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Leituras

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.07.17

"Mr. Trump and Mr. Macron actually hold very different views of the current nationalist, anti-immigrant leadership of Poland. They hold very different views of the fundamental meaning of European construction, which was at the heart of Mr. Macron’s campaign. They differ on the assessment of Mr. Putin’s leadership of Russia, and they hold diametrically opposed views of the fight against global warming."

Na véspera de mais um aniversário da tomada da Bastilha, este ano com motivos adicionais, vale a pena ler todo o texto de Sylvie Kauffmann no New York Times.

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"Um mar de ruínas"

por Pedro Correia, em 12.06.17

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 François Hollande e Benoit Hamon

 

 

«Nada grandioso será alguma vez conseguido sem grandes homens.»

Charles de Gaulle

 

Lembram-se de François Hollande, o indivíduo que segundo alguns arautos lusos proclamavam ruidosamente há cinco anos, iria  revitalizar a débil esquerda europeia?

Hollande, bem avisado, decidiu não se recandidatar ao Eliseu: à beira do fim do mandato inaugurado em 2012, a sua taxa de popularidade entre os franceses era de longe a mais baixa da V República, fundada em 1958 pelo general De Gaulle. O delfinato possível do chefe do Estado cessante foi assegurado pelo medíocre Benoit Hamon, sufragado pelas "primárias" - o último grito da moda Outono-Inverno da saison política parisiense - mas arrasado nas urnas quando deixou de se jogar a feijões e houve eleições a sério: recolheu apenas 6,3% dos votos, ficando na quinta posição entre os candidados à corrida presidencial.

A primeira volta das legislativas francesas acaba de traçar um retrato fidedigno do Partido Socialista Francês, avaliando-se assim o verdadeiro legado político de Hollande: entre 7% e 10%. "Um mar de ruínas", na justa definição do Libération. Com o Presidente Emmanuel Macron a vencer, como se esperava, por intermédio do seu novo partido pós-ideológico, República em Marcha - criado só há 14 meses. Numa prova de que em democracia tudo pode transformar-se.

Há umas semanas, o ex-primeiro-ministro Manuel Valls causou imenso escândalo ao anunciar que o PSF estava morto. Tinha razão, como esta catástrofe eleitoral confirma. Resta aos socialistas franceses encerrar para balanço, imitando o que François Mitterrand fez em 1969, na ressaca do Maio de 68, ao mandar sepultar a defunta SFIO [Secção Francesa da Internacional Operária] num congresso do qual emergiu o Partido Socialista, agora falecido aos 48 anos. Paix à son âme.

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Desafio aos leitores (parte 2)

por Pedro Correia, em 01.06.17

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Quem poderá ser o Emmanuel Macron português?

Os leitores do DELITO já começaram a pronunciar-se aqui.

 

Eis os nomes mais votados:

António Horta Osório

Carlos Moedas

Fernando Medina

Paulo Azevedo

 

Também mencionados:

Adolfo Mesquita Nunes

Assunção Cristas

Assunção Esteves

Bernardino Soares

Henrique Neto

João Galamba

Mário Centeno

Ricardo Arroja

Rui Moreira

 

O debate vai prosseguir, naturalmente. Aceitam-se mais palpites.

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Desafio aos leitores

por Pedro Correia, em 26.05.17

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Quem poderá ser o Emmanuel Macron português?

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Viver habitualmente

por Pedro Correia, em 07.05.17

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Dia triste para os apreciadores de emoções fortes: o moderado e "cinzento" Emmanuel Macron, o ex-ministro que diz não ser de esquerda nem de direita,  venceu por esmagadora margem a eleição presidencial francesa. Batendo Marine Le Pen, por dois terços dos votos expressos nas urnas.

Notícia desanimadora para os tudólogos que passam o tempo a gritar que vem aí o lobo. Afinal o novo inquilino do Palácio do Eliseu não quer retirar a França da União Europeia, não quer voltar ao franco, não quer encerrar as fronteiras, não quer cortar os vínculos militares com a NATO, não quer estabelecer "parceria privilegiada" com Moscovo, não quer revoluções na quinta economia mundial. Só quer viver habitualmente.

Ainda não foi desta que o lobo chegou - tal como sucedera na  Áustria e na Holanda. O povo francês revelou mais maturidade e sensatez do que os putativos intérpretes das massas populares anteviam em trepidantes tribunas televisivas, onde qualquer teoria da conspiração ajuda sempre a cativar audiências.

Coisa chata, admito. Uma imensa maçada.

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O programa de Macron

por Pedro Correia, em 05.05.17

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Destaques do  programa eleitoral do candidato presidencial francês Emmanuel Macron, fundador do movimento Em Marcha:

 

1. Redução de um terço do número actual de deputados e senadores.

2.  Supressão do regime especial de aposentação dos deputados.

3. Generalização do voto electrónico até 2022.

4. Paridade absoluta de género nas listas eleitorais.

5. Cumprimento intransigente do direito à igualdade de género no espaço público francês.

6. Alteração do mapa administrativo, com a supressão de um quarto das entidades territoriais hoje existentes.

7. Criação de um estado-maior permanente de operações de segurança interna como peça fundamental na luta contra o terrorismo.

8. Encerramento de templos e associações religiosas onde se faz a apologia da violência e do terrorismo.

9. Anulação de novas missões militares francesas no estrangeiro, salvo em casos de legítima defesa.

10. Prioridade absoluta à cibersegurança e à ciberdefesa.

11. Reforço do orçamento da defesa até atingir 2% do orçamento anual francês.

12. Fixação de um tecto máximo de 0,5% do défice estrutural das finanças públicas até 2022.

13. Grande plano de investimentos públicos, orçado em 50 mil milhões de euros, destinados à qualificação dos recursos humanos, à modernização dos serviços públicos, à transição ecológica e à reabilitação urbana.

14. Introdução de mecanismos de controlo do investimento estrangeiro para preservar os sectores estratégicos.

15. Redução do imposto sobre as sociedades, de 33,3% para 25%.

16. Primado aos acordos de empresa no estabelecimento de novos contratos laborais.

17. Redução para 7% do desemprego nos próximos cinco anos.

18. Supressão de 120 mil postos de trabalho na administração pública.

19. Flexibilizar os horários de funcionamento dos serviços públicos.

20. Acelerar a convergência dos sistemas de pensões e reformas.

21. Criação de 30 mil apartamentos sociais para os jovens.

22. Redução do número de canais públicos audiovisuais.

23. Oposição ao alargamento das actuais fronteiras da NATO.

24. Manutenção das sanções à Rússia.

25. Alargamento a mais cinco países do número actual de membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (com inclusão da Alemanha, do Brasil, da Índia, do Japão e de um país africano a designar).

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Um apoio de peso.

por Luís Menezes Leitão, em 04.05.17

 

Como se pode ver por este vídeo, Obama acaba de declarar o seu apoio a Macron nas eleições francesas. Considerando a enorme eficácia que Obama tem tido neste tipo de intervenções junto de outros povos — afinal já aconselhou os britânicos a rejeitarem o Brexit e os americanos a escolherem Hillary Clinton — eu, no lugar de Macron, ficaria muito preocupado com este apoio. Mas pode ser que à terceira seja de vez. Ou então não há duas sem três…

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