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Novas Fronteiras

por Rui Herbon, em 04.07.14

A geografia e as ideias voltam a cruzar-se na História. As fronteiras foram sempre muros imaginários de contenção dos outros: dos bárbaros, dos inimigos, dos supostamente maus. As guerras começam quase sempre por ideias introduzidas em pequenos núcleos de influência que vão estendendo as suas mensagens de ódio ou intransigência às massas, que se entusiasmam facilmente com o novo e com o que promete resolver todos os problemas.

  

A História é geografia, dizia Bismarck, artífice da unidade alemã de 1870 após ter vencido três guerras: contra a Áustria, a Dinamarca e a França. É uma ironia histórica que a unidade alemã tenha sido declarada no palácio de Versalhes depois da vitória na guerra franco-prussiana. As ideias que se transformam em ideologias acabam sempre ameaçando estados vizinhos ou fazendo surgir novos nacionalismos em velhos países.

 

Mas a geografia resiste a sucumbir à globalização. A globalização não tende a criar um estado global, antes impulsiona tendências secessionistas em estados onde há poucos anos esses movimentos não se verificavam — repare-se nos casos da Escócia e da Catalunha. O mundo caminha para grandes transformações nas formas de organizar-se e governar-se. Estas mudanças costumam ser precedidas de grandes tensões sociais.

 

O direito à auto-determinação que começou a aplicar-se genericamente ao caírem o sultão otomano, o kaiser alemão, o czar da Rússia e o imperador austro-húngaro, foi precedido por grandes confrontações bélicas na Europa. Depois da Grande Guerra nasceram os novos países que haviam estado sob o controlo e o domínio dos impérios caídos.

 

Tudo indica que vivemos tempos de grandes transformações sociais, políticas, económicas e de costumes. No fim do processo nascerá uma nova situação, talvez uma nova ordem. O que interessa saber são os custos individuais e colectivos até a geografia desenhar novas fronteiras.

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Gibraltar é ilha

por Pedro Correia, em 16.07.09

"A visita do ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol a Gibraltar, prevista para 21 de Julho, continua sem confirmação oficial das autoridades da ilha, devido a divergências nas negociações sobre cooperação marítima e ambiental."

Lusa (15 de Julho, 15h10)

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