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Frases de 2015 (52)

por Pedro Correia, em 26.10.15

«Estaremos perdidos se a coligação continuar à frente do País.»

Bispo Januário Torgal Ferreira

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Comungar ou não comungar, eis a questão

por Teresa Ribeiro, em 18.01.14

Digamos que do ponto de vista católico, D. Januário considera algumas das práticas deste governo "anticonstitucionais".

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Que se linche o teu irmão

por Pedro Correia, em 01.03.13

Por muito menos, este senhor proclamou-se vítima de um linchamento. Agora, estando sob mira pública um irmão na fé, e sem o menor assomo de caridade cristã, ei-lo a acender a fogueira num tema onde todas as precauções são devidas sendo a natureza humana o que é e tendo provocado os assassínios de carácter que já provocou. Repare-se no nível intelectual desta argumentação: "Ouvi que ele tinha tido um comportamento dessa ordem." E desta, que inverte o ónus da prova: "Não possuo quaisquer elementos que provem que isso não é verdade."

Se não é linchamento, imita bem. Sobretudo após o categórico desmentido do visado, a quem não pode ser negado o direito à defesa. E do louvável acto de contrição já assumido por outro interveniente na polémica.

Merece forte penitência por tão ruim pecado, senhor bispo.

 

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O xeque do bispo (obrigado, Luís).

O cheque do bispo.

O bispo em xeque.

 

Ou sugira outro,vá.

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Verão quente

por Rui Rocha, em 18.07.12

É lamentável que o espaço de oposição ao governo esteja a ser ocupado por D. Januário Torgal Ferreira e por Mário Soares. E isto é assim pelas pessoas em si, pelo que representam e pelo tipo de discurso que protagonizam. A democracia deve ser o espaço da solução e da sua alternativa. Ora, o bispo das Forças Armadas e o ex-presidente não são solução para o que quer que seja. E muito menos estão em condições de apresentar qualquer alternativa. 

 

Mário Soares é um político reformado e irreformável, dono de algumas poucas virtudes sobrevalorizadas pelo próprio, às quais uma parte significativa dos portugueses foi sensível numa determinada fase e a que se tornou indiferente depois, e de um conjunto razoável de vícios que são, em boa medida, partilhados pelo próprio sistema (o amiguismo, a ideologia balofa, o empurrar os problemas com as bochechas, etc.). Por seu lado, D. Januário acumula, ironicamente, a condição de representante de duas instituições, o Exército e a Igreja,  que enquanto tais e tal como acontece com os árbitros no futebol, são tanto mais úteis ao país quanto menos se notar a sua presença em campo. Para além disto, o discurso de um e de outro constituem o exemplo acabado do mais profundo espírito anti-democrático.

 

O problema essencial das afirmações de D. Januário não é o de ele ser bispo ou major e de nessa qualidade, ou na de simples cidadão, criticar o governo. É de apostar em acusações gravíssimas, generalizadas a um órgão de soberania democraticamente eleito e de não as fundamentar. Com tal comportamento, ofende, antes de mais, os portugueses. A raiva e o excesso quando se aliam à vacuidade não só não atingem o alvo a que se dirigiam, como retiram credibilidade a quem profere as acusações. No mesmo plano se colocou Mário Soares. Defender que os portugueses querem um novo governo revela, antes de mais, a ambição de falar em nome de quem já não lhe reconhece autoridade para isso. Para além do mais, trata-se mais da expressão de um desejo do que do diagnóstico da realidade. Excesso e falta de sustentação de afirmações que só não surpreendem porque ao contrário do próprio, já todos percebemos que o papel político de Mário Soares é meramente decorativo.

 

O problema deste estado de coisas é que o país precisa de oposição ao governo. Forte, credível, sustentada, com propostas que possam constituir-se como alternativa. Com D. Januário e Mário Soares a ocupar o espaço mediático não é só o discurso populista ou radical de Louçã e Jerónimo que perdem palco e oportunidade. É também a incapacidade de Seguro se afirmar como alternativa moderada que se torna mais evidente. Tudo em benefício de um governo que se encontrava há uns dias atrás em grandes dificuldades e com acelerado desgaste e que pode, agora, respirar um pouco e até apresentar-se como vítima de ataques desvairados, com isso reforçando a credibilidade da tese da conspiração de interesses. Repito, tudo em benefício de um governo que estava contra as cordas, mas não necessariamente em benefício do interesse do país.

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O xeque do bispo.

por Luís Menezes Leitão, em 18.07.12

 

Já há muito tempo que nos habituámos a ouvir D. Januário Torgal Ferreira e saber que a sua posição é muito desalinhada da da Igreja Católica. D. Januário não se coíbe de criticar as posições da sua própria Igreja, como se vê aqui e aqui, sendo por isso natural que a hierarquia da Igreja se demarque das suas posições.

 

Também já não são novidade os ataques violentíssimos de D. Januário Torgal Ferreira a este governo. Aquando dos cortes dos subsídios D. Januário já tinha aqui qualificado a medida como uma inventona, típica da Inquisição, um acto de terrrorismo, e que faria Sá Carneiro revolver-se no túmulo. Depois comparou as posições de Passos Coelho sobre a paciência dos portugueses às de Salazar, dizendo que lhe "parecia que estava a ouvir um discurso de uma certa pessoa há 50 anos" e que "o povo tinha que ir para a rua fazer a democracia". Não por acaso, surgiu logo a seguir uma notícia sobre os vencimentos que o bispo ganha, o que pelos vistos não o intimidou. O último ataque ao Governo é, porém, de uma violência extrema, falando o bispo em corrupção, em gangues, em diabinhos negros, etc., etc. O que espanta, no entanto, é que o Governo tenha decidido reagir em coro, quer por Paulo Macedo, quer por Aguiar-Branco.

 

Essas reacções permitem, no entanto, a D. Januário alimentar ainda mais a polémica, chegando a pôr em causa a autoridade de Aguiar-Branco. Ora, se há coisa que um Ministro da Defesa não pode ter é a sua autoridade posta em causa nas Forças Armadas, mesmo que a contestação venha apenas de um capelão.

 

Comparada com estes ataques de D. Januário, a oposição de António José Seguro parece a de um menino do coro. O bispo está em clara posição de xeque ao governo. Ou o governo se cuida ou arrisca-se a cair em xeque-mate.

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