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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 20.02.17

Em defesa de Centeno há que reconhecer que a solução que ele encontrou para convencer António Domingues a ir para a CGD foi muito fora da caixa.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

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Tapar o sms com a peneira

por Rui Rocha, em 19.02.17

As tentativas de paralisar o acesso de uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos sms de Mário Centeno têm sido, em geral, atabalhoadas. Mas, de todos os argumentos já utilizados com esse objectivo, o mais ridículo é aquele que afirma que o prolongamento da discussão do tema põe em causa o futuro da Banco público. Jerónimo afirmou mesmo que uma nova CPI corresponde a fabricar o caixão da CGD, mas o próprio Marcelo não anda longe disso embora com uma formulação mais cuidada. Vamos lá ver. Passámos semanas a ouvir dizer que o que está em causa são tricas e questões sem importância. Se é assim, nunca uma CPI que revelasse tais insignificâncias poderia pôr em causa o que quer que fosse. Aliás, se insignificâncias fossem, o caminho seria bem simples: revelar de uma vez por todas o que foi escrito e deixar a nu a falta de fundamento das acusações da direita. O ponto tem, portanto, de ser outro. As esquerdas e não só sabem que o conteúdo dos sms é grave. Mas não percebem que, se continuarem a prometer o apocalipse para a Caixa perante uma nova CPI, acabam não tarda, por dispensá-la. As afirmações dos geringonços e respectivos padrinhos constituem já uma confissão liminar da gravidade dos factos. Não se imaginava que as esquerdas, na ânsia de esconder, pudessem ser tão transparentes nas suas intenções.

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Portugal

por Rui Rocha, em 17.02.17

O país em que o Ministro das Finanças, o Primeiro-Ministro e o Presidente da República se enterram num lodaçal que envolve diplomas feitos à medida, normas ditadas pelos advogados do interessado, publicações fora de tempo, compromissos espúrios, negociações por sms, meias-verdades, versões contraditórias, novilíngua, mentiras, conferências de imprensa ridículas, bloqueios institucionais à descoberta da verdade e raspanetes públicos e, no fim, o único que apresenta a demissão é o Matos Correia da Comissão de Inquérito.

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"Erro de percepção mútuo"

por Pedro Correia, em 14.02.17

O léxico político português acaba de ser enriquecido com uma nova expressão, proferida pelo dúctil ministro Centeno: entre ele e António Domingues, o malogrado presidente da Caixa Geral de Depósitos, houve afinal um  "erro de percepção mútuo".

Extraordinária expressão, apropriada que nem uma luva a estes tempos de pós-verdade.

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 13.02.17

«Outras questões crescem na sombra de Centeno e mostram a forma como o Estado português está prisioneiro de interesses pessoais. Não é normal que um Governo tenha aceitado abdicar dos poderes do Estado democrático permitindo que um gestor (com o auxílio de uma sociedade de advogados) pudesse ousar mudar uma lei da República para se encontrar uma solução à vontade do freguês. É aqui que está o cerne da questão. E, neste caso, o aroma do caso CGD evoluiu de forma vergonhosa.»

Fernando Sobral, hoje, no Jornal de Negócios

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O momento zen de Ferreira Leite

por Pedro Correia, em 10.02.17

1. Comentário de ontem de Manuela Ferreira Leite na TVI 24:

«Ainda não percebi se querem, desculpem a expressão, dar cabo da Caixa de vez ou se não estão interessados em colaborar na recuperação da Caixa Geral de Depósitos. Cada um dos cenários é absolutamente inaceitável. É absolutamente inaceitável, porque estamos a discutir tricas. Eu quero cá saber o que foram os emails trocados entre o ministro das Finanças e o presidente da Caixa, que já não é presidente da Caixa, porque se ainda fosse talvez ainda percebesse que houvesse algum interesse em esclarecer quem era a pessoa que estava à frente da Caixa. Mas o senhor já se foi embora, ele já desapareceu da circulação da Caixa, nós já não temos nada a ver com ele, já temos outra administração nomeada e em funções.»

 

2. Editoriais da imprensa de hoje:

«Do penoso caminho que culminou com a ejecção de António Domingues sai um responsável pelas Finanças enfraquecido e desacreditado, apesar da defesa intransigente de António Costa e dos "até ver" de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma pasta tão importante para a credibilidade de Portugal não se compadece com a descoberta de ‘pós-verdades’ que vêm provar que agir dentro da Caixa pode ser perigoso quando se pensa fora dela.»

Leonardo Ralha, Correio da Manhã

«O momento em que Mário Centeno não mente é em 25 de Outubro passado, quando assume com uma clareza infinita que os gestores da CGD não terão que entregar declarações de rendimentos. Isso está escrito: é um comunicado oficial do Ministério das Finanças enviado a várias redacções. Se Marcelo quer um papel escrito a defender uma posição que, a seu ver, seria “inaceitável”, já tem este. Não foi um erro dos assessores. Foi assumido dias depois em voz alta pelo próprio ministro.»

Ana Sá Lopes, i

«Em todo este processo há factos tão ou mais graves que todos parecem, agora, ignorar e que mostram à exaustão a forma atabalhoada como este processo foi conduzido. E mesmo dizer que foi tudo por um bem maior não chega. É muito positivo que a CGD tenha uma recapitalização aprovada em Bruxelas e que não seja considerada ajuda de Estado. Mas não pode valer tudo.»

Vítor Costa, Público

«O caso não deixa de ter consequências políticas. O ministro enfiou-se numa camisa-de-onze-varas porque geriu mal o dossiê. Mesmo que não tenha de demitir-se, o que não é certo porque a oposição está a fazer o seu papel, Centeno sai irremediavelmente fragilizado.

André Veríssimo, Jornal de Negócios

«Coisas verdadeiramente importantes: como é que um candidato a presidente da CGD contrata uma consultora para desenhar o plano de reestruturação, quando ainda está sentado na vice-presidência de um banco da concorrência? Ou como é que esse candidato consegue convencer o Estado de que o melhor mesmo é pôr o escritório de advogados que o representa a ele a redigir alterações à lei desenhadas à medida? Demos as voltas que dermos e, por estes dias, tudo aponta para um Estado frágil e para uma regulação inexistente.»

Paulo Tavares, Diário de Notícias

 

3. Conclusão de António Costa, hoje, em sintonia com Ferreira Leite:

«Nós não podemos perder tempo com tricas, temos de nos concentrar no essencial e o que é essencial é termos uma CGD forte, continuar a reduzir o défice, aumentar as exportações e o emprego. PSD e CDS-PP não têm nada de substancial a dizer e, por isso, dedicam-se àquilo que ontem (quinta-feira) a doutora Manuela Ferreira Leite dizia, e com muita propriedade, serem pequenas tricas.»

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Ba-ba-bababa-baba

por Rui Rocha, em 02.12.16

Uma breve e aleatória consulta do Google para uma incompleta cronologia dos factos:

13.01.2014 - PCP alerta para estratégia criminosa de Paulo Macedo.
5.02.2014 - Bloco de Esquerda acusa Paulo Macedo de preferir tratar a saúde dos credores à dos doentes.
08.07.2014 - CGTP acusa Paulo Macedo de ser o coveiro da Saúde.
10.07.2014 - PS considera Paulo Macedo inadaptado ao lugar de Ministro da Saúde.
08.01.2015: João Semedo pergunta no Parlamento a Paulo Macedo "que tragédia é preciso acontecer para o senhor mudar de política?".
27.01.2015 - PS acusa Paulo Macedo de estar em negação perante os problemas.
19.02.2015 - PS exige que Paulo Macedo resolva caos no SNS.
24.02.2015 - PS acusa o ministro da Saúde de ser "o principal responsável político" pelos problemas no acesso a medicamentos para a hepatite C, desafiando Paulo Macedo a avaliar se tem condições para se manter no cargo.
02.12.2016 - Finanças confirmam Paulo Macedo como Presidente da Caixa.

 

Num artigo de 14 de Abril de 2015, João Semedo concluía perguntando o que mais teria de acontecer para Paulo Macedo se demitir ou ser demitido. Perante esta cadeia de acontecimentos, é caso para perguntar: o que mais terá acontecido para Paulo Macedo ser agora escolhido para presidir à Caixa?

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A Caixa, com certeza

por Rui Rocha, em 24.11.16

Este é o momento de manter a cabeça fria e de pôr em prática uma solução que salvaguarde o futuro da Pátria e o da Caixa:

1- Todos os envolvidos continuam em funções mas o Ministro das Finanças fica inibido de tomar decisões em matéria de Finanças, o Secretário de Estado do Tesouro fica inibido de tomar decisões em matéria de Tesouro e o Presidente da Caixa fica inibido de tomar decisões em matéria de gestão da Caixa;

2 - O Dr. António Domingues compromete-se, pela sua honra e pela longevidade do casco do veleiro que tem fundeado em Vilamoura, a devolver oportunamente o valor das viagens a Bruxelas indevidamente suportadas pelo Governo para participar em 3 reuniões com a Comissão Europeia.

3 - O Ministro Santos Silva dá à estampa um novo capítulo do seu Código de Conduta que aborda questões relacionadas com a condução de assuntos das Finanças, do Tesouro e da Caixa a que todos juram obediência colocando a mãozinha no peito (excepcionalmente, aprova-se decreto-lei que permita ao Dr. António Domingues manter a outra mãozinha no bolso que o tempo está frio).

4- Os envolvidos lêem o novo capítulo do Código de Conduta todos os dias antes de deitar.

5 - Tendo em conta que a disponibilização da declaração de rendimentos tinha como objectivo certificar a questão da idoneidade, o Dr. António Domingues fica isento de a entregar: sobre matéria de idoneidade temos já factos suficientes para ficarmos definitivamente conversados.

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É o salário, assholes

por Rui Rocha, em 16.11.16

O salário base do Dr. António Domingues ronda os 420.000 euros anuais a que acresce seguramente outro tanto ou mais em compensação variável. Está bem. É preciso que a remuneração do gestor do banco público seja competitiva face ao que se pratica no sector privado. Entretanto, a remuneração total do Presidente dos Estados Unidos da América é de aproximadamente 375.000 euros anuais. Repare-se que o salário do POTUS não é sequer competitivo face ao do Presidente da Nossa Caixa. Depois admiram-se da fraca qualidade dos candidatos. Cada vez tenho mais pena dos americanos, coitados.

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