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Em profunda reflexão.

por Luís Menezes Leitão, em 23.01.16

Desde que acordei que estou em profunda reflexão sobre em quem irei votar nas eleições de amanhã. Este dia é destinado à meditação e à reflexão profunda, não havendo tempo para fazer absolutamente mais nada. Não haverá o risco de tanta reflexão poder fazer mal à nossa saúde?

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Confessem lá

por Rui Rocha, em 23.01.16

O que custa mais no dia de reflexão não é estarmos impedidos de apelar ao voto. Lixado, lixado, é não podermos continuar a dizer mal dos candidatos.

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É permitido parar de reflectir antes da meia-noite?

por José António Abreu, em 03.10.15

Já me dói a cabeça.

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Dos riscos que se correm quando reflicto demasiado

por José António Abreu, em 03.10.15

Em 2009 deu nisto:

1821_2.jpg

Em dia de reflexão eleitoral, as duas fotos que coloquei nos posts anteriores têm água. Superfícies amplas de água convidam à reflexão. Como também o fazem planícies extensas ou um céu estrelado. A imensidão faz-nos pensar. Torna-nos humildes. Abre-nos à consideração de outras hipóteses e ajuda-nos a redimensionar problemas. No caso da água, há um temor instintivo. Medo do afogamento e de criaturas estranhas e malignas, reais ou imaginárias. Mas há também fascínio, uma possibilidade de fantasia, de seres de histórias de encantar. E, mergulhado no que Freud chamou inconsciência, um desejo de regresso ao ventre (ao materno e ao primordial).

Perante uma superfície ampla (o mar, uma planície a perder de vista), o céu reage e torna-se também maior e mais presente. Junto ao oceano, a um rio largo ou a um lago, ficamos entre a água e o céu, conjugações improváveis de poeira cósmica presas entre a vontade de voar e a de mergulhar.

 

 

Credo! Por favor, altere-se a Lei Eleitoral.

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Dúvida antiga

por José António Abreu, em 03.10.15

O que fará neste dia o pessoal pouco habituado a reflectir? Assim tipo dirigentes, treinadores e jogadores de futebol. Ou o Mari... ai, perdão, não se pode mencionar o nome de candidatos, pois não?

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Uma perguntinha:

por Rui Rocha, em 03.10.15

Os eleitores que votaram antecipadamente por correio também são obrigados a reflectir ou podem avançar já para a fase do arrependimento?

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Um perigo, é o que é

por Rui Rocha, em 03.10.15

Esta coisa do dia de reflexão é muito arriscada. Vamos que os eleitores se habituam e começam a reflectir durante o resto do ano.

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Duas questões em dia de reflexão

por Pedro Correia, em 03.10.15

É dia de reflexão? Ficam então duas matérias para reflectir, à consideração imediata dos estados-maiores partidários que emergirão da nova legislatura. Matérias que certamente reunirão consenso largamente maioritário e que só não foram já resolvidas em função da pura inércia que costuma apoderar-se das instituições políticas portuguesas.

 

Primeira: alteração do calendário eleitoral. Eleições em Outubro atiram de quatro em quatro anos a elaboração e discussão do Orçamento do Estado para o período pré-natalício ou mesmo já para o ano seguinte. Com a agravante de volta e meia coincidirem - como este ano sucederá - com a campanha presidencial.

Uma confusão facilmente evitável. Basta modificar os números 1 e 2 do artigo 174º da Constituição da República, relativos ao período de funcionamento parlamentar: o primeiro indica que "a legislatura tem a duração de um ano e inicia-se a 15 de Setembro", o segundo (introduzido na revisão constitucional de 1982) estabelece que "o período normal de funcionamento da Assembleia da República decorre de 15 de Setembro a 15 de Junho". Tudo muito simples de alterar, talvez até com voto unânime.

 

Segunda: imposição de um número ímpar de deputados. O texto inicial da Constituição estabelecia que a Assembleia da República funcionaria com um máximo de 250 parlamentares. Este tecto foi reduzido para 235 na sábia revisão de 1989 da nossa lei fundamental, mas novamente alterado na revisão de 1997, que ficou com a seguinte formulação: "A Assembleia da República tem o mínimo de 180 e o máximo de 230 deputados." Incrivelmente, números pares tanto para fixar mínimos como máximos. Dois anos após esta modificação constitucional, emergiu a célebre legislatura dos empatas: um governo apoiado por 115 deputados - número igual ao da soma da oposição. A legislatura, naturalmente, não chegou ao fim.

Basta introduzir uma pequena alteração ao nº 148 da Constituição, prevendo números ímpares tanto para o máximo como para o mínimo de parlamentares. Alguém objectaria a isto?

 

Não estamos, num caso e noutro, perante questões ideológicas mas de prática política. Questões que podem e devem ser solucionadas por consenso logo no início da legislatura. Se alguma coisa os "dias de reflexão" servem é para isto.

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Matéria para reflexão

por Rui Rocha, em 02.10.15

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Via FB

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.05.14

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Eu queria reflectir!

por Helena Sacadura Cabral, em 24.05.14

Eles mandam reflectir. Eu queria reflectir. Mas não tem sido possível porque não tenho feito outra coisa que não seja "topar" com espanhóis que me perguntam onde ficam os Jerónimos e os pasteis de Belém.
Eu queria reflectir mas meti-me no carro e não passei da segunda velocidade tal a fila de trânsito que reflectia a quantidade de vizinhos que aqui se encontram.
Eu queria reflectir e por isso decidi ir à Basílica da Estrela para encontrar algum sossego. Mas nem aí pude faze-lo porque o corrupio de visitantes não deu tréguas ao meu esforço.
Eu queria reflectir mas a família decidiu que era na minha casa que se jantava e via o jogo. Assim tive que me pôr à cozinha, para dar de comer a dois jovens que não sei onde armazenam o que ingerem, mas sei que comem muito.
Eu queria reflectir mas depois do jogo vai ser difícil porque a minha malta deve querer ir ver o povo nas ruas e eu tenho que, antes, arrumar a cozinha.
Eu queria reflectir...mas sou o reflexo da fadiga que provocam sempre estes dias de reflexão!

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Dia da estupidez

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.05.14

Em Portugal é "dia de reflexão". Em Macau vota-se desde as 8h da manhã. E amanhã, salvo algum cataclismo, continuar-se-á a votar. Isto quer dizer que fora de Portugal os eleitores não precisam de reflectir. Ao fim destes anos todos, os partidos continuam a tratar os cidadãos-eleitores como menores sujeitos a tutela ou mentecaptos. Em qualquer caso, como uns desgraçados que necessitam da protecção do Estado no dia que antecede os actos eleitorais para poderem votar em consciência. Os partidos prestariam um serviço a todos se acabassem com ele. Se há coisa mais anacrónica, sinal maior de um perene e intransponível atavismo, é esta coisa do dia de reflexão. Melhor seria chamá-lo dia da estupidez.

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