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Tsipras? We don't know him

por Pedro Correia, em 28.07.17

tsipras_left[1].jpg

 

«La politique c'est, avant tout, l'interprétation des réalités

Charles de Gaulle (1958)

 

«Cometi erros... grande erros.»  Numa notável entrevista ao Guardian, o primeiro-ministro grego Alexis Tsipras - outrora «the global pinup of the far-left anti-establishment movement», para usar a saborosa expressão do jornal britânico - faz várias confissões. Estava impreparado ao assumir o poder, em Janeiro de 2015, não soube escolher as pessoas certas, foi confrontado com um panorama ainda mais sombrio do que esperava.

Hoje, com o seu país a registar tímidos progressos na frente económica, o antigo radical de esquerda não hesita em reconhecer que foi correcta a decisão de manter os compromissos assumidos pelo Estado grego perante as instituições políticas de Bruxelas e os pilares financeiros da eurozona - contrariando o que algumas vozes líricas apregoavam então e ainda apregoam por cá. E questiona, acertadamente: «Se abandonássemos a Europa íamos para onde? Para outra galáxia?»

De campeão da retórica anti-austeridade a gestor das mais severas medidas austeritárias de que há memória na Grécia: eis um governante que chegou a contar com uma ruidosa legião de adeptos lusitanos mas nunca mais voltou a ser mencionado nos círculos políticos e mediáticos em Portugal. Há um par de anos, muitos queriam fazer-se fotografar com ele. Hoje apagaram essas fotografias, eventualmente comprometedoras. «As coisas são o que são», costumava dizer o general de Gaulle: nada como a dura realidade para destronar os mitos.

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É um facto!

por Helena Sacadura Cabral, em 19.09.16

Cerebro.jpg

 

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Terrorismo

por Pedro Correia, em 05.04.16

O primeiro passo para perdermos a guerra contra o terrorismo é tratarmos os assassinos como vítimas.

Um assassino não é uma vítima. Um assassino é um assassino.

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À atenção da esquerda radical

por Pedro Correia, em 27.11.15

Bruxelas vigia de perto as contas portuguesas. As coisas são o que são.

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PàF mais à frente

por Pedro Correia, em 06.11.15

As legislativas decorreram há um mês. Muito aconteceu já de então para cá, com reflexos nas sondagens entretanto efectuadas:

 

IntercampusSe as eleições fossem hoje, coligação PSD/CDS obteria 41,3%, ampliando a vantagem para o PS, que ficaria com 32,7%.

 

EurosondagemPSD e CDS sobem 2,2% num mês, aumentando para 8,3% a distância face ao PS nas intenções de voto.

 

Aximage - Partidos da coligação sobem para 40,1% nas intenções de voto: têm mais um ponto percentual em relação ao anterior barómetro.

Actualizado

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Penso rápido (76)

por Pedro Correia, em 06.11.15

É muito mais fácil entrar numa coligação do que sair dela.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 13.10.15

Se a lógica que alguns socialistas defensores da "unidade de esquerda" para entronizar o derrotado António Costa em São Bento tivesse sido levada à prática nas quatro décadas de vigência da Constituição de 1976, Mário Soares e António Guterres - eleitos sem maioria absoluta - nunca teriam sido primeiros-ministros. É quanto basta para se perceber até que ponto a prática constitucional ameaça ser distorcida por estes dias.

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Nada disto é inocente (10)

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.07.15

"The summit document asserts with self-serving dishonesty that Greece’s debt has come off the rails due to the failure of Greek governments to stick to the Memorandum over the last year. Had this not occurred, the debt would still be sustainable.
This is a lie. Public debt ballooned to 180pc late last year – long before Syriza was elected – and even though the New Democracy government had complied with most Troika demands.
The truth is that Greece was already bankrupt in 2010. EMU creditors refused to allow a normal debt restructuring to take place because it would have led to instant contagion to Portugal, Spain, and Italy at a time when the eurozone had no lender-of-last resort or defences." - Ambrose Evans-Pritchard, The Telegraph

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Nada disto é inocente (9)

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.07.15

"Greek debt crisis: Meet the Goldman Sachs banker who got rich getting Greece into the euro" - The Independent

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Nada disto é inocente (8)

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.07.15

"The reality is the system we have created left Europe paralysed." - Guy Verhofstadt

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Nada disto é inocente (7)

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.07.15

"Greece unquestionably needs reform. But remember where the country was just a year ago. Austerity was paused in 2014, which allowed growth to return. Athens was in a primary surplus and needed no further financial aid — only extensions to smooth out the steep repayment cliffs in 2015 and 2016 that the eurozone and the International Monetary Fund recklessly left unchanged in the 2012 restructuring. Would it really have been so hard to simply grant the extensions (without haircuts), let the growth rebound continue (which would have increased the ability to service the debt) and leave Greeks to fight out whether and how to fix their country (or not)?" - Martin Sandbu, The Financial Times

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Nada disto é inocente (6)

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.07.15

"The only thing certain about the aftermath of Sunday’s Euro summit is the disgrace of the political leaderships. The EU’s main powers tried to ritually humiliate the Greek government, but ruthlessness of intent was matched by incompetence when it came to execution."- The Guardian

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Nada disto é inocente (5)

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.07.15

"Lamentablemente, como muestran los niveles de desconfianza y dureza introducidos en el acuerdo alcanzado entre Grecia y sus socios, nunca vistos en la eurozona, algunos miembros de la eurozona parecen estar bien dispuestos a colaborar con ese empeño en dar armas a los populismos soberanistas de izquierdas y de derechas." - Jose Ignacio Torreblanca, El Pais

 

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Nada disto é inocente (4)

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.07.15

"La vera tragedia nel cuore dell'Europa, oggi, non è la Grecia. E' la Germania, l'isolamento culturale, ideologico in cui vive la maggior potenza del continente. La tragedia è che Schaeuble, la Merkel, la Spd non potevano, probabilmente, per realismo politico, comportarsi diversamente. Per anni, l'establishment tedesco – dai politici ai giornali – ha fornito all'opinione pubblica una immagine della realtà europea fasulla, in cui, ad esempio, i tedeschi appaiono quelli che finanziano i debiti greci, anche se, pro capite, il contribuente tedesco ha versato esattamente quanto quello italiano. Nessuno, tuttavia, al di là del Reno, la mette in discussione. Ora, è anche possibile che i teorici dell'austerità abbiano ragione, ma l'aspetto malsano della vicenda è che l'opinione pubblica tedesca non conosce altra versione della realtà. Le critiche di premi Nobel come Krugman e Stiglitz, le obiezioni di Obama, lo smantellamento dei dogmi dell'austerità da parte del Fmi, gli appelli dello stesso Fmi ad un taglio del debito greco non sono mai arrivati all'opinione pubblica. I giornali non ne parlano, i politici neanche. Per quanto possa apparire incredibile, un dibattito non c'è. Al volante della macchina europea c'è una Germania che non riesce a staccare gli occhi dal proprio ombelico." - Maurizio Ricci, La Repubblica

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Nada disto é inocente (3)

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.07.15

"Dans ce cas, la Grèce serait le détonateur. Les gens sont au bord d’une prise de conscience du tragique réel de la situation. Le tragique réel de la situation, c’est que l’Europe est un continent qui, au XXe siècle, de façon cyclique, se suicide sous direction allemande. Il y a d’abord eu la guerre de 14, puis la deuxième guerre mondiale. Là, le continent est beaucoup plus riche, beaucoup plus paisible, démilitarisé, âgé, arthritique. Dans ce contexte ralenti, comme au ralenti, on est en train sans doute d’assister à la troisième autodestruction de l’Europe, et de nouveau sous direction allemande." - Le Soir e também aqui

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Nada disto é inocente (2)

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.07.15

"Other eurozone countries urged Germany to drop its objections. “Grexit has to be prevented,” said Jean Asselborn, the Luxembourg foreign minister. “It would be fateful for Germany’s reputation in the EU and the world. “Germany’s responsibility is great. It’s about not conjuring up the ghosts of the past,” he told German newspaper Süddeutsche Zeitung. “If Germany goes for Grexit, it will trigger a deep conflict with France. That would be a catastrophe for Europe.”

Italy’s prime minister, Matteo Renzi, was expected to tell Merkel at the leaders’ meeting that “enough is enough” and the eurozone should not humiliate Greece when it had already given up so much." - The Guardian

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Nada disto é inocente (1)

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.07.15

"Um catálogo de atrocidades é como o Spiegel rotula as exigências que o Eurogrupo fez este domingo ao governo grego, exigências cuja maioria veio directamente de Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão. Segundo a leitura da revista alemã, as propostas do Eurogrupo "são uma humilhação deliberada" da Grécia, que no fundo "parecem querer prevenir que haja qualquer acordo" jornal i.

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Não vale a pena acrescentar mais nada

por Sérgio de Almeida Correia, em 27.01.15

"If the troika had been truly realistic, it would have acknowledged that it was demanding the impossible. Two years after the Greek program began, the I.M.F. looked for historical examples where Greek-type programs, attempts to pay down debt through austerity without major debt relief or inflation, had been successful. It didn’t find any.

So now that Mr. Tsipras has won, and won big, European officials would be well advised to skip the lectures calling on him to act responsibly and to go along with their program. The fact is they have no credibility; the program they imposed on Greece never made sense. It had no chance of working."

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À porta do congresso

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.11.14

António Costa não será credível no país se não limpar o partido com grande clareza e grande determinação. Sofrerá com os estilhaços do que vier a acontecer com o eng. Sócrates."

Ou compreende isto e aproveita para mudar a política e apresentar novas ideias – e para haver novas ideias é preciso ter dirigentes que não estejam comprometidos com o passado – ou faz uma fusão entre os que vieram do passado e meia-dúzia de caras novas e não será credível no país. É o grande momento de António Costa.

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Pós-eleitoral (2)

por Pedro Correia, em 26.05.14

1. O PCP rejuvenesceu, o Bloco envelheceu. Trocaram de papéis. Isso reflectiu-se nos votos.

 

2. Aumentaram os nulos, baixaram os brancos. Culpa das redes sociais, que já intereferem nas câmaras de voto. A malta adora fotografar o boletim de voto riscado e divulgá-lo nas redes sociais. Nítido nulo.

 

3. Os partidos que defendem a saída de Portugal no euro, todos somados, recolheram ontem apenas 15% dos votos expressos. As coisas são o que são.

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Elementar matemática política

por Pedro Correia, em 14.04.14

coligações que subtraem em vez de somar.

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Evidências

por Pedro Correia, em 21.07.13

As coisas são o que são.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 15.07.13

Quem defende eleições legislativas antecipadas como solução para a crise disponibiliza-se, no fundo, a escancarar as portas de um novo bloco central. Os números aí estão, à consideração do Bloco de Esquerda e do PCP.

 

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 17.09.12

Em democracia há sempre alternativas: só a ditadura as não tolera.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 13.05.12

Lentamente, a política regressa à Europa. A política que põe teses em confronto e rejeita todo o pensamento unidimensional. A política que fomenta e sedimenta alternativas, recusando rotas "inevitáveis" traçadas de antemão.

Devemos congratular-nos. Este é o cerne da democracia.

A mudança está a acontecer um pouco por toda a União Europeia. Incluindo na poderosa Alemanha de Angela Merkel, onde a União Democrata-Cristã (CDU) registou hoje o pior resultado de sempre na Renânia do Norte-Vestefália, o mais populoso Estado do país, onde se situam cidades como Bona, Colónia e Düsseldorf. As sondagens à boca das urnas apontam para uma clara maioria do Partido Social-Democrata (39%, mais cinco pontos percentuais do que no anterior escrutínio, ocorrido em Outubro de 2010), muito à frente da CDU (26%, menos oito pontos). Os sociais-democratas preparam-se para renovar a nível estadual a coligação com os verdes, que obtiveram 12%, enquanto o Partido Liberal, parceiro de Merkel a nível federal, não conseguiu melhor do que 8,5%.

Em 2005 a CDU alcançara 44,5% neste Estado, o que demonstra até que ponto os democratas-cristãos estão em recuo na Renânia do Norte-Vestefália, um Estado que costuma funcionar como teste seguro das oscilações de voto a nível nacional. Uma tendência que já se vinha desenhando nas eleições estaduais em Hamburgo (Fevereiro de 2011), Baden-Vutemberga (Março de 2011), Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental (Setembro de 2011) e Schleswig-Holstein (há uma semana).

«Estas eleições devem preocupar a chanceler Merkel. O grande declínio do voto nos democratas-cristãos indicam uma forte aversão às propostas do seu partido. Nas sondagens nacionais, ela - em termos pessoais - continua popular, mas o seu partido não», escreve Stephan Evans, analista político da BBC.

As coisas são o que são.

Publicado também aqui

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Back to basics

por Pedro Correia, em 26.01.12

Há que resistir à tentação de disparar sobre o mensageiro quando surgem as más notícias.

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Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 20.04.11

Como é que alguém que jurou nunca governar com o FMI pode agora governar com o FMI?

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Um erro trágico

por Pedro Correia, em 18.04.11

 

Como se verá em Junho, quando forem contados os votos das legislativas, José Sócrates cometeu um erro trágico ao manter-se na liderança do Partido Socialista em vez de imitar o que Rodríguez Zapatero fez em Espanha. Uma nova direcção partidária permitiria outro fôlego eleitoral ao PS - à semelhança do que o PSOE vem indiciando nas mais recentes sondagens, feitas após Zapatero ter comunicado que não se recandidataria a novo mandato - e sobretudo recolocaria os socialistas portugueses no centro do palco político português, prontos a estabelecer pontes simultâneas à esquerda e à direita. Precisamente ao contrário do que fez Sócrates, também incapaz de dialogar dentro do partido que lidera e do seu próprio Governo, como testemunha a sua ruptura com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, agora saneado das listas eleitorais socialistas. Como esta noite sublinhou Diogo Freitas do Amaral, numa notável entrevista concedida à RTP, o ainda primeiro-ministro "revela muito pouca capacidade de diálogo com a oposição" precisamente num momento de emergência nacional: a solução que emergir das urnas, a 5 de Junho, impõe uma convergência partidária que o PS é incapaz de assegurar com Sócrates. Desde logo, também como acentuou Freitas nesta entrevista bem conduzida por Fátima Campos Ferreira, porque o líder socialista "começou a viver num mundo irreal". A tal ponto - e também na opinião do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro Executivo Sócrates, antecessor de Luís Amado - o titular da pasta das Finanças deveria ter pedido a demissão. "Com as despesas eleitoralistas de 2009, o défice subiu de 3% para 9%, o que é imperdoável", sustenta Freitas, criticando ainda o facto de Sócrates "ter feito um cavalo de batalha" da ajuda externa, que teimou em não pedir contra a lógica mais irrefutável. E só o fez - conclui ainda Freitas - "depois de todos os partidos da oposição terem chumbado o PEC 4, da dissolução da Assembleia da República com o parecer unânime do Conselho de Estado e do manifesto público da banca portuguesa".

Tudo quanto o insuspeito Freitas do Amaral disse esta noite sobre Sócrates já foi referido diversas vezes, por vários de nós, neste blogue. São evidências que só o restrito núcleo de incondicionais do líder socialista persiste em não reconhecer. Quanto mais o PS teima em seguir acriticamente este líder que perdeu o contacto com a realidade mais o partido, no seu conjunto, se arrisca a ir ao fundo com ele. O que - neste particular momento sobretudo - constitui uma péssima notícia para Portugal.

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Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 18.04.11

Como devemos classificar um ministro que a 5 de Fevereiro garantia peremptoriamente que Portugal não precisa de ajuda externa e a 12 de Abril declarava em tom de alarme que Portugal só tem financiamento até Maio?

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Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 15.04.11

Como é possível termos um primeiro-ministro há seis anos em funções que fala como se estivesse no poder há menos de seis meses?

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Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 14.04.11

Porque será que a grande maioria dos países europeus não tem os problemas que Portugal hoje enfrenta?

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 08.04.11

José Sócrates "só lá está porque os portugueses votaram nele", lembra Pacheco Pereira. E Manuela Ferreira Leite só lá não está porque os portugueses não votaram nela, acrescento eu.

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Parte do problema, não da solução

por Pedro Correia, em 17.03.11

 

1. O programa que Sócrates apresentou aos portugueses, nas legislativas de Setembro de 2009, não incluía nenhuma medida do vasto pacote de sacrifícios exigidos aos portugueses desde então. Não previa o aumento dos impostos. Nem a redução das prestações sociais. Nem o corte dos salários da função pública. Nem o congelamento das reformas. Nem a quebra do investimento público. Hoje é possível concluir, sem constrangimentos de qualquer espécie, que esse programa apresentado a sufrágio equivaleu a uma fraude eleitoral.

 

2. Há nove meses, quando o PSD - já com Pedro Passos Coelho na liderança - viabilizou o segundo PEC (que previa o aumento do IVA e do IRS, à revelia das promessas eleitorais socialistas), Sócrates assegurou: "Medidas adicionais só seriam necessárias se não estivéssemos a cumprir o objectivo orçamental. A verdade é que nós estamos a cumprir esse objectivo orçamental." O primeiro-ministro faltou à verdade: depois disso, apesar de Sócrates garantir com insistência que a execução orçamental corria bem, foi aprovado mais um programa de austeridade e há agora outro anunciado pelo Governo à Comissão Europeia, como facto consumado, à revelia do Presidente da República, da Assembleia da República, dos parceiros sociais e do próprio Conselho de Ministros, o que põe em causa o regular funcionamento das instituições.

 

3. Como todas as sondagens indicam, é notória a vontade de mudança dos eleitores portugueses, como sucedeu com os britânicos em Maio de 2010 e com os irlandeses há poucas semanas. E como sucedeu entre nós em Outubro de 1985 e em Fevereiro de 2005, quando se registaram importantes alterações do ciclo político antes de se esgotar o prazo previsto para a normal conclusão da legislatura.

 

4. José Sócrates está no poder há 2195 dias. Tempo mais que suficiente para os portugueses terem percebido que ele é parte do problema, não é parte da solução. Este é um dado de reflexão essencial sobre a actual situação política. Direi mesmo: este é o dado essencial.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 12.03.11

Há seis anos vivíamos melhor.

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Sinais

por Pedro Correia, em 09.10.10

Cortar? Sim, cortar. Se o regime está à beira da bancarrota, corte-se então. Que tal começar por reduzir o número de municípios e freguesias, reorganizando o anquilosado mapa administrativo do País? E que esperam para abolir os Governos Civis, essas relíquias novecentistas que servem hoje apenas para sorver dinheiros públicos e empregar amigos politicos? E que tal uma drástica diminuição do infindável rol de empresas públicas e empresas municipais, que em muitos casos apenas duplicam as tarefas já a cargo de outros organismos e mais não são também do que agências de empregos políticos? E porque não começar pela diminuição para metade do número de membros do Governo - ministros e secretários de Estado - se o exemplo, neste como noutros casos, deve vir de cima?

Não faço ideia quantos milhões de euros seria possível poupar com estas decisões políticas. Mas sei que constituiriam sinais adequados aos actuais dias de penúria.

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As coisas são o que são

por Pedro Correia, em 01.10.10

Há cinco anos e meio vivíamos melhor.

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