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Uma questão de amor

por Helena Sacadura Cabral, em 20.11.15
Não serei muito ortodoxa nas questões de natureza familiar. Chamo de família a uma multiplicidade de formas de vida que não assentam no tripé pai, mãe, filhos. Sempre assumi essa posição e ainda há bem poucos dias escrevi para a EGOISTA um artigo sobre o assunto. 

Hoje foi aprovada na Assembleia da Republica a adopção de crianças por parte de casais do mesmo sexo. Ela já era possível para apenas um dos membros do casal, o que constituia algo de manifestamente estranho.

Se vivemos num país em que o casamento de pessoas do mesmo sexo é permitido, julgo que será muito mais importante do ponto de vista afectivo que uma criança possa estar rodeada do amor de dois pais ou de duas mães, do que viver institucionalizada sem o amor de ninguém.

Sei que esta posição não é politicamente correcta. Sei, também, que essas crianças irão, eventualmente, afrontar a maldade e a discriminação de outras crianças e, até, dos seus pais. Mas prefiro tudo isso - que um dia elas irão compreender - a uma criança reduzida a um número da Segurança Social a viver num orfanato, ou o que lhe queiram chamar, sem um beijo, um abraço, um colo que a ajudem a sentir-se amada!

Por isto tudo, posso perceber que muita gente que eu conheço possa estar muito feliz, não ignorando que muitos outros se possam sentir indignados. É a vida!

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Olhares

por José António Abreu, em 26.07.15

Pode ser apenas a minha leitura (uma distorção que, adiantada a ressalva, julgo coerente com o meu tipo de pessimismo) mas as crianças parecem-me ter um olhar cada vez mais adulto. Ou antes: cada vez mais parecido com o de muitos adultos actuais, começando pelo dos progenitores. Um olhar onde o desejo se cristaliza, se torna permanente em vez de intermitente, e a ameaça da tristeza é submergida pelo pânico do aborrecimento.

 

Adenda: Leiam esta entrevista a Carlos Neto, professor da Faculdade de Motricidade Humana, no Observador; não tem directamente a ver com o olhar das crianças mas, ainda assim, tem tudo a ver.

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IPO. Pediatria. Falemos disto (agora já) sem medos

por Marta Spínola, em 04.02.15

Em dia de luta contra, deixo isto. E um abraço a todos, não só a quem luta, a quem tem alguém próximo que luta, não só aos mais pequenos, a todos, porque todos o tememos de uma forma ou outra e devemos luitar contra o cancro.

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Eu - como tanta gente - pensei muitas vezes o que seria a pediatria num sítio como o IPO. Todos queremos distância de tal sítio - do IPO todo, não só da pediatria - por todos os motivos e mais algum, se a pudermos ter. Nunca tinha lá entrado, nunca tive de lá ir. 

Ouvi muitas vezes e provavelmente também o terei dito que a ala pediátrica devia ser dura, que voluntariado sim mas ali não. Falamos muito, nós. 

O ano passado dei comigo a ir ao IPO com uma criança de pouco mais de um ano, a Carlota. Acompanhei dias de análises, consultas e exames e várias horas de espera de resultados, quer no Hospital de Dia quer no piso do Serviço de Pediatria. Vi crianças em tratamento, umas pacientemente à espera do fim, outras mais agitadas. Vi pais mais resistentes que outros, vi pais permitirem-se um desabafo lá fora para aguentar mais um pouco junto dos filhos. 

Testemunhei como o pessoal é dedicado e orientado para as crianças, vi os doutores palhaços acocorados cantar para a Carlota enquanto ela comia e não sabiamos se a sopa ía ficar ou voar no minuto a seguir. Não é um mundo de que se queira fazer parte, mas estando lá as coisas são feitas para que seja o nosso mundinho enquanto for necessário. E bem. E é.

Não, nunca me "fez impressão", no dia em que entrei pela primeira vez no Hospital de Dia o drama da minha cabeça foi-se. Não por não ser dramático o que lá se passa, naturalmente que é, mas o meu drama e o de tanta gente estava deslocado, não era por ali.

Vi muitas crianças, muitas. Uma que fosse já era demais, mas vi várias. E foi ao ver estas crianças que percebi como quando dizemos que não éramos capazes não podíamos estar mais longe da verdade. Eu acredito que muita gente não fosse capaz de ali estar, respeito a resistência de cada um. Mas passa-se a porta e não é sobre nós, passa a ser sobre eles. Comigo foi automático, sem esforço. Entrei e ali contavam só aquelas crianças, eu não, não as impressões, não os dramas de conversas ditas sem saber na pele sobre as coisas. Eu poderia eventualmente ajudar no que pudesse e não atrapalhar. A Carlota e os outros meninos é que importavam ali dentro.

Outra coisa de que as pessoas têm receio é de ver crianças em sofrimento. É claro que haverá níveis e casos para tudo, é claro que em pediatria há pré-adolescentes e é bem diferente com eles, sentem tudo de outra forma e torna-se mais duro nesses casos, admito. Mas muitas das crianças que vi temiam as "picas" - viam um enfermeiro e de beicinho queixavam-se "não... tu dás pica" (e o meu coração desfazia-se mais um bocadinho) ou de tirar adesivos, do repelão na pele. Isto comoveu-me de uma maneira que não sei explicar, problemas tão piores as levavam ali mas os medos delas são muitas vezes estes. A verdadeira e mais pura inocência. A mesmo inocência que as faz pedir aos pais para irem mais cedo e poderem ir brincar no Lions antes das análises, exames e tratamentos. 

O meu fantasma de fazer voluntariado num lugar assim foi-se. Não seria fácil, não tenho essa ilusão, mas hoje sei que teria a força que um dia achei não ter. Eles não choram o que lhes aconteceu, quem sou eu para me sentir fraca perante isso?

 

Originalmente publicado aqui.

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Constatações

por Francisca Prieto, em 11.05.14

Poucas coisas farão mais pela popularidade de uma rapariga da escola primária do que um gesso e um par de muletas.

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E as crianças, Senhor?

por Ana Vidal, em 27.10.13

Ainda a propósito da deplorável novela nacional do momento, sugiro esta sábia reflexão de Rosa Montero no El País. E destaco este parágrafo, que resume o principal:

"Demasiadas veces los progenitores feroces y abusivos son personas aparentemente normalísimas, ricas, asentadas socialmente y exitosas, como Bretón o como serían los padres de Asunta si se demuestra su culpabilidad. De modo que soy sincera cuando digo que, paradójicamente, tal vez Bourdin sea un padre maravilloso. Pero esa frase final del documental me hizo pensar una vez más en la incoherencia de nuestra sociedad. Necesitamos hacer test psicotécnicos para sacar el carnet de conducir, y también, como es lógico, para adquirir un arma. Pero, ¿para tener hijos no se pide nada? ¿Para esa responsabilidad tan colosal, para dejar a una criatura totalmente indefensa sometida a lo que puede ser el horror más completo, no hay que hacer ni una prueba? Todos esos combatientes antiabortistas tan activos deberían trasladar sus energías en defender a los niños, en vez de a los fetos. Que no sacralicen tanto a la familia, que puede ser estupenda, desde luego, pero que también puede ser un entorno peor que Auschwitz. Algo habría que hacer para defender a los críos."

 

 

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Teletrauma

por Ana Vidal, em 07.05.13

 

Há coisas que não percebo. Em vez de proibirem as suas criancinhas de levar telemóveis para um exame - por iniciativa própria e sem que sejam precisas recomendações exteriores, como seria lógico e natural - os pais dos alunos que fizeram hoje o exame do 4º ano vêm para a televisão insurgir-se contra o terrivelmente traumatizante pedido de assinatura de um papel que garante que os meninos não estão a conversar com os amigos em vez de estarem concentrados no exame. Insurgir-se, no fundo, contra a introdução das primeiras e utilíssimas noções de responsabilidade, ética e compromisso nas mentes dos filhos.

 

Esta nova forma de educar (ou de não educar, mais precisamente) com base no pressuposto de que tudo traumatiza as crianças, deixa-me seriamente preocupada. Primeiro, porque cria gerações sucessivas de florzinhas de estufa que não podem ser contrariadas nem suportam qualquer espécie de autoridade, o que as deixa totalmente impreparadas para o que vão enfrentar na vida real. Depois, porque torna quase insuportável o trabalho dos professores, desautorizados por um muro acusatório constituído por alunos mal educados e pais incapazes de autoridade que os apoiam incondicionalmente, tenham ou não razão. Finalmente, porque não vejo este excesso de protecção aplicado depois a outras frentes, como por exemplo à enorme exposição a que essas mesmas crianças estão sujeitas com a net, a televisão, a "noite" precoce, etc. Seria bom que estes pais pensassem um pouco mais em tudo isto, em vez de saltarem escandalizados, com acusações que não têm pés nem cabeça, para o microfone que a voraz media lhes estende à porta da escola.

 

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E o miúdo

por Patrícia Reis, em 09.04.13

E o miúdo entrou de rompante e perguntou

 

Podemos ter um primeiro-ministro chamado Tozé?

 

Sem comentários, encolhi os ombros e tive um ataque de riso.

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A explicação

por Patrícia Reis, em 24.03.12

A pergunta era a de sempre: se estamos em crise, como é que vamos fazer?

Os miúdos não são parvos. Não se deixam enganar por anúncios ou coisas dessas.

Querem saber as razões das coisas e, para isso, precisam de respostas que não sejam, passo a expressão, da treta. Não vale a pena mentir.

Vivemos em democracia há menos tempo do que vivemos num regime totalitário. A democracia, sendo o melhor dos regimes como dizia o outro (que também foi jornalista e levou pancada, há muitos anos), é hoje um conceito altamente questionável. Quem nos governa são os mercados, não são os 200 mil que podem ser eleitos por estar integrados numa estrutura partidária ou os outros - poucos - que se dizem independentes mas que encaixam nas mesmas estruturas. Basta isto para que se perceba que a democracia é mesmo muito relativa. Adiante, para não meter na cabeça dos miúdos coisas que podem levar a mais perguntas, a ideia foi a de dizer que temos de fazer o melhor possível sem abdicar dos nossos sonhos, já que estão na idade para isso. E que ninguém sabe o que é o futuro, logo podem escolher a área que quiserem, o curso que entenderem, ou não. Ir para a universidade não é uma obrigação, não está na lei como um dever. Há outras possibilidades. Dirão que este é um discurso que as mães não devem ter. Quero lá saber. Sei que mais de 50 mil licenciados saem directos para o desemprego ou - pior - para um call center qualquer a ganhar o ordenado mínimo. Por isto e outras coisas, se um dos meus filhos quiser ser carpinteiro, pois faça o favor. Ou palhaço, ou canalizador ou outra coisa qualquer incluíndo limpa-chaminês ou limpa aquários.  Nenhum disse uma palavra. Até ao momento em que o mais pequeno quis saber se eu ficaria triste se ele trouxer para casa, agora no fim do período lectivo, uma negativa a ginástica por não saber fazer o pino, a roda ou a cambalhota para a frente ou para trás com saída perfeita, sem mãos. Sorri. O outro disse: esquece isso, meu, nem no Governo ou na Troika há um tipo que saiba fazer isso e não lêem o que tu lês. Boa resposta? Belíssima. Venha a negativa que a malta fará dela uma medida de riso em vez de austeridade.

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Mundo cruel

por Helena Sacadura Cabral, em 13.01.12
 
"...Na Grécia, há cada vez mais famílias a abandonar os filhos. Deixam-nas à porta de igrejas, na escola, em instituições de solidariedade, entregam-nas para adopção. Dizem que não as podem sustentar. Não estamos a falar de cães abandonados por famílias que já não conseguem pagar a ração (o que também é uma dor). Não. Estamos a falar de crianças. Crianças a serem abandonadas. Famílias desfeitas, empobrecidas, a desfazerem-se das suas crianças.
Crianças abandonadas com um papel da mãe a pedir desculpa, a pedir que tratem bem da sua cria, a justificar que já não tem como continuar com ela.
Doloroso, doloroso.
Que desespero não está por trás de um gesto destes?
Nem consigo pensar numa coisa assim. Eu morria.
 
(foto e texto aqui)

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Blogue ou vala comum?

por João Carvalho, em 15.06.10

Usar isto não é apenas distorção, porque prova coisa nenhuma sobre as obscuras intenções de um autor qualquer. É deformação, porque uma criança não é o mesmo que um soldado. Fica-se sem saber se naquele blogue os direitos das crianças da nossa rua devem ou não ser iguais aos das crianças lá longe.

Parece que não, porque naquele sítio também se cantam louvores reverentes a Estaline e Mao, que nunca foram de perder tempo com as crianças destinadas às valas comuns.

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Panteras ao ataque

por João Carvalho, em 07.06.10

«Neste momento, a lei da adopção é uma questão fundamental. É incrível como a nível familiar não são reconhecidas as duas mães a uma criança» – diz Sérgio Vitorino, das "Panteras Rosa", e transcreve aqui o Sérgio de Almeida Correia. Não sei quem são as "Panteras Rosa" e o Sérgio Vitorino, mas posso imaginar. E vou fazer uma coisa que não é muito meu hábito, que é ajudar o Pantera Rosa a guardar os disparates na sua privacidade.

A nível familiar – para usar as palavras do Pantera – não são reconhecidas as duas mães porque ninguém tem duas mães. Tal como foi reconhecido o casamento homossexual, até pode ser que venha a ser consagrada institucionalmente a adopção de crianças por casais do mesmo sexo. Pode ser. Mas é institucionalmente, legalmente; não é «a nível familiar», como o Rosa quer. A nível familiar, uma criança tem sempre um pai e uma mãe, perto ou longe, vivos ou mortos. E tem o supremo direito de saber quem são.

Portanto, se é duvidoso chamar "casamento" à união de duas pessoas do mesmo sexo, é muito mais melindroso educar uma criança, cujos direitos devem merecer protecção especial, no erro impossível de que tem duas mães ou dois pais, deixando-a descobrir mais tarde que andou a ser enganada «a nível familiar».

É imperdoável centrar o assunto deste modo, é inacreditável vir à praça pública declará-lo e é inaceitável manifestar tanto egoísmo, quando o foco de todas as atenções tem de continuar a estar nas crianças. Felizmente, com abordagens como a do Rosa, o debate destas coisas mantém-se longe do fim. Por isso é que eu digo ao Sérgio Vitorino, seja ele quem for:

— Ó Pantera, um passo de cada vez, sim? Até porque pode ser conveniente dar um passo atrás, de vez em quando.

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Crianças quê?

por João Carvalho, em 29.10.09

Espero não estragar a bem apanhada série do Pedro Correia sobre expressões intragáveis, mas não resisto a dar conta de uma que mexe comigo e que se ouve cada vez mais: «crianças institucionalizadas». Deve ser outro tique que entrou no 'linguajar da moda' – e, como se sabe, há palavras e expressões que, ditas hoje em dia por meia dúzia de cabecinhas com direito a tempo de antena, passam a ser ditas pela carneirada toda.

Chamar «crianças institucionalizadas» às crianças que a vida largou ao abrigo do Estado e de instituições de protecção de menores é mais do que consagrar uma chancela estúpida: é recorrer a uma definição execrável e espalhar um estigma de muito mau gosto. Ainda pior quando é usada tantas vezes por mulheres, até por mulheres que são mães e que também são responsáveis por instituições dessas. Será que estas também são "mulheres institucionalizadas"? E os velhos que acabam colocados em lares e instituições do género também são "idosos institucionalizados"? E os pobres que se lavam, se vestem, comem e dormem em instituições de apoio à pobreza chamam-se "carentes institucionalizados"?

Passo-me com esta gente, que devia ser afastada e reenviada para o anonimato. Não o dizem por mal? Então parem um momento e habituem-se a pensar, antes de abrir a boca para debitar o mesmo que ouviram aos outros geniozinhos bacocos.

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Homo Sapiens

por Ana Vidal, em 07.10.09

 

Nos países industrializados, quase um terço das crianças sofre de abusos sexuais.


Uma criança em cada dez é vítima de negligência ou de maus-tratos psicológicos.

 

Em todo o mundo, duas em cada três crianças são alvo de castigos corporais.


Mais de 250 mil crianças são recrutadas por grupos armados.


Nos números oficiais de trabalho infantil constam mais de 150 milhões de crianças com idades entre os 5 e os 14 anos.

 

 

Civilizados, nós??????

 

 

 

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Só uma... e mais 18

por João Carvalho, em 25.05.09

Um pouco a correr, vislumbrei há bocado no Telejornal uma notícia infeliz (creio que acompanhada pelo rosto de Manuela Eanes): no ano passado, só  em Portugal,  desapareceram sem deixar rasto  18 crianças. E, contudo, só se falou de uma.

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Ninguém sabe

por Jorge Assunção, em 28.03.09

 

Na RTP2, hoje, pouco antes da uma da manhã, é transmitido um brilhante filme japonês, baseado numa história verídica que aconteceu no Japão em finais da década de oitenta. Entretanto, o economista Nattavudh Powdthavee é autor de um artigo polémico sobre as crianças e a felicidade que elas (supostamente) não trazem: Think having children will make you happy? Think again, suggests Nattavudh Powdthavee – you’re experiencing a focusing illusion. Para a mãe das crianças do filme em causa, estas não eram muito mais do que isso: um entrave à sua felicidade. Eu cá, ilusão ou não, vou continuar a considerar que as crianças trazem felicidade, a história real que originou o filme é que não me causa mais do que tristeza.

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