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Ele viu o futuro, brothers

por Rui Rocha, em 29.12.16

Freitas do Amaral revela hoje, na Sábado, as suas ideias para mudar Portugal. Mas se não gostarem, Freitas está inteiramente disponível para apresentar outras.

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Frases de 2015 (51)

por Pedro Correia, em 25.10.15

«Não acredito nas sondagens, o António Costa vai ganhar.»

Freitas do Amaral em Guimarães, 27 de Setembro

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De vento em popa.

por Luís Menezes Leitão, em 09.09.15

Freitas do Amaral apoia António Costa. Portanto, o antigo nº 3 do primeiro governo de José Sócrates declara apoio ao antigo nº2 do primeiro governo de José Sócrates. Ontem António Costa já tinha tido uma declaração de apoio do antigo nº 1 dos governos de José Sócrates. Relativamente à recolha de apoios de antigos membros dos governos de José Sócrates, António Costa vai assim de vento em popa. Só naqueles que não integraram os governos de José Sócrates é que a coisa está um pouco mais complicada.

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Twilight zone (parte 2)

por Pedro Correia, em 26.02.15

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«Eles [governo grego] recuaram muito, mas a Alemanha recuou muito mais. (...) Conseguiu dobrar a Alemanha, que não queria nenhum acordo e foi forçada a engolir. (...) Terminou a austeridade pura e dura [na Grécia].»

Freitas do Amaral (ontem, na Grande Entrevista da RTP Informação), comentando a decisão do Eurogrupo de estender por quatro meses a assistência financeira à Grécia sob a condição de Atenas manter o programa de austeridade

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Tudo e o seu contrário

por Pedro Correia, em 24.10.14

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Eu sabia que ainda haveria de ouvir um dia Diogo Freitas do Amaral aplaudir uma proposta do Partido Comunista.

Sim, refiro-me ao político que em 1974 fundou o CDS e votou em 1976 contra a Constituição da República, chegou a receber o rótulo de "homem mais à direita de Portugal" e foi arrasado por Mário Soares no debate da segunda volta das presidenciais de 1986 com estas palavras esmagadoras: "Eu não tenho dúvidas em reconhecer que o Dr. Freitas do Amaral é democrata, embora não tenha feito nada pela democracia."

 

Aconteceu quarta-feira à noite, numa entrevista concedida à RTPi e conduzida pelo jornalista Vítor Gonçalves. Ultrapassando o PS pela esquerda, Freitas aplaude agora os comunistas. Tal como o PCP, também ele preconiza a intervenção do Estado na PT, empresa privada, salientando que o mesmo já devia ter ocorrido no Espírito Santo: o melhor, garante, seria recapitalizar o banco falido com o recurso a seis mil milhões de euros do empréstimo da troika.

Para isso, invoca um artigo da Constituição de 1976 que autoriza a intervenção do Estado na gestão de empresas privadas, à revelia da vontade dos accionistas. A mesma Constituição contra a qual ele votou.

Tudo nacionalizado, portanto, proclama o Freitas do Amaral de 2014, contrariando o Freitas do Amaral de 1974. Beneficiando a irresponsabilidade dos gestores privados ao assegurar-lhes o direito automático à rede protectora do Estado. E adoptando a receita posta em prática com o BPN. Com os contribuintes a pagar mais e mais e mais e mais.

Suporíamos que para financiar isto o fundador do CDS pediria mais sacrifícios fiscais aos portugueses. Afinal não: Freitas protesta até contra o eventual aumento da carga fiscal para o próximo ano.

 

Mais encargos para o Estado suportados por menos receita: eis uma verdadeira quadratura do círculo. Que espantaria vinda da boca de outro político mas já não surpreende por vir de Freitas do Amaral, que nos habituou a defender tudo e o seu contrário.

O mesmo homem que, tendo sido ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros do primeiro executivo de José Sócrates, veio acusá-lo de "falta de cultura democrática" durante a campanha para as legislativas de 2011.

O mesmo homem que em Outubro de 2011 elogiava a "capacidade de concretização" de Passos Coelho, obreiro de "mais reformas em cem dias" do que o anterior executivo em três anos, e agora se indigna porque os membros deste governo "não conseguiram fazer nada".

O mesmo homem que na Primavera de 2011 saudava o programa da troika como "um mal necessário" que permitiria ao País "respirar durante dois anos pelo menos", e hoje se exaspera contra os "travões a fundo" da austeridade.

O mesmo homem que, durante mais de uma década à frente do CDS, viu o partido ser parcialmente financiado por generosas doações da CDU alemã, através da Fundação Konrad Adenauer, e hoje clama contra a chanceler germânica, pertencente à mesmíssima CDU, com palavras reveladoras de um fino pensamento estratégico: "A Europa só muda no dia em que a França der um murro na mesa para a Alemanha perceber que está a ficar isolada. E a Alemanha o que mais detesta, desde a II Guerra Mundial, é sentir-se isolada."

Igual a si próprio - ou seja, sempre diferente. De entrevista em entrevista.

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Paradoxos de Abril

por Pedro Correia, em 22.04.14

 

1. Um enrouquecido Freitas do Amaral denuncia as "tentativas de ataque à Constituição" contra a qual ele próprio votou em Abril de 1976.

 

2. Um enrouquecido Freitas do Amaral insurge-se contra o Governo "mais à direita" dos últimos 40 anos depois de ter fundado o partido mais à direita do espectro parlamentar.

 

3. Um enrouquecido Freitas do Amaral apela ao povo para manifestar "reprovação total" ao Executivo cuja "capacidade de concretização", na opinião de um seu homónimo, permitiu lançar "mais reformas" em Portugal nos primeiros cem dias do que nos três anos anteriores.

 

Foto: Jornal de Negócios

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Antifascismo 'rétro'

por Pedro Correia, em 21.04.14

Quarenta anos depois, estreando cravo vermelho na lapela, Diogo Freitas do Amaral fez hoje um corajoso discurso antifascista no palco do Teatro D. Maria II. Denunciando o "lápis azul" da censura num "país fechado", de "partido único", em que os políticos da oposição eram presos e "a industrialização era tida como perigosa para a moral e os bons costumes".

Este discurso do homem que em 1976 votou e levou a sua bancada parlamentar a votar contra a Constituição da República na Assembleia da Constituinte pareceu-me interessante, mas algo desajustado no tempo. Vindo de onde veio, chegou simplesmente com quatro décadas de atraso.

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Profetas da nossa terra (2)

por Pedro Correia, em 14.04.14

«Redução do número de freguesias levaria a uma Maria da Fonte, levaria a centenas.»

Freitas do Amaral, 12 de Novembro de 2010

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Lembrei-me hoje bem cedo, enquanto caía o granizo: fez agora um ano, na noite de 15 de Janeiro de 2013, surgia em nossas casas, por cortesia da TVI, um senhor de cabelos brancos e olhos muito abertos, assustado e assustando com palavras que soavam a dobre de finados. Em entrevista conduzida por Judite Sousa, o professor Freitas do Amaral trocou por largos minutos a gravitas de catedrático pelo alvoroço do decifrador de conjunturas astrais, profetizando épicas pragas bíblicas sobre os frágeis ombros dos portugueses.

 

Disse nada menos que isto:

«[Em 2013 haverá] um agravamento muito grande da espiral recessiva.»

«O ano de 2013 só terá comparação, em dificuldades e perigo, com o de 1975.»

«A crise do sistema político português pode pôr o poder na rua.»

«Entre Abril e Junho/Julho, com a recessão a piorar, surgirá um tal sentimento de indignação que força o sistema político a reagir.»

«A hipótese mais provável é que o Presidente da República dissolva o parlamento.»

«É inevitável que haja eleições entre Abril e Setembro.»

«O PS tem grandes hipóteses de sair vencedor dessas eleições.»

 

Crédulo que sempre sou perante a doutrina dos eminentes vultos nacionais, anotei meticulosamente numa sebenta o que o ilustre professor entendeu proferir nessa noite memorável, bebendo-lhe a sapiência. E à sebenta fui regressando, 2013 adiante, para aferir o grau de acutilância de quanto fora dito em tom tão grave perante uma Judite provavelmente tão perplexa como eu.

Fui aguardando a queda do poder na rua, a dissolução antecipada da legislatura face à força indómita da luta popular, as eleições antecipadas e a emergência de António José Seguro como novo condutor e pacificador da nação. Fui aguardando o "agravamento muito grande da espiral recessiva" e recordando aquele remoto ano de 1975, em que Portugal esteve mais de uma vez a milímetros da guerra civil, com as armas empunhadas e os dedos prontos a premir gatilhos.

 

E eis que chega Agosto: em vez da anunciada campanha eleitoral para as legislativas antecipadas, surge nas manchetes a inesperadíssima notícia de que Portugal saía da recessão, após dez trimestres consecutivos de declínio económico. Volvidos mais uns meses, continuava o poder sem cair na rua, contrariando o vaticínio do douto entrevistado da TVI. Em compensação, caíam os juros da dívida, o Estado garantia antecipadamente o financiamento para 2014 e até as famigeradas agências de notação davam sinais de encolher as garras.

A "espiral recessiva" eclipsou-se do discurso político e, pasme-se, o défice das contas públicas promete situar-se abaixo dos 5% - aquém da meta fixada por essas aves agoirentas a que se convencionou chamar tróica. Mesmo sem dissolução do parlamento, legislativas antecipadas e triunfo esmagador de Seguro nas urnas.

 

Quando o ano chegou ao fim, senti-me aliviado: afinal o mais parecido que tivemos em 2013 com a tomada do palácio do czar em Petrogrado foi a ruidosa confraternização entre polícias no alto das escadarias de São Bento - algo que nem o falecido Zandinga, com os seus dons divinatórios quase infalíveis, seria capaz de antecipar.

Guardei a sebenta no fundo de uma gaveta. Mas, pelo sim pelo não, já comprei um exemplar do Borda d'Água: homem prevenido vale por dois. E assim consegui escapar incólume à queda do granizo esta manhã.

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A importância de ter memória

por Pedro Correia, em 04.07.13

Chega a ser chocante a falta de memória histórica em Portugal. Só isso explica que a RTP tenha feito ontem uma entrevista a Freitas do Amaral, a propósito da actual crise na coligação, sem nunca o confrontar com a sua longa experiência nesta matéria. Com efeito, o fundador do CDS foi responsável pelo fim de duas coligações enquanto presidente dos centristas: em 1978, com o PS de Mário Soares, ao fim de escassos sete meses de frágil exercício governativo (abrindo caminho a três executivos de iniciativa presidencial), e outra em 1982, com o PSD de Francisco Balsemão, após 20 meses de um penoso mandato que deixou profundas cicatrizes na direita (e deixando o País à beira do colapso financeiro, o que viria a provocar a segunda intervenção do FMI em Portugal).

Sem ser confrontado com estes factos, Freitas do Amaral lá foi distribuindo ralhetes aos actuais responsáveis políticos por esta "telenovela", alardeando uma superioridade moral que obviamente não tem nesta matéria. As coisas são o que são.

 

Leitura complementar: Onde é que já vimos isto?

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Onde é que já vimos isto?

por Luís Menezes Leitão, em 04.07.13
 

Só quem, por juventude ou esquecimento, não tem memória da história recente do país é que pode pensar que desta negociação entre Passos Coelho e Paulo Portas vai resultar alguma coisa de útil. Essencial a um Governo de coligação não é apenas um compromisso político, é igualmente que exista confiança e bom relacionamento entre os líderes dos dois partidos. E já se percebeu que essa falta completamente. Assim, ou se muda de protagonistas ou não haverá coligação que se aguente.

 

O país assistiu a esta experiência com os governos de Pinto Balsemão. Aquando da morte de Sá Carneiro, Freitas do Amaral aspirou a ascender a líder da AD, mas o PSD não lhe fez a vontade, elegendo Pinto Balsemão para o lugar. Freitas do Amaral decidiu por isso manter-se fora do governo, assistindo da plateia às sucessivas dificuldades da liderança de Balsemão. Por esse motivo, passado um ano Balsemão apresentaria a demissão, exigindo para regressar como Primeiro-Ministro que Freitas do Amaral ingressasse no Governo. Contrariado, este fez-lhe a vontade, mas logo que a AD perdeu à tangente as autárquicas, exigiu que Balsemão reformulasse o Governo. Como este não o atendeu, Freitas quis desfazer a coligação, mas o CDS não o acompanhou nessa decisão, o que o levou a abandonar todos os seus cargos políticos. Entretanto Balsemão também se demitiu de Primeiro-Ministro, alegando que se queria dedicar exclusivamente a liderar o partido. A AD apresentou então à pressa Vítor Crespo como Primeiro-Ministro, o qual se entreteve alguns dias a formar um Governo, onde só empurrados os ministros aceitavam entrar. Felizmente o país não assistiu mais a esse disparate porque o Presidente Eanes pôs termo a esse delírio dissolvendo a Assembleia.

 

Um Governo em que o líder de um dos partidos da coligação não participa é um governo condenado a prazo. Se o PSD alinhar em manter um Governo sem Portas, irá assistir a um novo Governo Balsemão, destinado a vegetar até que lhe dêem o golpe de misericórdia, provavelmente já nas autárquicas, como aconteceu da outra vez. Eu acho que seria péssimo irmos para eleições, mas não estou a ver como estes dois líderes partidários podem construir presentemente qualquer solução de Governo.

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Eleições antecipadas num protectorado?

por Luís Menezes Leitão, em 06.06.13

 

Parece que Freitas do Amaral, que conseguiu evoluir desde antigo presidente do CDS até antigo ministro de José Sócrates, se pronuncia contra as eleições antecipadas, imagine-se, porque é preciso esperar pelas eleições alemãs. Eu também sou contra as eleições antecipadas porque acho que não resolveriam nada, e provavelmente até nos fariam saltar da frigideira para o fogo. Agora dizer que o povo português não pode votar porque tem que ficar à espera de saber quem é o novo suserano em Berlim, acho que é o cúmulo de humilhação nacional. Está à vista o estado a que deixaram chegar um país que quiseram atirar à força para esta armadilha da União Europeia e do euro. E um dos muitos responsáveis foi precisamente Freitas do Amaral. Não foi ele que um dia regressou ao Parlamento só para defender o Tratado de Maastricht?

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As declarações de Freitas do Amaral.

por Luís Menezes Leitão, em 06.09.12

 

Estas declarações de Freitas do Amaral revelam não apenas uma enorme ignorância sobre a verdadeira situação fiscal dos portugueses como também um total alinhamento ideológico com a esquerda radical. Freitas do Amaral acha que os contribuintes que ganham mais de 10.000 euros têm sido poupados aos sacrifícios. A jornalista devia ter-lhe imediatamente contraposto o facto de a taxa máxima de IRS ter sucessivamente passado dos iniciais 40% para os actuais 46,5%, sendo que no ano de 2011 esses contribuintes ainda foram sujeitos a uma sobretaxa extraordinária de 3,5% o que colocou o seu nível de tributação em 50%. O facto de um contribuinte perder 50% do seu rendimento não é suficiente para o Professor? Qual então a taxa de tributação que propõe? 60%, 70%, 80% ou 90%? O problema é que, como qualquer fiscalista lhe poderia explicar, esses níveis de tributação levam a que os contribuintes não tenham incentivo a produzir rendimento, levando a que a receita fiscal desapareça. 

 

Freitas do Amaral conhecia essa objecção, pelo que deu um argumento ainda mais espantoso: que mesmo não obtendo o Estado qualquer ganho fiscal, os contribuintes de maiores rendimentos devem ser penalizados por uma questão de justiça. Ou seja, para ele a tributação não visa assegurar receitas ao Estado mas sim punir os que mais ganham. Temos assim uma posição puramente ideológica, típica dos países comunistas, preocupados em igualizar os rendimentos dos cidadãos, não se importando que isso gere a pobreza do Estado. Naturalmente que neste caso os privilegiados são uma classe de apparatchiks que obtêm os seus rendimentos ocultamente dentro do próprio aparelho de Estado. Portugal pode não andar longe de cair neste modelo.

 

Com a ideologia que presentemente manifesta, não sei o que impede Freitas do Amaral de aproveitar o facto de o cargo de líder do Bloco de Esquerda ir vagar brevemente para se candidatar ao lugar.

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Freitas 'Krugman' do Amaral

por Pedro Correia, em 27.07.10

Diogo Freitas do Amaral anda mesmo em passo trocado relativamente ao Governo. Numa altura em que o Executivo socialista prepara um novo pacote de megaprivatizações, o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates exibe musculatura nacionalista, proclamando na Visão: "Se a União Europeia acabar por nos tirar - sem fundamento explícito nos tratados - as golden shares, a Assembleia da República não deve hesitar em estabelecer, por lei, os direitos de veto do Governo nas empresas consideradas estratégicas. E se essa e outras medidas semelhantes também forem consideradas 'ilegais' à luz do Direito comunitário(!), então haverá que caminhar sem receios para a nacionalização de 50,01% do capital das empresas que não estamos dispostos a perder. O Estado português não pode ceder."

Aprecio esta bravata do biógrafo de D. Afonso Henriques. Restam-me, no entanto, algumas dúvidas. Aqui ficam elas:

Quais as empresas que "não estamos dispostos a ceder"? Serão a TAP, a ANA, a EDP, a GALP, a CP e os CTT, que o Governo quer privatizar rapidamente e em força? Será a Vivo brasileira, que suscitou o recente conflito entre a PT e a Telefónica espanhola, agravado com a interferência de Sócrates? O regresso ao nacionalismo económico num mundo globalizado é um sinal de "progresso"? A hipotética reabertura dos postos alfandegários em Quintanilha, Vilar Formoso e Vila Verde de Ficalho significaria "progresso"? E o que sucederá enfim aos interesses empresariais portugueses e espanhóis se o Presidente Lula - rendido à receita de Freitas 'Krugman' do Amaral - anunciar a nacionalização da Vivo? Regressamos orgulhosamente sós ao doce cantinho peninsular, como nos tempos de Salazar e Franco, a dedilhar guitarras e a tocar castanholas?

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Freitas, sempre Freitas...

por Paulo Gorjão, em 03.07.10

Diogo Freitas do Amaral anunciou hoje ao mundo em entrevista ao Expresso que não acha provável que apoie Pedro Passos Coelho. Acha-o demasiado liberal, pelo menos por enquanto.

Acho delicioso este pormenor do pelo menos por enquanto. É o equivalente na política à porta de emergência em caso de incêndio.

Pela minha parte gostaria que a probabilidade de não apoiar se confirmasse, apesar de, na verdade, não apoiando estar a dar um enorme apoio...

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