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Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 31.10.17

Em 22 destaques feitos pelo Sapo em Outubro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 19 menções ao longo do mês.

Incluindo cinco textos no pódio: três primeiros lugares, cinco segundos lugares, dois terceiros.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Hoje é aquele dia em que o Papá Estado nos impõe a lei da rolha (40 comentários)

Fim da linha  (40 comentários)

Turismo eleitoral na Catalunha (36 comentários)

Catalunha: estado de coisas (46 comentários, o mais comentado do dia)

Pensamento da semana (38 comentários)

Pacheco, Sá Carneiro e o PSD (26 comentários)

O que disse Mario Vargas Llosa (100 comentários, o mais comentado do dia)

Catalunha: os dois separatismos (34 comentários)

Fuga em massa (64 comentários, o mais comentado do dia)

A détente com os totalitarismos (37 comentários)

Insensibilidade e mau gosto (46 comentários)

Cento e três (30 comentários)

Nunca é de mais lembrar (38 comentários)

Pensamento da semana (47 comentários)

Marcelo (36 comentários)

"Fogo amigo" contra Ronaldo (58 comentários)

Abriu a época de tiro ao Marcelo (48 comentários)

Dois tabefes da mãe, D. Teresa, e um ralhete da tia, D. Urraca (40 comentários)

Contra o "racismo identitário" (32 comentários)

 

Com um total de 836 comentários nestes dezanove postais, além de 466 gostos no Facebook.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

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Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 01.08.17

Em 21 destaques feitos pelo Sapo em Julho, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu quinze menções ao longo do mês.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Quero lá saber se é mais fácil para a Ministra ficar ou sair (25 comentários)

Medina Carreira (47 comentários)

Venezuela: repressão e silêncio (34 comentários)

Jorge Coelho (30 comentários)

Duplicidade ética (44 comentários)

General Solnado (36 comentários)

Exemplo prático de mais-valia (42 comentários)

Ludibriar os portugueses (48 comentários)

Não pode valer tudo (80 comentários)

Do fanatismo (48 comentários)

O eucalipto e a luta de classes (68 comentários, o mais comentado do dia)

Os mortos não são números (42 comentários)

As vítimas secretas (20 comentários)

Pensamento da semana (38 comentários)

Tsipras? We don't know him (46 comentários)

 

Com um total de 648 comentários nestes quinze postais, além de 464 gostos no Facebook.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

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Ainda os eucaliptos

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.07.17

O meu amigo A.J.M., que não é do PS (eu tenho amigos em vários quadrantes, caso ainda não tenham dado por isso), fez um comentário off-the-record ao texto que abaixo coloquei. Com sua autorização publico-o aqui (para que possam continuar a comentar):

 

"Cuidado com as manobras de diversão: os eucaliptos ardem por serem combustíveis, como qualquer outra espécie arbórea, e há pinheiros com mais poder de ignição e devastação.

As monoculturas são péssimas por arrasarem a biodiversidade mas as diferentes espécies, eucalipto incluído, têm lugar e valor numa gestão florestal sustentável.

Quanto aos incêndios, é facto comprovável que tem ardido área de eucaliptos em menor proporção que a "floresta" afectada - em termos lógicos, de racionalidade e bom senso, isto basta para refutar a diabolização do eucalipto - quer dizer, há outras razões - e boas - para se diabolizar, não o eucalipto mas a sua exploração em monocultura desordenada. Outro facto irrefutável é que onde há combinação e profissionalização de prevenção e combate a incêndios, a floresta não arde nestas proporções desmedidas, a bem dizer quase não arde - quem investe a sério em floresta, ou seja no que for, não deixa arder, pois também investe em meios adequados à defesa do seu património.

Portanto, embora o monoeucaliptal - e o monotudo - seja de evitar, o inimigo obviamente não deve ser o eucalipto. Há já inimigos bastantes e mais poderosos: a ignorância, o abandono, a desertificação, o "logo se vê" tão portuguesinho, o desprezo político persistente e obstinado pelo conhecimento dos técnicos.

Relembro aqui o que sucedeu ao Código Florestal, um dia aprovado (DL 254/2009) pelo Governo Sócrates com autorização legislativa da AR: acto contínuo, uma bela "reapreciação parlamentar do diploma governamental", tal como já tinham feito aos Governos minoritários de Guterres, em que o Parlamento alterava o artigo 2º - âmbito - e fulminava os Decretos e a governação do País. Desta feita, a Lei 116/2009, de 23 de Dezembro "suspendeu" por 365 dias a entrada em vigor do dito Código... Lei 1/2011, de 14 de Janeiro, repete a brincadeira e prorroga por um ano o prazo de entrada em vigor do Código Florestal...

Sérgio, em particular, nota que as sucessivas reapreciações parlamentares do Código repuseram em vigor as seguintes normas:
a) A Lei n.º 27667, de 24 de Abril de 1937;
b) A Lei n.º 1971, de 15 de Junho de 1938;
c) A Lei n.º 2069, de 24 de Abril de 1954;
d) Os n.os 2 e 3 do artigo 7.º da Lei n.º 33/96, de 17 de Agosto;
e) A Lei n.º 158/99, de 14 de Setembro;
f) A secção III da Lei n.º 30/2006, de 11 de Julho;
g) O Decreto -Lei n.º 13 658, de 20 de Maio de 1927;
h) O Decreto -Lei n.º 13 658, de 23 de Maio de 1927;
i) O Decreto -Lei n.º 28 039, de 14 de Setembro de 1937;
j) O Decreto -Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938;
l) O Decreto -Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938;
m) O Decreto -Lei n.º 38 273, de 29 de Maio de 1951;
n) O Decreto -Lei n.º 38 630, de 2 de Fevereiro de 1952;
o) O Decreto -Lei n.º 39 931, de 24 de Novembro de 1954;
p) O Decreto -Lei n.º 41 033, de 18 de Março de 1957;
q) O Decreto -Lei n.º 43 464, de 4 de Janeiro de 1961;
r) O Decreto -Lei n.º 145/72, de 3 de Maio;
s) O Decreto -Lei n.º 129/88, de 20 de Abril;
t) O Decreto -Lei n.º 139/88, de 22 de Abril;
u) O Decreto -Lei n.º 173/88, de 17 de Maio;
v) O Decreto -Lei n.º 174/88, de 17 de Maio;
x) O Decreto -Lei n.º 175/88, de 17 de Maio;
z) O Decreto -Lei n.º 139/89, de 28 de Abril;
aa) O Decreto -Lei n.º 180/89, de 30 de Maio;
bb) O Decreto -Lei n.º 423/89, de 4 de Dezembro;
cc) O Decreto -Lei n.º 327/90, de 22 de Outubro, alterado pela Lei n.º 54/91, de 8 de Agosto, pelo Decreto-Lei n.º 34/99, de 5 de Fevereiro, e pelo Decreto-Lei n.º 55/2007, de 12 de Março;
dd) O Decreto -Lei n.º 276/97, de 8 de Outubro;
ee) O Decreto -Lei n.º 20/98, de 3 de Fevereiro, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 253/98, de 11 de Agosto;
ff) O Decreto -Lei n.º 224/98, de 17 de Julho;
gg) O Decreto -Lei n.º 528/99, de 10 de Dezembro, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 147/2001, de 2 de Maio;
hh) O Decreto -Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 155/2004, de 30 de Junho;
ii) O Decreto -Lei n.º 316/2001, de 10 de Dezembro;
jj) O Decreto de 24 de Dezembro de 1901;
ll) O Decreto de 24 de Dezembro de 1903;
mm) O Decreto de 9 de Março de 1905;
nn) O Decreto de 11 de Julho de 1905;
oo) O Decreto n.º 12 625, de 9 de Novembro de 1926, alterado pelo Decreto n.º 12 793, de 30 de Novembro de 1926;
pp) O Decreto n.º 20 985, de 7 de Março de 1932;
qq) O Decreto n.º 26 408, de 9 de Março de 1936;
rr) O Decreto n.º 28 040, de 14 de Setembro de 1937;
ss) O Decreto n.º 28 517, de 11 de Março de 1938;
tt) O Decreto n.º 31 002, de 24 de Dezembro de 1940;
uu) O Decreto n.º 44 625, de 13 de Outubro de 1962;
vv) A Portaria n.º 11 070, de 22 de Agosto de 1945;
xx) O n.º 2 da Portaria n.º 23 526, de 8 de Abril de 1968;
zz) A Portaria n.º 513/89, de 6 de Julho;
aaa) A Portaria n.º 528/89, de 11 de Julho."

De uma penada, os iluminados deputados fizeram o País recuar a 1937 - o mundo mudou: a tecnologia, o clima, o sector primário (e os outros) mas o País dá-se ao luxo de amargar com o enquadramento regulatório florestal de 1937... e a culpa é só do eucalipto?

Azar..."

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.03.16

«Tenho saudades do espaço Schengen, pois faço muitas vezes a viagem de carro entre a Alemanha e Portugal. Desta vez (há cerca de uma semana) não notámos tanta diferença como estávamos à espera. As fronteiras entre a Alemanha e a Holanda (perto de Venlo) e entre a Holanda e a Bélgica (em Maastricht) estavam abertas, mas, ao entrarmos em França, perto de Valenciennes (vindos da Bélgica), deparámos com uma fila de outros tempos, devido ao controlo. Na passagem de França para Espanha (País Basco) havia controlo no sentido contrário, mas penso que por outras razões, que não o perigo islâmico. Por outro lado, quem sabe... Pode bem ser que a França controle todas as entradas no país, sejam elas quais forem.

Estava habituada a atravessar cinco fronteiras sem notar (não fossem as placas com o nome do país onde se entrava). Numa situação destas, há uma certa revolta, a mesma revolta que alimenta as demagogias dos partidos da extrema-direita. É triste.»

 

Da nossa leitora Cristina Torrão. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 19.05.15

«Gostei do seu comentário "de bonne guerre". De facto, como não vivo de Acordo à ilharga, com frequência (que falta nos faz o trema, não é?) me foge a tecla para o vício antigo. Escrevo o Verão com maiúscula porque gosto do sol-e-praia (com o Acordo, perdem-se estes hífens), desse tempo de "não fazer a ponta de um chavo", como se diz na minha terra. Já o outono, mês da nostalgia da malta das rimas e do início da chatice da gabardine, esse merece amplamente ser amesquinhado com a minúscula. E, na minha liberdade de cidadão, continuarei muitas vezes a dar deliberados pontapés na gramática nova. Como, por exemplo, a acentuar, orgulhosamente o A (como a porta 10A) na frase "ninguém pára o Sporting". Pode não ser verdade, mas é assim.»

Do nosso leitor Francisco Seixas da Costa. A propósito deste texto do Sérgio de Almeida Correia.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 18.01.15

«Pergunto-me baixinho para que ninguém oiça como serão todos os charlies de ultima hora caídos do céu, nos círculos restritos onde se movimentam a par e passo. Em família, no trabalho, no desporto, nas colectividades, na politica e mesmo à mesa do café. Será que perante chefes e subordinados, pais, filhos e companheiras, parceiros de mesa ou de esquina, nos confrontos políticos, como no desporto ou em assembleias de bairro, são assim tão apreciadores e respeitadores, senão mesmo acérrimos defensores do direito à liberdade de expressão que tanto se cansaram agora em apregoar? A democracia como a liberdade não são apenas para exibir autocolante em dia de montra enfeitada, mas inquestionavelmente mais para praticar nas rotinas diárias de relacionamento com os outros quando na ausência dos holofotes. Qual é o senhor que nos pode perdoar?»

 

Do nosso leitor Marquês Barão. A propósito deste meu post.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.08.14

«A norma, bem ou mal, fez-se em 1911. A questão deveria ter ficado terminada aí; não ficou porque o Brasil, com o seu habitual chauvinismo, não gostou de ser excluído de tal questão por um país soberano que estava a legislar sobre assuntos internos. Desde então se tenta fazer o impossível, isto é, unificar a ortografia de dois países que continuarão a mudar a ritmos diferentes e que têm díspares níveis de alfabetismo, com todas as consequências que isso causa na estabilidade da norma - no caso do Brasil, com um vertiginoso nível de analfabetismo funcional, onde se escreve como se ouve, isso significa que a ortografia será sempre mais instável do que num país razoavelmente alfabetizado como Portugal, pelo que nenhuma norma pode servir ambos países ao mesmo tempo.
Todos os acordos desde o de 1911 têm sido inúteis e nocivos; apenas resultam na obsolescência de manuais escolares e livros e em gastos de actualização de milhares de palavras em montras, repartições, estabelecimentos, ministérios, etc., pelo país fora. Quanto se gastará, por exemplo, a converter cada Direcção-Geral numa Direção-Geral? Quem fez estudos sobre isso? Qual será a factura? Alguém quer saber, alguém se interessa por isso?
Melhor teria sido se cada país tivesse aceitado que, estando separados geográfica, política, cultural e economicamente, as suas normas seguirão por sendas diferentes, a ritmos diferentes e ao sabor dos condicionalismos que cada um tem de enfrentar, e que não havia nada a fazer senão respeitar a diferença de cada. Nada mais justo, nada mais tolerante. Mas justiça e tolerância não são virtudes estimadas pelas elites políticas luso-brasileiras.»

 

Do nosso leitor Miguel. A propósito deste meu texto.

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