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A fina flor da República

por Pedro Correia, em 13.10.17

Ordem_do_Infante_D._Henrique[1].jpg

 

Cinco arguidos da Operação Marquês foram distinguidos por Presidentes da República:

 

Henrique Granadeiro. Ramalho Eanes condecorou-o com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (1979).

José Sócrates. Recebeu a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique das mãos de Jorge Sampaio (2005).

Armando Vara. Agraciado por Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2005).

Helder Bataglia. Feito comendador da Ordem do Infante D. Henrique por Cavaco Silva (2007).

Zeinal Bava. Cavaco Silva atribuiu-lhe a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial (2014).

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Não haveria condecoração mais adequada?

por Luís Menezes Leitão, em 12.10.16

Leio aqui que Marcelo surge num vídeo de propaganda do Estado Islâmico que se destina a atacar o Rei de Marrocos por ter aceite uma condecoração das mãos do infiel que preside à República Portuguesa. Não sei se o dito Estado pretende proibir todos os infiéis de condecorarem muçulmanos, mas confesso que a escolha da condecoração me deixa perplexo. Em primeiro lugar, a condecoração implicou pôr uma cruz ao peito de um monarca que é descendente do Profeta Maomé — que a paz esteja com ele! — e sabe-se perfeitamente que a cruz é um símbolo ofensivo para os muçulmanos. Efectivamente, a sua religião acredita que o Profeta Isa não morreu na cruz, tendo ascendido directamente aos céus, pelo que a exibição da cruz implica a negação de um dos dogmas do Islão. Por outro lado, a condecoração é a da Ordem de Santiago, um santo invocado precisamente em apoio da reconquista cristã de terras islâmicas: "Por El-Rey e Santiago aos Mouros". Consta aliás que Santiago Maior foi o responsável por tantos milagres que permitiram a vitória dos cristãos, que ficou precisamente conhecido como o Mata-Mouros, já que a sua invocação era garantia de que os mouros não escapavam à derrota e ao massacre. Neste quadro, a condecoração do Rei de Marrocos com a Ordem de Santiago é de bradar aos céus. Não há ninguém na entourage de Marcelo com um mínimo de bom senso?   

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Estes também merecem comendas (actualizado)

por Pedro Correia, em 25.07.16

Portugal conquista sete medalhas na Taça do Mundo de Canoagem.

 

Primeira medalha portuguesa de natação ao fim de 31 anos.

 

Katarina Larsson, do Sporting, campeã europeia de triatlo.

 

Surfista portuguesa Teresa Bonvalot campeã europeia de juniores

 

Ciclismo: Ivo Oliveira sagra-se vice-campeão europeu de perseguição.

 

Dupla portuguesa campeã do mundo de vela.

 

Portugal sagra-se vice-campeão mundial de atletismo T21.

 

Filipe Santos conquista medalha de ouro europeia em natação adaptada.

 

Nadadora júnior Diana Torres: recordes do mundo e da Europa.

 

Ricardo Silva Pires vence medalha de ouro internacional em ténis de mesa.

 

Portugal vence campeonato internacional de columbofilia.

 

Moscatel roxo de Setúbal traz título mundial para o nosso país.

 

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Estes também merecem comendas

por Pedro Correia, em 18.07.16

 

Portugal conquista sete medalhas na Taça do Mundo de Canoagem.

 

Primeira medalha portuguesa de natação ao fim de 31 anos.

 

Katarina Larsson, do Sporting, campeã europeia de triatlo.

 

Surfista portuguesa Teresa Bonvalot campeã europeia de juniores

 

Ciclismo: Ivo Oliveira sagra-se vice-campeão europeu de perseguição.

 

Portugal vence campeonato internacional de columbofilia.

 

Moscatel roxo de Setúbal traz título mundial para o nosso país.

 

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Condecoração por pontos

por Rui Rocha, em 18.07.16

Para ver se sobrevivemos a este "ai Jesus" de não ter mãos a medir para tanta comenda, proponho a condecoração por pontos: ao tirar a fotografia para fazer o 1º cartão de cidadão todos os portugueses seriam imediatamente condecorados pelo funcionário do Instituto dos Registos e Notariado. A todos os cidadãos seriam então atribuídos igualmente 12 pontos. A partir daí, determinados comportamentos implicariam a perda dos ditos. Por exemplo, não apoiar a candidatura de António Guterres à ONU determinaria a perda de 3 pontos. Já rir a bandeiras despregadas do Varoufakis valeria a perda de 2 pontos. Apoiar a realização de exames nos diversos níveis de ensino retiraria 1 ponto ao infractor, digo, ao cidadão. E assim sucessivamente. E claro, perdidos os 12 pontos, seria retirada a condecoração. Agora bem. Apesar dos erros, todos os cidadãos manteriam o direito a novas oportunidades. A leitura dos artigos do Nicolau Santos no Expresso daria uma bonificação de 1 ponto. Usar cuecas CR7 valeria 2 pontos. E conseguir o regresso do Tordo ao rectângulo daria jackpot: 7 pontos.

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A farsa repete-se como realidade

por Rui Rocha, em 17.07.16

Em "O Bem Amado" não havia meio de alguém morrer na cidade fictícia de Sucupira para se poder inaugurar o cemitério que o Prefeito Odorico Paraguaçu, acolitado pelo incondicional Dirceu Borboleta, tinha mandado construir. Em Portugal, uma espécie de Sucupira real mas em ponto maiorzinho, desde que Marcelo anunciou as comendas para os futebolistas, ainda não parámos de ganhar títulos desportivos. Marcelo é um Odorico Paraguaçu ao contrário. Vê-se sem mãos a medir para distribuir comendas da mesma forma que ao Prefeito de Sucupira escasseavam defuntos. E nem lhe falta o acólito Borboleta, agora interpretado por Costa, o Primeiro. Em matéria de ridículo, a realidade parece encarregar-se uma vez mais de superar a ficção.

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Por alto

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.02.16

card_cavaco_silva_201015.jpg

Feitas as contas, assim por alto, e tirando José Sócrates, que não conta para esse campeonato, só ficam a faltar Jorge Jesus, a senhora dos pastéis de bacalhau e ele próprio. Talvez a D. Maria possa tratar disso de maneira a que cerimónia tenha lugar antes de 9 de Março. Sempre seriam menos três para as preocupações do Presidente eleito.  

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Um gesto de amor

por Sérgio de Almeida Correia, em 21.12.15

Os portugueses vão hoje aplaudir mais um gesto natalício do senhor Presidente da República. Vai ser mais uma jornada de grande elevação e concórdia nacional.

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Ainda faltava a cereja no topo do bolo

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.12.15

COLAR ORDEM MILITAR DA TORRE E ESPADA, DO VALOR, L

O final do mandato do Prof. Cavaco Silva coincide, grosso modo, com a passagem do 16.º aniversário da transferência de administração de Macau para a R. P. da China, que se celebrará em 20 de Dezembro. Entendeu o Presidente da República (PR) aproveitar a ocasião para oito anos depois da saída de Jorge Sampaio, em jeito de despedida e ajuste de contas com o antecessor, atribuir ao último governador de Macau a mais elevada condecoração nacional. Contra o que o bom senso recomendaria.

O PR, como os portugueses estarão recordados, tem condecorado, na esteira dos que o precederam, toda a gente e mais alguma. Muitos por méritos mais do que duvidosos, mas que têm em comum serem da sua cor política, terem trabalhado ou colaborado com ele, porventura terem-se com ele cruzado à entrada de uma estação de metro num dia de nevoeiro ou num café de Boliqueime. Não admira por isso que quisesse também condecorar Rocha Vieira, militar que para o bem e para o mal ficará eternamente ligado ao que de pior Portugal fez em Macau em matéria de nepotismo, favorecimento e alimentação de clientelas. Para banalização da Torre e Espada, ordem honorífica cuja atribuição deveria ser consensual e compreendida por toda a Nação, é o ideal.

Quem desconhecer o passado e apenas conheça a propaganda da máquina que Rocha Vieira colocou ao serviço da sua promoção poderá pesquisar alguns livros que se publicaram, ver quem os pagou, e os milhares de páginas da imprensa local, incluindo do então Boletim Oficial, para perceber o que o senhor andou a fazer pelo Oriente rodeado pela sua gente, entre a qual se contavam alguns tipos pouco recomendáveis à luz de qualquer padrão de decência, dos que se orgulhavam de ter "andado a matar pretos em África" aos que assinavam contratos "por conveniência de serviço" em nome do Governo com as empresas de que eles próprios eram administradores. O próprio Fernando Lima, assessor do PR famoso no célebre caso das escutas do Público, foi um dos que por Macau se passeou, aproveitando para pernoitar em hotéis de cinco estrelas enquanto compilava, escrevia e publicava uns livros à custa dos patrocínios que directa ou indirectamente saíram dos cofres de Macau. Creio que o Conselheiro Macedo de Almeida, que foi Secretário-Adjunto para a Justiça de Rocha Vieira e é hoje assessor do PR, não contou nada disto ao Prof. Cavaco Silva para evitar que este se arrependesse a tempo.

Depois de um final penoso mas bem encenado e melhor coreografado, onde o descontrolo da segurança se misturava com os milhões, os caixotes e os salamaleques a Stanley Ho e aos poderosos das suas relações, enquanto se condecoravam os amigos e se sugeriam medalhas a Lisboa, criavam-se as instituições onde seriam colocados os seus – não a Portugal – leais servidores, muitos deles ainda hoje vivendo à grande do que então se retirou dos fundos locais. Em matéria de favores nada ficou por pagar fosse em medalhas, contratos, prebendas várias ou viagens e passeatas. E do trabalho que por Macau deixou aos mais diversos níveis, seria bom que os portugueses soubessem que década e meia volvida não há quem não se queixe do que se fez da justiça e dos tribunais, a começar pelo presidente da Associação dos Advogados, e até o português já perdeu, na prática, o estatuto de língua oficial, havendo tribunais a notificarem em língua chinesa destinatários falantes do português e recusando-se a fornecer traduções de despachos e sentenças a esses destinatários, em clara violação da Declaração Conjunta e do estatuto de igualdade das línguas, como que numa antecipação do final do período de transição de 50 anos. Tivesse sido o trabalho bem feito e nada disto estaria agora a acontecer.

O Presidente Jorge Sampaio, através de um gesto que teve tanto de ingénuo como de temerário, já tinha condecorado Rocha Vieira, embora nunca o devesse ter feito. A prova disso é que Rocha Vieira acedeu para logo depois fazer de conta que não tinha dado o seu aval à condecoração. O jornalista João Paulo Menezes recordou-o recentemente:

"Depois de ter aceitado a condecoração proposta por Jorge Sampaio (primeiro verbalmente, depois ao estar presente na cerimónia), Rocha Vieira protagonizou um dos episódios mais insólitos da história recente das condecorações em Portugal.

Como é regra, depois da cerimónia pública é enviado para casa dos distinguidos um documento designado “compromisso de honra de observância da Constituição e da lei e de respeito pela disciplina das ordens”.

Só depois dessa assinatura e da devolução do documento é que a condecoração passa a ser oficial. Mas Rocha Vieira não só não assinou como não devolveu o “compromisso de honra”.

Resultado: o Anuário das Ordens Honoríficas – online, no site da Presidência da República – omite essa condecoração e no seu próprio currículo Rocha Vieira também não refere que recebeu em 2001 o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique".

O general Rocha Vieira apresenta uma justificação no livro que o seu fiel e abnegado colaborador e editor publicou, dizendo que tal condecoração é “como se não existisse”, mas para dizer isto mais valia que tivesse logo recusado a oferta de Sampaio e esperasse que a história, ou quem àquele sucedesse, um dia reparasse a "injustiça". Homens de valor e com feitos excepcionais não fazem o que ele fez a um Presidente da República por muito que não gostasse dele.

Sobre os méritos do futuro titular da Ordem Militar da Torre e Espada, nada mais há a acrescentar, sabendo-se que a sua acção em Macau – e a dos portugueses, por tabela – valeu o gozo dos cartoonistas da imprensa internacional, da americana ao South China, pela forma como foi constituída a Fundação Jorge Álvares, onde estão acantonados os seus homens. E dos quadros dos ex-governadores retirados pela calada, como ainda há dias foi recordado por um ex-assessor de Sampaio, nem vale a pena falar.

O que se estranha é ver o general Ramalho Eanes, um modelo de militar e cidadão, a quem os portugueses muito devem pela consolidação da sua democracia, associado a esta farsa que a Presidência montou para homenagear Rocha Vieira. Só vejo o general Eanes na cerimónia por ser um homem educado e bem formado.

É que é difícil encontrar um paralelo, para além da farda, entre a acção de Ramalho Eanes e a de Rocha Vieira. Não consta que o general Eanes no exercício das suas funções públicas ou na sua vida de militar fosse cínico, falso, prepotente, que usasse o posto e a função para oferecer o que do seu bolso não pudesse pagar, distribuindo benesses, encaixando os amigalhaços, fazendo museus, fundações e institutos para sua glória, editando livros ilustrados com as suas próprias fotografias, dando o seu aval a indecorosas campanhas de promoção pessoal, esperando sempre ser devidamente bajulado em todas as esquinas. Ainda recentemente o general Eanes foi às Filipinas receber um prestigiado prémio internacional, fazendo-o com a maior discrição, como se a distinção que lhe foi concedida não fosse motivo de orgulho para todos os portugueses. A diferença entre os dois homenageados não está apenas no facto do general Ramalho Eanes ter dado o seu nome a um largo de Macau e sobre o outro haver hoje quem em Macau não saiba quem foi, tal a irrelevância do seu papel.

A atribuição da Ordem da Liberdade ao general Ramalho Eanes, militar e homem de Estado a quem em matéria de ética e intenções não haverá um acto que suscite dúvida, é inteiramente merecida e não devia acontecer desta forma, à socapa, em final de mandato, sem brilho.

Quanto à do outro cavalheiro a quem o PR resolveu agraciar com a Torre e Espada, a única coisa que se pode dizer é que não será pelo general Ramalho Eanes lá estar que deixará de ser um ultraje. Porque o homenageado será muito seu amigo, simpático e educado, mas faltará tudo o que a Torre e Espada pretende significar. Faltam os "feitos excepcionalmente distintos" à frente de órgãos de soberania ou no comando de tropas em campanha, faltam os "feitos excepcionais de heroísmo militar ou cívico" e faltam os "actos ou serviços excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade".

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Herzlichen dank mein lieber Freund.

por Luís Menezes Leitão, em 25.01.15

Leio aqui que Angela Merkel vai homenagear Durão Barroso na próxima segunda-feira em Berlim. Trata-se de uma homenagem mais que merecida. À frente da Comissão Durão Barroso sempre esteve totalmente do lado das posições alemãs e contra os interesses dos países do Sul, incluindo daquele a que pertence. Como bem se escreve neste artigo: "Os dois líderes políticos estiveram juntos na pobreza e na austeridade, no desemprego e no crescimento da Europa, até que o fim do mandato de Durão, em outubro de 2014, os separou". Faz por isso todo o sentido que Merkel condecore Durão Barroso. Já que Cavaco Silva também o tenha feito, é mais difícil de explicar. O legado de Durão Barroso na Europa está à vista com o crescimento dos partidos radicais que ameaçam estilhaçar o projecto europeu. Aposto que, nas suas próprias imortais palavras, hoje vamos começar a ter o caldo entornado.

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Antes que as medalhas acabem

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.11.14

images.jpgAinda bem que aproveitaram o Halloween para preparar a cerimónia. Da maneira que isto está, com a Maria Luís às voltas com a troika, o melhor era mesmo não se atrasarem e condecorá-lo já.

Agora os portugueses já podem dizer que o Grande-Colar da Ordem do Infante foi atribuído, a título excepcional, a uma parelha de gritos.

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Com amigos destes...

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.10.14

Para mim seria sempre uma honra não ser condecorado por um tipo como Cavaco Silva. E se um indivíduo sai da forma como saiu Sócrates, só por maldade é que se pode pedir ao Presidente da República que o condecore.

Espero que António Costa, se um dia for primeiro-ministro, acabe com essa vergonha das medalhas e condecorações por tradição. A República não se pode confundir com essas pantominices.

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