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O adeus às lojas

por Ana Lima, em 25.01.12

Todos nós já sabemos da alteração significativa, operada no tecido comercial das nossas cidades, nas últimas décadas. Mas a inevitabilidade das mudanças não nos deixa mais tranquilos quando percebemos que é a nossa memória que está em causa. Ontem uma livraria. Hoje uma ourivesaria. Amanhã será o quê?

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Do sempre iminente fim do malogrado comércio tradicional

por José Maria Gui Pimentel, em 10.10.11

Foi ontem transmitida, no Jornal da Noite da SIC, uma reportagem sobre os antigos comerciantes de Lisboa, na qual foi amplamente vendida a tese, que já não é nova, de que as grandes superfícies comerciais (esses demos!) têm vindo estragar o negócio aos pequenos comerciantes. Implícita nesta tese está a ideia de que a culpa, por assim dizer, é também dos consumidores (esses vendidos!) que desprezaram o comércio tradicional e acorreram aos centros comerciais, apenas por razões de conveniência, esquecendo as fidelidades antigas. Este tipo de postura sempre me irritou profundamente. E se é relativamente compreensível nos comerciantes mais velhos, já não o é nas gerações mais novas, que deveriam ter uma mente mais aberta, mas que também patrocinam essa ideia.

A respeito desta questão, importa ter em mente, fundamentalmente, dois aspectos. Por um lado, a ideia de concentrar os diferentes comércios num espaço comum, não tendo existido sempre, já não é propriamente nova. Aliás, estes agora denominados antigos comerciantes (ou algo do género) já representam essa escola. Toda a zona comercial compreendida entre a Baixa e o Bairro Alto é (ou era) exemplo disso. Por outro lado, bastaria a estes comerciantes tradicionais da baixa (e de outros bairros circundantes) subir a Rua do Carmo em direcção ao Chiado para ver lojas permanentemente cheias, beneficiando das inúmeras pessoas que ali trabalham ou passam durante a semana. De resto, até bastaria andarem alguns metros para verem aquelas lojas na baixa que – tendo-se adaptado à mudança dos hábitos – têm hoje uma clientela regular. Com efeito, se os centros comerciais têm algumas vantagens evidentes, as zonas comerciais tradicionais têm também os seus atractivos, que, se bem capitalizados, podem render até mais, como creio que o futuro próximo vai demonstrar.

Para isso é preciso que as pessoas procurem os clientes, em vez de se refugiarem numa postura reactiva, e que tenham a humildade de perceber que, se calhar, o serviço que oferecem não é superior, mas sim inferior, ao da concorrência.

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