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Nem para preencher envelopes

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.09.15

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O problema foi logo detectado. Quando os boletins de voto para que os portugueses emigrados pudessem exercer o seu direito chegaram aos círculos da emigração verificou-se que no endereço pré-impresso dos sobrescritos não figurava no destinatário o nome do país de destino. Apenas a indicação dos serviços do Ministério da Administração Interna, a morada com o código postal e a indicação "Lisboa". Nada mais. Os eleitores, os poucos que já receberam a correspondência para poderem votar, começaram a estranhar. Entretanto, em Macau, os serviços consulares, expeditamente e visando evitar maiores transtornos, trataram de emitir um aviso a solicitar aos eleitores que preenchessem à mão o nome do país de destino.

Esta manhã, o matutino HojeMacau dá conta de mais denúncias de um dos candidatos (Pereira Coutinho) pelo círculo de Fora da Europa: "Os envelopes não têm Portugal como destinatário, alguns endereços incluem o nome do votante em duplicado e há cartas que nem o boletim de voto trazem". Outro candidato, Nuno Batalha, escreve num outro jornal de Macau, no Ponto Final, que não há motivo para a rigidez do recenseamento eleitoral dos emigrantes e que é incompreensível que um país que "colecciona louvores na área e-government" não seja capaz de instaurar procedimentos flexíveis de voto no estrangeiro, onde num universo de cerca de dois milhões de portugueses há apenas 240.000 recenseados. Alzira Silva, outra cabeça de lista pelo círculo Fora da Europa, manifestou-se "perplexa" com o que está a acontecer.

A esta situação junta-se, ainda, o inexplicável atraso no envio dos boletins de voto, verificando-se que a maioria dos eleitores do círculo eleitoral de Fora da Europa ainda nem sequer recebeu os seus sobrescritos para poder exercer o direito de voto. Mais problemas estão a acontecer nalguns países africanos, no Brasil e em Timor-Leste, onde o serviço normal dos correios para Portugal dura entre 3 semanas a 1 mês, pelo que é certo que muitos votos não chegarão a tempo e horas. Para serem contabilizados os votos teriam de estar em Lisboa até 14 de Outubro. Em Macau, Hong Kong e China as próximas semanas também serão de feriados, pois está-se em época de festividades do Bolo Lunar e de comemorações do Dia Nacional da RPC, estando os serviços postais encerrados durante vários dias.

Embora seja evidente que o Governo é alheio a eventuais greves, não o será relativamente à data em que os sobrescritos foram enviados. Mas da parte do Governo, até agora, não houve um pedido de desculpas ou foi apresentada qualquer justificação para o que está a acontecer. O MAI diz apenas que está a acompanhar de perto a situação, o que de pouco serve quando já perdeu o controlo do processo e milhares de emigrantes ficarão sem poder exercer os seus direitos de participação, numa situação que tem tanto de anormal como de inadmissível. Enquanto isso, o secretário de Estado das Comunidades, que iniciou nova tournée em vésperas de eleições, já se apressou a desresponsabilizar-se por tanta incompetência num processo que se resume em juntar papéis, preencher os nomes dos remetentes e dos destinatários nos sobrescritos e metê-los no correio a tempo dos boletins de voto poderem ser recebidos pelos eleitores, devolvidos e contabilizados. 

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Ainda é preciso comentar alguma coisa ou ficamos por aqui?

por Sérgio de Almeida Correia, em 07.10.14

"Na Escola Óscar Lopes, em Matosinhos, estão 16 professores por colocar e a câmara municipal estima que no resto do concelho o número de alunos sem aulas ultrapasse os 3 mil. Na Secundária Eça de Queiroz, Póvoa de Varzim, faltam dez professores. Em Lisboa, a Escola Básica Francisco Arruda fechou as portas durante todo o dia de ontem. São 23 os docentes que estão em falta e a direcção decidiu mandar as crianças para casa, esperando que hoje já seja possível retomar as actividades. No agrupamento Dr. Costa Matos, em Gaia, há sete professores em licença de paternidade ou baixa médica que ainda não foram substituídos, uma professora de espanhol que ainda não chegou e mais uma professora de História do 3.o ciclo que, com a nova lista de colocados, deixou a sua turma para dar aulas noutro agrupamento." - i

 

"No arranque da quarta semana de aulas, ainda há milhares de alunos com furos. A anulação de colocações, na sexta-feira, provocou nova onda de mobilidade de professores. Faltam nove semanas para as férias." - JN

 

"Tal como ele 150 professores ficaram de fora na nova ordenação e ainda não sabem o que lhes vai acontecer. Ao mesmo tempo, as escolas viveram mais um dia de caos. Perderam professores que já estavam a dar aulas, outras dividem os mesmos candidatos, e algumas mantêm vários horários ainda por preencher." - DN

 

"Há muitos anos que não se via nada assim, e qualquer cidadão deve questionar-se para que serve um ministério com milhares de funcionários se ele não é sequer capaz de executar a mais básica tarefa para que foi criado: começar as aulas a tempo e horas e atribuir a cada aluno os professores a que ele tem direito. As listas de colocação de professores saíram apenas a 9 de Setembro, o que fez com que no começo das aulas milhares de alunos estivessem sem docentes. E nas escolas de ensino artístico a tragédia é completa, com instituições, como os Conservatórios, a garantirem que só em meados de Outubro a situação deverá estar normalizada – um mês após a data fixada para início do ano lectivo." - Público

 

"Os atuais concursos são complicados, "esquisitos" e sobretudo pouco transparentes, não porque exista favorecimento de alguém, mas porque são muito difíceis de compreender." - Deputado (com maiúscula) Duarte Marques

 

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"Advogados já conseguem introduzir novas acções no Citius, mas ninguém sabe onde vão parar" - Público

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Há três anos em "reformas"

por Sérgio de Almeida Correia, em 09.09.14

Uma vez mais enganei-me. É sempre possível fazer pior e durante muito mais tempo. Basta a dose certa de teimosia e pesporrência até reconhecê-lo.

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Tudo do avesso

por Sérgio de Almeida Correia, em 07.09.14

O que devia ser dito aos portugueseses pela Administração do Novo Banco, pelo Banco de Portugal ou pela ministra das Finanças é esclarecido pelo "companheiro" Marques Mendes no seu tempo de antena na SIC.

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Obiang deve poder resolver isto

por Sérgio de Almeida Correia, em 05.09.14

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Não era má ideia...

por André Couto, em 18.03.13

 

... que Vítor Gaspar viesse tranquilizar a malta e dizer que, caso o acórdão do Tribunal Constitucional venha no sentido que não deseja, a solução não passará por inventar um plano B, que confessou não ter, à base da receita usada em Chipre. Digo eu, só para não desatar tudo a levantar os poucos cobres que restam.

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