Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
Haus Schwarzenberg, Berlim
fotografia minha
por Leonor Barros | 09.11.11
East Side Gallery
fotografia minha
Potsdamer Platz
fotografia minha
por Leonor Barros | 09.11.11
Niederkirche Strasse
fotografia minha
por Leonor Barros | 09.11.11
Bernauer Strasse
fotografia minha
Potsdamer Platz
fotografia minha

Algures na cidade pela cidade toda.
fotografia minha
Também aqui.
fotografia minha
Bernauer Strasse, Berlim
fotografia minha
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Há novos muros de Berlim, novas cortinas de ferro, novas barreiras, ódios velhos renovados. Os famintos e perseguidos batem à porta dos prósperos — prósperos estes muitas vezes às custas dos que exploraram tanto tempo — e as portas se fecham. O diferente é visto com desconfiança ou desprezo. O diferente é inimigo, o fanatismo substitui a razão e a fraternidade, as religiões humanistas se pervertem, o homem é cada vez mais o lobo do homem.
João Ubaldo Ribeiro, (1993), Um Brasileiro em Berlim,
Rio de Janeiro, Nova Fronteira
Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
"Der 9. November" de HP Zimmer
Algures na Chancelaria em Berlim
Portas de Brandenburgo
Domingo, 8 de Novembro de 2009
A Praça da República juntou-se às comemorações dos 20 anos sem Muro. Um outro olhar é sempre muito bem-vindo e estimulante.
Na fotografia: monumento às vítimas que morreram a tentar atravessar o Muro.
East Side Gallery
Se a arte imita a vida ou a vida imita a arte é tão discutível como nos perdermos em considerações sobre o ovo e a galinha. Tenho, não obstante, como certo que coexistem numa relação absoluta de interdependência e que os contextos sociais e políticos são muitas vezes impulsionadores de novas correntes literárias ou tendências.
Foi assim, quando em 9 Novembro de 1989, o Muro de Berlim foi metaforica e literalmente derrubado pela vontade dos homens e mulheres sedentos de mudança. O mundo geográfico alargou-se, fronteiras foram quebradas e com a abertura do Leste e a reunificação da Alemanha, uma nova ordem social surgiu. O encanto foi definhando com a passagem do tempo e as dificuldades de adaptação de ambos os lados intensificaram-se. Seriam afinal ein Volk – um povo só?
E o que tem a literatura a ver com tudo isto? Durante as décadas em que o mundo se dividiu, uma geração cresceu. Desconhecendo as diferenças entre o Leste e o Ocidente, assumiu como sua a realidade quotidiana dos países em que viviam. Sem nunca ter sofrido a separação violenta iniciada em 13 de Agosto de 1961, tinham histórias para contar, histórias além da História, histórias e aventuras de uma infância e adolescência mais ou menos feliz, mais ou menos colorida mas tão legítima como qualquer outra. Surgiu pois uma nova geração de escritores cuja temática central se debruça sobre a vivência anterior a 1989. Thomas Brussig e Jana Hensel são penas dois dos muitos autores que invadiriam o mercado editorial alemão. Brussig destaca-se pelo tom irónico e leve com que aborda a vida para lá do Muro e preenche com palavras o imaginário mitificado do Leste visto pelo Ocidente, enquanto Jana Hensel distingue-se pelo seu carácter autobiográfico, não-ficcional, portanto.
Na Alemanha, esta novíssima literatura não foi acolhida de braços abertos como haviam sido os cidadãos da RDA em Novembro de 1989. Frequentemente acusados de leviandade na abordagem de uma questão tão sensível como a história contemporânea alemã na segunda metade do século XX, e, em casos mais extremos, de desejar o regresso do passado e, com ele, o regime totalitário da RDA, os autores defendem-se, exigindo a legitimidade das memórias apolíticas que forjaram sua matriz.
E, porque acredito que existe memória sem cor política, não posso concordar mais: que faria com a memória da minha primeira ida ao teatro no defunto Monumental para ver o Pinóquio, titubeante e mínima, pela mão segura do meu querido pai? Deito-a fora, apenas porque aconteceu antes de Abril de 74? E o que faço à memória do homem da bolacha americana empurrando um carrinho verde pelo areal infinito e agreste da Figueira da Foz? Faço delete? Lembrar não é necessariamente homenagear ou militar, logo, lembrar a RDA não implica a observância do sistema político então vigente, tal como as memórias de antes de 1974 não atiram os seus donos para as secretárias da António Maria Cardoso, felizmente para mim. A memória é a matéria de que as vidas são feitas, sem ela não há passado e, sem passado, dificilmente chegaremos ao futuro.
Texto repescado do baú da memória
* Na fotografia Ampelmann ou Ampelmännchen, um dos símbolos da RDA, transformado em objecto de culto e comercializado em todo o tipo de parafernália para saciar a fome voraz dos turistas. Pode ser encontrado agora pela cidade inteira.
Nas margens do Spree
Sábado, 7 de Novembro de 2009
A cúpula do Reichstag
Caminhos presentes trilhados sobre a memória do passado.
Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
Memorial aos judeus assassinados
Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Não deixa de ser curioso que quando se comemora a Queda de um Muro se construa outro.
Via Praça da República
Reichstag
Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Pariser Platz
Em simultâneo com A Curva Da Estrada
Terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Haus des Lehrers
(Casa do Professor)
Alexanderplatz
Unter den Linden
Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Potsdamer Platz
Onde era muro e terra de ninguém surgiu "isto"

Já vou atrasada para as fotografias que tenho mas até dia 9 de Novembro publicarei fotografias minhas de Berlim, em evocação dos 20 anos da queda do Muro.