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DELITO: oito anos de vida

por Pedro Correia, em 05.01.17

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu a 5 de Janeiro de 2009. Faz hoje oito anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

 

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas.

Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com 933 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente).

Aqui trazemos também todos os dias - sem falhar, há quase quatro anos - uma sugestão literária. E trouxemos ainda 223 convidados especiais, numa iniciativa inédita que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

 

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

 

O nosso gosto de comunicar mantém-se incólume, a vontade de prosseguir é maior que nunca.

Creio falar em nome de todos os meus colegas ao fazer um balanço dos oito anos entretanto decorridos com esta frase singela e sincera: valeu a pena.

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1 milhão e 366 mil visualizações

por Pedro Correia, em 31.12.16

Encerramos o ano com 886.111 visitas e 1.366.058 visualizações. Prontos a começar mais um, nesta extensa caminhada que teve início em Janeiro de 2009. Uns vieram, outros partiram, mas o núcleo central permanece.

Aqui, no DELITO DE OPINIÃO, onde o único delito é não ter opinião alguma.

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Flamante Delito

por Rui Rocha, em 07.12.16

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Por ser verdade e me ter sido pedido, deixo nas linhas que se seguem, e para memória futura, público testemunho dos principais pontos analisados, com profundidade desigual mas constante brilhantismo, no jantar do Delito de Opinião que ontem decorreu algures em Lisboa.

Presentes, para além deste vosso servidor, a Teresa Ribeiro, a Ana Vidal, a Isabel Mouzinho, a Francisca Prieto, a Marta Spínola, o Luís Naves, o Diogo Noivo, o Zé Navarro, o Luís Menezes Leitão, o Fernando Sousa e o Pedro Correia. Perguntados, todos aos costumes dissemos nada.

Os trabalhos iniciaram-se com uma sempre salutar comparação entre Lisboa e Porto, as características dos habitantes locais, os modos de vida, os aporrinhamentos e as consumições. Estando algo distraído com a escolha do prato principal, imagino que o Porto tenha aqui obtido larga vantagem. Parece-me bem. Falou-se ainda sobre o Alentejo em geral e sobre uma célebre manifestação em que se exigia a abertura de um teatro em Barrancos. Todavia, vendo o que aconteceu ao Henrique Raposo quando cometeu prosa sobre o tema, entendo que o que a este respeito se passou na mesa ali deve ficar.

Ao contrário, quando se trata de abastecer o depósito, não se deve ficar aqui e nem sequer em Badajoz. O Diogo Noivo, que tem nesta matéria abundante experiência, confidenciou que os postos de combustível raianos alinham os preços pelos que se praticam do lado de cá. Se queremos abastecer bem devemos adentrar o país vizinho e fazer mais uns quilómetros. Com a devida licença do Ministro Caldeira Cabral, o Diogo mandou-nos a Mérida.

E falámos de Sócrates. O veredicto foi claro. O programa do seu 1º governo constituiu um dos melhores diagnósticos das necessidades reais do país. E sim, se não soubéssemos do resto, uma parte substancial do primeiro mandato mereceria uma nota positiva. Todas estas conclusões, que também subscrevi, foram postas em cima da mesa ainda antes de ser aviada pelos presentes a primeira garrafa de vinho, o Luís Lavoura caia já aqui redondo no chão se isto não for verdade.

De Sócrates saltámos para os mass media o que vale por dizer que fomos do lume para a frigideira. Da frigideira foi precisamente de onde nos chegou o bife que despachámos com regimental aprumo e galhardia. O Zé Navarro desenvolveu uma elaborada teoria das fontes jornalísticas. Em resumo, para que brote água é preciso que a fonte queira lixar alguém.

Na vertente internacional, decidiu-se por unanimidade e aclamação que Trump é estúpido, que a Hillary fez uma má campanha e que os americanos não gostam dela. Não foi todavia possível chegar a consenso relativamente ao facto de os resultados das eleições terem sido determinados por os americanos serem intrinsecamente bimbos. Iniciou-se a este propósito uma acesa polémica que evoluiu para uma profunda análise antropológica do homem branco e pouco instruído residente no município de Odivelas. O chamado Homem de Rust-Velas.

Continuou a discussão em direcção a Leste, sempre procurando o necessário equilíbrio geopolítico. Praga ou Budapeste? Pois divisão de opiniões. Que Praga, defendeu a Ana Vidal, não desfazendo. Que Budapeste, insurgi-me eu, creio que acompanhado pelo Luís Naves que tem com a Hungria certa afinidade.   Na dúvida, acabou por assentar-se, até nova ronda negocial, em recomendar-se a visita das duas. Praga no Inverno e Budapeste no Verão. Registe-se, em todo o caso, o voto de vencido do Zé Navarro que entre uma e outra gritava Nápoles.  Por mera coincidência, tais entusiasmos acabaram por ocorrer em momentos em que a baliza defendida pelo Ederson se encontrava em perigo, circunstância que levou o Luís Naves a exigir que se lavrasse protesto escrito pela falta de patriotismo do Zé. Sobre a Hungria e com relevância, ficámos ainda a saber que não há especial inconveniente em entrar num novo ano subidos a uma cadeira desde que o momento seja seguido pela entoação do hino húngaro.

Houve mais? Seguramente. Mas como disse Zeinal Bava a Mariana Mortágua na Comissão de Inquérito, “não me lembro”.  E com dizer “não me lembro”, defende o Zé Navarro, Bava disse tudo para quem o quisesse ouvir. Tal como eu aqui. Agora, que prestámos uma singela homenagem a Fernanda Tadeu pendurando os nossos casacos nas costas das cadeiras, isso não vos posso esconder.

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Acta de um jantar sem azar numa Sexta-feira,13

por Alexandre Guerra, em 14.05.16

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A noite era de sexta-feira,13, mas nem por isso houve qualquer azar ou mau olhado sobre a mesa do restaurante Dieci, Campo Pequeno, onde estavam sentados os onze "delitantes" que responderam ao desafio do Pedro Correia para mais um jantar do Delito de Opinião. Para quase todos os presentes foi o reencontro, mas para mim e para o Diogo Noivo foi a estreia nestes momentos de convívio na qualidade de "caloiros" deste blogue (citando as simpáticas palavras do Pedro). Confesso que ainda tentei negociar a incumbência que me foi dada para fazer a acta deste jantar, mas parece que não fui suficientemente persuasivo para que o Diogo, o outro caloiro, assumisse esta tarefa que, certamente, a faria com mais elegância e interesse do que eu.

 

Sendo assim, cá estou eu a dar uma nota sobre o que se passou e falou ontem ao longo do jantar, que começou por volta das 20 (confesso que cheguei atrasado e a Joana Nave apareceu um pouco depois) e se prolongou até às 23h30. E começo por fazer um apontamento mais pessoal, já que foi um prazer enorme rever o Fernando Sousa, que não via desde 2001/02, altura em que estagiei na grande secção de Internacional do Público (que saudades desse jornalismo) e onde ele era o "expert" em América Latina. E, naturalmente, que me dá sempre gosto rever o Pedro e o Luís Naves, que já conheço há alguns anos de outras andanças e com quem vou estando de tempos a tempos. Quanto aos outros ilustres à mesa, os seus nomes já me eram familiares há muito, mas só ontem tive o prazer de os conhecer pessoalmente e em boa hora isso aconteceu. Aliás, para mim, essa é uma das grandes virtudes destes jantares, porque além de reforçarem conhecimentos e amizades, servem para associar um nome a uma cara. Isso faz toda a diferença quando se está num blogue colectivo como o Delito de Opinião.

 

Simpatia e inteligência, duas palavras que me vieram de imediato à cabeça para caracterizar este grupo, no seio do qual a diversidade de opiniões, de tendências, de ideologias, de opiniões e de idades só podia resultar numa "ementa" variada, mas toda altamente recomendável. O jantar de ontem reflectiu na perfeição aquilo que é o Delito de Opinião, com as conversas e os temas a serem lançados para cima de mesa, às vezes sem ligação aparente, mas debatidos com argumentos válidos e inteligentes e, sobretudo, sempre com respeito pelas outras opiniões, mesmo quando divergentes ou até mesmo contrárias. Exemplo disso, foi a conversa animada sobre a complexa relação entre o Ocidente e o Islão e sobre os fenómenos extremistas nas nossas sociedades, com todos a esgrimirem as suas opiniões, tendo o Diogo, o Luís Menezes Leitão, a Ana Vidal, o Pedro e o Luís Naves estado particularmente activos nessa interessante discussão. Eu próprio dei o meu modesto contributo. Nem todos estávamos de acordo, mas a riqueza de um blogue como o Delito é mesma essa. Ao contrário de outros blogues colectivos, o Delito não é um monolito intelectual nem ideológico. 

 

E por falar em ideológico, muito se falou de Salazar e dos militares, de Franco e da Catalunha, de Hitler e da lógica das massas, com as contribuições particularmente sabedoras do Diogo (um homem da Ciência Política) e do Luís Menezes Leitão (com obra de grande envergadura sobre algumas destas matérias). Como não podia deixar de ser, o tema Trump não passou ao lado e o Luís Naves, que há anos se debruça sobre estas matérias, tentou explicar a sua interessante teoria sobre Donald Trump e a forma de como alguma parte do eleitorado está a ser levada numa espécie de "paranóia" e "realidade alternativa". Estranhamente (ou nem tanto), falou-se muito pouco de política nacional (ainda bem). 

 

Não pense o leitor destas linhas que naquela mesa os temas discutidos ficaram circunscritos a estas matérias de grande profunidade intelectual académica e científica. Longe disso. Muito se falou de cinema. O Pedro estava empenhado em saber a nossa opinião sobre qual o melhor filme português de sempre. Um tema que gerou muito entusiasmo, mas que parece ter gerado algum consenso: "O Pai Tirano". Chegámos também à conclusão que os clássicos do cinema português tinham uma qualidade nos diálogos sem paralelo no que se faz hoje em dia. E precisamente sobre a actualidade, falou-se muito de cinema internacional, turco, espanhol, italiano... mas nada americano. Dos Estados Unidos, hoje em dia, o que vale a pena ver são as séries. Todos reconhecemos isso. Ao falarmos no House of Cards, fiquei a saber através do Luís Menezes Leitão e do Diogo que a versão original é inglesa e que vale mesmo a pena ver. Irei seguir essa recomendação. Mas as velhinhas séries da nossa infância ou juventude também não foram esquecidas e até houve mesmo quem falasse no Verão Azul (sim, aquela série espanhola do Chanquete e do Piraña).

 

Conversa animada e cheia de boa disposição, que era também aquilo que eu via estampado nos rostos do João Campos, da Joana, do José Navarro de Andrade e da Teresa Ribeiro, mas que estavam um pouco mais distantes de mim, já que eu estava numa das extermidades da mesa. Reconheço que este apontamento está um pouco incompleto, porque me foi difícil captar as conversas do outro lado e, por isso, deixo aqui o desafio para que esta "acta" possa ser melhorada, porque será com muito gosto que lerei o testemunho de outros "delitantes" sobre o jantar de ontem.   

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5322 visualizações diárias

por Pedro Correia, em 27.04.16

Nos últimos dez dias, o DELITO recebeu 37.225 visitas e 53.225 visualizações. Registamos e agradecemos.

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Duzentos e cinquenta mil

por Pedro Correia, em 26.04.16

Vale a pena registar o número: acabamos de ultrapassar a marca dos 250 mil comentários já publicados no DELITO DE OPINIÃO. Fazem parte integrante do património deste blogue. Que é dos seus autores mas também é dos seus leitores.

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Trinta mil textos

por Pedro Correia, em 15.01.16

Vale a pena assinalar aqui este número redondo: publicámos hoje o texto nº 30.000 no DELITO DE OPINIÃO. Trinta mil.

Permitam-me a imodéstia: é obra.

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Sete anos depois

por Pedro Correia, em 05.01.16

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu faz hoje sete anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas. Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com quase 900 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente). Aqui trouxemos também 223 convidados especiais, numa iniciativa que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Logo no primeiro dia, recebemos por cá o incentivo de vários colegas que permanecem activos nestas lides ou pontificam nas redes sociais - colegas como a Joana Lopes, o João Severino, o João Távora, o Joaquim Carlos, o Luís Novaes Tito, o Paulo Ferreira e o Rui Bebiano, entre vários outros, a quem dirijo saudações muito especiais. Todas as palavras amigas que fomos recebendo nos calaram fundo, mas estas primeiras mensagens dirigidas a um blogue que mal saíra da casca para gatinhar os primeiros metros de uma longa viagem tornaram-se particularmente inesquecíveis.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

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Seis mil visualizações diárias

por Pedro Correia, em 19.09.15

Crise na blogosfera? Dizem que há, mas aqui não se nota. Nos últimos dez dias o DELITO DE OPINIÃO registou 41.357 visitas e 61.701 visualizações.

Fica o registo. Com o agradecimento reiterado a quem nos lê.

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Delito de opinião

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.09.15

Depois de já ter lido 8 (oito) crónicas do Luís Naves sobre a crise dos refugiados na Hungria, entendi, no passado dia 14 de Setembro,  escrever algumas linhas sobre uma afirmação várias vezes reafirmada naquelas crónicas de que a Hungria era uma democracia. E fi-lo chamando a atenção para a existência de vários modelos de democracia e para um conjunto de factos que em meu entender deviam ser conhecidos dos leitores do Delito de Opinião. E ontem, dia 17, depois de ter ouvido as declarações do Alto Comissário para os Refugiados e de alguns funcionários das Nações Unidas, permiti-me trazer a este blogue alguns outros factos históricos, estabelecendo um paralelo entre o que aconteceu em 1956 e o que está a acontecer em relação ao fluxo de refugiados, dando conta da solução que então foi encontrada. Foram as duas únicas coisas que escrevi sobre a crise dos refugiados na Hungria.

O Luís Naves, que já tinha fica amofinado com o primeiro texto, extraindo dele conclusões precipitadas e que, para além de desajustadas, pouco ou nada tinham que ver com o que lá está (do tipo "uma maioria constitucional, duas maiorias absolutas não contam nesta narrativa", "o homem só tem defeitos (...)", "se a Hungria não é uma democracia deve ser expulsa da UE", "seria preferível fechar os olhos e deixar os traficantes levar toda a gente até à Áustria", "os húngaros serão forçados a fechar a fronteira ou arriscam-se a ficar com 60 mil pessoas em dez dias-se", "o nacionalismo é também um exclusivo dos grandes", "[c]laro que os votos nos pequenos países já não valem nada e a Europa é cada vez mais uma aliança entre grandes potências que não toleram os inúteis gestos de independência dos pequeninos, portanto talvez se encontre uma solução mais expedita"), resolveu ontem voltar à carga a propósito do texto que escrevi sobre os refugiados de 56.  

Em relação às respostas que lhe dei ao comentário que deixou no meu primeiro texto, o Luís Naves nada disse. Por isso, reproduzo aqui o que ali ficou:

"Quanto ao argumento da maioria constitucional e às maiorias absolutas só tenho a dizer que a democracia é antes de mais o respeito das regras do jogo, o respeito pelas minorias, a acomodação da diferença, e não me parece que qualquer maioria absoluta (antes Orbán também teve derrotas) legitimem a alteração das regras.

Só duas linhas relativamente à expulsão, porque quanto ao resto cada um tem a sua opinião e os seus argumentos.

Uma das coisas que tem sido salientada por alguns autores, e isso já era referido em 2011 pelo JW Muller, é que "European governments have been too preoccupied with the fate of the euro and their own economic woes to pay much attention to small neighbors about which many Europeans know next to nothing. (...) Brussels itself began to scrutinize the media law, and it nowseems sure that Hungary will amend it in response to criticisms from the EU. Still, it has become painfully obvious that the Union has many instruments and incentives to get countries outside its borders to adopt liberal democracy but precious few for changing the behavior of governments on the inside. In the wake of the failed EU Constitution, the focus has all been on respecting national differences, emphasizing Europe’s internal political diversity, and avoiding tough common European political standards. Tellingly, the latest European treaty—the quasi-constitution—has a provision for a member state to leave voluntarily, but no mechanisms for ejecting a country that has ceased to be democratic. True, there is the possibility of withdrawing voting rights from states that have violated the EU’s “fundamental values,” but no leading politician has even mentioned that possibility yet."

Um outro autor Ulrich Sedelmeir - London School of Economicas (JCMS, vol 52, 2014) escreveu: "Although the Commission made the debatable claim that the Media Law breached the EU media directive, it decided not to use infringement procedures.Instead, Commissioner Neelie Kroes was satisfied that the Commission’s concerns had been addressed in an exchange of letters with the Hungarian government, which promised to ease rules for foreign media and to soften the rules against ‘unbalanced’ coverage and ‘offensive’ Internet content. After the Hungarian Constitutional Court declared some elements of the Media Law unconstitutional, the controversy reignited when the Media Council withdrew the frequency for Klubradio, the main independent radio channel in the country, leading to criticism from the Commission, although there was no EU law that allowed it to act. A Budapest court granted a temporary relief for Klubradio to stay on air, but according to a Council of Europe expertise on the Hungarian Media Law, the government’s changes still do not meet European human rights standards. Freedom of the press remains problematic since the Media Council ‘still controls the entire broadcast sector and has [. . . the] legal power to reregulate print and online media’ (Bánkuti et al., 2012). In sum, the EU’s use of social pressure to achieve greater plurality and independence of the media was largely ineffective.
In January 2012, the Commission started infringement procedures against Hungarian legislation in three issue areas that had a separate basis in EU law. The lowering of the retirement age of judges (...) infringed Directive 2000/78/EC on equal treatment in employment. Measures to restrict the independence of the national data protection supervisory authority and of the Hungarian central bank, respectively, breached Article 16 TFEU and Directive 95/46/EC on data protection and Article 130 TFEU. Moreover, concerning the independence of the central bank, the EU not only used the infringement procedures – with the threat of financial penalties by the ECJ – but also used issue linkage. In April 2012, the Commission declared itself satisfied with the changes (...)"

Concluo que a UE não foi mais longe porque Orbán fez marcha-atrás, corrigindo o que foi obrigado a corrigir. Tal como a Roménia também fez. As maiorias de nada lhe valeram. Se todos os problemas fossem liminarmente resolvidos com a expulsão talvez já não houvesse UE."

Ontem, o Luís voltou à carga. E que diz ele, de relevante, em relação ao que eu escrevi: que o meu primeiro texto está "cheio de preconceitos" e que o segundo é "injusto", para depois concluir que a comparação com 56, "insinuando a insensibilidade e a ingratidão dos húngaros, revela a tese sentada no conforto do camarote". 

A partir daqui, fazendo uso destes elevadíssimos argumentos, atira com uma série de questões que com toda a propriedade deviam ser dirigidas aos responsáveis da União Europeia e das organizações internacionais que estão no terreno. Reparar-se-á que eu nunca coloquei em causa os relatos que o meu colega de blogue faz, não procurei sequer dar resposta às perguntas que ele foi atirando para o ar nas suas crónicas, nem sequer contestei as conclusões que foi extraindo em defesa do que foi afirmando.

Eu só tenho a dizer ao Luís Naves que não percebo onde está o "preconceito", que aliás ele não desenvolve em relação aos factos que são apresentados e que ele também não refuta. Como também não desenvolve onde está a injustiça da comparação relativamente à situação dos refugiados em 1956 e em 2015. E vem dizer que eu venho insinuar a "insensibilidade e a ingratidão dos húngaros", revelando "a tese sentada no conforto de camarote".

Em relação a este último ponto, inclusivamente, eu remeti os leitores para declarações prestadas por um refugiado de 1956 e para o filho de um outro refugiado da mesma época. Se há o apontar de um sentimento de insensibilidade e ingratidão em relação ao que está a acontecer, isso estará nas declarações dos próprios húngaros que criticam a acção do seu governo. E sobre isso o meu colega nada diz. Aliás, o que diz a oposição interna húngara e as várias ONG que se queixam da acção de Orbán, o Luís Naves também ignora. Para o Luís, a narrativa do governo húngaro é que é a correcta, por isso não há nada a dizer.    

Quanto aos números dos refugiados, o Luís Naves escreveu em 5 de Setembro "que só este ano, já entraram na Hungria 167 mil migrantes. Amanhã, a soma dará 170 mil". Bom, mas em 1956 na Áustria entraram 180.000. Em três semanas de Novembro terão entrado 113.000. E ainda lá estavam 150.000 da II Guerra. E a Áustria ao tempo não fazia parte de nenhuma União Europeia. E a situação resolveu-se sem muros, sem vedações de arame farpado, sem usar gás pimenta e gás lacrimogéneo, meios de que ainda ontem a Sérvia se queixou, por terem sido utilizados pela polícia húngara em relação a refugiados que se encontravam do outro lado na fronteira, no seu próprio território. Ah, pois, estavam a tentar entrar na Hungria porque por ali a volta é mais curta... 

Vá lá que no texto a que agora se responde, o Luís Naves já vem admitir que, afinal, o Viktor Orbán "tem defeitos: é um conservador populista com visão exagerada do seu país, tem tendência para a franqueza pouco diplomática e para o que considera ser a defesa intransigente dos interesses nacionais". É um princípio, mas logo a seguir o Luís Naves justifica isso, normal, com a oposição de extrema-direita e a oposição de esquerda pós-comunista, acrescentando ainda, não vão os seus leitores ficar confusos, oposição "que levou a Hungria à falência". Bem sublinhado. Esta última  nota deverá ser, pois, um dado essencial para se compreender a acção de Orbán, para justificar a sua actuação, a sua democracia musculada e o discurso populista. O Luís Naves devia explicar um pouco melhor estas coisas, bem como a história dos juízes do Tribunal Constitucional ou as alterações às leis da comunicação social que os restantes países da União Europeia obrigaram a Hungria a emendar. E já agora dizer quantos países, com excepção da Áustria por uma vez, foram obrigados a acatar recomendações da UE a esse nível. Está visto que o governo de Orbán e o Fidesz são "pequeninos" mas atrevidos. Fossem eles "grandes" e davam uma lição de democracia aos restantes europeus.

Para além disso, o Luís disse coisas tão extraordinárias como que "a vedação é uma medida paliativa", que "ninguém os impede de apanhar o primeiro comboio para a Alemanha" e colou o Jobbik (o partido de extrema-direita) a Putin, quando aquele com quem Putin faz acordos, tal como faz com a Síria de onde os refugiados vêm, é com Orbán. O refúgio insistente no zeloso cumprimento dos Acordos de Schengen, perante a gravidade e excepcionalidade da situação, só me fez lembrar um manga-de-alpaca que com todo o zelo recusava requerimentos por serem dirigidos ao Chefe da Repartição de Finanças, que estava de férias, quando deviam ser endereçados ao "Chefe da Repartição de Finanças (Substituto)".   

O Luís também não esclarece a questão dos juízes, mas é pena, porque provavelmente poderia dar-nos a conhecer os argumentos que faltaram a Orbán para seguir em frente com a reforma do Tribunal Constitucional húngaro, fazendo calar os tontos de Bruxelas. Num dos seus textos até diz que "estamos a assistir a uma campanha organizada (por quem?) que visa exercer pressão política sobre os países do grupo de Visegrad". Pois é, o mundo está cheio de malandros que querem tramar a Hungria... 

O Luís gostaria que eu entrasse num jogo de ping-pong, mas confesso que tenho pouca paciência (e tempo) para isso. Não gosto de ver jogos de ping-pong. A maior parte das vezes a bola só é vista pelos jogadores e pelos árbitros. Tão pouco estou interessado em dar lições aos leitores ou a ele. Não tenho esse atrevimento.

Aliás, só escrevi o que ficou registado sobre a democracia húngara porque a determinada altura, tanta era a insistência do Luís em mostrar que a Hungria é uma democracia (num dos rankings dos indicadores de democracia estava em 36.º lugar, muito abaixo de Portugal), que comecei a ter a estranha sensação de que Orbán seria um reincarnação do Senhor, a UE uma cambada de malandros a fazerem um uso reprovável do seu poder sobre um pequeno país, e que o Luís Naves foi o escolhido para escrever cartas para os pastorinhos. Como não me chamo Jacinto, Marta ou Lúcia achei por bem marcar a minha posição, fazendo uso da minha liberdade de crítica, o que fiz, sublinho, apenas em relação às questões que eu considero essenciais para os leitores poderem, se quiserem, reflectir e sem que para tal fosse contrariar os factos e as conclusões, algumas sub-liminares, que o Luís apresentou. E repare-se que logo no primeiro texto que escrevi não contestei que a Hungria fosse uma democracia, embora fizesse notar, e foi esse o propósito, a existência de vários modelos e de algumas coisas "estranhas" que se passavam nessa democracia. E escrevi: "importa referir meia-dúzia de outros aspectos que não têm feito parte dos relatos do Luís Naves, e por isso não têm tido resposta, para que as pessoas não pensem que a democracia húngara é igual à alemã, ou à inglesa, ou à francesa, ou à espanhola, à italiana, à belga, à holandesa, e por aí fora, até à portuguesa".

A factos contrapus outros factos e clarifiquei fontes, socorri-me de textos de académicos, de notícias, de registos conhecidos. Os leitores se quiserem podem informar-se. Já o tinha feito anteriormente quando vi a defesa que o Luís fez de algumas teses em relação à Grécia, sendo certo que não tenho nem manifestei particular simpatia pelo Syriza em nenhuma ocasião. Como várias vezes tenho feito e inclusivamente aqui escrevi uma vez, a provocação é um direito. E a ironia nunca fez mal a ninguém. Eu prefiro ter leitores que contrariem as minhas teses, que apresentem outras versões, que me critiquem e se necessário me corrijam, como alguns por vezes têm feito, do que ter uma carneirada a aplaudir o que escrevo, a insultar anonimamente os vizinhos de blogue com referências indirectas e meias-palavras e a publicar as críticas nos comentários dos textos dos outros porque foram por mim censurados devido aos seus inaceitáveis termos, muitas vezes em relação a terceiros e claramente xenófobos, anti-semitas e racistas. 

Aqui não há "narrativas", o mundo não é visto a preto e branco, de um lado não estão os bons e do outro os maus, não há grandes e "pequeninos", e eu não dou aulas de catequese a neófitos. Registo as minhas opiniões, as minhas posições, factos que entendo deverem ser registados. E cada um que tire as suas conclusões, que faça as críticas, de preferência sem atacar o vizinho, sem insultar quem escreve, sob pena dos comentários não serem publicados. Lá porque há quem queira "desancar" no vizinho, com quem até posso não simpatizar, o que nem sequer é o caso, não vou permitir que se publiquem nos comentários aos meus textos considerações que possam ser consideradas ofensivas para ele ou para qualquer outro dos meus colegas que aqui escreve. Tenho pena, mas o Delito de Opinião ainda não é a Hungria de Orbán. E se um dia for seguramente que me avisarão com antecedência, porque nesse dia a opinião deixará de ser livre.

Tenho pena, mas é assim que vejo as coisas, Luís. 

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António Galamba (PS) diz-se excluído por delito de opinião.

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por Leonor Barros, em 04.07.15

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Hoje ao fim de tarde. A alma cheia de gente que me faz mais feliz e a quem estarei eternamente grata. 

 

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Delito de opinião

por Sérgio de Almeida Correia, em 09.01.15

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Beck

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.01.15

4548888_3_3b07_le-sociologue-allemand-ulrich-beck_(15/05/1944 - 01/01/2015)

 A sociedade do risco é também a sociedade da responsabilidade e da consciência individual. A Europa não é um risco, é uma opção.

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O Delito de Opinião

por Helena Sacadura Cabral, em 03.11.14

Já uma vez aqui disse que não percebia muito bem porque é que me tinham convidado para escrever nesta casa. E, na altura, o Delito ainda falava de outras coisas para além do futebol e de política. É verdade que eramos menos e talvez a intimidade fosse diferente. 

Por razões que não vêm ao caso, este fim de semana dediquei-me a ler com atenção uns post's que, por versarem esse tipo de matérias, me interessaram menos e havia deixado para leitura posterior. Fiquei impressionada. O núcleo duro deste blog é mesmo a política. O que, para quem goste, não será um mal maior. Mas descobri algo que, a mim, me pareceu novo. É que o Delito se transformou numa plataforma de pré campanha eleitoral. Não entro em detalhes nesta análise porque todos os "delituosos" me merecem igual respeito. Todavia e a meu ver, existe um começo de "excesso". Talvez seja eu que esteja errada. Mas, confesso, gostava mais do DO de quando entrei!

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Lista de Presenças - Almoço Delito

por Adolfo Mesquita Nunes, em 14.01.13

 

Não sei quem foi o primeiro, aquele por quem esta acta deveria começar. Mas, se tivesse de fazer um palpite, diria que foi a Leonor a primeira a entrar naquele princípio de verde que é a casa da Ana. Uma pessoa entra, imaginemos a Leonor, de tarte de lima na mão e determinação no gesto, e dá de caras com a serra. Poderia ser uma parede de serra, daquelas que nos trava, mas não: é um começo de serra e de verde, mesmo.

 

Mas voltemos aos restantes autores do Delito, que chegaram enquanto eu, aliviado, discutia Hélia Correia com a Ivone, e ela, compreensiva, me dava a conhecer a Teresa Veiga. Quem chegou depois? Depois, talvez para temperar aquele sobressalto que a Leonor não disfarça, deve ter chegado a Teresa, que trouxe bolo de caramelo, imagino que para nos convencer, sem sucesso, que a doçura lhe tinha escorrido toda para o bolo. A Teresa e a Leonor as primeiras a chegar, é o que imagino, numa espécie de equilíbrio que terá confortado a Ana: tudo no seu lugar, o céu e o inferno em paz, o Delito em começo de festa. E estava tudo no seu lugar, de facto.

 

O Pedro, porque se sente responsável, não deve ter demorado muito mais. Há ali uma liderança que se pressente e que o antecede. Poderíamos chamar-lhe de carisma mas nós temos por hábito chamá-lo de Pedro. E ele, que não sabe da confusão do nome próprio com o substantivo, nem dá pela coisa, distraído talvez com a determinação do Luís, que lhe fez companhia. E é bom ter o Luís por perto nestes almoços. Por vários motivos e por mais este: o sossego de saber que há quem já tenha pensado e concluído sobre como vai este país (era o senhor contente ou o senhor feliz?).

 

Se o Zé Navarro só chegasse depois de compilar tudo o que sabe, não teria sido o seguinte. Nem teria chegado a tempo, sequer. Mas deve ter sido ele a entrar, logo a seguir ao Pedro e ao Luís. Não por competição, mas porque as histórias que o Zé tem para contar não cabem num fim de tarde e convém chegar cedo. Se quiserem ver o Delito em movimento, convidem o Zé. São dezenas de posts, um a um, a surgir à nossa frente, num convite ao plágio. O Zé André, que publica posts, e livros daqueles a sério, resiste bem a isso do plágio. E até aos seus próprios temas, que ficaram em suspenso, para nos fazer lembrar, vem daí lamechice, que é bom ver alguém feliz, e não necessariamente pelo pleno 'árvore, livro e filho'.

 

E foi este o grupo que, com uma hora de viagem, eu e a Ivone encontrámos. Pontualíssimos, apesar de tudo, porque lá estávamos para receber a Gui. A nossa caloira, sem a timidez dos caloiros, arranjou logo forma de escapar à praxe. De igual para igual, sem espaço para hierarquias. E nós fomos na conversa, que acabámos a oferecer ao Zé Maria, que chegou depois, o estatuto de caloiro. Não que a idade não justificasse e os recados trazidos da mãe não provocassem, mas a verdade é que nos deixámos levar pela mestria da caloira. E ficou assim: Gui 1, Zé Maria, também Gui, 0.

 

Vá lá que o Gui caloiro trouxe arroz doce, daqueles que poderiam ter dizeres a canela: Delito de Opinião, por exemplo. Mas não tinha, por causa de uma desculpa qualquer. De qualquer forma, os dizeres alinhados a canela não teriam durado outro tempo que não o de exibição, que o João Campos, embalado pelas raízes do Alentejo, atacaria o dito sem vergonha, entre a ficção científica e o liberalismo clássico (curiosa combinação, bem sei). E assim começou mais um almoço do Delito.

 

Do que se falou e de quem por lá passou, naquele dia de Reis, prometeu-se o segredo, que agora cumpro, deixando esta acta confundir-se com uma mera lista de presenças em casa da vital Ana. E que isto sirva de lição aos faltosos. Acabou-se isso de faltar e ficar a saber tudo pelas actas.

 

Ah. E o almoço foi um caril, que estava daqui.

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Viva Nós! Votem em nós!

por Leonor Barros, em 09.01.13

Deve ter sido por acabar de ver o nosso menino d' ouro agorinha na televisão à minha frente e contagiada pela falta de modéstia do jovem narciso mais o belo par de pernas que a D. Dolores lhe deu, abençoada mãezinha. Neste país há muito que a vergonha se foi e também eu, adaptando uma das citações mais famosas da História, quero ter os meus cinco minutos de sem vergonha. Venho por este meio, despudorada e descaradamente, informar que aqui o nosso delicioso Delito foi nomeado pelo Aventar para blogue do ano. Não se acanhem, amigos e comentadores, ide lá e colocai a cruzinha. E agora, vou-me, acabei de esgotar a minha quota de pedinchice desavergonhada. 

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You talkin' to me?

por Rui Rocha, em 28.10.12

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Indigestões

por Laura Ramos, em 14.09.12

 

Froggy, froggy, conta lá o que sabes...

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Delito delight

por Laura Ramos, em 19.02.12

 

Ele há blogues e blogues...

Patriotismo e patrioteirismo.

Bloguismo e blogueirismo.

O Delito de Opinião é um movimento bloguista, um exercício perigoso, só para gente adulta, aventueira. E onde cada um de nós está de bem consigo (o que não é pouco na blogosfera).

Um blogue colectivo é um saco de gatos? É... Gatos de raça, aristobloggers, no sentido da sua grandeza humana e não do certificado veterinário de paternidade registada.

Por isso, cada  momento de não virtualidade é uma celebração da força da verdade. O verdadeiro teste.

Mesmo que não estejamos presentes, somos.

O que não é pouco, reparem.

- Quem disse que a blogosfera estava morta?

Os cabotinos. Apenas esses.

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Depois não digam que não vos dou nada

por Ana Vidal, em 22.01.12

Um presente para os meninos do Delito.

(eu fico com a voz, se não se importam)

 

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Delito de opinião

por Pedro Correia, em 23.12.11

«Em Portugal, o direito à liberdade de expressão não está ainda adquirido. Seria importante que se fizesse um estudo sobre os processos de tribunal em que os colunistas da imprensa surgem como réus, por DELITO DE OPINIÃO.»

Inês Pedrosa, no Sol

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Sete castelos eu vi, doze amigos me encantaram

por Laura Ramos, em 20.12.11

 

Mal poisei o pé na estação de Sto. Amaro olhei durante uns segundos para o espaço circundante e, decidida, optei por tomar o caminho à minha direita, como sempre acontece quando não faço a menor ideia do rumo que devo seguir. É triste. É invariável. Já cristalizou em alfinetada de família. Quem me visse tomar-me-ia por uma nativa (objectivo cumprido). E o certo é que não tardei a ouvir nas minhas costas: - Por favor: É de cá? Atentei então naquele vulto de calças floridas e cabelo escuro e respondi: – Não. Mas porquê? E eu a pensar... «toma, outra como tu!». Vou à procura de um restaurante que fica no parque 7 Castelos, tenho um almoço lá.
Que engraçado! Eu também - respondi. E ela: – Não me diga que é a Luísa! - Não... disse eu, pesarosa, matutando que se na véspera meia Lisboa estacionara em jantares colectivos de Natal, hoje era decididamente o dia dos almoços em Oeiras...  - Espere, insistia ela, não é Luísa, é outra coisa. É… Olhe, o meu encontro é do Delito de Opinião, será que é a… Laura?, ajudei eu.  - Isso mesmo, mas onde é que eu fui buscar o ‘Luísa’? - Não interessa, sou mesmo a Laura. Incrível, nem de propósito.
Entretanto, eu também já percebera que ela só podia ser a única fundadora que me faltava conhecer, a Teresa, que eu lia desde que este blogue é blogue. Tranquila e raiando pelo início da tarde: foi fácil decifrar as chaves do meu informador ... (João, fizeste tanta falta!).
E lá fomos a rir, passo estugado, no rasto de um portão de ferro e de um frondoso parque que não tardou a aparecer mostrando ao fundo, num enquadramento perfeito, o refúgio eleito para este nosso encontro: o restaurante 7 Castelos. Valeu a viagem, só vos digo: pelo caloroso acolhimento, pelo ambiente confortável com notas divertidas (e que tal uns candeeiros de tecto feitos daqueles secadores em que as nossas mães sofriam a mise en plis?). E, claro, pela imperdível cozinha, num registo irreprovável entre a solidez dos sabores clássicos e os retoques da imaginação actual: folhados de chèvre com frutos silvestres e shot de melão com presunto crocante; bacalhau com crosta de ervas e mix de folhas; pato confitado com arroz árabe e espargos salteados, tudo condignamente acompanhado de uns magníficos brancos e tintos 'Vale de Areias' e rematado com umas deliciosas sobremesas leves, a preceito. E muitos cafés...

À chegada, já lá estavam alguns meus conhecidos: a nossa querida e imprescindível mentora Ana Vidal, a Ana Cláudia – sempre animada e  energética -, a minha sister in (civil) arms Leonor e o tranquilo Fernando (que diz que gosta de verde mas ainda não provou o que eu lhe mandei!)  E também estavam os nunca-mais-virtuais Luís M. Jorge (que simpático! onde é que escondeste o teu puro veneno, Luís?) a Ivone (ficaste muito longe, há que corrigir isto) e o divertido  Luís Menezes Leitão, em quem, pelo meio da imparável verve, procurei um tracinho que fosse de cagança académica (coisas cá muito minhas, que detesto). Mas debalde...
Mesmo no nosso encalço vinha o Adolfo, tenue sportive irrepreensível, tão encantador quanto já reza a lenda e a quem a Nação ainda não deu férias porque o Parlamento não vai parar (sabiam?). O José Gomes André chegou depois. Verdadeiro agit-prov (sim, não é gralha, ele é um puro-sangue agitateur-provocateur). E por fim, adivinhem lá quem se fez esperar… coisa nunca vista?  O nosso homem do leme, pois: o Pedro. Sempre impecável e jovial, a pôr uma subtil ordem na conversa e a disfarçar aquelas 4 mãos  imparáveis com que trabalha em tudo.
Assim, quando o 13º chegou, o João Campos, - em carne e osso, inteirinho e sem cortes da Troika - imaginam a apoteose? É que do pão saloio, do patê de azeitonas pretas e do patê de queijo já ameaçava não haver vestígios... apesar das incansáveis reposições. Ordem para começar, portanto! Durou até às 6 da tarde...

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Leituras

por Laura Ramos, em 29.10.11

 

É o género de obra que me encanta. Produto de uma investigação apurada e consistente, mas que não despreza, na sua riqueza  documental, a oportunidade estética.

Não é só um livro de autor: é uma construção atravessada de sensibilidade sobre variadíssimos actores da nossa história cívica e cultural. O que exige método, bom olho, ciência e faro de caçador.

Aqui, viajamos pela história do Supremo Tribunal de Justiça, mas é a própria gesta política de Portugal que sedimenta a obra.

– Afinal, o que é da civilização sem ícones, impressões digitais das gerações, fio e meada, legados materiais?

Nada.

E tolos são os que desvalorizam estes vestígios que nos ficam.

Ainda bem que há quem, por entre outros desafios, esteja atento.

Tamanha lavra? É do nosso João Carvalho. E não preciso de tecer loas: que cada um avalie por si.

Por isso, não percam. Foi o que eu fiz. Completamente por conta própria.

– Verdade ou não, João?

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Vrrrruuuuuuum...

por Laura Ramos, em 23.09.11

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Mais um delinquente de opinião.

por Luís Menezes Leitão, em 08.09.11

Quero agradecer à equipa do Delito de Opinião o honroso convite para participar no seu delictum collectivum. Sempre admirei os que têm coragem de se rebelar contra o pensamento único e praticar delitos de opinião. É graças aos autores de delitos de opinião que é possível derrubar regimes ditatoriais e totalitários. Naturalmente que assumo a exclusiva responsabilidade pelos delitos de opinião que vier a praticar no Delito. Ubi non est culpa, ibi non est delictum.

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Mais um delinquente de opinião.

por Luís Menezes Leitão, em 08.09.11

Quero agradecer à equipa do Delito de Opinião o honroso convite para participar no seu delictum collectivum. Sempre admirei os que têm coragem de se rebelar contra o pensamento único e praticar delitos de opinião. É graças aos autores de delitos de opinião que é possível derrubar regimes ditatoriais e totalitários. Naturalmente que assumo a exclusiva responsabilidade pelos delitos de opinião que vier a praticar no Delito. Ubi non est culpa, ibi non est delictum.

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Outros delitos

por Pedro Correia, em 28.08.11

«Na Madeira há DELITO DE OPINIÃO.»

António José Seguro, hoje, na Madeira

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Delituosos na Madragoa

por Fernando Sousa, em 21.05.11

 

Ainda há milagres, sim senhor. Aos 13 de Maio do Ano da Graça de Nosso Senhor, e depois de várias tentativas, reuniram-se, num jantar, seis dos delituosos membros deste blogue para não deixarem morrer a tradição, que seria o mesmo que perderem a memória e com ela a história. E já comecei como não queria: a roçar o estilo de uma acta de condomínio – dessas de que fugimos chegando o mais tarde possível. Reuniram-se, para que se saiba e conste, como agora se diz, para memória futura, tanto em nome próprio como dos ausentes, que pelos motivos mais diversos não puderam estar – a Ana Vidal bem tentou. Não foi em Camelot nem à volta de uma távola redonda, mas no Mercatudo, numa rectangular e à volta de uma sangria, e de um tinto de que não guardei o rótulo mas o paladar, de um bacalhau com broa, de que, esse sim, ficou o sabor, e de temas que escorreram com a arritmia própria dos grupos que querem matar meses de saudade em apenas três horas – que foi o que durou a demanda. Para quem já se conhecia, notou-se o brilho com que amizade sai pelos olhos. Para mim, cuja chegada atrasada não me salvou desta acta, foi o tentar ligar as caras aos nomes de tantos adorados apontamentos aqui – do Pedro, da Teresa, da Ana, da Leonor, do Zé Bandeira. Depois do período-de-antes-da-ordem-da-noite, com breves leves alusões às ausências, e olhares de esguelha para os lugares vazios dos Lancelotes, à mistura com pasta de azeitona e um belíssimo queijo de cabra, os condóminos resistiram à actualidade política – inacreditável! – entretendo-se a falar ora dos filhos ora de quem deixou de escrever, momento em que tive de enfiar o nariz no bacalhau, ora dos comentários aos posts, detendo-se num ou noutro chato. Uma novidade: o Zé vai casar-se. Neste passo não tive pena de não ter ficado em frente dele - teria tido dificuldade em disfarçar o espanto que ainda me causam estes heróis dos tempos modernos. Frase da noite: “Toda a gente para mim é boa até prova em contrário.” Veio da Ana e ninguém torceu o nariz – que eu tivesse visto – ou tossiu – que eu tivesse ouvido. Também assinei. Uma conversa ficou inacabada quando eu disse – a propósito sei lá já de quê – que a felicidade é também um dever, não apenas um direito. Mas já era meia-noite na Madragoa, que a partir de certa hora é mais para quem bebe do que para quem pensa – se é que àquela hora nós próprios estávamos em condições de alinhavar duas ideias. Sobre o próximo jantar, os delituosos desejaram que volte a ser tão concorrido como os primeiros, porque a vida de facto não é virtual e a linguagem não é só a escrita – tem formas, gestos, cores, sons, tons. Tem gente, que antes de saber escrever já comunicava com isso tudo. Como esta, bonita, com quem jantei num dia de milagres, por acaso numa sexta-feira, dia 13.  E por ser verdade, e a contar com a compaixão de todos pelas omissões ou esquecimentos, e com a promessa de encaixar os reparos, assina aquele que encarregaram da tarefa de relatar aos que não foram, do que falaram os que foram, que aqui abraço e beijo.

 

Post Scriptum: Nosso muito, muito querido amigo João Carvalho, não voltes a arranjar desculpas para não aparecer. De espécie nenhuma. Podes ler isto como intimação - de todos.

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