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Deus, se estiveres a ouvir

por Rui Rocha, em 19.09.15

Faz-me Bispo por umas horas para eu dar umas hóstias ao Portoquemada.

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Quer dizer então que estavam mesmo convencidos que Deus criou Eva a partir de uma costela de Adão? Ihihih! Onde é que já se viu? Desculpem lá, mas quem é que acredita numa história dessas? Duma costela... Ele há com cada um. Crendices é o que é! Mas pronto. O que importa agora é que fiquem informados sobre o que realmente aconteceu.

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Deus feito homem da gruta à cruz

por Pedro Correia, em 03.04.15

Gauguin_Il_Cristo_giallo[1].jpg

 O Cristo Amarelo, de Paul Gauguin (1889)

 

«Jesus chorou.»

João, 11-35 (o versículo mais curto da Bíblia)

 

A mensagem arrebatadora do Evangelho - e aquela que resume toda a essência do cristianismo - é a de um Deus que assume a plenitude da condição humana. Com os seus luminosos momentos de alegria, os seus lampejos de júbilo, as suas inevitáveis dores, a sua irrenunciável agonia. Como se a missão do criador ficasse incompleta sem esta experiência radical de abraçar por inteiro o ser débil, indeciso e angustiado que o barro divino moldou.

Até ao fim dos séculos, Jesus será inseparável da circunstância deste percurso terreno em que voluntariamente se irmana ao mais comum dos homens. Nasce pobre, numa gruta. Enaltece os humildes. Elege simples trabalhadores como discípulos. Rejeita sem vacilar o ilusório fulgor dos bens materiais. Perdoa os pecadores: «Eu não vim para condenar o mundo, mas para o salvar.» (João, 12-47). Enfrenta os fariseus com palavras tão actuais na manhã de hoje como há dois mil anos: «Vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade.» (Lucas, 11-39). E não hesita em dar a mais humana das interpretações à pétrea Lei de Moisés: «O sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado.» (Marcos, 2-27).

Condenado sem apelo nem recurso, renegado pelos seus, vilipendiado pela multidão que aclama Barrabás, confrontado perante a prepotência de Caifás e a cobardia moral de Pilatos, crucificado entre dois salteadores como um delinquente pelo crime de blasfémia. Deus feito homem num mundo de homens que sonham ser deuses.

Pouco antes confessara aos discípulos em Getsemani que sentia «uma tristeza de morte». E ali mesmo implora numa prece que poderia brotar da voz interior de qualquer de nós: «Pai, tudo Te é possível, afasta de Mim este cálice!» (Marcos, 14-36).

Um cálice que, no entanto, beberá até ao fim. Imerso na condição humana da gruta à cruz.

 

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Non habemus Papam

por Pedro Correia, em 11.02.13

 

Vi, ao vivo, três Papas. Paulo VI em Roma (1978), João Paulo II em Lisboa (1982), Bento XVI também em Lisboa (2010). Sempre associados a um magistério que só terminaria com o desaparecimento físico de qualquer deles. Nunca imaginei que fizesse sentido a expressão "Papa demissionário".

Já faz, desde esta manhã.

Num tempo em que qualquer irrelevância se torna manchete, eis-nos perante uma verdadeira notícia. E se o romance As Sandálias do Pescador, de Morris West, antecipou em década e meia o pontificado de Karol Wojtyla, o homem que emergiu da igreja do silêncio, a renúncia de Joseph Ratzinger era de algum modo prenunciada há dois anos num filme visionário: Habemus Papam, de Nanni Moretti.

Ficção e vida entrelaçadas, tornando ainda mais insondáveis os desígnios de Deus.

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A última fronteira do desconhecido

por Rui Rocha, em 10.07.12

De acordo com o próprio site do programa, o Prós e Contras de ontem reuniu cientistas, homens de Deus (Deus parece continuar a dar-se mal com as mulheres) e filósofos para debater o Bosão de Higgs e como este interfere na nossa vida... na nossa consciência... e mais que tudo (sic, digo, RTP), na EXISTÊNCIA DE DEUS. Depois do programa de ontem, admito que nada possa ser como dantes. Todavia, o mistério mais denso permanece. Nenhum dos presentes seria capaz de apresentar uma explicação plausível para a existência do próprio Prós e Contras.

 

* os parêntesis são meus; as reticências, a eventual falta de vírgulas e a utilização de maiúsculas são da exclusiva responsabilidade da RTP e duvido que esta possa alegar, com legitimidade, motivos alheios à sua vontade.

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