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Derrubar o Bloco

por Pedro Correia, em 15.04.16

Imagino as senhoras deputadas bloquistas indignadíssimas com o nome do próprio partido, que viola a "igualdade de género". Há que combater esta chocante linguagem sexista: é fundamental derrubar o Bloco.

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Parecendo que não

por Rui Rocha, em 15.04.16

Ramalho Eanes sempre foi um político avançado para o seu tempo. Já na década de 70 do século XX dizia "igualdade de génere" para evitar certas merdas.

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Não sei

por Rui Rocha, em 01.03.16

Mas se calhar o McDonald´s também devia pensar em acabar com o Happy Meal. Parece-me ofensivo para os que estão tristes. E com o Big Mac. Pode causar angústia às pessoas pequenas. E com o McRoyal que pode fazer azia aos republicanos. E com a salada César que pode provocar saudades às Cleópatras.

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Amigos, amigos, ensinos à parte

por Laura Ramos, em 03.01.13

Tenho filhos crescidos. Senão, arranjaria a maneira de retomar uma pequena luta e empenhar-me-ia em contaminar os decisores (pais e professores) para as evidências demonstrativas que movem a European Association Single Sex Education (EASSE).
É verdade. Confesso que exulto quando vejo confirmados, de maneira autorizada, os juízos que a experiência me fez construir acerca das desvantagens do ensino misto, passada que está a era da desigualdade de oportunidades educativas e do apartheid social que levava a separar meninos e meninas, por causa do temor de enrolanço fulminante entre as partes ou dos funestos efeitos do seu livre convívio na paz das famílias e das paróquias em geral.
O assunto é interessante. Mas nunca alimentei qualquer disposição apriorística para ele até aos dias em que tive de assumir o papel de mãe-educadora, vagamente a contra gosto (mas alguma vez os meus ascendentes meteram o nariz na minha vida escolar? Tempos idos.)

Digo-vos que era um título difícil: aguentar aquelas reuniões de pais, ouvir os longos discursos circulares dos progenitores carenciados de tempo de antena, radiantes por encontrar uma plateia caída dos céus. Ou, pior ainda, suportar a apologética estafada, óbvia e tantas vezes medíocre dos directores de escola, sentindo que confundiam claramente a prática com a prédica, o sujeito com o objecto, a realidade com a ficção.

A maior parte das vezes calei-me: “piquei o ponto” para não prejudicar a prole por delito de ausência; bichanei com alguns outros sofredores cépticos e afins; e saí irritada com a perda do meu precioso tempo.
Depois, quando em casa cumpria o meu papel e me empenhava em levar os filhos pelos trilhos certos (os seus e muito seus próprios trilhos), esbarrava nas provas constantes de um ensino desajustado do intelecto masculino e de uma avaliação voltada para parâmetros monocórdicos, sem imaginação, eivados de vícios. Errados, já não tinha dúvidas.

Salvo honrosas excepções, lembrarei sempre aquela força magnética negativa dos gabinetes dos directores de escola, ou de turma, convertidos em cenário de encontros difíceis entre mães ou pais dos rapazes - é claro, muito dotados mas sempre ao contrário da batuta -a contrastar com a paz celestial das breves reuniões - toantes e consoanantes - dos abençoados progenitores das meninas...

Afinal tínhamos razão.

Longa vida à EASSE.

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Educação perversa

por Laura Ramos, em 25.02.11

 

No Jornal i, verdades velhas.

Bem conhecidas de qualquer mãe de filhos-homens, que tenham vivido a fase pré-escolar e o ensino básico aí pelos anos 90 e pelos primeiros anos deste século.
Só agora é que lá chegaram?
Quando eu me embrenhava na vida escolar da descendência, até aos mínimos pormenores, já então não podia evitar o  distanciamento crítico e aperceber-me dessa evidência que era a feroz feminização do ensino, na tenra idade em que se molda a personalidade dos homens e das mulheres, no seu diário de sucessos e insucessos.
E eu, que cresci num tempo em que persistiam, bem potentes e injustas, as  résteas sexistas  do sagrado direito à concorrência desleal masculina, vi-me mãe-investida-em-advogada-do-diabo, a  insurgir-me contra um sistema de aprendizagem e de avaliação totalmente dominado pelo modelo de comportamento feminino, onde os rapazes não encontravam espaço cognitivo nem  re-cognitivo.
Há dez anos atrás, numa daquelas penosas reuniões de escola, gostava de ter tido à mão este artigozinho para acenar à maioria dos pais estupefactos perante mim, quando tentava insinuar assertivamente esta realidade.
A ideia era influir no processo em curso nas aulas e sensibilizar os responsáveis para esta pequena grande perversão involuntária.

Mas é claro que o quorum foi escasso e ficou tudo na mesma.

 

(Nota: escrevi isto há um ano, a propósito disto, e assim o assunto vai andando a ritmo de caracol... Agradeço o link do i.)

 

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