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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.03.16

«Tenho saudades do espaço Schengen, pois faço muitas vezes a viagem de carro entre a Alemanha e Portugal. Desta vez (há cerca de uma semana) não notámos tanta diferença como estávamos à espera. As fronteiras entre a Alemanha e a Holanda (perto de Venlo) e entre a Holanda e a Bélgica (em Maastricht) estavam abertas, mas, ao entrarmos em França, perto de Valenciennes (vindos da Bélgica), deparámos com uma fila de outros tempos, devido ao controlo. Na passagem de França para Espanha (País Basco) havia controlo no sentido contrário, mas penso que por outras razões, que não o perigo islâmico. Por outro lado, quem sabe... Pode bem ser que a França controle todas as entradas no país, sejam elas quais forem.

Estava habituada a atravessar cinco fronteiras sem notar (não fossem as placas com o nome do país onde se entrava). Numa situação destas, há uma certa revolta, a mesma revolta que alimenta as demagogias dos partidos da extrema-direita. É triste.»

 

Da nossa leitora Cristina Torrão. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 19.05.15

«Gostei do seu comentário "de bonne guerre". De facto, como não vivo de Acordo à ilharga, com frequência (que falta nos faz o trema, não é?) me foge a tecla para o vício antigo. Escrevo o Verão com maiúscula porque gosto do sol-e-praia (com o Acordo, perdem-se estes hífens), desse tempo de "não fazer a ponta de um chavo", como se diz na minha terra. Já o outono, mês da nostalgia da malta das rimas e do início da chatice da gabardine, esse merece amplamente ser amesquinhado com a minúscula. E, na minha liberdade de cidadão, continuarei muitas vezes a dar deliberados pontapés na gramática nova. Como, por exemplo, a acentuar, orgulhosamente o A (como a porta 10A) na frase "ninguém pára o Sporting". Pode não ser verdade, mas é assim.»

Do nosso leitor Francisco Seixas da Costa. A propósito deste texto do Sérgio de Almeida Correia.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 18.01.15

«Pergunto-me baixinho para que ninguém oiça como serão todos os charlies de ultima hora caídos do céu, nos círculos restritos onde se movimentam a par e passo. Em família, no trabalho, no desporto, nas colectividades, na politica e mesmo à mesa do café. Será que perante chefes e subordinados, pais, filhos e companheiras, parceiros de mesa ou de esquina, nos confrontos políticos, como no desporto ou em assembleias de bairro, são assim tão apreciadores e respeitadores, senão mesmo acérrimos defensores do direito à liberdade de expressão que tanto se cansaram agora em apregoar? A democracia como a liberdade não são apenas para exibir autocolante em dia de montra enfeitada, mas inquestionavelmente mais para praticar nas rotinas diárias de relacionamento com os outros quando na ausência dos holofotes. Qual é o senhor que nos pode perdoar?»

 

Do nosso leitor Marquês Barão. A propósito deste meu post.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.08.14

«A norma, bem ou mal, fez-se em 1911. A questão deveria ter ficado terminada aí; não ficou porque o Brasil, com o seu habitual chauvinismo, não gostou de ser excluído de tal questão por um país soberano que estava a legislar sobre assuntos internos. Desde então se tenta fazer o impossível, isto é, unificar a ortografia de dois países que continuarão a mudar a ritmos diferentes e que têm díspares níveis de alfabetismo, com todas as consequências que isso causa na estabilidade da norma - no caso do Brasil, com um vertiginoso nível de analfabetismo funcional, onde se escreve como se ouve, isso significa que a ortografia será sempre mais instável do que num país razoavelmente alfabetizado como Portugal, pelo que nenhuma norma pode servir ambos países ao mesmo tempo.
Todos os acordos desde o de 1911 têm sido inúteis e nocivos; apenas resultam na obsolescência de manuais escolares e livros e em gastos de actualização de milhares de palavras em montras, repartições, estabelecimentos, ministérios, etc., pelo país fora. Quanto se gastará, por exemplo, a converter cada Direcção-Geral numa Direção-Geral? Quem fez estudos sobre isso? Qual será a factura? Alguém quer saber, alguém se interessa por isso?
Melhor teria sido se cada país tivesse aceitado que, estando separados geográfica, política, cultural e economicamente, as suas normas seguirão por sendas diferentes, a ritmos diferentes e ao sabor dos condicionalismos que cada um tem de enfrentar, e que não havia nada a fazer senão respeitar a diferença de cada. Nada mais justo, nada mais tolerante. Mas justiça e tolerância não são virtudes estimadas pelas elites políticas luso-brasileiras.»

 

Do nosso leitor Miguel. A propósito deste meu texto.

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