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Grandes animais

por Pedro Correia, em 28.04.17

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Nestas coisas nunca sei o que me choca mais: se aqueles que são capazes, aos milhares, de subscrever um abaixo-assinado contra o abate de um rottweiler que segundo fonte policial deixou  praticamente desfigurada uma criança de quatro anos na via pública (faltando saber se os mesmos ou outros militantes animalistas já se mobilizam em defesa de um arraçado de Serra da Estrela que arrancou uma orelha a outra criança, esta de nove anos), se aqueles que são capazes de desejar a morte de um menino de seis anos só porque teve a desdita de confessar que gostaria de ser toureiro.

Que uns e outros são grandes animais, não me restam dúvidas. Acrescento que, ao contrário do que os visados possam supor, isto não constitui um elogio.

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Dois trocadilhos estúpidos com suporte visual

por José António Abreu, em 30.01.15

 

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Cãotentamento.

 

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Felinicidade.

(Fotos apanhadas na rede.)

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Homens e bichos

por Pedro Correia, em 11.01.13

 

Acho um absurdo ver mais pessoas a mobilizar-se por um animal do que por um ser humano. Desde a difusão mundial dos filmes produzidos por Walt Disney com as suas personagens antropomorfizadas, criou-se a convicção que os animaizinhos, coitadinhos, são iguaizinhos a nós. Rejeita-se a natureza em função da dimensão "cultural" dos bichos, fecha-se os olhos a essa evidência que é o instinto primário, faz-se de conta que nunca foi sequer inventada a palavra feroz - algo que soa a um inaceitável primitivismo.

Alarga-se o conceito rousseauniano do "bom selvagem" aos animais, que imaginamos imunes à contaminação do mal. E desembocamos nisto: 30 mil almas sensíveis em defesa de um enternecedor ão-ão que se limitou a "atacar" um bebé de ano e meio (o verbo "atacar" funciona aqui como eufemismo para iludir os factos) e ao qual deve ser concedida uma "segunda oportunidade" (tese quase obscena neste caso, pois cão que mata uma vez pode matar duas ou três).
Eis a doutrina Padre Américo em versão animal, com uns pós de Brecht: não há cachorros maus. A culpa não é do rio, mas das margens que o comprimem. Aliás, se o conceito de "reabilitação social" vigora para os seres humanos, porque não haveremos de lhe atribuir uma interpretação extensiva, colando-o às feras?

A propósito desta história com um final tão infeliz, interrogo-me: se o pitbull de Beja fosse poupado ao abate por um inesperado indulto, que espécie de futuro dono poderia dar guarida, sem o menor sobressalto de consciência, a um cão que levou uma criança à morte?
Apetece dizer-lhes que se vão catar. Não às bestas, mas aos bípedes.

 

Alterei o texto inicial, no penúltimo parágrafo, e actualizei o número dos peticionários

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O que é que se segue? Um relatório do Instituto de Reinserção Social conduzido por uma técnica extremosa que conclua pela mais que provável hipótese de ressocialização? Uma análise sociológica que detalhe exaustivamente a relação irrefutável de causalidade entre o comportamento e a pobreza ou a percepção de desigualdade? Um estudo profundo conduzido pelo Eurostat para determinar o índice de Gini específico da população em que o indivíduo está inserido? Uma tese sobre a discriminação e a exclusão social? Um fórum sobre a globalização e os seus efeitos nocivos? Um workshop para rastrear os efeitos da frustração de expectativas promovido por um Observatório qualquer? Um parecer de uma Comissão sobre a responsabilidade da vítima? Ora abóborasTenham vergonha. Que se abata de imediato o estupor do bicho, tal como prevê a lei. E que, a propósito, se reveja o enquadramento jurídico no sentido da proibição total de detenção de raças como pitbull e bull terrier e da penalização severa de quem violar tal disposição. Quem quer conviver com bestas tem o seu habitat natural na selva.

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Sol (2003-2012)

por António Manuel Venda, em 11.09.12

 

O Sol. Inesquecível. Quero acreditar que passeia por uma nuvem branca, como aquelas lá ao fundo, tranquilo, feliz, sempre pensativo.

 

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Chegou por estes dias

por António Manuel Venda, em 28.03.12

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