está a gerar em Portugal, mais parece que o ministro das finanças grego vive num duplex de cobertura feito contra o parecer da câmara de Atenas. Ou que se esqueceu de entregar as contribuições para a segurança social durante vários anos. Ou que o piano e o vinho branco foram pagos por um amigo ligado ao sector da construção. Não sei, digo eu.

Autoria e outros dados (tags, etc)

As anedotas do Papa Francisco

por Rui Rocha, em 14.03.15

1 - Sabe como se suicida um argentino. Sobe o seu próprio ego e atira-se.

2 - Um mundo em que as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril.

 

De partir a tabuleta a rir, não? E tu, Maria das Dores... De qual gostaste mais?

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Desassombro da morte

por João André, em 27.08.13

Quem me lê compreende certamente que eu não tinha qualquer simpatia para com António Borges (isto para ser diplomático). Não é no entanto para falar dele que eu escrevo. Aquilo que me pergunto é se farão sentido as declarações politicamente correctas que costumam aparecer que nem cogumelos depois de uma chuvada assim que determinadas figuras públicas morrem.

 

António Borges é uma caso desses: deverei eu temperar a minha antipatia por ele ter morrido? Não terá António Borges suficientes admiradores, fãs, amigos ou outros que lhe defendam a vida ou o trabalho? Ou, para usar um oposto, deveriam os adversários de Álvaro Cunhal, que sempre se opuseram ao seu estilo e às suas ideias, passar a enaltecer a sua intelectualidade e firmeza para evitar ofender aqueles para quem ele era um exemplo?

 

Há obviamente casos de pessoas cuja morte nos deixará satisfeitos. Duvido que haja poucos que não tenham ficado satisfeitos com a morte de Bin Laden (poderemos questionar muita coisa, mas o mundo está melhor sem ele). Mas, fora a tragédia pessoal que será sempre uma morte (para família e amigos, para começar), teremos mesmo que procurar razões para lamentar a morte de alguém cujo trabalho em vida nós detestámos?

 

Penso que uma das melhores formas de enfrentar a morte (que chegará a todos) é o desassombro. Se elogiámos, elogiemos ainda. se criticámos, continuemos a criticar. E lembremo-nos sempre que, apesar dos outros morrerem, há sempre outros para os seguir.

 

PS - muitas pessoas que não gostavam de António Borges lembram agora esta "entrevista". Uma única nota: isto é (na minha opinião) exemplo de mau jornalismo, de um conceito de entrevista feito para o espectáculo, onde os entrevistados têm que ir sofrer. Subscrevo um conceito de entrevista que uma vez ouvi (não me lembro a quem): o entrevistador deve colocar as perguntas, sempre pertinentes (e não necessariamente difíceis) mas a esmagadora maioria do tempo da entrevista deve ser preenchida com o que o entrevistado diz. Até tenho simpatia para com as posições do entrevistador (na entrevista), mas nenhuma para com o estilo.

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro


Apoie este livro.



Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D