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Costa vs. Costa

por José António Abreu, em 19.02.16

A recusa do governo de Passos Coelho em salvar o BES foi o ataque mais forte das últimas décadas ao status quo político-financeiro-empresarial - i.e., à oligarquia que se habituou a dominar o país. Hoje, Costa (António) ataca Costa (Carlos) não porque este tenha cometido erros mas porque a sua acção (e, por conseguinte, os seus eventuais erros) não decorre dos interesses dos socialistas e/ou dos amigos dos socialistas. Mais: não decorre sequer dos interesses do governo (deste ou do anterior). É aliás sintomático que os socialistas teimem numa solução para os «lesados» do BES sem avançarem com uma proposta clara e, mais importante, sem explicarem (de preferência evitando a necessidade de uma série infinita de erratas) quanto poderia ela custar aos contribuintes. Para Costa (António), interessa acima de tudo docilizar o Banco de Portugal e surgir como o fautor de uma «solução» conciliatória que esconda dos eleitores o preço dessa conciliação. Estabelecer um precedente, numa situação de fragilidade do sistema bancário, não o preocupa. Costa (António) trabalha no presente, manobrando instante a instante.

Depois há ainda outro motivo. Costa (António) tem procurado espicaçar Passos Coelho, alternando acusações com propostas de concertação. Passos, ciente de que não deve ajudar os socialistas numa área em que são peritos incontestados (inventar desculpas e eximir responsabilidades), tem mantido a pose de estadista. Isto não interessa ao governo, urgentemente necessitado de um adversário. Costa (Carlos) encaixa no papel. E, se a situação for bem manobrada, até poderá permitir expulsar Passos Coelho da toca, de modo a ser desgastado antes de começarem a sair os primeiros números da execução orçamental.

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O meu BdP

por Helena Sacadura Cabral, em 22.12.15

BdP.jpeg

Cresci como economista no Banco de Portugal e o que hoje sei devo-o muito àquela instituição onde servi - e gosto de utilizar esta expressão - durante mais de 18 anos. Trabalhei com vários governadores, de Jacinto Nunes a Silva Lopes, destacando apenas estes porque foram aqueles que mais me marcaram. 

Tenho um enorme orgulho de por lá ter passado, num tempo difícil e com a primeira intervenção da troika. Felizmente já não estava na casa à época de Vítor Constâncio, que apenas conheci como colega.

Entristece-me ver o que se está agora a passar com o actual governador que apenas conheci num contacto informal, resultante de um pedido que lhe fiz para ser recebida. Fiquei, confesso, com óptima impressão sua, apesar de saber que o problema que lhe pus não iria ocupar a sua atenção. Mas eu cumpri com o que entendia devia fazer e ele fez o mesmo recebendo-me.
O Banco de Portugal foi uma instituição que deu ao país, talvez, dos melhores economistas que tivemos. Hoje parece ter um enquadramento diferente daquele que tinha no meu tempo.
Mas se quisermos perceber, de facto, o que se passou na Banca desde o caso BPN, então teremos que ouvir mais do que Carlos Costa. Teremos que ouvir também Constâncio porque os problemas, a meu ver, começaram ainda no seu tempo e ninguém melhor do que ele para os esclarecer. 
Uma instituição não se degrada apenas pela política de um governador. Degrada-se por muitas outras razões mais. E uma Comissão de Inquérito sobre o Banif terá todo o interesse em conhecer como é que tudo começou. E estar atenta à CGD e à sua evolução, porque também ela poderá explicar alguns pontos desta brisa que varreu a banca nacional. 
A Comissão de Inquérito se quiser levar por diante um trabalho exemplar tem que andar para trás e explicar aos cidadãos contribuintes o que encontrou, o que se fez no passado e as razões que levaram o governo a entender como melhor solução salvar os depositantes, mas sobrecarregar aqueles que pagam impostos.

 

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Deve ser tempo de dizer basta

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.03.15

A culpa é de Carlos Costa. Também pode ter sido de Vítor Bento. Ou do Banco Central Europeu. Talvez dos bombeiros...; minha é que não foi. Ponto. Fui eu quem esteve à cabeceira da equipa do INEM. A controlar o soro e o cartão de ponto.

Enfim, depois de tudo o que aconteceu no BPN/SLN e na respectiva Comissão de Inquérito, e das criticas que aí foram feitas à supervisão do Banco de Portugal (em 2008, no auge do "socratismo", eu chamei-lhe "supervisão congolesa"), em especial por Nuno Melo (CDS/PP) e João Semedo (BE), não houve hipótese de modificar nada.

Estamos em 2015 e vê-se que durante sete anos, sete anos, porra, não foi um nem dois, ficou tudo na mesma. Os vícios são os mesmo de sempre. As explicações idem. O padrão é sempre o mesmo

E depois vem a gente que há décadas vegeta e mantém esta choldra em ponto-morto dizer que eu tenho asco. Tenho sim, tenho asco, muito asco. Tenho asco a quem politicamente é estruturalmente indecente. A gente politicamente desonesta. A gente que se alimenta do padrão para sobreviver e singrar. A gente que é ética e moralmente desestruturada (na minha perspectiva, é claro). À direita, à esquerda, em cima e em baixo.

(Quando me cansar de escrevê-lo, de dizê-lo, limitar-me-ei a articular com os maxilares doridos os movimentos que produziriam essas palavras. Como Marceau faria com o movimento, com o gesto. Ou como Herberto com as palavras. Em silêncio e às escuras para não incomodar os ouvidos e os olhos sensíveis da canalha)

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Uma pequena frase

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.12.14

carlos-costa-c180mch-c8a4.jpg(Hugo Correia, Reuters)

 

A Comissão de Inquérito ao caso BES ainda agora começou a funcionar, mas pela passadeira de inocuidades e vaidades que por estes dias desfila em S. Bento, há pequenas notas que vão sendo respigadas, aqui e ali, que revelam muito mais do que tudo aquilo que se possa imaginar para se compreender por que razão se chegou até hoje da forma como chegámos. Não me refiro à intrigalhada familiar exposta em praça pública, reveladora do baixo nível, e que não é por razões de extracção social, de alguns dos seus membros, nem aos desmentidos que já começaram a aparecer, como foi aquele que o Banco de Portugal sentiu necessidade de fazer face ao depoimento prestado por Ricardo Salgado. Tudo isso é do domínio do cómico, do novelesco, e está de acordo com a forma como o País foi gerido politica, económica e financeiramente pelas suas "elites" nas últimas décadas. Com o tempo que o espectáculo vai durar muita coisa haverá para acompanhar e ir comentando no virar dos dias. Por agora, registo que os senhores deputados parecem ter aprendido a lição de anteriores comissões, percebendo que é do interesse de todos esclarecer devidamente o que se passou, retirando as ilações necessárias para uma correcção de práticas e modelos, enfim, esforçando-se por cumprirem bem o seu papel. Aqui será justo realçar o conhecimento e a preparação que a jovem deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, tem revelado.

Mas aquele que para mim foi o momento mais marcante até agora de tudo o que se passou, tem muito pouco de técnico. É mais do domínio do conhecimento da natureza humana, sendo importante para se perceber quem depõe, a forma como pensa e como age. E sobre isto recorde-se o momento em que Ricardo Salgado esclarece que tendo sido sugerido ao Banco de Portugal o nome "do Amílcar" [Morais Pires] para dirigir o BES, Carlos Costa lhe pede dois dias para pensar. De acordo com o relato de Ricardo Salgado, dois dias depois o senhor governador do Banco de Portugal telefona-lhe e diz-lhe: "Será quem o Sr. Presidente quiser".

Que um banqueiro afectado se refira a quem fora proposto lhe suceder em termos que não são aqueles em que se refere a outros membros da sua própria família que integravam a administração do BES, e a quem provavelmente conhece há mais tempo, ao fim e ao cabo vincando a diferença social e o modo de ascensão "do Amílcar", não é de estranhar. Amílcar Morais Pires fizera um percurso diferente, não era do meio, não exibia os mesmo pergaminhos. Era um homem da casa que trabalhava há muito na instituição, subira a pulso, conhecia os cantos e, digo eu, era suficientemente grato para fazer o que lhe mandassem.

Mas o que para mim é mais penoso é ver que da mesma forma altiva e sobranceira com que Ricardo Salgado se refere a Amílcar Morais Pires, verificamos que o governador do Banco Portugal exibe o respeitinho parolo e subserviente que é a marca de toda uma geração, de que com razão se queixava O'Neill e que quarenta anos depois do 25 de Abril continua a marcar os dias. Repare-se que, nas palavras de Ricardo Salgado, Carlos Costa não o trata pelo nome próprio, nem por "dr.", como é típico nos meios nacionais. Para Carlos Costa, o governador do Banco de Portugal, Ricardo Salgado era (é?) o "Sr. Presidente"! E, quer se queira quer não, foi desta forma que o regulador Banco de Portugal sempre se comportou em relação a quem manda nos bancos.

Fosse agora no caso do BES, ou tivesse sido no caso do BPN, do BPP ou do BCP, esta forma acanhada e subserviente de lidar com quem tem o poder do dinheiro, que neste pequena frase se revela, é afinal a mesma que se encontra no modo como, por exemplo, jornalistas falam com presidentes de clubes de futebol ou com políticos. Bem sei que alguns, de presidentes de juntas de freguesia a presidentes de filiais de empresas, tal como antes acontecia com alguns governadores civis, ficam de "trombas" (a culpa é de Mário Soares) quando os tratam pelo nome ou pelo convencional "dr.", em vez de a eles se dirigirem pelo título do cargo que ocupam. Porém, esse será um problema deles decorrente da sua errada percepção das coisas, da sua própria falta de noção do ridículo.

No país de Boliqueime, "Será quem o Sr. Presidente quiser" é uma frase que é também um espelho do modo como alguns exercem o poder. Mesmo que o "Sr. Presidente" seja um qualquer pantomineiro de boas famílias, que foge ao fisco e bate na mulher, ele será sempre o "Sr. Presidente". E é também um reflexo da susceptibilidade de alguns que exercem o poder numa sociedade democrática se deixarem influenciar por atavismos pouco consentâneos com as regras de uma república democrática em que os cidadãos são todos iguais perante a lei. É esta maneira de estar na vida, de uns serem "o Amílcar" ou a Irene do leite-creme e outros o "Sr. Presidente", é este estado de espírito, esta mentalidade, que nos separa e faz a diferença entre uma nação civilizada e uma sociedade moldada no preconceito e no paroquialismo, incapaz de sair de si para se elevar. Das coisas mais corriqueiras às que têm que ver com o nosso destino colectivo, como é a supervisão bancária e a forma como o Banco de Portugal exerce as funções que lhe foram legamente cometidas. "Será o que o Sr. Presidente quiser" é hoje a nossa imagem. No BES, na Presidência da República, em S. Bento, nos Tribunais, no Estádio do SLB ou do Dragão, na Junta de Freguesia da Mexilhoeira ou até no caso dos "vistos gold". Por aqui se vê o espelho da nossa desgraça. Da nossa miséria. E de como estão errados os modelos sociais e educacionais que se têm vindo a cultivar. Até nisto conseguimos falhar.

 

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"Banco Espirito Santo rescue team heading Novo Banco quits"; "Portugal bank failure knocks recovery"

 

"Leadership team resigning from Portuguese 'good bank' born from troubled Banco Espirito Santo - (...) The government put up 4.9 billion euros ($6.4 billion) to prevent the bank's collapse, raising questions about how regulators were apparently hoodwinked"

 

"The Bank of Portugal on Sunday picked a new chief executive for Novo Banco, successor to Banco Espirito Santo (BES), following the embarrassing resignation of its three top managers appointed only two months ago"

 

"Bosses charged with rebuilding Portugal's BES bank quit after two months"

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A falta que faz um especialista

por Sérgio de Almeida Correia, em 12.08.14

Com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal em silêncio, sabe-se lá porquê, com o Presidente da República ainda a pensar como vai justificar a actuação do supervisor depois das infelizes declarações que fez, e perante a catadupa de notícias sobre a actuação do Banco de Portugal, o empréstimo (a fundo perdido?) ao cair do pano que a SIC confirmou, a acta dada a conhecer por um escritório de advogados e os accionistas que se livraram do mau papel mesmo em cima do acontecimento, estou admirado com a ausência de Nuno Melo. Só com Marques Mendes a explicar as coisas os portugueses ficam sem o contraditório. Logo agora é que nos havia de acontecer uma coisa destas.

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Supervisão a funcionar

por Sérgio de Almeida Correia, em 12.08.14

"Banco de Portugal contratou filho de Durão Barroso

 Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial. A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional". - Jornal de Negócios

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De rastos

por Sérgio de Almeida Correia, em 30.07.14

"Pasan los meses y el gobernador del Banco de Portugal, Carlos Costa, no mueve ficha. Espera que se vayan los inspectores de la UE, FMI y BCE que estaban supervisando el plan de rescate de Portugal y luego espera a junio a que el banco Espírito Santo cierre su ampliación de capital. Entonces llama a Salgado a su despacho para pedirle que se vaya del banco, él y todos los miembros de la familia. Salgado accede, pero le cuela como sustituto a su brazo derecho, Amílcar Moraes Pires. El desconcierto es total. ¿Cómo limpiar el banco con los mismos? Costa se acobarda, no se atreve a decir ni sí ni no y, en un comunicado bochornoso, afirma que son los accionistas quienes, el próximo 31 de julio, han de elegir a su dirección. Casi un mes de anarquía financiera alentada por el supervisor. Fernando Ulrich, presidente del banco BPI, lo resume: "Si querían construir la tormenta perfecta, no había mejor forma".

No era una tormenta, sino el diluvio. El desgobierno absoluto del BES, del Banco Central y de la economía del país. En siete días, el valor del banco cae un 41%. La desesperación llega a la misma familia, que tiene que vender las acciones para pagar el préstamo con que las había comprado. Pierden de su bolsillo 89 millones.

Costa tarda una semana en rectificar. Hay que salvar al BES; cortar ya con las relaciones obscenas entre el banco y las empresas de los Espírito Santo que durante años se peloteaban la deuda, cada vez más grande, extendiendo la metástasis por todos los rincones del grupo." - El Pais

 

Com uma imagem destas lá fora, será que o atento deputado jotinha, o tal que emite opiniões sem cerimónias, vai agora pedir uma comissão de inquérito à actuação do Banco de Portugal no caso BES?

 

P.S. Antes que venham os da praxe acusar-me de "socratista" e outros mimos do género, esclareço que quem agora pergunta teve em 2008 liberdade suficiente para escrever isto.

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As estatísticas da realidade

por Helena Sacadura Cabral, em 22.05.12
Os números do Boletim Estatístico do Banco de Portugal revelam que a dívida do Estado à banca continua a crescer. Esse aumento foi de quase 12 mil milhões de euros em relação a Março do ano passado.

Foi em 2010 que a dívida do Estado à banca disparou e quase duplicou. De facto, passou de 22.887 milhões de euros em Dezembro de 2009 para 45.235 milhões no mesmo mês do ano seguinte.

Na segunda metade do ano passado, a mesma dívida reduziu-se ligeiramente, mas voltou a crescer no início de 2012.

Esta evolução deve-se ao endividamento progressivo da administração central.

A dívida à banca representa menos de um terço da dívida total do Estado mas foi a que mais cresceu nos últimos anos, ultrapassando mesmo o crescimento da dívida ao estrangeiro, que se situou nos 40% nos últimos quatro anos.

Pelo contrário, o crédito ao sector privado reduziu-se e essa quebra é maior a partir do final de 2010, ou seja quando a banca aumentou de forma mais expressiva o crédito concedido ao Estado.

Se em Dezembro de 2010, a dívida concedida pela banca a particulares ascendia a 157.341 milhões de euros, em Março ultimo ela estava nos 151.350 milhões. No mesmo período, o crédito concedido às empresas privadas passou de 144.858 milhões para 136.097 milhões de euros.


Não quereria estar na pele de quem tem de gerir este barco, tentando conciliar o interesse do país com a troika e uma certa ideologia. De facto, estes números podem ter várias leituras. A minha é preocupante. Mas eu só interpreto, não giro nem governo. E, sobretudo, tenho muito poucas ideologias. Sou uma tecnocrata, que é o pior que hoje se pode ser...

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Um esclarecimento

por Helena Sacadura Cabral, em 20.05.12

 

Há alguns dias, julgo que no Correio da Manhã, li uma crónica do Juiz Rui Rangel, pessoa que admiro, na qual se afirmava que os empregados do Banco de Portugal, entre outros, haviam recebido os famigerados 13º e 14º meses. Não é verdade no que aos reformados - também eles empregados da casa -, respeita. 
Sou reformada daquela instituição e, até agora não recebi qualquer das referidas prestações.
Não sou porta voz do Banco, nem ninguém me encarregou de tal tarefa. Mas enquanto antiga trabalhadora julgo ser meu dever fazer esta clarificação.

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A recuperação e a mudança

por João Carvalho, em 16.10.09

Obama consegue primeira vitória na regulação do sistema financeiro. Neste momento em que se procuram desesperadamente alguns sinais de que a crise está a ser vencida, espera-se que a União Europeia siga finalmente as pisadas dos EUA sobre o papel dos reguladores nos Estados-membros.

Já entre nós, até ver, mantém-se outra dúvida: será que Vítor Constâncio regula bem?

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Os sinais

por João Carvalho, em 04.06.09

Clientes do Banco Privado Português encostam o ministro Teixeira dos Santos à parede. Bem ou mal, o governo tinha prometido responsabilizar-se até cem mil euros por depositante, tinha prometido analisar rapidamente a situação, tinha prometido descongelar essas poupanças a breve trecho. Mal ou bem, os depositantes não accionaram os ex-administradores do BPP, alguns estão sem emprego, alguns já passam sérias dificuldades que se avolumam a cada dia.

Os franceses e os gregos conhecem os sinais. Paira no nosso horizonte o receio de que venha a explodir e a alastrar uma séria agitação social em Portugal. Não sei se os desvios irregulares da banca que o regulador do Estado não regulou, além dos danos que isso está a provocar, configuram os tais sinais. O que sei é que estes nascem sempre de dramas que atingem o desespero.

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Em cima do acontecimento...

por João Carvalho, em 14.04.09

Segundo José Rodrigues dos Santos acaba de noticiar no Telejornal, o Banco de Portugal diz que esta é a pior crise sentida no País desde o início da democracia. Sempre em cima do acontecimento, o Banco de Portugal. Fico pasmado com tamanha perspicácia...

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Credibilidade

por Jorge Assunção, em 20.02.09

Para o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, as críticas ao Banco de Portugal são "irresponsáveis", isto porque não contribuem no "esforço para reforçar a credibilidade das autoridades reguladoras", tão necessária perante a "turbulência" que os mercados atravessam (fonte). A crise actual já servia para justificar toda e qualquer asneira promovida pelo actual governo no campo económico (a tal lógica da necessidade de fazer algo), agora parece que também serve para tentar calar aqueles que, mesmo de forma justa e baseados em dados concretos, criticam o governador do Banco de Portugal.

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Será tarde?

por João Carvalho, em 20.02.09

O Banco de Portugal decidiu suspender vários administradores do Banco Privado Português que ainda se mantinham em funções, transitados do tempo de Joâo Rendeiro. A decisão teve por base a detecção de irregularidades passíveis de configurar uma gestão danosa, como seja a falta de provimentos que a lei estabelece. Só não sei se a actuação do Banco de Portugal é um bocadinho tardia. O que é que acham?

 

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