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Ontem, os nossos luíses, eheh, pareço uma aristocrata francesa antes de revolução, dizia eu que os nossos luíses se digladiaram aqui sobre os grafitis com ilustrados argumentos. Lamentámos todos que o certame tivesse sido interrompido pelo jantar de um e pelas aulas de outro. Hoje, porém, voltei a lembrar-me do assunto: ao passar rapidamente os olhos pelos títulos da imprensa  online, leio que Durão Barroso afirmou que se devia dizer: "Amo-te, Europa." Eu achei muita piada a este arroubo de matriz mitológica. Após tal enunciação, só falta, num gesto de apaixonado de primeira viagem, ir pichá-la numa fachada. Pública, talvez, não sei.

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A menina almoça?

por Ivone Mendes da Silva, em 30.08.11

A nossa relação com os álvaros e os doutores cria as mais curiosas situações. Lembro-me de um professor universitário brasileiro que, quando esteve em Portugal a leccionar um seminário, me disse: "Sabe, eu cheguei procurando não enrolar o meu pé no tapete das etiquetas."

Eu, quando estou em aula, prendo-me a essas minudências. Afinal, o pessoal está ali para aprender e a pragmática linguística também faz parte do conjunto. Fora isso, acho que a vida não está para pormenores. Confesso, todavia, que o "você" vindo de uma criaturinha muito nova me arranha sempre.

Uma vez almocei em Serralves e, a certa altura, o empregado, um efebo imberbe, perguntou: "A menina já escolheu?". Olha-me este, pensei eu. Descobri, logo de seguida, que aquele "a menina" atravessa todo o comércio portuense e é uma delícia.

Ora bem e vamos lá a ver se acabo esta conversa: aquele post que o Rui fez ontem comoveu-me muito. De modo que  achei estar a precisar de coentros para resolver um assunto e passei pelo mercado. Diz-me a rapariga que os vendia:

- Então e esta mocinha? O que é que deseja?

- Já fui, já fui - respondi eu e tivemos uma conversa engraçada.

No caminho para casa, recordei uma história antiga. Um colega meu, quando ia para o liceu onde dava aulas, costumava parar no mesmo engraxador. Passava os olhos pelo jornal, enquanto os sapatos recebiam polimento e, no fim, ouvia sempre:

 - Então obrigado, senhor engenheiro.

Em resposta, repetia o pedido de  que não o tratasse por engenheiro, uma vez que o não era. Certo dia, o homem impacientou-se:

 - Então como é que o hei-de tratar?

Lá foi dizendo que, sendo licenciado em História e professor num dos liceus da cidade, existiam várias possibilidades de tratamento, era só escolher. O engraxador ouviu com atenção. No dia seguinte, quando acabou o trabalho, tornou:

- Então obrigado, senhor engenheiro.

- Homem! Já lhe disse que não me trate por engenheiro porque eu não sou engenheiro.

- Olhe: não é, mas pode vir a ser.

 

Eu é que já não posso vir a ser uma mocinha, por isso vou almoçar. E sabe a coentros. 

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Ooops... Olá.

por José António Abreu, em 16.05.11

Tenho de ser sincero: quando recebi a mensagem do Pedro Correia, hesitei. Fazer parte da equipa do 'Delito de Opinião'? Eu, que comecei um blogue há dois anos mais como forma de organizar ideias sobre paixões (n) e ódios (n+1) do que de participar nas grandes questões nacionais – a terminologia usada por Eduardo Catroga; as perguntas «giras» das entrevistas de Judite de Sousa; a capacidade de Sócrates centrar o debate nas políticas alheias mesmo depois de andar seis anos a aplicar as dele, com os magníficos resultados para os portugueses em geral e para os accionistas da Mota-Engil em particular que se conhecem? (As minhas desculpas por ter permitido que, no último dos três pontos, o meu cérebro deslizasse para um assunto quase irrelevante mas é melhor admitir já que isso sucede amiúde, como facilmente comprovará quem se der ao trabalho de ler os posts que aqui hei-de colocar – e, porque estamos em tempo delas, isto é uma promessa.) Mas depois pensei: «Bah» (também penso «bah» com frequência), «ele está a ser simpático mas inconsciente. Aposto que nem falou com os outros colaboradores do 'Delito'. Logo que fale, eles vão dizer-lhe para ter juízo. Vão explicar-lhe que nunca um gajo com um blogue em tons de azul e laranja» (eventuais associações partidárias tão subliminares que só agora percebi poderem existir) «estará à altura do 'Delito'.» E, com um sorrisinho sardónico, respondi-lhe que sim, que estava disponível. Vinte e sete horas depois (mas o que é isto, um país evoluído?) chegou a mensagem de que a minha entrada era oficial. Consultei o calendário para comprovar que não estávamos no primeiro de Abril, belisquei-me duas vezes (a segunda apenas por prazer) e depois fiquei imóvel a olhar para o ecrã do computador durante vários minutos. Assustado, confesso. Por mim e, mais ainda, por eles. Decididamente, esta gente é menos sensata do que eu pensava. E – o que não julgava possível – eu também. Afinal, parece que aceitei aderir a um clube que me aceita como membro.

 

Mas talvez tudo acabe por correr bem.

 

(Obrigado pelo convite, meninas e meninos.)

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Esta coisa dos blogues

por Ana Lima, em 16.05.11

Foi no final de Maio de 2009 que entrei  neste universo dos blogues.  Fi-lo com um misto de curiosidade em relação a um mundo que tinha acabado de conhecer e  de vontade de registar algumas das ideias que, de vez em quando, me passam pela cabeça. Não é um diário que esses são feitos para guardar em gavetas e serem lidos apenas quando o seu autor deixa de transportar consigo a chave . A consciência de que o que escrevemos poderá ser lido por pessoas com quem nunca nos cruzámos faz aumentar a nossa ansiedade mas também o nosso prazer.  Passado este tempo os dias, os meus e os de todos nós, continuam imperfeitos. Faz, por isso, sentido, pelo menos para mim, continuar o registo das coisas que vão fazendo parte desses dias.

Entretanto surge o convite para a participação no 2711. Um blogue colectivo tem, necessariamente,  regras um pouco diferentes. A principal será talvez o respeito pelas opiniões, mesmo divergentes, de todos os membros. E nesse sentido, a equipa simpática que ali encontrei desde sempre me fez sentir em casa.

E agora o Delito de Opinião. Também aqui, tantas, mas tantas vezes, aquilo que leio está longe do que penso sobre algumas questões (aliás um dos meus primeiros comentários, se não o primeiro - sobre o Herman José -, deu origem a uma troca de argumentos com o João Carvalho). Mas tal nunca me impediu de voltar sempre aqui e não me impediu de aceitar, neste momento, o convite para fazer parte deste grupo a cujos membros aproveito para agradecer o facto de me acolherem.

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Print screen

por Ana Vidal, em 26.09.10

Este estranho aviso acaba de aparecer no écran do meu computador. Tendo em conta que o que o Firefox considera "constrangedor" é o facto de eu, supostamente, estar a tentar abrir um video chamado "Ana Malhoa Sexy", não só lhe dou toda a razão como lhe louvo os critérios estéticos. O estranho é que eu não estava a tentar abrir coisa nenhuma, mas nem fui averiguar, não vá o Firefox criticar-me outra vez e passar de "constrangedor" a "confrangedor"...

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