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O orçamento de Davos

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 02.02.10

O  congelamento dos salários da função pública era uma medida esperada e que até se compreende. Não tanto em função da crise, mas mais pela tendência dos governos (iniciada com Manuela Ferreira Leite, é sempre bom não esquecer…) em transformar os funcionários públicos em bombos da festa. Parece-me, porém, inadmissível, a antecipação para 2010 das regras sobre a reforma que deveriam aplicar-se apenas a partir de 2015. O governo fez tábua rasa do acordo que estabelecera com os sindicatos e mandou-os às malvas…
Esta é apenas uma das situações que demonstra o  desprezo  pelas pessoas que ressalta do OE. Nada de surpreendente, já que o único primeiro-ministro que em Portugal se preocupou com as pessoas, nos últimos 25 anos, foi António Guterres. Custa , porém, ver um governo que se autoproclama socialista, seguir uma política que privilegia o mercado e escarnece das pessoas.
O OE reflecte, afinal, o triunfo  de Davos, no confronto com Porto Alegre.

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Gato escondido com o rabo de fora

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 01.02.10

Enquanto afirma estar disposto a reduzir o vencimento, Teixeira dos Santos vai concedendo aumentos aos ministros para gasolina, telemóveis, ajudas de custo, viagens e horas extraordinárias. Se em vez de falar em reduzir os vencimentos, o ministro das finanças falasse em acabar com alguns gabinetes imprestáveis, que são um sorvedouro de dinheiro, talvez  o levasse mais a sério.

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O ovo de Colombo

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 28.01.10

A vinda do Papa a Portugal vai dinamizar a economia portuguesa. Uma fábrica de Ourém promete apresentar grandes novidades religiosas quando Bento XVI vier a Portugal em Maio. Mas, por agora, o grande negócio de Fátima está mais virado para outros ídolos.

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Dogging ou voyeurismo?

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 26.01.10

No “i”, leio  uma reportagem sobre portugueses que gostam de fazer sexo em locais exóticos: vestiários de lojas, salas de cinema, casas de banho de discotecas, etc. Até aqui, nada de anormal. No avião também é bom, mas os portugueses não parecem apreciar o sexo nas alturas.
O que me chamou a atenção na reportagem foi o facto de este ser um novo desporto (chamemos-lhe assim) que está a fazer furor entre alguns casais portugueses. Chama-se Dogging e consiste em fazer sexo em locais ao ar livre, onde correm o risco de serem apanhados em flagrante. Dizem os amantes desta prática que a adrenalina sobe nessas situações, mas há outros que gostam mesmo de ser vistos a ter relações sexuais, por isso combinam, através da Internet,  encontros com outros casais para  assistirem às suas exibições amorosas.
Eu sei que há gostos para tudo, o que não sabia é que o signo astrológico tinha influência neste tipo de comportamentos. Pelo menos foi o que concluí ao ler a explicação de uma das amantes  desta actividade, que justifica  o seu prazer pelo sexo em locais públicos, por ser Touro e ter Vénus como planeta regente.
Não sei se este argumento seria suficiente para evitar a condenação, se um dia lhe aparecesse pela frente este juiz americano, mas não há nada como experimentar…

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Altius, fortius, pulcherrimus?

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 06.01.10

  

Não é apenas por ter  uma costela tripeira que exulto com a distinção atribuída  pelo  Times à Casa da Música. É também porque sempre gostei da sua arquitectura e do seu espaço interior. Admito que talvez merecesse mais espaço para respirar, mas sempre considerei as críticas à  Casa da Música  um bocado absurdas. 
O Times  classificou o projecto  como “louco, perverso, mas brilhante”  e por isso escolheu a  Casa da Música como um dos cinco edifícios da década.
Boa notícia numa altura em que se tecem tantas loas a outro tipo de construções bem mais megalómanas e susceptíveis de provocar divagações um pouco perversas...

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Só para lembrar...

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 17.09.09

Por acaso alguém reparou, em Portugal, que teve ontem início a Semana da Mobilidade?

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Pero que los hay, los hay

por Carlos Barbosa de Oliveira, em 18.05.09

 

O Tiago Moreira Ramalho, num bravo post, acusa de “mentalidade mesquinha” os que não gostam de bufos, grupo em que orgulhosamente me incluo. A terminar declara: “  … não acho admissível que se venha com o discurso dos bufos, como faz a Ana Gomes e subscreve o Carlos Barbosa Oliveira, apenas porque não nos convém a denúncia em questão”.
Pensei não responder mas, depois de reflectir um pouco, admiti que talvez valesse a pena esclarecer o TMR que, sendo eu um troglodita, não opino ou reajo em função de conveniências ou interesses, mas sim por convicções. Admito que o TMR não saiba o que isso é, mas está sempre a tempo de ir ao dicionário.
Não conheço Lopes da Mota, não sou simpatizante deste governo, mas não gosto de pelourinhos. Subscrevo, por isso, integralmente, as palavras de António Vitorino esta noite no “Notas Soltas”: “Neste momento  e até conclusão do processo disciplinar, a demissão de Lopes da Mota depende apenas da sua consciência”.
Correndo embora o risco de o desiludir, não resisto a explicar ao TMR que os bufos existem mesmo, não são figuras mitológicas do Estado Novo, nem se extinguiram com os cravos de Abril. Aparecem sob diversas formas e sofrem de metamorfoses constantes. Deixo aqui, com todo o gosto, a identificação de algumas classes em que se dividem:


Bufo pé de cabra- Actua normalmente nos locais de trabalho. Insinua-se junto do chefe e quando percebe que um colega vai ser nomeado para um lugar importante, inicia o processo de destruição. Põe a circular notícias falsas sobre o visado ou deixa cair junto do chefe alusões a factos da sua vida pessoal.


Bufo profissional- Vive do mexerico. A sua frase preferida: “Eh pá, se eu fosse jornalista tinha muitas coisas para contar sobre aquele tipo”. Há quem lhes dê muita importância e goza de popularidade por estar sempre a par das últimas fofocas. Normalmente, o que tem para revelar é falso ou não vale um caracol, mas é disso que se alimenta.


Bufo-osga- É um sedutor. Faz amizades facilmente. Procura cultivar a amizade de jornalistas e pessoas influentes, insinuando-se  com uma ou duas histórias verdadeiras. Ganha a confiança, a falta de material atractivo leva-o a inventar histórias. Quando percebe que já não tem crédito, procura outro hospedeiro. Tanto pode ser outro jornalista, como uma pessoa influente, ou do “jet-set”, disposta a fornecer-lhe novas histórias que depois utiliza para se insinuar junto de outro jonalista.


Bufo-oportunista- É o maior inimigo dos locais de trabalho. Não faz nenhum. Anda sempre à espreita, para saber o que corre mal. Assim que obtém informação suficiente, mesmo sabendo que o assunto já está resolvido, lança a notícia cá para fora. O último ataque deste exemplar foi detectado hoje. Ia a sair do IEFP.


Bufo-saudosista- Vive no tempo do Estado Novo. É um agente da PIDE falhado. Se pudesse, escreveria no BI - Profissão: delator. Prolifera nos partidos políticos, mas mais nuns que noutros.


Bufo de sacristia- Resulta do cruzamento do bufo-osga com o oportunista. Videirinho, procura passar despercebido, mas está sempre atento a tudo o que se passa à sua volta. Recolhe um conjunto de elementos que parecem encaixar e passa a informação para os jornais. Gosta de viver em tribunais.


Bufo - cordeiro- Dizem-me que vive na madeira e é uma espécie de bicho do caruncho. Só denuncia quando a vítima está longe. Assim que ele se aproxima, torna-se um cordeiro. Dizem que está em vias de extinção, mas eu não acredito


Como vê, TMR, bufos não faltam, é apenas uma questão de escolha. Como TMR acha que a “denúncia é do mais saudável que pode haver” eu até lhe apresentava alguns exemplares, mas acontece que não sou bufo e esses animais não gostam de ser desmascarados. Pessoalmente, continuo a preferir as fontes credíveis que não me engrominam e a acreditar que o “mais saudável que há” é uma democracia sã. Coisas de velho sonhador. Quem me manda a mim ler o Luís Sepúlveda?

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